Posts

Governo do RS publica decreto que regulamenta retomada das aulas presenciais

Norma especifica o que as escolas precisam fazer para receber alunos em suas dependências

Por meio de um decreto publicado no final da tarde de sábado (5), o governo do Rio Grande do Sul oficializou as regras para a retomada das aulas presenciais no Estado. O documento indica as normas e exigências para que as instituições possam voltar a receber os alunos. As regras passam a valer a partir da próxima terça-feira (8).

Conforme o texto do governo, “enquanto perdurar o estado de calamidade pública” no Estado, para fins de prevenção e de enfrentamento à epidemia causada pelo coronavírus, as instituições, de universidades a creches, devem obedecer a algumas restrições e medidas definidas pelo Executivo.

Podem retomar as atividades presenciais as regiões que estiverem sob bandeira amarela ou, há duas semanas, na laranja no modelo de distanciamento controlado. As classificadas na bandeira vermelha ou preta não podem atuar.

Os locais devem também estabelecer plano de contingência para prevenção, monitoramento e controle da epidemia, indicando qual o serviço de saúde de referência para encaminhamento de casos suspeitos ou pessoas sintomáticas e comprovando a criação de um centro de operações de emergência.

Os estabelecimentos devem observar o limite de 50% da capacidade de alunos por sala de aula. Fica proibida, em qualquer circunstância, a realização de atividades coletivas que envolvam aglomeração ou contato físico.

Podem participar das atividades presenciais de ensino os alunos que tiverem anuência formal de seus pais ou responsáveis. Os responsáveis que optarem por não autorizarem a participação deverão, segundo o texto, observar as diretrizes definidas pelas instituições para que o aluno tenha acesso à plataforma online ou outros modelos de ensino disponibilizados pelas entidades.

O decreto também formaliza as datas para as atividades serem retomadas: Educação Infantil, a partir de 8 de setembro; Ensino Superior e Médio, a partir de 21 de setembro; Ensino Fundamental/anos finais, a partir de 28 de outubro; e Ensino Fundamental/anos iniciais, a partir de 12 de novembro.

Levantamento indica que boa parte dos prefeitos resiste à retomada

Mesmo com a liberação por parte do governo do Estado, boa parte dos prefeitos gaúchos ainda resiste em permitir a abertura das escolas. Um levantamento feito por GZH, na última quarta-feira (2), junto a alguns municípios e representantes de regiões que teriam permissão para retomar mostra que muitas prefeituras devem ignorar a recomendação estadual por receio de que a volta às aulas piore o quadro de contágio pelo coronavírus — confira quais são os locais e a opinião dos prefeitos neste link.

Fonte: Gaúcha ZH

Governo propõe retomada gradual das aulas presenciais a partir de 8 de setembro, começando pela Educação Infantil

Ensino Médio e Superior voltariam em 21 de setembro, e Ensino Fundamental, entre 28 de outubro e 12 de novembro. Plano foi apresentado aos municípios na manhã desta terça 

O governo do Estado apresentou, nesta terça-feira (1º), o cronograma previsto para a retomada de aulas presenciais no Rio Grande do Sul. A ideia é retomar os encontros presenciais em setembro, de forma escalonada, concluindo o processo em novembro. As etapas começariam pela Educação Infantil em 8 de setembro, passando pelo Ensino Médio e Ensino Superior, em 21 de setembro, e o Ensino Fundamental, entre 28 de outubro (anos finais) e 12 de novembro (anos iniciais). A decisão, em qualquer das datas propostas, caberá aos municípios.

O novo cronograma foi detalhado e apresentado pelo governo aos prefeitos nesta manhã, com a presença de Famurs (entidade que representa os municípios gaúchos), Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado (TCE).

O primeiro cronograma apresentado pelo Estado – agora já descartado – previa a retomada de aulas a partir de segunda-feira (31). Aquela proposta foi rejeitada por 94,6% dos prefeitos gaúchos. A partir daí, o governo do Estado decidiu construir um cronograma, prevendo um adiamento de até 15 dias do plano inicial.

O governo destaca que o retorno não será obrigatório e que a volta às aulas só será permitida para regiões com bandeira amarela ou laranja no modelo de distanciamento controlado.

Até aqui, as propostas de retomada das aulas presenciais têm sido criticadas não só por prefeitos, mas também pelos principais sindicatos de professores da rede particular e pública. Essas entidades consideram insegura a retomada das aulas enquanto não houver queda consistente de mortes no Estado.

Para o Cpers-Sindicato, que representa os professores da rede estadual de ensino, o calendário de retorno das aulas presenciais, apresentado nesta terça-feira (1ª) pelo governador Eduardo Leite, é precipitado e irresponsável. Segundo a secretária-geral do sindicato, Candida Rossetto, o governo do Estado não forneceu as condições necessárias para o atendimento em regime de plantão que vem ocorrendo.

— Imagina, então, para o retorno das atividades. Primeiro, o governador precisa fazer a sua lição de casa e controlar a pandemia — avalia.

A avaliação da Famurs é de que não há segurança para iniciar a retomada nos próximos dias e que o governo do Estado está passando adiante a responsabilidade sobre o tema.

— O governo do Estado mais uma vez atira a responsabilidade para prefeitos e prefeitas, enquanto ele (o Estado) vai aguardar mais 45 dias para retornar com as aulas da sua rede, a rede estadual. Isso comprova o que já vínhamos dizendo: não há segurança para retorno das aulas agora, tanto é que o governo do Estado programou seu retorno para meados de outubro — apontou Maneco Hassen, presidente da Famurs.

Um levantamento feito junto às direções de escolas da rede estadual revelou que 96% das instituições de ensino têm profissionais pertencentes ao grupo de risco para o coronavírus e que 44% dos educadores se enquadram neste público-alvo da doença. O estudo chamado “Educação e Pandemia no RS”, realizado pelo Cpers em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), analisou 2.131 questionários, que contemplam 872 colégios.

 

Fonte: ZH

Foto: André Ávila / Agencia RBS

 

Mapa preliminar do Distanciamento Controlado indica Crissiumal em Bandeira Vermelha

Mapa definitivo, com as bandeiras de 1° a 7 de setembro, será divulgado por meio de texto no site do governo na segunda, dia 31

Pouco mais da metade dos gaúchos está em área previamente classificada com bandeira vermelha. Os indicadores da 17ª rodada do Distanciamento Controlado, divulgados nesta sexta-feira (28/8), apontam 10 regiões, com 240 municípios e 6,1 milhões de pessoas (54,1% da população), sob risco epidemiológico alto para coronavírus.

Há seis semanas, cerca de 10,2 milhões de habitantes – 91% da população –, estavam com bandeira preliminar vermelha, o que indica redução importante em áreas sob risco alto de contágio. O Rio Grande do Sul voltou ao patamar registrado há oito semanas, em 3 de julho, quando metade das então 20 regiões Covid foram classificadas previamente em alto risco.

Nesta 17ª rodada do Distanciamento Controlado, Taquara, Novo Hamburgo, Canoas, Porto Alegre, Santo Ângelo, Cruz Alta, Ijuí, Santa Rosa, Palmeira das Missões e Passo Fundo foram classificadas em vermelho. As outras 11 regiões estão com bandeira laranja (risco médio).

Taquara, Novo Hamburgo e Palmeiras das Missões tiveram melhoras em indicadores e ficaram com nota final compatível com a bandeira laranja. No entanto, as três áreas se mantêm em bandeira vermelha por conta da trava para saída da situação de avaliação de risco alto prevista no modelo (duas ou mais semanas em bandeira vermelha em um intervalo de 21 dias).

Essas regiões terão seu nível de risco efetivamente reduzido se apresentarem na semana seguinte uma média compatível com a bandeira laranja.

Até a tarde desta sexta, 11 regiões haviam aderido à cogestão, na qual as regiões podem adotar protocolos menos restritivos à bandeira na qual estão classificadas, mas no mínimo iguais à bandeira anterior: Capão da Canoa, Taquara, Novo Hamburgo, Canoas, Porto Alegre, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Pelotas, Caxias do Sul, Santa Cruz do Sul e Lajeado. Além disso, os pedidos de Santo Ângelo, Ijuí e Santa Rosa estão sob análise do governo.

Associações de municípios que optarem pelos protocolos alternativos podem enviar seus planos, desde que aprovados por no mínimo dois terços dos prefeitos e avalizados por uma equipe técnica, pelo formulário https://bit.ly/formulariocogestao, com no mínimo 48 horas de antecedência do início da vigência de seu plano.

Regiões e municípios que quiserem entrar com recurso à classificação preliminar podem enviar pedido de reconsideração até as 6h de domingo (30/8) por outro formulário eletrônico: https://forms.gle/RT5TcxsSqEBtX7Up8.

Dos 240 municípios (do total de 497) classificados em bandeira vermelha, 113 cidades (562.251 habitantes, 5% do RS) podem adotar protocolos de bandeira laranja, sem necessidade de recurso, porque cumprem os critérios da Regra 0-0, ou seja, não têm registro de óbito ou hospitalização de moradores nos últimos 14 dias.

O Gabinete de Crise vai analisar os pedidos na segunda-feira (31/8) e o mapa definitivo, com as bandeiras vigentes de 1° a 7 de setembro, será divulgado na tarde da segunda, por meio de notícia publicada no portal de notícias do governo do Estado, sem transmissão ao vivo como vinha sendo feito. Ao considerar que o modelo já está bem consolidado, o Executivo passará a fazer live somente uma vez por semana, sempre às quintas-feiras, às 14h.

Alertas

O crescimento de novas hospitalizações em determinadas regiões chamou a atenção da equipe que monitora o modelo. É o caso de Uruguaiana, onde as novas internações por Covid-19 cresceram 120% nos últimos sete dias, passando de 15 para 33.
Houve aumento significativo também em Erechim (aumento de 87,5% no mesmo período), Ijuí (73,3%) e Cruz Alta (71,4%).

 

*Governo do RS

Governo do RS propõe a prefeitos volta das aulas presenciais a partir de 31 de agosto

Proposta de cronograma foi recebida com restrições na Famurs, entidade que representa os municípios

O governo do Estado apresentou a prefeitos, nesta terça-feira (11), uma sugestão de cronograma de volta das aulas presenciais em todos os níveis de ensino, de forma escalonada, entre o fim de agosto e a metade de outubro. Segundo os prefeitos, o governo do Estado propõe que a volta das aulas comece pela Educação Infantil, tanto privada quanto pública, a partir de 31 de agosto.

– A ideia do governo é um retorno gradual das aulas, iniciando no final deste mês pela Educação Infantil. É uma proposta muito vaga do governo. O problema não é data de retorno, mas como se dá o retorno. O primeiro é se temos segurança suficiente para retornar. Não nos parece que haja segurança para retornar – destacou Maneco Hassen, presidente da Famurs.

Na sequência, estariam autorizados a voltar às salas de aula os estudantes e professores de todas as redes de Ensino Superior, a partir de 14 de setembro.

O cronograma prevê ainda que os ensinos Médio e Técnico seriam autorizados a partir da semana seguinte, 21 de setembro. Uma semana depois, a partir de 28 de setembro, poderia voltar às salas os alunos dos anos finais do Ensino Fundamental.

Os anos iniciais do Ensino Fundamental seriam os últimos a serem retomados, a partir de 8 de outubro, ainda conforme informações dos prefeitos.

Conforme a assessoria de imprensa do Palácio Piratini, de acordo com a proposta, o retorno seria permitido apenas para municípios sob bandeira amarela e laranja, respectivamente, risco baixo e médio para coronavírus.

As aulas em creches, pré-escolas e escolas estão suspensas no Rio Grande do Sul desde março. No Ensino Superior, há permissão para disciplinas práticas e laboratoriais de fim de curso.

Cronograma proposto pelo governo do Estado

  • 31/8 – Educação Infantil (público e privado)
  • 14/9 – Ensino Superior (público e privado)
  • 21/9 – Ensinos Médio e Técnico (público e privado)
  • 28/9 – Ensino Fundamental – anos finais (público e privado)
  • 8/10 – Ensino Fundamental – anos iniciais (público e privado)

 

Fonte: ZH

Tesouro inicia pagamento da folha de julho depositando R$ 1,5 mil para todos os servidores

O primeiro depósito referente à folha de julho do Poder Executivo foi realizado nesta terça-feira (11/8), no valor de R$ 1,5 mil. Com esse pagamento, o governo do Estado quita os salários de quem recebe líquido até este valor, o que corresponde a 24% dos vínculos, e garante a mesma parcela de R$ 1,5 mil para todos os demais servidores.

Nesta quarta-feira (12/8) será feito novo pagamento, no valor de R$ 3.750, integralizando os salários de quem recebe líquido até R$ 5.250 (72% dos vínculos). No dia 13 também haverá novo depósito de R$ 3.250, quitando a folha para 93% dos vínculos, ou seja, para quem recebe líquido até R$ 8,5 mil.

Texto: Ascom Sefaz
Edição: Secom

Governador oficializa acordo entre Estado e Famurs para cogestão no Distanciamento Controlado

Regiões poderão enviar protocolos alternativos a partir desta terça-feira para vigorarem na quinta

Foto: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini

O governador Eduardo Leite oficializou ontem (10/8) o acordo entre o governo do Estado e a Federação das Associações de Municípios (Famurs) para a gestão compartilhada do modelo de Distanciamento Controlado. O anúncio foi feito durante transmissão ao vivo pelas redes sociais e é resultado dos diálogos promovidos nas últimas semanas com os prefeitos que presidem as associações regionais de municípios. As alterações já são válidas já para a 14ª rodada do modelo, que está vigente nesta semana. O decreto foi publicado nesta terça-feira (11/8).

“Estamos dando esse passo para que possamos ter, junto dos municípios, a melhor adesão ao distanciamento. Embora o momento mais difícil tenha passado e que estejamos vendo essa estabilização, não significa que possamos relaxar. Não é isso. Estamos buscando ajustar o modelo de distanciamento a um novo momento, para melhor conciliar com a atividade econômica garantindo a proteção à saúde das pessoas”, explicou o governador.

O modelo de Distanciamento Controlado seguirá rodando para classificar o risco epidemiológico de cada região, sempre às sextas-feiras, com base nos dados compilados às quintas-feiras. A partir da classificação, associações regionais poderão adotar protocolos mais brandos à bandeira na qual estão classificados, mas no mínimo iguais à bandeira anterior (região classificada em vermelha adota protocolos da bandeira laranja, por exemplo, e, no caso de preta, as regras mínimas da bandeira vermelha). Para a elaboração de um protocolo específico para a região, será necessária a criação de comitês científicos regionais de combate à Covid-19.

Cada associação regional poderá criar um protocolo. Inicialmente, o governo do Estado defendia que a concordância entre os prefeitos de cada região fosse unânime. Depois de ponderações feitas pelos próprios chefes de Executivo municipais, o Gabinete de Crise determinou que o protocolo mais brando à bandeira de risco poderá ser adotado se tiver maioria absoluta (ou seja, 2/3 dos prefeitos de cada região Covid).

“Esses protocolos terão de obedecer aos quatro níveis das bandeiras (amarela, laranja, vermelha e preta) já estabelecidas. Não será possível definir protocolos distintos desses níveis de risco, como protocolos intermediários. O importante é que a decisão seja tomada de acordo por pelo menos 2/3 dos prefeitos de cada região. Isso é importante porque garante o princípio de solidariedade e da integração do sistema de saúde. Por isso, as regiões precisam ter o compromisso de adotar um conjunto de medidas que garantam que o vírus não se propague a ponto de comprometer o sistema hospitalar da região”, detalhou Leite.

As regiões que estabelecerem protocolos alternativos regionais deverão enviá-lo, acompanhado dos documentos e justificativas das medidas adotadas, ao Estado, por meio eletrônico. Além disso, devem publicizar o conteúdo do plano, dos protocolos e dos pareceres técnicos que o embasam, bem como planilha comparativa com os protocolos do Estado no site da prefeitura 24 horas antes de entrarem em vigor. Esses endereços eletrônicos das prefeituras também devem ser informados ao Estado para que estejam disponíveis para consulta da população no site do Distanciamento Controlado.

Outra exigência do decreto estadual publicado nesta terça-feira (11/8) é que o plano a ser instituído contenha medidas de proteção à saúde pública devidamente embasadas em evidências científicas, através de critérios epidemiológicos e sanitários, firmado por responsável técnico, médico ou profissional da vigilância em saúde há mais de dois anos, observadas as peculiaridades locais.

O protocolo alternativo deve ser enviado ao Estado até 48 horas antes de entrar em vigor. Por exemplo, se a região enviar o protocolo até esta terça-feira (11/8), às 12h, a mudança entrará em vigor na quinta-feira (13/8), às 12h – a menos que o governo vete algum dos protocolos propostos pela região. O plano regional será disponibilizado ao público, para facilitar a fiscalização por parte de órgãos de segurança e do Ministério Público.

“Nosso modelo conseguiu, até aqui, fazer aquilo que propusemos: preservar a vida sem deixar de lado a atividade econômica. O Rio Grande do Sul parou menos, por menos tempo, teve menores perdas econômicas do que a maior parte dos outros Estados, e também perdeu menos vidas, se comparado a outros Estados. Por isso, viabilizamos a possibilidade de dar esse passo adiante, que dá mais autonomia aos prefeitos, que estão na linha de frente em cada município”, afirmou Leite.

As regiões, no entanto, que preferirem seguir o modelo de Distanciamento Controlado poderão fazê-lo, com as decisões sendo mantidas no formato atual. A instância recursal ao mapa preliminar e a Regra 0-0, que permite adoção de protocolos de bandeira laranja em cidades que passaram os últimos 14 dias sem internações e sem óbitos por Covid-19, seguirão valendo para todas as 21 regiões.

• Clique aqui e acesse o Decreto 55.435, de 11 de agosto de 2020, publicado no Diário Oficial do Estado desta terça, dia 12.

Texto: Suzy Scarton

Parceria garante postos de testagem e aplicativo para rastreamento de casos de Covid-19

Em cooperação com Instituto D’Or, governo utilizará informações baseadas em ciência e inteligência a fim de definir estratégias

Em mais um passo do programa Testar RS, que está ampliando o número de testes diários de RT-PCR no Estado, o governo assinou, nesta quinta-feira (6/8), um termo de cooperação com o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor). O objetivo é organizar os postos de testagem para Covid-19 e o uso do aplicativo do projeto Dados do Bem, tanto para coleta quanto processamento de informações, incluindo o resultado dos testes.

A parceria garantirá que o Rio Grande do Sul coloque em prática uma das estratégias consideradas mais eficazes em países que conseguiram controlar a pandemia de coronavírus: a ampliação da testagem da população gaúcha com o rastreamento de casos.

“Até lançarmos o programa do Testar RS, o Estado fazia em média mil exames diários de RT-PCR, agora, vamos para 8 mil por dia, mas não vamos apenas ampliar a testagem. Agora, estamos dando mais um passo para intensificar o rastreamento. Com a parceria do Instituto D’Or, além de testar pessoas sintomáticas, faremos busca ativa dos contactantes dos casos positivos. Utilizando o Dados do Bem, poderemos identificar dinâmicas de transmissão do coronavírus e entender como a pandemia de Covid-19 evolui”, destacou o governador Eduardo Leite, ao anunciar a parceria em transmissão ao vivo pelas redes sociais.

O Dados do Bem é uma ferramenta que foi desenvolvida por médicos, pesquisadores e cientistas. Ele usa inteligência de dados e mapeamento para analisar a evolução da imunidade na população. Com isso, consegue identificar dinâmicas de transmissão do coronavírus e entender como a pandemia de Covid-19 evolui no Estado.

“Estas informações baseadas em ciência e inteligência nos ajudarão a tomar as medidas mais adequadas a cada situação para frear o avanço da doença no Rio Grande do Sul”, complementou o governador.

A partir do termo de cooperação, o Idor se compromete a disponibilizar gratuitamente o uso do aplicativo ao governo gaúcho, fornecendo todos os dados e suporte técnico para sua utilização e operação.

À Secretaria de Saúde caberá a operação dos postos de testagem e a disponibilização de testes, insumos e profissionais habilitados para a realização dos exames, de acordo com os critérios e protocolos médicos definidos pelas autoridades governamentais competentes.

Segundo a chefe da Vigilância Epidemiológica do Centro de Vigilância em Saúde (CEVS), Tani Ranieri, o Testar RS é resultado do trabalho conjunto da SES com o Ministério da Saúde e o programa Todos pela Saúde.

“É um projeto gradativo. A gente já ampliou em 2 mil testes diários e, nas próximas semanas, seguiremos ampliando. Agora, estamos incluindo um maior número de municípios e testando com prioridade os casos sintomáticos de síndromes respiratórias. Se essas pessoas estiverem cumprindo as medidas de isolamento social, evitaremos a propagação do vírus naquele território. Num segundo momento, vamos agregar essa ferramenta (aplicativo), que facilitará as questões operacionais e logísticas relacionadas às ações que serão desenvolvidas”, destacou Tani, ressaltando que o aplicativo ainda não está operando no Rio Grande do Sul.

Um dos idealizadores do Dados do Bem, Fernando Augusto Bozza, que é médico e coordenador de Pesquisa em Medicina Intensiva do Instituto D’Or, deu detalhes sobre a criação do aplicativo. “O teste é um recurso escasso e deve ser feito utilizando critérios importantes e claros. Nesse sentido que vem a iniciativa do Dados do Bem, para termos um gerenciamento rápido dos programas de testagem. A ideia é, de fato, apoiar os governos para agilizar os testes e a devolução dos resultados para o cidadão e para a Vigilância, a fim de que as medidas sejam tomadas”, afirmou Bozza.

COMO FUNCIONARÁ

Baixe o aplicativo
Clique aqui para baixar o aplicativo Dados do Bem.

Faça a autoavaliação
O usuário responde a um simples questionário de autoavaliação, com perguntas sobre sintomas associados à Covid-19 e histórico de saúde. É importante ser sincero.

Teste em caso de risco
Caso a ferramenta identifique um alto risco de infecção por Covid-19, a pessoa poderá ser convidada, pelo próprio aplicativo, a fazer um teste gratuito em um posto de testagem credenciado pelo Estado nas cidades, com data e hora para comparecer ao local.

Se der positivo
Após realizar a testagem, o usuário recebe o resultado possivelmente no dia seguinte, dependendo de alguns aspectos da logística do ponto de testagem. Em caso positivo para Covid-19, poderá indicar cinco pessoas com quem teve contato para que façam a autoavaliação pelo app. Elas poderão ser convidadas a fazer o teste também. Todos deverão cumprir isolamento, para evitar contaminação.

É com base nos resultados dos exames que o aplicativo gerará dados que auxiliarão o governo a planejar melhor as ações de contenção da Covid-19.

Texto: Vanessa Kannenberg
Edição: Vitor Necchi/Secom

Testar RS: projeto amplia testagem e rastreamento de casos para ajudar no controle da pandemia no Estado

Objetivo é ampliar em mais 7 mil testes RT-PCR diários em todos os municípios gaúchos

Foto: Reprodução

Considerada uma das estratégias mais eficazes em países que conseguiram controlar a pandemia de coronavírus, a ampliação da testagem da população gaúcha com o rastreamento de casos é o foco do Testar RS. O projeto foi lançado pelo governador Eduardo Leite nesta quinta-feira (23/7), em transmissão ao vivo pelas redes sociais.

“A Covid-19 é uma doença nova, que assusta e ensina. Hoje, já sabemos que o seu enfrentamento envolve uma série de ações complementares. Estamos lançando esse amplo programa de testagem e busca ativa de infectados, o Testar RS, que vai ser operacionalizado pelo Estado em conjunto com o Ministério da Saúde e as secretarias municipais de Saúde e com o apoio da iniciativa privada, por meio do programa Todos Pela Saúde, que darão suporte para essa ação pioneira e, tenho certeza, será um bom exemplo para o Brasil”, anunciou o governador.

Atualmente, são feitos 1 mil exames diários do tipo RT-PCR, que detecta a presença do vírus no organismo e é considerado o mais eficiente para diagnóstico da doença, seja pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-RS) ou por laboratórios parceiros de universidades. Com o Testar RS, o objetivo é ampliar em mais 7 mil exames por dia – totalizando 8 mil testes no RS.

A ampla testagem em conjunto com a análise do perfil dos casos infectados e sua distribuição geográfica no território gaúcho possibilitarão direcionamento mais eficiente das estratégias de distanciamento social, buscando promover a quebra da cadeia de transmissão do vírus.

“Além de ampliar a testagem, vamos usar o aplicativo Dados do Bem, que vai nos ajudar a acelerar o rastreamento. A intenção é diagnosticar mais rapidamente, fazendo busca ativa pelas pessoas contactantes de casos confirmados para testá-las também. Se confirmar o diagnóstico poderemos fazer rapidamente o isolamento. Com isso, queremos reduzir a transmissão comunitária do vírus e reduzir o crescimento da curva epidêmica de forma a assegurar a capacidade de atendimento hospitalar no RS”, apontou Leite.

Testagem massiva em duas etapas

A estratégia será dividida em duas etapas. A primeira, que começa já nesta quinta-feira (23/7), será aplicada em dois grupos prioritários: as cerca de 800 Instituições de Longa Permanência de Idosos (ILPIs), devido ao alto risco de exposição ao vírus, evidenciado pelos diversos surtos nesses locais, e os estabelecimentos de saúde, que têm muitos profissionais afastados por suspeita e precisam estar seguros para atuarem no combate à pandemia.

Também fazem parte na fase inicial pessoas com sintomas gripais que residam nos 30 maiores municípios com mais de 40 mil habitantes e maior incidência de casos confirmados de Covid-19 (veja lista no final do texto).

“Já na primeira etapa, vamos disponibilizar a realização de mais 1 mil testes diários, uma parte no Lacen e outra no Paraná e em São Paulo. Posteriormente, graças ao envio pelo Ministério da Saúde de um extrator, junto aos kits de insumos, e de mais um que o Estado está adquirindo, teremos mais agilidade na realização dos exames que hoje são feitos de forma manual. Com cada extrator, poderemos dobrar a capacidade de testagem”, afirmou a secretária da Saúde, Arita Bergmann.

Além disso, parte dos testes será feita pelo Lacen e por laboratórios conveniados, e outra parte será enviado a um laboratório autorizado pelo Ministério da Saúde, no Paraná ou em São Paulo. O governo federal já anunciou que o RS terá 500 mil testes para executar esse projeto, possibilitando alcançar os 7 mil exames diários na segunda fase do projeto, além dos 1 mil testes que hoje já são realizados.

Nesta etapa, que será iniciada em agosto e que alcançará todo o Estado, mais dois grupos serão amplamente testados: os casos sintomáticos e os casos suspeitos por serem contactantes próximos de caso confirmado de Covid-19.

Para essa segunda fase, a começar em agosto, a tecnologia e a adesão da população serão fundamentais para poderem ser rastreados e isolados possíveis contaminados e que estão assintomáticos. Serão usados os dados do aplicativo Dados do Bem, desenvolvido pelo Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, para identificar as pessoas que tiveram contato com quem foi testado positivo para o coronavírus.

O aplicativo é gratuito e de acesso universal, sendo possível definir públicos específicos para encaminhamento para testes (ex.: cidades ou número de contatos). Como a plataforma terá os locais de realização de testes, facilita o acesso do usuário, com a disponibilidade de agendar a coleta no local mais próximo da sua residência.

Clique aqui para baixar o aplicativo Dados do Bem.

Para que todas as pessoas com sintomas gripais possam fazer o teste, o governo organiza uma central de recebimento, triagem, acondicionamento e envio de amostras para centros de triagem regionais, que serão criados. Além disso, o Estado contará com a parceria de municípios para criar centrais municipais. O transporte será feito para laboratórios de fora do RS por meio do Ministério da Saúde e, no Estado, está sendo organizada uma estrutura com apoio das Coordenadorias Regionais de Saúde e do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), prevendo inclusive o uso de ônibus intermunicipal.

“Acreditamos que hoje dando um passo muito importante na identificação de pessoas potencialmente, não só com risco de vida, mas com possibilidade de contaminação de Covid-19 e, a partir disso, fechar o cerco para que não haja disseminação do vírus e que menos pessoas tenham adoecimento por conta da doença”, concluiu a secretária da Saúde.

ENTENDA O TESTAR RS

O programa tem quatro objetivos:

● Diminuir a transmissão comunitária identificando, oportunamente, as pessoas infectadas, mantendo o isolamento domiciliar

● Conhecer a real incidência da Covid-19 no RS

● Traçar o perfil dos casos confirmados para Covid-19 direcionando estratégias de distanciamento social

● Reduzir o crescimento da curva epidêmica assegurando a capacidade de atendimento hospitalar

A população foi dividida em quatro grupos de testagem:

GRUPO 1 – ILPI: a partir do primeiro caso confirmado por RT-PCR para Covid-19, testar trabalhadores e residentes da instituição, sintomáticos e assintomáticos, com o rastreio de contactantes próximos. No RS, existem cerca de 800 ILPIs, sendo que 59 apresentaram surto e estão distribuídas em 27 municípios, com registro de 85 óbitos.

GRUPO 2 – Estabelecimento de Saúde: a partir do primeiro caso confirmado por RT-PCR para Covid-19, testar trabalhadores, sintomáticos e assintomáticos, com o rastreio de contactantes próximos (setor ou andar etc.). É um grupo prioritário para enfrentamento da pandemia, pela importância do trabalho e pela exposição, já com grande número de profissionais confirmados com Covid-19.

GRUPO 3: todas as pessoas que buscarem atendimento e preencham a definição de síndrome gripal.

GRUPO 4: contactantes próximos dos casos confirmados de Covid-19 por RT-PCR, por meio do uso do aplicativo Dados do Bem.

A execução do projeto foi dividida em duas etapas:

ETAPA 1

Data: 23 de julho de 2020

Grupos de testagem por municípios:

• Em todos os municípios do RS: Grupos 1 e 2 de testagem

• Para os 30 municípios acima de 40 mil habitantes com maior incidência acumulativa de casos confirmados de Covid-19 (que representam cerca de dois terços dos casos e dos óbitos e 44% da população gaúcha): Grupo 3 de testagem

Os 30 municípios são os seguintes:

1. Alvorada
2. Bento Gonçalves
3. Cachoeirinha
4. Campo Bom
5. Canoas
6. Carazinho
7. Caxias do Sul
8. Charqueadas
9. Cruz Alta
10. Erechim
11. Estância Velha
12. Esteio
13. Farroupilha
14. Ijuí
15. Lajeado
16. Marau
17. Montenegro
18. Novo Hamburgo
19. Osório
20. Passo Fundo
21. Porto Alegre
22. Santa Maria
23. Santana do Livramento
24. Santiago
25. Santo Ângelo
26. São Gabriel
27. São Leopoldo
28. Sapucaia do Sul
29. Vacaria
30. Venâncio Aires

Central de triagem: Central Estadual de Triagem – Lacen/RS

ETAPA 2

Data: a partir de agosto

Grupos de testagem por municípios:

• Ampliação para todos os municípios: Grupo 3 (casos sintomáticos)

• Testagem de casos suspeitos e contactantes próximos de caso confirmado de Covid-19 por meio do uso do aplicativo Dados do Bem: Grupo 4

Centrais de triagem: Laboratórios regionais de Santa Maria, Caxias do Sul, Cachoeira do Sul, Santa Cruz do Sul e Passo Fundo e Centrais Municipais de Triagem (por adesão).

Texto: Vanessa Kannenberg
Edição: Marcelo Flach/Secom

Estado passa a transportar testes de Covid-19 por ônibus intermunicipais de linha regular

Medida busca agilizar chegada das amostras colhidas no interior até o Laboratório Central, em Porto Alegre

Foto: Divulgação SES

O governo do Estado, por meio da Secretaria de Logística e Transportes e do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), passará a utilizar linhas regulares de ônibus para transportar amostras de testes de detecção da Covid-19.

A partir desta quarta-feira (22/7), o material já pode ser encaminhado pelos municípios, por meio de coordenadorias regionais de Saúde, para análise no Laboratório Central do Estado (Lacen), em Porto Alegre.

De acordo com o secretário Juvir Costella, a ação garantirá mais agilidade na testagem da população. “Colocamos as estações rodoviárias e as linhas regulares à disposição para um transporte seguro, organizado e rápido”, ressalta. “Com isso, conseguiremos dar eficiência a este processo”, acrescenta o secretário de Logística e Transportes.

No total, sete empresas transportadoras serão utilizadas para enviar os materiais de Alegrete, Bagé, Caxias do Sul, Erechim, Estrela, Frederico Westphalen, Ijuí, Osório, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Pelotas, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Santa Rosa e Santo Ângelo.

“Estabeleceremos um horário diário para o recebimento e o despacho das caixas com as amostras pelos terminais rodoviários, sempre com a supervisão da Secretaria da Saúde”, detalha o diretor de Transportes Rodoviários do Daer, Lauro Hagemann. “Já realizamos uma iniciativa semelhante no início da pandemia, quando auxiliamos a levar os kits contra o coronavírus para profissionais do Instituto-Geral de Perícias que atuam no interior do Estado”, lembra o dirigente.

Texto: Liana Ramos Carvalho/Ascom Daer – Edição: Secom

Governo passa a emitir alertas sobre a Covid-19 por mensagens de texto (SMS)

Foto: Vinícius Ximendes/Ascom SPGG

O governo do Rio Grande do Sul passou a emitir desde ontem(20), avisos sobre a Covid-19 no Estado por meio de mensagens de texto (SMS), utilizando o mesmo sistema de alertas da Defesa Civil. O serviço é gratuito e visa ampliar o acesso imediato da população a orientações e medidas adotadas pelo poder público estadual em relação à pandemia.

O serviço foi anunciado pelo governador Eduardo Leite durante a transmissão ao vivo desta segunda. “Usaremos o sistema de alertas da Defesa Civil, que já tem mais de 600 mil usuários cadastrados, para dar avisos sobre as mudanças nas bandeiras e sobre a disponibilidade de leitos de UTI na região”, detalhou.

Realizada em uma parceria entre a Defesa Civil e o Comitê de Dados, grupo que trabalha as projeções de cenários e indicadores relacionados ao coronavírus, a ação é similar à já posta em prática para alertas meteorológicos. Em relação à Covid-19, os envios não têm periodicidade definida e serão emitidos para cadastrados de cidades ou regiões do Estado, de acordo com a necessidade.

Quem quiser se cadastrar e receber os avisos do Alerta Covid-19 basta enviar uma mensagem para o número 40199, informando o número do CEP residencial. O serviço é gratuito. Quem já estiver cadastrado para receber alertas meteorológicos não precisa se cadastrar novamente.

Texto: Vagner Benites/Ascom SPGG
Edição: Vitor Necchi/Secom