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Rio Grande do Sul registra 76 casos de sarampo em 2019

Número supera 2018. No último ano, 70% das ocorrências aconteceram em pessoas que não eram vacinados ou que não tinham tomado a segunda dose da vacina

O Centro Estadual de Vigilância Sanitária (Cevs) confirmou 76 casos de sarampo no Rio Grande do Sul em 2019. O último boletim, divulgado na quinta-feira (16), indicou 12 novas confirmações da doença fem Porto Alegre, Trindade do Sul, Gravataí, Cachoeirinha e Canoas.

Entre os novos casos, dois bebês contraíram a doença, um deles tem um mês, e o outro seis meses. Os demais foram em jovens entre 17 e 24 anos, e em uma mulher com mais de 50.

Em 2020, até o dia 11 de janeiro, foram identificados 10 casos suspeitos (oito de sarampo e dois de rubéola), seis foram eliminados e quatro estão pendentes.

Os 76 casos confirmados em 2019 superaram o ano anterior. Em 2018, houve 47 casos.

Em 2019, 70% das ocorrências aconteceram em pessoas que não eram vacinados ou que não tinham tomado a segunda dose da vacina.

Durante o ano passado, os casos contraídos foram registrados em 11 cidades: Cachoeirinha (20), Gravataí (20), Porto Alegre (19), Canoas (4), Alvorada (3), Tramandaí (3), Ijuí (2), Trindade do Sul (2), Dois Irmãos (1), Santo Antônio da Patrulha (1) e Carlos Gomes (1).

Histórico do sarampo no RS

  • 2019: 76 casos
  • 2018: 47 casos
  • 2012-2017: sem casos registrados
  • 2011: 8 casos
  • 2010: 7 casos
  • 1999: último caso autóctone (contraído dentro do estado)

 

*G1 RS

RS tem 99 municípios em alerta ou alto risco de transmissão da dengue

Bom Progresso apresenta o maior índice de infestação de larvas do mosquito no Estado

Foto: Divulgação / SES

O Rio Grande do Sul tem 99 cidades em situação de alerta ou de alto risco de transmissão da dengue, chikungunya e zika. O número representa os municípios onde mais de 1% dos imóveis vistoriados por agentes de endemias apresentaram larvas do mosquito Aedes aegypti. No ano passado, mais de 1,3 mil casos dessas três doenças transmitidas pelo inseto foram confirmados no Estado.

O fato reforça as ações preconizadas pela Secretaria da Saúde (SES), principalmente no verão, quando a proliferação do mosquito aumenta em função das altas temperaturas. O principal cuidado deve ser em relação a locais com água parada, onde o Aedes deposita seus ovos.

Entre essas 99 cidades, a situação é de maior atenção em 10 delas. Nesses locais, o último Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre outubro e dezembro de 2019, o Índice de Infestação Predial (IIP) foi superior a 4%. Esses municípios estão localizados majoritariamente nas regiões norte e missões do Estado. Abaixo, em ordem, a lista das localidades com maiores indicadores:

Posição – cidade (região) / índice

1 – Bom Progresso (Noroeste) / 8,2
2 – Jaboticaba (Norte) / 7,4
3 – São José das Missões (Norte) / 5,5
4 – Quinze de Novembro (Missões) / 4,8
5 – Alecrim (Missões) / 4,7
6 – Alegria (Missões) / 4,7
7 – Salto do Jacuí (Missões) / 4,5
8 – São Leopoldo (Metropolitana) / 4,5
9 – São Nicolau (Missões) / 4,2
10 – Tuparendi (Missões) / 4,1

Ao todo, 358 cidades realizaram o levantamento no último trimestre. Enquanto 3% e 25% delas apresentaram, respectivamente, índices de alerta e risco, os demais 72% (ou 259 municípios) tiveram a infestação considerada de baixo risco (quando em menos de 1% dos imóveis houve a presença do Aedes). Outras 16 cidades classificadas como infestadas (quando houve a identificação de larvas do inseto nos últimos 12 meses) não realizaram o detalhamento da infestação. Somados, são 374 municípios considerados infestados no RS.

Em relação à população, 92% dos gaúchos (ou 10,5 milhões de pessoas) residem nessas 374 cidades onde há presença do mosquito. Os 10 municípios com alto risco somam 281 mil habitantes (ou 2,5% da população do RS). A lista segue com outras 2,4 milhões de pessoas que vivem nas 89 cidades com situação de alerta, representando 22% dos gaúchos. Por sua vez, 49% (5,5 milhões) da população mora em cidades de risco considerado baixo e 7% (803 mil) em cidades não infestadas.

Prevenção contra o mosquito

A transmissão da dengue, zika e chikungunya ocorre pela picada do Aedes aegypti. O mosquito tem em média menos de 1 centímetro, é escuro e com riscos brancos nas patas, na cabeça e no corpo. Para se reproduzir, ele precisa de locais com água parada, não necessariamente suja. Muitos desses locais ficam em pátios e residências. Por isso, o cuidado para evitar a sua proliferação busca eliminar os possíveis criadouros, impedindo o nascimento do inseto.

Entre as medidas, recomenda-se:

– Tampar caixas d’água, tonéis e latões;
– Guardar garrafas vazias viradas para baixo;
– Guardar pneus sob abrigos;
– Não acumular água nos pratos de vasos de plantas e enchê-los com areia;
– Manter desentupidos ralos, canos, calhas, toldos e marquises;
– Manter lixeiras fechadas e piscinas tratadas o ano inteiro.

 

Fonte: Secom / Governo RS

RS encerra 2019 com a menor taxa de homicídios da década em proporção à população

Queda de assassinatos, latrocínios e feminicídios em relação ao ano anterior poupou 603 vidas

Foto: Gustavo Mansur / Palácio Piratini

A consolidação dos indicadores criminais monitorados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou as projeções: o Rio Grande do Sul encerrou 2019 com os menores índices dos últimos dez anos. Os dados foram apresentados pelo vice-governador e secretário da Segurança Pública, Ranolfo Vieira Júnior, na abertura da reunião da Gestão de Estatística em Segurança (Geseg), na tarde desta quinta-feira (9/1), no Palácio Piratini, em Porto Alegre. O governador Eduardo Leite conduziu a reunião.

Dezembro chegou ao fim com acumulado de 1.793 vítimas de homicídio no ano, frente às 2.362 registradas em 2018, conforme a atualização da série histórica. Foram 569 óbitos a menos – redução de 24,1%. Com o resultado, considerando a mais recente estimativa de população segundo o IBGE, de 11,37 milhões de moradores no RS, a taxa de homicídios caiu ao menor nível da década, para 15,8 a cada 100 mil habitantes no Estado.

A taxa é cinco pontos menor do que a de 2018, de 20,8 a cada grupo de 100 mil habitantes. O menor índice anterior (16,8) é de 2010, quando o Estado teve 1.801 mortes por homicídio para uma população de 10,69 milhões de habitantes.

Geseg 1a

“Ainda não é o que desejamos para o nosso RS, mas é um avanço expressivo e merece ser celebrado. Os dados reforçam que estamos no caminho certo, injetam confiança na população e nos estimulam a seguir trabalhando por mais segurança no nosso Estado. Afinal, este é um quesito fundamental na escolha de quem decide morar ou investir em um lugar. Significa qualidade de vida. Por isso, é e seguirá sendo uma das prioridades do nosso governo”, destacou Leite.

“Apesar das dificuldades financeiras, seguiremos investindo nesta área crucial para a retomada do desenvolvimento do RS e para a qualidade de vida de quem escolheu morar e investir aqui. Tenho certeza de que 2020 será um ano ainda melhor para os gaúchos”, acrescentou o governador.

Na comparação entre o total de pessoas mortas em homicídios, latrocínios e feminicídios nos últimos 12 meses com igual período anterior, 603 vidas foram preservadas no Estado. O número de óbitos por esses crimes baixou de 2.571 para 1.968.

O principal fator para esse quadro de retração é o foco territorial empregado pelo RS Seguro. A partir de estudo técnico, o programa centrou o combate ao crime nos 18 municípios onde se concentravam os maiores índices de violência.

Esse grupo de cidades foi responsável por 90,6% da redução de homicídios em todo o Rio Grande do Sul. Significa que a cada 10 homicídios a menos em 2019, nove deixaram de ocorrer nos municípios priorizados.

“Isso mostra que a nossa estratégia foi acertada, tanto no foco territorial como na integração de todos os agentes da segurança e das diferentes esferas. Por isso, queria fazer um agradecimento especial a todos os operadores que, diuturnamente, arriscam suas vidas para que as demais sejam preservadas”, afirmou Ranolfo.

O acumulado de roubos com morte também contribuiu para preservação de vidas no Estado. Foram 73 ocorrências de latrocínios (com 75 vítimas) entre janeiro e dezembro de 2019 ante 91 ocorrências (93 vítimas) nos 12 meses anteriores – redução de 19,8%. Na capital, 12 pessoas foram mortas durante assaltos no ano passado, uma a menos do que em 2018.

Fonte: SECOM RS

Matéria completa aqui: https://estado.rs.gov.br/rs-encerra-2019-com-a-menor-taxa-de-homicidios-da-decada-em-proporcao-a-populacao

RS registra 63º caso de sarampo desde 2019

Surto que atinge o país já provocou 17,2 mil casos em todo o Brasil

Ministério da Saúde

O número de casos confirmados de sarampo no Rio Grande do Sul desde o começo de 2019 até agora chegou a 63. Foram seis a mais que no boletim anterior, que no final de dezembro já trazia 57 diagnósticos positivos. Até esta quarta-feira, foram notificados 750 casos suspeitos de doenças exantemáticas – 612 de sarampo e 138 de rubéola. Desse total, foram descartados 553 casos (87%) e 33 (4,8%) permanecem pendentes, em investigação médica.

A cidade de Cachoeirinha, na região Metropolitana, segue concentrando a maior parte das confirmações, que já chegam a 19. Na sequência, vem Porto Alegre, com 18; Gravataí, com 14; Tramandaí e Alvorada com 3 casos cada; Ijuí e Canoas com 2; Dois Irmãos, Santo Antônio da Patrulha e Carlos Gomes com um caso cada. Os dois últimos registraram os primeiros casos em municípios até então não afetados pela doença na contagem do governo estadual.

Brasil

Até agora foram confirmados 17.211 casos em 24 Estados, sendo mais de 90% concentrados no estado de São Paulo, principalmente na região metropolitana da capital. São Paulo é também o estado que detém o maior número de óbitos por sarampo: 14. O 15º se registrou em Pernambuco.

O Brasil é o país com mais casos confirmados das Américas. Em segundo lugar vêm Estados Unidos (1.262 casos), seguido de Venezuela (520).

Sintomas

A maior parte dos diagnósticos positivos se dividem entre “origem inconclusiva” ou “sem histórico de viagem e/ou contato com paciente doente” – levando à possibilidade de que sejam autóctones, contraídos em solo gaúcho. O último caso desse tipo oficialmente confirmado pelas autoridades de saúde do Rio Grande do Sul é de 1999.

O surto só é considerado encerrado 90 dias após o registro do último exantema maculopapular, que consiste no surgimento das lesões avermelhadas na pele do doente. Além das lesões, os pacientes podem apresentar tosse, coriza e/ou conjuntivite.

 

*CP

Fumaça da Austrália chegará ao Rio Grande do Sul na madrugada desta terça-feira

Vento e frente fria reforçam a chegada dos resquícios das queimadas australianas

Reprodução/ NOAA

Os resquícios da fumaça proveniente dos incêndios florestais na Austrália deverão chegar ao Rio Grande do Sul na madrugada desta terça-feira (7), junto com uma frente fria que atravessará o Estado, segundo meteorologistas consultados por GaúchaZH. Nesta segunda-feira (6), imagens de satélite já mostram a fumaça avançando sobre o Chile e a Argentina, em direção ao Brasil.

De acordo com o meteorologista Lucas Cantos, da Somar Meteorologia, é justamente a chegada da chuva ao Rio Grande do Sul, com ventos soprando do Sudoeste, que reforçam a vinda da fumaça até o Sul do Brasil. Cantos explica que como o Estado está na mesma latitude da Austrália, os ventos sopram de Oeste para Leste – da Oceania para a América do Sul – e as queimadas na Austrália são de proporções extremas, a possibilidade de a fumaça cruzar o oceano Pacífico e chegar ao sul do continente americano já era prevista.

— A fumaça estará a 1,5 quilômetro de altura e se misturará às nuvens da frente fria. Por conta das partículas presentes nela, a formação de nuvens ficará acima do normal, podendo deixar o céu mais nebuloso por até 12 horas depois da passagem da frente fria — explica o meteorologista.

Apesar de o Estado estar distante mais de 13 mil quilômetros da Austrália, o chefe do Centro de Pesquisas e Previsões Meteorológicas (CPMET) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Leonardo Calvetti, aponta que esta primeira leva de fumaça vinda da Oceania levou cerca de sete dias para atravessar o Pacífico. Ao longo desta semana, mais cinzas das queimadas australianas deverão chegar, de forma esparsa, em meio a uma nova frente fria prevista para a partir da próxima quinta-feira (9).

— A chuva deve trazer parte das cinzas até o solo, pois a água carrega alguma fumaça para a superfície. Outra parte, os ventos da frente dissiparão para o Oceano Atlântico — ressalta Calvetti.

 

Fonte: ZH

Plantio da soja está praticamente concluído no Estado

Plantio da soja no Rio Grande do Sul já alcançou 99% da área prevista para a safra de 5,9 milhões de hectares. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado, ontem (02/01), pela Emater/RS-Ascar, em parceria com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), 85% das lavouras estão em fase de desenvolvimento vegetativo, 14% em floração e 1% na fase de enchimento de grãos.

Segundo o diretor técnico da Emater/RS, Alencar Rugeri, a Gerência de Planejamento (GPL) começou a realizar o levantamento dos possíveis efeitos das condições climáticas dos últimos dias, pela falta de chuvas e calor excessivo.

Na última semana, a implantação da cultura do milho chegou a 95% da área de mais de 777 mil hectares da intenção de plantio no Estado. Das lavouras implantadas, 29% estão na fase de desenvolvimento vegetativo, 16% em floração, 37% em enchimento de grãos, 17% maduro e por colher. Já se tem 1% colhido.

A cultura do arroz está implantada em 100% da área de mais de 944 mil hectares prevista para esta safra. O tempo favorável em todas as regiões permitiu o avanço nos plantios, além de favorecer o desenvolvimento da cultura. Das lavouras implantadas, 90% estão na fase de desenvolvimento vegetativo e 10% em floração.

OLERÍCOLAS

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, nos últimos 21 dias, as precipitações ocorridas ficaram abaixo da média, dispersas do início ao fim do período, mas com baixa intensidade. Contudo, até o momento, não há escassez de água, pois a maioria dos olericultores conta com boas reservas em açudes. No entanto, o clima esquentou muito nesta última semana e já se observam sinais de prejuízos em algumas atividades. Ao contrário de anos anteriores, a onda de calor que começou a castigar a região desde 23 de dezembro veio repentinamente, surpreendendo muitos olericultores. Alguns produtores relatam que diminuiu a comercialização na Ceasa e no mercado em geral, em razão da época do ano e como reflexo do período de férias, quando diminui muito a população na região Metropolitana.

FRUTÍCOLAS

Na região administrativa da Emater/Ascar de Lajeado, as temperaturas elevadas dos últimos dias, com médias acima de 29ºC, possivelmente travarão a indução floral dos cultivares de dias neutro de morango, que produzem relativamente bem nesta época, dentro dos limites. De forma geral, os preços têm se mantido estáveis. O morango não apresentou elevação de preços mais significativa como esperado, porque o suposto incremento de demanda no Natal acabou não acontecendo.  Houve boa oferta de pêssego e melancia e, além disso, a percepção dos produtores é de que o movimento de comercialização na Ceasa, como um todo, ficou abaixo do esperado para esta época do ano.

PASTAGENS

Nas últimas semanas, a continuidade de um período climático de reduzidas precipitações vem causando redução no crescimento das pastagens nativas e cultivadas. Com esse quadro, as condições alimentares e nutricionais das forragens começam a ficar comprometidas.

BOVINOCULTURA DE CORTE

Nas diversas regiões do RS, o gado bovino de corte apresenta estado físico e sanitário satisfatórios. No entanto, o ganho de peso está ficando abaixo do esperado para a época do ano, especialmente nas regiões da pecuária localizadas nas áreas mais secas. O clima mais seco, por outro lado, favorece o controle de parasitos internos e externos. No manejo reprodutivo, tem continuidade a temporada de monta e/ou inseminação artificial na maior parte das propriedades.

BOVINOCULTURA DE LEITE

Os rebanhos bovinos de leite do Rio Grande do Sul estão em boas condições físicas e sanitárias. Já os níveis de produção leiteira, especialmente nas áreas mais secas, começam a apresentar queda na quantidade e na qualidade. Os dois principais fatores para essa diminuição da produção são a menor disponibilidade de massa verde e o estresse térmico. Para reduzir o efeito desses fatores negativos, os criadores utilizam táticas de manejo e alimentação, entre elas a oferta de sombra, água e suplementação alimentar para as vacas. Muitos produtores estão antecipando a colheita do milho para silagem plantado mais cedo, para evitar maiores prejuízos que podem resultar do período de estiagem.

OVINOCULTURA

Os rebanhos ovinos gaúchos estão em bom estado corporal e sanitário. O clima mais seco tem propiciado menor infestação por vermes e outros parasitos e favorecido a diminuição de problemas de casco. No manejo reprodutivo, são destaques a seleção e o preparo de matrizes e carneiros, tanto nas propriedades que adotam encarneiramento em janeiro e fevereiro quanto naquelas onde ocorre em março e abril.

APICULTURA

O clima mais seco continua favorecendo a atividade das colmeias, mas a floração ficou prejudicada em diversas áreas, refletindo-se em menor produtividade. A safra de primavera continua em andamento, com resultados diferenciados em diferentes regiões do Estado.

 

Por: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

Virada do ano tem previsão de chuva e calor para o Rio Grande do Sul

Formação de uma frente fria na fronteira com o Uruguai faz com que as precipitações ganhem força

Para os gaúchos que vão curtir a virada do ano no estado, um alerta: pode chover no Rio Grande do Sul na última noite de 2019. Isso acontece devido à formação de uma frente fria na fronteira com o Uruguai, o que faz com que as precipitações ganhem força.

Além disso, o ano se despede com muito calor no estado. A previsão é que as máximas permaneçam elevadas.

A chuva deve chegar ainda durante a tarde desta terça-feira (31). O acumulado mais elevado deve ser no Sul do estado. De forma geral, há atenção para riscos de raios, trovões e rajadas de vento, além de possibilidade de queda de granizo.

Durante a virada, pode chover forte na fronteira com o Uruguai, na Região Metropolitana de Porto Alegre e no Leste do RS.

Na quarta-feira (01) , porém, o calor segue.

A segunda-feira é de bastante calor em todo o estado. Crissiumal teve máxima de 37,8ºC nessa segunda.

Fonte: G1 RS

Ministério da Saúde libera R$ 93 milhões para o Rio Grande do Sul

Os novos recursos serão destinados à ampliação do atendimento especializado (consultas, exames e internações), além da abertura de 66 novos leitos e reforço da frota do serviço SAMU 192

O Ministério da Saúde irá liberar R$ 93 milhões para o estado Rio Grande do Sul. O anúncio foi feito pelo secretário Executivo da pasta, João Gabbardo, nesta sexta-feira (20), em Porto Alegre (RS). Os novos recursos se traduzem em mais atendimentos à população, tanto nos procedimentos especializados e mais complexos, como internação e exames, quanto no serviço SAMU 192. Serão cerca de R$ 82 milhões para todo o Rio Grande do Sul e R$ 11 milhões para o município de Porto Alegre (RS). Do total para o estado, R$ 20 milhões serão liberados, em parcela única, ainda neste mês de dezembro e os demais R$ 60 milhões, a partir de janeiro de 2020.

Com o incremento de R$ 82 milhões no teto de média e alta complexidade do estado, a previsão é que o Fundo Estadual de Saúde receba cerca de R$ 5 milhões a mais por mês para custeio de novos serviços de saúde. A Central de Regulação das Urgências (CRU) receberá o valor de R$ 2 milhões anual para reestabelecer o serviço no Rio Grande do Sul.

Em Porto Alegre, com os recursos que o município terá a mais, o Hospital de Santa Ana receberá R$ 5,2 milhões para abertura de 66 novos leitos, sendo 56 deles de Unidade de Cuidados Prolongados (UCP) e outros 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto. Além disso, o hospital também receberá mais R$ 1,6 milhão para habilitação de Centro Especializado em Reabilitação (CER) para atender pessoas com deficiência auditiva e intelectual. O acesso ao hospital é 100% SUS, ou seja, totalmente gratuito para a população, com regulação feita pela Central de Leitos. Não há emergência no local e os pacientes são encaminhados por ambulância.

Atualmente, o Hospital Santa Ana presta retaguarda clínica para quatro instituições de alta complexidade que atendem o Sistema Único de Saúde (SUS). São eles, Hospital de Clínicas, Santa Casa, Conceição e São Lucas. O Hospital Santa Ana oferece leitos de longa permanência para pacientes em processo de desospitalização e leitos de saúde mental para adolescentes masculinos.

Reforço do SAMU

Durante o anúncio dos novos recursos para o Rio Grande do Sul, o secretário Executivo, João Gabbardo, fará a entrega oficial de 13 novas ambulâncias do SAMU. Com isso, toda a frota de Porto Alegre fica renovada. Além da entrega de veículos, serão repassados R$ 2 milhões ao ano para a Central do SAMU 192 do Estado.

A renovação das ambulâncias acontece quando os veículos alcançam mais de cinco anos de uso. Agora, Porto Alegre passa a contar com 15 ambulâncias, sendo 12 de suporte básico e 3 de suporte avançado. Os veículos foram retirados pelo município em setembro de 2019 e fazem parte da primeira remessa de doações desta gestão, ocorrida em maio deste ano.

O estado do Rio Grande do Sul possui 214 ambulâncias, sendo 180 de suporte básico e 34 de suporte avançado. O estado conta ainda com 17 motolâncias e 5 Centrais de Regulação, que cobrem 10,4 milhões de pessoas que vivem em 300 municípios (92% da população).

 

*Agência Saúde

Rio Grande do Sul: Estado registrou 1338 casos confirmados de dengue

Com relação à chikungunya, o estado notificou 313 casos, sendo 10 confirmados. Para zika, foram registradas 151 ocorrências, com 4 casos confirmados

O último Informativo Epidemiológico de Arboviroses feito pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul registrou 1.338 casos confirmados de dengue. O número de municípios infestados pelo mosquito Aedes aegypti aumentou para 374 em 2019. No ano passado, foram 319. O Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti, o LIRAa, classificou 127 municípios como situação de risco e 85 em alerta. Com relação à chikungunya, o estado notificou 313 casos, sendo 10 confirmados. Para zika, foram registradas 151 ocorrências, com 4 casos confirmados.

As notificações foram feitas em cidades de diversos pontos do estado. Uma dessas cidades foi Santa Maria, que registrou 39 casos suspeitos de dengue, com 8 deles confirmados. O secretário de saúde do município, Francisco Harrison, destaca que a região Sul ainda tem uma vantagem climática de baixas temperaturas, o que dificulta a reprodução do mosquito. Mas relembra que, mesmo nesse cenário, há diversos casos das três doenças por toda a cidade.

Entre as ações de prevenção e combate ao mosquito, o secretário destaca o trabalho na rede pública de ensino, educando as crianças para que elas reproduzam em casa os cuidados necessários que aprendem no colégio. Além disso, ele afirma que a Secretaria sempre monitora a questão da infestação do mosquito através de levantamentos.

“Infelizmente a população não adere aos cuidados que a gente tanto dispõe para diminuir os focos do mosquito. Essa é a nossa principal dificuldade. Eles não cuidam das casas como deveriam, tapando a caixa-d’água, virando boca de garrafa para baixo, reservatórios como pneus, cacos velhos que acumulam água, o que nos deixa numa situação de vulnerabilidade, sempre de risco para uma alta infestação do mosquito”.
O médico sanitarista da Fiocruz Brasília, Cláudio Maierovitch, reforça a importância de eliminar os criadouros, uma vez que contribuem para a proliferação dos mosquitos e a transmissão das doenças.

“A principal prevenção para as três doenças se refere a transmissão, ou seja, a eliminação dos criadouros dos mosquitos. Qualquer coisa que possa acumular água parada, especialmente água limpa, mas não só, dentro dos quintais, dentro de casa, mesmo em apartamento, locais de trabalho, pode se transformar num criadouro para o mosquito Aedes aegypti”.

Para combater o mosquito, governo e população precisam ser aliados. Ao verificar os reservatórios, eliminar os vasos de planta, descartar embalagens e utensílios da forma correta e manter calhas limpas, o cidadão evita deixar água parada. Até mesmo uma tampa de garrafa pode servir como local de proliferação.
Você já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.

 

*Agência do Rádio

Passa de 50 número de casos de sarampo no RS

Maior concentração está em Cachoeira com 16 pacientes diagnosticados

O número de casos confirmados de Sarampo no Rio Grande do Sul passou de 44 em novembro para 53 pacientes diagnosticados em dezembro deste ano. Os dados integram o Boletim Epidemiológico do Centro Estadual de Vigilância em Saúde. Os casos confirmados estão distribuídos em oito municípios gaúchos. A cidade de Cachoeirinha concentra a maior parte deles com 16 registros, seguida de Porto Alegre com 14 casos; Gravataí com 13 casos; Tramandaí com 3 casos; Canoas, Alvorada e Ijuí com 2 caso cada; e Dois Irmãos com apenas 1 caso. Deste histórico, conforme o Boletim, há uma criança de sete meses e um jovem de 19 anos, ambos não vacinados e residentes de Cachoeirinha.

O maior percentual – 30,2% – dos casos ocorridos no Estado está dentro da faixa etária definida pelo Ministério da Saúde como alvo da vacinação contra o Sarampo: jovens de 20 a 29 anos. Nos casos confirmados, cerca de 72% foram identificados em indivíduos não vacinados ou com esquema incompleto. Até 7 de dezembro foram notificados 650 casos suspeitos de doenças exantemáticas – 513 de Sarampo e 137 de Rubéola. Deste total, foram descartados 566 casos (87%) e 31 casos (4,8%) permanecem pendentes, em investigação médica.

Brasil

Em 2019, foram confirmados 13.489 casos em 21 unidades da federação, sendo que mais de 90,0% estão concentrados no estado de São Paulo, principalmente na região
metropolitana. Dos casos confirmados, 10.558 (78,3%) foram por critério laboratorial e 2.931 (21,7%) por critério clínico epidemiológico – 18.717 permanecem em investigação. São Paulo é também o estado que detém o maior número de óbitos por Sarampo, com 14 casos. O 15ª óbito foi regustrado no estado de Pernambuco. Destes, seis óbitos ocorreram em menos de 1 ano de idade, dois em crianças com 1 ano de idade e seis óbitos em adultos maiores de 20 anos. Do total, apenas duas vítimas eram vacinadas contra Sarampo.

O Brasil é o país com mais casos confirmados – 13.489 casos – das Américas. Em segundo lugar vem Estados Unidos com 1.262 casos, seguido de Venezuela 520 casos.

Sintomas

A maior parte dos diagnósticos positivos se dividem entre “origem inconclusiva” ou “sem histórico de viagem e/ou contato com paciente doente” – levando à possibilidade de que sejam autóctones, contraídos em solo gaúcho. O último caso do tipo, oficialmente confirmado pelas autoridades de saúde do Rio Grande do Sul, é de 1999.

O surto só é considerado encerrado 90 dias após o registro do último exantema maculopapular, que consiste no surgimento das lesões avermelhadas na pele do doente. Além das lesões, os pacientes podem apresentar tosse, coriza e/ou conjuntivite.

 

*CP