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Colheita do milho avança no Estado e atinge 43% da área cultivada

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, em parceria com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), ontem (13/02), a colheita do milho avança no Estado.

É boa a produtividade obtida nas áreas semeadas no cedo e mais ao Norte do RS, e, decorrente do déficit hídrico, é menor a produção estimada nas lavouras mais tardias, localizadas em regiões específicas. O baixo volume e a má distribuição das chuvas continuam preocupando os produtores. As lavouras estão 12% em fase de germinação e desenvolvimento vegetativo, 9% em floração, 19% em enchimento de grãos, 17% maduro e 43% já foram colhidos.

Devido à estiagem na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Porto Alegre, são esperadas perdas significativas tanto na produtividade quanto na qualidade do milho para silagem, o que deverá interferir no desempenho futuro das criações. Na de Ijuí, vem sendo finalizada a implantação das lavouras destinadas à confecção de silagem em segundo cultivo, com boa emergência e desenvolvimento inicial satisfatório em áreas com melhor umidade do solo.

Na de Erechim, há perdas na produtividade e na qualidade do grão das lavouras destinadas ao milho silagem; 15% das lavouras estão em fase de enchimento de grãos e 85% da área já foi colhida. A qualidade da silagem ficou prejudicada devido à falta de precipitação no período de enchimento de grãos; além disso, a proporção de grãos foi menor, com reduzida concentração de açúcares e aumentado o teor de fibra.

Já as lavouras de soja, em geral, apresentam bom desenvolvimento, mas a restrição hídrica aponta para a diminuição da produtividade da cultura. Os produtores estão preocupados e aguardam a ocorrência de chuvas adequadas. As lavouras estão 12% na fase de desenvolvimento vegetativo, 32% em floração, 51% na fase de enchimento de grãos e em 5% das lavouras a cultura está madura e por colher.

As lavouras de arroz estão com bom desenvolvimento; os produtores dedicam-se às práticas de manejo. Até o momento, os reservatórios têm níveis adequados de água para as necessidades da cultura na maior parte das regiões, mas alguns produtores esperam o aumento das precipitações para manter os níveis de água na irrigação e o potencial produtivo. A cultura encontra-se nas seguintes fases: 15% em germinação/desenvolvimento vegetativo, 36% em floração, 36% em enchimento de grãos, 11% em maturação e 2% foram colhidos.

Na região da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, toda a área das lavouras de feijão da primeira safra está colhida, com produtividade entre 1.200 e 1.650 quilos por hectare, esta última obtida em Salvador das Missões. Já está praticamente finalizado o plantio do feijão segunda safra (safrinha); as primeiras lavouras apresentam boa germinação e desenvolvimento, porém já estão sofrendo o ataque de pragas, que exigem a realização precoce de pulverizações com inseticidas. Está em andamento a capina para controle de inços.

Por: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

Apesar da falta de chuvas, milho é colhido no RS

 

Em Santa Rosa, colheita de milho é acelerada para minimizar problemas causados pela estiagem – Foto: José Schafer

A falta de chuva recorrente no Estado tem prejudicado o desenvolvimento da cultura do milho e já produz perdas nas lavouras cultivadas pelos agricultores familiares e por médios e grandes produtores. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (09/01), em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), a cultura chegou em 99% de plantio da área de 777.442 hectares previstos para esta safra. Das lavouras implantadas, 24% estão na fase de desenvolvimento vegetativo, 13% em floração, 31% em enchimento de grãos, 27% maduro e 5% já foram colhidos.

Na regional administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, as fases de desenvolvimento vegetativo (1%) e floração (3%) estão se encerrando, e a cultura do milho avança para enchimento de grãos (44%), maturação (47%) e colheita (5%). O potencial produtivo das lavouras tem variado em virtude do regime de chuvas esparsas ocorridas durante dezembro. Nas plantadas entre o final de setembro e início de outubro, o impacto das perdas tem sido maior e os produtores estão solicitando Proagro. A colheita das primeiras lavouras foi iniciada e, em Tenente Portela, os resultados têm apontado boa produtividade. Os produtores aguardam melhores condições de umidade no solo para realizar o segundo plantio da cultura nas áreas que anteciparam a colheita para a produção de silagem.

Na região de Santa Rosa, a área de cultivo de milho deverá ultrapassar a intenção de plantio prevista em 120.078 hectares, que já atingiu 81% da área. Foi concluída a implantação do milho safra e iniciado o plantio da safrinha. Da cultura implantada, 4% encontram-se em desenvolvimento vegetativo, 2% em floração, 16% em enchimento de grão, 60% em maturação e 18% foram colhidos como silagem de planta inteira. Durante a semana, o processo de amadurecimento acelerou, devido à perda de água dos grãos, e as lavouras têm apresentado baixo índice de ataque de pragas e doenças. São poucas as comunicações de Proagro neste Regional da Emater/RS-Ascar, diferente da região de Frederico Westphalen, onde foram registrados 71 pedidos de cobertura de Proagro. Nesta região, as lavouras semeadas a partir de meados de setembro vêm apresentando perdas devido à estiagem, com redução na produtividade estimada em até 30%. Em se mantendo as condições do tempo, a quebra na produtividade regional deverá atingir 20%.

Sobre o milho silagem, as regiões de Erechim e de Santa Rosa apresentam 50% em fase de formação de grãos e 50% da cultura já foi colhida. Há redução da produtividade pela falta de chuvas. Na de Santa Rosa, o corte para silagem foi intensificado devido à maturação forçada das plantas, causada pelas altas temperaturas dos últimos dias. Os produtores aguardam o retorno da chuva para dar andamento ao plantio das áreas destinadas ao milho silagem/safrinha. Na regional de Caxias do Sul, as áreas destinadas à produção de silagem estão sendo processadas, mesmo com plantas murchas e praticamente sem formação de espigas. Há pedido de liberação de seguro para possibilitar nova semeadura em muitas áreas.

Soja – O plantio da soja no RS chegou em 99% da área prevista para a safra de 5.978.967 hectares. Das lavouras com a cultura, 75% estão em desenvolvimento vegetativo, 22% em floração e 3% na fase de enchimento de grãos. Na Fronteira Noroeste, o plantio está concluído e a implantação da safrinha já iniciou em áreas pós-colheita do milho. Nas lavouras com cultivares superprecoces, foi iniciada a colheita; o microclima que permite antecipar a semeadura em Porto Lucena possibilitou que 5% de área já tenha sido colhida. A produtividade das lavouras alcançou entre 48 e 65 sacos por hectare. Em geral, as plantas estão sadias, bem nutridas, com boa nodulação. Os produtores seguem realizando aplicação de herbicidas e iniciam os tratamentos preventivos de fungicidas no turno da manhã, que apresenta as condições mais adequadas. Em lavouras com solos pouco profundos, o déficit hídrico associado às temperaturas elevadas e à baixa umidade do ar tem provocado a murcha das plantas. Em alguns casos, ocorre inclusive a morte de plantas.

Na região de Ijuí, 91% da área com soja estão na fase de desenvolvimento vegetativo, 9% em floração e 1% em enchimento de grãos. As lavouras da região Celeiro, localizada ao Norte, seguem com desenvolvimento satisfatório. Já nas dos Coredes Noroeste Colonial e Alto Jacuí, a falta de chuvas tem comprometido o desenvolvimento normal da cultura. Os produtores realizam aplicações de fungicidas e inseticidas preventivamente e as lavouras apresentam boa sanidade.

Arroz – A cultura no RS se encontra nas fases de germinação/desenvolvimento vegetativo (75%), em floração (20%) e enchimento de grãos (5%). Em geral, a sequência de dias com alta taxa de luminosidade, conjugada com disponibilidade de água e associada a temperaturas elevadas durante a manhã e à tarde e amenas à noite, tem sido favorável ao bom desenvolvimento da cultura.

Feijão 1ª safra – Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a cultura está nas fases de enchimento de grãos (3%), maturação (14%) e colheita (83%). A colheita avança rapidamente pelas condições de tempo estável, com pouca chuva, favorável à secagem dos grãos na lavoura. Os grãos colhidos têm apresentado boa qualidade. Há redução de produtividade nas lavouras plantadas mais tarde devido à falta de água para o desenvolvimento das plantas.

Das lavouras da primeira safra de feijão na região de Frederico Westphalen, 10% estão finalizando a fase de enchimento de grãos e 90% já foram colhidas. Em geral, a cultura apresenta bom desenvolvimento, grãos de boa qualidade e produtividade média de 1.800 quilos por hectare. Já na região de Pelotas, 19% das lavouras estão na fase de floração, 40% em enchimento de grãos, 21% em maturação e 20% já foram colhidas. A cultura vem sentindo os efeitos do clima quente e seco desde dezembro passado, condições que persistem neste início de ano, sinalizando redução da produtividade e da produção diante do quadro de estresse hídrico das plantas, principalmente em lavouras nas fases de floração e enchimentos de grãos.

OLERÍCOLAS

Cebola – Na regional de Pelotas, maior produtora de cebola do RS, a área de plantio é de 2.785 hectares. O clima seco e quente do final de novembro e dezembro prejudicou o desenvolvimento da cultura na fase final do ciclo, principalmente nas cultivares precoces; porém, favoreceu muito a colheita e a cura, produzindo cebolas com ótima casca e cor, itens de qualidade valorizados na comercialização e no armazenamento. Atualmente, a cultura segue na fase de colheita, encaminhando-se para encerramento. A safra deverá ter produtividade inferior à esperada inicialmente, situando-se abaixo de 30 toneladas por hectare. Os produtores direcionam parte da cebola para armazenamento.

A cebola da região é destinada à comercialização em mercados de todo o Brasil. Os preços pagos aos produtores estão bastante reduzidos, devido ao excesso de oferta nos mercados locais, regional e nacional. Sem perspectivas de melhoras imediatas nas cotações, os produtores devem armazenar a produção em galpões ou em locais abrigados, cobertos por lonas, mas não por período superior a 45 dias, em razão de elevadas perdas neste tipo de armazenamento. O preço pago ao produtor está entre R$ 0,40 e R$ 0,50/kg para a caixa 3 (ou tipo 3, cujo diâmetro foi alterado em cinco milímetros: de 50 para 55 e de 70 para 75 mm) e de R$ 0,15 a R$ 0,20/cx. tipo 2. Os produtores estão preocupados com a estabilidade de preço, sem perspectivas de valorização, e que não cobrem o custo de produção.

FRUTÍCOLAS

Pêssego – Na regional da Emater/RS-Ascar de Pelotas, a área com pêssego (indústria e mesa) é de 5.311 hectares, cultivado por 1.041 produtores/famílias. A cultura está em fase de colheita, encaminhando-se para o final, com 85% da safra já colhida. É prevista queda na produção total. A região deverá colher uma safra entre 35 e 37 milhões de quilos. A falta de precipitações nas últimas semanas afetou o crescimento dos frutos, acarretando a produção de pêssegos classificados como tipo II, de menor valor comercial. Alguns produtores relatam perdas por granizo e vento.

Videira – Na regional da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, as temperaturas mais amenas e o retorno das chuvas, embora esparsas e com volumes irregulares, melhoraram o quadro geral da cultura e o ânimo dos viticultores. Porém, algumas áreas na região ainda carecem de umidade do solo para interromper o processo de perdas na produção. Os parreirais com mudas novas e de algumas variedades específicas, como a Couderc tinta e a Bordô, vêm apresentando maior suscetibilidade à estiagem, com amarelecimento e queda de folhas, maturação forçada das frutas e murchamento das bagas. Nestes vinhais, muitos produtores estão recorrendo às mais diversas opções de suplementação hídrica para tentar salvar as plantas, sendo recorrente inclusive o uso de caminhões-pipa para o transporte da água.

Melancia – Na regional de Soledade, iniciou a colheita da melancia, em área de cerca de 2.500 hectares implantada em Encruzilhada do Sul e Rio Pardo. As lavouras apresentam perda de cerca de 40% na produtividade, em função da estiagem. Há problemas também na comercialização da produção, em função do tamanho pequeno dos frutos. A melancia é comercializada a R$ 0,60/kg.

PASTAGENS E CRIAÇÕES

Na maior parte das áreas, os campos nativos e as pastagens cultivadas de verão vêm sendo afetados pelo baixo nível de umidade no solo. Ocorre menor taxa de crescimento, com redução do volume e da qualidade da massa verde.

Os rebanhos bovinos de corte apresentam boa sanidade e bom escore corporal em todo Estado. Mas, em função do menor desenvolvimento das pastagens, o ganho de peso do gado vem sendo prejudicado na maior parte das regiões. A temporada de cobertura das matrizes tem continuidade, exigindo acompanhamento da condição nutricional e sanitária de reprodutores e reprodutoras.

Já nas diversas regiões pecuárias do Estado, os bovinos de leite apresentam boas condições físicas e sanitárias. Devido à diminuição da oferta de massa verde das pastagens, os criadores vêm tendo dificuldades para manter os níveis de produção leiteira apenas à base de pasto. Assim, têm recorrido à suplementação alimentar utilizando silagem, feno e concentrados proteicos. As altas temperaturas, que causam estresse térmico nas vacas, também podem ocasionar queda na produção de leite. Para reduzir o desconforto térmico, os produtores manejam o rebanho para realizar pastoreio noturno e disponibilizam áreas sombreadas e bebedouros com água à vontade. A estiagem prejudica também grande parte das áreas com milho para silagem. A perda na produção de silagem pode chegar a mais de 30% em algumas áreas.

PISCICULTURA – As atividades se desenvolvem em diversas etapas nas várias regiões do RS. Muitos açudes estão em fase de manutenção com recuperação de taipas, correção de acidez e adubação. Em outros, a fase é de povoamento. Nos açudes povoados, são realizados cuidados para a manutenção da qualidade da água e para uma boa alimentação dos peixes. Alguns piscicultores já começaram a despesca, mas a grande maioria se organiza para fazer a despesca principal na Semana Santa. Os piscicultores que abastecem feiras e abatedouros de peixes realizam várias despescas distribuídas durante o ano.

PESCA ARTESANAL – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Porto Alegre, a pesca artesanal marinha com cabo fica bastante limitada no período de veraneio, em função da presença maior de banhistas. Neste período, a pesca embarcada dá a principal sustentação à atividade dos pescadores. Na região de Pelotas, nos municípios de Pelotas e Rio Grande, a captura da Corvina é o grande destaque na semana, sendo que outras espécies praticamente não estão sendo capturadas. A partir de 6 de janeiro, a pesca de camarão foi liberada na Lagoa do Peixe, que tem parte de sua extensão na região de Porto Alegre e parte na de Pelotas.

Por: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

Colheita da soja chega a 80% da área no RS e se encaminha para novo recorde

Resultado estimado em 18,75 milhões de toneladas será garantido pelo aumento da área cultivada com o grão, já que os rendimentos oscilaram bastante entre as regiões

Tadeu Vilani / Agencia RBS

Com quase 80% das áreas de soja colhidas, o Rio Grande do Sul se encaminha para um novo recorde de produção – mesmo em uma safra marcada por instabilidade climática. O resultado, estimado em 18,75 milhões de toneladas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), será garantido principalmente pelo aumento da área cultivada com o grão – já que os rendimentos oscilaram bastante entre as regiões gaúchas.

– Estamos um pouco céticos em relação ao novo recorde. É uma safra muito boa, sem dúvida, mas tivemos muitas variações de produtividade por conta de problemas climáticos – pondera  Luis Fernando Fucks, presidente da Associação dos Produtores de Soja no Rio Grande do Sul (Aprosoja-RS).

A ressalva do dirigente refere-se ao rendimento nas lavouras da Metade Sul, afetadas pelo excesso de chuva em janeiro. É o caso do produtor e agrônomo Patrick Barcellos de Lima, que teve o potencial produtivo dos 2 mil hectares cultivados em São Gabriel, na região da Campanha, reduzidos em pelo menos 15%.

– As áreas mais baixas, de várzea, foram as mais prejudicadas, tanto pela chuva de janeiro quanto pela estiagem na primeira quinzena de fevereiro – conta o produtor.

Com 65% da área colhida, o agrônomo projeta encerrar a safra nos próximos 15 dias com média geral de 3,3 mil quilos por hectare – o equivalente a 55 sacas por hectare. Embora não seja recorde em rendimento, é histórica em volume para a propriedade, já que Lima quase dobrou a área cultivada em relação ao ano passado.

– Para mim, será recorde porque venho ampliando a área a cada ano – resume Lima.

 

Fonte: ZH

Colheita avança e produtores planejam safra de inverno no RS

Foto: Alessandro Davesac,

Enquanto a safra de verão é finalizada no Rio Grande do Sul, os produtores gaúchos se preparam para implantar as culturas de inverno e encaminham financiamentos para aquisição de insumos. Em regiões como Alto Jacuí, Celeiro e Noroeste Colonial, há perspectiva de aumento de áreas a serem cultivadas com trigo. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (18/04), a colheita dos grãos de verão segue no Estado e atinge os 78% das áreas implantadas nesta safra nas culturas de soja e de milho.

No arroz, a safra está bem adiantada, chegando a 86% do total das áreas colhidas, com boa produção e produtividades que variam de 6.800 a 7.794 quilos por hectare. Já a colheita do feijão 1ª safra foi encerrada nos Campos de Cima da Serra, com rendimento de 2.500 quilos por hectare e, na região Sul, a safra foi finalizada, com produtividade de 1.200 quilos por hectare. A segunda safra de feijão segue em colheita, totalizando 23% da área, estando ainda 15% maduro, 35% das lavouras em enchimento de grãos, 19% em floração e 8% em germinação e desenvolvimento vegetativo.

FRUTÍCOLAS
Caqui – Na Serra, os produtores de caqui estão em plena colheita, tanto do Kyoto, variedade de polpa escura, quanto do Fuyu, fruta também conhecida por “chocolate branco”, alcançando 30% do volume produzido. Os frutos apresentam boa sanidade e calibre (diâmetro) avantajado. Parte considerável de frutas da Fuyu, em função de calibre acima da média, apresenta descolamento do cálice, anomalia fisiológica que, em função da intensidade, pode afetar irremediavelmente a qualidade do caqui, tornando-o imprestável para a comercialização.

A produtividade da presente safra, que já vinha sendo estimada abaixo da média histórica, sofreu mais um forte impacto, justamente na última fase a campo, a colheita. O temporal ocorrido no último final de semana atingiu áreas de grande cultivo da frutífera nos municípios de Farroupilha, Bento Gonçalves e Caxias do Sul, afetando 225 hectares e danificando mais de 2.100 toneladas de frutas praticamente prontas para colheita. Esse volume representa quase um quarto das 10 mil toneladas de frutos que havia nos pomares. Os diospirocultores mais conscientes e menos impactados com as perdas já realizam a coleta das frutas danificadas. Alguns deles vendem para a extração das sementes, destinadas à produção de mudas, outros enterram as frutas danificadas pelo temporal, prática cultural indispensável para a redução de futuros problemas fitossanitários. O preço médio na propriedade é de R$ 1,50/kg.

PASTAGENS E CRIAÇÕES
Na pecuária de corte, está em andamento uma fase na qual as plantas forrageiras finalizam seus ciclos reprodutivos, ficando mais fibrosas e perdendo qualidade nutricional. Alguns produtores aproveitam esta pastagem seca na alimentação dos animais, acrescentando sal proteinado.

Com relação ao campo nativo, base alimentar da maioria das propriedades dos pecuaristas familiares, no período atual ainda há uma boa oferta de pastejo. Para dispor de uma reserva nutritiva durante os meses de inverno, período do vazio forrageiro, alguns produtores têm optado pelo cultivo de milho grão e milho silagem, com posterior implantação de pastagens de inverno, como azevém e aveia preta, nessa mesma área.

Pecuaristas realizam os diagnósticos de gestação e desmame de terneiros, manejos característicos do outono. Muitos produtores não castraram seus terneiros, visto que o comércio de exportação prefere terneiros inteiros.

O estado sanitário é bom, embora haja infestações por carrapatos, mosca-dos-chifres. São realizadas práticas como dosificações com vermífugos, oferta de sal mineral nos cochos e aplicação de vacinas contra clostridioses. A Emater/RS-Ascar está divulgando a campanha de vacinação contra a febre aftosa, a ser realizada de 1º a 31 de maio 2019, junto aos seus produtores assistidos e nos programas de rádio.

Por: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

Colheita da safra de verão avança no RS

Foto: Alessando Davesac

A soja alcançou 68% da área colhida no Rio Grande do Sul, com 25% maduros e por colher e 7% em enchimento de grãos. A colheita segue intensificada, alcançando 920 mil hectares, favorecida pelo clima seco na maior parte dos dias. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (11/04), embora tenha interrompido a colheita, a chuva favoreceu a cultura, tanto as lavouras tardias em enchimento de grãos, como as lavouras prontas que apresentavam baixa umidade no grão.

No milho, a colheita atingiu 75% da área, evoluindo 5% em relação à semana anterior; 16% das lavouras estão maduras e por colher e 9%, em enchimento de grãos. Com a proximidade do final da colheita da soja, os produtores das regiões do Alto Jacuí, Celeiro e Noroeste Colonial se preparam para retomar a colheita do milho, já que as lavouras que restam estão maduras e prontas para colheita.

Nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões, segue a colheita do milho, com produtividade média superando a expectativa inicial e chegando aos 8.072 quilos por hectare. As chuvas do meio da semana foram benéficas para as lavouras do milho safrinha, cujas plantas têm apresentado um bom desenvolvimento. No momento, é realizado o controle de pragas e iniciado o corte do milho para silagem.

No arroz, a colheita segue e atinge os 72% de área, com 25% maduras e por colher. As condições climáticas têm favorecido as lavouras cultivadas, possibilitando boas condições para complementar o período reprodutivo e a maturação. As produtividades médias têm sido consideradas muito boas, estando acima das 8 toneladas por hectare nas principais regiões, exceto nas lavouras na área Central do Estado, com média de 7 toneladas por hectare.

Restam apenas 2% da área de feijão primeira safra a ser colhida no Estado, concentrada na região dos Campos de Cima da Serra, onde as condições meteorológicas se mantêm favoráveis, proporcionando excelente qualidade dos grãos. Os rendimentos seguem ao redor de 2.500 quilos por hectare. Já em relação à segunda safra do feijão, 14% de lavouras foram colhidas, com bom potencial produtivo. Nas áreas cultivadas com sistemas de irrigação, há excelentes perspectivas de rendimento.

PASTAGENS – A semana se caracterizou pelo retorno das precipitações e pela redução do calor. superando as deficiências hídricas e favorecendo o rebrote do campo nativo e das pastagens perenes. Isso proporciona aos rebanhos boa oferta forrageira e favorece a implantação e germinação das pastagens de inverno, como aveia e azevém. A exceção a esse quadro geral ocorre na região Sul, especificamente no litoral, onde a estiagem prejudica a dessedentação animal e a produtividade das lavouras de grãos para a produção de silagem. Algumas áreas de campo nativo diferidas apresentam boa quantidade de forragem, porém, de baixa qualidade.

BOVINOCULTURA DE CORTE – O rebanho bovino apresenta boas condições corporais, resultantes de um verão com clima benéfico para a alimentação animal em quantidade e qualidade. Esse quadro permanece favorável, mesmo considerado o início do vazio forrageiro, quando os produtores ainda não dispõem de pastagem de inverno e o campo nativo já se encontra fibroso com menor qualidade.
Segue a realização de diagnósticos de gestação das matrizes inseminadas ou entouradas, sendo esperados bons índices de prenhez, devido às condições de clima e alimentação durante o período reprodutivo.

A produção de terneiros da safra anterior está sendo preparada para o período tradicional de feiras específicas de comercialização de terneiros. Os pecuaristas da região de Erechim, por exemplo, estão preparando os animais para participar de remates. Muitos produtores não pretendem castrar seus terneiros, tendo em vista que o comércio de exportação prefere terneiros inteiros.

PISCICULTURA – Em todo o Estado, os piscicultores preparam os peixes para as feiras da Semana Santa e aumentam a atenção e o manejo dos açudes. Na maior parte dos municípios são organizadas feiras do peixe nos finais de semana e em propriedades onde ocorre despesca dos açudes e comercialização direta ao consumidor. As espécies mais comercializadas são tilápia, carpa, traíra, jundiá e lambari. No momento ocorre reserva de alevinos para povoamento após as despescas por conta da Páscoa.

APICULTURA – Com o final da floração das principais lavouras, reduz a oferta de alimentos para as abelhas, garantida então pelas espécies florestais e nativas em geral, o que motiva os produtores para uma recuperação da produtividade, já que o excesso de chuvas prejudicou um pouco a produção. Em Maçambará, o resultado de análise de abelhas e favos da localidade Serra do Iguariaçá, encaminhado pela Inspetoria Veterinária do município, apontou presença dos ingredientes ativos fipronil (inseticida) e estrobilurina (fungicida). Na região de Pelotas, a alimentação é oferecida com açúcar invertido ou xarope devido à oscilação da temperatura. Ocorre controle da varroa. Compradores estão encaminhando amostras de mel para análise devido à identificação de contaminantes como glifosato e amitraz.
Na região de Santa Rosa, está concluída a colheita. Há relatos de morte de enxames por parte da maioria dos apicultores. Estima-se uma média de 30 quilos por colmeia nas duas/três colheitas realizadas. Apicultores se organizam para a venda do mel. Na região de Soledade, a semana apresentou condições climáticas propícias para a apicultura, com intenso movimento das colmeias em função da floração abundante de espécies nativas (eucaliptos, vassouras, aroeiras, entre outras) nessa época do ano. Produtores fazem colheita do mel, preferindo fazê-la antes da redução da temperatura média.

 

Por: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

Colheita do milho se aproxima dos 50% da área cultivada no RS

 

Segue a colheita dos grãos de verão desta safra, com o milho atingindo quase metade (47%) da área cultivada, a soja com 4% da área, o feijão 1ª safra com 78% da área já colhida e o arroz, 10%. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (28/02), o avanço significativo desta fase das culturas ocorreu devido ao clima quente e seco.

A safra de milho é mais adiantada na parte Noroeste da metade Norte do Estado, apresentando boa qualidade do produto, com baixa porcentagem de grãos quebrados e trincados. Nas regiões Serrana, Metropolitana e Sul, inicia a colheita. Em todo o Estado, o desenvolvimento do milho é considerado ótimo, com a produtividade das lavouras apresentando ótimos rendimentos, variável entre regiões. Há relatos de que, em algumas lavouras, a produtividade ultrapasse 220 sacos por hectare no Alto da Serra do Botucaraí. No geral, 16% da área de milho está madura, 25% em enchimento de grãos, 6% em floração e os demais 6% em germinação e desenvolvimento vegetativo.

Majoritariamente em enchimento de grãos (71%), a cultura da soja evolui para a maturação, com várias lavouras apresentando coloração amarelada das folhas e vagens com grãos formados. Nas regiões da Serra e Campos de Cima da Serra, há excelente carga de vagens, indicando perspectiva de ótimo rendimento. As demais fases são 4% das lavouras já colhidas, 11% estão maduros, 12% em floração e 2% em desenvolvimento vegetativo.

Em geral, a cultura da soja segue com bom desenvolvimento e potencial produtivo. As áreas colhidas nas regiões Celeiro, Noroeste Colonial e Alto Jacuí apresentam variação de produtividade entre 50 e 70 sacos por hectare, de acordo com nível de fertilidade do solo. Na Fronteira Oeste e Campanha, a limitação até o momento para potencial produtivo diz respeito ao porte baixo e a falhas no estande de algumas lavouras.

Em algumas lavouras do feijão 1ª safra, a produtividade final da cultura está próxima a 30 sacas por hectare, considerada muito boa. Em lavouras mais tecnificadas, as produtividades ultrapassaram 40 sacas por hectare, mas em boa parte das zonas de produção o rendimento tem variado entre 1,2 e 1,5 tonelada por hectare. As demais fases da cultura são 2% em floração, 15% em enchimento de grãos e 5% maduras e por colher.

Feijão 2ª safra – O cultivo da safrinha avança no Estado, com as lavouras apresentando bom crescimento e desenvolvimento vegetativo devido à boa umidade do solo proporcionada por chuvas regulares, associadas à intensa radiação solar, a temperaturas elevadas e a boa adubação. Tais condições proporcionam ótimo potencial produtivo. Nas primeiras lavouras semeadas, são realizados os tratos culturais de adubação nitrogenada em cobertura e controle de plantas invasoras. A recuperação da umidade do solo mantém a expectativa de boa colheita.

Para a safrinha ou segunda safra de feijão, a Emater/RS-Ascar aponta uma área de 19.520 hectares e uma produtividade média de 1.469 quilos por hectare, perfazendo uma previsão de produção de 28.673 toneladas

No Rio Grande do Sul, o arroz está com 41% da área cultivada na fase de enchimento de grãos, 27% maduro e já 10% colhido. No Vale do Rio Pardo, nas lavouras que iniciaram colheita, a produtividade e a qualidade do grão são boas. O estado fitossanitário da cultura é bom, e o desenvolvimento é normal. Já nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões, a semana com alta insolação favoreceu a colheita do produto, que deve se estender pelas próximas semanas, já que a semeadura apresentou largo escalonamento em função das condições climáticas na época desta operação. Produtores relatam que a produtividade tende a diminuir nas próximas lavouras colhidas, em função da ocorrência de noites frias e chuvas na época do florescimento das lavouras tardias.

OUTRAS CULTURAS
Aipim/mandioca – Na região Noroeste, a cultura apresenta bom desenvolvimento e sanidade; é realizado o controle de invasoras com capina manual. Nos municípios de produção comercial, os produtores continuam colhendo e negociando a produção do aipim. Os negócios com mandioca implantada na última safra melhoraram em relação a preços, estando em R$ 20,00/cx de 27 quilos em Nova Candelária. O clima é favorável à cultura. As áreas cultivadas em agosto já apresentam colheita de produto novo sendo comercializado na feira e mercados. Em Alecrim está em processo final de legalização uma agroindústria de mandioca descascada, que pretende abastecer mercados do município e da região.

Oliveira – Na região Sul, a cultura da oliveira se encontra no período de frutificação e início de colheita. As expectativas de produtividades estão dentro da normalidade, acima de 1.500 kg/ha. Os produtores estão otimistas com a produção e produtividade e a colheita é realizada de forma manual, objetivando a primeira colheita de frutos maiores para a elaboração de azeitonas em conserva.

Erva-mate – A cultura está em pleno desenvolvimento nas áreas da Produção e Nordeste Gaúcho, com práticas de colheita, monitoramento de pragas (broca da erva-mate e ampola) e controle de invasoras (roçadas). Os preços têm variações de R$ 10,00 a R$ 15,00/arroba (15 quilos de folha verde) entregue na indústria, de acordo com o polo ervateiro e o padrão da matéria-prima.

No Vale do Rio Pardo e na Serra do Botucaraí, a erva-mate está sendo comercializada com preços em torno de R$ 12,00/arroba, posta na ervateira. Para o produto comercializado sem o serviço de colheita e transporte, o produtor recebe de R$ 7,00 a R$ 9,00/arroba. Alguns plantios novos são observados na região da Serra do Botucaraí (polo do Alto Taquari). A erva-mate orgânica certificada é comercializada com valores em torno de R$ 18,00/arroba. Os principais municípios produtores dessas regiões são Fontoura Xavier, Itapuca, Venâncio Aires, Mato Leitão e São José do Herval.

Nogueira – Há grande expectativa de boa produção este ano nas áreas do Alto Uruguai. Além disso, em 2018, foram implantados dez hectares de novas áreas, buscando aumentar a produção futura.

PASTAGENS E CRIAÇÕES
As condições climáticas continuam propiciando umidade e temperatura favoráveis a um bom desenvolvimento e produção de massa verde das pastagens, no geral. Porém, em algumas áreas, as pastagens cultivadas de verão começam a diminuir a sua produção e a tornarem-se mais fibrosas, ficando menos nutritivas e menos palatáveis para os animais.

Beneficiados pelo suporte forrageiro oferecido pelas pastagens nativas e cultivadas, os rebanhos leiteiros vêm apresentando bom estado físico e sanitário e mantendo um bom nível de produção de leite. Como é comum nesta época do ano, o calor e a umidade favorecem a multiplicação e o contágio por parasitos externos e internos, o que exige alguns cuidados, como o uso de medicamentos para o controle estratégico de verminoses e para o combate a parasitos externos, especialmente o carrapato que, além de causar parasitose, pode transmitir a tristeza parasitária.

Os rebanhos ovinos do RS continuam apresentando boa condição corporal, em consequência do bom suporte alimentar oferecido pelos campos. No manejo sanitário, destacam-se as atenções e cuidados para o controle de verminoses e parasitas externos, como miíases, sarna e piolho. O período de encarneiramento já começou em algumas propriedades e deverá se estender até abril.

Na região de Porto Alegre, os pescadores artesanais de cabo estão com as atividades paralisadas, mantendo-se apenas na captura e venda de iscas. Já a pesca embarcada consegue realizar a captura de algumas espécies e está sendo a responsável pela oferta de pescado. Na região de Santa Rosa, a retomada da pesca artesanal após o período de defeso manteve baixa captura durante todo o mês.

Fonte/Foto: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

“Eu vi, posta aí” – Colheita de milho

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Foto: Carlinhos Matheus Willers