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Governo do RS atualiza decreto de distanciamento controlado

Um dos novos trechos permite, em alguns casos, que as prefeituras substituam medidas sanitárias por regras próprias, seguindo critérios pré-estabelecidos

O governo do Rio Grande do Sul divulgou ontem(1º), mudanças no plano de distanciamento social controlado no combate ao coronavírus no Estado. Decreto publicado no domingo (31) estabelece uma série de ajustes no documento anterior, de 10 de maio, que prevê, entre outros pontos, o uso de bandeiras para indicar a situação de cada região em relação ao avanço da pandemia e estabelecer quais serviços podem operar.

Um dos ajustes previstos no decreto atual é sobre o poder dos municípios em relação às regras impostas pelo Estado. Agora, com a atualização, os prefeitos poderão, excepcionalmente, substituir medidas sanitárias determinadas pelos protocolos estaduais por regras elaboradas pelo próprio município. Para ser beneficiada com essa brecha, a localidade não pode estar sob as bandeiras vermelha ou preta, e também deve estabelecer plano estruturado de prevenção e enfrentamento à epidemia, com medidas de proteção à saúde pública devidamente embasadas em evidências científicas, observando as peculiaridades locais e as medidas sanitárias permanentes previstas pela Secretaria Estadual da Saúde (SES).

Caso opte por essa substituição, o município também terá de estabelecer um plano próprio e comunicar formalmente à SES, enviando esse material e as “justificativas que embasem as medidas adotadas”.

O novo texto também traz pequenas alterações de redações em frases, adequando para um entendimento mais claro do que prevê determinado artigo ou inciso.

Outras mudanças

Máscaras

O novo texto deixa mais claro a questão de utilização de máscaras, que passou a ser obrigatória em todo o Estado em maio.

A alteração de redação insere alguns exemplos de locais onde é necessário usar o equipamento de proteção: hospitais e os postos de saúde, elevadores e escadas, inclusive rolantes, repartições públicas, salas de aula, bibliotecas, recintos de trabalho coletivo, salas de teatro e cinema, quando permitido o seu funcionamento, veículos de transporte público, coletivo e individual, bem como os veículos de transporte privado de passageiros por meio de aplicativos, e em aglomerações de três ou mais pessoas, ainda que em ambiente aberto ou em via pública, tais como paradas de ônibus, filas, parques, praças, orlas, calçadas, escadarias e corredores.

Afastamento de funcionários com sintomas de covid-19

O governo incluiu agora quais procedimentos têm de ser adotados em casos de trabalhadores (incluindo os do setor público) com  sintomas de contaminação pelo coronavírus. Segundo o decreto, esse funcionário deve ser encaminhado “imediatamente, para atendimento médico” e afastado do trabalho pelo período mínimo de quatorze dias ou conforme a determinação médica.

A medida também vale para o trabalhador que tenha contato domiciliar com caso suspeito ou confirmado. A norma não vale para os casos onde exista protocolo específico de testagem e de retorno à atividade dos que testaram negativo.

Militares e servidores, funcionários ou empregados públicos com atuação nas áreas essenciais terão “regramento específico estabelecido pelos respectivos titulares dos órgãos e entidades da administração pública estadual direta e indireta” sobre esse ponto, segundo a atualização.

Sinalização no transporte coletivo

No âmbito do transporte coletivo, o trecho que prevê a necessidade de manter fixadas em local visível aos clientes e funcionários as informações sanitárias sobre higienização e cuidados para a prevenção contra o coronavírus, o governo incluiu que é necessário de indicar nesse cartaz  a “lotação máxima, quando aplicável”.

Fonte: ZH

Municípios gaúchos recebem 130 mil testes rápidos para diagnóstico da Covid-19

Todos os municípios do RS receberão testes

O governador  Eduardo Leite anunciou o repasse aos municípios gaúchos de mais 130 mil testes rápidos para diagnóstico da Covid-19. A remessa começará a ser enviada na sexta-feira (29/5), obedecendo a critérios populacionais e epidemiológicos. “Sabemos que a política de testagem da população é muito importante, algo mundialmente reconhecido, e seguimos nosso desafio de ampliar a capacidade de monitoramento do avanço do coronavírus no Rio Grande do Sul”, ponderou o governador em transmissão ao vivo nesta quinta-feira (28/5).

De acordo com a secretária da Saúde, Arita Bergmann, o Estado já enviou 348 mil testes rápidos aos municípios e às Coordenadorias Regionais de Saúde. “A prioridade para a realização dos testes segue a mesma: profissionais da saúde, da segurança e do serviço penitenciário, idosos com comorbidades, pessoas com mais de 50 anos e motoristas de transporte público e de carga”, explicou.

Pessoas que residam com quem teve confirmação laboratorial para Covid-19 (contactantes domiciliares), incluindo as situações quando se identifica um caso em instituições de longa permanência de idosos (ILPI), também são prioritárias para testagem.

Todos os 497 municípios gaúchos receberão um lote mínimo de testes rápidos, que foram enviados ao Estado pelo Ministério da Saúde. A eles cabe a responsabilidade de concluir a inclusão de diagnósticos positivos no sistema do E-SUS Notifica, para que o caso passe a ser computado nos dados oficiais da Secretaria de Saúde e do Ministério da Saúde.

Critérios para distribuição dos testes aos municípios:

• Quantidade de profissionais da saúde
• População acima de 50 anos
• Municípios com casos confirmados para Covid-19
• Municípios com novos casos confirmados para Covid-19 que não haviam recebido caixas por esse critério nas remessas anteriores
• Número de leitos para atendimento a síndromes gripais

Texto: Suzy Scarton
Edição: Vitor Necchi/Secom

Quarta etapa de pesquisa aponta estabilidade no total de infectados por coronavírus no RS

Estimativa do estudo é de 20 mil pessoas com anticorpos, 0,18% da população gaúcha

A pesquisa de prevalência da Covid-19 na população gaúcha mostra que o Rio Grande do Sul vem alcançando bons resultados no enfrentamento da pandemia. Os números da quarta etapa do estudo, divulgados nesta quarta-feira (27/5) pelo governo do Estado e pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) em transmissão ao vivo nas redes sociais, apontam para uma estabilidade no número de pessoas que já foram infectadas pelo novo coronavírus.

“Observamos que a estabilidade apurada pela pesquisa também está nas internações hospitalares. No dia 9 de maio, tínhamos 220 pacientes internados suspeitos ou confirmados para Covid. Ontem, 26 de maio, eram 225. Ou seja, do inicio do mês pra cá, temos praticamente o mesmo numero de pacientes internados. O que confirma o resultado da pesquisa: uma efetiva estabilidade no quadro de contágio no RS”, destacou o governador Eduardo Leite.

Pelos testes aplicados nesta fase, estima-se que seriam 20.226 pessoas já com os anticorpos, o que representa 0,18% da população. Na rodada anterior, as projeções eram de 24.860 pessoas infectadas pelo vírus (0,22% da população).

Conforme o reitor da UFPel e coordenador da pesquisa, Pedro Hallal, a diferença é estatisticamente baixa, indicando estabilidade no contágio do vírus, e está dentro da margem de erro – que indica que o RS pode ter de 8.736 a 39.819 pessoas com anticorpos.

Epicovid fase4 slide13

“Não existe a possibilidade de diminuir o percentual de pessoas com anticorpos, o que acontece é que, como estamos lidando com números pequenos, a margem de erro da pesquisa explica essa diferença. Se fosse um problema com a metodologia ou com os testes, não teríamos encontrado os resultados que encontramos no Acre, em São Paulo e em outros lugares do país para onde estamos levando a pesquisa. O que acontece no RS é que a prevalência é tão baixa que pode haver essa variação dentro da margem de erro”, explicou Hallal.

Nesta etapa, concluída na segunda-feira (25/5), novamente foram aplicados 4.500 testes rápidos nas nove cidades escolhidas pelo estudo. Foram oito pessoas que testaram positivo, metade delas em Passo Fundo. O município repete os quatro positivados da etapa anterior e vem apresentando números de casos e mortes elevados nas estatísticas oficiais.

Uruguaiana registrou dois casos positivos e os demais foram em Porto Alegre (1) e Pelotas (1). Nas outras cidades – Caxias do Sul, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Canoas e Ijuí –, não houve registro de casos positivos. Os nove municípios representam 31% da população do RS. Na terceira etapa, realizada há 15 dias, o estudo identificou 10 testes com resultado positivo.

Os novos dados do estudo de Epidemiologia da Covid-19 no RS (Epicovid19) estimam que haja um infectado a cada 562 gaúchos – na testagem anterior, havia um caso positivo a cada 454 pessoas; na segunda, um a cada 769 e na rodada inicial, um a cada 2 mil.

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Devido à projeção de que o RS apresenta três vezes mais casos de coronavírus do que o total de notificados, a quarta fase da pesquisa também aponta que teríamos 1.778 infectados reais para cada grupo de 1 milhão de habitantes do RS.

“Os dados desta quarta fase indicam que não há um avanço descontrolado da pandemia no Rio Grande do Sul. Ao contrário, confirmam os resultados das fases anteriores, de que a proporção da população gaúcha já exposta ao vírus é baixo. Mas é importante que a população entenda que esse é um resultado positivo e que indica que estamos tomando decisões corretas no RS, mas não devemos pensar que a epidemia terminou aqui. Precisamos seguir tomando todas as medidas de prevenção”, afirmou Hallal.

Durante a transmissão, o governador e o reitor anunciaram que, concluídas essas quatro etapas inicialmente previstas pela Epicovid19, serão realizadas quatro novas rodadas de testagem – de 13 a 15 junho, de 4 a 6 de julho, de 25 a 27 de julho e de 15 a 17 de agosto. Com previsão de 4,5 mil testes em cada fase, a pesquisa deve atingir um total de 36 mil pessoas nas nove regiões do Estado.

“Estamos nos aproximando do inverno e das baixas temperaturas no Estado, quando ficamos mais tempo em locais fechados, portanto, vai ser muito importante mantermos essa parceria”, destacou Leite.

Distanciamento Controlado

Na comparação com os resultados de duas semanas atrás, o número de pessoas que respeitam as orientações de distanciamento social registrou pequena oscilação. O percentual da população que relatou sair de casa diariamente agora está em 31,5% dos pesquisados. Na terceira fase era de 30,4%, o que indica uma influência mínima por conta da retomada das atividades prevista pelo modelo de Distanciamento Controlado. A nova política está em vigor desde o dia 11 deste mês, buscando um equilíbrio entre a preservação da vida e a atividade econômica.

“Nenhum Estado tem essa ferramenta que o RS decidiu ter, com uma pesquisa amostral de base populacional para medir o avanço da pandemia, somado à aplicação de testes para aferir casos confirmados. Tudo isso alimenta nosso sistema de gestão para que tenhamos insumos baseados em evidências para tomar decisões”, disse a secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos.

“Dá muita satisfação de ver os resultados, que estão estáveis, e assim queremos permanecer ao longo do tempo. A gente sabe que é algo muito novo que está acontecendo no mundo, mas o RS está inovando ao adotar estratégias bem formadas para solução de problemas, para tomada de decisões”, acrescentou Leany.

O reitor da UFPel apresentou alguns indicadores da primeira pesquisa nacional de prevalência da Covid-19 para comparar o grau de distanciamento da população por Estados. Nesse quesito, o RS está na terceira melhor posição no Brasil, com média de 67%, conforme levantamento realizado em 133 cidades do país entre os dias 14 e 21 deste mês.

Letalidade

A quarta etapa do estudo indica que o grau de letalidade estaria em 3% na relação com os casos confirmados (197/6.559 no dia 26 de maio). Isso significa que, a cada cem pessoas que contraírem o vírus, três morreriam por conta da Covid-19. Na etapa anterior, considerando o número de óbitos diante dos casos notificados, a letalidade estaria em 4% segundo o estudo.

Com base no total de casos estimados no trabalho coordenado pela UFPel, esse percentual tem um comportamento inverso. Considerando as estimativas de 20.226 pessoas já infectadas, o grau de letalidade estaria em 0,97%.

Quando o cálculo leva em consideração o total de casos estimado pela pesquisa de prevalência de duas semanas atrás, (24.860) e o número de óbitos confirmados na oportunidade (105), a estimativa de letalidade estaria em 0,42%.

No resultado apurado na segunda fase de testes, a letalidade era menor: 3,6% levando em conta apenas casos confirmados e de 0,33% quando considerada a estimativa de infectados apontada pela pesquisa na ocasião.

Sintomas mais comuns

Pela segunda vez, pesquisa Epicovid19 divulgou resultados sobre os sintomas mais relatados pelas pessoas que foram confirmadas com anticorpos nas quatro fases. Considerando os casos positivos em todas as fases, agora a tosse é o sintoma mais relatado (presente em 23,1% dos casos), seguido de dor de garganta e diarreia (15,4%). Há 15 dias, os pontos principais pontos de alerta eram dor de garganta (22%), seguido por tosse, diarreia e alterações de olfato/paladar (17%).

A pesquisa

O Epicovid19 é coordenado pelo governo do Rio Grande do Sul e pela UFPel, mobilizando uma rede de 12 universidades federais e privadas: Imed Passo Fundo, Universidade de Caxias do Sul (UCS), Universidade de Passo Fundo (UPF), Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS/Passo Fundo), Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Federal do Pampa (Unipampa/Uruguaiana), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade La Salle (Unilasalle-Canoas) e Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí).

O estudo, com custo estimado em R$ 1,5 milhão, tem apoio da Unimed Porto Alegre, do Instituto Cultural Floresta, também da capital gaúcha, e do Instituto Serrapilheira, do Rio de Janeiro.

Clique aqui e acesse a quarta fase do Epicovid19.

 

Texto: Pepo Kerschner/Ascom Seplag e Vanessa Kannenberg
Edição: Marcelo Flach/Secom

 

Novo vídeo explica como é definida a cor da bandeira de uma região no distanciamento controlado

O sexto episódio da série de vídeos sobre o Distanciamento Controlado explica como é definida a cor da bandeira de uma região. No modelo estabelecido para controlar a disseminação do coronavírus, o Estado foi dividido em 20 regiões, que são classificadas semanalmente pelas cores amarela, laranja, vermelha e preta, representando risco baixo, médio, alto e altíssimo.

Classificação bandeiras card

Para chegar na cor da bandeira, é feita a média ponderada de 11 indicadores. Cada um dos indicadores também recebe uma bandeira de amarela a preta de acordo com a sua situação. Metade deles serve para medir a propagação do vírus e a outra metade avalia a capacidade de atendimento do sistema de saúde.

Clique no link abaixo para conhecer mais detalhes sobre a mudança de cores nas bandeiras das regiões.

Fonte: Governo do RS/SECOM

Governo do RS altera protocolos prévios para reaberturas de escolas

Documento chegou ao conhecimento do MP e do Legislativo na semana passada e série de questionamentos fez Executivo adiar anúncio

Os protocolos para a reabertura de escolas e instituições de Ensino Superior no RS, em elaboração no governo do Estado, vão passar por muitas alterações, e elas modificam de forma significativa o documento preliminar que vazou na manhã desta segunda-feira. Internamente, o documento estava em discussão no Executivo, mas, após chegar ao conhecimento de integrantes do Ministério Público e do Legislativo, foi alvo de tantos questionamentos e críticas que sua oficialização se tornou inviável.

Este é um dos motivos pelo qual as estimativas iniciais do próprio Executivo sobre a definição dos protocolos para a educação acabaram não se concretizando. Na próxima quinta-feira, dia 28, à tarde, representantes das secretarias estaduais da Educação (Seduc) e do Planejamento (Seplag), que elaboram os protocolos, terão reunião com integrantes das Promotorias de Justiça Regionais de Educação (Preducs), do Ministério Público estadual. Antes disso, o Executivo não deve anunciar nada em relação à reabertura das escolas.

Por intermédio das Preducs, o MP vem acompanhando atentamente, na qualidade de observador, o desenvolvimento dos trabalhos do Executivo em relação a formulação de protocolos para as instituições de ensino. E hoje, 25 de maio, admitem integrantes do Executivo, do Legislativo e do MP, não apenas não há data certa para retorno como é inviável que as instituições venham a, até 1º de junho, estarem prontas para seguir protocolos que ainda não foram consolidados.

“Não consideramos este documento, por isso não vou tecer comentários sobre ele. É um documento incompleto, que estava em análise. E na quinta à tarde nós do MP teremos uma reunião na qual trataremos justamente das questões dos protocolos”, informa a promotora de Justiça Luciana Casarotto, da Preduc Novo Hamburgo. Conforme a promotora, na reunião também será abordada a questão de como será realizada a fiscalização sobre o cumprimento dos protocolos nas instituições quando as aulas presenciais vierem a ser retomadas.

“Nosso entendimento é de que, depois que todos os setores reabrirem, aí é que devemos começar a programar a reabertura das escolas. Estamos falando de vida real. Tivemos conhecimento deste documento na outra semana, e o que podemos resumir é: as intenções são ótimas, mas parece muito mais com dar uma satisfação para a sociedade, dizer que está sendo feito algo, do que sua aplicação prática ser possível”, assinala o deputado estadual e vice-presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, Issur Koch (PP).

O parlamentar dá exemplos práticos de como parte das ações previstas são descoladas da realidade da estrutura educacional, seja ela pública ou privada. “É muito legal dizer: vamos usar máscaras. Que máscara? Só na rede pública estadual são 800 mil alunos. Se cumprido o protocolo correto, de troca do equipamento, são duas máscaras por turno de quatro horas. Isso significa 1,6 milhão de máscaras por dia. Os tapetes sanitizados, eles de fato dão conta da desinfecção? Todos os protocolos são muito importantes, mas talvez a Seduc pudesse ouvir mais. É preciso, antes de tudo, entender que, se adultos orientados a manter o distanciamento social muitas vezes não o cumprem, o que dizer de crianças e adolescentes para quem o contato físico é ainda mais importante e o quebrar regras até hoje fazia também parte do aprendizado.”

Fonte: CP

Governo do RS passará a contar apenas casos de pacientes internados para definir bandeiras de risco

Atualmente, Piratini considera todos os exames laboratoriais positivos para medir a expansão do coronavírus

Atendendo a pedidos de prefeitos, o governo do Estado decidiu mudar a forma de contabilizar os casos de coronavírus para definição das bandeiras de risco, dentro do modelo de distanciamento controlado. A partir de 30 de maio, apenas os casos que gerem hospitalização serão usados para medir a proliferação do vírus nas regiões do Estado.

Atualmente, para avaliar a velocidade de contaminação em cada região, o governo considera todos os resultados de testes moleculares (RT-PCR). Com a mudança, a proliferação do vírus será medida apenas pelos pacientes testados positivos que precisarem de atendimento hospitalar.

Essa é a primeira mudança na forma de cálculo do chamado distanciamento controlado, modelo de regras implementado pelo governo do Estado há 12 dias. A alteração ocorre após prefeitos de cidades com mais casos confirmados reclamarem ao Palácio Piratini que os seus municípios estavam sob regras mais rígidas apenas porque estavam testando mais a população.

O distanciamento controlado define, semanalmente, regras mais duras ou mais brandaspara cada uma das 20 regiões do Estado, conforme os dados de proliferação do coronavírus e de internações hospitalares. O resultado desses dados é apresentado por meio de bandeiras (amarela, laranja, vermelha e preta) mais claras quando a situação está mais controlado e mais escura quando o cenário se agrava.

Teste laboratorial X teste rápido

Os resultados dos chamados testes rápidos não são considerados para medir a evolução do coronavírus no distanciamento controlado. Isso porque esse tipo de exame, além de ter menor confiabilidade, também detecta apenas os anticorpos em quem já foi contaminado há mais de 10 dias e, portanto, pode não estar mais com o vírus ativo.

Outro motivo é que os testes rápidos são aplicados com intensidade e frequência irregular, nas diversas regiões. Por outro lado, os testes laboratoriais, considerados para o cálculo das bandeiras, são mais confiáveis e detectam o vírus ativo no paciente. Chamado também de teste molecular, deve ser aplicado, preferencialmente, entre o terceiro e o quinto dia de sintomas.

 

Fonte: ZH

Governo do RS receberá doação de combustível da Petrobras para auxiliar no combate à Covid-19

A Petrobras informou que doará 3 milhões de litros de combustível, gasolina e diesel, aos Estados para contribuir no combate ao coronavírus. A intenção é abastecer ambulâncias e hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo agilidade no atendimento a pacientes com Covid-19. O anúncio foi feito em reunião com a Secretaria de Governança e Gestão Estratégica (SGGE), na terça-feira (19/5),

Ainda não há a confirmação da quantidade que será encaminhada ao Rio Grande do Sul. Contudo, a doação está encaminhada, como explica o secretário da SGGE, Claudio Gastal. “Estamos analisando o consumo das ambulâncias nos últimos três meses. Essa informação será repassada à Petrobras nos próximos dias para justificar o envio do combustível”.

Em valores, a empresa informou que destinará R$ 30 milhões em doações para colaborar no combate à pandemia em todo o país, incluindo kits de testes de diagnósticos, máscaras, materiais de higiene e segurança, além dos combustíveis.

 

 

Texto: Lucas Barroso/Ascom SGGE
Edição: Marcelo Flach/Secom

Governo do RS decidirá até sexta-feira como ocorrerá o retorno às escolas

Governador Eduardo Leite disse que volta será de forma gradual e irá alternar aulas presenciais e ensino à distância

Foto: Fernanda Bassôa / Especial

O governador Eduardo Leite afirmou que deve decidir até a próxima sexta-feira como ocorrerá o retorno das aulas na rede pública e privada de ensino do Rio Grande do Sul. O retorno deverá ser gradual, alternando atividades presenciais e de ensino à distância. Os protocolos vão valer para escolas de ensino infantil, básico, fundamental, profissionalizante e universidades. “Esperamos fechar a questão do retorno das aulas até a próxima sexta-feira para anunciar em que condições e como se darão os retornos”, disse o governador nesta terça.

A Secretaria de Planejamento e a Secretaria de Educação estudam pelo menos nove protocolos para garantir a segurança dos estudantes e funcionários no retorno das aulas presenciais da rede pública e privada do Estado. Conforme Leite, estas estratégias vão desde o acesso das crianças na sala de aula até a limpeza dos espaços e a prática pedagógica.

Em nota, o Sindicato do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinepe-RS) disse que os protocolos analisados também envolvem reabertura das escolas de acordo com a bandeira de seu município, utilização de equipamentos de segurança e medidas de higienização dos ambientes.

O governador disse que deve conversar ainda, nos próximos dias, com os promotores de justiça que atuam na área da educação e com o Ministério Público para alinhar as diretrizes do retorno do ensino no Estado. Ele esteve reunido, nessa segunda-feira, em videoconferência, com a Secretaria de Educação do RS e o Sinepe-RS.

 

Correio do Povo

 

Uso de EPIs está entre os itens essenciais para que estabelecimentos atendam público no RS

Utilização de máscaras deverá ser exigida de clientes, segundo novo decreto do governo do Estado

A partir da publicação do novo decreto do governo do Rio Grande do Sul sobre o distanciamento controlado em razão da pandemia do novo coronavírus, o uso de máscaras, já observado em diversas cidades gaúchas, torna-se obrigatório. O documento ainda traz regras para a abertura de estabelecimentos para atendimento ao público, além de determinar o uso de EPIs (Equipamentos de proteção individual) por trabalhadores e da higienização do local.

Conforme o documento que narra os protocolos estabelecidos a partir do distanciamento controlado, as regras elaboradas pelo governo do Estado deverão ser cumpridas na íntegra. Além disso, há a recomendação que os locais, através de suas administrações criem planos de contingência para a operação de atividades. Teto de operação, modo de operação e horário de funcionamento são os três critérios que servirão de pilares para a abertura de comércios e locais que normalmente fazem o atendimento ao público.

EPIs

Conforme os protocolos do novo decreto do governo do Estado, os empregadores deverão fornecer e orientar a correta utilização dos EPIs. Os materiais não poderão ser reutilizados quando não forem devidamente limpos. Se a atividade do estabelecimento não tiver protocolo específico de EPIS, o empregador deverá fornecer máscaras descartáveis em quantidade suficiente para cada trabalhador.

Máscaras

Ao mencionar o uso de máscaras, governo do Estado cita que o material usado deve ser TNT ou de algodão. Cada estabelecimento deverá exigir de clientes e usuários o uso de máscaras, além da manutenção da etiqueta respiratória: cobrir a boca com o antebraço ou usar lenço descartável ao tossir ou espirrar.

No item que cita o distanciamento mínimo obrigatório, o governo diferencia a distância em dois metros sem EPI e um metro com EPI. Conforme o decreto, os locais devem priorizar o trabalho remoto ou teletrabalho aos funcionários que possam cumprir as suas funções dessa maneira. Aos trabalhadores que não podem desempenhar tarefas remotamente, é determinada a adoção de regimes de escala, revezamento, além da alteração de jornadas e até a flexibilização de entrada e saída.

Higienização 

No que diz respeito à higienização, a determinação é para que as empresas limpem as superfícies de toque a cada duas horas. Os funcionários deverão receber instrução e treinamento sobre etiqueta respiratória, higiene prevenção, com incentivo para que se lave as mãos a cada duas horas. As empresas também deverão exigir dos clientes que higienizem as mãos com álcool em gel 70% na entrada e na saída dos estabelecimentos. Bebedouros de jato inclinado deverão ser eliminados e trocados por dispensadores de água e copos plásticos descartáveis.

Grupos de risco 

Pessoas inseridas no grupo de risco também deverão ter um cuidado especial por parte do empregador. Funcionários poderão solicitar o regime de teletrabalho. Para o atendimento de clientes que fazem parte do grupo de risco, os estabelecimentos deverão criar horários ou setores exclusivos de atendimento, garantindo preferência e, por consequência, o fluxo ágil para que permaneçam o menor tempo possível no local.

Fonte: Correio do Povo

Índice de recuperados de Covid-19 no RS é de 69,2%

Governo do Estado passou a divulgar o número de pessoas que receberam alta após contrair o novo coronavírus

Foto: Alina Souza

O Governo do Estado passou a divulgar nesta quarta-feira o número de pessoas consideradas curadas de Covid-19. De acordo com o primeiro balanço, 639 pessoas já tiveram alta após contraírem o novo coronavírus no RS, o que faz com que o percentual de pacientes recuperados seja de 69,23% do total de casos.

São considerados curados aquelas pessoas que, após o diagnóstico, já passaram 14 dias sem sintomas.

De acordo com o balanço da Secretaria Estadual da Saúde (SES) mais atualizado até o início da tarde desta quarta-feira, há 923 casos confirmados da doença, e 27 óbitos. Neste momento, 257 pessoas estão em tratamento, o equivalente a 27,84% dos diagnósticos. Os dados estarão disponíveis na página especial da SES.

“O Estado vem ampliando a rede hospitalar com a instalação de hospitais de campanha. Já são 16 estruturas prontas em todo o RS, resultando em um acréscimo de 699 leitos clínicos e outros 32 leitos com respiradores”, destacou o governador Eduardo Leite, ao apresentar os números.

*CP