Cãozinho é abandonado dentro de saco plástico no centro de Três Passos

Foto: Arquivo Pessoal

Um cãozinho da raça Pug, de cor abricó, apareceu dentro de um saco plástico em uma cesta de lixo na manhã deste sábado, 25, em Três Passos. O animalzinho foi deixado em uma parada de ônibus, na Av. Ijuí, no centro da cidade.

O filhote já estava sem vida quando pedestres avisaram a proprietária de um pet shop nas proximidades. Esta relatou, indignado, o caso em sua página no Facebook. Câmeras de videomonitoramento poderão ajudar a identificar o autor. Confira:

“Até que ponto chega uma crueldade de uma pessoa?

Mais uma vez nos deparamos com uma triste situação aqui em TRÊS PASSOS.

Sim, como vocês estão vendo. Um cão foi abandonado, e encontrado já sem vida EM UMA CESTA DE LIXO!

(E para quem não sabe, existem locais apropriados, e não de uma cesta de lixo.)

Se o animal estava doente, a melhor coisa à se fazer É PROCURAR UM VETERINÁRIO medica-lo e trata-lo.

O TUTOR deve saber se morreu de doença ou fatalidade INDIFERENTE, o certo é procurar a melhor forma de tratar seu bichinho.

Queremos lembrar para quem não sabe nossa cidade possuí varias câmeras ao redor do local onde esse animalzinho foi encontrado, não vamos divulgar pedimos para que essa pessoa que teve esse atitude DESUMANA assuma seus erros.”

Fonte: TP News

Executivo e Legislativo de Horizontina participarão de reorganização de frente regional Pro RS-305

O presidente da Associação Regional da Câmaras de Vereadores da Região Celeiro Arlei Tomazzoni foi recebido em Horizontina na quarta-feira, dia 8 de maio, para uma reunião de trabalho com representantes do Poder Legislativo (mesa diretora) e Executivo.

Na pauta a organização de uma reunião ampliada, marcada para dia 21 de maio, ás 14h30min em Crissiumal, junto a prefeitura, tendo como pauta a retomada de ações que exerçam pressão para resgate do projeto de construção da RS 305, trecho Horizontina/Crissiumal completando a ligação com Três Passos.

Tomazzoni que é vereador em Três Passos, enfatiza que o maior município da região celeiro também tem interesse na conclusão da estrada, por entender que ela representa desenvolvimento a toda uma região.

No encontro serão agregados prefeitos, vereadores, empresários, sindicatos, faculdades e demais órgãos que tenham em seu plano o desenvolvimento regional integrado.

A estrada iniciada ainda na gestão de Pedro Simon governador do RS na década de 80, sofre com a interrupção a partir do final da década de 90. Pouco foi executado e parte da rodovia, semiacabada, foi entregue ao trafego entre o fim do perímetro urbano de Horizontina até próximo a Vila Cascata. Dali até Crissiumal a estrada é de terra com cascalho, cortando belezas naturais como a Cascata do Buricá e uma geografia muito bela para ser apreciada.

Os buracos e a falta de conservação encarecem os fretes e causam empecilho ao escoamento da produção. A estrada representa encurtar o caminho em mais de 150 km entre as regiões Fronteira Oeste e Noroeste com Santa Catarina e São Paulo, por exemplo.

Também aproxima as regiões Fronteira Noroeste e Celeiro na costa do rio Uruguai, de plantas industriais que tornariam viável a adoção de atividades em avicultura, além de outras plantas frigoríficas e lácteas, gerando empregos no campo com a sucessão rural invertendo o êxodo campo-cidade.

Muito embora se tenha presente a situação econômica e financeira do Estado, as lideranças defendem que só a articulação forte encontrará respaldo do pleito a médio prazo.

A reunião das lideranças dia 21 em Crissiumal vai ouvir sugestões para elaboração de uma pauta contínua de ações que devem envolver todas as forças vivas existentes no municipalismo regional, destacam as lideranças.

Na reunião em Horizontina estiveram recepcionando Tomazzoni o Presidente da Câmara Rafael Godoy, vice-prefeito Jones Cunha, vice-presidente do Legislativo Valmor Dreher e o vereador Márcio Fischer.

 

*Portal FC

Professores estaduais paralisam atividades por um dia no RS

Funcionários fazem protesto por reposição das perdas salariais, pagamento em dia e realização de concursos públicos para professores e funcionários das escolas

Foto: RBS TV/Reprodução

Professores estaduais do Rio Grande do Sul paralisaram as atividades nesta quinta-feira (2) como forma de protesto. Os funcionários pedem reposição das perdas salariais, pagamento em dia e realização de concursos públicos para professores e funcionários das escolas.

Segundo o Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul (Cpers), as aulas devem ser retomadas na sexta-feira (3).

Em Porto Alegre, um grupo de professores se reuniu em frente ao Colégio Estadual Júlio de Castilhos, durante a manhã.

Em Santa Rosa, na Região Noroeste, o 10° Núcleo do Cpers também tem atos programados. Os profissionais da área da educação estão concentrados desde o começo da manhã em frente da Escola Visconde de Cairú. De acordo com o sindicato, são pelo menos oito escolas mobilizadas na região.

A 17° Coordenadoria de Educação diz que não foi avisada dos atos desta quinta e pediu que todas as escolas informem, o quanto antes, qual a situação das instituições. O comunicado foi repassado para 73 escolas de 22 cidades da Região Noroeste do estado.

Em Rio Grande, na Região Sul, estima-se que 8 mil alunos estão sem aula. A 18ª Coordenadoria Regional de Educação informou que entende o movimento, mas demonstra preocupação em relação aos alunos prejudicados.

A gestão também acrescenta que as escolas estão paralisadas, mas abertas ao público para orientação. Ainda não há um levantamento completo, mas até agora 14 escolas informaram paralisação total, quatro estão funcionando normalmente e quatro, parcialmente. As demais ainda não se manifestaram.

A Secretaria Estadual de Educação (Seduc) informa que “está apurando a lista das escolas que aderiram à paralisação liderada pelo Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers/Sindicato) nesta quinta-feira, dia 2” e ressalta que “os esforços estão voltados ao diálogo com os professores na busca da construção de uma educação de qualidade que priorize o aluno”.

Fonte: G1 RS

Sobe para quatro o número de mortos em razão dos protestos na Venezuela

Maduro pediu às Forças Armadas que lutem contra o que classificou de golpistas

Foto: Federico Parra / AFP

Subiu para quatro o número de mortos em razão dos protestos de terça e quarta contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Segundo familiares e líderes da oposição,  Yosner Graterol, 16 anos, ferido na última terça-feira na cidade de La Victoria (norte), e Yoifre Hernández, 14 anos, atingido na quarta-feira em Caracas, morreram nesta quinta-feira.

Na terça-feira houve manifestações em várias regiões do país em apoio à rebelião contra Maduro protagonizada por um reduzido grupo de militares liderado pelo opositor Juan Guaidó. Sem apoio das Forças Armadas, a rebelião em frente à base militar de La Carlota, em Caracas, fracassou. A ONG Fórum Penal relata pelo menos 205 detenções, no âmbito dos protestos desta semana.

Hoje o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro pediu às Forças Armadas que lutem contra “qualquer golpista”, após uma insurreição militar fracassada liderada pelo líder da oposição Juan Guaidó. “Sim, estamos em combate para desarmar qualquer traidor, qualquer golpista”, disse Maduro em ato com milhares de soldados, transmitidos pela televisão, em que o alto-comando militar reiterou sua lealdade.

Repetindo o slogan “sempre leal, traidores nunca”, o presidente assinalou que não deve haver medo frente a obrigação de desarmar as conspirações da oposição e os Estados Unidos. “Ninguém pode ter medo, é hora de defender o direito à paz”, disse ele na cerimônia em que – segundo o governo – 4,5 mil soldados estavam presentes a chamado de Maduro vem após o levante na terça-feira por um pequeno grupo de soldados sob a liderança de Juan Guaidó.

Crise
A Venezuela vive enorme tensão política desde janeiro deste ano, quando Maduro tomou posse de um novo mandato que não é reconhecido pela oposição e por parte da comunidade internacional. Guaidó se autoproclamou presidente de um governo interino, que conta com o apoio de mais de 50 países. Paralelamente, o país sul-americano vive a pior crise econômica de sua história, o que gera protestos diários para denunciar a escassez severa de alimentos e remédios e a péssima prestação de serviços públicos.

Fronteira com o Brasil

O fluxo de venezuelanos que chegam a Roraima pela fronteira entre Pacaraima e Santa Elena de Uairén caiu na quarta-feira, 1º de maio, para 570 pessoas, de 848 no dia anterior – o primeiro de protestos convocados pelo autoproclamado presidente interino Juan Guaidó contra o regime de Nicolás Maduro.

Segundo a assessoria da Operação Acolhida, que ressalta que esses números variam muito diariamente, apesar de a média da última semana estar em torno das 400 pessoas, 616 entraram no Brasil na quarta-feira e 46 voltaram para a Venezuela. A fronteira está fechada do lado venezuelano desde fevereiro, o que provocou a queda do fluxo de refugiados que chegam ao Brasil de mil pessoas por dia para cerca de 200.

Nas últimas semanas, segundo o Exército, no entanto, essa média voltou a subir. “Cabe ressaltar, ainda, que 278 pessoas se dirigiram ao Posto de Triagem da Operação, sendo 76 para solicitação de refúgio e 202 para residência temporária”, acrescentou por meio de nota a assessoria de comunicação da Operação Acolhida. “No que se refere ao atendimento na área de saúde, 423 pessoas foram vacinadas e um total de 1096 doses foram administradas.” A Operação Acolhida informou que não houve reforço na fronteira por causa da confusão ocorrida na Venezuela.

Segundo os militares, a movimentação foi tranquila durante todo o dia em Pacaraima. Na quarta-feira, o governador de Roraima, Antônio Denarium (PSL), disse ao jornal O Estado de S. Paulo que teme que a população de seu Estado se volte contra os venezuelanos. “Temo que a população se revolte. Temo que se volte contra os venezuelanos porque não tem nenhum benefício para brasileiro, só tem benefício para venezuelanos”, afirmou ele. “O que vem é só pro venezuelano. Não dá cesta básica pro brasileiro que está passando fome. Mas, pro venezuelano, dá tudo, almoço, jantar, aluguel. Dá tudo que o brasileiro não tem.”

 

Fonte: AFP e Correio do Povo

Protesto na RS-305 trecho Horizontina/Crissiumal

Bananeira foi plantada em buraco

Divulgação

As obras de asfaltamento da ERS-305 que liga Horizontina a Crissiumal anunciadas havia quase 30 anos, nunca concluídas pelo governo do Estado, encurtando o caminho das regiões Noroeste e Fronteira Oeste com o Estado de Santa Catarina e São Paulo havia de anos transtornam a vida dos usuários e travam o desenvolvimento.

Nos últimos meses nem mesmo a manutenção está sendo feita no trecho já pavimentado nas localidades de Bela Vista e Boa Vista no interior de Horizontina. O restante do trecho é com a estrada encascalhada, e que seguidamente obriga prefeitos, vereadores, associações comerciais, empresas transportadoras e até a imprensa a cobrar forte do Daer para que haja uma simples ação de nivelamento.

Nas últimas horas o protesto está presente no leito da rodovia. Pés robustos de bananeiras foram transplantados dentro das crateras existentes na pista, que por meses obrigam os motoristas a andar em zig-zag.

Usuários relatam que na base da estrada que já começa a deteriora-se, está solta e se chover é possível que as mudas peguem e diante da morosidade do governo, serão capazes de produzir.

As respostas governamentais tem sido as mesmas tanto de governos que saem, quanto dos governos que entram. Não há recursos, o Estado está em crise, não há previsão de retomada das obras.

 

Fonte: Jornal Folha Cidade

MP-RS apresenta razões para pedir aumento das penas de condenados no Caso Bernardo

Para Promotoria de Três Passos, sentença foi ‘branda’

Foto: Joyce Heurich/G1

A Promotoria de Justiça de Três Passos, no Noroeste do Rio Grande do Sul, apresentou as razões de apelação para o pedido de aumento de penas dos quatro condenados pela morte do menino Bernardo Boldrini, em abril de 2014.

O recurso já foi protocolado na Justiça, em 19 de março, quatro dias após a condenação. Conforme o MP, as razões, ou seja, os motivos apontados pelo órgão para pedir o aumento das penas, são apresentadas após a gravação do julgamento ser transcrita e anexada ao processo. Os réus também recorreram.

Como ficaram as condenações:

  • Graciele Ugulini: 34 anos e sete meses de reclusão em regime inicialmente fechado, por homicídio quadruplamente qualificado e ocultação de cadáver. Ela não poderá recorrer em liberdade.
  • Leandro Boldrini: 33 anos e oito meses de prisão por homicídio doloso quadruplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica.
  • Edelvânia Wirganovicz: 22 anos e 10 meses por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
  • Evandro Wirganovicz: nove anos e seis meses em regime semiaberto por homicídio simples e ocultação de cadáver.

Para o Ministério Público, as penas foram “brandas”. Conforme o recurso, “a reprimenda deve sempre ter por norte a censura da conduta ilícita, na exata medida da sua singular gravidade, desvinculando-se da operação matemática defendida por parcela da doutrina, para, aproximando-se das particularidades do caso apreciado, ensejar a efetiva individualização da pena, como previsto no inciso XLVI, do art. 5º, da Constituição Federal”.

Depois da manifestação das defesas dos réus, o recurso deve ser encaminhado ao Tribunal de Justiça do RS, para que seja apreciado por uma Câmara Criminal.

Fonte: G1 RS

Juíza proíbe retirada de radares das rodovias federais

Diana Vanderley, da 5ª Vara Federal em Brasília, determinou também que seja realizada a renovação dos contratos do Programa Nacional de Controle Eletrônico de Velocidade por mais 60 dias

Foto: Daer / Divulgação

A juíza Diana Vanderley, da 5ª Vara Federal em Brasília, proibiu nesta quarta-feira (10) a retirada de radares de velocidade das rodovias federaisde todo o país. Na decisão, em caráter liminar, a juíza também determinou que seja realizada a renovação dos contratos do Programa Nacional de Controle Eletrônico de Velocidade por mais 60 dias.

A magistrada atendeu a um pedido do senador Fabiano Contarato (Rede-ES), que ajuizou uma ação popular depois que o presidente Jair Bolsonaro disse em março, numa transmissão via Facebook, que extinguiria radares.

Para Bolsonaro, as concessionárias aplicam dinheiro que deveria ser usado na manutenção das vias em equipamentos de monitoramento a fim de se beneficiar com a arrecadação das multas. As concessionárias negam qualquer ganho com a arrecadação.

“Decisão nossa: não teremos mais nenhuma nova lombada eletrônica no Brasil. As lombadas que porventura existem, e são muitas, quando forem perdendo a validade, não serão renovadas”, disse o presidente na ocasião.

Na decisão desta quarta, antecipada pelo site jurídico Jota, a juíza federal afirmou que é inerente à democracia que um governo revise programas de governos anteriores, desde que haja estudos técnicos para embasar as mudanças.

Diana Wanderley considerou que a União “está a exercer indevida ingerência nos rumos das atribuições legais do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes)“, desrespeitando a autonomia da autarquia para cumprir suas metas, com base em “opinião pessoal de fundamento subjetivo, e sem prévio lastro técnico, proferida pelo chefe do Poder Executivo (Bolsonaro)“.

“A própria União (através do Ministério da Infraestrutura) e o Dnit proferiram nota de esclarecimento ao público reforçando a assertiva do viés subjetivo e ausência de prévios estudos técnicos, tanto que informa que suspendeu o programa [dos radares] por orientação do chefe do Poder Executivo, que irá realizar estudos e, só então, irá aguardar novas orientações do chefe do Poder Executivo quanto à nova política para o serviço público de segurança nas rodovias federais”, escreveu a juíza.

“Deve-se, pois, primeiramente, realizar os estudos técnicos de forma isenta, fazer ponderações técnicas, para, só assim, traçar o planejamento, e ir, se for o caso, gradualmente substituindo a política anterior quando estiver efetivamente definida a nova política e em pleno exercício.”

A magistrada destacou que medidores de velocidade têm sido úteis para a diminuição de acidentes e de mortes no Brasil e no mundo. Ela fixou multa diária de R$ 50 mil por radar retirado de circulação ou desligado e marcou audiência com as partes (o Dnit e a União) para o próximo dia 30.

Na semana passada, o Ministério da Infraestrutura informou que a instalação de novos sensores foi suspensa para que seja feita uma análise rigorosa do plano de instalação, que foi realizado no governo anterior.

De acordo com a pasta, o atual contrato poderia chegar ao custo de R$ 1 bilhão em cinco anos. A análise também deverá priorizar a redução do uso do equipamento onde não é necessário a segurança viária, com possibilidade de uso de outros mecanismos de segurança.

 

Fonte: Agência Brasil

Protestos de caminhoneiros afetam entregas dos Correios e suspendem postagens de Sedex

Salmo Duarte / A Notícia

Segundo estatal, greve afeta operações e provoca atrasos nas entregas.

Em razão da paralisação dos caminhoneiros, os Correios suspenderam temporariamente as postagens das encomendas com dia e hora marcados (Sedex 10, 12 e Hoje). Em comunicado, a estatal informou ainda que a paralisação também tem gerado “forte impacto” e atrasos nas operações da empresa em todo o país.

“Tendo em vista comprometer a distribuição, também haverá o acréscimo de dias no prazo de entrega dos serviços Sedex e PAC [entrega não expressa], bem como das correspondências enquanto perdurarem os efeitos desta greve”, destacou a empresa.

A operação dos Correios envolvem mais de 25 mil veículos, 1.500 linhas terrestres e 11 linhas aéreas que circulam pelo país de norte a sul. A empresa informa entregar mensalmente cerca de meio bilhão de objetos postais, dentre eles, 25 milhões de encomendas.

“Os Correios estão acompanhando os índices operacionais de qualidade de toda essa cadeia logística e, tão logo a situação do tráfego nas rodovias retorne à normalidade, a empresa reforçará os processos operacionais para minimizar os impactos à população”, acrescentou o comunicado.

Caminhoneiros voltaram a bloquear rodovias pelo país nesta terça-feira, pelo 3º dia seguido contra o aumento no preço dos combustíveis. A Petrobras anunciou na véspera que a política de reajuste dos preços não mudará.

Já o governo anunciou que eliminará a Cide (tributo) que incide sobre o diesel quando o Congresso Nacional aprovar o projeto da reoneração da folha de pagamentos. Se o projeto de reoneração for aprovado, o Legislativo fará, na prática, com que haja aumento nas receitas da União, que, em troca, cortará o tributo incidente sobre o diesel.

De acordo com o Ministério da Fazenda, a alíquota atual da Cide sobre o diesel representa menos de R$ 0,05 por litro.

Fonte: G1

Caminhoneiros realizam protestos em rodovias do RS após aumento do valor de combustíveis

(Foto: Reprodução/RBS TV)

Caminhoneiros protestaram na noite de domingo (20) e na madrugada desta segunda-feira (21) contra o aumento do óleo diesel, em atos realizados em diferentes rodovias federais e estaduais. Pneus foram queimados às margens das estradas.

Durante a manhã desta segunda, conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), são registradas concentração de caminhoneiros, mas sem pontos de retenção. Motoristas são abordados, mas veículos de passeio têm a passagem liberada.

Por volta das 6h em São Sebastião do Caí, caminhoneiros bloquearam a ERS-122, na altura do km 16. Com a chegada da Brigada Militar a via foi liberada, e um novo bloqueio ocorreu a partir das 7h30, com retenção total da rodovia.

Em Taquara, manifestantes bloquearam o tráfego na ERS-020, queimando pneus às margens da rodovia. De acordo com o Comando Rodoviário da Brigada Militar, apenas veículos de passeio conseguiram seguir viagem.

Na BR-290, a freeway, foi registrada queima de pneus embaixo do viaduto que dá acesso à fábrica da General Motors, em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Por volta das 4h, o fogo havia sido controlado.

Um dos pontos onde aconteceu o protesto foi em um trecho da BR-101, em Três Cachoeiras, próximo da divisa com Santa Catarina. Os manifestantes abordam caminhoneiros pedindo para aderirem à paralisação. Foi relatado que se recusaram a parar foram apedrejados, mas ninguém ficou ferido.

Durante a manha, aumentou a concentração de caminhoneiros, e pneus foram queimados fora da pista, perto da rodovia. Alguns manifestantes chegaram a invadir a pista para abordar caminhoneiros.

Durante a madrugada um grupo de ao menos 60 caminhoneiros ficaram concentrados em um posto de combustíveis, às margens da BR-101, em Três Cachoeiras. A mesma situação foi verificada em Camaquã, no Sul do estado, na BR-116.

Pneus queimados e apedrejamento de caminhões também foram relatados à PRF, mas sem bloqueio de rodovias. Foram reportados ainda fogos semelhantes de fogo em Pelotas, na BR-116, Em São Sepé, na BR-392, em Júlio de Castilhos, na BR-158. No entanto, em nenhum dos casos houve impacto no tráfego.

Fonte: G1

A história da foto de mulher parada em frente a tropa de elite que virou símbolo de tensão racial nos EUA

2016-07-10t002643z_1218886344_s1aetorgytab_rtrmadp_3_usa-police-protests

A imagem de Evans, impassível diante da tropa de choque, correu o mundo (Foto: REUTERS/Jonathan Bachman)

 

Durante o fim de semana, os Estados Unidos voltaram a ser palco de protestos da comunidade negra contra a polícia. No domingo, dezenas de manifestantes foram presos em Baton Rouge, capital do Estado da Louisiana, onde na terça-feira um homem negro fora a morto a tiros por policiais.

Mas nessa atmosfera de tensão, marcada também por um intenso debate sobre a militarização das forças policiais do país, uma foto se tornou um símbolo da situação: de autoria de Jonathan Bachman, um fotógrafo de Nova Orleans a serviço da agência de notícias Reuters, a imagem mostra uma jovem negra de vestido, de pé e aparentando calma diante do que parece ser a chegada esbaforida de dois policiais armados e trajando equipamento completo de choque.

A foto viralizou nas redes sociais e entre as pessoas proeminentes que a compartilharam está Shaun King, conhecido jornalista da área de justiça que trabalha para o jornal New York Daily News e tem mais de 560 mil seguidores no Facebook.

Seu post com a foto tinha quase 10 mil curtidas até o final da noite de domingo, além de mais de 5 mil compartilhamentos.

Um dos seguidores classificou a imagem como “lendária” e disse que ela “ficará em livros de história e arte”.

A foto foi tirada nas proximidades da sede da polícia de Baton Rouge, onde manifestantes tinham se reunido no sábado, em proteso contra a morte de Alton Sterling. Um vídeo mostrou dois policiais brancos atirando no homem enquanto ele estava imobilizado.

Segundo a Reuters, a mulher da foto foi detida pela polícia, mas a agência não soube identificá-la. De acordo com veículos de mídia nos EUA, trata-se de Ieshia Evans, enfermeira de 35 anos e mãe de um filho. Segundo o New York Daily News, Evans passou a noite de sábado na prisão – segundo as autoridades, mais de 100 pessoas foram presas.

Em sua página no Facebook, Evans agradeceu à preocupação de amigos e do grande público, mas até agora ainda não deu entrevistas.

No entanto, sua atitude já foi comparada à do anônimo chinês que, em 1989, obstruiu o caminho de uma coluna de tanques a caminho da Praça da Paz Celestial, em Pequim, para reprimir protestos pró-democracia.

Bachman, em declarações à revista The Atlantic, disse ter a impressão de que Evans quis mostrar não temer a polícia. “Tudo aconteceu muito rápido, mas me pareceu que ela não ia se mover”, contou o fotógrafo.

O jornal britânico Daily Mail entrevistou uma amiga de Evans, Natash Haynes, que deu mais detalhes sobre por que ela estava em Baton Rouge. Segundo a amiga, Evans, que mora em Nova York, viajou para a capital do Lousiana depois de ficar impressionada com a morte do homem negro pela polícia na terça-feira, e por “querer um futuro melhor” para o filho de cinco anos.

Fonte: BBC