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Empresas podem ser excluídas do Simples Nacional por dívidas com a Receita Estadual

Valores devidos ao Estado superam R$ 156 milhõesCerca de 11.450 empresas optantes pelo Simples Nacional que apresentam débitos sem exigibilidade suspensa perante a Receita Estadual poderão ser excluídas do Regime.

O Fisco está alertando os contribuintes para que verifiquem a existência de débitos pendentes no e-CAC (Centro de Atendimento Virtual ao Contribuinte) e regularizem suas dívidas com o Erário gaúcho, de modo a evitar a exclusão do regime tributário diferenciado, simplificado e favorecido aplicável às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. Os valores devidos ao Estado superam R$ 156 milhões.

Caso não ocorra o pagamento ou parcelamento dos débitos, as empresas receberão, até o mês de dezembro, o Termo de Exclusão do Simples Nacional, com efeitos a partir de 1º de janeiro de 2020. No ano passado, a operação resultou na exclusão de 3.625 contribuintes que não regularizaram seus débitos em tempo hábil.

Fonte: Receita Estadual RS

RS tem mais de 1,2 mil casos de dengue confirmados em 2019

Estado teve 3,7 mil notificações nos oito primeiros meses do ano. Em torno de 28% do total de casos são autóctones, ou seja, originários no território gaúcho

Foto: Sinan Online

Entre janeiro e agosto deste ano, foram notificados 3.756 casos de suspeita de dengue no Rio Grande do Sul. Mais de 1/3 deles foram confirmados: 1.278, no total. O que acende o alerta da Secretaria Estadual de Saúde (SES-RS) é que 1.069 deles, algo em torno de 28% do total, são casos autóctones, ou seja, adquiridos dentro do território gaúcho.

Segundo o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS/RS), isto não foi identificado nos primeiros oito meses do ano tanto em 2018 como em 2017. Desde 2016 não era registrado um caso autóctone até a semana 35.

No ano passado, por exemplo, apenas 20 casos foram confirmados, e todos foram importados. Em 2019, já são 43 cidades com, pelo menos, um caso confirmado da doença desenvolvido ali mesmo.

“Nos outros anos, não tivemos praticamente dengue aqui. Então, as pessoas imaginaram que tivesse acabado”, afirma Lúcia Mardini, coordenadora da Vigilância Ambiental em Saúde. “A população fica esperando que alguém venha à sua casa resolver o problema. É uma questão muito séria. Precisa que todo mundo esteja atento. O mosquito é muito democrático: atinge bairros pouco organizados e outros muito organizados.”

A maioria dos casos confirmados foi em Porto Alegre ou cidades da Região Metropolitana, como Canoas e Esteio. No entanto, municípios do norte, como Ijuí, Três Passos e Sarandi, tiveram altos índices da presença da doença.

Além disso, a SES destaca que 372 municípios gaúchos estão infestados pelo mosquito Aedes aegypti.

Mais da metade dos casos (51,8%), no entanto, foram descartados após exames em laboratórios. Outros 131 (3,5%) ainda estão sob investigação.

Por ser uma doença sazonal, este não é um período de pico da doença. Os casos de dengue costumam aumentar em meses mais quente, como entre novembro e maio. De qualquer maneira, o ano de 2019 já é o terceiro com mais casos notificados na década.

“A gente tem um aumento de casos na Região Sul, que é um fenômeno, o mosquito se aclimatando. Nenhuma cidade pode dizer que não vai ter”, afirma o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Casos de dengue no RS em 2019

Casos %
Confirmados 1.278 34%
Inconclusivos 403 10,7%
Descartados 1.944 51,8%
Em investigação 131 3,5%
Total 3.756 100%

Nos primeiros oito meses de 2019, foram notificados 269 casos de febre de Chikungunya no estado. Dez foram confirmados. Outros 183 foram descartados e 76 continuam em investigação.

O único caso autóctone foi de um morador de Capela de Santana, Região Metropolitana de Porto Alegre. As notificações dos casos suspeitos ocorreram em 79 municípios de 19 Coordenadorias Regionais de Saúde.

Vírus da zika

O Rio Grande do Sul teve, de janeiro a agosto, 123 casos suspeitos de vírus da zika, mas apenas um caso autóctone foi confirmado. É de um morador de Gravataí, também na Região Metropolitana.

Foram descartados 51 casos, e 71 continuam em investigação. Estas notificações ocorreram em 41 municípios de 16 Coordenadorias de Saúde.

Febre amarela

Foram notificados somente 21 casos, dos quais 20 foram descartados laboratorialmente e um ainda está em investigação.

Dicas para eliminar o mosquito

Os depósitos preferenciais para os ovos do Aedes aegypti são recipientes domiciliares com água parada ou até na parede destes, mesmo quando secos. Os principais exemplos são pneus, latas, vidros, cacos de garrafa, pratos de vasos, caixas d’água ou outros reservatórios. Por isso, é necessário:

  • tampar caixas d’água, toneis e latões
  • manter limpos os bebedouros de animais
  • guardar garrafas vazias com o gargalo para baixo
  • guardar pneus sob abrigos
  • manter desentupidos ralos, canos, calhas, toldos e marquises
  • não acumular água nos vasos de plantas
  • manter a piscina tratada durante todo o ano
  • colocar embalagens de vidro, lata e plástico em lixeiras fechadas

Fonte: G1 RS

Sete casos de sarampo são confirmados no Rio Grande do Sul

 

Sete casos de sarampo foram confirmados pela Secretaria Estadual da Saúde (SES) no Rio Grando do Sul. O órgão divulgou nota técnica nesta quinta-feira e apontou que os casos tiveram início de sintomas entre a primeira e a última semana de agosto. Seis deles foram em residentes em Porto Alegre e um em Dois Irmãos.

De acordo com nota da SES, as medidas de bloqueio, com a vacinação de contatos próximos, já foram realizadas pelos municípios. Todos os pacientes possuem histórico de viagem a locais com circulação do vírus (São Paulo e Europa) ou vinculação a esses, por isso são considerados importados.

O sarampo é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus. Sua transmissão ocorre quando o doente tosse, fala, espirra ou respira próximo de outras pessoas. Qualquer indivíduo que apresentar febre e manchas no corpo (exantemas) acompanhado de tosse, coriza ou conjuntivite deve procurar os serviços de saúde para a investigação, principalmente aqueles que estiveram nos 30 dias anteriores em viagem a locais com circulação do vírus. No Brasil, são 2,7 mil casos somente nos últimos 30 dias, mais de 98% deles em São Paulo. Casos suspeitos devem ser informados imediatamente às Secretarias Municipais de Saúde ou para o Disque Vigilância, pelo número 150.

Casos

O primeiro caso do ano no RS foi de uma jovem de 18 anos, residente em Porto Alegre. Em julho, ela esteve em viagem à Itália e São Paulo, dois locais onde há a circulação do vírus. Apesar dos sintomas, não teve o diagnóstico inicial para sarampo. Segundo a SES, o caso foi identificado após a confirmação de outros três com os quais ela teve contato e que residem na mesma moradia: duas delas também de 18 anos e uma de 25. Assim que houve as confirmações, a vigilância do município realizou uma ação de bloqueio, com a vacinação de 53 pessoas (contatos próximos) que não estavam vacinados e nenhum apresentava sintomas da doença.

Outros dois homens residentes em Porto Alegre, de 21 e 30 anos, também tiveram o sarampo confirmado após viagens a São Paulo. O mais velho, inclusive, relatou contato com colegas de trabalho que posteriormente confirmaram a doença. Nos dois episódios a vigilância da Capital também realizou ações de bloqueio, com a vacinação e acompanhamento de mais de 90 pessoas, todas sem sintomas.

Por último, uma jovem de 21 anos, de Dois Irmãos, também com histórico de viagem a São Paulo no último mês, teve o caso confirmado. A Secretaria de Saúde do município acompanha 14 contatos da pessoa, todos assintomáticos.

De acordo com a SES, a mais efetiva forma de prevenção é a vacinação. Para ser considerada vacinada, a pessoa precisa ter o registro em caderneta de vacinação conforme esquema vacinal. A rede pública de saúde disponibiliza gratuitamente a vacina tríplice viral para a população de 6 meses a 49 anos de idade e para profissionais de saúde e demais pessoas envolvidas na assistência à saúde hospitalar.

São considerados vacinados:

– Pessoas de 12 meses a 29 anos que comprovem duas doses de vacina com componente sarampo/caxumba/rubéola;

– Pessoas de 30 a 49 anos que comprovem uma dose de tríplice viral;

– Profissionais de saúde, independente da idade, que comprovem duas doses de tríplice viral.

Fonte: CP

Proporção de casos de feminicídio no RS cresce 10 vezes mais que a média nacional

Uma em cada dez mulheres mortas por conta do gênero no Brasil foi assassinada no Estado

A quantidade de feminicídios no Rio Grande do Sul aumentou dez vezes mais do que a média nacional, de acordo com dados do Anuário de Segurança Pública, divulgado nesta terça-feira. Enquanto, em nível nacional, o índice do crime avançou 4% de 2017 para 2018, no RS cresceu 40,5% no mesmo período.

Sozinho, o Rio Grande do Sul teve quase 10% dos casos totais do país. Em números absolutos, o Estado ficou apenas atrás apenas de Minas Gerais (156 ocorrências) e São Paulo (136), cujas populações são praticamente o dobro e o quádruplo que a do RS, respectivamente, segundo o IBGE.

Houve 117 feminicídios no Rio Grande do Sul em 2018, ante a 83 no ano anterior. A quantidade de casos no ano passado é o recorde da série histórica, iniciada em 2012, da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP). Desde então, em apenas dois anos houve mais de 100 registros no ano.

Perfil das vítimas 

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública compilou o perfil das vítimas no Brasil entre 2017 e 2018. Seis em cada dez são negras e a maioria (65,6%) foi morta em casa. Em 88,8% das ocorrências, o companheiro ou o ex foi o autor do crime.

A maioria das vítimas tinha entre 30 e 34 anos, sendo 30 anos a idade mais letal. E sete em cada dez mulheres assassinadas (70,7%) por feminicídio no Brasil tinham até o ensino fundamental. Neste quesito, quanto maior a escolaridade, menor a proporção dentre as vítimas – 21,9% das das vítimas tinham ensino médio e 7,3%, ensino superior.

Tendência de queda em 2019

Nos sete meses de registros deste ano, a SSP já somou 58 casos de feminicídios em cidades gaúchas – 43 no primeiro semestre –, o que indica tendência de queda para 2019. De janeiro a julho, porém, não houve dois meses consecutivos de queda nas estatísticas do crime.

Em paralelo, a secretaria contabilizou outros 206 casos de feminicídios tentados. Em todo o ano passado, foram 355 feminicídios tentados no Rio Grande do Sul, segundo a SSP.

Homicídios em queda

Já quanto ao número de homicídios dolosos, o Rio Grande do Sul acompanhou a tendência nacional – que teve redução em 10,8%, de 56.030 homicídios dolosos para 48.951. No RS, a queda foi ainda maior, superior a 21%: de 2.970 em 2017 para 2.355 em 2018.

Casos de latrocínio e lesão corporal seguida de morte também caíram no Estado ao longo do período, igualmente seguindo a tendência geral no país.

Fonte: CP

MetSul alerta para temporais e chance de granizo a partir desta sexta no Rio Grande do Sul

Condição de instabilidade poderá se manter no Estado pelos próximos 10 dias

Foto: Emerson Gomes/Arquivo

A condição de tempo frio e seco no Rio Grande do Sul não deve durar muito. De acordo com a MetSul Meteorologia, a partir desta sexta-feira (06/09), um sistema de baixa pressão atmosférica trará um início de um período de instabilidade. Poderá ocorrer chuva forte e volumosa no Estado, principalmente nas regiões da Zona Sul, Fronteira Oeste e Campanha. A condição de tempo instável poderá se manter pelos próximos 10 dias.

Há ainda a possibilidade de queda de granizo, semelhante ao temporal que ocorreu em Panambi, ainda no final de semana passado.

Um ar quente irá invadir o Rio Grande do Sul e, ao interagir com a umidade, poderá gerar tempestades fortes e com muitos raios, além de vendavais. Na Metade Norte, onde esse ar deve atuar com mais força, as máximas podem ser muito altas, especialmente na próxima segunda-feira, que deve ser um dia de calor intenso.

*MetSul

Rádio Metrópole

TRF4 determina retomada da obrigatoriedade do simulador em CFCs do RS

Decisão do desembargador Rogerio Favreto é válida somente para unidades filiadas ao SindiCFC-RS

Foto: Renata Tornin/Divulgação Detran-RS

O desembargador federal Rogerio Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), proferiu decisão liminar nesta semana suspendendo a Resolução 778/19 do Conselho Nacional de Trânsito que previa o fim da obrigatoriedade de aulas com simulador veicular para candidatos que fossem obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A liminar atende a um recurso do Sindicato dos Centros de Formação de Condutores do Estado do Rio Grande do Sul (SindiCFC-RS) e é válida exclusivamente para os CFCs filiados. Dessa forma, a resolução segue em vigor para os demais centros de formação do país.

Publicada em junho desse ano pelo Ministério da Infraestrutura, a Resolução 778/19 anunciou o fim do uso obrigatório de simulador, a redução da carga horária de aulas práticas para aspirantes à habilitação da categoria B e tornou facultativas as aulas teóricas e práticas para a retirada de Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC) com até 50 cilindradas. As medidas começariam a valer a partir de setembro.

Favreto concedeu a liminar e suspendeu os efeitos da Resolução 778/19 até que seja proferida a sentença da ação em primeiro grau. No entendimento do magistrado, “não é razoável que o Poder Público, cinco anos após implantar a exigência de simulador de direção veicular no processo de formação de condutores, fundado em estudos que evidenciam a redução dos acidentes de trânsito, venha a tornar o seu uso opcional sem qualquer fundamentação ou estudo a respeito de tal mudança”.

O desembargador também reproduziu o precedente da 2ª Seção do TRF4 em caso semelhante, que frisou que “o simulador é recurso pedagógico que proporciona ao aluno perceber situações perigosas no ambiente de trânsito e analisar os erros eventualmente cometidos e suas possíveis consequências”. A decisão ainda ressalta que estudos internacionais mostram redução de acidentes nos dois primeiros anos após a formação dos condutores com o uso da tecnologia.

Fonte: Correio do Povo

Cidades do RS voltam a registrar temperaturas negativas e geada

 

Amanhecer gelado em Ciríaco. Foto: Juliano Simioni

O frio não está dando trégua para os gaúchos. Cidades do Rio Grande do Sul voltaram a registrar temperaturas negativas e geada nesta quarta-feira (14). São José dos Ausentes, na Serra gaúcha, teve -4°C. Vacaria, município que fica na mesma região, marcou -3,4ºC. Os dados são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Veja onde fez mínima negativa nesta quarta:

  • São José dos Ausentes: -4°C, mesma sensação
  • Vacaria: -3,4°C, com sensação de -9,1°C
  • Quaraí: -2,8°C, com sensação de -9,1°C
  • Cambará do Sul: -2,4°C, com sensação de -8,6°C
  • Soledade: -2°C, com sensação de -9,8°C
  • Serafina Corrêa: -1,9°C, com sensação de -7,8°C
  • Lagoa Vermelha: -1,8°C, com sensação de -10,7°C
  • Dom Pedrito: -2,1°C, com sensação de -7,3°C
  • Canela: -1°C, com sensação de -4,7°C
  • Passo Fundo: -0,9°C, com sensação de -7,6°C
  • Cruz Alta: -0,6°C, com sensação de -8,4°C
  • Ibirubá: -0,3°C, mesma sensação
  • Canguçu: -0,3°C, com sensação de -6,7°C
  • Santo Augusto: 0°C, com sensação de -7,5°C

Nos próximos dias, o frio deve diminuir gradualmente. Conforme a Somar, na quinta-feira (15), a massa de ar polar começa a perder força, mas o dia ainda amanhece com temperaturas baixas e geada. À tarde, o clima fica agradável com a presença do sol, provocando uma grande amplitude térmica.

Fonte: G1 RS

Médicos pelo Brasil: 850 vagas estão previstas para o RS

Governo federal estima que 451 municípios gaúchos têm potencial para receber, pelo menos, um profissional do programa

O Rio Grande do Sul poderá ser contemplado com cerca de 850 vagas do programa Médicos pelo Brasil. A proposta,lançada nesta quinta-feira (1º) pelo presidente Jair Bolsonaro, substituirá o Mais Médicos — criado pelo governo de Dilma Rousseff em 2013.

Em entrevista ao programa Gaúcha Mais, o secretário-executivo adjunto do Ministério da Saúde, Erno Harzheim, estimou que os novos profissionais devem começar a atuar entre o final de 2020 e o primeiro semestre de 2021.

— O Rio Grande do Sul terá uma quantidade menor do que as atuais 1.318 vagas. As regiões Sul e Sudeste vão perder vagas. Mas essa é a promessa de campanha do presidente Jair Bolsonaro: destinar médicos para os locais mais necessitados — afirma.

De acordo com Harzheim, que foi secretário da Saúde de Porto Alegre do prefeito Nelson Marchezan, a capital gaúcha passará de 122 vagas do Mais Médicos para cerca de 20 a 30 do Médicos pelo Brasil.

— Porto Alegre tem bolsões de pobreza, mas são bem menores do que em cidades do Norte e Nordeste — observa.

Hoje, cerca de 115 profissionais do Mais Médicos atuam nos postos de saúde da Capital. Mas, com o fim dos contratos, as vagas não devem ser repostas, já que o município não se enquadra no perfil do novo programa.

Nordeste terá 2 mil vagas a mais

Harzheim antecipa que, dos 497 municípios gaúchos, 451 têm potencial para receber, pelo menos, uma vaga do Médicos pelo Brasil.

— O critério de escolha são municípios vulneráveis, pequenos e distantes, ou cidades com equipes de saúde da família que têm pacientes vulneráveis socioeconomicamente — destaca.

 

Fonte: Gaúcha ZH

Previsão indica temporais com vento forte e chuva nos próximos dias no Rio Grande do Sul

Chuva deve persistir no estado pelo menos até quarta-feira (24), segundo a Somar Meteorologia. Até o fim da semana, massa de ar polar deve avançar novamente, derrubando temperaturas

 

Foto: Inmet/Divulgação

A previsão para o começo desta semana é de chuva e vento forte no Rio Grande do Sul. Segundo a Somar Meteorologia, uma frente fria muda o tempo após fim de semana com temperaturas perto dos 30°C em pleno inverno. Em Porto Alegre e na metade Norte do estado deve começar a chover entre a tarde e a noite. As condições do tempo devem ser piores entre a Fronteira Oeste e a Campanha.

A Somar diz que as rajadas de vento podem chegar a 70 km/h em cidades do interior e também no litoral. Por conta do tempo fechado, as temperaturas caem, mas ainda não faz frio intenso.

Há alerta da Marinha para ressaca entre Rio Grande, no Sul do RS, e Cabo de Santa Marta, em Santa Catarina, com ondas de até 2,5 m de altura.

O mau tempo deve se espalhar pelo estado na terça-feira (23), com pancadas de chuva mais fortes. A Somar alerta para a possibilidade de transtornos como alagamentos e queda de granizo. As rajadas de vento devem continuar intensas, chegando a 60 km/h em algumas áreas.

Os maiores acumulados de chuva devem se concentrar na Fronteira Oeste.

Na quarta-feira (24) a previsão indica que a chuva começa a diminuir nas áreas de fronteira.  O vento ainda deve ficar forte em cidades da Região Central.

A tendência, de acordo com a Somar, é de que uma massa de ar polar avance novamente pelo estado no fim de semana, derrubando as temperaturas.

Fonte: G1 RS

Rádio Metrópole

Trigo tem plantio finalizado no RS

 

Foto: José Schaefer

O plantio do trigo está quase concluído no Rio Grande do Sul, restando 2% da área prevista para esta safra no Corede Campos de Cima da Serra, cujo plantio se estende até 20 de agosto próximo, conforme zoneamento agrícola de risco climático.

Neste Corede, responsável por 4% da área de trigo no Estado, destacam-se pela área cultivada os municípios de Muitos Capões (13 mil hectares), Vacaria (6 mil hectares), Esmeralda (2.500 hectares) e Campestre da Serra (1.500 hectares); juntos, correspondem a 76,6% da área de trigo estimada para a região.

De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (18/07), a área cultivada com trigo nesta safra é de 739,4 mil hectares, sendo as maiores produtoras as regiões de Ijuí, que engloba os Coredes Alto Jacuí, Celeiro e Noroeste Colonial, e de Santa Rosa, Coredes Fronteira Noroeste e Missões, com 30 e 27% da área de trigo no Estado. Em alguns municípios na região de Ijuí, o zoneamento para plantio do trigo se estende até o dia 20 de julho para cultivares tardias. O clima nos últimos períodos foi favorável ao desenvolvimento da cultura, coincidindo com o estágio inicial de perfilhamento.

O plantio da canola está encerrado no RS e nesta safra atinge 32,7 mil hectares, sendo o rendimento médio projetado em 1.258 quilos por hectare. As principais regiões da Emater/RS-Ascar produtoras do grão são Santa Rosa (34,2% da área com canola no Estado), Ijuí (22% da área no Estado), Santa Maria (16% da área de plantio no Estado) e Bagé (13,4% da área no Estado).

Na região de Santa Rosa, 18% das lavouras de canola estão em desenvolvimento vegetativo, 49% em floração e 33% em início de formação do grão. Algumas lavouras foram atingidas por geadas, provocando o abortamento das flores, o que poderá trazer uma redução no rendimento. Alguns produtores relataram que não realizaram adubação de cobertura devido à baixa umidade e outros informaram não terem obtido o resultado esperado em função da ausência de chuva após essa prática.

Na cevada, a área estimada no Rio Grande do Sul é de 42,4 mil hectares, com rendimento médio de 2.073 quilos por hectare. Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí (22,4% da área no Estado), a cultura apresenta bom desenvolvimento inicial e boa densidade de plantas. A maioria das lavouras encontra-se em estágio vegetativo e uma pequena parte delas, em início da floração. De modo geral, as lavouras apresentam boa sanidade.

A área estimada para o plantio de aveia branca para grão no RS é de 299,86 mil hectares, com produtividade prospectada de 2.006 quilos kg por hectare. Na região de Ijuí, responsável por 37,1% da área cultivada com aveia branca no Estado, a cultura entra para o estádio reprodutivo. Há preocupação dos produtores com as áreas em início de formação de grãos, devido a possíveis danos ocasionados pelas fortes geadas ocorridas, mas até o momento as plantas não apresentaram sintomas de danos. O tempo frio e seco contribui para a redução do ataque de lagartas.

FRUTÍCOLAS

Citros – Na região Serrana, o frio intenso favoreceu a sanidade e o vigor das frutas, desde o campo até o mercado. Intensificou-se a colheita, com frutas de melhor coloração e sabor. O ataque de moscas, que vinha desde o início de outono e com forte intensidade, teve seu percurso interrompido. O consumo das frutas, que é muito atrelado às baixas temperaturas, teve grande impulso nesta semana, refletindo-se no fluxo comercial. As variedades precoces estão em final de colheita, apresentando polpa desidratada em virtude do clima seco em junho.

Pêssego – A cultura está em entressafra e o período com intensas geadas foi benéfico à dormência das plantas, proporcionando brotações e floração mais uniformes após a poda das frutíferas. Na região Sul, os produtores estão mais tranquilos com os acumulados de horas de frio. Até a segunda semana de julho, são 200 horas de frio (menores ou iguais a 7,2°C). Com o avanço significativo no acumulado (até então, eram apenas 67 horas), a expectativa é de safra superior às duas anteriores, ruins em qualidade e quantidade. A ocorrência de geadas e de frios intensos não afetou os pessegueiros até o momento. Segue intensa a elaboração de projetos técnicos e de crédito para o custeio da próxima safra junto aos principais agentes financeiros. Indústrias beneficiadoras de pêssego em calda realizam reuniões com produtores/fornecedores para capacitação sobre o preenchimento do caderno de campo, preparatório para a implantação da rastreabilidade da matéria-prima.

CRIAÇÕES

Nesta época de inverno, os rebanhos de bovinos de corte, de maneira geral, apresentam boas condições sanitárias, pois reduziu a ocorrência de carrapatos e bernes. Os animais continuam perdendo peso, principalmente os que utilizam somente as pastagens naturais. O período é de prenhez das matrizes inseminadas e/ou entouradas. Já o manejo está direcionado para as vacas e novilhas prenhas, que devem ficar acomodadas em campo nativo/pastagens com volume adequado de oferta de forragem, consumindo sal proteinado para evitar perda de peso. Esse manejo alimentar tem por finalidade evitar o risco de escore corporal baixo ou de baixo peso no momento de parição, o que causará um grande prejuízo para o terneiro que vai nascer, além de comprometer a repetição de cria para o próximo ano. Os touros também necessitam de volume forrageiro adequado para se manterem aptos ao período de monta. Alguns produtores já iniciaram a complementação alimentar do gado com silagem e/ou resíduos de casca de soja e farelo de soja e de arroz.

Por: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

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