Outono no Hemisfério Sul começa nesta quarta

 

Foto: Ricardo Giusti / CP Memória

O outono no Hemisfério Sul começa às 18h58min desta quarta-feira e termina às 12h54min do dia 21 de junho. É uma estação considerada de transição entre o verão quente e úmido e o inverno frio e seco. Neste período, as chuvas são mais escassas no interior do Brasil, em particular no semiárido nordestino e no Norte de Minas Gerais. Na parte Norte das regiões Nordeste e Norte ainda é época de muita chuva, principalmente se houver a persistência da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mais ao Sul de sua posição climatológica. Também, caracteriza-se pelas primeiras incursões de massas de ar frio no ano, oriundas do Sul do continente, que provocam o declínio das temperaturas do ar, principalmente na região Sul e parte da região Sudeste.

Durante esta estação, observam-se as primeiras formações de fenômenos adversos, tais como: nevoeiros nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste; geadas nas regiões Sul e Sudeste e no Mato Grosso do Sul; neve nas áreas serranas e nos planaltos da região Sul; e friagem no Sul da região Norte e nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e até mesmo no Sul de Goiás.O outono deve sofrer influência moderada do El Niño. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) projeta que a probabilidade de o fenômeno atingir algumas regiões do Brasil é de 70%, ocorrendo em intensidade fraca até o início do inverno.

De acordo com o Inmet, não estão descartadas e podem ocorrer de maneira irregular as condições climáticas frequentemente associadas ao El Niño, como excessos de chuvas sobre a região Sul e a redução sobre as regiões Norte e Nordeste. Há igualmente tendência de aumento moderado das temperaturas médias no Centro do país. Na região Sul, os meses de verão apresentaram chuvas irregulares durante toda a estação.

Em dezembro de 2018 várias localidades do Paraná sofreram com a falta de chuvas e estiagem, enquanto que nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, as chuvas ficaram acima da média. Em janeiro de 2019, os maiores volumes de chuva foram observados na parte sul do Rio Grande do Sul e em algumas localidades choveu mais de 400 mm, quase o triplo da média climatológica para este mês. A passagem de sistemas frontais, bem como a convergência de umidade em baixos níveis favoreceram a ocorrência de chuvas intensas e ventos fortes, entre fevereiro e começo de março, sobre a região Sul.

O prognóstico climático para o outono indica que as chuvas ficarão acima da média em toda região, principalmente sobre a parte Oeste. É importante destacar que, existe um aquecimento da área oceânica próxima à costa da Argentina e mais acentuada no Sudeste do Brasil, que favorece as condições de instabilidade atmosférica e consequente precipitação nesta área. Aliado a esta situação, tem-se o aquecimento do Oceano Pacífico, caracterizando um El Niño de fraca intensidade que pode acentuar as temperaturas na região nos próximos meses, concordando com a previsão de temperaturas acima da média no outono. Contudo, esta previsão não elimina a possibilidade de ocorrência de geadas, principalmente em áreas serranas, à medida que se aproxima do inverno.

 

Fonte: Correio do Povo

Município de Três Passos entra em estado de alerta por causa do volume de chuvas

Mais de 350 mm foram registrados em Três Passos desde o dia 1º de março até este dia 12, o que leva o município a entrar em estado de alerta pelos estragos causados, principalmente, no interior.

Segundo levantamento da Secretaria Municipal de Transportes são cerca de 20 pontes danificadas e inúmeros bueiros arrancados pelo grande volume de água.

As estradas que já tinham sido revitalizadas pelo Programa Pró-interior estão prejudicadas, onde todo o material colocado foi levado pela forte correnteza, restando grandes estragos que terão de ser reconstruídos.

O prefeito Municipal, José Carlos Amaral, se preocupa com o andamento do Programa Pró-interior. “Nosso cronograma de trabalho ficará prejudicado, uma vez que teremos de reconstruir as vias”, lamenta o prefeito.

Há uma preocupação com a continuidade das chuvas, já que a Secretaria de Transportes fica impedida de executar os trabalhos pelo risco de novos desabamentos.

“As equipes estão percorrendo as localidades com patrola, retroescavadeira e carregador para amenizar a situação lamentável das estradas e propriedades rurais, no entanto, há casos que representam risco e ficamos impedidos de executar enquanto estiver chovendo”, ressaltou o secretário Municipal de Transportes, Cezar dos Santos.

Um dos problemas contatados que prejudicam as vias é o grande número de curvas de nível que são colocadas no curso das estradas para exercer a função de desague. “Essa ação contribui para a erosão do material utilizado na revitalização e conservação das vias rurais”, observou Cesar.

Não há uma região especifica mais afetada pelo alto volume pluviométrico de 358 mm medido pelo engenheiro agrônomo, Octávio Soberon Burga, e informado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, e sim, afeta todo o município de Três Passos. Esse estado climático em excesso, prejudica o escoamento da produção rural, do transporte escolar e de produtos, assim como a trafegabilidade da população.

 

Fonte/Fotos: Elemara de Oliveira – Assessora de Comunicação da Prefeitura de Três Passos

Temporal atinge Cruz Alta e causa estragos em pontos da cidade

Foto: RCA/Facebook

Um temporal com vento causou uma série de estragos no município de Cruz Alta, nesta segunda-feira (11). Conforme relato de moradores da cidade, há casas destelhadas, queda de postes de energia elétrica e de árvores.

Um dos locais afetados é Hospital Santa Lúcia, onde parte do teto de gesso foi danificado. A instituição não restringiu os atendimentos, mesmo com o problema causado pela chuva. De acordo com a Prefeitura, a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) está encaminhando pacientes para o Hospital São Vicente de Paulo. Salas foram alagadas no local.

No Centro da cidade, uma árvore de grande porte desabou e caiu sobre dois carros. Os veículos ficaram danificados. No bairro Fátima, há registro de destelhamentos e queda de postes. A Defesa Civil do município ainda não tem levantamento dos prejuízos porque segue em campo atendendo os moradores.

Também há registro de pontos de alagamentos causados pela chuva intensa.

 

Fonte: Agora RS

Soja apresenta boa perspectiva de produtividade no RS

Foto: Emater

Com 8% das áreas colhidas no Estado e outras 17% maduras e por colher, a maioria das lavouras de soja no Rio Grande do Sul está em fase de granação ou enchimento de grãos, com 67%. Outros 8% de área estão em floração. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (07/03), nas regiões Celeiro, Noroeste Colonial e Alto Jacuí, a cultura evolui rapidamente para o estádio de maturação, com diversas lavouras apresentando folhas com coloração amarela. As primeiras lavouras colhidas apresentam boa produtividade.

Nas regiões do Médio Alto Uruguai e do Rio da Várzea, as primeiras lavouras em fase de maturação apresentam ótima sanidade e boa perspectiva de produtividade, contrariando a expectativa de uma safra com forte pressão do fungo da ferrugem asiática. Na semana foram realizadas aplicações finais de fungicidas para controle da ferrugem e de inseticidas para controle de lagartas, percevejos e ácaros.

Na região da Produção, a cultura está em fase inicial de colheita, com rendimento médio na região de 62 sacas por hectare. Comparada ao período de implantação, onde houve problemas de replantio, a expectativa é positiva. Há baixa incidência de doenças e pragas em lavouras adequadamente monitoradas e tratadas. Na região Sul, na cultura predomina o estágio de granação, com 85% das lavouras. Na semana ocorreram secamento do solo, altas temperaturas e radiação solar intensa, prejudicando as lavouras de soja. As condições gerais das lavouras da região da Serra e dos Campos de Cima da Serra estão muito boas. A fase predominante é de enchimento de grãos, e as áreas cultivadas mais no cedo com variedades de ciclo precoce estão iniciando a fase de colheita.

A cultura do milho no RS apresenta 51% das lavouras colhidas. As demais áreas apresentam 17% maduro, 24% em enchimento de grãos e o restante em floração e desenvolvimento vegetativo. As lavouras apresentam bom desenvolvimento reprodutivo. Nas regiões Centro-Sul e nos vales dos Sinos e do Paranhana, a maioria das lavouras está na fase de enchimento e desenvolvimento de grãos. Algumas lavouras já começam a ser colhidas para comercialização. Os estandes do milho safrinha vêm apresentando um bom desenvolvimento vegetativo, ainda não prejudicado pela diminuição da chuva.

Feijão 1ª safra – Com a safra praticamente colhida, o feijão primeira safra no RS atingiu 80% das áreas colhidas. Ainda apresenta 1% das lavouras em floração, 11% em enchimento de grãos e 8% maduro. Das áreas a serem colhidas, restam basicamente as da região dos Campos de Cima da Serra, nas quais a cultura encontra-se nas fases de formação de vagens e enchimento de grãos. As lavouras apresentam bom desenvolvimento devido às ótimas condições climáticas até o momento. As condições fitossanitárias estão muito boas nessa região, com baixa incidência de pragas e doenças, o que indica perspectiva de safra dentro da normalidade, ou seja, 2.400 kg/ha na região. Já na região Sul, a primeira safra foi colhida. A segunda safra da cultura está com a semeadura finalizada, em estágio predominante de crescimento vegetativo, apresentando bom desenvolvimento.

Arroz – A cultura no RS está com 17% das áreas colhidas, 36% maduras, 38% em enchimento de grãos e 8% em floração. Nas principais regiões produtoras do Estado, Campanha e Fronteira Oeste, as condições climáticas da semana foram favoráveis ao desenvolvimento da cultura, porém está prevista redução da produção nesta safra, em virtude de pouca insolação, muitos dias nublados com chuvas e baixa temperatura à noite. No Litoral e Centro-Sul, foi iniciada a colheita das variedades precoces plantadas no cedo, chegando a 11% da área em Camaquã. O manejo realizado na semana foi a condução da lavoura com irrigação, aplicação de coberturas e tratamentos fitossanitários, em alguns casos, conforme necessidade e cultivar.

FRUTÍCOLAS
Caqui – Iniciou a colheita da Chocolatinho, variedade mais precoce cultivada nos locais de mesoclimas mais quentes, como o Vale do Rio Caí. Trata-se de uma fruta de polpa escura, com muitas sementes e de calibre reduzido. As plantas mostram-se com bom vigor e carga elevada, pois houve pouca intervenção por meio da prática cultural do raleio de frutas, haja vista a coincidência da colheita da safra de uva. Assim, considerável percentagem de frutos não atingiu o calibre esperado e possível, passando a ser classificado na categoria 2 – “segundinha”. As principais variedades Fuyu e Kyoto vêm se desenvolvendo sem maiores problemas, com alto vigor e sanidade. As plantas demonstram muita variação de carga de caquis, porém, de forma geral, a produtividade deverá ficar abaixo da média histórica.

Citricultura – Começou a colheita das frutas cítricas na região do Vale do Caí. As primeiras caixas de 25 quilos da bergamota Satsuma estão sendo comercializadas ao preço médio de R$ 35,00/cx. A bergamota Satsuma, também conhecida como Japonesa, em função da sua origem, é a mais precoce das frutas cítricas. Trata-se de uma fruta sem sementes, com baixa acidez, o que permite que seja colhida e consumida com a casca ainda verde. Nas demais bergamotas do grupo das Mediterrâneas, continua intenso o trabalho de raleio, que é a retirada de parte das frutinhas verdes das plantas, manejo que objetiva permitir que as frutas a serem colhidas maduras tenham um melhor desenvolvimento, atinjam um maior diâmetro e apresentem melhor coloração. O raleio segue a mesma sequência de maturação das bergamotas e já está encerrado nas cultivares Caí e Pareci, e está pela metade na Montenegrina.

PASTAGENS
A fase é de desenvolvimento das espécies forrageiras, e de maneira geral a ocorrência de chuvas com bons volumes, temperaturas e radiação solar adequada favorecem tanto o campo nativo como as pastagens cultivadas, apresentando grande oferta de matéria verde de qualidade. As pastagens naturais, apesar do bom crescimento, apresentam-se mais fibrosas e com menor qualidade devido ao fim do ciclo destas forrageiras; por isso, a importância de proceder-se a mineralização adequada do rebanho.

Sempre é importante que os produtores façam o ajuste da carga animal para obter melhor aproveitamento. Os extensionistas rurais da Emater/RS-Ascar também orientam os pecuaristas para que façam diferimento de algumas áreas, deixando-as em pousio, para que tenham abundância de pasto durante o outono. Começam a ser implantadas as pastagens cultivadas de inverno.

Por: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

Cidade registra queda de granizo no Noroeste do RS

O granizo foi registrado em Santo Ângelo

Foto reprodução de vídeo: Mário Maciel

Nuvens carregadas acompanhadas por trovões marcaram o início da tarde desta quarta-feira (06), na Capital das Missões seguidos de chuva e granizo.

De acordo com registro feito pelo  internauta Mário Maciel o maior volume de granizo foi registrado na zona oeste da cidade, atingindo residências localizadas à beira da ERS-344. Não há registro de pessoas feridas.

 

Fonte: Rádio Cidade SA

Moradores de Rio Grande filmam tornado: ‘Nunca tinha visto, foi um susto’

Foto Reprodução Vídeo de Moradores de Rio Grande

Três moradores de Rio Grande, município da Região Sul do estado, gravaram um vídeo na tarde de terça-feira (5) de um tornado. Eles estavam na localidade de Santa Izabel quando presenciaram o fenômeno.

G1 consultou a Somar Meteorologia, que confirmou que o vídeo se trata de um tornado de intensidade fraca. “Não podemos confirmar a região onde foi gravado, porém pelas imagens de radar é possível notar chuva bastante forte entre as 14h e 15h em Rio Grande e também nas cidades mais próximas”, afirma o meteorologista Caio Guerra.

O assistente de coordenação de uma escola, Douglas Cantarelli, conta que estava com dois amigos, os irmãos Fabiano e Cristiano Costa, pescando, quando presenciaram o fenômeno.

“A gente foi pescar meio-dia, saímos do Cassino, onde moramos, e fomos para a localidade de Santa Izabel. Eu estava montando a churrasqueira, e o tempo começou a ficar feio. O tornado começou a vir na nossa direção. A gente ia pedir abrigo, mas aí foi mudando de rota”, explica Cantarelli.

Ele ainda relatou que, depois disso, ocorreu uma pancada forte de chuva.

Conforme a Somar, o fenômeno é causado pelo “calor e a umidade presentes no estado, em contraste com o avanço de uma frente fria, bastante costeira no Rio Grande do Sul, que favorece a ocorrência de temporais”.

O alerta é de que nos próximos dias pode ocorrer chuva forte, com trovoadas e rajadas de vento moderadas em todo o Rio Grande do Sul.

Fonte: G1

Moradores relatam tremor em Passo Fundo

Fenômeno é reflexo de um terremoto que aconteceu no Peru. Fato ocorreu na manhã desta sexta-feira (1°).

Foto: Reprodução/RBS TV

Moradores de Passo Fundo, na Região Norte do Rio Grande do Sul, relataram terem sentido tremores na manhã desta sexta-feira (1°). O fato aconteceu um pouco antes das 6h da manhã. O fenômeno é reflexo de um terremoto que aconteceu no Peru, de magnitude 7.

Os bombeiros não receberam nenhum chamado, mas moradores de diferentes regiões de Passo Fundo relataram terem sentido, principalmente pessoas que moram em prédios altos.

“Eu acordei naquele sobressalto e a sensação de tontura, de náusea, e a cama toda balançando. Imediatamente me dei conta de que devesse ser algum abalo sísmico, porque nas outras ocasiões já sentimos isso em Passo Fundo também. Hoje foi uma das sensações mais intensas de todas as vezes. Foram alguns segundos, eu não sei precisar quanto, mas intensos, e que a gente se sente muito insegura, muito impotente”, afirma a aposentada Nizete Zanolla.

Situações como a dessa manhã não são novidade em Passo Fundo. Nos últimos anos, pelo menos cinco tremores foram sentidos na cidade. Um desses casos ocorreu em abril do ano passado, quando aconteceu um terremoto na Bolívia.

A explicação está na geografia da região. Apesar do susto, o fenômeno não traz riscos para os moradores.

“É bastante comum que tenha reflexo de um tremor que acontece na Cordilheira dos Andes, no Chile, no Peru. Só que, muitas vezes, a gente não percebe. [Algumas vezes quando] chega até aqui, o eco que chega até nós, é muito fraco e nós não percebemos esse tremor. As pessoas estão pensando naquelas coisas horríveis que a gente vê, terremotos terríveis, acidentes do cinema, mas não. Acho que aquilo é só cinema mesmo. Nós estamos livres de qualquer coisa dessa natureza aqui na nossa região”, afirma o professor de Física Álvaro Becker.

Forte terremoto no Peru

O tremor aconteceu às 8h50 no país vizinho (5h50 de Brasília), 27 km ao nordeste da cidade de Azángaro, perto da fronteira com a Bolívia, em uma área montanhosa e de pequena população. Ainda não há relatos sobre danos ou vítimas.

O tremor ocorreu a uma profundidade de 257,4 km. Os grandes terremotos na América do Sul acontecem, de modo geral, a uma profundidade de 70 km ou menos.

Colheita do milho se aproxima dos 50% da área cultivada no RS

 

Segue a colheita dos grãos de verão desta safra, com o milho atingindo quase metade (47%) da área cultivada, a soja com 4% da área, o feijão 1ª safra com 78% da área já colhida e o arroz, 10%. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (28/02), o avanço significativo desta fase das culturas ocorreu devido ao clima quente e seco.

A safra de milho é mais adiantada na parte Noroeste da metade Norte do Estado, apresentando boa qualidade do produto, com baixa porcentagem de grãos quebrados e trincados. Nas regiões Serrana, Metropolitana e Sul, inicia a colheita. Em todo o Estado, o desenvolvimento do milho é considerado ótimo, com a produtividade das lavouras apresentando ótimos rendimentos, variável entre regiões. Há relatos de que, em algumas lavouras, a produtividade ultrapasse 220 sacos por hectare no Alto da Serra do Botucaraí. No geral, 16% da área de milho está madura, 25% em enchimento de grãos, 6% em floração e os demais 6% em germinação e desenvolvimento vegetativo.

Majoritariamente em enchimento de grãos (71%), a cultura da soja evolui para a maturação, com várias lavouras apresentando coloração amarelada das folhas e vagens com grãos formados. Nas regiões da Serra e Campos de Cima da Serra, há excelente carga de vagens, indicando perspectiva de ótimo rendimento. As demais fases são 4% das lavouras já colhidas, 11% estão maduros, 12% em floração e 2% em desenvolvimento vegetativo.

Em geral, a cultura da soja segue com bom desenvolvimento e potencial produtivo. As áreas colhidas nas regiões Celeiro, Noroeste Colonial e Alto Jacuí apresentam variação de produtividade entre 50 e 70 sacos por hectare, de acordo com nível de fertilidade do solo. Na Fronteira Oeste e Campanha, a limitação até o momento para potencial produtivo diz respeito ao porte baixo e a falhas no estande de algumas lavouras.

Em algumas lavouras do feijão 1ª safra, a produtividade final da cultura está próxima a 30 sacas por hectare, considerada muito boa. Em lavouras mais tecnificadas, as produtividades ultrapassaram 40 sacas por hectare, mas em boa parte das zonas de produção o rendimento tem variado entre 1,2 e 1,5 tonelada por hectare. As demais fases da cultura são 2% em floração, 15% em enchimento de grãos e 5% maduras e por colher.

Feijão 2ª safra – O cultivo da safrinha avança no Estado, com as lavouras apresentando bom crescimento e desenvolvimento vegetativo devido à boa umidade do solo proporcionada por chuvas regulares, associadas à intensa radiação solar, a temperaturas elevadas e a boa adubação. Tais condições proporcionam ótimo potencial produtivo. Nas primeiras lavouras semeadas, são realizados os tratos culturais de adubação nitrogenada em cobertura e controle de plantas invasoras. A recuperação da umidade do solo mantém a expectativa de boa colheita.

Para a safrinha ou segunda safra de feijão, a Emater/RS-Ascar aponta uma área de 19.520 hectares e uma produtividade média de 1.469 quilos por hectare, perfazendo uma previsão de produção de 28.673 toneladas

No Rio Grande do Sul, o arroz está com 41% da área cultivada na fase de enchimento de grãos, 27% maduro e já 10% colhido. No Vale do Rio Pardo, nas lavouras que iniciaram colheita, a produtividade e a qualidade do grão são boas. O estado fitossanitário da cultura é bom, e o desenvolvimento é normal. Já nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões, a semana com alta insolação favoreceu a colheita do produto, que deve se estender pelas próximas semanas, já que a semeadura apresentou largo escalonamento em função das condições climáticas na época desta operação. Produtores relatam que a produtividade tende a diminuir nas próximas lavouras colhidas, em função da ocorrência de noites frias e chuvas na época do florescimento das lavouras tardias.

OUTRAS CULTURAS
Aipim/mandioca – Na região Noroeste, a cultura apresenta bom desenvolvimento e sanidade; é realizado o controle de invasoras com capina manual. Nos municípios de produção comercial, os produtores continuam colhendo e negociando a produção do aipim. Os negócios com mandioca implantada na última safra melhoraram em relação a preços, estando em R$ 20,00/cx de 27 quilos em Nova Candelária. O clima é favorável à cultura. As áreas cultivadas em agosto já apresentam colheita de produto novo sendo comercializado na feira e mercados. Em Alecrim está em processo final de legalização uma agroindústria de mandioca descascada, que pretende abastecer mercados do município e da região.

Oliveira – Na região Sul, a cultura da oliveira se encontra no período de frutificação e início de colheita. As expectativas de produtividades estão dentro da normalidade, acima de 1.500 kg/ha. Os produtores estão otimistas com a produção e produtividade e a colheita é realizada de forma manual, objetivando a primeira colheita de frutos maiores para a elaboração de azeitonas em conserva.

Erva-mate – A cultura está em pleno desenvolvimento nas áreas da Produção e Nordeste Gaúcho, com práticas de colheita, monitoramento de pragas (broca da erva-mate e ampola) e controle de invasoras (roçadas). Os preços têm variações de R$ 10,00 a R$ 15,00/arroba (15 quilos de folha verde) entregue na indústria, de acordo com o polo ervateiro e o padrão da matéria-prima.

No Vale do Rio Pardo e na Serra do Botucaraí, a erva-mate está sendo comercializada com preços em torno de R$ 12,00/arroba, posta na ervateira. Para o produto comercializado sem o serviço de colheita e transporte, o produtor recebe de R$ 7,00 a R$ 9,00/arroba. Alguns plantios novos são observados na região da Serra do Botucaraí (polo do Alto Taquari). A erva-mate orgânica certificada é comercializada com valores em torno de R$ 18,00/arroba. Os principais municípios produtores dessas regiões são Fontoura Xavier, Itapuca, Venâncio Aires, Mato Leitão e São José do Herval.

Nogueira – Há grande expectativa de boa produção este ano nas áreas do Alto Uruguai. Além disso, em 2018, foram implantados dez hectares de novas áreas, buscando aumentar a produção futura.

PASTAGENS E CRIAÇÕES
As condições climáticas continuam propiciando umidade e temperatura favoráveis a um bom desenvolvimento e produção de massa verde das pastagens, no geral. Porém, em algumas áreas, as pastagens cultivadas de verão começam a diminuir a sua produção e a tornarem-se mais fibrosas, ficando menos nutritivas e menos palatáveis para os animais.

Beneficiados pelo suporte forrageiro oferecido pelas pastagens nativas e cultivadas, os rebanhos leiteiros vêm apresentando bom estado físico e sanitário e mantendo um bom nível de produção de leite. Como é comum nesta época do ano, o calor e a umidade favorecem a multiplicação e o contágio por parasitos externos e internos, o que exige alguns cuidados, como o uso de medicamentos para o controle estratégico de verminoses e para o combate a parasitos externos, especialmente o carrapato que, além de causar parasitose, pode transmitir a tristeza parasitária.

Os rebanhos ovinos do RS continuam apresentando boa condição corporal, em consequência do bom suporte alimentar oferecido pelos campos. No manejo sanitário, destacam-se as atenções e cuidados para o controle de verminoses e parasitas externos, como miíases, sarna e piolho. O período de encarneiramento já começou em algumas propriedades e deverá se estender até abril.

Na região de Porto Alegre, os pescadores artesanais de cabo estão com as atividades paralisadas, mantendo-se apenas na captura e venda de iscas. Já a pesca embarcada consegue realizar a captura de algumas espécies e está sendo a responsável pela oferta de pescado. Na região de Santa Rosa, a retomada da pesca artesanal após o período de defeso manteve baixa captura durante todo o mês.

Fonte/Foto: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

Produtividade do milho deve ultrapassar estimativa inicial no RS

 

Com boa qualidade de grãos, a produtividade do milho deverá ultrapassar a estimativa inicial de 6,8 toneladas por hectare.  As regiões da Fronteira Noroeste e Missões já estão com 74%, dos 738 mil hectares cultivados com milho no Estado, colhidos. O Alto Uruguai apresenta 40% da lavoura colhido e a região Serrana recém está iniciando a colheita. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (21/02), isso representa uma média de 41% já colhido do total da área semeada no Estado e outros 16% com o grão pronto para a colheita. Em enchimento de grãos, a cultura apresenta 26%.

As áreas de milho destinado à silagem plantadas como primeiro cultivo foram colhidas com bons rendimentos. Nas regiões Celeiro, Noroeste Colonial e Alto Jacuí, o segundo cultivo da cultura para silagem apresenta bom desenvolvimento. Os produtores estão realizando aplicação de adubação nitrogenada em cobertura.

A soja está em estágio principalmente de enchimento de grãos, com 72% do total da área plantada; as fases de grão maduro e colhido somam 5% da área cultivada. De maneira geral, a semana apresentou clima favorável ao desenvolvimento da cultura no Estado, com bom aporte de umidade no solo e temperaturas mais amenas, garantindo o seu potencial produtivo, embora se observe diferencial de potencial entre lavouras.

Novamente as condições climáticas da semana foram favoráveis para a lavoura orizícola, com boa insolação e temperatura, sendo que nos primeiros dias ocorreram temperaturas reduzidas nas madrugadas em algumas regiões. Também prossegue a aplicação de fungicidas e inseticidas, restrita às áreas em floração. Há expectativas de boa produtividade e produção.

A cultura da safra principal de feijão está em final de colheita; atingindo 76% da área estimada, apresentando boa produtividade e qualidade do produto dentro dos padrões requeridos para comércio. A volta da chuva na semana favoreceu a germinação e emergência da cultura do feijão segunda safra, que tem ótimo desenvolvimento vegetativo inicial. Estima-se que 85% da área de plantio prevista já esteja semeada.

O clima está favorável à cultura da batata-doce, que se desenvolve sem maiores problemas fitossanitários nas regiões dos vales do Taquari e Caí. Em algumas propriedades que utilizaram mudas oriundas de outros produtores houve eventual manifestação de sarna. O momento é de transplante e colheita da beterraba Boro. O uso de irrigação tem se intensificado nas lavouras após o transplante, neste período.

Na região do Litoral Norte, nos municípios de Morrinhos do Sul, Três Cachoeiras, Mampituba, Dom Pedro de Alcântara e Torres, os pomares de banana retomam a produção por conta da curva natural do clima. A produtividade da safra deverá ter redução, na ordem de 15%. O desenvolvimento das frutas cítricas neste período de entressafra é muito satisfatório na região do Vale do Caí, principal região produtora de bergamotas no Rio Grande do Sul. As chuvas frequentes e bem distribuídas têm contribuído para o crescimento das frutas, e a carga está muito boa.

 

Fonte/Foto: Emater RS/Ascar

Maior e Mais Brilhante Superlua de 2019 foi vista também em Crissiumal

Nesta terça-feira (19), a Lua está cheia e em seu ponto mais próximo de sua órbita ao redor da Terra – o perigeu. Esse fenômeno é chamado de Superlua.

A estimativa é de que ela só esteja ao mesmo tempo em sua fase cheia e tão próxima do nosso planeta novamente em 2026.

A última ocorrência de uma superlua, que culminou ainda com um eclipse lunar total, foi em 20 de janeiro, e a próxima está prevista para 19 de março.

Veja algumas fotos registradas em Crissiumal:

Fotos: Emerson Gomes

 

Fonte: Rádio Metrópole com informações do G1.