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Tiradentes do Sul decreta situação de emergência em virtude da estiagem

Decreto foi assinado na segunda

A Administração Municipal de Tiradentes do Sul publicou decreto de situação de emergência em decorrência da estiagem que atinge o Estado do Rio Grande do Sul e o nosso município. O Prefeito Alceu Diel assinou o Decreto N° 014/2020 que declara situação de emergência em todo município afetado pela estiagem.

O decreto foi emitido devido a persistência dos efeitos gerados pela estiagem, que já ocorre há mais de 3 meses, além disso, considerando que os índices de chuvas foram insuficientes para a formação de estoque de água nos principais reservatórios, açudes e nascentes do município.

O prefeito ressalta da importância do cuidado com a água potável, uma vez que são várias as localidades onde o município vem distribuindo água através do caminhão pipa, diariamente.

 

 

*Prefeitura de Tiradentes do Sul

Moradores de Tenente Portela são abastecidos com carros-pipa devido à estiagem

Água deve ser entregue a 150 famílias da zona rural e de aldeias indígenas

Foto: Chico Desler / Divulgação

A Prefeitura de Tenente Portela, no Noroeste do Rio Grande do Sul, está transportando água para 150 famílias da zona rural que enfrentam problemas de desabastecimento em função da escassez de chuvas. Três aldeias indígenas da Reserva do Guarita – Pedra Lisa, km 10 e Três Soitas – também recebem água nesta segunda-feira. As baixas precipitações dos últimos meses impedem a recuperação dos lençóis freáticos, ocasionando na falta de água para abastecer os rebanhos bovinos e suínos, bem como para consumo humano.

Segundo o prefeito de Tenente Portela, Clairton Carboni, um laudo técnico apresentado pela Emater mostra que, desde o início do mês de dezembro do ano passado até a metade deste mês de fevereiro, as precipitações pluviométricas tiveram uma redução de 30%, comparado com o mesmo período dos últimos três anos. “Essa realidade provou a redução do nível dos rios, fontes naturais e poços artesianos, além de grandes prejuízos na produção agrícola, principalmente no setor leiteiro, na piscicultura e na cultura do milho”, observa.

Carboni informou que já foi decretada situação de emergência no município e que a falta de água potável para o consumo humano gera grande preocupação. Ele informou que a água transportada pelos dois carros-pipa é captada de um poço artesiano que funciona na localidade de Burro Magro. “Há vários anos não ocorria uma situação tão grave, pois até poços artesianos estão secando, uma situação que causa muito impacto, pois deixa dezenas de famílias sem abastecimento e na dependência da água transportada pelos carros-pipa do município”, disse.

A água transportada pelos veículos da prefeitura é jogada dentro reservatórios (caixas d’agua) encontrados nas residências.

Poços secos

O prefeito Carboni afirma que jamais havia ocorrido uma situação tão preocupante, ao referir-se aos poços artesianos que estão secando. “Secaram os poços das localidades de Linha da Paz, Daltro Filho e Alto Cordeiro de Faria e estamos buscando formar de abrir poços em outros locais próximos, mas percebe-se que os lenções freáticos praticamente estão sumindo, gerando uma angústia cada vez maior”, afirma.

Ainda conforme o laudo da Emater citado pelo prefeito, os prejuízos provocados pela estiagem atingem diretamente as pastagens de verão que são essenciais para a alimentação do gado leiteiro, além da cultura do milho destinado igualmente para a silagem. “Como consequência, ocorreu a diminuição da produtividade, devido a falta de pastagens e da má qualidade da silagem, bem como, a falta de água de qualidade para o consumo dos animais, ocasionando na redução da produção leiteira”, aponta a Emater.

O laudo cita, ainda, outros prejuízos, como a morte de peixes em açudes, a falta de água em propriedades produtoras de aves e suínos. Conforme informações da Emater, as últimas chuvas amenizaram as perdas na produção de grãos, mas ainda não são suficientes para normalizar o fornecimento de água.

 

*Agostinho Piovesan/CP

Famurs reúne gestores e governo do estado em busca de soluções para que os municípios enfrentem a estiagem no RS

Cerca de 200 gestores de 96 municípios estiveram reunidos em Porto Alegre nesta quinta

Alternativas para diminuir os danos, garantia de prazos e refinanciamentos da safra, pedido de agilidade para decretação de estado de emergência, rapidez na concessão de benefícios por parte dos governos estadual e federal, além de planejamento a longo prazo para enfrentar um problema que, sistematicamente, afeta a produção agrícola do Rio Grande do Sul: a estiagem.

Cerca de 200 gestores de 96 municípios, entre prefeitos e prefeitas, vices, secretários e servidores municipais, e órgãos do governo do estado como Secretaria de Agricultura, Defesa Civil e Emater, estiveram reunidos na tarde desta quinta (9/1), na sede da Famurs, em Porto Alegre, para debater estes e outros assuntos. Como objetivo, a busca de alternativas para combater os estragos da seca que, desde 2011/12, não afetava tanto o estado.

Rede de apoio aos agricultores

Para o presidente da Famurs e prefeito de Palmeira das Missões, Dudu Freire, esta primeira reunião, com a presença de mais de 80 prefeitos, vices e representantes das regiões mais afetadas, concretizou ”uma verdadeira rede de apoio aos agricultores e municípios, para que eles tenham força de reivindicação e possam amenizar o problema que já está estabelecido”.

Segundo Freire, o momento exige agilidade do Executivo. “Pedimos celeridade por parte do governo do estado e da Defesa Civil na homologação dos pedidos de emergência para beneficiar os agricultores com seus financiamentos junto às instituições financeiras, por exemplo. Isso também poderá fazer com que os municípios acessem os recursos federais nesta situação de dificuldade”, esclareceu Freire.

A próxima reunião já está marcada para segunda-feira, dia 13, às 14h, na Famurs. Na pauta, a criação de um grupo de trabalho para desenvolver um planejamento a longo prazo para enfrentar a situação. “Não é a primeira e nem será a última estiagem, temos que estar preparados, com planejamento, a exemplo de outros estados que já fizeram isso”, afirmou o presidente da Famurs.

O secretário em exercício da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Luiz Fernando Rodrigues Junior, apresentou algumas medidas que estão sendo tomadas pelo governo do estado em função da estiagem. Uma delas é oficiar ao Ministério da Agricultura o pedido de prorrogação do zoneamento para época do plantio, para que os agricultores de milho, soja e feijão tenham essa garantia.
“Outra ação importante é que vamos buscar junto ao governador do estado a reprogramação financeira na gestão orçamentária da agricultura, para conseguir um volume extra de recursos para contemplar as culturas mais atingidas”, afirmou o secretário.

Prejuízos

O prefeito de Pantano Grande, Cassio Nunes Soares, um dos mobilizadores da reunião, contabiliza os prejuízos do município, que já decretou situação de emergência.

“A perda no município é equivalente a um orçamento anual, ou seja, são mais de R$ 50 milhões em perdas e o orçamento municipal tem o mesmo valor. Temos quebras substanciais na lavoura de soja, milho, arroz, tabaco, e na pecuária de corte e leite. A situação é crítica não só em Pantano, mas em todo Vale do Rio Pardo. Isso reflete na cadeia produtiva: o produtor com falta de renda e sem capacidade de honrar seus compromissos gera queda de arrecadação da prefeitura. O decreto de emergência pode auxiliar, pois agiliza as ações que o Executivo pode promover”, explica o prefeito Cassio Nunes Soares.

Em Cristal, a situação não é diferente. A prefeita Fábia Richter ressalta que, além das perdas na agricultura, parte da população está sem água para consumo. “Esta é uma situação muito séria. Estamos abrindo poços artesianos e realizando trabalho de açudagem para conseguirmos água, porque o município está tão seco, que somente em lençóis mais profundos”, pontuou.

Situação de emergência

Os dados da Defesa Civil apontam que 16 municípios gaúchos decretaram situação de emergência devido à falta de chuva. Outras 12 cidades em que há o registro de perdas podem ter a condição excepcional decretada pelas prefeituras nos próximos dias.

Os mais recentes a decretar são Vale do Sol e Boqueirão do Leão, além de Barão do Triunfo, Mariana Pimentel, Pantano Grande, Ponte Preta, Amaral Ferrador, Camaquã, Chuvisca, Cristal, Encruzilhada do Sul, Passo do Sobrado, Progresso, Santa Cruz do Sul, Sinimbu e Venâncio Aires.

Para ter o decreto de emergência reconhecido, a prefeitura precisa incluir os dados de perdas no sistema estadual da Defesa Civil. A iniciativa tem o objetivo de facilitar o recebimento de recursos e, assim, amenizar os problemas dos agricultores, ajudando também a renegociação de dívidas. O passo seguinte, é o reconhecimento da situação pelo governo do estado e a homologação.

 

Por: Assessoria da FAMURS

Estiagem revela grande volume de lixo no Rio Uruguai

Fotos: Rafael Schenkel

O baixo nível de água proporciona imagens diferentes da rotina. Uma das grandes atrações do turismo de beleza natural, o Salto do Yucumã também revela a falta de cuidados com o meio ambiente. Conforme o gestor do Parque do Turvo, Rafael Schenkel, com a longa estiagem, surge grande quantidade de lixo no leito do Rio Uruguai.

Ele chama atenção para as dificuldades para a navegação e o cuidado que os aventureiros precisam ter com pedras que estão expostas ou próximas do nível da água. Schenkel relata que o lixo recolhido apresenta garrafas pet, roupas, sofás, restos de embarcações, material de pesca, peças de carros, embalagens de agrotóxicos, motores de barcos e até pneu de trator. O gestor informa que o parque, no município de Derrubadas, Rio Grande do Sul, possui parcerias com ONGs e com prefeituras para o destino correto do lixo que é recolhido.

O gestor do Parque do Turvo lamenta o descarte irregular de lixo que é revelado pelo volume reduzido de água. Salienta que este é o período apropriado para visitação do Salto do Yucumã, que possui até 12 metros de queda de água e 120 metros de profundidade. É o maior salto longitudinal do mundo com 1500 metros e belezas que encantam visitantes de várias partes do mundo. O gestor do Parque do Turvo informa que não é permitido aos visitantes levar bebidas alcoólicas e animais domésticos. Também é proibido retirar pedras e plantas do parque.

Para a visitação não é necessário agendamento, porém, para grupos de estudos, é preciso manter contato antecipado com a administração do parque, que viabiliza palestra e orientações sobre preservação do meio ambiente.

Equipe possui intenso trabalho para proteção do Parque do Turvo. São seis funcionários militares e oito colaboradores cedidos pela prefeitura de Derrubadas. Schnkel lembra que se trata de uma Unidade de Proteção Integral com rígido controle de pesca e caça. Informa que é rotina recolher grande quantidade de material de pesca. Informa que o Parque Estadual do Turvo é aberto de quinta-feira a segunda-feira, das oito horas às 18 horas.

O acesso ao parque ocorre até as 16 horas e a saída da área do Salto deve ser até as 17 horas. O valor do ingresso é de R$ 17,00 por pessoa. O gestor lembra que são 15 quilômetros de estrada de chão do acesso do parque até o Salto do Yucumã. Mais informações sobre questões turísticas, tratar pelo whatsapp da Secretaria Municipal de Turismo: 55 99918 3006.

 

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