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ANM interdita 56 barragens por problemas de documentação ou segurança

Dois empreendimentos no Rio Grande do Sul foram interditados por questões burocráticas

Foto: Reprodução / ABr / CP

A Agência Nacional de Mineração (ANM) informou que interditou 56 de barragens por problemas de estabilidade. Desse total, 39 foram interditadas por falta de documentação e 17 devido ao fato de que as informações encaminhadas à agência reguladora pelas empresas apontaram falta de estabilidade nos empreendimentos. A decisão foi tomada na noite do dia 1º e anunciada nesta terça-feira.

Inicialmente, a agência apontou que 64 empreendimentos seriam interditados, mas depois informou que revisaria o número. A maioria das barragens interditadas estão localizadas em Minas Gerais, onde ocorreu o rompimento da barragem do Córrego do Feijão, próximo a Brumadinho. Das barragens interditadas em Minas, 23 foram por falta de documentação e 13 devido às informações apontarem falta de estabilidade.

As demais barragens interditadas por problemas na documentação estão localizadas em São Paulo (6), no Mato Grosso (4), no Rio Grande do Sul (2), em Goiás (2), no Pará (1) e no Amapá (1). As barragens interditas porque as informações apontaram falta de estabilidade estão localizadas no Pará (2) e no Paraná (1).

A decisão foi tomada atendendo ao que é determinado na Declaração de Condição de Estabilidade, cujas informações devem ser encaminhadas anualmente. Em fevereiro, após o rompimento da barragem em Brumadinho, a agência reguladora estabeleceu um prazo de 30 dias para o encaminhamento das informações sobre as barragens do tipo a montante.

 

Fonte: Agência Brasil

Hospital de Santa Rosa desenvolve projeto para segurança do paciente

As atividades acontecem em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein

Foto: Juliana Knäsel / Divulgação / CP

O Hospital Vida & Saúde de Santa Rosa, em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein, desenvolve projeto sobre a segurança do paciente. As instituições têm convênio firmado desde o ano passado. Videoconferências semanais aproximarão as equipes e encontros presenciais já estão previsto em Santa Rosa e São Paulo. O foco das atividades está na cultura e segurança do paciente, com o desenvolvimento dos funcionários. Durante as reuniões virtuais, as equipes também discutem indicadores das instituições para detectar ações que podem ser implementadas e melhoradas.

Diretora geral do Vida & Saúde, Vanderli de Barros destaca que a equipe está engajada no projeto. “Com a troca de experiências com os profissionais do Albert Einsten vamos poder avançar muito em nosso atendimento ao paciente. É uma oportunidade única de desenvolver esse projeto e aprender com quem é referência em segurança ao paciente”.

O Vida & Saúde recebeu, em julho de 2018, diplomação de acreditação hospitalar que atesta a excelência e qualidade da entidade no que se refere à segurança hospitalar e do paciente, que é avaliada pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). A entidade entende que a conquista ocorreu também em função das experiência trocadas desde o convênio com o Albert Einstein.

 

Fonte: CP

Polícia divulga recomendações para pessoas não serem enganadas pelo Golpe do Favor

  • NÃO CAIA NO “GOLPE DO FAVOR”

A atividade prática nos mostra diversos golpes aplicados por criminosos para enganar as vítimas e se locupletar ilicitamente as custas destas. Não são raros registros de ocorrência policial que informam golpes que vêm sendo aplicados por meio do telefone. Alguns registros dão conta do que chamamos “golpe do favor”. Neste, as informações dão conta de artimanha onde os meliantes se utilizam do nome de pessoas conhecidas na cidade (secretários municipais, comerciantes, etc.) e, junto a estabelecimentos onde possuem correspondentes bancários, solicitam o reabastecimento de telefones celulares, pagamento de contas, boletos, etc., argumentando que “mais tarde” levarão o respectivo dinheiro. Não caia neste golpe!

Ao receber este tipo de telefonema adote as seguintes medidas:

1) Desligue o telefone;

2) Não faça qualquer tipo de depósito ou transferência bancária;

3) Não forneça nenhum dado (nome completo, CPF ou RG);

4) Procure contato autêntico com a pessoa que se diz na ligação;

5) Se tiver condições, compre um telefone com identificador de chamadas e fique atento, pois, na maioria dos casos, esses telefonemas são realizados sem identificação de chamada ou com números estranhos a sua lista.

6) Após, procure uma Delegacia de Polícia e informe o fato.

Crissiumal – Supervisores do HCC participam de treinamento sobre segurança do paciente

Núcleo de Segurança do Paciente será criado pela instituição no ano de 2017

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As supervisoras do HCC, Elisete da Silva, Andréia Bamberg, enfermeira Gabriela de Carli e o superintendente Rafael Brackmann, participaram de um importante treinamento no Hospital da Unimed em Ijuí.

O grupo de profissionais do HCC acompanhou a palestra do consultor Breno Roberto, da IAG Saúde – Instituto de Acreditação e Gestão em Saúde. No Brasil, a segurança do paciente é trabalhada de forma efetiva pelos órgãos governamentais e pelos serviços de saúde  desde 2011, com a adoção de normas reguladoras por parte do Ministério da Saúde, Anvisa e Agência nacional da Saúde (ANS). A exigência para que os serviços hospitalares implantem o Núcleo de Segurança do Paciente veio apenas em 2013, visando prevenir, monitorar e reduzir a incidência de eventos adversos nos atendimentos prestados.

Entre os temas tratados, os que estão de acordo aos Protocolos Básicos de Segurança do Paciente, como:  Identificação do Paciente; Higienização das Mãos; Cirurgia Segura; Prevenção de Quedas; Segurança na Prescrição, Uso e Administração de Medicamentos e a Certificação nos Serviços de Saúde.

Vale ressaltar que  existem alguma exigências e critérios para que os estabelecimentos de Saúde devem atuar em conformidade com esses requisitos técnicos para que assim tenham seu licenciamento revalidado pela Vigilância Sanitária, numa ação chamada processo de acreditação.

Existem três instituições atuando como acreditadoras no Brasil, que avaliam esses critérios: a Organização Nacional de Acreditação, a Joint Commission International, representada pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação e a Canadian Council representada pelo Instituto Qualisa de Gestão . Nesse sentido é que treinamentos e atenção para o tema da segurança do paciente, que envolve várias situações, desde estruturais até de recursos humanos, deve ser algo a ser desenvolvido pelas instituições de saúde.

A alternativa apontada pelo consultor Breno Roberto é a mobilização de órgãos governamentais e não governamentais em todo mundo, incluindo o Brasil, para o controle e prevenção dos eventos adversos .

O HCC já desenvolve algumas ações no sentido de trazer mais segurança ao paciente, e no ano de 2017 irá criar o Núcleo de Segurança do Paciente que será o responsável pela condução da política de segurança na instituição.

Fonte: Assessoria de Imprensa.

Com Força Nacional, homicídios não caem e roubos de carro diminuem

Na primeira semana de atuação da Força Nacional de Segurança, duas pessoas foram mortas por dia em Porto Alegre. Crimes acontecem em zonas conflagradas, onde o reforço ainda não chegou.

Agentes da Força Nacional começaram a atuar na Capital no dia 30 de agosto Foto: Vitor Rosa / Rádio Gaúcha

Agentes da Força Nacional começaram a atuar na Capital no dia 30 de agosto
Foto: Vitor Rosa / Rádio Gaúcha

Mais prisões, menos carros roubados e nenhum latrocínio na Capital na primeira semana de presença da Força Nacional de Segurança nas ruas de Porto Alegre. O balanço dos primeiros sete dias de presença do reforço de 120 policiais na cidade poderia ser plenamente positivo, não fosse por uma cifra ainda alarmante. A semana repetiu a média de duas pessoas assassinadas diariamente na cidade já verificada ao longo do ano.

Entre os 14 crimes registrados em Porto Alegre da manhã de 30 de agosto até a manhã de 6 de setembro, somente três não aconteceram em bairros considerados conflagrados pelas disputas do tráfico de drogas — um deles em reação a um assalto.

A Operação Avante registrou 32 prisões nos primeiros sete dias da Força Nacional. Em média, foram 4,5 prisões diárias. É 66% superior ao que se registrava, em média, desde janeiro. Neste balanço, no entanto, ocorreram somente cinco prisões por tráfico de drogas, porte ilegal de arma e roubo, considerados de maior potencial ofensivo. Outros cinco registros, por exemplo, foram em capturas de foragidos.

Ainda é cedo para se ter um parâmetro, mesmo assim, os dados estão sendo divulgados para já se ter uma noção de como foi o combate ao crime nestes sete dias com a presença deste efetivo na Capital. Em relação aos homicídios, não houve mudança, ou seja, os números se mantiveram idênticos com uma média de dois por dia, tanto antes da FNS quanto na primeira semana da presença destes agentes na cidade. Isso pode se explicar porque eles não estão atuando em áreas conflagradas pelo crime.

ASSASSINATOS*:
515 homicídios e 25 latrocínios no ano em Porto Alegre
Média de 1 latrocínio a cada 10 dias
Média de 2 homicídios a cada dia
(*) Levantamento do Diário Gaúcho

Dar um freio às mortes na periferia, para o comandante do policiamento da Capital, coronel Mario Ikeda, será o desafio deste reforço no efetivo nas próximas semanas.

— Na primeira semana, eles estavam conhecendo a cidade. Dá a impressão de que só agiram em áreas mais centrais, mas o deslocamento pelos principais eixos da cidade é mais fácil. É questão de tempo para dominarem a área e atuarem em regiões mais afastadas e conflagradas. A Força Nacional vai atuar, sim, em toda Porto Alegre — garante o oficial.

Incursões da Força Nacional em bairros conflagrados devem ficar mais constantes Foto: Júlio Cordeiro / Agencia RBS

Incursões da Força Nacional em bairros conflagrados devem ficar mais constantes
Foto: Júlio Cordeiro / Agencia RBS

Segundo ele, o primeiro objetivo da Força Nacional na cidade era melhorar a sensação de segurança nas ruas.

— As pessoas precisam ver que há o policiamento — afirma.

PRISÕES*:
628 prisões da Operação Avante desde 28 de janeiro
32 prisões na primeira semana da Força Nacional de Segurança
Média de 2,7 prisões por dia antes da Força Nacional
Média de 4,5 prisões por dia com a Força Nacional
(*) Dados SSP-RS

O comando não revela quais foram as escalas de serviço da Força Nacional na primeira semana, mas o coronel afirma que, na noite de segunda, eles fizeram abordagens no Bairro Mario Quintana, onde pelo menos nove pessoas foram assassinadas desde o início de agosto.Os 120 agentes reforçam, na Capital, os demais 160 PMs — 100 deles vindos do Interior — na Operação Avante, iniciada no final de janeiro.

São agora 310 policiais dedicados ao chamado policiamento repressivo.

— São barreiras e abordagens pontuais com o objetivo bem definido: reduzir índices de criminalidade — sustenta Ikeda.

Queda nos roubos de veículos

A primeira semana da Força Nacional de Segurança confirmou uma tendência de queda nas médias de roubos de veículos na Capital que já vinha se observando desde o mês passado.

Enquanto o primeiro semestre fechou com uma média de 24,4 carros roubados a cada dia na cidade, em agosto, este número caiu para 19 ao dia. Na primeira semana das ações de reforço, foram 115 carros roubados em Porto Alegre. Uma média de 16,5 por dia.

ROUBOS DE VEÍCULOS*:
22 carros são roubados, em média, por dia em Porto Alegre em 2016
16,5 carros foram roubados, em média, por dia na primeira semana da Força Nacional.
(*) Dados da SSP-RS

Para o diretor de investigações do Deic, delegado Sander Cajal, a presença da Força Nacional somou-se a outros fatores que priorizam o combate aos roubos de veículos.

— Temos feito diversas investigações, com prisões importantes, contra quadrilhas especializadas e desmanches. Ações da Operação Avante também já vinham surtindo efeito — avalia.

Fonte: RBS TV

Vírus espalhado pelo Facebook rouba dados de usuários em todo o mundo

Em apenas 48 horas, cerca de 10 mil usuários foram atingidos, sendo 37% brasileiros
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Foto: Jessé Giotti / Agencia RBS

Em apenas 48 horas, cerca de 10 mil usuários do Facebook foram atingidos por um vírus disseminado na rede social para roubar dados. Segundo a empresa de segurança digital Kaspersky Lab, que descobriu o ataque, usuários do mundo todo foram infectados, principalmente no Brasil, onde 37% dos casos foram registrados.

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Foto: Kaspersky / Divulgação

De acordo com a empresa, uma notificação na rede social é utilizada como isca para a prática do phishing, uma fraude eletrônica realizada por criminosos virtuais para roubar dados pessoais como senhas, dados financeiros, entre outras informações. Ao clicar na notificação, que informava que o usuário tinha sido citado em um comentário por um amigo, um vírus do tipo trojan instalava no dispositivo uma extensão maliciosa no navegador Google Chrome.

Depois de infectado, os criminosos conseguiam ter acesso a conta na rede social do usuário, sendo possível acessas todas as funcionalidades e configurações além de conseguir extrair dados. Assim como a conta era utilizada também para disseminar o vírus através dos amigos na rede social.

Apenas dispositivos que utilizam o sistema operacional Windows (tanto computadores quanto smartphones) foram infectados, isso porque o vírus não é compatível com o sistema operacional Android e iOS. Mesmo assim é preciso ter cuidado, pois segundo a empresa, a estratégia utilizada pelos criminosos já aconteceu cerca de um ano atrás.

— Dois aspectos deste ataque se destacam. Em primeiro lugar, a entrega do malware foi extremamente eficiente, atingindo milhares de utilizadores em apenas 48 horas. Em segundo lugar, a resposta dos consumidores e os meios de comunicação era muito rápido. A reação deles aumentou a consciência sobre a campanha e levou uma ação rápida e investigação por parte dos prestadores —  afirma Ido Naor, pesquisador sênior de segurança, análise e pesquisa global da Kaspersky Lab.

Para evitar novos ataques, o Facebook bloqueou a propagação do vírus e disse não ter notado novas tentativas de infecção. Já o Google removeu a extensão infectada da Chrome Web Store. A empresa recomenda que os usuários que desconfiam ter sido infectados utilizem um programa anti-vírus para buscas por extensões desconhecidas instaladas no navegador. Também é preciso ter cuidado ao clicar em links enviados por estranhos.

Fonte: Diário Gaúcho

Para 74% dos gaúchos, a violência piorou no último ano

Pesquisa com mais de 2 mil pessoas em 30 cidades também revela que 69,2% já foram vítimas de algum tipo de crime e maioria teme sair à noite
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Após ser agredido e assaltado, Campos mudou rotina e cogita deixar Porto Alegre para morar em cidade mais tranquila Foto: Lauro Alves / Agencia RBS

A sensação de insegurança no Rio Grande do Sul ganhou status de endemia. Segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Index, que ouviu 2 mil pessoas em 30 municípios, 73,9% dos entrevistados disseram acreditar que a violência recrudesceu nos últimos 12 meses e 69,2% afirmaram já ter sido alvo de bandidos.

O estudo foi feito nos dias 11 e 12 de fevereiro, na mesma semana em que a Secretaria da Segurança Pública divulgou índices de criminalidade do Estado. As estatísticas revelaram incremento de 70% nos homicídios em 10 anos e número recorde de carros furtados e roubados em 2015.

Ao todo, 84,4% dos homens e mulheres abordados na sondagem reconheceram sentir medo de caminhar em vias públicas à noite e 63,6% admitiram o receio – há alguns anos improvável – de circular nas ruas à luz do dia. Os resultados pioraram em relação à investigação feita pelo instituto em fevereiro de 2015, com amostra idêntica. Apesar de preocupante, o cenário retratado não chega a surpreender especialistas.

– O agravamento da situação vem sendo observado em diferentes pesquisas nos últimos dois ou três anos. Os resultados denotam que a percepção de insegurança atingiu um patamar endêmico. Não é mais pontual. É generalizada. Chegou inclusive aos municípios do Interior – ressalta Eduardo Pazinato, coordenador do Núcleo de Segurança Cidadã da Faculdade de Direito de Santa Maria (Fadisma).

Talvez por esse motivo, quando perguntados se acreditavam que a violência irá aumentar, ficar igual ou diminuir nos próximos 12 meses, 72,6% escolheram a alternativa mais pessimista. Na avaliação da socióloga Aline Kerber, especialista em Segurança Pública e Cidadania, há um sentimento geral de descrença e ceticismo, fruto de um conjunto de fatores – desde a elevação concreta de alguns indicadores criminais até a maior visibilidade do tema na imprensa.

– Nem sempre a sensação de insegurança está associada à real vitimização. Sentir medo não quer dizer, necessariamente, que a pessoa já foi vítima de um crime. Ainda assim, o fato de haver uma impressão tão negativa merece atenção redobrada das autoridades – afirma Aline.

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Para Caco Arais, diretor do Index, o temor detectado na maioria das respostas está relacionado ao alto percentual de pessoas que dizem ter sido atacadas.

– O que era sensação passou a ser insegurança de fato. A violência está cada vez mais perto de todos – afirma Arais.

Na primeira versão da pesquisa, em 2015, 30% dos entrevistados afirmaram ter sido alvo de assalto alguma vez na vida. Em fevereiro deste ano, o índice passou a 69,2%. O salto, conforme Arais, ocorreu em todas as faixas da amostra. A variação pode ser explicada por vários fatores. É possível, por exemplo, que muitos dos participantes do estudo tenham se definido como assaltados quando, na verdade, sofreram furto (sem violência).

O que diz a Secretaria Estadual da Segurança Pública

Procurada por Zero Hora, a assessoria de comunicação da Secretaria Estadual da Segurança Pública informou que o órgão não comentaria os resultados, porque “tem como padrão não se manifestar acerca de dados estatísticos, pesquisas ou estudos não oficiais”.

Crescimento nos crimes leva população a mudar hábitos

A pesquisa feita pelo Instituto Index também revelou que a escalada da violência está fazendo com que a população mude de hábitos. Ao todo, 36,1% dos entrevistados disseram evitar andar com dinheiro, 24,9% afirmaram ter deixado de sair à noite e 12,7% redobraram os cuidados ao sair da residência. Também houve menções à instalação de grades, à contratação de seguros e até à compra de armas.

– Essas mudanças de hábitos refletem o descrédito no Estado. As pessoas não estão vendo luz no fim do túnel e estão buscando suas próprias saídas – analisa Caco Arais, diretor do Index.

A mudança de comportamento está em toda parte. É o caso, por exemplo, do estudante Paulo Campos, 37 anos, morador de Porto Alegre. Em 7 de janeiro deste ano, foi atacado por volta das 22h20min, em frente à sede de um batalhão da Brigada Militar, após sair do shopping Praia de Belas caminhando.

– Fui agredido na cabeça pelo assaltante, que veio por trás sem eu perceber. Levei duas pancadas e, quando estava no chão, todo ensanguentado, ainda levei mais um soco. Demorei a entender do que se tratava – conta Campos, que teve a mochila com o notebook roubada e levou pontos no rosto e na cabeça.

Até então, costumava deixar o carro na casa da sogra e se deslocava quase sempre a pé. Depois do crime, tem evitado passar na região e se viu obrigado a alugar uma garagem no seu prédio para ter o automóvel à disposição. Parou com as corridas noturnas e pensa até em deixar a Capital. Não descarta viver em alguma cidade do Interior ou mesmo no Exterior.

– Estou usando mais o carro do que antes e agora ando sempre olhando para trás. Desconfio de todo mundo. Infelizmente, me sinto mais gradeado do que os bandidos. Penso seriamente em me mudar com a família – diz Campos.

Espaços públicos deixam de ser ocupados

Involuntariamente, as saídas encontradas pela população diante da sensação de medo, segundo o especialista em segurança Eduardo Pazinato, acabam contribuindo para retroalimentar o problema. Quando desistem de ocupar os espaços públicos, por exemplo, as pessoas abrem caminho para que a criminalidade se apodere desses locais. Ao evitar sair de casa à noite, por exemplo, as pessoas deixam de consumir. Consequentemente, os comerciantes amargam queda nas vendas, e o Estado arrecada menos impostos. É um dinheiro que, teoricamente, deveria ser aplicado em áreas essenciais como a segurança pública.

– Isso é grave, porque o direito à segurança é garantidor de outros direitos. Onde ele não é exercido, não existe desenvolvimento – adverte Pazinato.

Fonte: Zero Hora