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Metade das lavouras de milho do Estado estão colhidas

 

Foto: Carine Massierer

O milho segue na fase predominante de colheita no Rio Grande do Sul, atingindo 50% das áreas cultivadas já colhidas. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado, ontem (27/02), pela Emater/RS-Ascar em parceria com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), a cultura tem apresentado boa produtividade e boa qualidade do grão. As lavouras no Estado encontram-se 7% em germinação e desenvolvimento vegetativo, 8% em floração, 18% em enchimento de grãos e 17% maduro, pronto para colher.

Teve início a colheita da soja que está com 2% das áreas plantadas já colhidas. A cultura está 4% em fase de desenvolvimento vegetativo, 19% em floração, 59% na fase de enchimento de grãos e 16% maduro, e 2%. As lavouras de arroz no Estado se beneficiando com as temperaturas quentes e a elevada taxa de radiação solar, associadas à disponibilidade de água para as plantas. Tais fatores indicam bom rendimento na ocasião da colheita. A fase é de germinação/desenvolvimento vegetativo em 4% da área com a cultura, em 28% é de floração, 37% em enchimento de grãos, 26% em maturação e 5% foram colhidos.

Na região de Soledade, a colheita do feijão primeira safra foi concluída nos cerca de 4,1 mil hectares cultivados. A produtividade média alcançou 1,1 toneladas por hectare. Apesar do período com restrição hídrica em grande parte do ciclo da cultura, a produtividade média final e a qualidade do grão são consideradas satisfatórias. E o plantio do feijão segunda safra avança na regional de Frederico Westphalen, chegando a 90% da área semeada, prevista em sete mil hectares; 100% das lavouras estão em estágio de germinação e desenvolvimento vegetativo.

OLERÍCOLAS

A cultura da cebola está na entressafra. Na regional de Passo Fundo, produtores comercializam o estoque armazenado na propriedade; no entanto, há registro de perdas mais acentuadas em virtude de podridões de pós-colheita.

Na regional de Passo Fundo, a cultura do alho também se encontra na entressafra. Produtores realizam a comercialização da produção nos mercados regionais.

Na regional de Caxias do Sul, segue a colheita do tomate. De modo geral, a cultura foi favorecida pelas condições de tempo. A temperatura um pouco mais amena reduz o abortamento floral e a boa sanidade dos cultivos deve-se à baixa precipitação que, aliada ao manejo adequado da irrigação, produz pouco molhamento das folhas, principal foco de entrada de doenças bacterianas.

HORTIGRANJEIROS

Na regional de Lajeado, com 40 hectares de cultivo em Feliz, a cultura da batata doce ainda manifesta reflexos da estiagem, que dificultou o transplantio das mudas entre dezembro e janeiro. Nas áreas prontas para a colheita, o tamanho dos tubérculos é satisfatório, adequado ao padrão de comercialização.

No Litoral Norte, que integra o regional de Porto Alegre, o tamanho das espigas de milho verde foi prejudicado em algumas áreas em decorrência da seca. Em Torres, as lavouras foram atingidas severamente pela estiagem. Porém, a produção das regiões próximas das encostas vem suprindo a demanda de abastecimento dos pontos de venda na praia, supermercados e fruteiras. A colheita é intensa.

FRUTÍCOLAS

Na regional da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo, a colheita do pêssego está praticamente encerrada; produtores manejam a pós-colheita dos pomares para controle das doenças de final de ciclo e da ocorrência de brocas.

Na regional de Caxias do Sul, a maçã está em fase de maturação e colheita da cultivar Gala e seus clones. A semana foi marcada por intenso trabalho dos técnicos na elaboração dos laudos finais de Proagro, em virtude da estiagem. Na variedade Fuji e seus clones, o estágio é de desenvolvimento e crescimento de frutos. O estado fitossanitário é bom, sem ocorrência de danos aparentes por pragas ou doenças.

Na regional de Caxias do Sul, a semana foi marcada por intenso movimento na colheita, principalmente da variedade Isabel, a mais cultivada na Serra; destaque para a qualidade do produto, principalmente no que se refere à doçura; a Isabel apresenta média de 16° Babo. Entre as variedades viníferas, são colhidas a Merlot, com média de 18° Babo e a Moscato Giallo, com 17° Babo.

PASTAGENS, BOVINO E OVINOCULTURA

A distribuição irregular das chuvas ocasionou situações diferenciadas nas diversas regiões do Estado e em diferentes áreas de pastagens destinadas à criação de animais, dentro da mesma região.

Na maior parte das regiões, os rebanhos bovinos de corte, de uma forma geral, apresentam estado corporal de satisfatório a bom. As regiões de Porto Alegre, Pelotas e Soledade são as que têm maior número de propriedades com relato de ocorrência de perda de peso nos animais.

Em todo Estado, predomina uma boa condição corporal no gado leiteiro, mas registram-se alguns casos de perda de peso nas vacas, afetando a produção de leite, especialmente na região de Pelotas. No manejo sanitário, especial atenção é dedicada ao controle de verminoses e infestações por carrapato e mosca-do-chifre. Na maior parte do Estado, a produção leiteira se mantém estável, sendo que nas regiões de Porto Alegre, Pelotas e Santa Maria os níveis de produção estão abaixo das médias da estação registradas em anos anteriores.

Os rebanhos ovinos do Estado apresentam bom estado físico e sanitário. A temporada de cobertura das matrizes está encerrando nas propriedades que iniciam esse manejo reprodutivo em janeiro.

APICULTURA, PISCICULTURA E PESCA ARTESANAL

A semana transcorreu com clima favorável para uma intensa atividade das colmeias e para execução das práticas de manejo dos apiários. Na maior parte das regiões, os açudes apresentam nível de água satisfatório, sem comprometer o desenvolvimento dos peixes.

Na região da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, no rio Uruguai, a captura de espécies de peixes sem escamas foi predominante durante a semana. Nas regiões de Porto Alegre e Pelotas, a pesca artesanal marinha e em estuários de água doce ocorre normalmente, com captura satisfatória de pescado. Na Lagoa dos Patos, houve uma redução nos volumes de captura do Camarão.

Por: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

Praticamente metade da safra do milho já está colhida

Prossegue a colheita do milho no Estado, que já está praticamente metade concluída. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado, nesta quinta-feira (20/02), pela Emater/RS-Ascar, em parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), o grão, colhido com baixa umidade, apresenta boa qualidade.

A produtividade obtida é boa nas áreas semeadas no cedo e mais ao Norte do Rio Grande do Sul, mas é menor nas lavouras plantadas no tarde e em regiões prejudicadas pela estiagem, muitas delas aproveitadas para a confecção de silagem. O volume de chuvas foi reduzido no período e atingiu apenas algumas regiões. Os agricultores aguardam adequadas precipitações que evitarão mais perdas na cultura, que já está com 46% da área cultivada colhida. As lavouras encontram-se 11% em fase de germinação e desenvolvimento vegetativo, 8% em floração, 18% em enchimento de grãos e 17% está maduro, pronto para colher.

O desenvolvimento da soja foi moderado no período da última semana, variando conforme a ocorrência das chuvas nas regiões. Nas áreas onde as precipitações atingiram volumes adequados, as perspectivas de produtividade são normais. Já nos locais onde o volume foi menor ou nas quais não ocorreram precipitações, a soja apresenta sintomas de déficit hídrico e aponta para redução na produtividade. As primeiras lavouras começam a ser colhidas e já atingem 1%. A cultura está 8% em fase de desenvolvimento vegetativo, 27% em floração, 58% na fase de enchimento de grãos e 6% maduro e por colher.

As lavouras de arroz estão com bom desenvolvimento. Com o tempo quente e a plena radiação solar favorecendo a cultura, a expectativa é de bons rendimentos. Já iniciou a colheita da cultura, atingindo 3% das áreas cultivadas já colhidas, obtendo-se ótimas produtividades nas lavouras da Fronteira Oeste e produtividade dentro da média esperada nas demais regiões.

De forma geral, os níveis dos reservatórios continuam adequados nas principais regiões produtoras, mas alguns produtores esperam maiores precipitações para ser possível manter a irrigação e o potencial produtivo. A cultura encontra-se 10% em germinação e desenvolvimento vegetativo, 33% em floração, 35% em enchimento de grãos e 19% em maturação.

Na região da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, a colheita de feijão da primeira safra está concluída, e a produtividade variou entre 1,2 e 1,6 toneladas por hectare, esta última obtida em Salvador das Missões. Na regional de Frederico Westphalen, a colheita já foi encerrada, e a cultura teve um bom desenvolvimento, com produtividade média de 1,8 toneladas por hectare e um produto de boa qualidade.  A colheita da cultura também está concluída na de Ijuí e apresenta produtividade média de 24,74 sacos por hectare, dentro do esperado. O produto colhido é de excelente qualidade. Na regional de Erechim, a colheita da primeira safra foi concluída. O rendimento tem sido bastante variável, situando-se entre 25 e 60 sacos por hectare. Na de Santa Maria, a primeira safra de feijão já está colhida, em um total de 1,5 mil hectares. Em decorrência da estiagem, foram grandes as perdas na cultura.

Na regional de Frederico Westphalen, a expectativa é de que sejam semeados mais de nove mil hectares de feijão na segunda safra. A estiagem contribuiu para a formação desta área devido à antecipação da colheita de lavouras de milho e da soja precoce; 80% da área já está semeada e encontra-se em estágio de emergência e desenvolvimento vegetativo. De maneira geral, as lavouras apresentam bom estande de plantas e necessitam de chuvas para a aplicação da primeira parcela da adubação nitrogenada.

As lavouras do feijão segunda safra, da região de Santa Rosa, apresentam boa germinação e desenvolvimento. Estão em andamento o controle de ervas daninhas e as pulverizações com inseticidas para controle de pragas. Na de Santa Maria, o plantio do feijão da segunda safra iniciou após o retorno das chuvas. A intenção de plantio para a safrinha é de 1.053 hectares.

Por: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

Colheita do milho avança no Estado e atinge 43% da área cultivada

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, em parceria com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), ontem (13/02), a colheita do milho avança no Estado.

É boa a produtividade obtida nas áreas semeadas no cedo e mais ao Norte do RS, e, decorrente do déficit hídrico, é menor a produção estimada nas lavouras mais tardias, localizadas em regiões específicas. O baixo volume e a má distribuição das chuvas continuam preocupando os produtores. As lavouras estão 12% em fase de germinação e desenvolvimento vegetativo, 9% em floração, 19% em enchimento de grãos, 17% maduro e 43% já foram colhidos.

Devido à estiagem na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Porto Alegre, são esperadas perdas significativas tanto na produtividade quanto na qualidade do milho para silagem, o que deverá interferir no desempenho futuro das criações. Na de Ijuí, vem sendo finalizada a implantação das lavouras destinadas à confecção de silagem em segundo cultivo, com boa emergência e desenvolvimento inicial satisfatório em áreas com melhor umidade do solo.

Na de Erechim, há perdas na produtividade e na qualidade do grão das lavouras destinadas ao milho silagem; 15% das lavouras estão em fase de enchimento de grãos e 85% da área já foi colhida. A qualidade da silagem ficou prejudicada devido à falta de precipitação no período de enchimento de grãos; além disso, a proporção de grãos foi menor, com reduzida concentração de açúcares e aumentado o teor de fibra.

Já as lavouras de soja, em geral, apresentam bom desenvolvimento, mas a restrição hídrica aponta para a diminuição da produtividade da cultura. Os produtores estão preocupados e aguardam a ocorrência de chuvas adequadas. As lavouras estão 12% na fase de desenvolvimento vegetativo, 32% em floração, 51% na fase de enchimento de grãos e em 5% das lavouras a cultura está madura e por colher.

As lavouras de arroz estão com bom desenvolvimento; os produtores dedicam-se às práticas de manejo. Até o momento, os reservatórios têm níveis adequados de água para as necessidades da cultura na maior parte das regiões, mas alguns produtores esperam o aumento das precipitações para manter os níveis de água na irrigação e o potencial produtivo. A cultura encontra-se nas seguintes fases: 15% em germinação/desenvolvimento vegetativo, 36% em floração, 36% em enchimento de grãos, 11% em maturação e 2% foram colhidos.

Na região da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, toda a área das lavouras de feijão da primeira safra está colhida, com produtividade entre 1.200 e 1.650 quilos por hectare, esta última obtida em Salvador das Missões. Já está praticamente finalizado o plantio do feijão segunda safra (safrinha); as primeiras lavouras apresentam boa germinação e desenvolvimento, porém já estão sofrendo o ataque de pragas, que exigem a realização precoce de pulverizações com inseticidas. Está em andamento a capina para controle de inços.

Por: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

Apesar da falta de chuvas, milho é colhido no RS

 

Em Santa Rosa, colheita de milho é acelerada para minimizar problemas causados pela estiagem – Foto: José Schafer

A falta de chuva recorrente no Estado tem prejudicado o desenvolvimento da cultura do milho e já produz perdas nas lavouras cultivadas pelos agricultores familiares e por médios e grandes produtores. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (09/01), em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), a cultura chegou em 99% de plantio da área de 777.442 hectares previstos para esta safra. Das lavouras implantadas, 24% estão na fase de desenvolvimento vegetativo, 13% em floração, 31% em enchimento de grãos, 27% maduro e 5% já foram colhidos.

Na regional administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, as fases de desenvolvimento vegetativo (1%) e floração (3%) estão se encerrando, e a cultura do milho avança para enchimento de grãos (44%), maturação (47%) e colheita (5%). O potencial produtivo das lavouras tem variado em virtude do regime de chuvas esparsas ocorridas durante dezembro. Nas plantadas entre o final de setembro e início de outubro, o impacto das perdas tem sido maior e os produtores estão solicitando Proagro. A colheita das primeiras lavouras foi iniciada e, em Tenente Portela, os resultados têm apontado boa produtividade. Os produtores aguardam melhores condições de umidade no solo para realizar o segundo plantio da cultura nas áreas que anteciparam a colheita para a produção de silagem.

Na região de Santa Rosa, a área de cultivo de milho deverá ultrapassar a intenção de plantio prevista em 120.078 hectares, que já atingiu 81% da área. Foi concluída a implantação do milho safra e iniciado o plantio da safrinha. Da cultura implantada, 4% encontram-se em desenvolvimento vegetativo, 2% em floração, 16% em enchimento de grão, 60% em maturação e 18% foram colhidos como silagem de planta inteira. Durante a semana, o processo de amadurecimento acelerou, devido à perda de água dos grãos, e as lavouras têm apresentado baixo índice de ataque de pragas e doenças. São poucas as comunicações de Proagro neste Regional da Emater/RS-Ascar, diferente da região de Frederico Westphalen, onde foram registrados 71 pedidos de cobertura de Proagro. Nesta região, as lavouras semeadas a partir de meados de setembro vêm apresentando perdas devido à estiagem, com redução na produtividade estimada em até 30%. Em se mantendo as condições do tempo, a quebra na produtividade regional deverá atingir 20%.

Sobre o milho silagem, as regiões de Erechim e de Santa Rosa apresentam 50% em fase de formação de grãos e 50% da cultura já foi colhida. Há redução da produtividade pela falta de chuvas. Na de Santa Rosa, o corte para silagem foi intensificado devido à maturação forçada das plantas, causada pelas altas temperaturas dos últimos dias. Os produtores aguardam o retorno da chuva para dar andamento ao plantio das áreas destinadas ao milho silagem/safrinha. Na regional de Caxias do Sul, as áreas destinadas à produção de silagem estão sendo processadas, mesmo com plantas murchas e praticamente sem formação de espigas. Há pedido de liberação de seguro para possibilitar nova semeadura em muitas áreas.

Soja – O plantio da soja no RS chegou em 99% da área prevista para a safra de 5.978.967 hectares. Das lavouras com a cultura, 75% estão em desenvolvimento vegetativo, 22% em floração e 3% na fase de enchimento de grãos. Na Fronteira Noroeste, o plantio está concluído e a implantação da safrinha já iniciou em áreas pós-colheita do milho. Nas lavouras com cultivares superprecoces, foi iniciada a colheita; o microclima que permite antecipar a semeadura em Porto Lucena possibilitou que 5% de área já tenha sido colhida. A produtividade das lavouras alcançou entre 48 e 65 sacos por hectare. Em geral, as plantas estão sadias, bem nutridas, com boa nodulação. Os produtores seguem realizando aplicação de herbicidas e iniciam os tratamentos preventivos de fungicidas no turno da manhã, que apresenta as condições mais adequadas. Em lavouras com solos pouco profundos, o déficit hídrico associado às temperaturas elevadas e à baixa umidade do ar tem provocado a murcha das plantas. Em alguns casos, ocorre inclusive a morte de plantas.

Na região de Ijuí, 91% da área com soja estão na fase de desenvolvimento vegetativo, 9% em floração e 1% em enchimento de grãos. As lavouras da região Celeiro, localizada ao Norte, seguem com desenvolvimento satisfatório. Já nas dos Coredes Noroeste Colonial e Alto Jacuí, a falta de chuvas tem comprometido o desenvolvimento normal da cultura. Os produtores realizam aplicações de fungicidas e inseticidas preventivamente e as lavouras apresentam boa sanidade.

Arroz – A cultura no RS se encontra nas fases de germinação/desenvolvimento vegetativo (75%), em floração (20%) e enchimento de grãos (5%). Em geral, a sequência de dias com alta taxa de luminosidade, conjugada com disponibilidade de água e associada a temperaturas elevadas durante a manhã e à tarde e amenas à noite, tem sido favorável ao bom desenvolvimento da cultura.

Feijão 1ª safra – Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a cultura está nas fases de enchimento de grãos (3%), maturação (14%) e colheita (83%). A colheita avança rapidamente pelas condições de tempo estável, com pouca chuva, favorável à secagem dos grãos na lavoura. Os grãos colhidos têm apresentado boa qualidade. Há redução de produtividade nas lavouras plantadas mais tarde devido à falta de água para o desenvolvimento das plantas.

Das lavouras da primeira safra de feijão na região de Frederico Westphalen, 10% estão finalizando a fase de enchimento de grãos e 90% já foram colhidas. Em geral, a cultura apresenta bom desenvolvimento, grãos de boa qualidade e produtividade média de 1.800 quilos por hectare. Já na região de Pelotas, 19% das lavouras estão na fase de floração, 40% em enchimento de grãos, 21% em maturação e 20% já foram colhidas. A cultura vem sentindo os efeitos do clima quente e seco desde dezembro passado, condições que persistem neste início de ano, sinalizando redução da produtividade e da produção diante do quadro de estresse hídrico das plantas, principalmente em lavouras nas fases de floração e enchimentos de grãos.

OLERÍCOLAS

Cebola – Na regional de Pelotas, maior produtora de cebola do RS, a área de plantio é de 2.785 hectares. O clima seco e quente do final de novembro e dezembro prejudicou o desenvolvimento da cultura na fase final do ciclo, principalmente nas cultivares precoces; porém, favoreceu muito a colheita e a cura, produzindo cebolas com ótima casca e cor, itens de qualidade valorizados na comercialização e no armazenamento. Atualmente, a cultura segue na fase de colheita, encaminhando-se para encerramento. A safra deverá ter produtividade inferior à esperada inicialmente, situando-se abaixo de 30 toneladas por hectare. Os produtores direcionam parte da cebola para armazenamento.

A cebola da região é destinada à comercialização em mercados de todo o Brasil. Os preços pagos aos produtores estão bastante reduzidos, devido ao excesso de oferta nos mercados locais, regional e nacional. Sem perspectivas de melhoras imediatas nas cotações, os produtores devem armazenar a produção em galpões ou em locais abrigados, cobertos por lonas, mas não por período superior a 45 dias, em razão de elevadas perdas neste tipo de armazenamento. O preço pago ao produtor está entre R$ 0,40 e R$ 0,50/kg para a caixa 3 (ou tipo 3, cujo diâmetro foi alterado em cinco milímetros: de 50 para 55 e de 70 para 75 mm) e de R$ 0,15 a R$ 0,20/cx. tipo 2. Os produtores estão preocupados com a estabilidade de preço, sem perspectivas de valorização, e que não cobrem o custo de produção.

FRUTÍCOLAS

Pêssego – Na regional da Emater/RS-Ascar de Pelotas, a área com pêssego (indústria e mesa) é de 5.311 hectares, cultivado por 1.041 produtores/famílias. A cultura está em fase de colheita, encaminhando-se para o final, com 85% da safra já colhida. É prevista queda na produção total. A região deverá colher uma safra entre 35 e 37 milhões de quilos. A falta de precipitações nas últimas semanas afetou o crescimento dos frutos, acarretando a produção de pêssegos classificados como tipo II, de menor valor comercial. Alguns produtores relatam perdas por granizo e vento.

Videira – Na regional da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, as temperaturas mais amenas e o retorno das chuvas, embora esparsas e com volumes irregulares, melhoraram o quadro geral da cultura e o ânimo dos viticultores. Porém, algumas áreas na região ainda carecem de umidade do solo para interromper o processo de perdas na produção. Os parreirais com mudas novas e de algumas variedades específicas, como a Couderc tinta e a Bordô, vêm apresentando maior suscetibilidade à estiagem, com amarelecimento e queda de folhas, maturação forçada das frutas e murchamento das bagas. Nestes vinhais, muitos produtores estão recorrendo às mais diversas opções de suplementação hídrica para tentar salvar as plantas, sendo recorrente inclusive o uso de caminhões-pipa para o transporte da água.

Melancia – Na regional de Soledade, iniciou a colheita da melancia, em área de cerca de 2.500 hectares implantada em Encruzilhada do Sul e Rio Pardo. As lavouras apresentam perda de cerca de 40% na produtividade, em função da estiagem. Há problemas também na comercialização da produção, em função do tamanho pequeno dos frutos. A melancia é comercializada a R$ 0,60/kg.

PASTAGENS E CRIAÇÕES

Na maior parte das áreas, os campos nativos e as pastagens cultivadas de verão vêm sendo afetados pelo baixo nível de umidade no solo. Ocorre menor taxa de crescimento, com redução do volume e da qualidade da massa verde.

Os rebanhos bovinos de corte apresentam boa sanidade e bom escore corporal em todo Estado. Mas, em função do menor desenvolvimento das pastagens, o ganho de peso do gado vem sendo prejudicado na maior parte das regiões. A temporada de cobertura das matrizes tem continuidade, exigindo acompanhamento da condição nutricional e sanitária de reprodutores e reprodutoras.

Já nas diversas regiões pecuárias do Estado, os bovinos de leite apresentam boas condições físicas e sanitárias. Devido à diminuição da oferta de massa verde das pastagens, os criadores vêm tendo dificuldades para manter os níveis de produção leiteira apenas à base de pasto. Assim, têm recorrido à suplementação alimentar utilizando silagem, feno e concentrados proteicos. As altas temperaturas, que causam estresse térmico nas vacas, também podem ocasionar queda na produção de leite. Para reduzir o desconforto térmico, os produtores manejam o rebanho para realizar pastoreio noturno e disponibilizam áreas sombreadas e bebedouros com água à vontade. A estiagem prejudica também grande parte das áreas com milho para silagem. A perda na produção de silagem pode chegar a mais de 30% em algumas áreas.

PISCICULTURA – As atividades se desenvolvem em diversas etapas nas várias regiões do RS. Muitos açudes estão em fase de manutenção com recuperação de taipas, correção de acidez e adubação. Em outros, a fase é de povoamento. Nos açudes povoados, são realizados cuidados para a manutenção da qualidade da água e para uma boa alimentação dos peixes. Alguns piscicultores já começaram a despesca, mas a grande maioria se organiza para fazer a despesca principal na Semana Santa. Os piscicultores que abastecem feiras e abatedouros de peixes realizam várias despescas distribuídas durante o ano.

PESCA ARTESANAL – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Porto Alegre, a pesca artesanal marinha com cabo fica bastante limitada no período de veraneio, em função da presença maior de banhistas. Neste período, a pesca embarcada dá a principal sustentação à atividade dos pescadores. Na região de Pelotas, nos municípios de Pelotas e Rio Grande, a captura da Corvina é o grande destaque na semana, sendo que outras espécies praticamente não estão sendo capturadas. A partir de 6 de janeiro, a pesca de camarão foi liberada na Lagoa do Peixe, que tem parte de sua extensão na região de Porto Alegre e parte na de Pelotas.

Por: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

Plantio do milho avança no RS

 

 

Foto: José Schafer

O plantio de milho no Rio Grande do Sul atinge 72% da área de 771.578 hectares estimados para a safra 2019-2020, 1% superior à safra anterior. A produção estimada é de 5.948.712 toneladas, cuja produtividade deverá alcançar 7.710 quilos por hectare. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (24/10), o plantio do milho acontece entre o início de agosto e o final de janeiro, conforme zoneamento agroclimático para a cultura.

Na região da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, as lavouras de milho implantadas apresentam desenvolvimento inicial, pois as chuvas ocorridas na semana passada, aliadas às temperaturas mais amenas à noite, têm favorecido o desenvolvimento vegetativo. O retorno da umidade também assegurou condições técnicas necessárias às operações de controle de invasoras e de realização de adubação em cobertura. Assim, a cultura vem respondendo de forma positiva à alta evapotranspiração observada na semana. As primeiras lavouras implantadas já se encontram no início da fase de florescimento.

Na soja, o plantio está previsto para até 31 de dezembro. A área estimada para esta safra é de 5.956.504 hectares, 1,93% superior à anterior. A expectativa de produção é de 19.746.793 toneladas, e a de produtividade é de 3.315 quilos por hectare. O plantio no Estado continua pelas regionais da Emater/RS-Ascar de Ijuí, Santa Rosa e Soledade, e está em início de implantação nas de Erechim, Pelotas e Bagé.

As primeiras áreas cultivadas com soja na região de Ijuí estão na fase de germinação e em início do desenvolvimento vegetativo. As demais áreas da região estão sendo preparadas para o plantio, e os produtores aguardam melhores condições de umidade do solo. Nas áreas onde há cultura de trigo, os produtores aguardam a colheita para introduzir a soja. Já na região de Soledade, os produtores intensificam o preparo das áreas e preveem o início da semeadura ainda em outubro. Com o período chuvoso da semana, os produtores aproveitam para regulagem de semeadoras e ajustes de máquinas; o plantio deverá se concentrar nas próximas semanas.

No arroz, levantamento realizado pela Emater/RS-Ascar indica que serão plantados 961.377 hectares no Estado, com redução de área de 2,03% em relação à safra anterior. A produção estimada é de 7.510.872 toneladas, um acréscimo de 4,71%. A produtividade média inicial estimada é de 7.813 quilos por hectare. A maior parte (83%) das lavouras de arroz no Estado localiza-se em áreas das regiões de Bagé, Porto Alegre e Pelotas.

Para safra 2019-2020, a área de produção de feijão no RS foi estimada em 36.027 hectares, reduzindo em 1,74% em relação à área da safra anterior. A produção estimada para o feijão de primeira safra é de 62.672 toneladas, acrescendo 8,3% em relação à safra 2018-2019. A produtividade média inicial está prevista em 1.740 quilos por hectare. Na regional de Frederico Westphalen, a cultura está 100% implantada e as lavouras estão em germinação e em início do desenvolvimento vegetativo. Os produtores vêm realizando os tratos culturais recomendados para esta fase, que consiste no controle das invasoras e adubação nitrogenada. De modo geral, as lavouras têm apresentado bom stand de plantas.

CULTURAS DE INVERNO

Enquanto segue o plantio das culturas de verão, as de inverno são colhidas. Do trigo, por exemplo, já foram colhidas 16% das lavouras, estando 1% em floração, 25% em enchimento de grãos e 58% estão em maturação (característica que se configura entre a maturação fisiológica e o ponto de colheita). Nesta safra, a área estimada pela Emater/RS-Ascar para o cultivo do trigo é de 739,4 mil hectares, que corresponde a 37% da área brasileira de plantio com o grão.

Na canola, nos 32,7 mil hectares plantados segue a expectativa de rendimento médio de 1.258 quilos por hectare. No período, a cultura atingiu 23% na fase de enchimento de grãos, 35% em fase de maturação e 42% das lavouras já foram colhidas.

A área cultivada com cevada no RS avança no ciclo de desenvolvimento. As fases predominantes são enchimento de grãos e maturação.

No RS, a área estimada com plantio de aveia branca para grão é de 299,9 mil hectares, correspondendo a 78,8% da área estimada pela Conab para o Brasil. No Estado, predomina as fases de enchimento do grão e maturação. As áreas colhidas estão sendo preparadas para sucessão com a soja.

OLERÍCOLAS E FRUTÍCOLAS

Cebola – Na região Nordeste, as lavouras estão em formação de bulbos. Seguem atividades de adubação de cobertura e tratamentos fitossanitários. A previsão é que a colheita inicie na primeira quinzena de novembro. Já na região Serrana, iniciou a colheita das áreas implantadas com variedades superprecoces. Em breve, a produção será direcionada ao mercado, tendo em vista que o abastecimento do varejo é feito por bulbos vindos do centro do país. Iniciou a bulbificação da Crioula, principal variedade, que é de ciclo tardio. A cultura se mantém com bom aspecto geral, bom desenvolvimento e boa sanidade.

Citros – A safra da bergamota encerrou no Alto Uruguai e no Vale do Caí, principal região produtora de citros do Estado, está praticamente encerrada. Entre as bergamotas, ainda resta colher 2% da Montenegrina, cultivar com a maior área de pomares no RS e que também é comercializada para outros estados do Brasil. Entre as laranjas, ainda resta colher 10% da cultivar Valência, 10% da Céu tardia e 5% da umbigo Monte Parnaso. Também está em colheita a lima ácida Taiti, o limãozinho verde, que não tem um período definido de colheita, já que floresce e produz em diversos períodos do ano.

CRIAÇÕES

Nas diversas regiões do Estado, os bovinos de corte apresentam um bom estado físico e sanitário. Continua o período de nascimento dos terneiros, durante o qual se destacam os cuidados pré e pós-parto com as matrizes e os cuidados com os terneiros recém-nascidos. No manejo pós-parto, a manutenção de boas condições nutricionais para as matrizes é essencial para garantir uma boa taxa de repetição de crias. A aquisição, o melhoramento e o preparo de touros também são estratégicos para a boa produção de terneiros. Neste mês, intensificou-se a realização de remates e expofeiras de bovinos das diversas categorias que compõem os rebanhos. Intensifica-se também o abate de animais que ocupavam as áreas com pastagens cultivadas de inverno, sucedidas por lavouras com culturas anuais de verão, como soja e arroz.

Os rebanhos leiteiros no RS apresentam bom estado físico e sanitário e boa produção leiteira. O rebrote e o crescimento das pastagens nativas e pastagens cultivadas de verão, especialmente as perenes, têm suprido as necessidades alimentares e nutricionais das vacas, compensando a defasagem das pastagens de inverno, já em final de ciclo. Onde as pastagens de verão e o campo nativo não apresentam produção suficiente de massa verde, os criadores recorrem à suplementação alimentar à base de silagem e concentrados proteicos, para evitar a queda de produção leiteira.

A adequação às instruções normativas (INs) 76 e 77 segue sendo motivo de preocupação dos produtores de leite, que devem manter o produto dentro dos parâmetros exigidos de Contagem Bacteriana Total (CBT) e Contagem de Células Somáticas (CCS). Em função dos parâmetros das normativas, pequenos produtores sinalizam a possibilidade de abandonar a atividade, em diversas localidades do Estado. Na regional da Emater/RS-Ascar de Pelotas, em Pedras Altas, uma associação de produtores de leite local adquiriu novos resfriadores para viabilizar a adequação dos produtores às normativas.

A partir do início de novembro, os produtores que excederem os limites de CBT nas três últimas médias geométricas trimestrais terão coleta de leite suspensa pela indústria. Em não havendo nova orientação pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a determinação implicará que cerca de 10% dos produtores de leite sejam impedidos de comercializar o leite na indústria.

 

Por: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

 

Plantio do milho avança no RS

O plantio do milho atingiu 52% da área estimada para a safra 2019/2020 no Rio Grande do Sul, um avanço de nove pontos percentuais em relação à semana anterior. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar da quinta-feira (03/10), a área prevista para esta safra é de 771.578 hectares, um aumento de 1% em relação à safra anterior e uma produção estimada de 5.948.712 toneladas. Isso resulta em produtividade de 7.710 quilos por hectare. Segundo o zoneamento agroclimático para o milho, definido pela Portaria nº 59, de 01/07/2019, o período de plantio ocorre entre o início de agosto e o final de janeiro. As regiões administrativas da Emater/RS-Ascar onde o plantio mais avançou na semana, de acordo com esse zoneamento, são Santa Rosa, Frederico Westphalen, Ijuí, Soledade, Passo Fundo e Erechim.

Na regional da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa (15,4% da área do Estado), que engloba os Coredes Missões e Fronteira Noroeste, a semeadura do milho avançou para 72% da área estimada. Já na regional de Frederico Westphalen (11,9% da área no Estado), que corresponde aos Coredes Rio da Várzea e Médio Alto Uruguai, o plantio está quase concluído, chegando a 98% da área plantada.

CULTURAS DE INVERNO

Enquanto o RS registra o avanço do plantio do milho, por enquanto única cultura de verão sendo implantada no Estado, as culturas de inverno aproximam-se do ponto de colheita. O trigo, por exemplo, apresenta 5% das lavouras nessa fase de maturação, característica que se configura entre a maturação fisiológica e o ponto de colheita. Outras 3% das lavouras encontram-se em desenvolvimento vegetativo, 28% delas em fase de floração e 64% estão na fase de enchimento do grão. Nesta safra, a área estimada pela Emater/RS-Ascar para o cultivo do trigo é de 739,4 mil hectares. A área de cultivo de trigo no RS corresponde a 37% da área brasileira de plantio com o grão.

Canola – A área cultivada com canola no RS nesta safra é estimada em 32,7 mil hectares, com rendimento médio de 1.258 quilos por hectare. Entre as lavouras do Estado, 3% delas se encontram na fase de floração, 38% na fase de enchimento do grão, em 31% das lavouras a canola está em maturação, estando 28% da área colhida. As regiões da Emater/RS-Ascar principais produtoras dessa oleaginosa são Santa Rosa, Ijuí, Santa Maria, Bagé e Frederico Westphalen, que correspondem a 93% da área cultivada com a canola no Estado.

Cevada – Dos 42,4 mil hectares cultivados com cevada no Estado, 5% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 25% em fase de floração, 49% em enchimento de grãos e 21%, em maturação. De modo geral, o desenvolvimento das lavouras no Estado é considerado bom.

Aveia branca – A área estimada pela Emater/RS-Ascar com plantio de aveia branca para grão é de 299,9 mil hectares, com produtividade esperada de 2.006 quilos por hectare. Atualmente, 1% está na fase de desenvolvimento vegetativo, 12% em floração, 62% na fase de enchimento do grão, em 14% delas a aveia está em maturação e 11% das lavouras foram colhidas.

OLERÍCOLAS

Cebola – Na região Nordeste, as lavouras seguem em desenvolvimento vegetativo, sendo que as variedades superprecoces avançaram para a fase de formação de bulbos. Produtores realizam as atividades do período, como adubação e tratamentos preventivos; fazem também irrigação das lavouras, por não ter ocorrido chuvas na semana. Na região Sul, a cultura entrou em fase de bulbificação, com previsão de colheita em novembro. As lavouras de cebola destinadas à produção de semente em Herval estão em fase de desenvolvimento vegetativo.

Aipim – Nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões, produtores intensificaram o plantio das ramas em novas áreas, tendo em vista a ocorrência de chuvas nesta semana, o que deve proporcionar boa emergência das plantas. As lavouras implantadas nas semanas anteriores já apresentam formação de bom estande de plantas; produtores estão satisfeitos com o desenvolvimento das lavouras. Segue a atividade de colheita, tanto para consumo como para produção de polvilho doce e azedo.

BOVINOCULTURA DE CORTE – Favorecidos pelas condições climáticas, os campos nativos rebrotam e crescem com mais intensidade. Com isso, mesmo não atingindo ainda seu pleno desenvolvimento, vêm melhorando as condições alimentares e nutricionais dos rebanhos. A utilização das pastagens cultivadas de inverno ainda tem no azevém a sua principal fonte, uma vez que a aveia chega ao final de ciclo mais precocemente. Os produtores que fazem a integração lavoura-pecuária estão desocupando as áreas destinadas ao plantio de soja. Em alguns municípios, os produtores já fazem o planejamento forrageiro para implantação das pastagens anuais de verão. Por sua vez, as pastagens perenes de verão, como as braquiárias, panicuns e tíftons, começam a rebrotar com mais intensidade.

O estado físico e sanitário do gado é bom, em todo o Estado. Estão em execução práticas de manejo, como mineralização, vacinação contra clostridioses, controle estratégico de verminoses e ectoparasitos. É importante destacar que a incidência de carrapato ainda é baixa, o que favorece o planejamento de banhos estratégicos para controle. Com o período de nascimento dos terneiros em andamento, o manejo está direcionado principalmente para os cuidados pré e pós-parto com as matrizes e com os terneiros recém-nascidos. O manejo nutricional dos ventres é estratégico nesta época, visando à repetição das crias.

Por: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

Secretaria da Agricultura abre pedidos de sementes de milho do Programa Troca-Troca, Safra 2019/20

O prazo é curto e produtores tem até o dia 21 de junho para efetuar seus pedidos

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural, Pesca e Meio Ambiente de Crissiumal abriu nesta segunda-feira, dia 10 de junho, os pedidos de sementes de milho do Programa Troca-troca, Safra 2019/2020.

As variedades de sementes disponíveis, para pedidos dos agricultores, são de milho híbrido convencional, sendo Agromen JM 3M51, Biomatrix BM 207 e BM 3051, Limagran (Guerra) SG 6302 e Santa Helena SHS 5070 e SHS 5090. Estas variedades são para grão e silagem.

O preço normal da saca de 20 kg é de R$ 160,00 reais. O produtor que efetuar o pagamento das sementes até o dia 20 de abril de 2020, receberá um desconto de 28%, pagando somente R$ 115,20 reais a saca. No entanto, salienta-se, que após a data de vencimento o produtor perde o desconto, que é significativo, e terá acréscimos de multa e juros.

Os produtores interessados em adquirir as sementes poderão solicitar até 4 sacas por CPF. Os pedidos poderão ser realizados até o dia 21 de junho. Como o prazo é curto, solicita-se para que os agricultores interessados não deixem para efetuar seus pedidos na última hora.

Para mais informações ou dúvidas, os produtores poderão entrar em contato com a Secretaria.

 

Por: Andréia Cristina Queiroz – Assessora de Imprensa da Prefeitura de Crissiumal

Rádio Metrópole

Colheita do milho se aproxima dos 50% da área cultivada no RS

 

Segue a colheita dos grãos de verão desta safra, com o milho atingindo quase metade (47%) da área cultivada, a soja com 4% da área, o feijão 1ª safra com 78% da área já colhida e o arroz, 10%. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (28/02), o avanço significativo desta fase das culturas ocorreu devido ao clima quente e seco.

A safra de milho é mais adiantada na parte Noroeste da metade Norte do Estado, apresentando boa qualidade do produto, com baixa porcentagem de grãos quebrados e trincados. Nas regiões Serrana, Metropolitana e Sul, inicia a colheita. Em todo o Estado, o desenvolvimento do milho é considerado ótimo, com a produtividade das lavouras apresentando ótimos rendimentos, variável entre regiões. Há relatos de que, em algumas lavouras, a produtividade ultrapasse 220 sacos por hectare no Alto da Serra do Botucaraí. No geral, 16% da área de milho está madura, 25% em enchimento de grãos, 6% em floração e os demais 6% em germinação e desenvolvimento vegetativo.

Majoritariamente em enchimento de grãos (71%), a cultura da soja evolui para a maturação, com várias lavouras apresentando coloração amarelada das folhas e vagens com grãos formados. Nas regiões da Serra e Campos de Cima da Serra, há excelente carga de vagens, indicando perspectiva de ótimo rendimento. As demais fases são 4% das lavouras já colhidas, 11% estão maduros, 12% em floração e 2% em desenvolvimento vegetativo.

Em geral, a cultura da soja segue com bom desenvolvimento e potencial produtivo. As áreas colhidas nas regiões Celeiro, Noroeste Colonial e Alto Jacuí apresentam variação de produtividade entre 50 e 70 sacos por hectare, de acordo com nível de fertilidade do solo. Na Fronteira Oeste e Campanha, a limitação até o momento para potencial produtivo diz respeito ao porte baixo e a falhas no estande de algumas lavouras.

Em algumas lavouras do feijão 1ª safra, a produtividade final da cultura está próxima a 30 sacas por hectare, considerada muito boa. Em lavouras mais tecnificadas, as produtividades ultrapassaram 40 sacas por hectare, mas em boa parte das zonas de produção o rendimento tem variado entre 1,2 e 1,5 tonelada por hectare. As demais fases da cultura são 2% em floração, 15% em enchimento de grãos e 5% maduras e por colher.

Feijão 2ª safra – O cultivo da safrinha avança no Estado, com as lavouras apresentando bom crescimento e desenvolvimento vegetativo devido à boa umidade do solo proporcionada por chuvas regulares, associadas à intensa radiação solar, a temperaturas elevadas e a boa adubação. Tais condições proporcionam ótimo potencial produtivo. Nas primeiras lavouras semeadas, são realizados os tratos culturais de adubação nitrogenada em cobertura e controle de plantas invasoras. A recuperação da umidade do solo mantém a expectativa de boa colheita.

Para a safrinha ou segunda safra de feijão, a Emater/RS-Ascar aponta uma área de 19.520 hectares e uma produtividade média de 1.469 quilos por hectare, perfazendo uma previsão de produção de 28.673 toneladas

No Rio Grande do Sul, o arroz está com 41% da área cultivada na fase de enchimento de grãos, 27% maduro e já 10% colhido. No Vale do Rio Pardo, nas lavouras que iniciaram colheita, a produtividade e a qualidade do grão são boas. O estado fitossanitário da cultura é bom, e o desenvolvimento é normal. Já nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões, a semana com alta insolação favoreceu a colheita do produto, que deve se estender pelas próximas semanas, já que a semeadura apresentou largo escalonamento em função das condições climáticas na época desta operação. Produtores relatam que a produtividade tende a diminuir nas próximas lavouras colhidas, em função da ocorrência de noites frias e chuvas na época do florescimento das lavouras tardias.

OUTRAS CULTURAS
Aipim/mandioca – Na região Noroeste, a cultura apresenta bom desenvolvimento e sanidade; é realizado o controle de invasoras com capina manual. Nos municípios de produção comercial, os produtores continuam colhendo e negociando a produção do aipim. Os negócios com mandioca implantada na última safra melhoraram em relação a preços, estando em R$ 20,00/cx de 27 quilos em Nova Candelária. O clima é favorável à cultura. As áreas cultivadas em agosto já apresentam colheita de produto novo sendo comercializado na feira e mercados. Em Alecrim está em processo final de legalização uma agroindústria de mandioca descascada, que pretende abastecer mercados do município e da região.

Oliveira – Na região Sul, a cultura da oliveira se encontra no período de frutificação e início de colheita. As expectativas de produtividades estão dentro da normalidade, acima de 1.500 kg/ha. Os produtores estão otimistas com a produção e produtividade e a colheita é realizada de forma manual, objetivando a primeira colheita de frutos maiores para a elaboração de azeitonas em conserva.

Erva-mate – A cultura está em pleno desenvolvimento nas áreas da Produção e Nordeste Gaúcho, com práticas de colheita, monitoramento de pragas (broca da erva-mate e ampola) e controle de invasoras (roçadas). Os preços têm variações de R$ 10,00 a R$ 15,00/arroba (15 quilos de folha verde) entregue na indústria, de acordo com o polo ervateiro e o padrão da matéria-prima.

No Vale do Rio Pardo e na Serra do Botucaraí, a erva-mate está sendo comercializada com preços em torno de R$ 12,00/arroba, posta na ervateira. Para o produto comercializado sem o serviço de colheita e transporte, o produtor recebe de R$ 7,00 a R$ 9,00/arroba. Alguns plantios novos são observados na região da Serra do Botucaraí (polo do Alto Taquari). A erva-mate orgânica certificada é comercializada com valores em torno de R$ 18,00/arroba. Os principais municípios produtores dessas regiões são Fontoura Xavier, Itapuca, Venâncio Aires, Mato Leitão e São José do Herval.

Nogueira – Há grande expectativa de boa produção este ano nas áreas do Alto Uruguai. Além disso, em 2018, foram implantados dez hectares de novas áreas, buscando aumentar a produção futura.

PASTAGENS E CRIAÇÕES
As condições climáticas continuam propiciando umidade e temperatura favoráveis a um bom desenvolvimento e produção de massa verde das pastagens, no geral. Porém, em algumas áreas, as pastagens cultivadas de verão começam a diminuir a sua produção e a tornarem-se mais fibrosas, ficando menos nutritivas e menos palatáveis para os animais.

Beneficiados pelo suporte forrageiro oferecido pelas pastagens nativas e cultivadas, os rebanhos leiteiros vêm apresentando bom estado físico e sanitário e mantendo um bom nível de produção de leite. Como é comum nesta época do ano, o calor e a umidade favorecem a multiplicação e o contágio por parasitos externos e internos, o que exige alguns cuidados, como o uso de medicamentos para o controle estratégico de verminoses e para o combate a parasitos externos, especialmente o carrapato que, além de causar parasitose, pode transmitir a tristeza parasitária.

Os rebanhos ovinos do RS continuam apresentando boa condição corporal, em consequência do bom suporte alimentar oferecido pelos campos. No manejo sanitário, destacam-se as atenções e cuidados para o controle de verminoses e parasitas externos, como miíases, sarna e piolho. O período de encarneiramento já começou em algumas propriedades e deverá se estender até abril.

Na região de Porto Alegre, os pescadores artesanais de cabo estão com as atividades paralisadas, mantendo-se apenas na captura e venda de iscas. Já a pesca embarcada consegue realizar a captura de algumas espécies e está sendo a responsável pela oferta de pescado. Na região de Santa Rosa, a retomada da pesca artesanal após o período de defeso manteve baixa captura durante todo o mês.

Fonte/Foto: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

Produtividade do milho deve ultrapassar estimativa inicial no RS

 

Com boa qualidade de grãos, a produtividade do milho deverá ultrapassar a estimativa inicial de 6,8 toneladas por hectare.  As regiões da Fronteira Noroeste e Missões já estão com 74%, dos 738 mil hectares cultivados com milho no Estado, colhidos. O Alto Uruguai apresenta 40% da lavoura colhido e a região Serrana recém está iniciando a colheita. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (21/02), isso representa uma média de 41% já colhido do total da área semeada no Estado e outros 16% com o grão pronto para a colheita. Em enchimento de grãos, a cultura apresenta 26%.

As áreas de milho destinado à silagem plantadas como primeiro cultivo foram colhidas com bons rendimentos. Nas regiões Celeiro, Noroeste Colonial e Alto Jacuí, o segundo cultivo da cultura para silagem apresenta bom desenvolvimento. Os produtores estão realizando aplicação de adubação nitrogenada em cobertura.

A soja está em estágio principalmente de enchimento de grãos, com 72% do total da área plantada; as fases de grão maduro e colhido somam 5% da área cultivada. De maneira geral, a semana apresentou clima favorável ao desenvolvimento da cultura no Estado, com bom aporte de umidade no solo e temperaturas mais amenas, garantindo o seu potencial produtivo, embora se observe diferencial de potencial entre lavouras.

Novamente as condições climáticas da semana foram favoráveis para a lavoura orizícola, com boa insolação e temperatura, sendo que nos primeiros dias ocorreram temperaturas reduzidas nas madrugadas em algumas regiões. Também prossegue a aplicação de fungicidas e inseticidas, restrita às áreas em floração. Há expectativas de boa produtividade e produção.

A cultura da safra principal de feijão está em final de colheita; atingindo 76% da área estimada, apresentando boa produtividade e qualidade do produto dentro dos padrões requeridos para comércio. A volta da chuva na semana favoreceu a germinação e emergência da cultura do feijão segunda safra, que tem ótimo desenvolvimento vegetativo inicial. Estima-se que 85% da área de plantio prevista já esteja semeada.

O clima está favorável à cultura da batata-doce, que se desenvolve sem maiores problemas fitossanitários nas regiões dos vales do Taquari e Caí. Em algumas propriedades que utilizaram mudas oriundas de outros produtores houve eventual manifestação de sarna. O momento é de transplante e colheita da beterraba Boro. O uso de irrigação tem se intensificado nas lavouras após o transplante, neste período.

Na região do Litoral Norte, nos municípios de Morrinhos do Sul, Três Cachoeiras, Mampituba, Dom Pedro de Alcântara e Torres, os pomares de banana retomam a produção por conta da curva natural do clima. A produtividade da safra deverá ter redução, na ordem de 15%. O desenvolvimento das frutas cítricas neste período de entressafra é muito satisfatório na região do Vale do Caí, principal região produtora de bergamotas no Rio Grande do Sul. As chuvas frequentes e bem distribuídas têm contribuído para o crescimento das frutas, e a carga está muito boa.

 

Fonte/Foto: Emater RS/Ascar

Crissiumal – Sementes de milho safrinha já estão disponíveis para os produtores

A Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Meio Ambiente de Crissiumal disponibilizou, esta semana, a retirada das sementes de milho do Programa Troca-troca, Safrinha 2018/2019, aos agricultores que efetuaram seus pedidos.

Os produtores deverão comparecer na Secretaria para elaborar e assinar o Contrato referente ao seu pedido, o qual terá vencimento para o pagamento no dia 20 de junho, deste ano.

Por: Assessoria de Imprensa