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Total de casos de dengue passa de 200 no RS

Crissiumal segue com um caso confirmado

Foto: Marcos Santos / Divulgação

Chega a 217 o número de casos de dengue confirmados, em 2019, no Rio Grande do Sul, até 20 de abril. Desses, a maioria (162) envolveu pacientes que adoeceram dentro das cidades, sem viajar. Isso equivale a dizer que, a cada quatro casos, só um é importado.

Com 86 casos da doença, 79 deles autóctones, Porto Alegre lidera a lista de ocorrências em 2019. Só no bairro Santa Rosa de Lima, o mosquito Aedes aegypti infectou 73 pessoas.

De acordo com o informativo epidemiológico divulgado, hoje, pela Secretaria Estadual da Saúde, de um total de 875 suspeitas, 428 foram descartadas e 216 seguem em investigação.

Embora em 2017 e 2018 o Rio Grande do Sul não tenha registrado casos autóctones de dengue, o número de ocorrências em 2019 ainda é bem menor que o de 2016, por exemplo, quando, na mesma época do ano, 1,8 mil pacientes já haviam contraído os sintomas da doença sem viajar.

Preocupa, também, o aumento de cidades infestadas pelo mosquito. Eram só 14, em 2000, contra 340, agora, de um total de 497.

Os casos da 17ª Coordenadoria Regional de Saúde foram registrados em Ajuricaba, Augusto Pestana, Bozano, Campo Novo, Catuípe, Chiapeta, Condor, Coronel Barros, Crissiumal, Humaitá, Ijuí, Inhacorá, Jóia, Nova Ramada, Panambi, Pejuçara, Santo Augusto, São Martinho, São Valério do Sul e Sede Nova. Crissiumal segue com um caso importado confirmado.

 

*Com informações do Portal do Governo do Estado e da Rádio Guaíba

Colheita da soja chega a 80% da área no RS e se encaminha para novo recorde

Resultado estimado em 18,75 milhões de toneladas será garantido pelo aumento da área cultivada com o grão, já que os rendimentos oscilaram bastante entre as regiões

Tadeu Vilani / Agencia RBS

Com quase 80% das áreas de soja colhidas, o Rio Grande do Sul se encaminha para um novo recorde de produção – mesmo em uma safra marcada por instabilidade climática. O resultado, estimado em 18,75 milhões de toneladas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), será garantido principalmente pelo aumento da área cultivada com o grão – já que os rendimentos oscilaram bastante entre as regiões gaúchas.

– Estamos um pouco céticos em relação ao novo recorde. É uma safra muito boa, sem dúvida, mas tivemos muitas variações de produtividade por conta de problemas climáticos – pondera  Luis Fernando Fucks, presidente da Associação dos Produtores de Soja no Rio Grande do Sul (Aprosoja-RS).

A ressalva do dirigente refere-se ao rendimento nas lavouras da Metade Sul, afetadas pelo excesso de chuva em janeiro. É o caso do produtor e agrônomo Patrick Barcellos de Lima, que teve o potencial produtivo dos 2 mil hectares cultivados em São Gabriel, na região da Campanha, reduzidos em pelo menos 15%.

– As áreas mais baixas, de várzea, foram as mais prejudicadas, tanto pela chuva de janeiro quanto pela estiagem na primeira quinzena de fevereiro – conta o produtor.

Com 65% da área colhida, o agrônomo projeta encerrar a safra nos próximos 15 dias com média geral de 3,3 mil quilos por hectare – o equivalente a 55 sacas por hectare. Embora não seja recorde em rendimento, é histórica em volume para a propriedade, já que Lima quase dobrou a área cultivada em relação ao ano passado.

– Para mim, será recorde porque venho ampliando a área a cada ano – resume Lima.

 

Fonte: ZH

Instabilidade segue presente em regiões do RS

Semana será de tempo fechado no Estado, conforme a MetSul Meteorologia

O sol chega aparecer em parte do Rio Grande do Sul nesta segunda-feira, mas o Norte e o Leste do Estado seguem com muitas nuvens e chance de precipitação. Pode chover ou garoar em momentos do dia em regiões como os vales, a Serra, a Grande Porto Alegre e o Litoral Norte. Mais para o Oeste o tempo seco e mais aberto predomina.

Em trechos de Serra do Nordeste gaúcho espera-se nevoeiro ou neblina pelas nuvens baixas. Vento de Sudeste a Leste na maioria das regiões e por vezes moderado. Conforme a MetSul Meteorologia, será uma jornada com temperatura amena e baixa amplitude térmica nas cidades com tempo mais fechado.

Segundo a MetSul, o tempo não firma no Rio Grande do Sul ao longo dos próximos dias. Até vão ocorrer períodos de sol, mas a nebulosidade vai predominar e com períodos de chuva. A segunda metade da semana, em especial, será mais instável e chuvosa no Estado.

 

Fonte: MetSul

Foto: Alina Souza

Colheita avança e produtores planejam safra de inverno no RS

Foto: Alessandro Davesac,

Enquanto a safra de verão é finalizada no Rio Grande do Sul, os produtores gaúchos se preparam para implantar as culturas de inverno e encaminham financiamentos para aquisição de insumos. Em regiões como Alto Jacuí, Celeiro e Noroeste Colonial, há perspectiva de aumento de áreas a serem cultivadas com trigo. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (18/04), a colheita dos grãos de verão segue no Estado e atinge os 78% das áreas implantadas nesta safra nas culturas de soja e de milho.

No arroz, a safra está bem adiantada, chegando a 86% do total das áreas colhidas, com boa produção e produtividades que variam de 6.800 a 7.794 quilos por hectare. Já a colheita do feijão 1ª safra foi encerrada nos Campos de Cima da Serra, com rendimento de 2.500 quilos por hectare e, na região Sul, a safra foi finalizada, com produtividade de 1.200 quilos por hectare. A segunda safra de feijão segue em colheita, totalizando 23% da área, estando ainda 15% maduro, 35% das lavouras em enchimento de grãos, 19% em floração e 8% em germinação e desenvolvimento vegetativo.

FRUTÍCOLAS
Caqui – Na Serra, os produtores de caqui estão em plena colheita, tanto do Kyoto, variedade de polpa escura, quanto do Fuyu, fruta também conhecida por “chocolate branco”, alcançando 30% do volume produzido. Os frutos apresentam boa sanidade e calibre (diâmetro) avantajado. Parte considerável de frutas da Fuyu, em função de calibre acima da média, apresenta descolamento do cálice, anomalia fisiológica que, em função da intensidade, pode afetar irremediavelmente a qualidade do caqui, tornando-o imprestável para a comercialização.

A produtividade da presente safra, que já vinha sendo estimada abaixo da média histórica, sofreu mais um forte impacto, justamente na última fase a campo, a colheita. O temporal ocorrido no último final de semana atingiu áreas de grande cultivo da frutífera nos municípios de Farroupilha, Bento Gonçalves e Caxias do Sul, afetando 225 hectares e danificando mais de 2.100 toneladas de frutas praticamente prontas para colheita. Esse volume representa quase um quarto das 10 mil toneladas de frutos que havia nos pomares. Os diospirocultores mais conscientes e menos impactados com as perdas já realizam a coleta das frutas danificadas. Alguns deles vendem para a extração das sementes, destinadas à produção de mudas, outros enterram as frutas danificadas pelo temporal, prática cultural indispensável para a redução de futuros problemas fitossanitários. O preço médio na propriedade é de R$ 1,50/kg.

PASTAGENS E CRIAÇÕES
Na pecuária de corte, está em andamento uma fase na qual as plantas forrageiras finalizam seus ciclos reprodutivos, ficando mais fibrosas e perdendo qualidade nutricional. Alguns produtores aproveitam esta pastagem seca na alimentação dos animais, acrescentando sal proteinado.

Com relação ao campo nativo, base alimentar da maioria das propriedades dos pecuaristas familiares, no período atual ainda há uma boa oferta de pastejo. Para dispor de uma reserva nutritiva durante os meses de inverno, período do vazio forrageiro, alguns produtores têm optado pelo cultivo de milho grão e milho silagem, com posterior implantação de pastagens de inverno, como azevém e aveia preta, nessa mesma área.

Pecuaristas realizam os diagnósticos de gestação e desmame de terneiros, manejos característicos do outono. Muitos produtores não castraram seus terneiros, visto que o comércio de exportação prefere terneiros inteiros.

O estado sanitário é bom, embora haja infestações por carrapatos, mosca-dos-chifres. São realizadas práticas como dosificações com vermífugos, oferta de sal mineral nos cochos e aplicação de vacinas contra clostridioses. A Emater/RS-Ascar está divulgando a campanha de vacinação contra a febre aftosa, a ser realizada de 1º a 31 de maio 2019, junto aos seus produtores assistidos e nos programas de rádio.

Por: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

MP-RS apresenta razões para pedir aumento das penas de condenados no Caso Bernardo

Para Promotoria de Três Passos, sentença foi ‘branda’

Foto: Joyce Heurich/G1

A Promotoria de Justiça de Três Passos, no Noroeste do Rio Grande do Sul, apresentou as razões de apelação para o pedido de aumento de penas dos quatro condenados pela morte do menino Bernardo Boldrini, em abril de 2014.

O recurso já foi protocolado na Justiça, em 19 de março, quatro dias após a condenação. Conforme o MP, as razões, ou seja, os motivos apontados pelo órgão para pedir o aumento das penas, são apresentadas após a gravação do julgamento ser transcrita e anexada ao processo. Os réus também recorreram.

Como ficaram as condenações:

  • Graciele Ugulini: 34 anos e sete meses de reclusão em regime inicialmente fechado, por homicídio quadruplamente qualificado e ocultação de cadáver. Ela não poderá recorrer em liberdade.
  • Leandro Boldrini: 33 anos e oito meses de prisão por homicídio doloso quadruplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica.
  • Edelvânia Wirganovicz: 22 anos e 10 meses por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
  • Evandro Wirganovicz: nove anos e seis meses em regime semiaberto por homicídio simples e ocultação de cadáver.

Para o Ministério Público, as penas foram “brandas”. Conforme o recurso, “a reprimenda deve sempre ter por norte a censura da conduta ilícita, na exata medida da sua singular gravidade, desvinculando-se da operação matemática defendida por parcela da doutrina, para, aproximando-se das particularidades do caso apreciado, ensejar a efetiva individualização da pena, como previsto no inciso XLVI, do art. 5º, da Constituição Federal”.

Depois da manifestação das defesas dos réus, o recurso deve ser encaminhado ao Tribunal de Justiça do RS, para que seja apreciado por uma Câmara Criminal.

Fonte: G1 RS

Colheita da safra de verão avança no RS

Foto: Alessando Davesac

A soja alcançou 68% da área colhida no Rio Grande do Sul, com 25% maduros e por colher e 7% em enchimento de grãos. A colheita segue intensificada, alcançando 920 mil hectares, favorecida pelo clima seco na maior parte dos dias. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (11/04), embora tenha interrompido a colheita, a chuva favoreceu a cultura, tanto as lavouras tardias em enchimento de grãos, como as lavouras prontas que apresentavam baixa umidade no grão.

No milho, a colheita atingiu 75% da área, evoluindo 5% em relação à semana anterior; 16% das lavouras estão maduras e por colher e 9%, em enchimento de grãos. Com a proximidade do final da colheita da soja, os produtores das regiões do Alto Jacuí, Celeiro e Noroeste Colonial se preparam para retomar a colheita do milho, já que as lavouras que restam estão maduras e prontas para colheita.

Nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões, segue a colheita do milho, com produtividade média superando a expectativa inicial e chegando aos 8.072 quilos por hectare. As chuvas do meio da semana foram benéficas para as lavouras do milho safrinha, cujas plantas têm apresentado um bom desenvolvimento. No momento, é realizado o controle de pragas e iniciado o corte do milho para silagem.

No arroz, a colheita segue e atinge os 72% de área, com 25% maduras e por colher. As condições climáticas têm favorecido as lavouras cultivadas, possibilitando boas condições para complementar o período reprodutivo e a maturação. As produtividades médias têm sido consideradas muito boas, estando acima das 8 toneladas por hectare nas principais regiões, exceto nas lavouras na área Central do Estado, com média de 7 toneladas por hectare.

Restam apenas 2% da área de feijão primeira safra a ser colhida no Estado, concentrada na região dos Campos de Cima da Serra, onde as condições meteorológicas se mantêm favoráveis, proporcionando excelente qualidade dos grãos. Os rendimentos seguem ao redor de 2.500 quilos por hectare. Já em relação à segunda safra do feijão, 14% de lavouras foram colhidas, com bom potencial produtivo. Nas áreas cultivadas com sistemas de irrigação, há excelentes perspectivas de rendimento.

PASTAGENS – A semana se caracterizou pelo retorno das precipitações e pela redução do calor. superando as deficiências hídricas e favorecendo o rebrote do campo nativo e das pastagens perenes. Isso proporciona aos rebanhos boa oferta forrageira e favorece a implantação e germinação das pastagens de inverno, como aveia e azevém. A exceção a esse quadro geral ocorre na região Sul, especificamente no litoral, onde a estiagem prejudica a dessedentação animal e a produtividade das lavouras de grãos para a produção de silagem. Algumas áreas de campo nativo diferidas apresentam boa quantidade de forragem, porém, de baixa qualidade.

BOVINOCULTURA DE CORTE – O rebanho bovino apresenta boas condições corporais, resultantes de um verão com clima benéfico para a alimentação animal em quantidade e qualidade. Esse quadro permanece favorável, mesmo considerado o início do vazio forrageiro, quando os produtores ainda não dispõem de pastagem de inverno e o campo nativo já se encontra fibroso com menor qualidade.
Segue a realização de diagnósticos de gestação das matrizes inseminadas ou entouradas, sendo esperados bons índices de prenhez, devido às condições de clima e alimentação durante o período reprodutivo.

A produção de terneiros da safra anterior está sendo preparada para o período tradicional de feiras específicas de comercialização de terneiros. Os pecuaristas da região de Erechim, por exemplo, estão preparando os animais para participar de remates. Muitos produtores não pretendem castrar seus terneiros, tendo em vista que o comércio de exportação prefere terneiros inteiros.

PISCICULTURA – Em todo o Estado, os piscicultores preparam os peixes para as feiras da Semana Santa e aumentam a atenção e o manejo dos açudes. Na maior parte dos municípios são organizadas feiras do peixe nos finais de semana e em propriedades onde ocorre despesca dos açudes e comercialização direta ao consumidor. As espécies mais comercializadas são tilápia, carpa, traíra, jundiá e lambari. No momento ocorre reserva de alevinos para povoamento após as despescas por conta da Páscoa.

APICULTURA – Com o final da floração das principais lavouras, reduz a oferta de alimentos para as abelhas, garantida então pelas espécies florestais e nativas em geral, o que motiva os produtores para uma recuperação da produtividade, já que o excesso de chuvas prejudicou um pouco a produção. Em Maçambará, o resultado de análise de abelhas e favos da localidade Serra do Iguariaçá, encaminhado pela Inspetoria Veterinária do município, apontou presença dos ingredientes ativos fipronil (inseticida) e estrobilurina (fungicida). Na região de Pelotas, a alimentação é oferecida com açúcar invertido ou xarope devido à oscilação da temperatura. Ocorre controle da varroa. Compradores estão encaminhando amostras de mel para análise devido à identificação de contaminantes como glifosato e amitraz.
Na região de Santa Rosa, está concluída a colheita. Há relatos de morte de enxames por parte da maioria dos apicultores. Estima-se uma média de 30 quilos por colmeia nas duas/três colheitas realizadas. Apicultores se organizam para a venda do mel. Na região de Soledade, a semana apresentou condições climáticas propícias para a apicultura, com intenso movimento das colmeias em função da floração abundante de espécies nativas (eucaliptos, vassouras, aroeiras, entre outras) nessa época do ano. Produtores fazem colheita do mel, preferindo fazê-la antes da redução da temperatura média.

 

Por: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

Latrocínios e homicídios caem 23% nos primeiros três meses no Rio Grande do Sul

Dados, divulgados nesta segunda-feira, mostram que foram 16 roubos com morte no período — um a menos que em 2002

André Ávila / Agencia RBS

Em 2016, a morte de uma representante comercial na frente dos filhos durante um assalto, na zona sul de Porto Alegre, motivou a queda do então secretário da segurança e o reforço policial da Força Nacional após um pedido do governador. Passados dois anos e meio do crime, a queda nos latrocínios (roubo com morte) atingiu menor patamar desde 2002 — foram 16 casos.

O número ainda não é definitivo. A morte do advogado Gabriel Pontes Fonseca Pinto, 28 anos, na Cidade Baixa, em 26 de março, foi registrado como homicídio, mas a polícia pode concluir, em inquérito, tratar-se de um roubo com morte. Essa é a hipótese mais provável, já que o suspeito de cometer o assalto inclusive já foi preso.

O dado é do primeiro trimestre de 2019 e foi comparado com o mesmo período dos anos anteriores. A série histórica, disponível no site da Secretaria da Segurança Pública (SSP), dispõe de informações desde 2002.

Em 17 anos, o ápice dos latrocínios ocorreu justamente em 2016, acompanhado de uma sequência de queda. Na comparação entre os três primeiros meses deste ano com o mesmo período do ano passado, a redução foi de 23%.

Conforme a chefe da Polícia Civil, Nadine Faria Anflor, a diminuição é reflexo do trabalho “diuturno” dos agentes e das investigações de roubos de veículos, considerados potenciais latrocínios. Para o segundo semestre deste ano, a corporação pretende centralizar em Porto Alegre as investigações de crimes patrimoniais, principalmente roubo de veículos.

— Centralizar a investigação num único local, para conseguir investigar associação criminosa. Hoje a gente sabe que não são quadrilhas. Os criminosos participam hoje de roubo de veículo e amanhã atuam num abigeato, vão migrando. Grande desafio é nos organizarmos para tirar criminosos das ruas — salienta Nadine.

 Para comandante da Brigada Militar, Mario Ikeda, a queda nos indicadores é reflexo de ações preventivas de policiamento e colocação de viaturas em pontos estratégicos da cidade, de maneira ostensiva. Segundo o oficial, os crimes contra a vida — latrocínio e homicídios — têm atenção especial na corporação.

 Em Porto Alegre, também houve diminuição nos casos de roubo com morte. No primeiro trimestre de 2018, foram cinco crimes deste tipo. Nos três primeiros meses deste ano, a SSP contabiliza um — queda de 80%. O advogado Fernando Nunes Machado, 42 anos, foi alvejado a tiros por criminosos, durante tentativa de roubo de veículo na casa do pai dele, no bairro Rubem Berta, em 2 de março.

Além dos latrocínios, os homicídios também tiveram queda. De janeiro a março deste ano, em relação aos três primeiros meses de 2017, a redução  nos casos foi de 23%. Já o número de vítimas registrou queda de 25,36%.

Por outro lado, apenas as ocorrências em transportes coletivos e lotações registradas com usuários apresentaram alta de 43%. De 65 casos para 93.

Fonte: ZH

Dnit gaúcho pede suspensão de instalação de controladores de velocidade nas rodovias federais

Autarquia aguarda esclarecimentos da União para voltar a autorizar colocação de novos pardais no Rio Grande do Sul

André Fiedler / Agência RBS

As declarações do presidente da República, que, no domingo (31), voltou a falar sobre a instalação de radares eletrônicos nas rodovias federais, fez com que a colocação dos novos controladores de velocidade no Rio Grande do Sul fossem suspensos temporariamente. O superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Estado, engenheiro Delmar Pellegrini Filho solicitou à empresa Fotosensores Tecnologia Eletrônica que deixe de distribuir novos pardais até quarta-feira (3). Nesta data está prevista a vinda do diretor-geral da autarquia, general Antonio Leite dos Santos Filho, ao Estado.

– O contrato está em andamento, mas pedimos para a empresa esperar. Vamos aguardar uma nova diretriz da direção geral do Dnit. Nesta semana não serão colocados novos equipamentos até nova orientação – disse Pellegrini Filho.

Jair Bolsonaro fez referências a 8 mil novos pedidos de instalação de radares que foram cancelados. O presidente comentou que nas renovações de concessões de trechos rodoviários os contratos de radares estão sendo revisados para verificar a real necessidade dos controladores.

Em 7 de março, Bolsonaro já havia pedido o fim das lombadas eletrônicas no país durante transmissão ao vivo em sua página no Facebook. Na ocasião, ele disse que os equipamentos em funcionamento seriam mantidos até o final dos contratos. O vínculo envolvendo as rodovias gaúchas, assinado com a empresa e o Dnit, foi assinado em setembro do ano passado e tem duração de cinco anos.

A autarquia em Brasília informa que nesta segunda-feira (1), ao longo do dia, uma reunião será realizada com integrantes do Ministério de Infraestrutura. Posteriormente, um novo posicionamento do governo será feito.

As rodovias federais do Rio Grande do Sul estão sem registrar infrações por meio de controladores fixos desde 14 de janeiro, quando o contrato anterior chegou ao fim. Os primeiros sete dos novos 166 equipamentos já foram aferidos pelo Inmetro. Eles estão localizados em 27 quilômetros da BR-116, em Caxias do Sul. Porém, o Dnit ainda não confirmou se eles já multam. A autarquia informou que eles deverão passar por um período educativo.

Um contrato que poderá ser atingido é o que foi assinado em janeiro de 2019 entre a CCR ViaSul e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Mas, pelo menos por enquanto, a concessionária informa que não foi procurada por integrantes do governo federal, segue cumprindo o que foi assumido, que determina a instalação de 20 equipamentos de controle de velocidade nas quatro rodovias federais administradas pela CCR ViaSul.

Inclusive, a empresa informa que o assunto vem sendo tratado “com prioridade” pela concessionária. Os processos internos para a aquisição dos equipamentos estão sendo adiantados.

“Temos recebido inúmeras manifestações e solicitações de comunidades da BR-386, especialmente, interessadas no assunto. Os prefeitos de Nova Santa Rita e Santo Antônio do Planalto, por exemplo, têm acompanhando, semanalmente, as etapas do processo”, informa a empresa por meio de nota.

Nesta semana, a CCR ViaSul e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) irão definir os locais de instalação e tipos de equipamentos. Depois disso, a concessionária encaminhará o estudo à ANTT e aguardará a aprovação para prosseguir com o cronograma de implantação.

 

Fonte: ZH

Possibilidade de redução de tarifas de importação do trigo preocupa produtores no RS

Foto: G1/Divulgação

Produtores de trigo do Rio Grande do Sul relatam preocupação com a possibilidade do governo federal reduzir tarifas de importação do produto. Essa é uma das medidas discutidas pela comitiva brasileira na viagem aos Estados Unidos.

O estado divide com o Paraná o posto de maior produtor de trigo do país. O governo espera, com a medida, conseguir a reabertura do mercado americano para a carne bovina brasileira, reduzir a tarifa sobre o açúcar e o imposto para o suco de laranja.

Quem planta tem passado por dificuldades no campo. A área plantada vem caindo, em média, 100 mil hectares por ano. E custos como adubação e controle de doenças. Atualmente, o Brasil já importa trigo da Argentina com taxa zero.

O agricultor Zeca Stefanello é um dos que reclamam da redução de barreira para comprar trigo de fora. “É uma concorrência desleal, porque o custo de produção é bem mais baixo que o nosso. Eles não têm as taxações que nos temos e os insumos. É uma competição desleal que foi criada aqui dos parceiros do Mercosul. Então se isso acontecer, que venha de outros, então vai ficar muito pior”, analisa.

Mas e para o consumidor, a queda da tarifa seria benéfica? O trigo mais barato representaria farinha mais barata, e por consequência, um pãozinho mais barato?

“Não. O preço é o mesmo”, pontua o padeiro Diamantino Fernandes. A Federação das Cooperativas Agropecuárias (Fecoagro) lembra que há também outros custos que não vão cair. “A energia elétrica não baixa de preço e não baixa mesmo, nós temos combustível, frete”, avalia o presidente da Fecoagro, Paulo Cesar Oliveira Pires.

“O produtor fica retraído e com razão. Você está com atividade que não tem rentabilidade. A rentabilidade do trigo hoje é muito ruim. Você joga o produto importado, vamos dizer assim, sem uma tarifa comum, no mercado que é um mercado nacional, é um ato de desestímulo”, diz.

A safra de soja já começou, e com prejuízo, em algumas regiões: devido às condições das estradas, agricultores têm dificuldades para escoar as suas produções.

Pouco mais de 15% das lavouras já foram colhidas. A estimativa da Emater é de que, este ano, o Rio Grande do Sul produza 18,5 milhões de toneladas, quase 1 milhão a mais do que no ano passado.

Mas as péssimas condições das estradas atrapalham. Em Cruz Alta, Noroeste do RS, são pelo menos 500 quilômetros com problemas, por exemplo.

As chuvas do fim de semana, que na cidade chegaram a 100 milímetros, pioraram a situação. Caminhões atolaram e precisaram ser puxados por tratores. Mas, em alguns casos, nem assim foi possível seguir viagem. Um caminhão ficou parado por quase três dias.

A prefeitura contratou uma empresa de forma emergencial. E alega que não fez o serviço antes por falta de cascalho para colocar nas estradas. Os agricultores criaram junto com a prefeitura um fundo, onde parte do imposto pago pelos produtores será usado na manutenção das estradas do município.

Fonte: G1 RS

Soja apresenta boa perspectiva de produtividade no RS

Foto: Emater

Com 8% das áreas colhidas no Estado e outras 17% maduras e por colher, a maioria das lavouras de soja no Rio Grande do Sul está em fase de granação ou enchimento de grãos, com 67%. Outros 8% de área estão em floração. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (07/03), nas regiões Celeiro, Noroeste Colonial e Alto Jacuí, a cultura evolui rapidamente para o estádio de maturação, com diversas lavouras apresentando folhas com coloração amarela. As primeiras lavouras colhidas apresentam boa produtividade.

Nas regiões do Médio Alto Uruguai e do Rio da Várzea, as primeiras lavouras em fase de maturação apresentam ótima sanidade e boa perspectiva de produtividade, contrariando a expectativa de uma safra com forte pressão do fungo da ferrugem asiática. Na semana foram realizadas aplicações finais de fungicidas para controle da ferrugem e de inseticidas para controle de lagartas, percevejos e ácaros.

Na região da Produção, a cultura está em fase inicial de colheita, com rendimento médio na região de 62 sacas por hectare. Comparada ao período de implantação, onde houve problemas de replantio, a expectativa é positiva. Há baixa incidência de doenças e pragas em lavouras adequadamente monitoradas e tratadas. Na região Sul, na cultura predomina o estágio de granação, com 85% das lavouras. Na semana ocorreram secamento do solo, altas temperaturas e radiação solar intensa, prejudicando as lavouras de soja. As condições gerais das lavouras da região da Serra e dos Campos de Cima da Serra estão muito boas. A fase predominante é de enchimento de grãos, e as áreas cultivadas mais no cedo com variedades de ciclo precoce estão iniciando a fase de colheita.

A cultura do milho no RS apresenta 51% das lavouras colhidas. As demais áreas apresentam 17% maduro, 24% em enchimento de grãos e o restante em floração e desenvolvimento vegetativo. As lavouras apresentam bom desenvolvimento reprodutivo. Nas regiões Centro-Sul e nos vales dos Sinos e do Paranhana, a maioria das lavouras está na fase de enchimento e desenvolvimento de grãos. Algumas lavouras já começam a ser colhidas para comercialização. Os estandes do milho safrinha vêm apresentando um bom desenvolvimento vegetativo, ainda não prejudicado pela diminuição da chuva.

Feijão 1ª safra – Com a safra praticamente colhida, o feijão primeira safra no RS atingiu 80% das áreas colhidas. Ainda apresenta 1% das lavouras em floração, 11% em enchimento de grãos e 8% maduro. Das áreas a serem colhidas, restam basicamente as da região dos Campos de Cima da Serra, nas quais a cultura encontra-se nas fases de formação de vagens e enchimento de grãos. As lavouras apresentam bom desenvolvimento devido às ótimas condições climáticas até o momento. As condições fitossanitárias estão muito boas nessa região, com baixa incidência de pragas e doenças, o que indica perspectiva de safra dentro da normalidade, ou seja, 2.400 kg/ha na região. Já na região Sul, a primeira safra foi colhida. A segunda safra da cultura está com a semeadura finalizada, em estágio predominante de crescimento vegetativo, apresentando bom desenvolvimento.

Arroz – A cultura no RS está com 17% das áreas colhidas, 36% maduras, 38% em enchimento de grãos e 8% em floração. Nas principais regiões produtoras do Estado, Campanha e Fronteira Oeste, as condições climáticas da semana foram favoráveis ao desenvolvimento da cultura, porém está prevista redução da produção nesta safra, em virtude de pouca insolação, muitos dias nublados com chuvas e baixa temperatura à noite. No Litoral e Centro-Sul, foi iniciada a colheita das variedades precoces plantadas no cedo, chegando a 11% da área em Camaquã. O manejo realizado na semana foi a condução da lavoura com irrigação, aplicação de coberturas e tratamentos fitossanitários, em alguns casos, conforme necessidade e cultivar.

FRUTÍCOLAS
Caqui – Iniciou a colheita da Chocolatinho, variedade mais precoce cultivada nos locais de mesoclimas mais quentes, como o Vale do Rio Caí. Trata-se de uma fruta de polpa escura, com muitas sementes e de calibre reduzido. As plantas mostram-se com bom vigor e carga elevada, pois houve pouca intervenção por meio da prática cultural do raleio de frutas, haja vista a coincidência da colheita da safra de uva. Assim, considerável percentagem de frutos não atingiu o calibre esperado e possível, passando a ser classificado na categoria 2 – “segundinha”. As principais variedades Fuyu e Kyoto vêm se desenvolvendo sem maiores problemas, com alto vigor e sanidade. As plantas demonstram muita variação de carga de caquis, porém, de forma geral, a produtividade deverá ficar abaixo da média histórica.

Citricultura – Começou a colheita das frutas cítricas na região do Vale do Caí. As primeiras caixas de 25 quilos da bergamota Satsuma estão sendo comercializadas ao preço médio de R$ 35,00/cx. A bergamota Satsuma, também conhecida como Japonesa, em função da sua origem, é a mais precoce das frutas cítricas. Trata-se de uma fruta sem sementes, com baixa acidez, o que permite que seja colhida e consumida com a casca ainda verde. Nas demais bergamotas do grupo das Mediterrâneas, continua intenso o trabalho de raleio, que é a retirada de parte das frutinhas verdes das plantas, manejo que objetiva permitir que as frutas a serem colhidas maduras tenham um melhor desenvolvimento, atinjam um maior diâmetro e apresentem melhor coloração. O raleio segue a mesma sequência de maturação das bergamotas e já está encerrado nas cultivares Caí e Pareci, e está pela metade na Montenegrina.

PASTAGENS
A fase é de desenvolvimento das espécies forrageiras, e de maneira geral a ocorrência de chuvas com bons volumes, temperaturas e radiação solar adequada favorecem tanto o campo nativo como as pastagens cultivadas, apresentando grande oferta de matéria verde de qualidade. As pastagens naturais, apesar do bom crescimento, apresentam-se mais fibrosas e com menor qualidade devido ao fim do ciclo destas forrageiras; por isso, a importância de proceder-se a mineralização adequada do rebanho.

Sempre é importante que os produtores façam o ajuste da carga animal para obter melhor aproveitamento. Os extensionistas rurais da Emater/RS-Ascar também orientam os pecuaristas para que façam diferimento de algumas áreas, deixando-as em pousio, para que tenham abundância de pasto durante o outono. Começam a ser implantadas as pastagens cultivadas de inverno.

Por: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar