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Fóssil de um dos mais antigos dinossauros predadores do mundo é encontrado no RS

Pesquisadores da UFSM conduziram estudo que revelou esqueleto mais completo do tipo já encontrado no Brasil

Foto: Reprodução / PeerJ

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e da Universidade de São Paulo (USP) publicaram estudo em que apresentam uma nova espécie de dinossauro predador, o Gnathovorax cabreirai. Originário do período Triássico (com aproximadamente 230 milhões de anos), ele é um dos mais antigos já encontrados no mundo.

O fóssil, descoberto na região da Quarta Colônia Italiana de São João do Polêsine, região central do Estado, é o mais bem preservado do tipo já encontrado no Brasil. Bastante completo, o esqueleto revela que o animal tinha dentes pontiagudos e munidos de serrilhas, assim como garras longas nos dedos das mãos, que ajudavam a capturar as presas.

O grau de preservação permitiu que, com o uso de modernas técnicas de tomografia computadorizada, os pesquisadores reconstruíssem parte da morfologia do cérebro do animal. Os detalhes anatômicos do cérebro revelaram características que são comuns em répteis predadores, como regiões bem desenvolvidas relacionadas ao equilíbrio e à visão. A combinação dessas feições indica que este animal foi um predador ativo no ambiente em que viveu. O nome Gnathovorax significa “mandíbulas vorazes”, enquanto que cabreirai faz referência ao paleontólogo Sérgio Furtado Cabreira, responsável pela descoberta do esqueleto em 2014.

O estudo, publicado no periódico científico internacional PeerJ, foi conduzido pelo egresso do curso de Pós-Graduação em Biodiversidade Animal da UFSM, Cristian Pereira Pacheco, pelos paleontólogos da UFSM Rodrigo Temp Müller, Leonardo Kerber, Flávio A. Pretto e Sérgio Dias da Silva, e pelo paleontólogo da USP, Max Cardoso Langer. O responsável por realizar a reconstrução do Gnathovorax cabreirai em vida foi o paleoartista Márcio L. Castro.

Maior dinossauro brasileiro de seu tempo

Os dinossauros dominaram a Terra durante quase toda a Era Mesozoica (entre aproximadamente 250 e 65 milhões de anos atrás). Dentre as inúmeras espécies que viveram durante este momento, muita atenção é dada aos predadores de grande porte, como o norte-americano Tyrannosaurus rex, famoso no cinema. Assim como ele, os dinossauros predadores mais conhecidos são encontrados em rochas do Período Jurássico ou Cretáceo (entre 201 e 65 milhões de anos). Já no primeiro período da Era Mesozoica, o Triássico, os dinossauros carnívoros eram raros, menores e pouco conhecidos.

O Gnathovorax chegava a medir 3 metros de comprimento e, apesar de ser menor que os famosos predadores do Jurássico ou Cretáceo, era um dos maiores carnívoros do ambiente em que ele vivia, e seguramente o maior dinossauro brasileiro de seu tempo. Outros dinossauros que conviveram com ele, como o Buriolestes schultzi, mediam cerca de 1,5 metros de comprimento.

Esqueleto completo ficará no Brasil

A análise de grau de parentesco realizada no estudo indicou que o novo dinossauro foi membro de um grupo chamado Herrerasauridae, sendo parente de alguns dinossauros de idade próxima descobertos no Brasil e na Argentina. Todavia, o esqueleto do Gnathovorax cabreirai é o mais bem preservado já descoberto para dinossauros deste grupo. O último herrerassaurídeo (o Staurikosaurus pricei) foi descoberto no Brasil em 1936 e seu esqueleto está hoje em Harvard, nos Estados Unidos.

A nova descoberta, no entanto, ficará em solo brasileiro. Isso permitirá que aqueles que tiverem interesse em conhecer o fóssil de um dinossauro herrerassaurídeo possam visitá-lo no Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (CAPPA/UFSM), em São João do Polêsine (RS).

Fonte: CP

Rio Grande do Sul tem o etanol mais caro do país

É o único Estado com o preço médio do álcool combustível acima de R$ 4 nos postos de combustível

Divulgação

O Rio Grande do Sul tem o etanol mais caro do país. Aliás, é também o único Estado com a média do litro acima de R$ 4 na pesquisa da Agência Nacional do Petróleo. A ANP considera 175 postos de combustível no levantamento semanal.

O preço médio do álcool combustível no Rio Grande do Sul está em R$ 4,02. Os valores encontrados pela agência reguladora variam entre R$ 3,67 e R$ 4,99.

Os menores preços médios foram encontrados pela ANP no Mato Grosso, R$ 2,58, e São Paulo, R$ 2,74. Os dois Estados concentram as usinas que produzem o etanol a partir da cana de açúcar. É de lá, inclusive, que o Rio Grande do Sul compra o combustível, já que produz apenas cerca de 2% do que consome.

Antes da descoberta do pré-sal, até havia investimentos interessantes para ampliar a produção de etanol no Rio Grande do Sul. Pesquisava-se até variedades de cana de açúcar que se adaptassem ao clima gaúcho, além de outras fontes para a produção do combustível. No entanto, as atenções depois voltaram-se novamente ao petróleo.

Impacto na gasolina

Os preços do etanol estão subindo nas usinas nas últimas sete semanas, segundo o monitoramento feito pela USP. O motivo é o aumento da demanda. Com isso, o impacto chegou na gasolina, que tem adição obrigatória de etanol anidro nas distribuidoras.

Na média do Rio Grande do Sul, a ANP identificou a segunda alta semana consecutiva no preço da gasolina. O litro está custando R$ 4,52 em média, dez centavos acima da pesquisa anterior.

Carro flex

Em geral, o carro flex dos gaúchos não deve usar etanol há um bom tempo. Depende do rendimento do motor, mas, em geral, fala-se que o álcool tem que custar no máximo 70% do preço da gasolina para valer a pena. Alguns engenheiros até falam em 80%. Mas com os patamares atuais de valores, a gasolina é a opção mais vantajosa.

 

Fonte: Colunista Giane Guerra / Colaborou Daniel Giussani / ZH

Chega a 25 número de casos confirmados de sarampo no RS

Ocorrências foram registradas em seis cidades

Subiu para 25 o número de casos confirmados de sarampo em todo o Rio Grande do Sul em 2019. Conforme a Secretaria Estadual de Saúde, outros 42 casos permanecem em análise, enquanto 462 suspeitas foram descartadas (entre elas, casos de rubéola). O Brasil enfrenta surto da doença e já registrou 9.304 casos confirmados de sarampo, 90% dos quais concentrados no estado de São Paulo. Os casos do Estado foram confirmados em Porto Alegre (10 ocorrências), Cachoeirinha (7), Gravataí (4), Ijuí (2), Dois Irmãos (1) e Canoas (1). Os dois casos mais recentes envolveram moradores de Porto Alegre e Cachoeirinha.

No caso de Cachoeirinha, o paciente tem dois anos, não possui história de viagem nem de contato com caso confirmado anteriormente. O paciente de Porto Alegre, um homem de 27 anos, teve contato recente com outra pessoa já infectada pelo vírus.

Quatorze pessoas já morreram em decorrência da doença nos últimos meses, 13 delas em São Paulo e uma em Pernambuco. Em virtude da gravidade que o quadro clínico pode alcançar, o governo reforça a importância da vacinação – única forma de prevenção da doença, já que não há tratamento específico.

A campanha nacional de imunização contra o sarampo encerrou em 25 de outubro, mas as unidades de saúde seguem ofertando as doses do soro no restante do ano, como parte do calendário vacinal. O surto é considerado encerrado 90 dias após o registro do último exantema maculopapular, que consiste no surgimento das lesões avermelhadas na pele do doente. Além das lesões, os pacientes podem apresentar tosse, coriza e/ou conjuntivite.

A maior parte dos diagnósticos positivos se dividem entre “origem inconclusiva” ou “sem histórico de viagem e/ou contato com paciente doente” – levando à possibilidade de que sejam autóctones, contraídos em solo gaúcho. O último caso do tipo, oficialmente confirmado pelas autoridades de saúde do Rio Grande do Sul, é de 1999.

 

*Correio do Povo

Mais de cem municípios do RS recebem novas viaturas para a Brigada Militar

Crissiumal está entre os municípios beneficiados

Com a entrega de 134 novas viaturas da Brigada Militar a mais de 100 municípios, o governo do Estado reforça e qualifica o trabalho da segurança pública gaúcha. Por meio do programa RS Seguro, o Estado contemplou 47 pequenos municípios com carros novos. Os outros 87 veículos foram destinados a cidades escolhidas pela Consulta Popular 2018 (41 veículos) e aos 18 municípios priorizados no RS Seguro (46 carros) por concentrarem a maior parte dos índices de criminalidade no Estado. Além dos veículos, foram entregues 1.043 coletes balísticos. O investimento total será de mais de R$ 13,5 milhões, com recursos do Estado e da Consulta Popular.

Os veículos entregues aos 47 pequenos municípios são da marca Fiat e modelo Palio Weekend. A decisão foi tomada mediante trabalho desenvolvido pelo programa transversal e estruturante RS Seguro. Os carros foram entregues na manhã desta sexta-feira (1/11) pelo governador Eduardo Leite e pelo vice-governador e secretário da Segurança Pública, Ranolfo Vieira Júnior.

Leite destacou que, em um cenário de crise fiscal como o vivido no RS, é importante identificar as reais demandas para priorizar a aplicação de recursos. “Trabalhamos com um orçamento no qual a despesa é maior do que a receita. Nosso papel, como governo, é fazer com que o Estado supere as dificuldades e não se acostume a conviver com elas. A crise fiscal precisa sair dos nossos discursos e da nossa rotina”, explicou, ao citar medidas implementadas em busca de equilíbrio financeiro e atração de investimentos.

O governador também destacou a força dos agentes da segurança pública. “Queremos investir mais para que nossos servidores tenham melhores condições de trabalho. O declínio que observamos nos índices de criminalidade se deu devido à qualidade dos serviços dos homens e das mulheres das forças de segurança”, reforçou.

Além da entrega das viaturas e dos coletes balísticos, o governador comemorou o início do funcionamento do Programa de Incentivo ao Aparelhamento da Segurança Pública (Piseg/RS), pioneiro no Brasil, que permitirá a destinação de parte dos valores recolhidos em impostos a ações da Secretaria da Segurança Pública (SSP) e órgãos vinculados. Três empresas de Erechim já participaram do programa. “Poderemos, agora, rodar esse programa de investimentos, que dará ainda mais capacidade e qualificação à estrutura da segurança pública, com apoio da iniciativa privada”, disse.

A decisão de destinar metade das novas viaturas a cidades menores faz parte da visão do RS Seguro de reverberar por todo o Estado as melhorias de estrutura, qualificação de atendimento e sensação de segurança para a população. Para definir as cidades contempladas, esclareceu o vice-governador e secretário da Segurança Pública, foi realizada uma avaliação técnica levando em conta a frota existente, o efetivo e o contexto criminal.

“Temos a prática de repassar às cidades menores aquelas viaturas seminovas, substituídas por veículos recém-adquiridos nas metrópoles, o que, sem dúvida, otimiza o aproveitamento de material do Estado. Mas entendemos que comunidades pequenas também necessitam de investimento qualificado, uma das premissas do RS Seguro, o nosso programa de segurança pública para todo o RS”, afirmou Ranolfo. O vice-governador adiantou que a SSP está em tratativas com a coordenação da bancada federal gaúcha em Brasília para obter recursos de emendas parlamentares para a aquisição de mais 70 viaturas, também para municípios menores.

A destinação dos 47 veículos zero-quilômetro para municípios de pequeno porte dá sequência a outra iniciativa do RS Seguro, adotada em agosto, com a distribuição dos cerca de 2 mil policiais militares que ingressaram para reforçar a BM. Um dos critérios da estratégia de lotação foi a garantia de que nenhuma cidade do RS teria menos do que cinco PMs – 256 policiais militares reforçaram 153 comunidades que estavam com efetivo abaixo desse limite mínimo.

Os 47 veículos das cidades pequenas custaram, no total, R$ 4.485.669,89. A verba é parte do investimento total de R$ 8.875.900,00 em recursos do Fundo Especial da Segurança Pública (Fesp), abastecido principalmente por valores arrecadados pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran). O restante – R$ 4.390.230,11 – bancou a aquisição de outros 46 Palio Weekend repassados aos 18 municípios priorizados pelo RS Seguro.

Na solenidade realizada no Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff), na capital, foram entregues ainda 41 viaturas e 1.043 coletes balísticos adquiridos por meio da Consulta Popular de 2018 para 83 municípios que elegeram essa necessidade como prioritária. São 37 Palio weekend e quatro picapes Hilux, em um investimento total de R$ 3.842.150,00. Os coletes custaram R$ 845.864,06.

Durante o evento, foi assinado o decreto que institui a Operação Verão RS 2020, com deslocamento de efetivo de todas as instituições vinculadas à SSP, além de mais de 30 outras secretarias de Estado, órgãos e entidades, para reforçar os serviços no Litoral durante o veraneio.

Clique aqui para acessar a lista de municípios beneficiados com as viaturas.

 

Fonte: Governo do RS

RS registra vento de 130 km/h e queda de granizo na madrugada

O Rio Grande do Sul teve vento de até 130 km/h na madrugada desta quinta-feira (31) em Lagoa Vermelha, no Norte, de acordo com a Somar Meteorologia. Conforme o Corpo de Bombeiros local, pelo menos seis árvores caíram, casas foram destelhadas e grande parte da cidade está sem energia elétrica. Lonas foram distribuídas para a população, mas ainda não há informações sobre desalojados.

Em Santa Rosa, no noroeste do Estado, uma forte ventania atingiu a cidade por volta das 5h. Os bombeiros receberam chamados de casas destelhadas nos bairros Planalto e Auxiliadora. Ainda não há um balanço de quantos imóveis foram atingidos na cidade.

Pelo interior do Estado, também houve relatos de queda de granizo em Augusto Pestana, no Noroeste. As pedras caíram por cerca de cinco minutos na cidade. O Corpo de Bombeiros, no entanto, não registrou maiores danos em imóveis.

Pelas rodovias do Interior, a queda de árvores causou bloqueios ainda na noite passada em trechos da BR-386, em Lajeado, e da BR-158, na região de Santa Maria. As vias, no entanto, já estão liberadas.

Falta de energia elétrica

Segundo os últimos balanços das companhias de energia, são 151,7 mil pontos sem luz em todo Estado. Na área da CEEE, são 57,7 mil  imóveis sem energia, principalmente na região sul do Estado. Já em municípios atendidos pela RGE são 94 mil pontos sem energia.

 

Fonte: ZH

Sobe para 23 o número de casos confirmados de sarampo no RS

Secretaria Estadual da Saúde confirma a circulação do vírus dentro do território gaúcho

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) confirmou mais seis casos de sarampo no Rio Grande do Sul, elevando para 23 o número de pessoas infectadas pela doença. O novo boletim epidemiológico, divulgado nesta quinta-feira (24), aponta que 476 casos suspeitos foram notificados, sendo que 35 ainda seguem em investigação. Os dados levam em conta as comunicações feitas aos agentes de saúde até o dia 19 de outubro. No ano passado, o Estado encerrou o ano com 47 confirmações. Mas, de 2012 a 2017, nenhum exame deu resultado positivo à doença no território gaúcho.

Das seis pessoas infectadas, quatro são de Cachoeirinha. Trata-se de um bebê de quatro meses e sua mãe, de 19 anos, além de outras duas adolescentes, também com 19 anos. Já Ijuí, no noroeste gaúcho, teve mais um caso confirmado. Trata-se de um homem de 26 anos. Canoas, na Região Metropolitana, teve o primeiro diagnóstico positivo no ano, com a confirmação de sarampo em um morador de 46 anos.

Até agora, seis cidades gaúchas têm pessoas infectadas. Além das citadas acima, integram a lista Porto Alegre, Gravataí e Dois Irmãos.

Desta vez, chama a atenção que todos os novos casos não têm histórico de viagem para locais com o surto da doença. Todos os infectados também não apresentavam o esquema vacinal completo. Com isso, a SES confirmou que o vírus do sarampo está em circulação no Rio Grande do Sul, acendendo o alerta para a possibilidade de um surto em território gaúcho.

Conforme o Ministério da Saúde, os países das Américas contabilizam 10.069 casos de sarampo em 2019. Até outubro, a doença foi notificada por 14 países, sendo a maior proporção registrada no Brasil, seguido por Estados Unidos e Venezuela.

Neste ano, o Brasil já soma 7.972 casos confirmados em 21 Estados, sendo que mais de 90% estão concentrados em São Paulo. De janeiro até agora, 13 pessoas morreram pela doença, sendo 12 no Estado de São Paulo e um em Pernambuco. Sete dos óbitos foram entre crianças com menos de cinco anos, dois na faixa etária de 20 a 39 anos e quatro em adultos com mais de 40 anos.

Campanha de vacinação

Até esta sexta-feira (25), todos os postos de saúde do Estado estão mobilizados para atualizar a caderneta de vacinação das crianças de seis meses a cinco anos. Já a segunda fase da campanha, que vai priorizar jovens entre 20 e 29 anos, está marcada para ocorrer entre 18 e 30 de novembro.

Fora da meta

Desde 2014, o Rio Grande do Sul não atinge 95% de cobertura vacinal contra o sarampo. Os dados são da Secretaria Estadual da Saúde. Em 2018, 89% das crianças gaúchas estavam vacinadas contra a doença. Em 2017, eram 88%. Em 2016, 90%. E em 2015, 88%. Com a campanha de vacinação em vigor, a expectativa é que o Estado volte a atingir a meta do Ministério da Saúde em 2019.

Fonte: ZH

Rio Grande do Sul tem 465 pessoas fora de casa após temporais

Em Lagoa Vermelha, quase 4 mil casas ficaram danificados pelo granizo

Foto: Defesa Civil

Apesar da melhora das condições climáticas, 465 pessoas continuam fora de suas casas em função dos temporais que atingiram o Rio Grande do Sul na semana passada. De acordo com a Defesa Civil, em boletim divulgado nesta segunda-feira (21), 389 estão desalojadas e outras 76, desabrigadas.

As cidades que ainda registram algum tipo de estrago em razão de alagamentos ou granizo são: Itapuca, Lagoa Vermelha, Soledade, Nova Alvorada, Alegrete e Dom Pedrito. Destas, apenas Lagoa Vermelha decretou situação de emergência devido à queda de granizo. Na cidade, 19 bairros e parte do centro foram atingidos, sendo que quase 4 mil residências ficaram danificadas por estragos causados pelo granizo. Uma pessoa ficou ferida após subir no telhado para realizar reparos.

Em Soledade, aproximadamente 60 casas e 15 galpões ficaram com o telhado danificado. Já em Nova Alvorada, o granizo provocou destelhamento em aproximadamente 125 casas, uma escola e um salão comunitário.

Em Itapuca, aproximadamente 160 residências foram afetadas pelo granizo. Houve danos em galpões, aviários, quedas de árvores, danos em lavouras e plantações de erva-mate. A Defesa Civil e a Prefeitura realizaram a entrega de lonas e telhas para as comunidades atingidas.

No município de Alegrete, 47 famílias foram atingidas pelo alagamento nos bairros Vila Nova e Santo Antonio. Doze famílias estão abrigadas no Ginásio Osvaldo Aranha e outras 35 alojadas em casas de parentes. Na cidade de Dom Pedrito, o rio Santa Maria está mais de cinco metros acima do normal. Seis famílias estão, de forma provisória, na Escola Municipal Alda Seabra, no bairro Santa Maria.

*Rádio Guaíba

Inicia plantio de soja no RS

O período de plantio de soja no Estado ocorre entre 11 de setembro e 31 de dezembro, de acordo com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático para a cultura no Rio Grande do Sul, ano-safra 2019-2020, definido pela Portaria nº 76, de 11/07/2019. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar ontem (17/10), o plantio da soja está iniciando lentamente, com algumas áreas plantadas nas regionais de Ijuí, Santa Rosa e Soledade.

Nas regiões da Emater/RS-Ascar de Ijuí e de Soledade, as primeiras lavouras implantadas estão apresentando boa emergência e os produtores concentram-se na dessecação de áreas. Há incidência de lagartas de solo (Elasmopalpus lignosellus) e lagarta-rosca (Agrotis ipsilon), sendo necessário adicionar inseticida no momento da dessecação das áreas. Já na região de Santa Rosa, a semeadura da cultura deverá ser intensificada a partir da segunda quinzena de outubro, culminando com maior percentual de área a ser plantada na primeira semana de novembro.

A estimativa da Emater/RS-Ascar para a safra de soja 2019-2020 indica uma área de 5.956.504 hectares, um aumento de 1,93% em relação à safra anterior e uma produção estimada de 19.746.793 toneladas. Isso resulta em uma produtividade de 3.315 quilos por hectare.

No milho, a semana fecha com 68% da área plantada, com avanço de 10% em relação à semana anterior. A estimativa da Emater/RS-Ascar para a safra de milho 2019-2020 indica uma área de 771.578 hectares, aumento de 1% em relação à safra anterior, e produção estimada de 5.948.712 toneladas. Isso resulta em produtividade de 7.710 quilos por hectare. Segundo o zoneamento agroclimático para o milho, definido pela Portaria nº 59, de 01/07/2019, o período de plantio ocorre entre o início de agosto e o final de janeiro.

CULTURAS DE INVERNO

Trigo – No Rio Grande do Sul, 4% das lavouras encontram-se em fase de floração, 47% estão na fase de enchimento do grão, 42% estão em maturação e 7% das lavouras foram colhidas, em especial nas regiões de Santa Rosa, Ijuí e Frederico Westphalen. As produtividades variam entre 3.100 e 3.300 quilos por hectare, com PH acima de 78. Nesta safra, a área estimada pela Emater/RS-Ascar para o cultivo do trigo é de 739,4 mil hectares, o que corresponde a 37% da área brasileira de plantio com o grão.

Canola – A produção de canola nos 32,7 mil hectares plantados no RS tem mantido a expectativa de rendimento médio de 1.258 quilos por hectare. No período, a cultura se encontra com 39% em enchimento de grãos, 24% em fase de maturação e 37% das lavouras já foram colhidas.

Cevada – A área cultivada com cevada no RS, de acordo com a estimativa da Conab, responde por 36,6% da área da cultura no país. Na área de 42,4 mil hectares implantada no Estado, a Emater/RS-Ascar identificou rendimento de 2.073 quilos por hectare. Atualmente, o cultivo se encontra em floração (8%), enchimento do grão (47%) e em maturação (37%). As lavouras colhidas já atingiram 8% da área com a cultura.

Aveia branca – A área estimada pela Emater/RS-Ascar com plantio de aveia branca para grão no RS é de 299,9 mil hectares, correspondendo a 78,8% da área estimada pela Conab para o Brasil. No Estado, 7% das lavouras se encontram em floração, 30% em enchimento do grão, 40% em maturação e 23% das lavouras já foram colhidas. A produtividade esperada é de 2.006 quilos por hectare.

Aveia preta – Na região Central, a aveia preta apresenta expressiva área plantada, 17.620 hectares. Dentre os municípios que se destacam nesse cultivo estão Vila Nova do Sul, com 4 mil hectares, seguido de Jari, 3.500 hectares, e Capão do Cipó, com 3.200 hectares.

OLERÍCOLAS

Cebola – Na Serra, todas as variedades estão em desenvolvimento vegetativo, recebendo tratos culturais. Alguns produtores iniciaram a colheita de variedades superprecoces. Já na região Sul, a cultura segue em fase de bulbificação, apresentando bom estado sanitário. Produtores realizam tratamentos fitossanitários para prevenção das doenças, principalmente o míldio. O início da colheita na região está previsto para o final de outubro.

Aipim/mandioca – Nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões, o plantio da maior parte das lavouras de mandioca foi finalizado. Nas propriedades onde ainda são observados remanescentes de material propagativo, a implantação das lavouras deverá ocorrer mais tarde, quando a temperatura do solo é maior. Nas primeiras lavouras implantadas, é efetuada a capina para controle das invasoras e são observadas a formação de bom estande e as boas condições de sanidade das plantas. Produtores seguem realizando a colheita das lavouras de mandioca da safra passada.

FRUTÍCOLAS

Banana – O Litoral Norte do RS responde com 98% da área cultivada com bananas. A fruta está em colheita, com produtividade aproximada de dez toneladas por hectare; a qualidade é boa.

Citros – Na região do Vale do Rio Pardo, os citros estão em final de floração e pegamento dos frutos. Em alguns pomares, é intenso o ataque de pulgões nas brotações novas; dependendo do nível de incidência, o manejo é necessário. Seguem a colheita de bergamota Montenegrina, Murcott e de laranja Valência e os tratamentos fitossanitários para antracnose e estrelinha.

Pêssego – No Alto Uruguai, variedades mais precoces como PS e Chimarrita começam a ser colhidas, apresentando boa qualidade. Na região Serrana, variedades de ciclo superprecoce vêm sendo colhidas, com frutos apresentando bom calibre e coloração. As variedades de ciclo precoce estão em estágio de maturação fisiológica e com boa sanidade. Já as variedades de ciclo médio encontram-se em crescimento dos frutos, brotação abundante, sendo iniciado o raleio; as variedades tardias, em fase de flor limpa e frutos em crescimento. Os pomares em geral apresentam boa sanidade. É realizada a aplicação de fungicidas.

Na região Sul, 99% da cultura do pêssego está em frutificação, ocorrendo de forma desuniforme. Seguem intensas as atividades de raleio em pomares e cultivares em que este manejo é necessário. Produtores também realizam tratamentos fitossanitários de frutificação e aplicam a adubação. Iniciou a colheita das cultivares mais precoces, para consumo in natura, como Precocinho, Conserva 1104 e Libra. O preço de comercialização está entre R$ 3,00 e R$ 4,00/kg no mercado local, variando em razão da qualidade, do tamanho e da coloração da fruta.

PASTAGENS E CRIAÇÕES

As condições climáticas continuam favoráveis ao desenvolvimento mais intenso dos campos nativos. Assim, eles vão melhorando as condições alimentares e nutricionais dos rebanhos. No caminho oposto, as pastagens cultivadas de inverno, que chegam ao período final de seu ciclo produtivo, vão diminuindo a massa verde, tornando-se fibrosas e perdendo qualidade.

Também favorecidas pelo clima, as pastagens cultivadas perenes de verão, como as braquiárias, panicuns e tíftons, começam a crescer de forma mais intensa. Por sua vez, as pastagens cultivadas anuais de verão, como milheto, sorgo forrageiro e capim sudão, estão em fase de preparo de solo ou de implantação, apresentando um bom desenvolvimento inicial. Os produtores que fazem a integração lavoura-pecuária continuam desocupando áreas destinadas ao cultivo de soja.

APICULTURA – Com boas floradas disponíveis, há grande atividade nas colmeias, gerando expectativa de uma ótima colheita de mel. Visando aumentar a produção, os apicultores executam práticas como revisões e roçadas de apiários; limpeza e/ou reforma de caixilhos, melgueiras e ninhos; instalação de caixas-isca para captura de enxames.

 

Por: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

Emendas parlamentares garantem R$ 127 milhões para hospitais e instituições de saúde do Estado

Ao todo, são 176 instituições beneficiadas ; Hospital de Caridade de Crissiumal está entre uma delas

Foto: Divulgação/SES

Hospitais, Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e outras entidades de saúde terão um investimento extra de R$ 127 milhões no Estado. Ao todo, são 176 instituições beneficiadas com recursos federais liberados por emendas parlamentares de deputados e senadores. O investimento trará como frutos mais de 200 mil novas consultas especializadas e exames e 10 mil cirurgias. As assinaturas dos repasses ocorreram nesta segunda-feira (7) em evento em Porto Alegre, na Casa da Ospa, com a presença do governador Eduardo Leite, da secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, da bancada gaúcha no Congresso, deputados estaduais e representantes das entidades.

Ao todo, são 143 cidades beneficiadas, contemplando 154 hospitais, 19 Apaes, além da Secretaria da Saúde de Porto Alegre, do Banco de Sangue de Erechim e a Associação Cristã de Deficientes Físicos de Passo Fundo. São três tipos de emendas que as entidades tiveram direito: individual do parlamentar, de bancada ou de comissão. As emendas são de parlamentares da legislatura atual e da última.

Na sua fala, o governador falou que as emendas são uma “grande colaboração para a saúde do Rio Grande”. Ele ainda completou destacando a competência e a capacidade dos prestadores de serviço. “É a certeza dessa parceria de quem está lá na ponta, nos hospitais e Apaes, fazendo saúde pública junto com o Estado”, afirmou.

A secretária Arita reforçou o acordo com a Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos do RS de modo que os recursos se traduzam efetivamente em serviços. “Isso fortalece a nossa rede assistencial e o projeto de regionalização da saúde, que busca descentralizar os atendimentos, levando o cuidado para mais próximo das pessoas”, frisou.

Os critérios para a aplicação das verbas foram definidos em acordo com a Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos do RS. Um dos pontos garante uma parcela mínima de 20% do valor para a oferta de novos serviços ou o incremento dos já contratualizados. Os hospitais e entidades podem usar os repasses, por exemplo, para consultas, exames e procedimentos cirúrgicos. Essa medida visa atender às demandas reprimidas e proporcionar a redução das filas de espera.

Os planos operativos enviados pelas entidades foram avaliados pela Secretaria da Saúde, considerando as necessidades locais e regionais do estabelecimento e do sistema de saúde. As emendas parlamentares podem também ser usadas para outros fins como reformas, compra de insumos, pagamento de pessoal, entre outras possibilidades previstas.

Clique aqui e acesse a lista por município e instituição.

 

Por: Assessoria de Comunicação Social – SES/RS

Depois de calor, RS tem previsão de temporais nos próximos dias

Inmet publicou alerta sobre o perigo de ocorrer tempestades, chuva intensa, ventos fortes e queda de granizo em parte do estado

Foto: Emerson Gomes/Arquivo

Após dias de calor no Rio Grande do Sul, há risco de temporais em algumas regiões do estado a partir desta terça-feira (1º). O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou um alerta sobre o perigo de ocorrer tempestades, chuva intensa, ventos fortes e queda de granizo.

Na segunda (30), várias cidades gaúchas tiveram temperaturas acima dos 30ºC.

Segundo a Somar, a terça-feira começa com predomínio de tempo firme e poucas nuvens em boa parte do estado. Mas no decorrer do dia, o tempo muda, principalmente na Região Sul.

“A frente fria avança, pode ocorrer bastante chuva nesta terça, principalmente, no Sul do estado. Há condições para temporais, chuva intensa, ventos fortes. O tempo ainda fica firme no Norte do estado nesta terça. Na quarta (2), as precipitações se espalham por todo o estado, incluindo a Região Metropolitana, onde também podem ocorrer temporais”, afirma a meteorologista Andressa Lorena.

Na quinta-feira (3), a previsão é de que a chuva persista em todo o estado. Com o tempo instável, as temperaturas diminuem.

“A quinta vai ser um dia bem diferente do início da semana, bastante cinza. A temperatura cai devido a presença da nebulosidade. Em algumas cidades, as máximas não devem alcançar os 20°C”, acrescenta Andressa.

G1 RS