Produtividade do milho deve ultrapassar estimativa inicial no RS

 

Com boa qualidade de grãos, a produtividade do milho deverá ultrapassar a estimativa inicial de 6,8 toneladas por hectare.  As regiões da Fronteira Noroeste e Missões já estão com 74%, dos 738 mil hectares cultivados com milho no Estado, colhidos. O Alto Uruguai apresenta 40% da lavoura colhido e a região Serrana recém está iniciando a colheita. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (21/02), isso representa uma média de 41% já colhido do total da área semeada no Estado e outros 16% com o grão pronto para a colheita. Em enchimento de grãos, a cultura apresenta 26%.

As áreas de milho destinado à silagem plantadas como primeiro cultivo foram colhidas com bons rendimentos. Nas regiões Celeiro, Noroeste Colonial e Alto Jacuí, o segundo cultivo da cultura para silagem apresenta bom desenvolvimento. Os produtores estão realizando aplicação de adubação nitrogenada em cobertura.

A soja está em estágio principalmente de enchimento de grãos, com 72% do total da área plantada; as fases de grão maduro e colhido somam 5% da área cultivada. De maneira geral, a semana apresentou clima favorável ao desenvolvimento da cultura no Estado, com bom aporte de umidade no solo e temperaturas mais amenas, garantindo o seu potencial produtivo, embora se observe diferencial de potencial entre lavouras.

Novamente as condições climáticas da semana foram favoráveis para a lavoura orizícola, com boa insolação e temperatura, sendo que nos primeiros dias ocorreram temperaturas reduzidas nas madrugadas em algumas regiões. Também prossegue a aplicação de fungicidas e inseticidas, restrita às áreas em floração. Há expectativas de boa produtividade e produção.

A cultura da safra principal de feijão está em final de colheita; atingindo 76% da área estimada, apresentando boa produtividade e qualidade do produto dentro dos padrões requeridos para comércio. A volta da chuva na semana favoreceu a germinação e emergência da cultura do feijão segunda safra, que tem ótimo desenvolvimento vegetativo inicial. Estima-se que 85% da área de plantio prevista já esteja semeada.

O clima está favorável à cultura da batata-doce, que se desenvolve sem maiores problemas fitossanitários nas regiões dos vales do Taquari e Caí. Em algumas propriedades que utilizaram mudas oriundas de outros produtores houve eventual manifestação de sarna. O momento é de transplante e colheita da beterraba Boro. O uso de irrigação tem se intensificado nas lavouras após o transplante, neste período.

Na região do Litoral Norte, nos municípios de Morrinhos do Sul, Três Cachoeiras, Mampituba, Dom Pedro de Alcântara e Torres, os pomares de banana retomam a produção por conta da curva natural do clima. A produtividade da safra deverá ter redução, na ordem de 15%. O desenvolvimento das frutas cítricas neste período de entressafra é muito satisfatório na região do Vale do Caí, principal região produtora de bergamotas no Rio Grande do Sul. As chuvas frequentes e bem distribuídas têm contribuído para o crescimento das frutas, e a carga está muito boa.

 

Fonte/Foto: Emater RS/Ascar

Mais oito açudes são construídos em Crissiumal

Fotos: Emater

Crissiumal teve neste mês de dezembro mais 8 (oito) açudes construídos com o objetivo básico de irrigar pastagens ou lavouras. Estes açudes foram projetados e construídos através do Programa Estadual de Apoio e Ampliação da Infraestrutura Rural, coordenados pela Secretaria do Desenvolvimento Rural Pesca e Cooperativismo –SDR.

O Governo do Estado ofereceu   a prestação de serviços mecanizados (maquinário), acesso ao projeto técnico via EMATER/ASCAR- RS, regularidade ambiental e outorga de uso da água (cadastro SIOUT). O programa é desenvolvido pelo Departamento de Infraestrutura Rural, Irrigação e Usos Múltiplos da Água -DINFRA.

No estado, 930 unidades serão construídas em 110 municípios, sendo desses 8 em Crissiumal. No município os agricultores beneficiados foram selecionados pelo Conselho Municipal de Política Agrícola-CMDR, que congrega Sindicatos, Secretaria Municipal da Agricultura, Cooperativas, EMATER e agricultores. Os agricultores beneficiados foram aprovados pelas entidades integrantes do Conselho onde   já vinham há muito tempo manifestando o interesse em reservar água e instalar irrigação.

Os critérios mais importantes na escolha foram a análise das condições de implementar o projeto como: disponibilidade de água, proximidade das áreas a irrigar, a preservação ambiental, sendo que os açudes são de porte razoável para nossa realidade, com uma movimentação de terra em torno 1500 m³ de terra com capacidade de armazenar mais de 1 milhão de litros de água.

Para as entidades que integram o CMDR esta é uma ação importante para dar estabilidade, regularidade e garantia de geração de renda a estas famílias, frente aos recorrentes quadros de estiagem que ocorrem no Estado.

Para o Escritório Municipal da EMATER que elaborou os projetos e acompanhou a construção dos açudes, este é mais um passo importante no avanço para a prática da irrigação no município que contará com mais de 50 propriedades no o uso desta prática ou tecnologia, amenizando os efeitos das sucessivas estiagens, dando ao agricultor mais segurança para investir nos demais itens que aumentam a produção e a produtividade.

Os técnicos salientam ainda que os agricultores que possuem as condições de reservação de água e irrigar, deverão perseguir esta meta pois é sem dúvida um bom investimento.

Fonte/Fotos: Emater de Crissiumal

IBGE prevê safra de grãos 1,7% maior no próximo ano

São esperadas quedas na produção das lavouras de soja | Foto: Alina Souza / CP

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira seu segundo prognóstico para a safra de 2019 de cereais, leguminosas e oleaginosas no país. De acordo com o instituto de pesquisa, a produção deve ficar em 231,1 milhões de toneladas, 1,7% a mais do que em 2018. Já a área a ser colhida deve ficar em 62 milhões de hectares, 1,9% maior do que neste ano, segundo o IBGE.

Caso a estimativa se confirme, essa será a segunda maior safra nacional de grãos desde que o IBGE começou a fazer a pesquisa em 1975. A safra recorde foi registrada em 2017: 240,6 milhões de toneladas. Entre as principais safras de grãos pesquisadas, são esperadas quedas em 2019, na comparação com 2018, das seguintes lavouras: soja (0,2%), arroz (4,5%), primeira safra do milho (0,6%) e primeira safra do feijão (8%).

São esperados crescimentos, no entanto, na segunda safra do milho (9,3%) e algodão herbáceo (5,5%). Segundo o gerente da pesquisa, Carlos Antônio Barradas, em 2018, produtores de milho enfrentaram problemas climáticos em alguns dos principais estados.

“Para 2019, aguarda-se uma janela de plantio maior para o milho, já que, em boa parte desses estados, as chuvas já chegaram, o que permitiu o plantio antecipado. Para o algodão, os preços favoráveis do produto devem incentivar investimentos nas lavouras e aumento da área plantada”.

Mais em http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/Economia/2018/12/668257/IBGE-preve-safra-de-graos-1,7-maior-no-proximo-ano

Prazo para produtor rural declarar ITR termina hoje

Donos de imóveis e propriedades rurais têm até hoje (28) para enviar a declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR). O prazo começou em 13 de agosto e acaba às 23h59min59s desta sexta-feira.

O programa gerador está disponível na página da Receita Federal na internet. A página também oferece as principais perguntas e respostas e a legislação sobre o imposto.

Produtor rural – Arquivo Agência Brasil

Quem perder o prazo pagará multa de 1% ao mês sobre o imposto devido ou de R$ 50, prevalecendo o maior valor. O ITR tem como base de cálculo o valor da terra nua tributável, que não leva em conta as benfeitorias no terreno.

Sobre a base de cálculo, a Receita aplica uma alíquota que varia conforme o grau de utilização da propriedade rural. Quanto maior a área e menor a utilização, mais imposto o produtor terá de pagar. O ITR é cobrado em áreas urbanas, no lugar do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), caso seja comprovado que a propriedade seja usada para atividades agropecuárias, extrativistas ou agroindustrial.

Cadastro

Este ano, os produtores em áreas acima de 50 hectares também deverão aderir ao Cadastro Nacional de Imóveis Rurais (CNIR), que unifica as bases de dados da Receita Federal e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), até agora, apenas 30% dos proprietários preencheram o cadastro.

 

Fonte: Agência Brasil

IBGE reduz em 5,7% previsão de safra para este ano

Apenas a soja deverá fechar o ano com alta em relação a 2017

Foto: Guilherme Testa / CP Memória

A suposição para a soja teve leve aumento em relação a junho (0,1%). A melhora da estimativa do algodão, de 1,3%, também contribuiu para evitar queda maior da previsão da safra de cereais, leguminosas e oleaginosas. Na comparação com 2017, das três principais lavouras de grãos do país, apenas a soja deverá fechar o ano com alta em relação a 2017 (1,2%). As outras duas deverão ter queda: milho (-16,7%) e arroz (-7,3%).

Outros produtos

Produtos que não entram no cálculo da safra de cereais, leguminosas e oleaginosas mas que têm peso importante na agricultura brasileira também são analisados pela pesquisa do IBGE. A cana-de-açúcar é o principal deles, já que é o maior produto agrícola do país em volume. Para a cana, é esperada uma safra 0,4% maior do que a de 2017. A projeção é, no entanto, 0,1% menor do que a feita em junho. O café também deverá ter alta em relação a 2017, de 23,6%, um resultado também 0,1% menor do que o previsto na pesquisa de junho.

A safra de cereais, leguminosas e oleaginosas do país deve fechar o ano com 226,8 milhões de toneladas, 5,7% abaixo da produção de 2017, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de julho deste ano, divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A previsão da pesquisa de julho é 0,5% (1,1 milhão de toneladas) a menos do que estimativa a anterior, feita em junho pelo IBGE.

Outro produto com esse comportamento é o tomate, cuja produção prevista em de julho é 2,1% do que a de junho e que, portanto, deverá ter aumento de apenas 1,4% em relação a 2017. Os demais produtos com produção maior do que 1 milhão de toneladas deverão ter queda em relação a 2017. A uva manteve a mesma projeção de junho, com queda estimada de 17,5% em relação ao ano passado.

Os outros com estimativa de queda em relação a 2017 também tiveram recuo na previsão de junho para julho: laranja (-0,3% em relação a junho e -8,7% na comparação com 2017), banana (-1,2% em relação a junho e -6,2% na comparação com 2017), mandioca (-3,6% em relação a junho e -3,2% na comparação com 2017) e batata-inglesa (-0,2% em relação a junho e -11,2% na comparação com 2017).

Fonte: CP

Número de mulheres e pessoas com mais de 65 anos no campo cresce no RS, aponta IBGE

Uso de agrotóxicos nos cultivos apresentou avanço de 62% em 2006 para 70,2% em 2017. Dados ainda revelam que número de estabelecimentos com acesso à internet deu um salto de 2,3% para 41,1% no período.

(Foto: Reprodução/RBS TV)

número de produtores rurais com 65 anos ou mais atuando no campo no Rio Grande do Sul aumentou de 17,5% em 2006 para 23,1% no ano passado, segundo dados do Censo Agropecuário 2017, divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A maior faixa etária entre os trabalhadores segue entre os 25 e 65 anos, como no último levantamento: 72,7%, em um leve declive da última pesquisa, 80,6%. O percentual dos produtores com menos de 25 anos é de 1,2%, menos do que o registrado em 2006, 1,9%.

“Temos identificado um problema na questão da sucessão rural. Quem serão os produtores do futuro? Os jovens estão deixando o campo. Por outro lado, percebemos um crescimento no número de terras arrendadas por produtores mais novos, que antes pertenciam a produtores com mais de 65 anos. Muitos desses jovens agricultores têm propriedades em mais de um município, arrendadas de pessoas que não tem mais idade para trabalhar. Há uma tendência de aumento deste fenômeno nos próximos anos”, explica Luis Eduardo Puchalski, coordenador operacional do Censo Agropecuário no estado gaúcho.

O homem ainda prevalece no trabalho do campo, embora o número de mulheres tenha crescido modestamente: 12,1% frente a 9,3% em 2006. Do total de produtores rurais recenseados em 2017, 87,9% são homens. Em 2006 eram 90,7%.

Acesso à internet dá um salto

Os dados do Censo Agropecuário ainda revelam que o número de estabelecimentos com acesso à internet deu um salto: em 2006 eram 2,3% do total, e em 2017 já atingiam 41,1%. Mesmo assim, ainda não são a maioria: são 150.074 estabelecimentos conectados, contra 214.975 sem internet, aponta o IBGE.

“Há um aumento do uso da tecnologia nas lavouras. Os produtores têm investido em irrigação, máquinas agrícolas, silos, e com isso identificamos uma elevação do nível tecnológico”, diz Puchalski.

Além disso, somente 30.028 têm e-mail, contra 335.022 que não dispõem da ferramenta. Propriedades com telefonia e energia elétrica, no entanto, são maioria. Em 2006, por exemplo, 85,6% relataram dispor de luz elétrica. Número que, em 2017, foi para 92,4%.

Uso de agrotóxicos também cresce

O uso de agrotóxicos nos cultivos apresentou avanço neste último Censo: de 62% das propriedades recenseadas em 2006 para 70,2% no ano passado. Quanto ao tipo de adubação usada na produção, 184.206 agricultores disseram usar químicos. Os que usam apenas adubos orgânicos somam 26.184, e aqueles que não usam adubos chegou a 61.756.

Os produtores que não utilizam agrotóxicos e nem adubação química são 87.940. Ao todo, 4.140 praticam agricultura orgânica. Em 2006, eram 662 certificados e 7.870 não certificados. Não foi divulgado o dado de não certificados em 2017.

Diminui o número de estabelecimentos

O Rio Grande do Sul é o quarto estado com maior número de estabelecimentos agropecuários no país. O número de unidades de produção ou exploração agrícola diminuiu 17,3% em relação a 2006. Apesar dessa redução, em área total, a produção agrícula do estado cresceu 6,7%, chegando a 21.680.991 hectares. Porém, a área recenseada foi maior do que o último Censo, em 6,7%.

Canguçu, no Sul do estado, lidera a lista de municípios com maior número de estabelecimentos agropecuários, com 8.075 unidades, seguido por:

  • Venâncio Aires, no Vale do Rio Pardo, com 4.367 estabelecimentos
  • São Lourenço do Sul, na região Sul, registrou 3.849 produtores
  • Candelária, também no Vale do Rio Pardo, com 3.647 estabelecimentos
  • Santana do Livramento, fronteira oeste, tem 2.965 produtores.

Produção de Animais

A produção de bovinos cresceu 0,96% desde o último recenseamento. Aumento também nos suínos, cuja produção foi 14,9% maior. O maior crescimento registrado, porém, foi na avicultura, com um impulso de 22,6% na produção de aves.

 Fonte: G1

Agricultores familiares terão R$ 31 bi em créditos para produção de alimentos

Setor é responsável por sete em cada 10 empregos no campo

O governo federal anunciou um novo Plano Safra para o período 2018/2019 e, desta vez, serão ofertados R$ 31 bilhões em crédito para produção de alimentos, com taxas reduzidas.

Com a queda da taxa básica de juros da economia, a Selic, o governo optou por também reduzir os juros cobrados dos produtores rurais, o que derrubou as taxas mais altas de 5,5% ao ano para 4,6%.

Assim, os agricultores terão a possibilidade de usar os recursos para custeio e investimentos, como por exemplo, compra de máquinas e sementes. Além disso, será possível financiar motocicletas para deixar a produção mais dinâmica.

O secretário especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário, Jefferson Coriteac, explica como isso pode facilitar a vida dos agricultores.

“A possibilidade de o agricultor familiar poder adquirir as motocicletas irá ajuda-lo no transporte de cargas e distribuição de seus produtos.”

De acordo com o ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, o Plano Safra tem medidas voltadas também para segurança jurídica da terra e regularização fundiária, acesso à terra, seguro para a produção, assistência técnica e extensão rural e atividades para o semiárido.

“Para produzir não basta apenas o crédito. Por essa razão, o nosso Plano Safra, que agora é plurianual, vai até 2020, também possui ações para conferir segurança jurídica ao produtor, com sua titulação e regularização fundiária.”

Um levantamento feito pelo governo mostra que a agricultura familiar tem um peso importante para a economia brasileira. Com um faturamento anual de US$ 55,2 bilhões, caso o país tivesse só a produção familiar, ainda assim estaria na lista dos maiores produtores de alimentos.

Os dados fazem parte de uma comparação entre dados do Banco Mundial e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Quando se soma a agricultura familiar com toda a produção, o Brasil passa da oitava para a quinta posição, com faturamento de US$ 84,6 bilhões por ano.

Segundo o governo, o Plano Safra vai atender a cerca de 40 milhões de agricultores familiares, que representam 84% dos estabelecimentos rurais e são responsáveis pela produção de 70% dos alimentos do país.

 

Fonte: Agência do Rádio

Produtores rurais poderão fazer empréstimos a juros menores a partir de julho

A partir do dia 1º de julho, os produtores rurais de todo o país poderão fazer empréstimos a juros menores. A medida foi anunciada nesta semana no lançamento do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2018/2019, que define mais R$ 194 bilhões de crédito, juros reduzidos e amplia o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) para R$ 2 milhões.

Esse plano prevê a queda de 1,5 ponto percentual para as taxas de juros do crédito rural. Além disso, houve redução das taxas de juros de custeio para 6% ao ano, destinada a médios produtores, aqueles com renda bruta anual de até R$ 2 milhões, e para 7% ao ano para os demais.

Do total de R$ 194,37 bilhões previstos no plano anunciado, R$ 151,1 bilhões são para crédito de custeio. O crédito para investimento ficou em R$ 40 bilhões.

Além do crédito para custeio e para investimentos de R$ 191 bilhões, serão destinados R$ 2,6 bilhões para o apoio à comercialização e R$ 600 milhões para subvenção ao seguro rural.

 

Agência do Rádio

Aves podem ser consumidas sem risco após cozimento, afirma ministro

Brasília/DF

O ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) tranquilizou a população em vídeo divulgado nesta segunda-feira (12) quanto ao consumo de aves após a operação realizada com apoio do Mapa em laboratórios que realizam testes para detectar a presença de Salmonella. “Trata-se de uma operação para resolver problemas da relação entre laboratórios empresas produtoras de alimentos. O Ministério da Agricultura tem trabalhado junto com a Polícia Federal, com o Ministério Público Federal e posso garantir a população brasileira que não há nenhum risco no consumo de carnes de aves produzidas por qualquer uma das empresas citadas ou não. Como todos nós sabemos Salmonella desaparece quando cozida ou quando frita a uma temperatura de 60º”.

O regulamento brasileiro é diferente do de determinados países que não permitem a presença de Salmonellla, explicou Maggi. “A investigação é sobre a exportação para alguns países e a adulteração de análises para produtos com esses destinos. Estamos absolutamente tranquilos defendendo a agricultura, os agricultores, o agronegócio brasileiro e queremos que a coisa seja feita de forma correta, transparente e assim será feito”.

Auditoria
O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luis Rangel, disse que, desde o ano passado, o ministério começou a trabalhar modelos de auditoria mais intensos e sofisticados em laboratórios com atenção especial sobre Salmonella. “Fomos até onde podíamos com as nossas ferramentas administrativas e, agora, contamos com a colaboração da polícia para desbaratar esse tipo de fraude”, comentou Rangel sobre operação conjunta com a PF relacionada à fraude na emissão de resultados de análises.

A investigação conjunta do Mapa e PF apurou falsificação de resultados dos exames de laboratórios privados, credenciados pelo ministério, omitindo em algumas amostras a existência da bactéria salmonela spp. A Salmonella é comum, principalmente em carne de aves, pois faz parte da flora intestinal desses animais. Se a carne for cozida ou submetida à fritura não oferece risco, mesmo assim a bactéria enfrenta restrições em determinados países.

Cinco laboratórios estão envolvidos nas irregularidades apontadas. Três credenciados pelo ministério e dois de autocontrole das empresas. Esses cinco, de um universo de 496 credenciados pelo Mapa, não podem mais fazer análises até o fim das investigações, que podem resultar em descredenciamento definitivo.

Houve também a suspensão das exportações pelos frigoríficos envolvidos para 12 destinos onde são exigidos requisitos sanitários específicos de controle e tipificação de Salmonella spp: África do Sul, Argélia, Coreia do Sul, Israel, Irã, Macedônia, Maurício, Tadjiquistão, Suíça, Ucrânia, Vietnã e União Europeia.

Estão sob investigação quatro plantas industriais da BRF, sendo duas de frango, uma em Rio Verde (GO) outra em Carambei (PR), e uma de perus em Mineiros (GO), além de uma fábrica de rações em Chapecó (SC). A volta da exportação pela unidade excluída da lista dependerá de auditoria sanitária do país importador.

As empresas envolvidas terão aumento na frequência de amostragem até o fim do processo de investigação. Se forem comprovadas práticas que afetam também o mercado interno serão adotadas medidas cabíveis.

O secretário da Sda destacou as iniciativas de aprimoramento de ferramentas de combate a fraudes em alimentos e a continuidade de ações já desempenhadas pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF), possibilitando redução de não conformidades a curto e médio prazo.

Operação de 2017
De 34 pessoas investigadas na operação da Polícia Federal, ocorrida em 17 de março do ano passado, dois eram ocupantes apenas de cargo em comissão e foram exonerados, Júlio Cesar Carneiro, no dia 20 de março, e Fábio Zanon Simão, em 14 de junho.

Em relação aos servidores ocupantes de cargo efetivos, foram instaurados Processos Administrativos Disciplinares (PADs) para apuração das condutas, sendo que a maioria se encontra em andamento, conforme determina o art. 41, §1º, inciso II, da Constituição Federal. O resultado de um dos PADs instaurados, culminou com a demissão de Renato Menon, publicada no Diário Oficial (DOU) desta segunda-feira (05 de março).

Depois da Operação da PF do ano passado, a instituição passou a trabalhar em conjunto com o Mapa em todas as ações relacionadas a investigações de estabelecimentos fiscalizados pelo ministério.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

Três Passos sobe duas posições no ranking de abates de suínos do RS

O município passa a ocupar agora o 4º lugar no Estado, destacando a força da atividade no município 

Três Passos subiu duas posições no ranking de abates de suínos no RS em 2017

 

            O resultado do número de abates no Estado do Rio Grande do Sul, divulgado pela Seção de Epidemiologia e Estatística (SEE) da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi/RS), com base nas Guias de Trânsito Animal (GTAs), trouxe uma boa notícia para Três Passos.

            Ao todo, em 2017, foram abatidos 9.025.071 suínos no RS, destacando-se o Município de Três Passos na 4º colocação, subindo duas posições no ranking, em relação a 2016.

            Segundo o prefeito Municipal de Três Passos, José Carlos Amaral, estes números demonstram o esforço coletivo do setor produtivo na busca de melhores resultados no desenvolvimento do Município de Três Passos.

            “A Administração Municipal tem se empenhado nesta realização através de incentivos dispostos na Lei Municipal nº 4696/09 que concede aos empreendedores do setor serviços de máquina gratuitos para terraplanagem, abertura de esterqueira, colocação de silo para ração e melhorias no acesso e pátio com patrolamento e cascalhamento”, salientou o prefeito

            O secretário Municipal de Agricultura, Evandro Colombo, destaca que além disso, a Secretaria Municipal de Agricultura possui uma equipe de técnicos responsável pelo setor, a qual acompanha nas propriedades dos suinocultores os serviços de máquinas e prestam assessoria e assistência técnica no encaminhamento das licenças ambientais, projetos e ajuda de custo. “Diante do trabalho realizado, do plano de ação e dos programas municipais, iremos trabalhar cada vez mais para que no próximo ano possamos anunciar uma posição ainda melhor da suinocultura local no ranking estadual”, disse o secretário.

            A Administração Municipal de Três Passos salienta que esta conquista é resultado da grande parceria existente entre os suinocultores, empresa integradora local, Conselho Municipal Agropecuário e Assuipassos (Associação de Suinocultores de Três Passos).

            No ranking de 2017, que relaciona 320 municípios do RS, em 1º lugar está o município de Rodeio Bonito, em 2º lugar Palmitinho, 3º lugar Nova Candelária, 4º lugar Três Passos  e  5º lugar Boa Vista do Buricá.

            A composição desta lista tem como fonte todos os tipos inspeção, são elas: Cispoa/Dipoa (Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Animal – Estadual), SIF (Serviço de Inspeção Federal) e SIM (Serviço de Inspeção Municipal).

Fonte: Elenara de Oliveira