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Funcionários de hospital de Ijuí são indiciados por receptação de remédios contra câncer roubados

Lotes de medicamentos foram roubados em Minas Gerais e levados para Ijuí, onde foram encontrados no fim de 2019

Foto: Polícia Civil/Divulgação

Seis pessoas foram indiciadas por um esquema de receptação de medicamentos para tratamento de câncer no Hospital de Caridade de Ijuí, no Noroeste do RS. O inquérito foi concluído na semana passada e remetido nesta segunda-feira (10) ao Judiciário.

Os remédios tinham sido roubados na cidade de Muriaé, em Minas Gerais. O ex-presidente e cinco funcionários da instituição foram apontados como responsáveis por crime de receptação qualificada, coação no curso do processo, crimes contra relações e saúde e associação criminosa.

O grupo já tinha sido afastado dos cargos em janeiro. Os lotes foram encontrados em novembro do ano passado no hospital de Ijuí.

A medicação havia sido roubada no dia 17 de outubro, em um caminhão que carregava carga avaliada em mais de R$ 1 milhão. Homens armados teriam abordado o motorista, que transportava os medicamentos em um caminhão refrigerado, e colocado os remédios em outro veículo.

Os medicamentos foram encontrados no hospital em Ijuí após uma denúncia. Eles foram comprados de uma distribuidora não credenciada, por mais de R$ 600 mil, conforme a polícia.

Cada caixa tem um selo holográfico, com isso a farmacêutica proprietária da carga pôde rastrear e identificar os medicamentos. Primeiro eles foram encontrados em uma distribuidora não credenciada em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, que vendeu para o hospital de Ijuí, em 31 de outubro.

Fonte: G1 RS

Laboratórios recolhem medicamentos para úlcera no estômago

Lotes de remédios podem estar contaminados com produto cancerígeno

Os laboratórios Medley e Aché decidiram recolher lotes de medicamentos com cloridrato de renitidina por suspeita de uma possível contaminação de uma substância de efeito cancerígeno nos pacientes que consomem os produtos. Os medicamentos são utilizados para o tratamento de úlcera estomacal, refluxo, dentre outras enfermidades.

A Medley retirou do mercado 50 lotes do medicamento Ranitidina de 150mg e 300mg, com fabricação entre outubro de 2018 e setembro de 2019. O receio da companhia envolvia a possível presença de uma impureza da nitrosamina chamada N-nitrosodimetilamina, que teria potencial de causar câncer em seres humanos.

Já o laboratório Aché realizou também preventivamente a coleta dos medicamentos Label comprimidos e Label xarope e genéricos de cloridrato de raniditina. Em nota à Agência Brasil, alegou que “segue rigorosamente todas as solicitações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), inclusive a recomendação sobre o controle das nitrosaminas”.

Segundo a Medley, as pessoas que tiverem de se desfazer do medicamento não terão prejuízos. A empresa orienta quem estiver nesta situação a entrar em contato com o SAC da Medley pelo telefone 0800 7298 000, de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 17h.

Também no caso da Aché, dúvidas de pacientes ou lojistas vendedores dos produtos devem ser encaminhadas por meio da Central de Atendimento a Clientes pelo telefone 0800-701-6900 ou pelo e-mail:[email protected]

 

Fonte: Agência Brasil

Ministério da Saúde suspende contratos para fabricar remédios de câncer e diabetes

O contrato foi rompido com 7 laboratórios que fabricam os medicamentos para distribuição gratuita

Nas últimas três semanas, o Ministério da Saúde rompeu contratos com 7 laboratórios nacionais, fabricantes de 19 medicamentos que são distribuídos de graça pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os medicamentos são destinados ao tratamento do câncer, diabetes e transplantes.

Os laboratórios fabricantes são federais e públicos, entre eles os principais são: Biomanguinhos, Butantã, Bahiafarma, Tecpar, Farmanguinhos e Furp. A fabricação dos medicamentos era uma parceria com o Ministério, que fornece os remédios com custo de 30% mais baixo do que os do mercado. Dessa forma, as associações representantes dos laboratórios públicos afirmam que a perda anual pode ser de ao menos R$ 1 bilhão para o setor e risco de desabastecimento.

De acordo com o jornal Estado de S. Paulo, o MS contestou que os contratos não foram interrompidos. Na verdade, foi um “ato de suspensão” e isso tem efeito por um “período transitório”. Entretanto, Ronaldo Dias, presidente da Bahiafarma e da Associação dos Laboratórios Oficiais do Brasil (Alfob) contou ao jornal Estadão que os laboratórios estão tratando as parcerias como suspensas.

Veja abaixo a lista de medicamentos que terão distribuição suspensa:

  • Adalimumabe, Solução Injetável (40mg/0,8mL), produzido por TECPAR
  • Adalimumabe, Solução Injetável (40mg/0,8mL), produzido por Butantan
  • Bevacizumabe, Solução injetável (25mg/mL), produzido por TECPAR
  • Etanercepte, Solução injetável (25mg
  • 50mg), produzido por TECPAR
  • Everolimo, Comprimido (0,5mg
  • 0,75mg
  • 1mg), produzido por Farmanguinhos
  • Gosserrelina, Implante Subcutâneo (3,6mg
  • 10,8mg), produzido por FURP
  • Infliximabe, Pó para solução injetável frasco com 10mL (100mg), produzido por TECPAR
  • Insulina (NPH e Regular), Suspensão injetável (100 UI/mL), produzido por FUNED
  • Leuprorrelina, Pó para suspensão injetável (3,75mg
  • 11,25mg), produzido por FURP
  • Rituximabe, Solução injetável frasco com 50mL (10mg/mL), produzido por TECPAR
  • Sofosbuvir, Comprimido revestido (400mg), produzido por Farmanguinhos
  • Trastuzumabe, Pó para solução injetável (150mg
  • 440mg), produzido por Butantan
  • Cabergolina, Comprimido (0,5mg), produzido por Bahiafarma Farmanguinhos
  • Insulina (NPH e Regular), Suspensão injetável (100 UI/mL), produzido por Bahiafarma
  • Pramipexol, Comprimido (0,125mg
  • 0,25mg
  • 1mg), produzido por Farmanguinhos
  • Sevelâmer, Comprimido (800mg), produzido por Bahiafarma Farmanguinhos
  • Trastuzumabe, Pó para solução injetável (150mg), produzido por TECPAR
  • Vacina Tetraviral, Pó para solução injetável, produzido por Bio-manguinhos
  • Alfataliglicerase, Pó para solução injetável (200 U), produzido por Bio-manguinhos.

Fonte: Portal Terra

Anvisa recolhe 181 lotes de remédios para hipertensão; veja lista e o que fazer

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu recolher 181 lotes de medicamentos usados para tratamento de hipertensão arterial devido à presença de impurezas associadas a um potencial risco de câncer.

Entre esses medicamentos, estão o losartana, o segundo remédio mais vendido do país, e do valsartana, também amplamente usado. Ao todo, 30 milhões de brasileiros têm diagnóstico de hipertensão arterial.

As medidas, porém, envolvem lotes e empresas específicas e não abrangem todo o mercado. A lista completa pode ser consultada no site da agência.

“A terapia da hipertensão é mais importante do que isso. Se uma pessoa para de usar o medicamento, ela pode ter consequências sérias à saúde, até no mesmo dia”, afirma o gerente-geral de inspeção e fiscalização sanitária, Ronaldo Gomes.

As impurezas detectadas são as nitrosaminas, substâncias encontradas em pequenas quantidades na água e em alguns alimentos, mas que, em altos níveis e com consumo prologando, podem levar ao risco de câncer.

A suspeita de contaminação de insumos usados para fabricação dos remédios foi detectada pela EMA (agência europeia de medicamentos) em julho de 2018. De lá para cá, agências de diferentes países iniciaram inspeções.

Segundo a Anvisa, até o momento, não foram encontrados altos níveis de nitrosaminas nos medicamentos usados no Brasil -daí considerar o risco ao paciente como baixo.

“O paciente que ingerir o medicamento vai ter câncer? Não. As chances são ínfimas”, afirma Gomes. “Essa impureza está presente em níveis muito baixos.”

Pelos cálculos da agência europeia, o risco estaria presente apenas em casos de ingestão, ao longo de cinco anos, de medicamentos com o nível máximo de nitrosamina já descoberto até o momento. Neste caso, o cálculo seria de um caso extra de câncer a cada 6.000 pacientes. Para comparação, no Brasil, a incidência atual de câncer é de 600 mil casos ao ano, ou um caso a cada 333 brasileiros.

“Temos que lembrar que nem todos os lotes tinham essas impurezas. Provavelmente essa exposição por cinco anos nunca aconteceu e não vamos ter casos de câncer relacionados a isso. Mas temos que prevenir que essa exposição que aconteça, daí as medidas”, afirma a gerente de fiscalização de medicamentos, Andrea Geyer. Ela reforça que o risco de problemas à saúde é maior pela interrupção brusca do uso dos medicamentos, cujo uso contínuo é fundamental para o controle da hipertensão, do que pela suspeita de contaminação dos produtos com as nitrosaminas.

E não há risco de tomar um medicamento com impurezas? “O risco de tomar o medicamento por duas semanas adicionais é passível de ser negligenciado. Até que consiga verificar com seu médico, o paciente pode continuar ingerindo o medicamento, que continua a ser eficaz”, completa Gomes.

Neste caso, a recomendação é que o paciente verifique se o lote do medicamento que utiliza está na lista dos que estão sendo recolhidos e informe seu médico para substituição.

A agência informa ainda que a medida vale apenas alguns lotes. Um remédio que estiver na lista, assim, pode ter lotes alvo de recolhimento e outros que foram considerados adequados. Novas fiscalizações estão sendo executadas.

E como assegurar que novos lotes de medicamentos a serem produzidos não tenham essas impurezas?

Segundo a Anvisa, diversas ações estão sendo adotadas. Entre elas, estão a suspensão da importação, comercialização e uso de insumos farmacêuticos ativos de fabricantes com indícios e evidências de presença dessas impurezas.

Ao todo, já foram suspensos três insumos (valsartana, losartana e irbesartana) de dez fabricantes internacionais. “Também fizemos uma medida que foi um programa de fiscalização específico de todas as empresas”, diz Gomes.

Ele nega que tenha havido falha das fabricantes dos remédios. “Foi algo imprevisto. O que se percebeu foi que, em determinadas situações, pelo uso de solvente recuperado pelas fabricantes de insumos, esses solventes poderiam ser contaminados por quantidade ínfima de uma substância que na reação desses compostos gerariam a nitrosamina”, explica.

Agora, a agência finaliza uma proposta de resolução que estabelece limites seguros para a presença de nitrosaminas, impõe novas medidas de controle e dá prazo de dois anos para eliminação completa das impurezas. O órgão justifica o prazo devido à necessidade de mudanças na produção. O mesmo período foi adotado pela Europa.

Técnicos da agência afirmam ainda monitorar o risco de desabastecimento dos produtos. Até o momento, isso não ocorreu e as chances são vistas como baixas devido ao alto número de empresas produtoras. Diz ainda que empresas fabricantes têm colaborado no processo de fiscalização -em alguns casos, as empresas iniciaram o recall antecipadamente, informa.

O que fazer se encontrar o seu medicamento na lista

1) Continue tomando, a menos que tenha sido aconselhado pelo seu médico a parar. A hipertensão é uma doença grave, cuja interrupção do tratamento pode gerar problemas à saúde

2) Nem todo medicamento contém impurezas. Se o medicamento que toma foi suspenso e recolhido, procure seu médico ou farmacêutico. Existem outras opções no mercado que podem ser prescritas e adquiridas.

3) Somente troque de medicamento quando já tiver um novo em mãos, pois a interrupção do tratamento pode produzir malefícios instantâneos, inclusive risco de morte por derrame, ataques cardíacos e insuficiência renal

4) Para trocar o medicamento sem custo, o paciente pode também ligar ao serviço de atendimento ao consumidor da empresa fabricante do medicamento. Neste caso, a empresa deve indicar em qual farmácia ocorrerá a troca.

 

Fonte: Gaúcha ZH/ FolhaPress

https://gauchazh.clicrbs.com.br/geral/noticia/2019/05/anvisa-recolhe-181-lotes-de-remedios-para-hipertensao-veja-lista-e-o-que-fazer-cjvfkxgxc01vx01llw7zi5rjd.html

 

Preços dos remédios devem subir até 4,3%

Imagem Ilustrativa

Os preços dos medicamentos poderão ser reajustados em até 4,33% a partir de 31 de março, segundo estimativa do Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos). O aumento está acima da inflação oficial de 2018, que fechou o ano em 3,75%, conforme apurado pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

O valor antecipado pela indústria é apurado com base em critérios de reajustes divulgados pela Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos). O índice ainda não está confirmado, informou o Ministério da Saúde. Dificilmente, porém, a estimativa da indústria apresentará discordância em relação ao valor oficial.

A diferença entre o aumento geral do custo de vida e o reajuste autorizado está relacionado a questões específicas do mercado de medicamentos, de acordo com o representante da indústria.

O sindicato ainda argumenta que a inflação dos medicamentos fechou o ano passado em 1,63%, abaixo, portanto, do índice de reajuste autorizado pelo governo para 2018, que foi de 2,43%, na média.

O índice de reajuste de 2019 deverá valer para todos os grupos de medicamentos, prevê o sindicato. Na maioria dos anos anteriores, o governo estabeleceu três diferentes percentuais, sendo o maior aplicado aos produtos mais ofertados no mercado.

A adoção de três faixas para ajustar os preços depende do índice de produtividade do setor, conforme o padrão estabelecido pela Cmed. Como a produtividade apurada foi zero, o índice de reajuste deve ser linear. O Ministério da Saúde não confirma a adoção do índice único.

O aumento de 4,33% foi calculado com base na inflação, da qual foi descontada a produtividade da indústria farmacêutica e à qual foram somados os custos de produção não captados pelo IPCA, como a variação cambial e os insumos.

Fonte: Gaúcha ZH com informações da Folhapress

PEC objetiva reduzir custo de remédios para população de baixa renda

A medida prevê a isenção de impostos incidentes sobre medicamentos vendidos a pessoas com renda de até três salários mínimos mensais e aposentados

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Para reduzir o preço dos remédios usados por pessoas de baixa renda, uma proposta de emenda à Constituição que começou a tramitar no Senado prevê a isenção de impostos incidentes sobre medicamentos quando forem vendidos a pessoas com renda de até três salários mínimos mensais e a aposentados, pensionistas ou idosos que tenham renda de até dez salários mínimos mensais.

A PEC 65/2016, de iniciativa do senador Telmário Mota (PDT-RR), inclui um inciso no artigo 150 da Constituição Federal proibindo a cobrança de impostos sobre medicamentos de uso humano quando adquiridos por população de baixa renda. A matéria aguarda indicação de relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Para Telmário, a elevada carga tributária sobre os remédios dificulta o acesso da população a tratamentos adequados, o que pode comprometer a saúde dos cidadãos, assim como os gastos do próprio estado com políticas públicas de saúde.

— Qual seria uma forma de a gente oportunizar essas pessoas que estão dependendo de uma medicação e que não têm dinheiro para comprar. É você reter do imposto, reduzindo. Porque aí você coloca um preço mais acessível. Então acho que é uma forma de você ajudar a sociedade mais carente — afirmou em entrevista à Rádio Senado.

O senador destacou que a quantidade de impostos que deixará de ser arrecadada com a isenção não influirá na crise econômica, já que os gastos com medidas interventivas são muito maiores do que a quantidade de impostos sobre os medicamentos.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, o Brasil está entre os países do mundo com a maior carga tributária sobre medicamentos.

Com informações da Agência Senado.