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SUS vai oferecer medicamento para pacientes com esclerose múltipla

EBC

Adultos diagnosticados com esclerose múltipla remitente recorrente poderão utilizar o medicamento acetato de glatirâmer na versão de 40 miligramas (mg) via Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, a rede pública oferta apenas a versão de 20 mg. De acordo com o Ministério da Saúde, a incorporação vai permitir que o paciente reduza de sete para três as doses injetadas todas as semanas, garantindo maior qualidade de vida.

A esclerose múltipla pode ser classificada por níveis de evolução clínica. Casos remitentes recorrentes têm por características surtos autolimitados de disfunção neurológica com recuperação completa ou parcial. Segundo a pasta, cerca de 85% dos pacientes com a doença são inicialmente diagnosticados como remitentes recorrentes. Os outros níveis são secundariamente progressiva e primariamente progressiva.

A doença afeta normalmente adultos entre 18 e 55 anos de idade. Além disso, é duas a três vezes mais frequente em mulheres. Entretanto, crianças e idosos também podem ser atingidos.

No mundo, estima-se que a cada 100 mil habitantes, 33 sofram com a enfermidade. No Brasil, o cálculo do ministério é que em torno de 35 mil pessoas convivam com a esclerose múltipla, sendo que cerca de 15 mil estão em tratamento atualmente no SUS.

Entre os principais sintomas estão fadiga, formigamento ou queimação nos membros, visão embaçada, dupla ou perda da visão, tontura, rigidez muscular e problemas de cognição.

Fonte: Agência Brasil

Governo libera R$ 962 milhões para custeio de 1.966 serviços do SUS

 

jjjO Ministério da Saúde vai liberar R$ 962,3 milhões para o funcionamento de 1.966 serviços na rede pública. A medida, segundo a pasta, garante o atendimento da população em unidades que já estavam em atividade, mas sem a contrapartida do governo federal. As portarias devem ser publicadas ainda esta semana no Diário Oficial da União.

Entre os serviços comtemplados estão 53 para atendimento de pacientes com câncer, 71 para assistência a gestantes e bebês, 421 para a rede de urgência e emergência, 94 para assistência em unidades de terapia intensiva e 39 para cuidados de pessoas com deficiência.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, avaliou que o montante só pode ser liberado graças a otimização dos gastos públicos. Durante entrevista aos jornalistas, ele informou que, nos 200 dias em que esteve à frente da pasta, foi alcançada uma eficiência econômica total de R$ 1,9 bilhão.

Esses novos recursos, resultado de uma economia no período de setembro a dezembro deste ano, devem beneficiar, segundo Barros, 1.057 municípios de todas as unidades da Federação. “Temos boas notícias. Estamos investindo muitos recursos a mais em saúde”, disse.

Repelentes

Apenas a negociação para a compra de repelentes, de acordo com o ministro, gerou uma economia de R$ 128 milhões aos cofres públicos. Foram adquiridas pelo governo federal um total de 3 bilhões de horas de proteção contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

A compra dos produtos, segundo Barros, ainda está em processo de licitação. A expectativa da pasta é que, em até 15 dias após a conclusão desta fase, o fornecimento dos repelentes a gestantes do Programa Bolsa Família seja iniciado.

Fonte: Agência Brasil

Sancionada lei que prevê plástica no SUS para mulher vítima de violência

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Foto: Agência Brasil

Foi publicada hoje (31) no Diário Oficial da União a Lei 13.239, que dispõe sobre a oferta e realização, no Sistema Único de Saúde (SUS), de cirurgia plástica reparadora de sequelas de lesões causadas por violência contra a mulher.

O texto já havia passado pelo Senado e foi aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados em novembro deste ano, quando seguiu para sanção presidencial.

De acordo com a lei, hospitais e os centros de saúde pública, ao receberem vítimas de violência, deverão informá-las da possibilidade de acesso gratuito à cirurgia plástica para reparação das lesões ou sequelas de agressão comprovada.

Ainda segundo o texto, a mulher vítima de violência grave que necessitar de cirurgia deverá procurar uma unidade de saúde que realize esse tipo de procedimento portando o registro oficial de ocorrência da agressão.

A lei prevê também que o profissional de medicina que indicar a necessidade da cirurgia deverá fazê-lo por meio de diagnóstico formal, encaminhando-o ao responsável pela unidade de saúde respectiva, para autorização.

Ao final, o texto prevê ainda a possibilidade de punição aos gestores que não cumprirem com a obrigação de informar as mulheres vitimadas sobre seus direitos.

Fonte: Agência Brasil

Saiba como conseguir remédios gratuitos ou com desconto

Há dois tipos de farmácia que oferecem remédios por custo mais baixo ou zero: a Básica e a Popular.

Economia que vale a pena Foto: Juan Barbosa / Agencia RBS

Economia que vale a pena
Foto: Juan Barbosa / Agencia RBS

Em época de crise econômica e inflação batendo recordes, é bom saber: existem maneiras de adquirir um medicamento sem precisar pagar nada ou então com o preço bastante reduzido.

Para garantir à população o acesso a remédios essenciais por um custo bem baixo ou zero, há dois tipos de farmácias: a Básica (pertence à administração de prefeituras) e a Popular (do governo federal).

Para não confundir na hora de procurar o seu medicamento, é preciso conhecer as diferenças entre os sistemas públicos. Fique sabendo!

Farmácia Básica

– Pertence ao Sistema Único de Saúde (Sus) e fornece os medicamentos básicos de graça.
– A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre administra dez Farmácias Distritais, que oferecem remédios da lista básica, definida na Relação Municipal de Medicamentos. Nesses locais, são fornecidos, inclusive, medicamentos de controle especial, pertencentes aos protocolos ou que possuam alguma especificidade. A lista de medicamentos oferecidos é diferente em cada município, observando as características da população.
– Os remédios das farmácias básicas são utilizados para doenças básicas, como hipertensão, diabetes, analgésicos, antibióticos para infecções comuns, medicamentos contraceptivos, hipertireoidismo e anemia, entre outros.
– Atende exclusivamente pessoas cadastradas junto ao Sus.
– A receita não precisa ter carimbo do Sus.
– Além das Farmácias Distritais, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e as Unidades de Saúde da Família (USF) possuem dispensadores de remédios. Porém, os medicamentos controlados ou que detenham especificidades não fazem parte dos estoques dessas unidades.

Como retirar os remédios
– A distribuição dos remédios receitados em consultas pelo Sus é gratuita, tanto nas Farmácias Distritais quanto nas UBSs e USFs.
– Para adquirir um medicamento, é necessário ir à farmácia com a receita válida e uma cópia da receita (caso o médico não tenha fornecido duas vias, faça uma cópia). A receita precisa ter o nome do paciente e a assinatura do médico.
– É preciso ter documentação com foto e CPF. Se um terceiro for buscar o medicamento, é preciso levar a identidade de quem precisa do remédio e também seu próprio documento de identificação.
– Leve a carteirinha do Sus.

Farmácia Popular do Brasil

– Permite aos usuários das redes de saúde pública e privada a aquisição de remédios para as doenças mais comuns, entre elas controle da hipertensão, diabetes e asma.
– Alguns medicamentos são entregues de graça. Outros podem ser vendidos com até 90% de redução de preço.
– O programa envolve unidades próprias da Farmácia Popular e de parceiros.
– O sistema oferece 112 medicamentos (veja aqui quais são eles) e, para ter acesso a eles, basta apresentar a receita médica, que tenha validade de 120 dias a partir da emissão, em casos de medicamentos ou fraldas geriátricas, e um ano para anticoncepcionais.
– Para retirar, pode ir à Rede Própria, que são unidades físicas da Farmácia Popular que funcionam em parceria com prefeituras municipais e governos estaduais.
– Outra opção é buscar qualquer drogaria com a marca “Aqui tem Farmácia Popular”, estabelecimentos comerciais privados credenciados no programa. A lista de itens oferecidos é diferente. Veja aqui os medicamentos disponibilizados para o tratamento de hipertensão, diabetes, asma, rinite, dislipidemia, doença de Parkinson, osteoporose, glaucoma, além dos contraceptivos e fraldas geriátricas.

Como obter benefícios

– Leve a receita médica válida – contendo obrigatoriamente carimbo e assinatura do médico, endereço do estabelecimento de saúde, data da prescrição, nome e endereço do paciente – e documento oficial com foto no qual conste o seu número de CPF.
– Após efetuada a venda, serão emitidos dois cupons: Fiscal e Vinculado.
– O Cupom Vinculado deverá ser obrigatoriamente assinado pelo próprio usuário, assim como o endereço deverá ser preenchido no momento da compra. Serão emitidas duas vias (uma ficará com você e outra com a farmácia). Confira os dados registrados no Cupom Vinculado antes de assinar. Este será seu controle para adquirir novos medicamentos.
– Além disso, o estabelecimento irá tirar uma cópia da receita médica para deixar armazenado junto aos cupons.
– Atenção: a receita original não pode ser deixada na farmácia, apenas a cópia.