Posts

IBGE: mulher tem peso importante no chamado “trabalho invisível”

É o que mostra pesquisa do IBGE sobre Outras Formas de Trabalho

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) sobre Outras Formas de Trabalho 2019 revela que a mulher tem peso importante no Brasil, sobretudo no que se refere a afazeres domésticos, enquanto a produção para consumo próprio é atividade mais masculina.

Divulgado hoje (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o levantamento abrange afazeres domésticos, cuidados de pessoas, trabalho voluntário e produção para consumo próprio. De acordo com a pesquisa, esse “trabalho invisível” não remunerado, que não se precifica nem conta como ocupação, pesa muito sobre as mulheres, que se dedicam cerca de 20 horas semanais a esse tipo de atividade.

Em entrevista à Agência Brasil, a economista Alessandra Brito, responsável pelo levantamento, disse que desde 2016 – quando o estudo sobre outras formas de trabalho começou a ser feito – embora o nível de realização desses serviços pelos homens tenha aumentado, os cuidados e afazeres pelos representantes do sexo masculino continuam desiguais em relação às mulheres.

Afazeres domésticos

No ano passado, 146,7 milhões de pessoas, ou o correspondente a 85,7% da população, realizaram afazeres domésticos no Brasil, com significativa participação das mulheres (92,1%), contra 78,6% de homens. Em relação ao ano anterior, entretanto, houve expansão para os homens de 0,4 ponto percentual (pp) – a taxa era 78,2% em 2018 -, enquanto as mulheres permaneceram estáveis (92,2% em 2018). O total de pessoas que se dedicavam a afazeres domésticos no país aumentou em 1,6 milhão de um ano para outro.

De acordo com a pesquisa, a maior diferença da taxa de realização de afazeres domésticos entre homens e mulheres, de 21 pp, foi encontrada na Região Nordeste: 69,2% para homens, contra 90,2% para as mulheres. Também no Norte  foi observada grande diferença por sexo: homens com 76,9%, contra 91,4% de mulheres. A Região Sul apresenta maior percentual de homens fazendo serviços domésticos: 84%, contra 93,6% de mulheres.

Alessandra Brito afirmou que além da questão regional, a prática de afazeres domésticos por homens no Norte e Nordeste tem a ver com a questão da escolaridade. “A gente vê que pessoas com menos escolaridade tendem a fazer menos afazeres do que pessoas de mais alto nível de instrução. Nessas regiões, o nível de instrução é um pouco menor. Isso pode estar influenciando”.

A economista avaliou que a mentalidade do homem, em especial, vai mudando com a escolarização. A taxa de realização de afazeres domésticos pelos homens, que alcança 74,1% para os sem instrução ou com nível fundamental incompleto, sobe para 85,7% no caso dos que têm ensino superior completo. No mesmo comparativo, as mulheres ascendem de um patamar de 89,6% para 93,4%.

Faixa etária

Por grupos de idade, mulheres e homens acima de 25 anos e maiores de 50 anos praticam mais afazeres domésticos do que os mais jovens, com 89,2% e 86,4%, respectivamente. Em termos de cor ou raça, a pesquisa revela relativa estabilidade entre as mulheres brancas (91,5%), pretas (94,1%) e pardas (92,3%), e entre os homens brancos (80,4%) e pretos (80,9%), com redução entre os pardos (76,5%). “A pessoa parda faz menos. É mais o caráter regional”, disse a analista.

De acordo com a condição no domicílio, a maior diferença por sexo de realização de afazeres em casa é encontrada entre filhos e enteados (18,3 pontos percentuais), do que entre responsáveis (8,7 pp) e cônjuges e companheiros (14,8 pp). “Os filhos ajudam menos”, comentou Alessandra.

A análise por tipo de afazer doméstico mostra que as principais diferenças por sexo são encontradas em cozinhar (33,5 pp), lavar roupas e calçados (36,6 pp) e fazer pequenos reparos (27,5 pp). Preparar alimentos é a atividade mais realizada pelas mulheres brasileiras,com 95,5%, enquanto os homens fazem mais compras e pesquisam preços para o domicílio (73,5%). Os homens representam quase o dobro das mulheres na realização de pequenos reparos: 58,1%, contra 30,6%. “Mas as mulheres fazem mais quase todas as atividades”, disse a economista.

Quando mora sozinho, o homem tende a preparar seu próprio alimento (92,6%), cuidar da limpeza e manutenção de roupas e sapatos (88,7%) e limpar e arrumar a casa (86,9%). Alessandra comentou que pesquisa do IBGE divulgada no mês passado já mostrou que em domicílio com um só morador, em geral homens e mulheres fazem afazeres de forma equiparada. Se o homem estiver em coabitação ou for o cônjuge, as taxas diminuem bastante, exceto no que se refere a pequenos reparos, que os homens fazem mais.

Cuidado de pessoas

No item referente ao cuidado de parentes moradores no domicílio, que envolve crianças, idosos, pessoas enfermas ou com deficiência, o Brasil contabilizou 54,1 milhões de pessoas (31,6% da população) em 2019, indicando queda em comparação ao ano anterior (31,8%). As mulheres predominam, com 36,8%, contra 25,9% de homens.

Por regiões, o Nordeste e o Norte apresentaram as maiores diferenças de taxa entre homens e mulheres, de 13,7 pp e 13,5 pp, respectivamente. “O Nordeste mostra a menor taxa de realização entre os homens (24,1%)”, destacou a economista. Já no Norte, a taxa de realização das mulheres é a mais alta do país (41,2%) porque há maior cuidado com crianças na faixa etária de zero a 14 anos de idade. “O Norte é a região que tem mais crianças até uma faixa mais jovem. Esse cuidado é esperado”.

Por grupos de idade, a pesquisa destaca que a realização de cuidados é maior entre 25 e 49 anos (43,4%), possivelmente ligada à presença de filhos. As mulheres são maioria nesse tipo de ocupação, com 49,3%, contra 36,9% dos homens. Por cor ou raça, observa-se que esse tipo de cuidado é feito mais por mulheres negras (39,6%) e pardas (39,3%), do que por brancas (33,5%).

Entre os homens, no entanto, a proporção é considerada equilibrada. Por nível de instrução, a pesquisa mostra que, em geral, quanto maior é o grau de escolaridade, maior o cuidado dispensado a outras pessoas no domicílio (33,4%). O mesmo se aplica aos homens com ensino superior completo (30,3%). Entre as mulheres, a maior taxa de realização ocorre entre aquelas com ensino fundamental completo e médio incompleto (41,1% e 40,9%, respectivamente).

Segundo o levantamento do IBGE sobre outras formas de trabalho não remunerado, diminuiu em 2019 o cuidado de crianças de até 5 anos de idade em relação a 2018 (de 50,7% para 49,2%). Em contrapartida, aumentou a taxa de realização de cuidados com crianças e adolescentes de 6 a 14 anos de idade (de 51,1% para 52%) e também de pessoas de 15 a 59 anos de idade (de 11,9% para 13,3%) e maiores de 60 anos de idade (de 9,7% para 10,5%).

Por sexo, a prática de cuidados foi maior em 2019 tanto para homens (87,6%) quanto para mulheres (91,6%), na tarefa de monitorar ou fazer companhia dentro do domicilio. Nos demais tipos de cuidados, nota-se maior diferença entre mulheres e homens, com destaque para o auxílio de mulheres nos cuidados pessoais e nas atividades educacionais. “Pesa mais para a mulher”.

Cuidados e afazeres

Quando se alia os cuidados aos afazeres domésticos, descobre-se que a taxa de realização é maior entre as pessoas ocupadas (89,6%) do que entre as não ocupadas (84,1%). As regiões Centro-Oeste e Sul tiveram as maiores taxas de realização no ano passado (90,1% e 89,9%, respectivamente), enquanto o Nordeste teve a menor taxa (82,2%). Analisando a média de horas dedicadas aos afazeres domésticos e/ou cuidados de pessoas, que muitas vezes podem ser feitos simultaneamente, como cozinhar e monitorar o filho, por exemplo, o que se percebe é que os homens dedicam 11 horas semanais, contra 21 horas, em média, das mulheres. “Essa diferença persiste desde o ano passado”.

Alessandra Brito acrescenta que, considerando homens e mulheres ocupados, a diferença de horas é de 8,1 a mais para as mulheres; entre os não ocupados, a diferença alcança 11,9 horas. “A diferença está se mantendo e é mais difícil mudar a intensidade de horas na realização ou não de cuidados e afazeres pelos homens”.

A pesquisa indica ainda que a diferença de horas no mercado de trabalho entre mulheres que fazem ou não afazeres e cuidados foi maior na Região Norte, com três horas a mais para as que não fazem. “A mulher trabalha três horas a menos no mercado de trabalho do que aquela que não realiza”, explicou a analista do IBGE. No Brasil, a diferença é, em média, de uma hora a mais para aquela que não está no mercado de trabalho.

Produção para consumo

No item relativo à produção de bens para consumo próprio, a pesquisa indica que houve queda tanto em termos nacionais quanto regionais. Em 2019, 12,8 milhões de pessoas realizavam produção para próprio consumo das pessoas de 14 anos ou mais de idade, o que correspondia a 7,5% da população do país. Em 2018, essa taxa atingia 7,7%. A maior retração em relação ao ano anterior foi observada no Norte brasileiro, onde caiu de 10,2% para 9,8%. A menor ficou com o Sudeste: de 4,7% para 4,5%.

A taxa de realização de produção para o próprio consumo é maior entre homens (8%), do que entre mulheres (7%) e cresce com a idade (10,6%) para os maiores de 50 anos ou mais. A taxa é mais alta também entre pessoas pretas (7,5%) e pardas (8,6%) e entre as não ocupadas (8,6%) – pessoas fora da força de trabalho ou desocupadas. A taxa de realização cai com o nível de instrução. Esse tipo de produção para consumo próprio é mais observado nas regiões Norte e Nordeste, sobretudo para cultivo, pesca, caça e criação de animais. Essas atividades incluíram um total de 77,9% de pessoas no ano passado, com taxa de 81,4% entre os homens e de 74,3% entre as mulheres.

Voluntariado

O trabalho voluntário envolveu 6,9 milhões de pessoas no Brasil em 2019, correspondendo a 4% da população. Alessandra observou, porém, que a taxa de realização vem caindo desde 2017. O Centro-Oeste apresentou a maior redução, de 4,6% em 2018 para 3,9% no ano passado.

Do total de voluntários, a mulher predomina, com 4,8%, contra 3,2% dos homens. Por grupos de idade, destacam-se os que se encontram na faixa de 25 a 49 anos (4,2%) e de 50 anos ou mais (4,7%). O trabalho voluntário é menor entre pessoas de cor parda (3,5%) do que entre pretos (4,8%) e brancos (4,5%). Do mesmo modo, a taxa de realização é maior entre os ocupados (4,5%) do que entre os não ocupados (3,5%), ampliando-se com o nível de escolaridade. Entre as pessoas com ensino superior completo, a taxa de realização do trabalho voluntário alcança 7,6%. “Em geral, pessoas mais escolarizadas tendem a realizar esses trabalhos voluntários”, afirmou a economista.

Do total dos voluntários, 90,7% realizaram trabalhos por meio de organizações não governamentais, congregações religiosas, partidos, sindicatos, entre outros tipos de instituições ou entidades. A média de horas dedicadas ao trabalho voluntário cresceu no Brasil de 2018 para 2019, de 6,5 horas semanais para 6,6 horas/semana, exceto no Sudeste, onde caiu de 6,7 horas semanais para 6,4 horas/semana.

Fonte: Agência Brasil

IBGE devolve taxa de inscrição a candidatos à seleção para o Censo

Pesquisa foi adiada para 2021 devido à pandemia de covid-19

Imagem: Reprodução

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) inicia hoje (19) a devolução de R$ 2,82 milhões para os candidatos inscritos no concurso de seleção para trabalhar no próximo Censo. A pesquisa, que seria realizada neste ano, foi adiada para 2021 devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Por isso, a seleção para contratar temporariamente 208.695 pessoas foi cancelada em março deste ano.

A devolução será feita por meio do aplicativo Carteira Digital BB, do Banco do Brasil, que pode ser baixado em celulares com sistema Android ou iOS. Não é necessário ser correntista do banco para usar o aplicativo e receber o dinheiro.

A escolha pelo aplicativo foi feita para evitar que as pessoas se desloquem até uma agência bancária e se formem aglomerações. Cerca de 100,7 mil candidatos pagaram as taxas, que variam de R$ 23,61 (para candidatos a recenseador) a R$ 35,80 (para agente censitário).

O Censo é feito, regularmente, a cada década, a fim de se conhecer, por meio de pesquisas no próprio domicílio, a realidade da população brasileira.

*Agência Brasil

Produção industrial cai 9,1% em março, diz IBGE

Esse foi o maior recuo desde maio de 2018 (-11%)

A produção industrial brasileira teve uma queda de 9,1% na passagem de fevereiro para março deste ano. Esse foi o maior recuo desde maio de 2018 (-11%) e o pior mês de março desde 2002. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado é reflexo das medidas de isolamento social provocadas pela pandemia de covid-19.

Na comparação com março de 2019, a queda chegou a 3,8%. A indústria acumula perdas de 2,4% na média móvel trimestral, 1,7% no ano e 1% em 12 meses.

“Esse impacto da pandemia fica evidenciado quando se compara com o mês de fevereiro, já que a taxa é fortemente negativa e representa a queda mais intensa desde maio de 2018, quando houve a greve dos caminhoneiros. E não apenas pela magnitude da taxa, mas também pelo alargamento por diversas atividades, incluindo todas as quatro categorias econômicas e 23 das 26 atividades pesquisadas”, afirma o pesquisador do IBGE André Macedo.

Na passagem de fevereiro para março, houve quedas na produção em 23 dos 26 ramos industriais pesquisados, com destaque para veículos automotores, reboques e carrocerias (-28%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-37,8%), bebidas (-19,4%), couro, artigos para viagem e calçados (-31,5%) e produtos de borracha e de material plástico (-12,5%).

Por outro lado, três atividades tiveram alta na produção: impressão e reprodução de gravações (8,4%), perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (0,7%) e manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (0,3%).

Entre as quatro grandes categorias econômicas da indústria, a principal queda ficou com bens de consumo duráveis (-23,5%). As demais categorias tiveram as seguintes taxas de queda: Os setores de bens de capital, isto é, máquinas e equipamentos usados no setor produtivo (-15,2%), bens de consumo semi e não-duráveis (-12%) e bens intermediários, isto é, insumos industrializados usados no setor produtivo (-3,8%).

*Agência Brasil

Celular é ferramenta de 98% para acessar a internet no Brasil, diz IBGE

Levantamento mostra, porém, que 37 milhões (20,7%) de brasileiros com mais de 10 anos não tinham telefone móvel próprio em 2018

Cada vez mais presente no dia a dia dos brasileiros, os aparelhos celulares são utilizados por 98,1% dos internautas com mais de 10 anos como ferramenta para acessar a internet. O dado, divulgado nesta quarta-feira (29) faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2018, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na passagem de 2017 para 2018, o percentual de brasileiros com hábito de acessar a internet pela televisão saltou de 16,3% para 23,1%. No caso das pessoas que utilizaram microcomputadores, o volume de acessos caiu de 56,6% para 50,7% e, entre quem usou tablet, de 14,3% para 12%.

De acordo com o estudo, 37 milhões (20,7%) ainda não tinham telefone móvel celular para uso pessoal em 2018. Dentre os motivos alegados para não ter um aparelho próprio, se destacam as alegações de que o produto é caro (28%), a falta de interesse (24,2%), o desconhecimento de como utilizar o aparelho (19,8%) e a partilha do aparelho com outra pessoa (16,6%).

O levantamento mostra ainda que a parcela que utilizou a conexão discada para entrar na internet já era insignificante em 2016 (0,9%) e continuou em queda em 2017 (0,6%) e passou a representar apenas 0,3% da população em 2018.

Por outro lado, o percentual de pessoas com mais de 10 anos que usaram a banda larga fixa para acessar a Internet passou de 82,9% para 84,2%, acima do volume de brasileiros que usaram a banda larga móvel, que cresceu de 78,3% para 80,4%. O percentual de pessoas que utilizaram os dois tipos de conexão subiu de 61,5% para 64,8%.

Principal finalidade 

O estudo aponta que a principal finalidade do acesso à internet continua sendo enviar ou receber mensagens de texto, voz ou imagens por aplicativos diferentes de e-mail. A prática era comum entre 95,7% dos brasileiros em 2018. Houve ainda um salto no volume de usuários da rede com a finalidade de assistir a vídeos, inclusive programas, séries e filmes.

 

Fonte: R7

IBGE estima alta de 1,5% na safra de grãos deste ano

A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve fechar o ano em 245,2 milhões de toneladas, ou seja, uma alta de 1,5% em relação ao ano anterior, informou nesta quinta (9) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A estimativa feita em março, apesar de ainda estimar uma alta na safra, é inferior à previsão feita em fevereiro.

A estimativa, em fevereiro, era fechar o ano com 249 milhões de toneladas ou 3,1% acima da safra de 2019. A nova previsão leva em consideração uma safra menor para a soja, maior lavoura de grãos do país.

Se em fevereiro, a expectativa era fechar 2020 com uma produção de soja 10,4% maior, em março, o IBGE reviu a previsão de crescimento para 6,4%.

Para o arroz e o milho, no entanto, a estimativa está mais otimista. A safra de arroz deve crescer 3,6% neste ano, acima do 1% previsto em fevereiro. O milho deve ter uma queda de 3,5% para o milho, abaixo do recuo de 4% previsto em fevereiro.

Entre os outros grãos com produção importante, deverão ter altas em relação a 2019 o feijão (0,5%) e o sorgo (3,7%). O algodão herbáceo em caroço deve ter queda de 2,1%, enquanto a produção de trigo deve recuar 6,5%.

Entre os produtos que são calculados à parte (e não entram no total da safra de 245,2 milhões de toneladas), destacam-se, em relação a 2019, as altas previstas do café (15,4%), laranja (4,4%), cana-de-açúcar (0,8%), mandioca (0,7%) e uva (0,4%) e as quedas da batata (-1,5%), banana (-3,6%) e tomate (-6,9%).

 

*Agência Brasil

Metade de calorias consumidas por brasileiros vem de alimentos frescos

Dados foram divulgados pelo IBGE

 (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Cerca de metade (49,5%) das calorias totais disponíveis para consumo nos domicílios brasileiros é oriunda de alimentos in natura ou minimamente processados, 22,3% de ingredientes culinários processados, 9,8% de alimentos processados e 18,4% de alimentos ultra processados. Estima-se que o consumo de alimentos em casa corresponda a, pelo menos, 70% do total de calorias ingeridas pela população brasileira.

Os dados constam da Pesquisa de Orçamentos Familiares – POF 2017-2018: Avaliação Nutricional da Disponibilidade Domiciliar de Alimentos no Brasil, divulgada hoje (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Evidencia-se, assim, uma predominância de padrões de consumo alimentar baseados em alimentos frescos e em preparações culinárias”, afirma o órgão.

Segundo o levantamento, nas regiões Norte e Nordeste, no meio rural e entre famílias com menor renda, a participação de alimentos in natura ou minimamente processados e de ingredientes culinários foi ainda mais elevada, ultrapassando três quartos da disponibilidade domiciliar de alimentos.

O estudo indica que nas regiões Sul e Sudeste e entre famílias com maior renda, ainda que alimentos in natura ou minimamente processados e ingredientes culinários predominem, alimentos ultraprocessados já representam mais de um quinto das calorias ingeridas em casa. Nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, alimentos ultraprocessados correspondem, respectivamente, a 11,4%, 14,4% e 16,6% do total de calorias.

“A evolução da disponibilidade domiciliar de alimentos no Brasil, de 2002 a 2018, indica que alimentos in natura ou minimamente processados e ingredientes culinários processados, apesar de ainda serem predominantes, vêm perdendo espaço para alimentos processados e, especialmente, para alimentos ultraprocessados”, diz a pesquisa.

O acúmulo de tarefas dentro de casa e a falta de tempo levaram a confeiteira Patrícia Araújo a comprar mais produtos industrializados pela facilidade de estarem prontos para o consumo. Moradora de Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, e mãe de dois filhos de 5 e 3 anos, ela conta que, até ter o segundo filho, a família tinha uma alimentação mais saudável. “A industrialização ajudou a dona de casa. Não é o melhor produto a ser consumido, mas é o que dá para fazer”.

No entanto, a pesquisa também indica que, apesar de a participação de alimentos ultraprocessados dentro das casas ter aumentado continuamente, observou-se desaceleração dessa tendência: aumento anual de 0,6 ponto percentual na porcentagem de calorias provenientes de ultraprocessados entre 2002-2003 e 2008-2009 e de 0,3 ponto percentual entre 2008-2009 e 2017-2018.

O IBGE avalia que essa desaceleração no consumo de ultraprocessados, observada no meio urbano e rural e em todas as regiões e estratos de renda, pode ser o resultado de políticas públicas implementadas no período mais recente, com destaque para ações baseadas no Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, “cuja regra de ouro recomenda basear a alimentação em alimentos in natura ou minimamente processados e suas preparações culinárias e evitar alimentos ultraprocessados”.

Alimentos in natura e minimamente processados

Segundo o levantamento, dentre os alimentos in natura e minimamente processados, o arroz correspondeu a 15,6% das calorias totais, vindo, a seguir, com 5%, o leite, com 4,6%, as carnes de aves e, com 4,3%, o feijão. “Ainda relevantes na alimentação brasileira, aparecem a carne bovina (3,4% das calorias totais), as frutas (2,8%), o macarrão (2,7%), a farinha de milho, fubá e outras (2%), a farinha de mandioca (1,9%), a farinha de trigo (1,8%) e as raízes e tubérculos (1,2%). Verduras e legumes e ovos corresponderam a apenas 0,9% das calorias totais”, diz a pesquisa.

Dentre os ingredientes culinários processados, o óleo vegetal correspondeu a quase 11% das calorias totais, seguido pelo açúcar, com quase 10%.

Segundo o analista do IBGE, José Mauro de Freitas Júnior, houve, na média nacional, queda do consumo do arroz e feijão na casa dos brasileiros.”Mas o arroz e feijão está mais presente entre as famílias de menor rendimento”, disse. “Por outro lado, as pessoas estão comendo mais frutas”.

Ele também observa que a Região Norte tem uma média de aquisição de pescados maior que as outras regiões. Já no Nordeste, o consumo de carne nos domicílios é menor do que a média nacional.

O pesquisador também destaca a queda no consumo de carne de uma forma geral dentro de casa. “Existe uma tendência de substituição da carne. Tem um fator econômico, o aumento de preço da carne, mas não é só isso. Há também mudanças nos hábitos alimentares”.

Alimentos processados e ultraprocessados

De acordo com o IBGE, dentre os alimentos processados, o de maior contribuição para as calorias totais foi o pão (6,7% das calorias totais), seguido de queijos (1,4%), carnes salgadas, secas ou defumadas (0,7%) e bebidas alcoólicas fermentadas (0,7%).

“Finalmente, dentre os alimentos ultraprocessados, destacam-se frios e embutidos (2,5% das calorias totais), biscoitos e doces (2,1%), biscoitos salgados (1,8%), margarina (1,8%), bolos e tortas doces (1,5%), pães (1,3%), doces em geral (1,3%), bebidas adoçadas carbonatadas (1,2%) e chocolate (1%)”, afirma a pesquisa.

Ainda segundo o estudo, no que se refere à aquisição alimentar domiciliar per capita anual no Brasil em 2017-2018, destacam-se os seguintes grupos de alimentos: bebidas e infusões (52,475 kg), laticínios (32,211 kg), cereais e leguminosas (27,757 kg), frutas (26,414 kg), hortaliças (23,775 kg) e carnes (20,762 kg)

*Colaborou Tâmara Freire, Repórter da Rádio Nacional.

Produção industrial cresce 0,9% em janeiro, aponta IBGE

Índice volta a avançar após dois meses de recuo e tem crescimento mais intenso desde agosto de 2019, quando foi registrada alta de 1%

Pixabay

Após dois meses consecutivos de queda, a produção industrial avançou 0,9% em janeiro de 2020 frente a dezembro de 2019, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta terça-feira. No período, três das quatro grandes categorias econômicas e 17 das 26 atividades apontaram crescimento. Esse é o avanço mais intenso desde agosto de 2019, quando foi registrado crescimento de 1%. Contudo, no acumulado em 12 meses, a atividade industrial acumulada baixou de 1%.

Entre as grandes categorias econômicas, a de bens de capital mostrou a expansão mais acentuada, interrompendo comportamento negativo que se estendia desde maio de 2019, ao crescer 12,6%. O resultado de janeiro foi o avanço mais intenso desde junho de 2018 (23,0%). Os segmentos de bens de consumo duráveis (3,7%) e de bens intermediários (0,8%) também assinalaram taxas positivas. Apenas o setor de bens de consumo semi e não-duráveis apontou recuo (-0,1%) e marcou o terceiro mês seguido de queda na produção.

Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram de máquinas e equipamentos (11,5%), veículos automotores, reboques e carrocerias (4,0%), metalurgia (6,1%), produtos alimentícios (1,6%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,3%). Por outro lado, entre os oito ramos que reduziram a produção nesse mês, os desempenhos de maior importância para a média global foram registrados por impressão e reprodução de gravações (-54,7%) e indústrias extrativas (-3,1%).

 

*CP

IBGE abre concurso com 13 mil vagas temporárias para o Censo 2020 no RS

Inscrições podem ser feitas a partir desta quinta-feira pela internet

Divulgação

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) terá 13 mil vagas temporárias abertas no Rio Grande do Sul para o Censo Demográfico 2020. No Brasil, são mais de 208 mil vagas, conforme editais publicados nesta quinta-feira (5) no Diário Oficial da União (DOU).

Conforme o IBGE, as vagas são para categorias e funções que contribuem na operação do levantamento demográfico: recenseador —, em maior número, cerca de 11 mil contratações previstas —, agente censitário municipal e agente censitário supervisor. Os salários vão de R$ 1,7 mil a R$ 2,1 mil.

Para as vagas de recenseador, o pré-requisito para inscrição é ter ensino fundamental completo. A remuneração será por produção, calculada por setor censitário. A previsão de duração do contrato é de três meses, podendo ser prorrogado.

Já para agente censitário municipal e agente censitário supervisor, é necessário o Ensino Médio completo. Os salários são de R$ 2.100, para censitário municipal, e R$ 1.700, para agente censitário supervisor. A previsão de duração do contrato é de até cinco meses, também podendo ser prorrogado.

Interessados nas oportunidades podem se inscrever a partir  desta quinta no site da Cebraspe. As inscrições vão até 24 de março, somente pela internet.

O Censo 2020

Previsto para ser aplicado entre agosto e outubro nos cerca de 71 milhões de domicílios brasileiros, o Censo Demográfico tem o desafio de retratar o Brasil na última década e dar perspectivas aos próximos dez anos. O questionário básico terá 25 questões, nove a menos do que em 2010. Já o da amostra, aplicado em 10% dos lares, terá 26 perguntas a menos do que no último levantamento, totalizando 76 questões.

Os temas abordados no Censo 2020 serão características dos domicílios, identificação étnico-racial, nupcialidade, núcleo familiar, fecundidade, religião ou culto, deficiência, migração interna ou internacional, educação, deslocamento para estudo, trabalho e rendimento, deslocamento para trabalho, mortalidade.

 

Fonte: Gaúcha ZH

Taxa de desemprego fica em 11,2% no trimestre até janeiro, afirma IBGE

Renda média real do trabalhador foi de R$ 2.361 no período

Foto: Guilherme Testa / CP

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 11,2% no trimestre encerrado em janeiro, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta sexta-feira, 28, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em igual período de 2019, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 12,0%. No trimestre até dezembro, a taxa foi de 11,0%. Estes sãos os primeiros números sobre o desemprego em 2020.

De acordo com o IBGE, 11,9 milhões de pessoas estão desocupadas. A população ocupada no país é de 94,2 milhões de pessoas, sendo que 40,7% delas estão na informalidade, o que corresponde a 38,3 milhões de trabalhadores, taxa 0,5 ponto percentual abaixo da do trimestre encerrado em outubro. Estão subutilizadas 26,4 milhões de pessoas, número 2,7% menor do que o registrado no período anterior. Esse índice indica o número de pessoas que poderiam trabalhar mais horas do que estão trabalhando.

Já o número de desalentados, ou seja, pessoas que desistiram de procurar trabalho, ficou em 4,7 milhões, o que equivale a 4,2% da força de trabalho. O índice ficou estável na comparação trimestral e na anual.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.361 no trimestre encerrado em janeiro. O resultado mostra estabilidade em relação ao número do mesmo período do ano anterior. A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 217,399 bilhões no trimestre até janeiro, alta de 2,2% ante igual período do ano anterior, segundo o IBGE.

 

*Agência Brasil/AE

IBGE vai contratar mais de 12 mil para trabalhar no Censo 2020, no RS

Remuneração para uma das funções é de R$ 1.700

Foto: Mauro Schaefer

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai realizar neste ano de 2020 mais uma edição do Censo, que ocorre no segundo semestre. Em visita ao Correio do Povo, na tarde desta segunda-feira, o coordenador operacional no Estado, Luiz Eduardo Azevedo, anunciou que o instituto vai contratar 12,6 mil profissionais para o trabalho, sendo 11,1 mil recenseadores e 1,5 mil supervisores. O edital será lançado no dia 18, mas as inscrições ocorrem entre os dias 2 e 27 de março. “Será um processo seletivo simplificado, semelhante a um concurso. Pessoas de baixa renda poderão também pedir isenção da taxa de inscrição”, adianta Azevedo.

Quem se inscrever, terá que participar ainda de uma maratona de treinamentos até o início da pesquisa, que terá duração de 90 dias a partir de 1º de agosto. “Só em Porto Alegre vamos utilizar 70 salas de aula no final de julho”, acrescenta Azevedo. A coleta de dados é feita com a utilização de smartphones, onde é utilizado um formulário eletrônico. A remuneração para supervisor é de R$ 1.700 enquanto o recenseador recebe por produção, que estando dentro da meta de coletas, pode ficar na casa dos R$ 1.200.

coordenador lembra ainda que em municípios menores e nas periferias das grandes cidades, o IBGE acaba enfrentando dificuldade pela escassez de recenseadores para atuar nestas áreas. Por isso e também por causa de problemas em acesso a condomínios e outras propriedades, a meta este ano é ampliar a coleta pela web. “O morador recebe um código e o utiliza para acessar o formulário pela internet”, explica.

Segundo o coordenador, “o Censo é importante no planejamento das políticas públicas da próxima década”. É por meio da pesquisa que se fica sabendo da faixa de renda, educação e também das condições de saúde, como acesso ao saneamento básico, por exemplo. “Pequenos municípios ainda dependem dos dados IBGE para calcular o que irão receber pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM)”, defende. No site http://censo2020.ibge.gov.br, é possível ficar por dentro do lançamento do edital e também saber de outras informações do levantamento.

*Gabriel Guedes/ Correio do Povo