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Última semana para parcelar o IPVA 2020 em até três vezes

Prazo é até dia 31 de janeiro para realizar o primeiro pagamento

O motorista que pretende parcelar o IPVA em até três vezes tem até o dia 31 de janeiro para realizar o primeiro pagamento. Quem optar por essa modalidade terá um desconto de 3% sobre o valor da parcela. As próximas duas serão em fevereiro, até o dia 28, e março, até o dia 31. Os descontos serão 2% para a segunda parcela e 1% para a terceira.

Também há opção de pagamento antecipado do valor integral do tributo. Quem quitar o IPVA também até o dia 31 de janeiro pode ter até 22,4% de desconto, considerando uma redução de 3% no valor do tributo pela antecipação e a soma das vantagens dos programas Bom Motorista e Bom Cidadão.

A consulta de dados relativos aos veículos, como valores a pagar, multas e pendências podem ser acessados no site do IPVA ou no aplicativo para dispositivos móveis – IPVA RS –, disponível gratuitamente na App Store e na Google Play.

O pagamento do IPVA 2020 pode ser realizado diretamente nos sistemas online ou presencialmente nos bancos credenciados: Banrisul, Bradesco, Santander, Sicredi, Banco do Brasil (somente para clientes) e Agências Lotéricas da Caixa. Basta ter em mãos o Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV) ou apenas a placa e o Renavam do veículo.

A taxa de licenciamento do veículo, multas de trânsito e o seguro DPVAT (Seguro de Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Via Terrestre) podem ser pagos separadamente do IPVA. Um tributo não interfere no pagamento do outro.

Bom Motorista e Bom Cidadão

Os descontos de Bom Motorista e Bom Cidadão podem ser acumulados e são válidos para pagamento de IPVA antecipado, parcelado ou conforme o calendário de vencimento por placas.

Os condutores que não receberam multas nos últimos três anos terão dedução de 15% no valor do tributo. Para quem não foi multado há dois anos, o índice é de 10%, e para quem ficou um ano sem infrações, o abatimento é de 5%. No Rio Grande do Sul, mais de 1,7 milhão de contribuintes têm direito ao desconto do Bom Motorista no IPVA 2020, o que representa 45,8% da frota tributável.

O desconto do Bom Cidadão, por sua vez, dará aos proprietários de veículos inscritos no programa Nota Fiscal Gaúcha desconto de 5% para os que acumularam no mínimo 150 notas fiscais com CPF, 3% para os que tiveram entre 100 e 149 notas e 1% para quem acumulou entre 51 e 99 notas. Esses descontos serão aplicados para 552,6 mil cidadãos.

Dúvidas

Para IPVA de exercícios anteriores (inscritos em Dívida Ativa) os pagamentos devem ser realizados exclusivamente no Banrisul, Banco do Brasil (somente para correntistas) e Banco Sicredi.

Para questões referentes a cadastros de veículos, licenciamentos e multas de trânsito, o contato deve ser feito diretamente com o Detran e CRVA’s. Outras eventuais dúvidas podem ser esclarecidas por meio do canal Dúvidas Frequentes ou pelo Plantão Fiscal Virtual, ferramenta online disponível no site da Receita Estadual.

A partir do IPVA 2020, a Receita Estadual e o DetranRS irão utilizar a mesma base de dados para cadastramento dos cidadãos que desejam receber informações sobre o tributo via e-mail e celular. Para se cadastrar, basta acessar o site do DetranRS, clicar na opção “Entre ou Cadastre-se” e autorizar o envio de mensagens por e-mail e SMS. O cadastramento dos e-mails também pode ser feito nos sites do IPVA e da Receita Estadual.

Serviço

Quem paga?
Todos os proprietários de veículos automotores fabricados a partir do ano 2000.

Como pagar?
Para quitar o imposto, o proprietário deverá apresentar o Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV). Junto com o IPVA, é possível pagar o seguro obrigatório (DPVAT), taxa de licenciamento e multas de trânsito.

Onde pagar?
No Banrisul, Bradesco, Santander, Sicredi, Caixa (loterias) e Banco do Brasil (somente para clientes).

 

*SECOM

Apesar da falta de chuvas, milho é colhido no RS

 

Em Santa Rosa, colheita de milho é acelerada para minimizar problemas causados pela estiagem – Foto: José Schafer

A falta de chuva recorrente no Estado tem prejudicado o desenvolvimento da cultura do milho e já produz perdas nas lavouras cultivadas pelos agricultores familiares e por médios e grandes produtores. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (09/01), em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), a cultura chegou em 99% de plantio da área de 777.442 hectares previstos para esta safra. Das lavouras implantadas, 24% estão na fase de desenvolvimento vegetativo, 13% em floração, 31% em enchimento de grãos, 27% maduro e 5% já foram colhidos.

Na regional administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, as fases de desenvolvimento vegetativo (1%) e floração (3%) estão se encerrando, e a cultura do milho avança para enchimento de grãos (44%), maturação (47%) e colheita (5%). O potencial produtivo das lavouras tem variado em virtude do regime de chuvas esparsas ocorridas durante dezembro. Nas plantadas entre o final de setembro e início de outubro, o impacto das perdas tem sido maior e os produtores estão solicitando Proagro. A colheita das primeiras lavouras foi iniciada e, em Tenente Portela, os resultados têm apontado boa produtividade. Os produtores aguardam melhores condições de umidade no solo para realizar o segundo plantio da cultura nas áreas que anteciparam a colheita para a produção de silagem.

Na região de Santa Rosa, a área de cultivo de milho deverá ultrapassar a intenção de plantio prevista em 120.078 hectares, que já atingiu 81% da área. Foi concluída a implantação do milho safra e iniciado o plantio da safrinha. Da cultura implantada, 4% encontram-se em desenvolvimento vegetativo, 2% em floração, 16% em enchimento de grão, 60% em maturação e 18% foram colhidos como silagem de planta inteira. Durante a semana, o processo de amadurecimento acelerou, devido à perda de água dos grãos, e as lavouras têm apresentado baixo índice de ataque de pragas e doenças. São poucas as comunicações de Proagro neste Regional da Emater/RS-Ascar, diferente da região de Frederico Westphalen, onde foram registrados 71 pedidos de cobertura de Proagro. Nesta região, as lavouras semeadas a partir de meados de setembro vêm apresentando perdas devido à estiagem, com redução na produtividade estimada em até 30%. Em se mantendo as condições do tempo, a quebra na produtividade regional deverá atingir 20%.

Sobre o milho silagem, as regiões de Erechim e de Santa Rosa apresentam 50% em fase de formação de grãos e 50% da cultura já foi colhida. Há redução da produtividade pela falta de chuvas. Na de Santa Rosa, o corte para silagem foi intensificado devido à maturação forçada das plantas, causada pelas altas temperaturas dos últimos dias. Os produtores aguardam o retorno da chuva para dar andamento ao plantio das áreas destinadas ao milho silagem/safrinha. Na regional de Caxias do Sul, as áreas destinadas à produção de silagem estão sendo processadas, mesmo com plantas murchas e praticamente sem formação de espigas. Há pedido de liberação de seguro para possibilitar nova semeadura em muitas áreas.

Soja – O plantio da soja no RS chegou em 99% da área prevista para a safra de 5.978.967 hectares. Das lavouras com a cultura, 75% estão em desenvolvimento vegetativo, 22% em floração e 3% na fase de enchimento de grãos. Na Fronteira Noroeste, o plantio está concluído e a implantação da safrinha já iniciou em áreas pós-colheita do milho. Nas lavouras com cultivares superprecoces, foi iniciada a colheita; o microclima que permite antecipar a semeadura em Porto Lucena possibilitou que 5% de área já tenha sido colhida. A produtividade das lavouras alcançou entre 48 e 65 sacos por hectare. Em geral, as plantas estão sadias, bem nutridas, com boa nodulação. Os produtores seguem realizando aplicação de herbicidas e iniciam os tratamentos preventivos de fungicidas no turno da manhã, que apresenta as condições mais adequadas. Em lavouras com solos pouco profundos, o déficit hídrico associado às temperaturas elevadas e à baixa umidade do ar tem provocado a murcha das plantas. Em alguns casos, ocorre inclusive a morte de plantas.

Na região de Ijuí, 91% da área com soja estão na fase de desenvolvimento vegetativo, 9% em floração e 1% em enchimento de grãos. As lavouras da região Celeiro, localizada ao Norte, seguem com desenvolvimento satisfatório. Já nas dos Coredes Noroeste Colonial e Alto Jacuí, a falta de chuvas tem comprometido o desenvolvimento normal da cultura. Os produtores realizam aplicações de fungicidas e inseticidas preventivamente e as lavouras apresentam boa sanidade.

Arroz – A cultura no RS se encontra nas fases de germinação/desenvolvimento vegetativo (75%), em floração (20%) e enchimento de grãos (5%). Em geral, a sequência de dias com alta taxa de luminosidade, conjugada com disponibilidade de água e associada a temperaturas elevadas durante a manhã e à tarde e amenas à noite, tem sido favorável ao bom desenvolvimento da cultura.

Feijão 1ª safra – Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a cultura está nas fases de enchimento de grãos (3%), maturação (14%) e colheita (83%). A colheita avança rapidamente pelas condições de tempo estável, com pouca chuva, favorável à secagem dos grãos na lavoura. Os grãos colhidos têm apresentado boa qualidade. Há redução de produtividade nas lavouras plantadas mais tarde devido à falta de água para o desenvolvimento das plantas.

Das lavouras da primeira safra de feijão na região de Frederico Westphalen, 10% estão finalizando a fase de enchimento de grãos e 90% já foram colhidas. Em geral, a cultura apresenta bom desenvolvimento, grãos de boa qualidade e produtividade média de 1.800 quilos por hectare. Já na região de Pelotas, 19% das lavouras estão na fase de floração, 40% em enchimento de grãos, 21% em maturação e 20% já foram colhidas. A cultura vem sentindo os efeitos do clima quente e seco desde dezembro passado, condições que persistem neste início de ano, sinalizando redução da produtividade e da produção diante do quadro de estresse hídrico das plantas, principalmente em lavouras nas fases de floração e enchimentos de grãos.

OLERÍCOLAS

Cebola – Na regional de Pelotas, maior produtora de cebola do RS, a área de plantio é de 2.785 hectares. O clima seco e quente do final de novembro e dezembro prejudicou o desenvolvimento da cultura na fase final do ciclo, principalmente nas cultivares precoces; porém, favoreceu muito a colheita e a cura, produzindo cebolas com ótima casca e cor, itens de qualidade valorizados na comercialização e no armazenamento. Atualmente, a cultura segue na fase de colheita, encaminhando-se para encerramento. A safra deverá ter produtividade inferior à esperada inicialmente, situando-se abaixo de 30 toneladas por hectare. Os produtores direcionam parte da cebola para armazenamento.

A cebola da região é destinada à comercialização em mercados de todo o Brasil. Os preços pagos aos produtores estão bastante reduzidos, devido ao excesso de oferta nos mercados locais, regional e nacional. Sem perspectivas de melhoras imediatas nas cotações, os produtores devem armazenar a produção em galpões ou em locais abrigados, cobertos por lonas, mas não por período superior a 45 dias, em razão de elevadas perdas neste tipo de armazenamento. O preço pago ao produtor está entre R$ 0,40 e R$ 0,50/kg para a caixa 3 (ou tipo 3, cujo diâmetro foi alterado em cinco milímetros: de 50 para 55 e de 70 para 75 mm) e de R$ 0,15 a R$ 0,20/cx. tipo 2. Os produtores estão preocupados com a estabilidade de preço, sem perspectivas de valorização, e que não cobrem o custo de produção.

FRUTÍCOLAS

Pêssego – Na regional da Emater/RS-Ascar de Pelotas, a área com pêssego (indústria e mesa) é de 5.311 hectares, cultivado por 1.041 produtores/famílias. A cultura está em fase de colheita, encaminhando-se para o final, com 85% da safra já colhida. É prevista queda na produção total. A região deverá colher uma safra entre 35 e 37 milhões de quilos. A falta de precipitações nas últimas semanas afetou o crescimento dos frutos, acarretando a produção de pêssegos classificados como tipo II, de menor valor comercial. Alguns produtores relatam perdas por granizo e vento.

Videira – Na regional da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, as temperaturas mais amenas e o retorno das chuvas, embora esparsas e com volumes irregulares, melhoraram o quadro geral da cultura e o ânimo dos viticultores. Porém, algumas áreas na região ainda carecem de umidade do solo para interromper o processo de perdas na produção. Os parreirais com mudas novas e de algumas variedades específicas, como a Couderc tinta e a Bordô, vêm apresentando maior suscetibilidade à estiagem, com amarelecimento e queda de folhas, maturação forçada das frutas e murchamento das bagas. Nestes vinhais, muitos produtores estão recorrendo às mais diversas opções de suplementação hídrica para tentar salvar as plantas, sendo recorrente inclusive o uso de caminhões-pipa para o transporte da água.

Melancia – Na regional de Soledade, iniciou a colheita da melancia, em área de cerca de 2.500 hectares implantada em Encruzilhada do Sul e Rio Pardo. As lavouras apresentam perda de cerca de 40% na produtividade, em função da estiagem. Há problemas também na comercialização da produção, em função do tamanho pequeno dos frutos. A melancia é comercializada a R$ 0,60/kg.

PASTAGENS E CRIAÇÕES

Na maior parte das áreas, os campos nativos e as pastagens cultivadas de verão vêm sendo afetados pelo baixo nível de umidade no solo. Ocorre menor taxa de crescimento, com redução do volume e da qualidade da massa verde.

Os rebanhos bovinos de corte apresentam boa sanidade e bom escore corporal em todo Estado. Mas, em função do menor desenvolvimento das pastagens, o ganho de peso do gado vem sendo prejudicado na maior parte das regiões. A temporada de cobertura das matrizes tem continuidade, exigindo acompanhamento da condição nutricional e sanitária de reprodutores e reprodutoras.

Já nas diversas regiões pecuárias do Estado, os bovinos de leite apresentam boas condições físicas e sanitárias. Devido à diminuição da oferta de massa verde das pastagens, os criadores vêm tendo dificuldades para manter os níveis de produção leiteira apenas à base de pasto. Assim, têm recorrido à suplementação alimentar utilizando silagem, feno e concentrados proteicos. As altas temperaturas, que causam estresse térmico nas vacas, também podem ocasionar queda na produção de leite. Para reduzir o desconforto térmico, os produtores manejam o rebanho para realizar pastoreio noturno e disponibilizam áreas sombreadas e bebedouros com água à vontade. A estiagem prejudica também grande parte das áreas com milho para silagem. A perda na produção de silagem pode chegar a mais de 30% em algumas áreas.

PISCICULTURA – As atividades se desenvolvem em diversas etapas nas várias regiões do RS. Muitos açudes estão em fase de manutenção com recuperação de taipas, correção de acidez e adubação. Em outros, a fase é de povoamento. Nos açudes povoados, são realizados cuidados para a manutenção da qualidade da água e para uma boa alimentação dos peixes. Alguns piscicultores já começaram a despesca, mas a grande maioria se organiza para fazer a despesca principal na Semana Santa. Os piscicultores que abastecem feiras e abatedouros de peixes realizam várias despescas distribuídas durante o ano.

PESCA ARTESANAL – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Porto Alegre, a pesca artesanal marinha com cabo fica bastante limitada no período de veraneio, em função da presença maior de banhistas. Neste período, a pesca embarcada dá a principal sustentação à atividade dos pescadores. Na região de Pelotas, nos municípios de Pelotas e Rio Grande, a captura da Corvina é o grande destaque na semana, sendo que outras espécies praticamente não estão sendo capturadas. A partir de 6 de janeiro, a pesca de camarão foi liberada na Lagoa do Peixe, que tem parte de sua extensão na região de Porto Alegre e parte na de Pelotas.

Por: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

Arthur, Miguel e Helena são os nomes mais populares em 2019 no RS

Levantamento teve como base registros em 419 unidades do estado. Rio Grande do Sul foi um dos únicos estados em que um nome composto não ocupou a primeira posição

Foto: Reprodução

Ao contrário do ranking nacional, divulgado este mês, não é Enzo o nome mais registrado no Rio Grande do Sul em 2019. Arthur é o nome mais comum entre os meninos, enquanto Helena é o favorito dos pais de meninas gaúchas, neste ano, conforme levantamento dos cartórios de Registro Civil do Brasil. 

Miguel, favorito dois anos atrás, caiu para o segundo lugar geral. E Alice, que já foi o mais escolhido para as gurias, ficou na sexta posição. Mas se for considerada toda a Região Sul (RS, Santa Catarina e Paraná), o nome de preferência dos pais foi Pedro Henrique, com 2.307 registros de nascimento.

A lista foi feita com base em registros nas 419 unidades do estado. E o Rio Grande do Sul fugiu da tendência de nomes compostos. Foi uma das únicas quatro unidades do país onde um nome simples ocupou a primeira colocação do ranking.

Confira a lista dos 10 nomes mais registrados em 2019 no RS

  1. Arthur – 1.171
  2. Miguel – 1.066
  3. Helena – 931
  4. Pedro Henrique – 785
  5. Enzo Gabriel – 740
  6. Alice – 740
  7. Bernardo – 686
  8. Ana Clara – 629
  9. Maria Clara – 615
  10. Laura – 600

 

Fonte: G1 RS

PRF retoma fiscalização com radares móveis em rodovias do RS

Justiça do Distrito Federal determinou a retomada do uso dos equipamentos no país até esta segunda-feira

Foto: PRF / Divulgação

Desde sexta-feira (20), às vésperas da saída do feriadão de Natal, a fiscalização com radares móveis já retornou às rodovias federais no Estado. A medida vai ao encontro da decisão da Justiça do Distrito Federal, que determinou a retomada do uso dos equipamentos no país até esta segunda-feira (23).

Em entrevista , o superintendente da PRF no Estado, Luís Carlos Reischak Júnior, explicou que a corporação está fazendo a redistribuição dos radares. Em algumas rodovias, como a BR-290, a fiscalização já está ativa, como foi observado pelos motoristas que trafegaram pela rodovia na última sexta (21).

Outros pontos devem ser contemplados gradualmente em todo o Estado. Embora a PRF não divulgue quais são os trechos que receberão fiscalização, aponta os pontos mais críticos em mapeamento de acidentes (confira aqui). Esse locais são os mais passíveis de serem fiscalizados.

—  Já vai valer sim, nos próximos dias. Só questão de distribuir os equipamentos — enfatiza o superintendente.

No Rio Grande do Sul, 22 radares móveis são usados nas rodovias federais. Segundo os agentes, os dispositivos são instalados de modo temporário em pontos das estradas onde estudos apontam índices altos de acidentes.

 

 

Fonte: ZH

Mau tempo faz 16 mil produtores registrarem perdas nas lavouras de tabaco no RS

Ainda assim, a previsão é que sejam colhidas 270 mil toneladas de tabaco somente no Rio Grande do Sul. Na safra passada, a produção chegou a 320 mil

É na região do Vale do Rio Pardo que cerca de metade do tabaco colhido no Rio Grande do Sul é produzido. Feitos de forma manual, plantio e colheita ficam a cargo de famílias em pequenas propriedades rurais.

Os pequenos produtores dão preferência ao fumo por conta do espaço físico: segundo agricultores da região, é uma monocultura que não demanda de tantos hectares e possibilita renda boa. Por isso, cerca de 25 mil famílias cultivam tabaco na região Centro-Serra do Rio Grande do Sul.

Mas na região do Vale do Sol, o tempo não colaborou com a safra. A chuva e o granizo que atingiram a localidade ocasionaram a perda de cerca de 20% do tabaco. Segundo a Associação do Fumicultores do Brasil, somente neste safra 16 mil produtores registraram perdas nas lavouras por causa do mau tempo.

*G1 RS

Chefe da Polícia Civil confirma corte de ponto caso agentes entrem em greve a partir de segunda-feira

Conforme Nadine Anflôr, decisão do STF de 2017 trata da impossibilidade da categoria de paralisar atividades

A chefe da Polícia Civil gaúcha, delegada Nadine Anflôr, afirmou nesta quarta-feira (11) que os policiais civis não podem fazer greve e que se a categoria decidir parar a partir da próxima semana, haverá corte de ponto. Durante manifestação na tarde de ontem, servidores ligados ao Sindicato dos Agentes de Polícia do RS (Ugeirm) decidiram deflagrar greve a partir de segunda-feira contra o pacote apresentado pelo governador Eduardo Leite, que reestrutura carreiras e a previdência do funcionalismo público. A declaração da chefe de Polícia ocorreu durante a cerimônia de reinauguração da 2ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA).

Conforme a delegada, há uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2017 que trata da impossibilidade da categoria paralisar atividades. Nadine garante que têm trabalhado usando o diálogo com os policiais para que não haja nenhum desrespeito com o governo estadual e, principalmente, com o governador (em alusão aos bonecos utilizados pelos policiais civis durante a manifestação).

Em abril de 2017, o STF reafirmou o entendimento de que é inconstitucional o exercício do direito à greve pelos policias civis e demais servidores que atuam diretamente na área de segurança pública. Ou seja, a categoria faz parte de “carreira diferenciada”, o que significa que fica impossibilitada de realizar paralisações nos serviços.

Greve

Em votação unânime, os servidores da Polícia Civil ligados à Ugeirm Sindicato decidiram pela deflagração de greve na tarde desta terça-feira. A previsão é de que os funcionários paralisem as atividades a partir do momento em que o pacote de urgência do Executivo seja analisado na Assembleia Legislativa, o que pode ocorrer a partir de terça-feira da semana que vem.Conforme o sindicato, deve ser mantido efetivo de 30% para atendimento de ocorrências graves, como quando envolvem crianças, idosos e mulheres. Ocorrências simples podem ser feitas pela internet no serviço Delegacia Online.

 

*Rádio Guaíba

Proposto reajuste de 6,57% para o salário mínimo regional no RS em 2020

Grupo liderado pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) entregou solicitação ao Estado

Foto: Ricardo Giusti

Uma comitiva de sindicalistas gaúchos da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB/RS) foi até o 8º andar do Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff) para entregar à Secretaria Estadual do Trabalho e Assistência Social (STAS), a proposta de reajuste para o salário mínimo regional em 2020. O grupo foi recebido na tarde desta quarta-feira pela secretária-adjunta, Márcia De La Torre, já que a titular, a secretária Regina Becker, cumpria agenda em outro compromisso. O presidente da CTB/RS, Guiomar Vidor, defende que o reajuste seja de 6,57%. “O salário mínimo regional é a única forma de se conseguir um reajuste para pelo menos 1,3 milhão de trabalhadores do Rio Grande do Sul. Então estamos aqui para oficializar esta pauta”, pontua o sindicalista.

Ao grupo, a Márcia disse que o piso regional é assunto da Casa Civil e Secretaria da Fazenda, “mas que iria receber a proposta, por que a secretária Regina faz questão de iniciar uma conversa”. Para que o reajuste se torne realidade, o Poder Executivo precisa enviar um projeto de lei à Assembleia Legislativa com o índice em acordo. Neste ano, o Palácio Piratini protocolou em abril um aumento e 3,4%, que foi aprovado pelos deputados em maio.

Com a proposta encaminhada pelos trabalhadores, o salário mínimo regional, que é dividido em cinco níveis de remuneração, passaria da faixa atual, de R$ 1.237,15 a R$ 1.567,81, para R$ 1.318,49 a R$ 1.670,89. “Parte do reajuste é composto pelos 3,21% de aumento no salário mínimo, que é baseado no INPC (inflação) e o restante é para recuperar as perdas acumuladas durante os anos”, explica o técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no RS, Ricardo Franzoi, que presta consultoria à entidade. Além do Rio Grande do Sul, o salário mínimo regional é adotado nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

 

*CP

Secretaria da Agricultura suspende aplicação do herbicida 2.4-D no RS até o fim do ano

Químico é utilizado pelos sojicultores e vêm causando prejuízos em produções de frutas

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural confirmou, nesta terça-feira, a suspensão da utilização do herbicida 2,4-D nas lavouras do Rio Grande do Sul até o dia 31 de dezembro. O químico, utilizado pelos sojicultores, estaria causando prejuízos em produções de frutas como uvas, azeitonas e maçãs, especialmente nas regiões da Campanha, fronteira Oeste, Central e Campos de Cima da Serra.

A proibição do herbicida foi avalizada pelo secretário da Agricultura, Covatti Filho, após reunião realizada, pela manhã, com técnicos do Grupo de Trabalho do 2.4-D. Nesta quarta-feira, será publicada no Diário Oficial do Estado uma instrução normativa decretando a proibição do 2.4-D.

A medida pode ser prorrogada pelo governo. No encontro, foram apresentados novos estudos.  Das 143 amostras coletadas em 41 municípios gaúchos, 132 deram positivo para presença do agrotóxico.

Na semana passada, o Ministério Público recomendou que o governo determinasse a suspensão da aplicação do agroquímico enquanto durar a greve dos fiscais agropecuários, iniciada na terça passada. Na soja, o 2.4-D é usado para controlar plantas daninhas e invasoras e para aumentar a eficiência de outros herbicidas. Porém, o produto se espalha e destrói culturas mais sensíveis.

 

Fonte: Rádio Guaíba

Sem fiscalização, acidentes em rodovias federais do RS aumentam 19%

Rodovias federais estão há três meses sem radares móveis por ordem do presidente da República, Jair Bolsonaro

Foto: Reprodução / RBS TV

O número de acidentes nas rodovias federais no Rio Grande do Sul aumentou 19% nos últimos três meses, desde que os radares móveis foram retirados por ordem do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a PRF, no período de 16 de agosto a 19 de novembro, houve um aumento de 190 acidentes na comparação com o mesmo período do ano passado. Os acidentes com morte aumentaram de 53 para 56 no mesmo período.

O caminhoneiro Juliano Santos Miritz confirma que vive esta rotina diariamente. “Está mais perigoso, o pessoal não respeita mais. Até caminhoneiro ultrapassando em lugar que não pode”, diz.

Para o executivo de vendas, Daniel André Hammes, o fluxo nas estradas melhorou, mas está mais arriscado trafegar. “Agora o pessoal está andando em uma velocidade acima do limite, então fica mais perigoso.”

Neste mês, um acidente na BR-472, em Boa Vista do Buricá, no noroeste do estado, matou quatro pessoas, três delas da mesma família.

Na última semana, outro acidente, agora na BR-290, em um trecho de pista simples, vitimou três militares, quando o carro em que estavam saiu da estrada.

*G1 RS

Pelo segundo ano, laudos confirmam danos causados pelo agrotóxico 2,4-D no RS

Análises foram concluídas até agora em 76 amostras coletadas em produções de frutas, todas com resultado positivo para a presença do herbicida usado nas lavouras de soja

Das 76 análises concluídas até agora em plantas com suspeita de deriva do herbicida 2,4-D no Rio Grande do Sul, 100% tiveram laudo positivo – número superior ao do ano passado. Os resultados foram divulgados nesta segunda-feira (25) pela Secretaria Estadual da Agricultura, após ter recebido os exames feitos pelo Laboratório de Análise de Resíduos de Pesticidas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Ainda estão em análise outras 73 amostras coletadas em 52 propriedades rurais.

Conforme a Divisão de Serviços e Insumos Agropecuários da Secretaria da Agricultura, neste ano já houve denúncias de suspeita de deriva em 41 municípios, atingindo culturas de tomate, ameixa, couve, videira, oliveira, noz-pecã, maçã, caqui, em pastagens e cinamomo.

– A Secretaria da Agricultura tomou todas as medidas e vem desenvolvendo atividades de fiscalização constantes, com objetivo de penalizar o mau produtor, que tenha provocado a deriva – afirma o chefe da Divisão de Serviços e Insumos Agropecuários, Rafael Friedrich de Lima.

As confirmações de novas derivas no Estado ocorreram justamente no ano em que entraram em vigor regras estabelecidas pelo governo estadual após o caso ter ido parar no Ministério Público (MP). Entre as exigências, está a obrigatoriedade de cadastro dos aplicadores.

– Agora temos base pericial para responsabilizar criminalmente quem descumpriu normativas – afirma o promotor de Justiça, Alexandre Saltz, responsável pelo caso.

Diante das novas confirmações, a presidente da Associação dos Produtores de Vinhos Finos da Campanha Gaúcha, Clori Peruzzo, só vê dois caminhos: a suspensão do uso do produto ou o fim da diversificação na região.

– Os estragos agora foram piores do que no ano passado. É uma situação muito triste – lamenta Clori, estimando redução de 50% da safra de uva na Campanha.

Presidente da Associação Gaúcha de Produtores de Maçã (Agapomi), José Sozo, diz que o resultado dessas primeiras análises não surpreende e comprova a alta volatilidade do produto. No entendimento de Sozo, os próximos laudos também deverão apresentar grande incidência de resultados positivos:

– Nesse ano, choveu muito. Então, acho que os próximos lotes, que foram analisados mais tarde, também chegarão perto dos 100%. No final do ciclo, imagina o cara que esperou os tais de 10 km/h. Chega na semana seguinte e ele tem de plantar.  Tu acha que ele vai perder a safra?

Diretor-executivo do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Fabrício Carlotto,  destaca que muitos produtores de oliveiras estão notando o problema somente recentemente – em razão do atraso na aplicação do produto.

– O número de denúncias relacionadas a oliveiras tende a aumentar. O pior é que muito difícil de saber de onde vem a deriva – afirma  Carlotto.

Presidente da Associação dos Produtores de Soja do Rio Grande do Sul (Aprosoja-RS), Luis Fernando Fucks afirmou que pretende analisar com mais profundidade o resultado dessas primeiras análises. Fucks quer entender os parâmetros das coletas e o motivo da deriva nesses locais.

– Vamos ter de analisar essas informações e ver o que está acontecendo. Se o pessoal não está respeitando. Se são realmente casos pontuais, em regiões de fruticultura, então, com proximidade muito grande. Tudo isso terá de ser analisado – destacou.

Além das autuações previstas em instrução normativa, que variam de R$ 2 mil a R$ 19 mil, os produtores rurais podem sofrer sanções nas esferas civil e criminal.  A Secretaria da Agricultura já identificou produtores que realizaram aplicação sem assinatura da receita e aplicador cadastrado. Constatou também revendas comercializando agrotóxicos sem exigir a declaração do produtor e a certidão do aplicador, além do profissional não ter colocado na receita agronômica o termo de responsabilidade e de risco.

Em 2018, das 81 análises laboratoriais feitas em 24 municípios gaúchos, 69 deram resultado positivo para contaminação do herbicida 2,4-D em cultivos de uvas, azeitonas e maçãs nas regiões de Campanha, Fronteira Oeste, Central e Campos de Cima da Serra.

Municípios com laudos positivos até agora

Bom Jesus, Cacequi, Cachoeira do Sul, Candiota, Dilermando de Aguiar, Dom Pedrito, Ibiaçá, Jaguari, Jari, Maçambara, Mata, Minas do Leão, Pinhal da Serra, Piratini, Protásio Alves, Ronda Alta, Santana do Livramento, Santiago, Santo Ângelo, São João do Polêsine, Silveira Martins, Toropi,  Viadutos.

Como denunciar

  • O produtor que suspeitar de deriva de agrotóxico deve comunicar a Secretaria da Agricultura pelo telefone (51) 3288-6296, WhatsApp (51) 98412-9961 ou e-mail [email protected]
  • No site agricultura.rs.gov.br, banner Denúncias 2,4-D, é possível conferir as informações que devem constar na queixa.

Entenda as regras para aplicação

O governo do Estado publicou instruções normativas para regrar o uso de agrotóxicos hormonais, como o 2,4-D, nas lavouras do Rio Grande do Sul. Nesta safra, a vigência é para os 24 municípios onde foram confirmados casos de deriva no ano passado. A partir de 2020, as exigências valerão para todo o Estado. Entenda as mudanças:

  • O produtor rural e/ou aplicador devem assinar termo de conhecimento de risco e de responsabilidade para uso do produto.
  • O aplicador de herbicidas hormonais deve fazer um curso específico de, no mínimo, 16 horas, para ser autorizado a usar os produtos.
  • O treinamento é exigido para o cadastro de aplicadores feito na Secretaria Estadual da Agricultura.
  • Após a utilização do agrotóxico, o produtor rural deve fazer o registro de aplicação e declarar à Secretaria da Agricultura.
  • A venda de agrotóxicos hormonais deve ser orientada, ou seja, as revendas também poderão ser responsabilizadas pelo uso incorreto do produto.

 

Fonte: Joana Colussi/ Anderson Aires/ZH