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Rio Grande do Sul deve receber chuva forte nesta sexta

 

Foto: Emerson Gomes

O Rio Grande do Sul deve receber chuva forte nesta sexta-feira. De acordo com a MetSul Meteorologia, a nebulosidade toma conta de muitos municípios gaúchos. A Metade Norte pode ter aberturas por ingresso de ar quente precedendo a frente fria.

Na maior parte do Estado, a temperatura pouco varia e deve permanecer ameno devido ao tempo chuvoso.

Segundo a MetSul, em vários pontos podem ocorrer chuva vezes moderadas a fortes com possibilidade de volumes elevados em apenas um dia. Há risco de temporais isolados com rajadas de vento forte e granizo.

Rio Grande do Sul gasta, por habitante, 19,91% a menos que a média nacional com saneamento básico

MP do Saneamento, em discussão no Congresso, cria condições para a ampliação de investimentos no setor; comissão especial votará texto nesta terça (7)

O saneamento básico ainda está longe de ser uma realidade da população gaúcha. De acordo com os últimos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), ligado ao Ministério do Desenvolvimento Regional, pouco mais de 30% da população do Rio Grande do Sul tem coleta de esgoto, enquanto 86,1% da população é atendida no quesito abastecimento de água.

Em 2017, os municípios do Rio Grande do Sul receberam R$ 476 milhões em investimentos em serviços de água e esgoto. Esse valor, no entanto, ainda é baixo quando comparado com a média nacional. No estado, o aporte representa R$ 42,07 por habitante, 19,91% a menos que o gasto médio nacional de R$ 52,53 por habitante.

Para tentar resolver esse problema, que não é exclusividade das cidades do Rio Grande do Sul, o Congresso Nacional discute a atualização do marco legal do saneamento básico. Nesta terça-feira (7), a comissão especial que analisa a Medida Provisória 868/2018, conhecida como MP do Saneamento, votará o parecer do relator, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Depois, o texto deve seguir para o Plenário da Câmara dos Deputados.

Estímulo ao investimento

Com a mudança proposta na MP, os serviços de saneamento passam a ser tratados como concessões de serviços públicos. Na prática, cada município poderá fazer um leilão e escolher a melhor proposta, por exemplo, com maior volume de investimentos por uma menor tarifa. Essa proposta poderá ser apresentada tanto por empresas privadas quanto por companhias públicas.

Pela legislação atual, os municípios celebram contratos de gestão, na maioria das vezes com companhias estaduais – embora isso também possa ser feito com empresas privadas. Com a MP, o contrato de gestão deixa de existir, tornando obrigatória a concessão, com espaço para a melhor proposta.

De acordo com a Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (ABCON), a iniciativa privada tem 6% de participação no mercado de saneamento, muito abaixo dos 70% detidos pelas companhias estaduais e dos 24% mantidos por companhias municipais de saneamento.

Apenas 325 municípios contam hoje com algum tipo de investimento privado no saneamento. Esse número representa um crescimento muito reduzido em relação a 2018, quando as concessões e parcerias público-privadas estavam presentes em 322 cidades.

No Rio Grande do Sul, os serviços de água e esgoto estão sob gestão privada em dois municípios. O caso mais emblemático é o de Uruguaiana, que passou por um processo de universalização do acesso ao saneamento básico nos últimos anos. Entre 2011 e 2018, o serviço de coleta e tratamento de esgoto, que chegava a apenas 9% das residências, alcançou 94%. Já o acesso a água potável saltou de 87% para 100% no mesmo período, segundo dados da prefeitura.

Para Percy Soares Neto, diretor de relações institucionais da ABCON, não há solução para o saneamento que não envolva a coordenação entre recursos públicos e privados. “O setor de saneamento tem um impacto direto no cotidiano das pessoas e, ao melhorar o marco regulatório, por meio do que está exposto na MP, o país cria condições de atrair mais investimento para ampliar os serviços de saneamento básico”, argumenta.

Blocos de municípios

A MP do Saneamento permite ainda que Estados possam definir “microrregiões”, com a criação de “blocos de municípios”, para atrair o interesse da iniciativa privada. Entre os critérios que poderão ser utilizados, estão o pertencimento à mesma bacia hidrográfica, vizinhança geográfica ou mesmo uma combinação entre localidades superavitárias e deficitárias.

Na avaliação da diretora do Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Joisa Dutra, a proposta traz mais fôlego aos municípios.

“Essa é uma grande fronteira que a gente tem para enfrentar do ponto de vista de desenvolvimento sustentável. O quadro é mais favorável a partir daqui: o quadro para atribuição, para prestação de serviços, regulação, e que isso se reflita em metas, condições mais adequadas de fiscalização e ganhos de eficiência”, ressalta.

O presidente do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, afirma que o ponto central dos problemas enfrentados pelos estados é a falta de dinheiro para aplicar em saneamento básico. “Nós temos um problema de dinheiro, mas também nós temos um problema de gestão. Nós temos poucas empresas de saneamento superavitárias. É um passo importante essa MP”, avalia.

A proposta

A Medida Provisória 868/2018 foi publicada em dezembro de 2018 e atualmente está sob análise de uma comissão mista do Congresso Nacional, ou seja, de deputados e senadores. Os parlamentares têm até 3 de junho para aprovar a medida, data em que a MP perde a validade.

O presidente da comissão mista que analisa o tema, deputado federal Evair de Melo (PP-ES), afirma que as mudanças no setor de saneamento não podem ser interrompidas, uma vez que o problema tem impacto na saúde da população.

“O saneamento por muitas vezes foi ignorado ou passado em um segundo plano. Nós não cumprimos metas, não temos como política pública prioritária, e isso naturalmente tem um impacto na vida das pessoas. O mais importante disso é tratar do tema, avançar com o tema, e achar um caminho do meio para que o Brasil possa ter uma política de saneamento clara, transparente, objetiva e rápida”, defende.

 

Fonte: AG. do Rádio

Previsão do tempo no RS: como deve ser maio no Rio Grande do Sul

De acordo com a Somar Meteorologia, frio pode dar as caras nas últimas duas semanas do mês

Foto: Emerson Gomes /Arquivo

Depois de um abril recheado de dias mais quentes e chuvas acima da média no Rio Grande do Sul, o mês de maio também deve contar com calor e com grande presença de sol. Apesar do El Niño cada vez mais fraco, a expectativa é de que o aquecimento provocado pele fenômeno ainda seja suficiente para influenciar a atmosfera da Região Sul. O frio pode aparecer no final do mês.

— Já viemos de uma sequência de meses com temperaturas acima da média. Por provocar o aquecimento das águas do pacífico, o El Niño eleva a temperatura e a quantidade de chuvas, mas seus efeitos vêm diminuindo, sendo pouco sentidos no Estado. Por isso, podemos dizer que a temperatura segue acima da média. No entanto, as precipitações caem — explica Caio Guerra, da Somar Meteorologia.

Porém, segundo a Somar, existem chances para que a baixa temperatura apareça no final do mês, principalmente nas últimas duas semanas de maio.

– Simulações indicam um declínio mais acentuado da temperatura nos três Estados da Região Sul, inclusive com potencial para geadas. A temperatura mínima pode ficar na casa dos 3°C a 5°C – ressalta Guerra.

De acordo com a Somar, maio deve apresentar chuvas abaixo da média. No entanto, isso não significa um período sem precipitações. Elas devem ocorrer na segunda metade do mês, mas apenas de forma isolada em algumas regiões do Estado, principalmente no Norte.

 

Fonte: Gaúcha ZH com informações da Somar M.

Semana Santa deve comercializar mais de 4 mil toneladas de peixe no RS

Levantamento foi realizado pela Emater/RS

Foto: Divulgação Emater/RS-Ascar

Durante a Semana Santa a comercialização de peixe é intensificada no Rio Grande do Sul e, para este ano, a Emater/RS-Ascar prevê o aumento de 9% no volume a ser comercializado, passando de 3.890.601 kg para 4.229.765 kg. Estima-se que esta quantidade represente de 20 a 25% da produção. Comparado com o ano passado, o número de escritórios da Instituição que apresentaram informações sobre a comercialização de peixe também aumentou, passando de 402 para 485 escritórios locais. O levantamento é feito desde 2009 e envolve os escritórios municipais e regionais, sendo que o processamento das informações e o resumo dos dados são realizados no Escritório Central da Emater/RS-Ascar, em Porto Alegre.

Enquanto o volume de comercialização aumentou, o preço médio de venda reduziu em cerca de 2%, de R$ 14,01 para R$ 13,66 o quilo do produto. Em todo o Estado, os preços variam de R$ 41,20 o kg do camarão descascado, passando pelo filé de tilápia, vendido a R$ 26,01 o kg e o filé de carpa capim, a R$ 21,27 o kg, até a carpa prateada inteira, vendida em média a R$ 9,46 o kg, a tilápia inteira, a R$ 8,12, e a violinha inteira, vendida a R$ 5,85 o kg.

A comercialização é feita em 332 locais de feira, o que totaliza 1.070 dias. Há venda de peixes também em outros locais de comercialização (6.233 pontos de venda), como na propriedade (2.776), na residência do pescador (2.036), na beira da praia (368), por vendedores ambulantes (290), na beira dos rios (217), em pesque-pague (162) e em outros locais (384), como supermercados e açougues.

Segundo o levantamento da Emater/RS-Ascar, as espécies de peixe mais vendidas são carpa capim inteira (732.387 kg), tilápia inteira (407.420 kg), carpa húngara inteira (345.520), tilápia filé (326.992 kg), carpa capim eviscerada (297.181 kg), carpa cabeça grande inteira (291.710 kg), carpa prateada inteira (277.993 kg), carpa húngara eviscerada (157.516 kg), carpa prateada eviscerada (134.923 kg), carpa cabeça grande eviscerada (119.444 kg), tainha eviscerada (85.355 kg), jundiá inteiro (76.535 kg) e tilápia eviscerada (74.565 kg), além de outras espécies de filés (64.810 kg), traíras, jundiás, piava, pescada, linguado, corniva, grumatã, viola, pacu abrótea, papa-terra, surubim, truta, siri/marisco e sardinha/peixe-rei.

“Durante o ano, a Emater/RS-Ascar planeja e executa várias atividades nas áreas de piscicultura”, destaca o assistente técnico estadual em Piscicultura da Emater/RS-Ascar, Henrique Bartels, ao citar, entre as ações, a elaboração de projetos de viveiros e orientação aos criadores de peixes na construção, calagem e adubação de viveiros e açudes, na introdução dos alevinos, no manejo e controle da qualidade da água, na alimentação dos peixes, no controle das doenças, na despesca, na comercialização da produção e nas formas de consumo.

Por: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

Vacinação contra a gripe no RS começa em 10 de abril para crianças e gestantes

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A campanha de vacinação contra a gripe começa dia 10 de abril no Rio Grande do Sul. Na primeira semana, a campanha será direcionada apenas para gestantes e crianças de até 6 anos de idade. De acordo com a Secretaria de Saúde do estado, o grupo foi priorizado, neste ano, porque foi o que menos se vacinou na campanha anterior.

A partir do dia 22 de abril, pessoas acima dos 60 anos, doentes crônicos e professores podem receber a dose nas Unidades Básicas de Saúde de todo o estado.

No total, são mais de 3,7 milhões de pessoas que devem receber a a vacina. A meta é alcançar 90% delas.

A vacina protege contra três tipos de vírus Influenza: A (H1N1), A (H3N2) e B. A dose deste ano foi atualizada com subtipos diferentes nas cepas H3N2 e B, por isso deve ser repetida mesmo por quem já se protegeu na temporada passada.

A vacina é produzida com vírus mortos, sem risco de causar infecção.

A imunização leva em torno de 15 dias para gerar proteção ao organismo, por isso a importância de se vacinar no período da campanha, antes da chegada do inverno, época do ano de maior circulação da doença.

Serviço

Grupos que podem receber a vacina a partir de 10 de abril

  • Crianças de 6 meses até menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias)
  • Gestantes

Grupos que podem receber a vacina a partir de 22 de abril

  • Crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias)
  • Gestantes (em qualquer tempo gestacional)
  • Puérperas (mulheres até 45 dias após o parto)
  • Pessoas com 60 anos ou mais
  • Povos indígenas aldeados
  • Trabalhadores de saúde dos serviços públicos e privados
  • Presos e funcionários do sistema prisional
  • Professores de escolas públicas e privadas
  • Portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais*
  • *Doenças crônicas: respiratórias, cardíacas, renais, neurológicas ou hepática; diabetes; imunossupressão; obesidade; transplantados ou pessoas com trissomias.

Fonte: G1

Forte onda de calor volta com máximas de 40ºC pelo RS

O calor intenso voltou. A temperatura máxima ontem (23) à tarde chegou a 34ºC na Grande Porto Alegre, marca registrada em Canoas. Em Marau, a máxima chegou aos 30ºC.

Depois de um período muito chuvoso e o ingresso de ar mais frio durante o fim de semana, ar tropical novamente toma conta do território gaúcho. Um período de forte calor cobrirá o restante do mês de janeiro e avançará fevereiro adentro no Rio Grande do Sul. Haverá uma escalada da temperatura nos próximos dias com a temperatura subindo dia a dia.

O fim de semana será muito quente com marcas ao redor de 40ºC em algumas cidades do Estado. Todos os dados de modelos numéricos analisados pela MetSul Meteorologia coincidem em projetar temperatura extremamente alta na próxima semana no Estado.

 

Fonte:  MetSul

Gasolina atinge menor preço em 33 semanas no RS

André Ávila / Agencia RBS

O preço do litro da gasolina engatou marcha a ré e atingiu o menor nível em 33 semanas no Rio Grande do Sul. Entre 30 de dezembro e 5 de janeiro, o valor médio cobrado nas bombas foi de R$ 4,482. Com o resultado, retornou ao patamar anterior à greve dos caminhoneiros. De 13 a 19 de maio, às vésperas da paralisação dos motoristas, o combustível era vendido por R$ 4,439 no Estado, apontam dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Mesmo com o recuo nos postos, o preço gaúcho ainda é o mais elevado da Região Sul e segue em nível superior à média nacional. Segundo a ANP, o valor registrado no país, entre 30 de dezembro e 5 de janeiro, caiu para R$ 4,330. Assim como no Rio Grande do Sul, a marca brasileira também é a menor em 33 semanas.

Para analistas, a redução nas bombas espelha a recente baixa no mercado internacional do preço do petróleo, calculado em dólar, que também passou a cair após as eleições presidenciais. Conforme política adotada pela Petrobras em 2017, a cotação da commodity serve de referência para a estatal fixar os valores dos combustíveis.

– Nos últimos meses, a gasolina, de alguma forma, vem acompanhando a flutuação do petróleo – afirma o diretor da consultoria ES Petro, Edson Silva.

No Rio Grande do Sul, a redução também teve influência de uma questão tributária. No início deste mês, o Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF) caiu R$ 0,27, para R$ 4,55 por litro. É sobre esse valor médio, determinado após pesquisa feita pela Receita Estadual junto aos postos, que incide a cobrança do ICMS da gasolina. Ou seja, quanto menor for o preço de pauta, menor o impacto do tributo sobre o combustível.

– O corte no preço de pauta traz movimento positivo para o setor. Além disso, o mecanismo de hedge (proteção financeira), que a Petrobras adotou em setembro para conter a oscilação da gasolina, ajudou os postos. Trouxe maior previsão sobre os preços – afirma João Carlos Dal’Aqua, presidente do Sulpetro, que representa os postos gaúchos.

Segundo analistas, o preço mais salgado da gasolina no Rio Grande do Sul frente a outros Estados guarda relação, em parte, com o ICMS mais elevado. A alíquota gaúcha sobre o combustível é de 30%. Em Santa Catarina, por exemplo, de 25%. Além disso, a gasolina que chega às bombas tem o acréscimo de 27% de etanol anidro, não produzido no Rio Grande do Sul. A necessidade de trazê-lo de Estados como o Paraná também encarece o preço final cobrado dos gaúchos.

Possibilidade de novos cortes nos próximos dias

Apesar desses obstáculos, a tendência para o Rio Grande do Sul, nas próximas semanas, é de que o valor nos postos tenha novos cortes, diz Dal’Aqua. O dirigente evita projetar a qual nível as eventuais reduções poderiam chegar.

– A tendência é de baixa, mas com o preço ainda em patamar elevado – observa Dal’Aqua.

Silva também avalia que o preço tende a apresentar novas reduções. O analista lembra que, após cair em 2018, o valor do petróleo no mercado internacional tem subido nas últimas semanas, mas pondera que o dólar segue “estabilizado”, com a simpatia inicial do mercado financeiro ao governo Jair Bolsonaro.

– Se esse cenário for confirmado, é possível esperar aumento no consumo de combustíveis e na rentabilidade dos postos. Durante a greve dos caminhoneiros, houve queda nas margens do setor, que já estão se recuperando – menciona Silva.

Em 2018, alta nas bombas, queda nas refinarias

Mesmo com a redução nas últimas semanas, o preço da gasolina no Rio Grande do Sul fechou 2018 com alta de 2,9% em relação a 2017. Ao final de dezembro, o valor médio nos postos gaúchos chegou a R$ 4,500, indicam dados da ANP.

No país, também houve avanço na mesma comparação. A média nacional encerrou a última semana do ano passado em R$ 4,344, aumento de 5,9% frente a 2017.

Nas refinarias, o comportamento da gasolina foi inverso. Entre janeiro – o primeiro dado mensal disponível – e dezembro de 2018, o preço do combustível na Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, passou de R$ 1,6294 para R$ 1,5598, redução de 4,3%. Divulgados pela Petrobras, os valores não incluem o peso de tributos. Além disso, a gasolina vendida nas refinarias para as distribuidoras não contempla o acréscimo de etanol anidro, que também tende a encarecer os preços finais.

Presidente do Sulpetro, João Carlos Dal’Aqua afirma que o descompasso em relação às refinarias pode ser atribuído, em parte, à retomada nas margens de lucro:

– A queda nas refinarias reflete a baixa global no valor do petróleo. No mercado interno, houve retomada nas margens, que estavam dilaceradas em todo o segmento. Historicamente, permaneciam em torno de 12% nos postos. Com os reajustes quase diários da Petrobras, haviam ficado abaixo de 10%. Mas os grandes ganhos foram os das distribuidoras.

Dal’Aqua diz “não ser contra” a política de preços da Petrobras, desde que existam mecanismos de proteção – como o hedge em vigor desde setembro – para conter as oscilações. Segundo o dirigente, cerca de cem postos fecharam as portas no Estado desde julho de 2017, quando a estatal mudou sua política de reajustes.

Fonte: ZH

Em média, 16 casos de estupro são registrados por dia no Rio Grande do Sul

Dados da Polícia Civil são de 2017 e de janeiro a agosto de 2018. Do total, 58% das ocorrências são estupro de vulnerável, ou seja, de crianças e adolescentes de até 14 anos de idade.

RBS Reprodução

Em média, 16 ocorrências de estupro são registradas por dia no Rio Grande do Sul, conforme dados da Polícia Civil de 2017 e de janeiro a agosto de 2018. Desde o início deste ano até a última quarta-feira (8) foram 3.680 casos.

A polícia orienta que as pessoas que forem atacadas procurem a delegacia logo após o fato, para que possam fazer o registro do boletim de ocorrência, agilizando a coleta de provas importantes para o indiciamento e a prisão do suspeito. Além do sexo à força, lei também passou a considerar estupro outros atos.

“Tempos atrás havia necessidade da conjunção carnal com violência, ameaça, para configurar o estupro. E nós tínhamos a figura do estupro e do atentado violento ao pudor. Hoje, não tem mais o atentado violento ao pudor. Então, não só a conjunção carnal, mas outros atos libidinosos são considerados como estupro”, explica a delegada Adriana Regina da Costa, coordenadora das Delegacias da Mulher.

A polícia alerta que já ocorreram casos em que as mulheres que sofreram o estupro conheceram os abusadores em aplicativos de relacionamento.

“Chegando no encontro, aconteceram coisas que não estavam combinadas ou situações de estupro. Então, é importante que adolescentes e mulheres estejam atentas no conhecimento de pessoas pela internet”, afirma a delegada.

Segundo a polícia, quase 95% dos casos são resolvidos. Só neste ano, foram quase 2 mil indiciamentos.

Para ajudar as mulheres que sofreram violência, a ONG Mapa do Acolhimento oferece uma rede de apoio que conta com terapeutas e advogados. É só acessar o site na internet, registrar o pedido de ajuda e deixar algum contato.

“As pessoas que sofreram algum tipo de violência, pode ter sido violência obstétrica, sexual ou doméstica, entra no nosso site, e aperta no botão de ‘quero ser acolhida’. Assim, vai conectar a uma rede de voluntárias, psicólogos, psiquiatras ou advogadas dispostas a atender essas mulheres gratuitamente”, explica a diretora da entidade, Carolina Coelho Soares.

Aumento de casos de estupro de vulnerável

Do total dos casos, 58% são estupro de vulnerável, ou seja, afetam crianças e adolescentes de até 14 anos de idade.

Fonte: G1

Caminhoneiros realizam protestos em rodovias do RS após aumento do valor de combustíveis

(Foto: Reprodução/RBS TV)

Caminhoneiros protestaram na noite de domingo (20) e na madrugada desta segunda-feira (21) contra o aumento do óleo diesel, em atos realizados em diferentes rodovias federais e estaduais. Pneus foram queimados às margens das estradas.

Durante a manhã desta segunda, conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), são registradas concentração de caminhoneiros, mas sem pontos de retenção. Motoristas são abordados, mas veículos de passeio têm a passagem liberada.

Por volta das 6h em São Sebastião do Caí, caminhoneiros bloquearam a ERS-122, na altura do km 16. Com a chegada da Brigada Militar a via foi liberada, e um novo bloqueio ocorreu a partir das 7h30, com retenção total da rodovia.

Em Taquara, manifestantes bloquearam o tráfego na ERS-020, queimando pneus às margens da rodovia. De acordo com o Comando Rodoviário da Brigada Militar, apenas veículos de passeio conseguiram seguir viagem.

Na BR-290, a freeway, foi registrada queima de pneus embaixo do viaduto que dá acesso à fábrica da General Motors, em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Por volta das 4h, o fogo havia sido controlado.

Um dos pontos onde aconteceu o protesto foi em um trecho da BR-101, em Três Cachoeiras, próximo da divisa com Santa Catarina. Os manifestantes abordam caminhoneiros pedindo para aderirem à paralisação. Foi relatado que se recusaram a parar foram apedrejados, mas ninguém ficou ferido.

Durante a manha, aumentou a concentração de caminhoneiros, e pneus foram queimados fora da pista, perto da rodovia. Alguns manifestantes chegaram a invadir a pista para abordar caminhoneiros.

Durante a madrugada um grupo de ao menos 60 caminhoneiros ficaram concentrados em um posto de combustíveis, às margens da BR-101, em Três Cachoeiras. A mesma situação foi verificada em Camaquã, no Sul do estado, na BR-116.

Pneus queimados e apedrejamento de caminhões também foram relatados à PRF, mas sem bloqueio de rodovias. Foram reportados ainda fogos semelhantes de fogo em Pelotas, na BR-116, Em São Sepé, na BR-392, em Júlio de Castilhos, na BR-158. No entanto, em nenhum dos casos houve impacto no tráfego.

Fonte: G1

Nova fase da Leite Compen$ado é deflagrada em cinco cidades do Rio Grande do Sul

São cumpridos cinco mandados de prisão e quatro de busca e apreensão

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São cumpridos cinco mandados de prisão e quatro de busca e apreensão | Foto: MPRS / Divulgação / CP

* Com informações do Ministério Público

Foi deflagrada na manhã desta terça-feira pelo Ministério Público (MP) a 12ª etapa da operação Leite Compen$ado nas cidades de Casca, Estrela, Marau, Nova Araçá e Travesseiro. São cumpridos cinco mandados de prisão e quatro de busca e apreensão. As buscas estão sendo realizadas na Indústria de Laticínios Rancho Belo Ltda (em Travesseiro, que fabrica leite UHT integral envazado pela marca dos supermercados Dia%, além de leite, queijo e creme de leite da marca Rancho Belo), Laticínios Modena (em Nova Araçá, de nome fantasia Bonilé Alimentos e que fabrica creme de leite industrial e queijo) e Laticínios C&P (em Casca, de nome fantasia Princesul, que fabrica queijo), bem como na Transportadora AC Tressoldi (em Estrela). Outro mandado de busca e apreensão é cumprido na sede da empresa M&M Assessoria, em Marau.

Organização criminosa

Conforme as investigações, foi descoberto crime organizado e de comercialização de produto lácteo impróprio para consumo humano (pela nocividade ou pela redução do valor nutricional) envolvendo as empresas investigadas. Dois dos alvos de prisão preventiva já haviam sido denunciados em outras operações do MP, daquela vez por sonegação fiscal milionária.

Segundo o MP,  os três laticínios receberiam e repassariam entre si leite cru, creme de leite e soro de creme fora dos padrões previstos pela legislação brasileira. Muitas das cargas chegariam a ser refugadas por outras empresas e acabariam sendo comercializadas para estas indústrias. Alguns elementos da investigação apontam que carregamentos de leite que só poderiam ter como destino a alimentação de animais teriam sido usados para a industrialização de produtos de consumo humano.

Fraudes nos produtos

Em mais de dez Certificados Técnicos de Análise emitidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) realizados em leite cru, leite UHT e nata, o Lanagro detectou índices fora dos padrões. Conforme as investigações, os sócios-proprietários das empresas teriam ordenado a adição desses produtos para corrigir a acidez e eliminar microorganismos, no intuito de “rejuvenescer” o produto já vencido, impróprio para o consumo. No caso da água, ela teria sido adicionada para que o creme de leite duro, já amanteigado, fosse novamente amolecido e misturado a outras cargas em condições melhores. Os laudos realizados pelas próprias empresas teriam sido mascarados, para que tanto a fiscalização quanto os compradores não visualizassem os problemas.

Assessoria

A busca e apreensão na M&M Assessoria, contratada pela Laticínios Modena, ocorre porque, de acordo com relatório do Mapa, em grande parte dos postos de resfriamento e laticínios onde a empresa atuou, foram constatadas adulterações no leite cru in natura e derivados.

A operação Leite Compen$ado é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – Gaeco Segurança Alimentar, através dos promotores de Justiça Mauro Rockenbach e Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, com participação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Receita Estadual e Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).