Posts

Esquema de segurança, distribuição de senhas e transmissão ao vivo: como será o júri do caso Bernardo

Sessão que definirá o futuro dos réus acontece no dia 11 de março, em Três Passos, no noroeste do Estado

Cadeiras a mais serão colocadas no salão do júri do Foro de Três Passos – Omar Freitas / Agencia RBS

 

Em um mês, os acusados pela morte de Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, serão julgados em Três Passos, no noroeste do Estado. Quase cinco anos depois de o corpo ter sido encontrado em Frederico Westphalen, a madrasta dele, Graciele Ugulini, o pai, Leandro Boldrini, a amiga de Graciele Edelvânia Wirganovicz e o irmão dela Evandro sentarão no banco dos réus.  Eles respondem por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
JURADOS
A escolha
Sete pessoas da Comarca de Três Passos (que inclui os municípios de Bom Progresso, Tiradentes do Sul e Esperança do Sul) serão responsáveis por dizer se os réus são culpados ou inocentes pelo crime de homicídio. Farão parte do conselho de sentença. Na terça-feira (12), serão sorteadas 25 pessoas (além de suplentes). Desse grupo serão tirados os sete jurados.
A rotina 
Ficarão em um hotel, em Três Passos, até o fim do júri —  que deve durar uma semana, conforme previsão da juíza Sucilene Engler Werle. Não poderão ter qualquer tipo de comunicação, seja com outros jurados ou com qualquer outra pessoa. Só poderão falar com o oficial de Justiça responsável e o assunto não poderá ser o julgamento. Não terão acesso a telefone, internet, TV, rádio ou jornal.
TESTEMUNHAS
Irão depor 28 testemunhas. O Ministério Público (MP) indicou cinco; a defesa de Boldrini, 12 (uma delas também arrolada pelo MP); os advogados de Evandro, oito; e a defesa de Graciele, quatro. Os advogados de Edelvânia não indicaram testemunha. Os nomes são mantidos em sigilo.
LOCAL
O salão do júri do Foro de Três Passos fica no 2º andar do prédio, localizado na Avenida Júlio de Castilhos, no Centro. Comportará 70 pessoas, com a colocação de cadeiras extras. Destes lugares, 25 serão reservados para a imprensa, membros do MP e do Tribunal de Justiça. Os outros 45 serão para o público em geral. Terão prioridade os familiares da vítima e dos acusados. Para os demais serão disponibilizadas, diariamente, senhas fornecidas  pela 1ª Vara Judicial, no saguão do Foro.
Boldrini, Graciele, Edelvânia e Evandro ficarão lado a lado durante o julgamento, no mesmo espaço destinado aos seus advogados. Quando o réu for chamado para prestar depoimento, ficará em uma cadeira em frente à juíza.
SEGURANÇA 
O TJ está programando esquema especial de segurança para o julgamento. Ainda não se sabe se haverá expediente normal no Foro de Três Passos no dia do júri.
TRANSMISSÃO
O julgamento será transmitido ao vivo, pela internet, e terá cobertura em tempo real pelo Twitter do Tribunal de Justiça do RS.
A ORDEM 
1 – A juíza começará a sessão ouvindo as testemunhas. Não estão definidos os períodos diários do julgamento. A previsão de duração é de sete dias. A magistrada, o MP, o assistente de acusação, os advogados dos réus e os jurados poderão fazer perguntas.
2 –  Depois, serão interrogados os réus. A ordem das perguntas segue o mesmo esquema das testemunhas.
3 – Começam os debates entre a acusação e as defesas. Pelo MP, o promotor Bruno Bonamente terá duas horas e meia para sua manifestação. Os advogados dos réus terão o mesmo tempo, mas dividido entre os quatro. Depois, são duas horas para réplica e mais duas para tréplica, também divididas. Se promotor não quiser réplica, não haverá tréplica. Ainda não foi definida a ordem de interrogatório dos réus nem de manifestação das defesas.
4 – Ao final, os jurados se reúnem na sala secreta e decidem se os réus são culpados ou inocentes. A juíza Sucilene divulgará a sentença. Em caso de condenação, aplicará as penas.
O QUE DIZEM
Tribunal de Justiça
Vice-presidente do Tribunal de Justiça e presidente do Conselho de Comunicação da Corte, o desembargador Túlio Martins considera a morte de Bernardo um caso de comoção nacional e, segundo ele, “internacional, do ponto de vista da América Latina”. Sobre a segurança, afirma que “serão colocados quantos policiais forem necessários”.
O magistrado lembra que será preservada a incomunicabilidade dos réus, mas diz que existe controvérsia quanto à mesma medida por parte das testemunhas.
— Não vejo motivo para que as testemunhas fiquem incomunicáveis com tudo que já se viu desse processo. E não acho que o júri vai demorar sete dias. Acho que vai durar dois, três dias.
Ministério Público
O promotor Bruno Bonamente enviou nota:
A expectativa é de que o julgamento ocorra sem maiores intercorrências, uma vez que todas as medidas para sua realização estão sendo adotadas pelo Judiciário. Espera-se e confia-se na condenação dos réus, nos termos da denúncia, por ser esta a medida de justiça que encontra ampla sustentação nas provas e corresponde aos anseios de toda a comunidade.
DEFESAS DOS RÉUS
Leandro Boldrini
Os advogados Ezequiel Vetoretti e Rodrigo Grecellé Vares enviaram nota à reportagem:
A defesa de Leandro Boldrini confia no Tribunal do Júri e espera um julgamento justo, baseado nas provas do processo em detrimento às especulações de cunho midiático. O processo fala, a prova grita e o júri terá, certamente, a sabedoria para ouvir e fazer a tão esperada justiça.
Graciele Ugulini
O advogado Vanderlei Pompeo de Mattos, que representa Graciele, disse que irá “bater no campo das provas” e torcer para que os “jurados consigam extrair da suas mentes decisão justa e com base no que há de provas nos autos e não por eventual emoção, clamor e sensacionalismo”.
— Na minha ótica, a minha cliente já pagou um preço caro por isso  — afirmou.
— Ela entregou medicação para acalmar o Bernardo, mas o menino acabou tomando além da conta e isso levou à fatalidade. Estamos diante de um crime culposo. Jamais teve dolo — completou.
Evandro Wirganovicz
O advogado Hélio Sauer diz que espera “absolvição no julgamento”.
— Negativa de coautoria. Não participou de nada. Não fez buraco (a cova onde Bernardo foi enterrado após ser assassinado), nem nada. Inclusive não há prova nos autos — sustenta.
Edelvânia Wirganovicz
O advogado Gustavo Nagelstein disse que pretende “reverter essa injustiça que a gente acha que a nossa cliente está envolvida”.
— Insistimos que ela não tem qualquer participação na morte do menino. Assume a responsabilidade no sumiço do corpo. Que ela seja condenada pelo crime que realmente praticou — afirmou o advogado.
Nagelstein lamentou ainda que a cliente esteja “preventivamente presa desde o início das investigações sem que tenha uma sentença”.

Fonte: Gaúcha ZH

Júri do caso Bernardo Boldrini será transmitido ao vivo pela internet

Montagem sobre fotos / Ricardo Duarte/Agência RBS

O julgamento dos acusados da morte de Bernardo Boldrini será realizado em 11/03/19, no Salão do Júri da Comarca de Três Passos. A sessão terá início às 9h30min e deve durar uma semana, pela sua complexidade.

Serão reunidos 28 testemunhas arroladas e quatro réus para serem interrogados. O júri, presidido pela Juíza de Direito Sucilene Engler Werle, será transmitido ao vivo pela internet e com cobertura no Twitter em tempo real.

Segundo o Ministério Público, aos 11 anos, o menino foi morto pela madrasta, a ex-enfermeira Graciele Ugulini, com a participação do pai, o médico Leandro Boldrini, e dos irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz, em quatro de abril de 2014.

Graciele obrigou a criança a ingerir alta dose de medicamentos, o que teria provocado sua morte. O corpo de Bernardo foi encontrado 10 dias depois, numa cova, no interior de Frederico Westphalen. Os réus estão presos desde 2014.

Boldrini, que exerceu atividades profissionais em Passo Fundo está na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas.

Graciele e Edelvânia estão no Presídio Estadual Feminino Madre Pelletier, em Porto Alegre. Evandro, que está preso no Presídio Estadual de Três Passos.

 

 

 

 

Fonte: RDPlanalto

Pai do menino Bernardo vai em sigilo a velório, em Campo Novo

1467882111_66

Foto: Três Passos News

Escoltado por policiais do POE de Três Passos e por agentes da Superintendência dos Serviços Penitenciários – Susepe, Leandro Boldrini foi, em sigilo, ao velório de seu pai na tarde de terça-feira (05) em Campo Novo.
Irildo Boldrini, de 79 anos, morador de Campo Novo, faleceu na noite de segunda-feira (04) no Hospital de Caridade de Três Passos, onde se encontrava internado. O agricultor sofria do coração
Segundo informações, Irildo foi velado no CTG Sentinela das Coxilhas, que foi evacuado para que Leandro se despedisse sozinho, permanecendo no local por cerca de dez minutos.
Leandro Boldrini é um dos quatro acusados da morte do próprio filho, Bernardo Boldrini, em abril de 2014. Desde então, o médico se encontra preso na Penitenciária Estadual de Charqueadas.
Entenda o Caso Bernardo
Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, desapareceu no dia 4 de abril, em Três Passos. Dez dias depois, o corpo do menino foi encontrado no interior de Frederico Westphalen, dentro de um saco plástico, enterrado às margens de um rio. Foram presos o médico Leandro Boldrini, a madrasta Graciele Ugulini e uma terceira pessoa, identificada como Edelvânia Wirganovicz. Evandro Wirganovicz, irmão de Edilvânia, também foi preso acusado de participar da ocultação do cadáver. Os quatro foram indiciados e irão a julgamento.

Fonte: Três Passos News

Vídeo mostra carro que seria de madrasta onde Bernardo foi enterrado

Imagens teriam sido gravadas dois dias antes do crime, segundo advogado.
Advogado da avó da criança diz ter encomendado perícia nas imagens.

 

Um vídeo pode reforçar a suspeita de que o assassinato do menino Bernardo Boldrini, em abril de 2014, foi premeditado. De acordo com o advogado da avó materna da criança, Marlon Taborda, as imagens mostram o carro que pertence ao pai do menino, Leandro Boldrini, usado pela madrasta, Graciele Ugulini, nas imediações do local onde Bernardo foi enterrado, dois dias antes do crime. Os dois estão entre os acusados da morte.

“Mandamos fazer uma análise pericial para a constatação, e isso significa cabal e fielmente ser a caminhonete de Leandro Boldrini”, diz Taborda.

O vídeo tem data de 2 de abril, sendo que o menino foi morto no dia 4. “Isso demonstra a premeditação”, diz Taborda, afirmando que as imagens condizem com trecho do depoimento de Edelvânia Wirganovicz, amiga de Graciele e também ré pelo crime. “Ela disse que elas foram verificar o local antes”, destacou.

Fonte: G1

Conclusão do inquérito que reinvestiga morte da mãe de Bernardo ficou para o fim do mês

8e16047c7018e9cb265b0bf99a1733ea_L

Análise da reconstituição do caso ainda não foi concluída/Foto: Arquivo/TP News

A conclusão do inquérito que busca esclarecer a morte de Odilaine Uglione esperada por grupos nas redes sociais para esta quarta-feira, 17, não aconteceu. Segundo fonte ligada ao setor de investigação, no final de fevereiro, expira o novo prazo de dois meses concedido pela Justiça à Polícia Civil para a conclusão das novas investigações. A análise da reconstituição do caso, realizada no dia 16 de dezembro, ainda não foi concluída.

Após pedido feito pelo delegado Marcelo Lech, que pretendia ouvir mais testemunhas após a reconstituição da morte de Odilaine Uglione, a juíza Vivian Feliciano de Três Passos autorizou a prorrogação por 60 dias do inquérito que investiga a morte da mãe do menino Bernardo. Feriados de fim de ano e de Carnaval teriam atrasado a conclusão dos trabalhos de investigação.

A reabertura do caso aconteceu em maio de 2015 após pedido do Ministério Público. O motivo foi uma perícia particular contratada pela família de Odilaine na suposta carta de suicídio. Conforme o perito, o documento não foi escrito por ela, e sim, por Andressa Wagner, secretária de Leandro Boldrini na época. Andressa nega.

Apesar de reiterar que a carta partiu do punho de Odilaine, o IGP manteve a incerteza referente à autoria do disparo. Conforme a simulação, o tiro que a matou pode ter sido disparado por Odilaine ou por uma segunda pessoa.

O IGP também analisou o material encontrado sob as unhas da mulher que havia sido coletado no dia da morte, em 10 de fevereiro de 2010, e o comparou com o DNA fornecido por Boldrini, então marido de Odilaine. Neste caso, a análise também não foi conclusiva para indicar se houve, por exemplo, uma luta corporal.

Entenda o Caso Odilaine

Conforme a polícia, Odilaine teria cometido suicídio dentro do consultório do pai de Bernardo, Leandro Boldrini, no dia 10 de fevereiro de 2010. No inquérito policial, consta que ela comprou um revólver calibre 38 pouco antes de ir à clínica. Além disso, também há o registro de um bilhete em que a secretária do médico, Andressa Wagner, entregaria ao patrão, alertando sobre a chegada de Odilaine. O processo conta com depoimentos de testemunhas que estavam na sala de espera no dia da morte e com documentos referentes a uma possível divisão da pensão a ser paga após o processo de separação do casal.

Já a defesa da família Uglione alega que houve falhas na investigação da morte da mãe de Bernardo, entre as principais, estão divergências quanto ao exato local da lesão no crânio de Odilaine; existência de lesões no antebraço direito e lábio inferior da vítima; lesões em Leandro Boldrini; vestígios de pólvora na mão esquerda da vítima, que era destra; ausência de exame pericial em Boldrini, uma carta fraudada supostamente deixada pela mãe de Bernardo e a própria morte do garoto, que configuraria um fato novo.

Entenda o Caso Bernardo

Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, desapareceu no dia 4 de abril, em Três Passos. Dez dias depois, o corpo do menino foi encontrado no interior de Frederico Westphalen, dentro de um saco plástico, enterrado às margens de um rio. Foram presos o médico Leandro Boldrini, a madrasta Graciele Ugulini e uma terceira pessoa, identificada como Edelvânia Wirganovicz. Evandro Wirganovicz, irmão de Edilvânia, também foi preso acusado de participar da ocultação do cadáver. Os quatro foram indiciados e irão a julgamento.

Fonte: Três Passos News

TJRS decide se acusados da morte do menino Bernardo vão a Júri Popular

Dia decisivo no processo envolvendo a morte de Bernardo/Foto: Reprodução

Dia decisivo no processo envolvendo a morte de Bernardo/Foto: Reprodução

A Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul – TJRS deverá confirmar ou não, na tarde desta quarta-feira, 27, se os réus no processo sobre o assassinato do menino Bernardo Boldrini, em abril de 2014, vão a júri popular. Em primeira instância, a Justiça de Três Passos decidiu que o pai do menino, Leandro Boldrini, sua mulher, Graciele Ugulini, a amiga do casal, Edelvânia Wirganovicz, e seu irmão, Evandro Wirganovicz, serão julgados por homicídio qualificado. Além disso, Leandro responde também por ocultação de cadáver e falsidade ideológica.

Conforme a decisão do magistrado Marcos Luis Agostini, responsável pelo caso no ano passado, há prova da materialidade e indícios suficientes de autoria em relação aos quatro réus. Porém, as defesas recorreram da decisão.

Os réus estão presos e serão julgados pelos crimes de homicídio quadruplamente qualificado (Leandro e Graciele), triplamente qualificado (Edelvânia) e duplamente qualificado (Evandro) e ocultação de cadáver e falsidade ideológica (só Leandro).

A defesa de Leandro afirma que ele não tem qualquer ligação com a morte do filho. Graciele afirma que a morte se deu por acidente, após ela ministrar um calmante ao garoto. Edelvânia confirma o que a amiga alega, mas diz que foi coagida a participar da ocultação do cadáver. Já Evandro nega qualquer participação no crime.

Entenda o Caso Bernardo

Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, desapareceu no dia 4 de abril, em Três Passos. Dez dias depois, o corpo do menino foi encontrado no interior de Frederico Westphalen, dentro de um saco plástico,enterrado às margens de um rio. Foram presos o médico Leandro Boldrini, a madrasta Graciele Ugulini e uma terceira pessoa, identificada como Edelvânia Wirganovicz. Evandro Wirganovicz, irmão de Edilvânia, também foi preso acusado de participar da ocultação do cadáver. Os quatro foram indiciados e irão a julgamento.

*Três Passos News