Governo do RS pagará R$ 216 milhões de dívida com hospitais e prefeituras em 16 parcelas

Anúncio foi feito pelo governador Eduardo Leite, durante evento na Famurs.  Valor é referente a débitos não quitados desde 2014

Foto: Itamar Aguiar / Palácio Piratini

O governo do Rio Grande do Sul vai pagar, de forma parcelada, R$ 216 milhões referentes à dívida com hospitais e municípios. O governador Eduardo Leite anunciou nesta segunda-feira (20), em evento na Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), que o valor será dividido em 16 parcelas de R$ 13,5 milhões.

O acordo foi firmado no início deste mês, em encontro realizado na Secretaria da Fazenda, em Porto Alegre. Participaram a secretária da Saúde, Arita Bergmann, o subsecretário do Tesouro do Estado, Bruno Jatene, e o presidente da Famurs, Antonio Cettolin.

Segundo o governo estadual, a gestão de Eduardo Leite assumiu o estado com um passivo de R$ 1,1 bilhão na área da Saúde, referente ao período de 2014 a 2018, e reduziu para R$ 637 milhões. Com o parcelamento de parte do valor, ainda faltará o pagamento de R$ 421 milhões.

Em fevereiro, Leite havia se comprometido a realizar o pagamento em fevereiro. “Inicialmente, prevíamos um pagamento em 36 meses, mas, com esforços empenhados pela Secretaria da Fazenda, foi possível reduzir o número de parcelas para 16”, afirmou o governador.

O valor total é referente a débitos não quitados desde 2014. Os repasses são referentes à execução de programas como Equipes de Saúde da Família (ESF), Política de Incentivo da Assistência Básica, Redes de Urgência e Emergência (Samu), Assistência Farmacêutica Básica e Primeira Infância Melhor (PIM), entre outras finalidades.

Do valor total da dívida, R$ 162 milhões são devidos para as prefeituras, e outros R$ 54 milhões, a hospitais municipais e de pequeno porte, conforme detalhamento abaixo:

  • R$ 7,3 milhões de 2014 para prefeituras
  • R$ 986 mil de 2015 para prefeituras
  • R$ 2,3 milhões de 2016 para prefeituras
  • R$ 4,3 milhões de 2017 para prefeituras
  • R$ 54 milhões para hospitais

O presidente da Famurs destacou a disponibilidade da Secretaria da Saúde em realizar a negociação com a Famurs. “O momento pelo qual vive o RS deixa clara a necessidade de diálogo”, afirmou Cettolin.

Desenvolvimento e reestruturação

Também na reunião, Leite pediu aos prefeitos que apoiem as medidas de reestruturação que vêm sendo adotadas pelo governo estadual, e exaltou a importância da reforma da Previdência, que tramita no Congresso Nacional. Segundo ele, a medida federal dará segurança a investidores estrangeiros quando à capacidade do país de cumprir compromissos.

Em relação à viagem que realizou nos Estados Unidos e na Inglaterra, o governador afirmou ter apresentado a investidores as oportunidades oferecidas pelo estado. A iniciativa foi parte da agenda de desenvolvimento econômico estabelecida pelo Piratini.

“O RS, agora, está no radar dos investidores. Apresentamos uma carteira de projetos, mostramos as oportunidades de forma clara”, afirmou.

Fonte: G1

Rádio Metrópole

Sobe para quatro o número de mortos em razão dos protestos na Venezuela

Maduro pediu às Forças Armadas que lutem contra o que classificou de golpistas

Foto: Federico Parra / AFP

Subiu para quatro o número de mortos em razão dos protestos de terça e quarta contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Segundo familiares e líderes da oposição,  Yosner Graterol, 16 anos, ferido na última terça-feira na cidade de La Victoria (norte), e Yoifre Hernández, 14 anos, atingido na quarta-feira em Caracas, morreram nesta quinta-feira.

Na terça-feira houve manifestações em várias regiões do país em apoio à rebelião contra Maduro protagonizada por um reduzido grupo de militares liderado pelo opositor Juan Guaidó. Sem apoio das Forças Armadas, a rebelião em frente à base militar de La Carlota, em Caracas, fracassou. A ONG Fórum Penal relata pelo menos 205 detenções, no âmbito dos protestos desta semana.

Hoje o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro pediu às Forças Armadas que lutem contra “qualquer golpista”, após uma insurreição militar fracassada liderada pelo líder da oposição Juan Guaidó. “Sim, estamos em combate para desarmar qualquer traidor, qualquer golpista”, disse Maduro em ato com milhares de soldados, transmitidos pela televisão, em que o alto-comando militar reiterou sua lealdade.

Repetindo o slogan “sempre leal, traidores nunca”, o presidente assinalou que não deve haver medo frente a obrigação de desarmar as conspirações da oposição e os Estados Unidos. “Ninguém pode ter medo, é hora de defender o direito à paz”, disse ele na cerimônia em que – segundo o governo – 4,5 mil soldados estavam presentes a chamado de Maduro vem após o levante na terça-feira por um pequeno grupo de soldados sob a liderança de Juan Guaidó.

Crise
A Venezuela vive enorme tensão política desde janeiro deste ano, quando Maduro tomou posse de um novo mandato que não é reconhecido pela oposição e por parte da comunidade internacional. Guaidó se autoproclamou presidente de um governo interino, que conta com o apoio de mais de 50 países. Paralelamente, o país sul-americano vive a pior crise econômica de sua história, o que gera protestos diários para denunciar a escassez severa de alimentos e remédios e a péssima prestação de serviços públicos.

Fronteira com o Brasil

O fluxo de venezuelanos que chegam a Roraima pela fronteira entre Pacaraima e Santa Elena de Uairén caiu na quarta-feira, 1º de maio, para 570 pessoas, de 848 no dia anterior – o primeiro de protestos convocados pelo autoproclamado presidente interino Juan Guaidó contra o regime de Nicolás Maduro.

Segundo a assessoria da Operação Acolhida, que ressalta que esses números variam muito diariamente, apesar de a média da última semana estar em torno das 400 pessoas, 616 entraram no Brasil na quarta-feira e 46 voltaram para a Venezuela. A fronteira está fechada do lado venezuelano desde fevereiro, o que provocou a queda do fluxo de refugiados que chegam ao Brasil de mil pessoas por dia para cerca de 200.

Nas últimas semanas, segundo o Exército, no entanto, essa média voltou a subir. “Cabe ressaltar, ainda, que 278 pessoas se dirigiram ao Posto de Triagem da Operação, sendo 76 para solicitação de refúgio e 202 para residência temporária”, acrescentou por meio de nota a assessoria de comunicação da Operação Acolhida. “No que se refere ao atendimento na área de saúde, 423 pessoas foram vacinadas e um total de 1096 doses foram administradas.” A Operação Acolhida informou que não houve reforço na fronteira por causa da confusão ocorrida na Venezuela.

Segundo os militares, a movimentação foi tranquila durante todo o dia em Pacaraima. Na quarta-feira, o governador de Roraima, Antônio Denarium (PSL), disse ao jornal O Estado de S. Paulo que teme que a população de seu Estado se volte contra os venezuelanos. “Temo que a população se revolte. Temo que se volte contra os venezuelanos porque não tem nenhum benefício para brasileiro, só tem benefício para venezuelanos”, afirmou ele. “O que vem é só pro venezuelano. Não dá cesta básica pro brasileiro que está passando fome. Mas, pro venezuelano, dá tudo, almoço, jantar, aluguel. Dá tudo que o brasileiro não tem.”

 

Fonte: AFP e Correio do Povo

Pés de milho são plantados em rodovia do Noroeste do RS

 

Foto: Divulgação

Descaso do Departamento Autônomo de Estradas e Rodagens (DAER) com a ERS 307 é motivo de manifestação silenciosa
Pés de milho foram plantados nos buracos

Há muito tempo que as ERS 307, 305 e 342 estão em péssimas condições de trafegabilidade.

Conforme o Superintendente do Departamento Autônomo de Estradas e rodagem (DAER), Ricardo Klein, a direção geral da autarquia já foi informada sobre a situação das ERSs e o mesmo está aguardando um retorno que até o momento não ocorreu.

As crateras na ERS 307 que liga Santa Rosa a Cândido Godoi, Campinas das missões e São Paulo das Missões tem sido motivo de manifestação dos mais diversos tipos. O artista plástico Betto Almeida ao passar pela rodovia demonstrou sua indignação pintando um circulo em cada buraco. A ação serviu também para alertar os motoristas sobre o perigo que a ERS representa. No dia 25 de fevereiro, um motociclista de 53 anos e sua esposa de 45, sofreram uma queda da moto ao passarem por uma cratera. Ambos ficaram feridos, foram socorridos e encaminhados a Unidade de Pronto de Atendimento (UPA). Nesses casos, se o automóvel não possui seguro, a vítima fica com todo o prejuízo. Vidas são ceifadas, danos são registrados e nenhuma providência é tomada.

No dia 28 de fevereiro, mais uma manifestação foi realizada, desta vez, pés de milho foram plantados dentro de alguns buracos no meio da rodovia. O ato bem humorado ocorreu na altura da Linha Timbaúva no município de Cândido Godói e representa a insatisfação de condutores que diariamente arriscam a vida nas ERS da morte no estado.

Fonte: Facebook Silvio Brasil

Hospital de Caridade de Três Passos suspende atendimentos em obstetrícia

Divulgação

A direção da Associação Hospital de Caridade de Três Passos emitiu comunicado no começo da tarde desta quinta-feira (28), informando aos prefeitos e secretarias de saúde dos municípios de Três Passos, Tiradentes do Sul, Esperança do Sul, Sede nova e Bom Progresso bem como a 19ª Coordenadoria de Saúde, Ministério público, imprensa e comunidade local e regional da suspensão de forma indeterminada dos atendimentos e procedimentos de urgência e emergência da área de OBSTETRÍCIA, a partir da meia noite de hoje.

O motivo da suspensão é o recebimento de um documento na data de ontem, 27 de fevereiro, assinado pelos médicos Ivo Weiss, Celestino Schimitt e Letícia de Abreu, dando conta da paralisação de suas atividades por motivo da falta de recebimento dos seus honorários. O atendimento na área de obstetrícia segundo os médicos só será retomado com a regularização dos vencimentos de janeiro e fevereiro de 2019.

Segundo a nota do Hospital de Caridade de Três Passos as pacientes gestantes deverão procurar obrigatoriamente atendimento em outros hospitais da região, uma vez que não haverá profissional habilitado para realizar qualquer tipo de procedimento.

A direção da casa de saúde ainda afirma que a situação é extremamente grave e que todas as medidas possíveis foram tentadas para evitar a paralisação.

Por fim a direção do Hospital de Caridade de Três Passos informa que não tem como prometer uma data de pagamento aos profissionais médicos, uma vez que depende do governo do estado para fins de honrar suas obrigações. O Hospital entende e corrobora a atitude dos médicos, os quais exercem sua profissão e devem ser remunerados por isso, assim como qualquer outro trabalhador.

Fonte: Associação Hospital de Caridade Três Passos

Bolsonaro manda rever fim da taxa sobre importação de leite em pó

A área econômica ainda estuda que tratamento técnico dar à medida

Após forte reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o presidente Jair Bolsonaro determinou ao Ministério da Economia rever o fim da cobrança de uma taxa extra que era cobrada sobre as importações de leite em pó da União Europeia e da Nova Zelândia. No entendimento dos produtores brasileiros, a decisão vai levar a produção local ao “colapso”.

A área econômica ainda estuda que tratamento técnico dar à medida, publicada no Diário Oficial da União no último dia 5.

A FPA tem perto de 250 parlamentares. Durante a campanha presidencial, o grupo foi decisivo para a consolidação do apoio do setor rural a Bolsonaro. Por liderar o movimento, a então presidente do grupo, deputada Tereza Cristina (DEM-MS), recebeu o comando do Ministério da Agricultura.

Na semana passada, ao comentar o fim da tarifa antidumping, um integrante da Frente, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), disse que essa medida “não ajuda” na construção de um ambiente positivo em relação a temas de interesse do governo no Congresso. Ele observou que o Congresso tem à frente discussões como o da Previdência do setor rural.

A sobretaxa era cobrada sobre o leite em pó importado desde 2001 e se somava à tarifa já cobrada sobre o produto, que hoje é de 28%. No caso da Nova Zelândia, havia um adicional de 3,9%. Para o produto europeu, a sobretaxa era de 14,8%. Em ambos os casos, era uma taxação cobrada para compensar os efeitos do dumping, ou seja, da concorrência desleal praticada por esses países, ao vender para cá um produto abaixo de seu preço de custo, causando prejuízo à produção local.

A sobretaxa é revista a cada cinco anos e veio sendo sucessivamente prorrogada desde 2001. Porém, na revisão referente ao período 2012 a 2017, realizada ainda no governo de Michel Temer, o estudo técnico concluiu que não houve dumping. Pelo contrário, no período o Brasil não importou leite em pó da Nova Zelândia, o país mais competitivo do mundo nesse produto. E as compras da União Europeia foram na faixa de US$ 1.000 por dia, um valor considerado baixo. No total, o leite em pó importado contribui com 2,4% do consumo nacional.

Apesar dessas considerações técnicas, a reação do setor agrícola foi forte. A FPA emitiu nota dizendo que as consequências da decisão podem ser “intransponíveis”. Alceu Moreira disse ao Estadão/Broadcast que o setor pode “entrar em colapso” com a abertura do mercado. O Brasil possui 1,17 milhão de produtores de leite, a maioria deles agricultores familiares. O fim do antidumping está na pauta da reunião da Frente marcada para esta terça-feira.

A principal reclamação dos produtores de leite é a impossibilidade de competir com o produto importado. No caso do leite em pó europeu, eles apontam os subsídios pagos ao setor agrícola no bloco. “Não vamos concorrer com os produtores europeus, vamos concorrer com o Tesouro europeu”, apontou na semana passada o presidente da Comissão Nacional da Pecuária do Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Alvim. “Vemos a medida com preocupação.”

Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo

Hospital de Santa Rosa projeta fechamento de leitos por dificuldades financeiras

Vida & Saúde deve reduzir serviço médico na área clínica na UPA por atraso de pagamentos no SUS

Foto: Felipe Dorneles / Especial / CP

O Hospital Vida & Saúde de Santa Rosa divulgou nota registrando o enfrentamento de dificuldades financeiras motivado pelos atrasos de pagamentos prestados ao Sistema Único de Saúde (SUS). O documento, assinado pelo Conselho de Administração, revela que casos os pagamentos não sejam regularizados, o hospital deverá retirar um médico pediatra que atende na UPA; reduzir o serviço médico da área clínica na UPA e de pessoal; reduzir a disponibilidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sem a escala médica do dia; e fechar dez leitos da UTI pediátrica, sendo que os pacientes ficarão sem referência na área que envolve as microrregiões de Santa Rosa e Santo Ângelo. Deve ainda fechar o Banco de Leite e Lactário e cancelar o atendimento médico e ambulatorial das gestantes de alto risco.

O hospital já cancelou novas obras, conforme o plano diretor, serviços de manutenção das instalações e compras de utensílios e móveis para áreas que ainda carecem de melhorias, além de projetos e contratos com alguns prestadores.

A nota destaca que houve diversas solicitações de apoio, como reuniões e envio de documentos aos órgãos competentes, solicitando o imediato pagamento dos serviços já prestados, sem solução. No último dia 13, a casa de saúde já havia anunciado que faria empréstimo bancário para pagar os colaboradores. Segundo o Vida & Saúde, os atrasos do Estado ultrapassam o valor de R$ 6 milhões.

A secretaria estadual da Saúde informou que, na segunda semana de dezembro, fez o pagamento da competência de agosto aos hospitais. A expectativa é de que novo repasse no valor de um mês ocorra até o dia 28, desde que a arrecadação permita.

Fonte: Correio do Povo

FETAG debate saídas para crise no leite

O baixo preço pago ao produtor de leite, que sequer cobre o custo de produção, motivou a FETAG, através de sua Comissão Estadual do Leite, a chamar nesta sexta-feira (14) diversas entidades ligadas à cadeia produtiva e autoridades para encontrar saídas à crise leiteira, entre elas os secretários Odacir Klein e Tarcísio Minetto, respectivamente da Agricultura e do Desenvolvimento Rural. Tem produtor de leite em Tupanciretã recebendo R$ 0,80 e na maioria do Estado o valor fica na faixa de R$ 1,00. Embora seja difícil generalizar, o custo para produzir um litro de leite está acima deste patamar.

Uma nota conjunta aprovada pelos participantes pede ao governo federal a compra pública de 30.000 toneladas de leite em pó do Rio Grande do Sul, a imediata suspensão da importação de produtos lácteos de outros países para a discussão de cotas e o rebate de 30% para a amortização das parcelas dos custeios e investimentos no qual a produção de leite seja a atividade indicada para o pagamento.

O presidente da FETAG, Carlos Joel da Silva, enfatizou que a crise atual é agravada pelo fato de que há alguns anos o setor já vem enfrentando. “Agora, ela chega ainda com mais força, pois o custo de produção é mais alto”, justificou. Pedrinho Signori, secretário-geral da FETAG, fez questão de pedir a diversas lideranças, de diferentes regiões do Estado, que se manifestassem e revelassem o sentimento das bases.

A primeira manifestação foi de Nelson Della Valli, presidente do STR de Santa Rosa, afirmando que os produtores da Grande Santa Rosa estão recebendo das indústrias menos de R$ 1,00 pelo litro. Já Renato Goerck, presidente do STR de Santa Cruz do Sul, lembrou que embora o carro-chefe na região seja fumo, a cadeia do leite também está inserida na economia local. Em 2017, havia 325 produtores de leite e de lá para cá mais de 100 já desistiram. Em agosto eles receberam pelo litro R$ 1,35 e em novembro caiu para R$ 1.03. “Essas pessoas têm toda uma estrutura montada e precisam de saídas. Se continuar neste ritmo, inclusive sem saber o que ganharão em dezembro, certamente, a desistência vai aumentar”, garantiu.

Márcio Langer, presidente do STR de Roque Gonzales, revelou que uma grande aflição será a perspectiva pós-dezembro, uma vez que o produtor terá muitas dificuldades para fechar as contas.

Fonte/Foto: Assessoria de Imprensa

Hospital Santo Antônio de Tenente Portela suspende atendimentos em UCI Neonatal

UTI adulto segue fechada

A acentuada crise econômica pela qual passa o Hospital Santo Antônio obrigou a entidade a tomar mais uma decisão com impacto direto no atendimento ao público prestado pela entidade: O fechamento temporário da Unidade de Cuidados Intensivos Neonatal.

Segundo a presidente da entidade Mirna Braucks, o custo de manutenção da ala gira em torno de R$ 150 mil reais mensais que estavam sendo todos bancados com recursos próprios, que neste momento não tem mais condições de prestar o serviço.

Mirna retrata que há atrasos de repasses do governo desde agosto e que ainda há parte da folha a serem pagos do mês de setembro e de outubro, sendo que, com isso a entidade precisou tomar a medida drástica.

A mesma decisão já havia sido tomada em relação a Unidade de Tratamento Intensivo, adulta, que já está há 60 dias com as portas fechadas e sem previsão de restabelecimentos dos serviços.

A direção da entidade tem uma reunião marcada com os municípios que são atendidos pela UCI neonatal com a intenção de buscar auxilio e ajuda para tentar manter em funcionamento a ala. A reunião acontece nesta quarta-feira (07) às 14h.

Fonte: Clic Portela

Venda de planos de saúde de 14 operadoras está suspensa a partir de hoje

No primeiro trimestre deste ano, a ANS registrou 14.537 reclamações de natureza assistencial -Arquivo/Agência Brasil

A partir de hoje ( 9), está suspensa a comercialização de 38 planos de saúde de 14 operadoras, por causa de reclamações, recebidas no primeiro trimestre deste ano, relativas à cobertura assistencial e à demora no atendimento. A medida é resultado do monitoramento feito pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), por meio do Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento.

De acordo com a diretora de Normas e Habilitação dos Produtos, Karla Santa Cruz Coelho, 739 mil consumidores estão sendo protegidos com a medida. Para ela, o monitoramento e a proibição da venda dos planos incentivam as operadoras a melhorar o atendimento. “Ao proibir a venda dos planos que estão sendo alvo de reclamações recorrentes sobre cobertura, a ANS obriga as operadoras a qualificar o serviço para atender com eficácia aos usuários. Somente mediante a adequação do atendimento, essas operadoras poderão receber novos clientes”, disse.

No primeiro trimestre, a agência registrou 14.537 reclamações de natureza assistencial, no período de 1º de janeiro a 31de março. “Desse total, 12.360 queixas foram consideradas para análise pelo programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento. Foram excluídas as reclamações de operadoras que estão em portabilidade de carências, liquidação extrajudicial ou em processo de alienação de carteira, cujos planos não podem ser comercializados em razão do processo de saída ordenada da empresa do mercado”, diz a ANS.

Segundo a agência, os clientes dos planos suspensos estão protegidos. Eles continuam a ter assistência normal até que as operadoras solucionem os problemas assistenciais para que possam receber novos beneficiários. Das 14 operadoras que figuram na lista, quatro já tinham planos suspensos no período anterior (quarto trimestre de 2016) e dez não constavam na última lista de suspensões.

Paralelamente, seis operadoras poderão voltar a comercializar 30 produtos que estavam impedidos de ser vendidos. Isso acontece quando há comprovada melhoria no atendimento aos beneficiários. Das seis operadoras, três foram liberadas para voltar a comercializar todos os produtos que estavam suspensos e três tiveram reativação parcial.

A medida é preventiva e vigora até a divulgação do próximo ciclo (segundo trimestre). Além de ter a comercialização suspensa, as operadoras que negaram indevidamente cobertura podem receber multa que varia de R$ 80 mil a R$ 250 mil.

Mais informações:

http://www.ans.gov.br

*Agência Brasil

China suspende temporariamente entrada de carne brasileira no país

A China suspendeu hoje (20) a entrada de carne brasileira no país até que o Brasil preste esclarecimentos sobre a Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na sexta-feira (17). Esse é o primeiro país a oficializar a interrupção na compra do produto brasileiro. Segundo a denúncia da PF, o esquema criminoso envolve empresários do agronegócio e fiscais agropecuários que facilitavam a emissão de certificados sanitários para alimentos inadequados para o consumo.

Por meio de nota, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informou que a pasta dará todos os esclarecimentos aos chineses o mais rápido possível. “Até receber as informações, a China não desembarcará as carnes importadas do Brasil. Hoje à noite, o ministro terá uma videoconferência com autoridades chinesas para prestar esclarecimentos”, diz o comunicado.

De acordo com a agência de notícias chinesa Xinhua, as exportações do Brasil para a China quase duplicaram nos primeiros dois meses do ano em relação ao mesmo período em 2016. Em janeiro e fevereiro, as exportações trouxeram US$ 6,246 bilhões, principalmente nas vendas de petróleo e ferro, soja, polpa de madeira e carne bovina. O valor das exportações do Brasil à China saltou 94,3%, impulsionando por uma subida dos preços de matérias-primas como petróleo e ferro.

Na manhã desta segunda-feira, portaria do Mapa exonerou de cargos comissionados os superintendentes federais de agricultura, pecuária e abastecimento do Paraná, Gil Bueno de Magalhães; e de Goiás, Júlio César Carneiro. Na sexta-feira (17), depois que a Polícia Federal deflagrou a Operação Carne Fraca, o governo já havia anunciado o afastamento de 33 servidores suspeitos de envolvimento nas irregularidades investigadas.

De acordo com a PF, frigoríficos envolvidos nesse esquema criminoso “maquiavam” carnes vencidas e as reembalavam para conseguir vendê-las. As empresas subornavam fiscais do ministério para que autorizassem a comercialização do produto sem a devida fiscalização.

Chile

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento confirma apenas a suspensão pela China da entrada da carne brasileira. Entretanto, de acordo com a agência notícias DPA, o ministro da Agricultura chileno, Carlos Furche, anunciou que o país vetou o ingresso da carne brasileira até receber informações mais detalhadas sobre a extensão do esquema.

*com informações das agências de notícias Xinhua e DPA/Agência Brasil