Contran suspende por um ano exigência de aulas para conduzir ciclomotores

Documento, conhecido como ACC, autoriza a condução de veículos com potência de até 50 cilindradas

Agencia RBS

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) editou resolução que retira a necessidade de aulas teóricas e práticas para obtenção de Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC) durante o prazo de um ano, valendo a partir de setembro. O texto, publicado nesta segunda-feira (17), no Diário Oficial da união (DOU), deixa claro que a medida é improrrogável. A ACC é o documento que autoriza a condução de ciclomotores com potência de até 50 cilindradas, conhecidos popularmente como “cinquentinhas”. A portaria também oficializa o fim da obrigatoriedade do simulador nas autoescolas, anunciado pelo governo na semana passada.

“Para obtenção da ACC, os candidatos poderão abster-se de realizar as aulas teóricas e práticas, efetuando apenas as respectivas provas, durante o período de 12 (doze) meses, improrrogável, contado da entrada em vigor desta Resolução”, diz trecho do documento, que tem entre os signatários o ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas, que é presidente do conselho.

O Código Brasileiro de Trânsito classifica como ciclomotor “veículo de duas ou três rodas, provido de um motor de combustão interna, cuja cilindrada não exceda a cinquenta centímetros cúbicos (3,05 polegadas cúbicas) e cuja velocidade máxima de fabricação não exceda a cinquenta quilômetros por hora”.

A norma prevê que o candidato que optar por essa modalidade e reprovar na prova prática terá de submeter-se a aulas práticas. A resolução também altera número de horas para aulas no processo da ACC. Os Centros de Formação de Condutores poderão utilizar veículo próprio ou “permitir que o candidato, voluntariamente, apresente veículo” para a realização do curso.

Fonte: Gaúcha ZH

Teste do pezinho pode diagnosticar doenças graves

Exame de triagem neonatal é um dos mais importantes para a saúde dos bebês

Felipe Carneiro

O que é?

O teste do pezinho consiste na coleta de gotas de sangue tiradas por meio de um pequeno furo no calcanhar do bebê.

Por que no pé?

É o local de mais fácil coleta, além de ser uma região com um grande volume de vasos sanguíneos.

Qual a importância?

É responsável por diagnosticar doenças graves e de alta mortalidade que podem comprometer o desenvolvimento cognitivo da criança.

Pode ser refeito?

Sim, para mais observações caso seja constatado algum tipo de doença. Se necessário, uma coleta normal de sangue também pode ser feito com brevidade para confirmar a suspeita.

Quais os riscos de não fazer o exame?

 O teste do pezinho é imprescindível para o diagnóstico precoce de doenças. Se não for feito, pode retardar o tratamento de enfermidades que podem acarretar na morte do bebê.

Que doenças são essas?

O exame disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) permite assinalar seis:

  • Fibrose cística, que acomete órgãos como o pulmão e pâncreas aumentando a chance de infecções e desnutrição.
  • Anemias hereditárias, com redução dos glóbulos vermelhos do sangue, o que afeta o transporte de oxigênio.
  • Hipotireoidismo congênito, que quebra a capacidade de produção de hormônios tireoidianos provocando retardo mental e falha no crescimento.
  • Hiperplasia adrenal congênita, que diminui a produção de hormônios críticos à sobrevivência e eleva a produção de testosterona determinando alterações genitais.
  • Fenilcetonúria, que dificulta a transformação do aminoácido tirosina. A ausência dele pode acarretar em retardo mental.
  • Deficiência de biotinidase, a falta da vitamina biotina, o que pode provocar convulsões, fraqueza muscular e baixa imunidade.

O teste é feito entre o terceiro e o quinto dia de vida da criança.

 

Fontes: ZH/ Juliana de Castro Dill, pediatra e neonatologista e Cristiane Kopacek

Governo acaba com obrigatoriedade de simulador para tirar CNH

Contran também diminuiu de 25 para 20 horas número de aulas práticas para a categoria B

Foto: Paulo Nunes / CP Memória

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, disse nesta quinta-feira (13) que o governo decidiu retirar a obrigatoriedade do uso de simuladores para a expedição da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A medida foi aprovada durante a primeira reunião do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Além de acabar com a obrigatoriedade do uso de simulador, o Contran também diminuiu de 25 para 20 horas o número de aulas práticas para os aspirantes a habilitação da categoria B.

— A gente já vinha falando ao longo do tempo e hoje estamos tirando a obrigatoriedade dos simuladores, que passam a ser facultativos. Será uma opção do condutor fazer a aula ou não. Se ele julgar necessário que aquilo é importante para a formação dele, de que não está seguro de sair para aula prática, ele poderá fazer. Se não quiser, ele não terá que fazer a aula de simulador — disse o ministro.

O prazo para a implementação da nova regra é de 90 dias. Com a mudança, o condutor terá que obrigatoriamente fazer 20 horas de aulas práticas. Se optar pelo uso do simulador, serão 15 horas de aulas práticas e 5 horas no equipamento.

— O simulador não tem eficácia comprovada, ninguém conseguiu demonstrar que isso tem importância para formação do condutor. Nos países ao redor do mundo, ele não é obrigatório, em países com excelentes níveis de segurança no trânsito também não há essa obrigatoriedade. Então, não há prejuízo para a formação do condutor — disse Tarcísio.

De acordo com o ministro, a medida visa reduzir a burocracia na retirada da habilitação. O ministro disse estimar uma redução de até 15% no valor cobrado nos centros de formação de condutores.

— Isso é importante para muito centro de formação de condutores que não possuíam o equipamento. Agora eles não vão precisar adquirir o equipamento ou fazer comodato e isso certamente terá um custo na carteira. As aulas de simulador têm um custo diferente, mas dá para estimar que a gente vá ter uma redução de até 15%. A ideia é deixar que o mercado defina isso — disse.

Placas

O Contran também reafirmou as mudanças nas placas Mercosul. As alterações ainda estão passando por ajustes técnicos e devem entrar em vigor até o final do ano. Com isso, o prazo para a implantação do novo modelo em todo o país, que era 30 de junho, foi adiado.

Entre as mudanças estão a eliminação de alguns elementos gráficos e a adoção de um QR Code, um tipo de código de barras bidimensional que pode ser ativado por telefones celulares equipados com câmera e outros equipamentos.

O código trará informações mais precisas, a exemplo do local de produção da placa, o Estado onde ela foi encaminhada, o veículo emplacado, entre outras informações. Segundo o diretor do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Jerry Dias, o objetivo é garantir mais segurança na identificação do veículo, com todo o processo produtivo passando por um rígido controle.

— O mais importante é que a nova placa possibilita um controle de todo o processo de emplacamento o que minimizará o risco de clonagem de placas. Com isso será possível saber onde a placa foi produzida, qual empresa fez, para onde foi encaminhada e em qual veículo ela está — disse.

Segundo Dias, as mudanças visam dificultar a clonagem de placas e facilitar a fiscalização.

— Aumentando a rastreabilidade, vamos dificultar a clonagem. A nova placa não tem condição de ser feita em qualquer lugar, alguém pode até tentar fraudar, mas isso vai ser descoberto na fiscalização, uma vez que não tem como reproduzir o mesmo código. Uma placa que não foi utilizada e for furtada, poderá ser cancelada antes que venha a ser usada em algum veículo. O controle é nacional — disse Dias.

No Brasil, a placa começou a ser adotada em setembro do ano passado no Rio de Janeiro, no Amazonas, na Bahia, no Espírito Santo, no Paraná, no Rio Grande do Norte e no Rio Grande do Sul. Segundo o ministro, não haverá obrigatoriedade para que os proprietários de veículos troquem de placa.

— Ninguém vai ser obrigado a trocar de placa. Os carros que estão com as placas antigas, permanecem. Os carros novos é que terão a placa nova. Não vai ter ônus adicional — disse.

Fonte: Agência Brasil

Hospitais filantrópicos que atendem o SUS vão contar com R$ 1 bilhão de nova linha de financiamento

Objetivo é aprimorar gestão das entidades filantrópicas de saúde, responsáveis por metade dos atendimentos do SUS. Interessados deverão apresentar diagnóstico institucional e plano de ação elaborado por entidade independente

Contribuir para a reestruturação financeira das entidades filantrópicas da área de saúde e para a melhoria dos serviços prestados por essas instituições aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) estão entre os objetivos da nova linha de crédito BNDES Saúde, que vai beneficiar quase 2 mil instituições do setor. Diante da relevância das filantrópicas como parceiro fundamental da rede complementar do SUS, o lançamento da nova linha de crédito reuniu, nesta quinta-feira (13), no Palácio do Planalto, diversas autoridades do país, entre elas o presidente da República, Jair Bolsonaro, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e o presidente do BNDES, Joaquim Levy.

Responsável pela metade dos atendimentos e procedimentos hospitalares de média e alta complexidade da rede pública de saúde de todo o Brasil, as entidades filantrópicas contarão com R$ 1 bilhão da nova linha de financiamento. “O BNDES assinou com o Ministério da Saúde o contrato das Santas Casas. Assim, o Fundo Nacional de Saúde garante que não haverá inadimplência, e isso abre espaço para o BNDES ter a menor taxa de juro de 9%, enquanto o mercado cobra de 20 % a 22%”, explicou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

O presidente Bolsonaro destacou que o programa permitirá que o BNDES destine financiamentos àqueles que mais precisam: “Quem precisava (de financiamento) para o bem, como as Santas Casas, ia a outros estabelecimentos bancários e pegava a juros de 4, 5 vezes superior”, afirmou o presidente, durante o lançamento do programa. Agora, o governo apoia a recuperação financeira dessas instituições e a consequente melhoria do atendimento público prestado por elas.

Além de contribuir para o fortalecimento financeiro das filantrópicas, a linha de financiamento visa também o aperfeiçoamento da gestão, da governança e da eficiência operacional dessas instituições. “O poder patrimonial precisa se encontrar com o poder gerencial nas filantrópicas”, disse Mandetta, que fez alusão a dois subprogramas do BNDES Saúde: um voltado à implementação de melhorias de gestão, governança e eficiência operacional e outro para implantação, ampliação e modernização das instituições.

A importância do setor para a rede pública de saúde pode ser traduzida em números: em 2018, as filantrópicas disponibilizaram aos pacientes da rede pública quase 129 mil leitos, o que representa 37,6% do total de leitos disponíveis no Brasil. Atualmente, 2.147 entidades hospitalares filantrópicas prestam serviços ao SUS, atendendo em 1.308 municípios de todas as regiões do país. Em 968 municípios, a assistência hospitalar é realizada unicamente por essas unidades. “Sabemos da importância dessas instituições e, por isso, temos que pensar na sustentabilidade de longo prazo das filantrópicas. E é exatamente esse ao objetivo do BNDES saúde, com empréstimos de 12 a 18 anos, com taxas de juros muito competitivas. E para garantir sustentabilidade a longo prazo, não basta ter mais dinheiro, é preciso fortalecer a gestão”, afirmou o presidente do BNDES, Joaquim Levy.

Outras Ações

A linha de crédito BNDES Saúde vem complementar as iniciativas do Ministério da Saúde já em andamento. Agora, as instituições passam a ter uma atenção maior do Governo Federal. Com a criação da Secretaria de Atenção Especializada em Saúde (SAES), a atuação da pasta será mais direcionada para as melhorias, os investimentos e a elaboração de novas políticas, beneficiando o Setor Filantrópico, que terá uma área específica no Ministério.

Além dos recursos de custeio e de outras ações realizadas para qualificar, reforçar e ampliar os atendimentos hospitalares prestados pelo setor filantrópico, o Ministério da Saúde também repassa anualmente ao setor mais R$ 5 bilhões por meio de incentivos e convênios.  Além disso, para fortalecer o setor, a pasta já concedeu a 1.989 filantrópicas sem fins lucrativos o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social na Área de Saúde (CEBAS), que garante benefícios, como isenção fiscal, menos burocracia em convênios, emendas parlamentares, expansão da infraestrutura e aquisição de equipamentos.

Linha de Crédito

Segundo a Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB), apenas em 2015 foram fechados 218 hospitais sem fins lucrativos, 11 mil leitos e 39 mil postos de trabalho. O segmento também apresenta elevado nível de endividamento, além de dificuldades em aspectos de gestão, governança e eficiência operacional.

O BNDES contribuirá para melhorar esse cenário, já que as entidades filantrópicas que obtiverem financiamento destinado à melhoria de gestão, governança e eficiência operacional poderão contar com recursos para reestruturação financeira de dívidas bancárias e com fornecedores. Nesse subprograma, os projetos de melhoria de gestão, governança e eficiência operacional deverão apresentar diagnóstico institucional e plano de ação elaborados por empresa ou instituição independente. Os desembolsos serão parcelados e condicionados ao cumprimento de marcos pactuados com base no plano de ação. Assim, o BNDES busca fornecer uma solução financeira que entrega, além de um crédito, mudanças estruturais nas instituições.

Com ênfase na efetividade do programa, o Hospital Sírio Libanês tem dado suporte ao BNDES na elaboração de manuais e formulários internos para o programa, bem como na capacitação dos técnicos do Banco na análise de diagnósticos de planos de ação para melhoria de gestão.

O financiamento poderá ser realizado de forma direta, indireta – por meio de agentes financeiros – ou mista – com uma parte dos recursos liberada pelo BNDES e outra pelo banco repassador. Sua taxa de juros final será calculada com base na TLP acrescida de 1,3% (remuneração básica do BNDES) e spread de risco no caso das operações diretas. Nas operações indiretas, o spread de risco do BNDES é substituído pela taxa de intermediação financeira e remuneração do agente financeiro. O prazo máximo da operação pode chegar a 18 anos no apoio a investimentos de modernização ou ampliação das unidades. A fim de ampliar o acesso ao financiamento, o programa poderá operar com uso de recebíveis do SUS, prática no segmento.

Efetividade

A expectativa é que a iniciativa contribua para a melhora da qualidade do serviço prestado à população com redução do tempo de atendimento e da taxa de mortalidade hospitalar. Esses e outros indicadores serão monitorados e possibilitarão uma avaliação de efetividade do programa.

O novo BNDES Saúde incorpora aprimoramentos elaborados a partir da avaliação de efetividade de um antigo programa voltado ao setor, vigente até setembro de 2018. A análise, que teve como foco contratos de reestruturação financeira, identificou que o programa poderia contribuir mais no aprimoramento da gestão e da estrutura de governança das entidades.

A partir de diálogo com representantes do segmento, do Ministério da Saúde e da CMB foram identificadas medidas que podem ampliar a efetividade do programa, como a realização de um diagnóstico institucional na etapa de análise, definição de plano de ação com indicadores de desempenho e liberação em parcelas condicionadas ao acompanhamento, que deve ser intensificado.

Fonte: Agência Saúde

Rádio Metrópole

Base de cálculo para tributação do ICMS dos combustíveis registra queda em junho

 

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Após uma sequência de aumentos, os dados apurados apontam para queda na maioria dos preços, como por exemplo a gasolina comum (-0,97%), o óleo diesel (-0,13%) e o gás de cozinha P13 (-0,26%). A gasolina premium (+0,36%) e o gás natural veicular (+0,11%), por sua vez, apresentaram pequenos acréscimos nos valores obtidos.

A realização da pesquisa é decorrência do instituto da Substituição Tributária, sistemática em que os contribuintes que estão no início da cadeia de circulação (refinarias ou distribuidoras) são os responsáveis pelo recolhimento do ICMS dos demais contribuintes que se interpõem entre eles e os consumidores finais, com base em um preço final presumido.

TABELA DE VALORES DA BASE DE CÁLCULO A PARTIR DE 16/06/2019

COMBUSTÍVEL PREÇO ANTERIOR NOVO PREÇO
(a partir 16/06)
VARIAÇÃO
GASOLINA COMUM (litro) R$4,8369 R$4,7900 -0,97%
GASOLINA PREMIUM (litro) R$6,6446 R$6,6686 0,36%
DIESEL S10 (litro) R$3,6636 R$3,6562 -0,20%
ÓLEO DIESEL (litro) R$3,5753 R$3,5708 -0,13%
GLP (P13) (kg) R$5,6654 R$5,6506 -0,26%
GLP (kg) R$6,6227 R$5,9683 -9,88%
AEHC (litro) R$4,2778 R$4,1981 -1,86%
GNV (m³) R$3,3964 R$3,4003 0,11%

 

Fonte: Receita Estadual RS

Rádio Metrópole

Impacto da safra no PIB do agronegócio do RS é o menor em cinco anos

Valor de R$ 108,83 bilhões do ciclo 2018/2019 representa recuo de 3,2% sobre o período anterior e reflete cenário de preços menores das commodities e alta nos custos das lavouras

O efeito da atual produção de grãos no Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio do Rio Grande do Sul será o menor dos últimos cinco anos, apesar de esta ser a segunda maior colheita da história, de acordo com a base usada, do IBGE. Os R$ 108,83 bilhões de impacto da safra 2018/2019 também representam redução de 3,2% na comparação com o ciclo anterior, aponta levantamento feito pela Federação da Agricultura do Estado (Farsul).

A explicação para esse recuo vem de vários fatores, como redução nos preços das commodities, aumento nos custos e efeitos climáticos na produção. Na comparação de abril deste ano com igual mês de 2018, houve queda de 2% nos preços recebidos pelo produtor. Ou seja: a lavoura foi formada com gastos maiores e a venda da produção foi feita a preços menores. Então, nem mesmo o volume maior conseguiu compensar essa diferença.

— Temos uma safra que vai gerar um PIB menor. E o Estado poderá ter crescimento inferior ao brasileiro por conta disso —  observa Antônio da Luz, economista-chefe do Sistema Farsul.

É que o peso do setor agropeucário na geração de riquezas no Rio Grande do Sul é maior do que no país. Os dados mapeados pela entidade mostram ainda que o valor bruto da produção gaúcha — ou seja, o faturamento — no ciclo 2018/2019 chegará a R$ 32,96 bilhões, recuo de 3% sobre a safra anterior (veja quadro abaixo).

Também revelam que os custos operacionais cresceram 12% — a safra colhida neste ano é apontada como a mais cara da história. Luz explica ainda que o objetivo do estudo também é mostrar que o impacto da produção de grãos vai bem além das lavouras propriamente ditas:

— As pessoas costumam enxergar a agricultura como fornecedora, mas não se dão conta de é uma megacompradora. Para cada R$ 1 faturado na agricultura, são gerados outros R$ 3,02 na economia. O efeito multiplicador é muito maior do que o direto.

Fonte/Foto: ZH

Rádio Metrópole

Contas de energia elétrica da RGE ficam mais caras a partir de 19 de junho

A conta da energia elétrica vai ficar mais cara para consumidores residenciais atendidos pela RGE a partir de 19 de junho, quarta-feira da próxima semana. O reajuste foi aprovado na terça-feira (11) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Para clientes da área da RGE Sul, o aumento será de 3,61%. Na região da RGE, 6,19%.

Já clientes da RGE Sul que consomem grande quantidade de energia, como indústrias, terão redução média de 0,58% nas tarifas. Para pontos de alta tensão na região da RGE, a elevação será de 11,32%.

Fonte: G1 RS

Receita intensifica fiscalização contra veículos com IPVA atrasado no Estado

Objetivo das blitze, é recuperar R$ 307 milhões que deixaram de ingressar nos cofres públicos até o momento, o que representa uma inadimplência financeira de 10,9%.

Carlos Macedo / Agencia RBS

Estão confirmadas para esta semana as primeiras operações da Receita Estadual para combater a inadimplência do IPVA 2019 (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores). Para tanto,  diversos municípios do interior do Estado terão barreiras simultâneas nos próximos dias. A Receita Estadual não divulgou o dia certo nem os locais das blitze.

As ações têm como objetivo recuperar R$ 307 milhões que deixaram de ingressar nos cofres públicos até o momento, o que representa uma inadimplência financeira de 10,9%. De uma previsão de arrecadação de R$ 2,83 bilhões, ingressaram nos cofres públicos até o momento pouco mais de R$ 2,52 bilhões. Do total arrecadado com o IPVA, metade é repassado automaticamente para as prefeituras conforme o município de emplacamento do veículo.

De uma frota de 3.615.690 veículos que deveriam pagar o imposto este ano, 572.153 seguem circulando pelas ruas com o IPVA atrasado, cujo calendário fechou no mês de abril.

As cidades com os maiores índices de inadimplência financeira são, pela ordem, Quaraí (19,72%), Chuí (19,68%), Rio Grande (18,59%), Capão da Canoa (18,34%) e Santa Vitória do Palmar (18,09%). Já os municípios com menores índices são Santa Tereza (2,06%), Três Arroios (2,69%), Relvado (3,02%), Nova Ramada (3,19%) e Alto Feliz (3,24%).

Juros e multas

O contribuinte que não pagou o tributo em dia, além de perder os descontos de Bom Motorista (de até 15%) e Bom Cidadão (de até 5%), terá multa de 0,33% ao dia sobre o valor do imposto não pago, até o limite de 20%. Depois de 60 dias em atraso, o débito sofrerá acréscimo de mais 5% e será inscrito em dívida ativa, com o contribuinte correndo o risco de ter seu nome lançado no Serasa, sofrer protesto no cartório da sua cidade e processo de cobrança judicial.

Além dessas consequências, o proprietário que for flagrado nas barreiras com o IPVA atrasado terá custos que poderão ir além de colocar em dia o imposto. Como o IPVA é um dos requisitos para renovar o Certificado de Registro e de Licenciamento de Veículo (CRLV), transitar sem este documento em ordem significa infração gravíssima (art. 230, V, do Código de Trânsito Brasileiro), com risco de multa de R$ 293,47 e sete pontos no prontuário da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), além dos custos do serviço de guincho e depósito do Detran.

Fonte: Receita Estadual RS

Rádio Metrópole

Governo do RS paga primeira parcela da dívida com municípios na Saúde

O Governo do Estado depositou na terça-feira (11) na conta dos municípios gaúchos o valor da primeira parcela da dívida com as prefeituras referente aos exercícios de 2014 a 2018. O anúncio foi feito pela secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, em encontro com mais de uma dezena de prefeitos que integram a Associação dos Municípios do Vale do Rio Caí (Amvarc). Esse primeiro pagamento, no valor de R$ 14,5 milhões, quitará toda a dívida empenhada com 385 municípios entre os anos de 2014 e 2017. As 15 parcelas restantes quitarão a dívida do exercício de 2018.

Herdado das gestões anteriores, o passivo chega a R$ 216 milhões e será quitado em 16 parcelas consecutivas, conforme anunciado em 20 de maio pelo governador Eduardo Leite em evento na Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs).

Paralelamente, o Estado vem mantendo a regularidade dos repasses a municípios e hospitais referente ao exercício de 2019. “Esperamos poder manter essa regularidade, de pagar o passado e o presente, qualificando assim o que é mais nobre na gestão pública em saúde: a organização da atenção primária”, afirmou a secretária. “Esperamos que, com essa medida, os municípios possam dar resposta a, pelo menos, 80% dos problemas na área da saúde. Que invistam na promoção e na prevenção a fim de proteger nossa comunidade.”

O passivo na área da saúde é formado por valores não quitados desde 2014. Para as prefeituras, o Estado deve cerca de R$ 162 milhões (R$ 7,3 milhões de 2014; R$ 986 mil de 2015; R$ 2,3 milhões de 2016; R$ 4,3 milhões de 2017; e R$ 147 milhões de 2018). Com os hospitais municipais e de pequeno porte, a dívida é de R$ 54 milhões.
Os valores são, entre outros fins, relativos a repasses para a execução de programas como Equipes de Saúde da Família (ESF), Política de Incentivo da Assistência Básica, Redes de Urgência e Emergência (Samu), Assistência Farmacêutica Básica e Primeira Infância Melhor (PIM).

Com relação aos pagamentos de 2019, o Estado já quitou os valores de janeiro, fevereiro e março com os municípios. Com os hospitais, está em dia nos repasses. A atual gestão assumiu o Estado com um passivo de R$ 1,1 bilhão na área da Saúde, referente ao período de 2014 a 2018. Deste total, R$ 488 milhões estão empenhados.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social – SES/RS

Rádio Metrópole

PRF apreende mais de 250 mil dólares em Sarandi

 

Policiais Rodoviários Federais apreenderam 252 mil dólares americanos que estavam escondidos dentro do painel de uma caminhonete, na noite desta segunda-feira (10), na BR 386 em Sarandi.

A equipe da PRF abordou uma caminhonete Amarok com placas de Curitiba, conduzida por  um sul-mato-grossense de 23 anos.

Os policiais suspeitaram do motorista, que viajava sozinho, e decidiram realizar uma busca aprofundada no veículo.

Durante a busca, foram encontrados, escondidos dentro do painel, diversos maços de cédulas que totalizaram 252 mil dólares, o equivalente a 975 mil reais pela cotação do câmbio oficial do Banco Central.

O homem foi preso e encaminhado para registro de ocorrência na Polícia Federal, onde foi autuado pelos crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. O veículo e os dólares, que não tinham comprovação de origem lícita, foram apreendidos.

Fonte/FotoPolícia Rodoviária Federal

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