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Acesso à internet é exclusivo no celular para 59% no Brasil

Conexão estava disponível para 74% da população

A pesquisa TIC Domicílios apontou que 58% dos brasileiros acessavam a internet em 2019 exclusivamente pelo telefone celular. O estudo indicou que a conexão estava disponível para 74% da população, o que correspondia a 134 milhões de pessoas, e em 71% dos lares no país.

O telefone celular foi praticamente “universalizado” entre os internautas brasileiros: 99% dos ouvidos relataram possuir o aparelho. Esta modalidade era menor até 2014, quando estava em 76% dos internautas, e se tornou a principal a partir de 2015.

Já o uso da internet por meio de computadores vem caindo. Em 2014, este era o meio mais comum, com 80%. Foi ultrapassado pelo celular e caiu pela metade deste então, chegando a 42% dos usuários de internet em 2019. Já o acesso pela televisão saiu de 7% em 2014 para 37% no ano passado.

Conforme a pesquisa, 90% dos brasileiros possuíam aparelho celular. Deste total, 62% contratavam planos pré-pagos. Nas classes D e E, este percentual sobe para 70%.

A dependência do celular varia bastante conforme as características socioeconômicas. Ela ficou em 79% na área rural e em 56% na urbana. Nas pessoas da classe A, o uso exclusivo era realidade para 11%, enquanto nas classes D e E era regra para 85% das pessoas. Na classe C, o índice também era alto, de 61%. O percentual também foi maior entre mulheres (63%) do que em homens (52%).

Essa condição também difere no recorte por escolaridade: é de 90% para analfabetos ou pessoas que só estudaram até a educação infantil, 61% para quem possui ensino médio e 19% para quem obteve diploma de nível superior. Já na avaliação por idade, o índice fica maior entre os adolescentes (65%) e idosos (65%) e menor na faixa intermediária, de 16 a 59 anos (56%).

Impacto de experiências

O coordenador do Cetic.br, responsável pela pesquisa, Alexandre Barbosa, observa como essa variação por renda impacta as experiências destes usuários. “É bom que tenha acesso, mas tem limitações para o desenvolvimento de muitas habilidades. Quem faz uso exclusivo do celular tende a ter um uso bem instrumental. Por exemplo: quando a gente avalia o uso múltiplo de dispositivos, o uso de governo eletrônico é maior. Aqueles pelo celular o patamar é 30 pontos a menos. Estamos caminhando no sentido de ter acesso amplo, mas não basta ter acesso”, disse.

De acordo com o pesquisador do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp e da Rede de Pesquisas em Vigilância, Tecnologia e Sociedade (Lavits), Rafael Evangelista, há um efeito preocupante dessa dependência no uso. Isso porque há uma franquia limitada de dados e como os pacotes variam conforme a renda, um grande contingente contrata serviços com pouca capacidade, ficando relegado aos aplicativos gratuitos.

“As pessoas ficam reféns dos serviços grátis. Isso afunila para certas aplicações que fazem acordos com operadoras. Há uma concentração na informação muito restrita a certas aplicações, como WhatsApp. Tem problema que não consegue verificar a informação e não tem acesso livre, para que você escolha o que você está consumindo”, pondera, em referência ao problema da profusão de desinformação nas redes sociais.

Usuários por antena

A advogada e integrante do Comitê Gestor da Internet e da Coalizão Direitos na Rede Flávia Lefévre destaca que a franquia existe porque a infraestrutura disponível para acesso à internet tem limites. A União Internacional de Telecomunicações (UIT) estabelece a média recomendada de 1,5 mil usuários por antena. No estado de São Paulo, por exemplo, essa proporção varia entre 2,5 mil e 3,5 mil usuários por antena. Em alguns bairros de baixa renda da capital paulista, chega a 10 mil usuários por antena.

“A aposta que os governos fizeram de fazer a inclusão digital pela rede móvel está mostrando que leva a resultados indesejáveis e não inclui. Você vê que o uso principal é mensagem e redes sociais. Outros usos são poucos. As demais atividades estão circunscritas a classes A e B e C. Nesta pandemia, a gente está vendo estudantes de periferia com dificuldade de estudar em casa”, disse a advogada.

Para o presidente do Sindicato das Empresas de Telecomunicações (Sinditelebrasil), Marcos Ferrari, onde há competição e viabilidade para o investimento, a concorrência está permitindo uma melhoria da infraestrutura, como com o uso de fibra.

“Nas cidades menores, de baixo IDH [Índice de Desenvolvimento Humano], e em áreas menos favorecidas, há a necessidade de se ter políticas públicas que favoreçam a demanda (tributação menor), que incentivem o uso de recursos dos fundos setoriais para disponibilizar infraestrutura e que privilegiem nos editais de venda de licenças (como o 5G) compromissos de abrangência voltados à ampliação de backhaul óptico e infraestrutura de acesso”, defende.

*Agência Brasil

Vídeo – Barulho no céu durante a madrugada vira assunto mais comentado na internet

Na postagem no microblog, o usuário Henrique Garcia, morador de Brasília, afirmou que o barulho começou do nada

Foto: Reprodução

Um barulho estranho vindo do céu de Norte a Sul do Brasil, supostamente na madrugada desta sexta-feira (22), virou um dos assuntos mais comentados na rede social Twitter.

Na postagem no microblog, o usuário Henrique Garcia, morador de Brasília, afirmou que o barulho começou do nada. “Brasília, 22 de maio de 2020. Ninguém na rua e esse barulho muito alto e estranho vindo do céu”, explicou.

De acordo com o internauta, o barulho era contínuo. “Aparentemente nada no céu também”, disse. Outros relatos semelhantes foram feitos em diversos municípios brasileiros.

Fonte: Banda B

Celular é ferramenta de 98% para acessar a internet no Brasil, diz IBGE

Levantamento mostra, porém, que 37 milhões (20,7%) de brasileiros com mais de 10 anos não tinham telefone móvel próprio em 2018

Cada vez mais presente no dia a dia dos brasileiros, os aparelhos celulares são utilizados por 98,1% dos internautas com mais de 10 anos como ferramenta para acessar a internet. O dado, divulgado nesta quarta-feira (29) faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2018, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na passagem de 2017 para 2018, o percentual de brasileiros com hábito de acessar a internet pela televisão saltou de 16,3% para 23,1%. No caso das pessoas que utilizaram microcomputadores, o volume de acessos caiu de 56,6% para 50,7% e, entre quem usou tablet, de 14,3% para 12%.

De acordo com o estudo, 37 milhões (20,7%) ainda não tinham telefone móvel celular para uso pessoal em 2018. Dentre os motivos alegados para não ter um aparelho próprio, se destacam as alegações de que o produto é caro (28%), a falta de interesse (24,2%), o desconhecimento de como utilizar o aparelho (19,8%) e a partilha do aparelho com outra pessoa (16,6%).

O levantamento mostra ainda que a parcela que utilizou a conexão discada para entrar na internet já era insignificante em 2016 (0,9%) e continuou em queda em 2017 (0,6%) e passou a representar apenas 0,3% da população em 2018.

Por outro lado, o percentual de pessoas com mais de 10 anos que usaram a banda larga fixa para acessar a Internet passou de 82,9% para 84,2%, acima do volume de brasileiros que usaram a banda larga móvel, que cresceu de 78,3% para 80,4%. O percentual de pessoas que utilizaram os dois tipos de conexão subiu de 61,5% para 64,8%.

Principal finalidade 

O estudo aponta que a principal finalidade do acesso à internet continua sendo enviar ou receber mensagens de texto, voz ou imagens por aplicativos diferentes de e-mail. A prática era comum entre 95,7% dos brasileiros em 2018. Houve ainda um salto no volume de usuários da rede com a finalidade de assistir a vídeos, inclusive programas, séries e filmes.

 

Fonte: R7

Furto de cabos deixa moradores sem internet no interior de Crissiumal

Fato ocorreu em Esquina Navegantes

Imagem Ilustrativa

Moradores da localidade de  Esquina  Navegantes, interior de Crissiumal, relataram a Rádio Metrópole na manhã desta sexta-feira, 25, que ficaram sem internet devido a meliantes terem furtado provavelmente durante a madrugada, os cabos usados na torre comunitária que  transmite o sinal  de internet  para as residências.

Com a falta do sinal, muitos usuários entraram em contato com a empresa responsável que foi ao local e constatou que os cabos  haviam sido furtados.

Não há suspeitos.

 

 

#Rádio Metrópole

Netflix pode cancelar contas de usuários que emprestam login

Empresa tem monitorado pessoas que compartilham senhas para quem não vive na mesma casa

Foto: Lionel Bonaventura / AFP

A Netflix anunciou que pode cancelar contas de usuários que emprestam seu login para outras pessoas acessarem a plataforma. Em entrevista para o jornal The New York Post, o diretor de produtos, Greg Peters, informou que a empresa está monitorando o compartilhamento de senhas para pessoas que não vivem na mesma casa. “Continuaremos analisando a situação e vendo maneiras amigáveis ​​para o consumidor, para aparar as arestas do problema”, disse Peters sem entrar em mais detalhes.

Segundo a publicação, a Netflix não divulgou como monitora o compartilhamento de senhas, mas como aponta o Daily Dot, a empresa deve limitar os endereços IP, o que pode se tornar um problema para as famílias que vivem em casas separadas.

Atualmente, a Netflix disponibiliza a possibilidade de o assinante ter um plano familiar que permite que até cinco pessoas acessem o catálogo no valor de R$ 45. Os outros planos são o básico individual, que cobra mensalmente R$ 21,90 e o padrão no valor de R$ 32,90.

 

Fonte: Correio do Povo

 

Quase metade do planeta ainda não tem acesso à internet, aponta estudo

Em 2019, o acesso à internet passou a estar disponível a 51% da população mundial. Foi o primeiro ano em que a conectividade ultrapassou a casa dos 50%. Contudo, o índice mostra que, a despeito da Rede Mundial de Computadores ter ganhado importância nas mais diversas esferas sociais nos últimos 20 anos, quase metade da população ainda não dispõe desse recurso. A informação é apresentada e discutida no relatório “Estado da Banda Larga 2019”, da Comissão de Banda Larga, grupo que reune representantes de empresas e das Nações Unidas.

Quando considerados os domicílios, o índice aumenta, chegando a 57,8%. Em 2005, 19% das casas conseguiam navegar na web. Contudo, quando considerada a banda larga fixa, o percentual cai para 14%. Já o ritmo de crescimento de conectividade em lares desacelerou, tendo saído de 53% para 54,8% entre 2017 e 2018. Em países mais pobres, a taxa de crescimento caiu de 19% em 2017 para 17,5% em 2018.

A análise sobre a presença de lares atendidos por serviços de fixas de banda larga é considerada importante por pesquisadores uma vez que as conexões móveis em geral possuem limitações para a fruição plena de serviços, como franquias que restringem o consumo, por exemplo, de vídeos em quantidade razoável.

Banda larga é o termo empregado para a conectividade com uma velocidade de pelo menos 256 kbps e que assegure um conjunto mínimo de atividades online, como visitação de sites e aplicações de comunicação. O índice de 51% ainda está distante da meta de chegar a 75% de penetração até 2025.

Desigualdades

O relatório aponta que para além de metade da população estar fora da internet, entre os conectados há desigualdades importantes. “As distâncias existentes na adoção de conectividade são conduzidas por brechas de diferentes tipos: geografias (áreas urbanas x rurais), renda (ricos x pobres), idade e gênero, entre outros”, destaca o relatório.

Enquanto a conexão de baixa qualidade foi apontada por 43% em países mais pobres, o problema foi mencionado 25% de entrevistados em nações mais ricas. Outro exemplo mais claro é no preço dos pacotes entre diferentes regiões do globo. Enquanto o preço de uma franquia de 1 giga em países do Sul da Ásia consome 1,2% da renda mensal média, na África Subsaariana o serviço custa o equivalente a 6,8% da receita média mensal.

Redes

Contudo, conforme o relatório a infraestrutura avançou e hoje está presente em localidades abrangendo 96% da população mundial. O tráfego internacional de dados é realizado por 400 cabos submarinos, abarcando 1,2 milhão de quilômetros, e por 775 satélites com atuação em serviços de comunicação na órbita da Terra.

No ecossistema móvel, 2018 foi o ano em que a tecnologia 4G se tornou hegemônica, ultrapassando a 2G, sendo responsável por 44% das conexões móveis. Citando dados da consultoria GSMA, o documento ressalta que o 5G, o novo paradigma tecnológico dos serviços móveis, tornou-se “uma realidade”.

No ano passado, o novo padrão foi lançado nos Estados Unidos e na Coreia do Sul. Em 2019, a previsão é que ele passe a ser ofertado em 16 novos países. A expectativa da GSMA é que em 2025 haja 1,4 bilhão de conexões, cerca de 15% da base total.

Encruzilhada

Para os autores, a Internet se encontra em uma “encruzilhada”. “Há um reconhecimento crescente de que os desafios e riscos demandam políticas e regulações específicas, assim como novas abordagens de negócio e iniciativas industriais voltadas a mitigar efeitos não intencionados e resultados negativos da adoção da internet”.

O documento ressalta que as pessoas não podem apenas ser divididas entre usuários e não-usuários, mas deve ser entendida a diversidade de formas de conectividade e experiências online. O reconhecimento dessas especificidades passa pela consideração de públicos mais vulneráveis em sua presença na web. Mulheres estão sujeitas a perseguição, assédio e discurso de ódio na web. Já crianças são vítimas de abusos, exploração e bullying.

Diante à variedade de formas de acesso, os autores defendem o que chamam de “conectividade universal relevante”. Essa noção envolve uma banda larga “disponível, acessível, relevante, barata, segura, confiável e que empodere os usuários levando a impactos positivos”. Essa percepção leva em consideração também não somente o custo, mas diferentes motivadores para se conectar e ter experiências de qualidade no ambiente online.

Modalidades de uso

Considerando a variedade de experiências, o relatório traz dados sobre diferentes modalidades de atividades na web (ver gráfico). A troca de mensagens por apps como Whatsapp e FB Messenger é o mais popular, seguida por redes sociais, ligações online e ler notícias. As ações variam conforme a renda, com a prática de obter informação e comprar produtos sendo mais comum em países mais ricos.

*Agencia Brasil

Pedidos de recurso e revisão do INSS passam a ser feitos por internet

A partir de ontem (13) os pedidos de revisão de valor do benefício, de recursos e de cópia de processos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) poderão ser feitos apenas pela internet, no Meu INSS, ou pelo telefone 135.

A estimativa do INSS é que atualmente esses serviços levem mais de 70 mil pessoas por mês às agências. Com as solicitações feitas pela internet ou telefone, o órgão espera melhorar o atendimento ao público e poupar trabalho e gastos aos cidadãos que precisam se descolar em busca de uma agência do órgão.

A mudança faz parte do projeto de transformação digital implantado pelo INSS para ampliar a oferta de serviços digitais.

Como acessar o Meu INSS

O Meu INSS é acessível por meio de computador ou celular. Para usar o serviço é preciso se cadastrar e obter uma senha no próprio site. Também é possível obter a senha no internet banking de instituições da rede credenciada que são Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco, Caixa, Itaú, Mercantil do Brasil, Santander, Sicoob e Sicredi. Em caso de dúvida, basta ligar para o 135.

Para acessar os serviços de cópia de processo, revisão e recurso basta ir em Agendamentos/Requerimentos, escolher o requerimento ou clicar em Novo Requerimento, atualizar os dados caso seja pedido e, em seguida, escolher a opção Recurso e Revisão ou Processos e Documentos. Este último é para aqueles que buscam uma cópia de processo.

Fonte: Agência Brasil

Júri do caso Bernardo Boldrini será transmitido ao vivo pela internet

Montagem sobre fotos / Ricardo Duarte/Agência RBS

O julgamento dos acusados da morte de Bernardo Boldrini será realizado em 11/03/19, no Salão do Júri da Comarca de Três Passos. A sessão terá início às 9h30min e deve durar uma semana, pela sua complexidade.

Serão reunidos 28 testemunhas arroladas e quatro réus para serem interrogados. O júri, presidido pela Juíza de Direito Sucilene Engler Werle, será transmitido ao vivo pela internet e com cobertura no Twitter em tempo real.

Segundo o Ministério Público, aos 11 anos, o menino foi morto pela madrasta, a ex-enfermeira Graciele Ugulini, com a participação do pai, o médico Leandro Boldrini, e dos irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz, em quatro de abril de 2014.

Graciele obrigou a criança a ingerir alta dose de medicamentos, o que teria provocado sua morte. O corpo de Bernardo foi encontrado 10 dias depois, numa cova, no interior de Frederico Westphalen. Os réus estão presos desde 2014.

Boldrini, que exerceu atividades profissionais em Passo Fundo está na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas.

Graciele e Edelvânia estão no Presídio Estadual Feminino Madre Pelletier, em Porto Alegre. Evandro, que está preso no Presídio Estadual de Três Passos.

 

 

 

 

Fonte: RDPlanalto

Polícia Civil Gaúcha alerta população sobre golpes em compras pela internet

A Polícia Civil Gaúcha, notadamente à 22ª DPRI, regional de Três Passos, solicitou na tarde desta terça-feira (08/01), a veiculação do texto abaixo para conhecimento e alerta da sociedade, a fim de orientar a população sobre os riscos decorrentes de compras efetuadas pela internet.

  • ATENÇÃO AO COMPRAR NA INTERNET: EVITE GOLPES

O consumidor que faz compras pela internet para fugir do movimento nas ruas e conseguir preços mais baixos deve tomar cuidado com os golpes virtuais. Muitos sites que parecem legítimos podem ser verdadeiras armadilhas. Abrir uma loja virtual é fácil e barato. Pessoas de má-fé podem copiar fotos, textos e criar uma boa estrutura de navegação para compra e emissão do boleto bancário. Depois, como numa loja séria, ainda enviam para o consumidor um e-mail dando os “parabéns” pela compra. Hoje em dia, se você ligar para o telefone da loja fraudulenta ele existe. Se você mandar o e-mail, ele é respondido. Mas, na verdade tudo está sendo preparado para o golpe. Depois que o dinheiro das pessoas é coletado, tudo desaparece. Recentemente o PROCON/SP (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) atualizou a lista de sites que devem ser evitados pelos brasileiros. Com isso, a sua “lista negra” passa a contar com 421 endereços que apresentam perigo aos consumidores. A lista está disponível em:

 http://sistemas.procon.sp.gov.br/evitesite/list/evitesites.php

 A falta de entrega do produto é a principal reclamação contra as lojas virtuais fraudulentas. Antes de comprar, portanto, recomenda-se que o consumidor busque informações a respeito do fornecedor para não cair em armadilhas.

Confira adiante 11 dicas para evitar golpes:

  • Desconfie de preços muito baixos. Não existe milagre: desconfie de ofertas vantajosas demais.
  • O site tem que oferecer uma compra segura (garantir que ninguém mais tenha acesso a seus dados pessoais). Para isso, na hora da compra, deve aparecer um “cadeado” na barra inferior do navegador. Mas cuidado: muitos sites falsos copiam essa imagem e inserem dentro página. Clique duas vezes sobre esse ícone e uma pequena janela com informações sobre a autenticidade do site deve aparecer. Em alguns sites falsos, o cadeado pode até aparecer, mas será apenas uma imagem e ao clicar duas vezes sobre ele nada irá acontecer.
  • Atenção ao endereço que aparece na hora de fazer a compra: Depois do “http” deve aparecer a letra “s” que significa “security” (segurança). Se a página for segura, tem de começar com “https”. Se for só http, cuidado.
  • No ato da compra, minimize a página: se o teclado virtual for minimizado também, está correto. No entanto, se ele permanecer na tela sem minimizar junto com esta, está errado.
  • Sempre que fornecer seus dados sigilosos, como por exemplo do cartão de crédito, digite sua senha “errada” na primeira vez. Se aparecer uma mensagem de erro, significa que o site é realmente do banco, pois o sistema tem como checar a senha digitada. Mas, se digitar a senha errada e não acusar erro é um mau sinal. Alguns golpistas querem apenas capturar senhas.
  • Atenção para a forma de pagamento. Evite comprar em sites que recebem apenas por boleto bancário ou depósito em conta. Ainda, veja quem é o titular da conta bancária. se for uma pessoa física e não uma empresa, não compre!
  • Procure no site a identificação da loja em que pretende realizar a compra (razão social, CNPJ, telefone e outras formas de contato além do e-mail).
  • Prefira fornecedores recomendados por amigos ou familiares.
  • Imprima ou salve todos os documentos que demonstrem a compra e a confirmação do pedido (comprovante de pagamento, contrato, anúncios etc.).
  • Instale programas de antivírus e o firewall (sistema que impede a transmissão e/ou recepção de acessos nocivos ou não autorizados) e os mantenha atualizados em seu computador.
  • Nunca realize transações online em lan houses, cybercafés ou computadores públicos, pois podem não estar adequadamente protegidos.

 

Fonte: William Garcez – Delegado de Polícia / Polícia Civil Gaúcha/ 22a DPRI

Limitar dados na internet fixa pode excluir usuários, dizem especialistas

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A oferta de pacotes de internet fixa com franquia de dados poderá encarecer o serviço e limitar o acesso dos usuários no país. Segundo o especialista em propriedade intelectual e direito digital Maurício Brum Esteves, as operadoras querem impor limites de navegação porque precisam reduzir o uso da internet no Brasil.

“Elas constataram que as pessoas têm utilizado mais a internet, que está ficando sobrecarregada. Ao impor o limite de dados, elas querem literalmente tirar algumas pessoas da internet, que são aquelas pessoas que não vão conseguir pagar.”

Para Esteves, a necessidade de estabelecer limites de navegação para os usuários é resultado da falta de investimentos no setor. “Na medida em que não se investe e as pessoas demandam mais, é natural que a banda fique sobrecarregada e é natural que se precise impor um controle”.

Na última semana, o debate sobre a possibilidade de as operadoras de telecomunicações passarem a oferecer internet fixa com limite de dados para navegação ganhou força entre os consumidores, especialmente nas redes sociais. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) entende que as empresas não são proibidas de estabelecer limites para a navegação, mas proibiu ontem (22) as operadoras de oferecer planos com franquia, por tempo indeterminado, até que a questão seja analisada “com base nas manifestações recebidas pelo órgão”.

Esteves avalia que a limitação de dados não seria problema se o consumidor tivesse a opção de contratar uma quantidade grande de dados por um valor razoável. Mas, na opinião do especialista, a franquia oferecida pelas operadoras será “irrisória e caríssima”.

“O problema é que a limitação de dados vai acabar sendo cara e vai ser uma forma de limitar os consumidores”, acrescentou.

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A regulamentação da Anatel não proíbe o estabelecimento de franquias de dados para internet fixa, mas o grande número de reclamações de consumidores levou a agência a proibir a limitação por tempo indeterminado Arquivo/Agência Brasil

O professor Marco Aurélio Campos Paiva, que dá aulas de telecomunicações e redes no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás, considera que a adoção de franquias para a internet fixa é um retrocesso, principalmente porque vai estabelecer uma limitação digital para os usuários. “Caso seja adotado pelas empresas, será um grande prejuízo não só pela questão financeira para o usuário, como na própria tecnologia, porque vamos ficar limitados digitalmente”, avaliou.

Outra consequência, segundo Paiva, será a limitação de acesso de estudantes a cursos de ensino a distância, que dependem da internet. “Para o aluno pode ser um fator limitante, ele precisa fazer as aulas online, precisa fazer download de arquivos, exercícios. Vai aumentar o seu consumo, e dependendo da banda que ele tenha, o pacote será gasto muito rapidamente”, destacou.

Para o professor, as empresas pretendem adotar a franquia de dados por causa da falta de infraestrutura de telecomunicações adequada no Brasil. “Nossa estrutura de telecomunicações ainda é muito limitada, as operadoras investiram pouco. Se tivéssemos toda uma infraestrutura de telecomunicações melhor, ou seja, fibra óptica cortando o país de Norte a Sul, Leste a Oeste, não teríamos essa limitação”, analisou.

Já o presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude, diz que a oferta de pacotes de internet com franquia vai possibilitar que o consumidor faça uma adequação da quantidade de dados contratada com o seu consumo. “Há quem consome muito, outros que consomem pouco. Então, está na hora de ter essa tarifação por pacotes, como vemos em vários países.”

Tude avalia que o crescimento do consumo de internet no Brasil é um dos fatores para que as operadoras adotem um novo modelo de vendas. “A banda larga fixa está virando o serviço principal das empresas e o consumo de dados está crescendo muito, com um aumento de quase 50% por ano. Então, não dá para manter o preço com esse aumento”, disse. O consultor lembra que quando o governo lançou o Plano Nacional de Banda Larga, em 2010, foi possível oferecer pacotes a preços populares porque havia uma cota de dados associada ao plano.

Em nota, a operadora Vivo, que pretende começar a oferecer pacotes com franquia, explicou que o volume de tráfego da rede cresce exponencialmente no Brasil e no mundo. “Cada byte que circula na rede consome capacidade e tem custo que compõe o valor das mensalidades dos planos praticados ao cliente, hoje aplicados de forma igual para todos, seja qual for o volume de dados consumido por mês”. A empresa nega que pretenda implantar o modelo de franquia para restringir o acesso a serviços de streaming ou de qualquer outro tipo.

Consumidores

Para o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), as operadoras não apresentaram justificativas técnicas para inclusões ou reduções de franquias de dados nos novos planos. “Ao adotarem essas medidas, as operadoras elevam seus preços sem justa causa, detém vantagem excessiva nos contratos, limitam a competição e geram aumento arbitrário de lucro”, disse o pesquisador em telecomunicações do instituto, Rafael Zanatta.

A entidade ingressou com uma ação civil pública contra as operadoras Claro, Net, Oi e Telefônica. O objetivo é impedir a suspensão do serviço de internet, que, segundo o Idec, é uma importante ferramenta de acesso à informação, reconhecido como direito fundamental e essencial para o exercício da democracia e da cidadania, “não devendo, portanto, prevalecer as alterações desejadas pelas operadoras”.

Para a Proteste Associação de Consumidores, mesmo que as empresas ofereçam aos consumidores ferramentas para medir o consumo e saber quando a franquia está acabando, como determinou a Anatel, isso não é suficiente. “A questão não é o direito de ser avisado sobre a proximidade do esgotamento da franquia, o problema é adotar a franquia, que a Proteste julga indevida porque viola leis existentes”, disse a coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci.

A Proteste também entrou com uma ação judicial para impedir as operadoras de limitarem o acesso à internet por meio de franquia, tanto em celular, tablets e outros dispositivos móveis quanto em conexões fixas e lançou uma petição online contra o limite de uso de dados de internet dos serviços de banda larga fixa, que já tem mais de 150 mil assinaturas.

Uma petição online no site da Avaaz contra o limite na franquia de dados da banda larga fixa já alcançou 1,6 milhão de assinaturas e a página do Movimento Internet Sem Limites já tem mais de 460 mil seguidores em sua página do Facebook.

Fonte: Agência Brasil