Possibilidade de redução de tarifas de importação do trigo preocupa produtores no RS

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Foto: G1/Divulgação

Produtores de trigo do Rio Grande do Sul relatam preocupação com a possibilidade do governo federal reduzir tarifas de importação do produto. Essa é uma das medidas discutidas pela comitiva brasileira na viagem aos Estados Unidos.

O estado divide com o Paraná o posto de maior produtor de trigo do país. O governo espera, com a medida, conseguir a reabertura do mercado americano para a carne bovina brasileira, reduzir a tarifa sobre o açúcar e o imposto para o suco de laranja.

Quem planta tem passado por dificuldades no campo. A área plantada vem caindo, em média, 100 mil hectares por ano. E custos como adubação e controle de doenças. Atualmente, o Brasil já importa trigo da Argentina com taxa zero.

O agricultor Zeca Stefanello é um dos que reclamam da redução de barreira para comprar trigo de fora. “É uma concorrência desleal, porque o custo de produção é bem mais baixo que o nosso. Eles não têm as taxações que nos temos e os insumos. É uma competição desleal que foi criada aqui dos parceiros do Mercosul. Então se isso acontecer, que venha de outros, então vai ficar muito pior”, analisa.

Mas e para o consumidor, a queda da tarifa seria benéfica? O trigo mais barato representaria farinha mais barata, e por consequência, um pãozinho mais barato?

“Não. O preço é o mesmo”, pontua o padeiro Diamantino Fernandes. A Federação das Cooperativas Agropecuárias (Fecoagro) lembra que há também outros custos que não vão cair. “A energia elétrica não baixa de preço e não baixa mesmo, nós temos combustível, frete”, avalia o presidente da Fecoagro, Paulo Cesar Oliveira Pires.

“O produtor fica retraído e com razão. Você está com atividade que não tem rentabilidade. A rentabilidade do trigo hoje é muito ruim. Você joga o produto importado, vamos dizer assim, sem uma tarifa comum, no mercado que é um mercado nacional, é um ato de desestímulo”, diz.

A safra de soja já começou, e com prejuízo, em algumas regiões: devido às condições das estradas, agricultores têm dificuldades para escoar as suas produções.

Pouco mais de 15% das lavouras já foram colhidas. A estimativa da Emater é de que, este ano, o Rio Grande do Sul produza 18,5 milhões de toneladas, quase 1 milhão a mais do que no ano passado.

Mas as péssimas condições das estradas atrapalham. Em Cruz Alta, Noroeste do RS, são pelo menos 500 quilômetros com problemas, por exemplo.

As chuvas do fim de semana, que na cidade chegaram a 100 milímetros, pioraram a situação. Caminhões atolaram e precisaram ser puxados por tratores. Mas, em alguns casos, nem assim foi possível seguir viagem. Um caminhão ficou parado por quase três dias.

A prefeitura contratou uma empresa de forma emergencial. E alega que não fez o serviço antes por falta de cascalho para colocar nas estradas. Os agricultores criaram junto com a prefeitura um fundo, onde parte do imposto pago pelos produtores será usado na manutenção das estradas do município.

Fonte: G1 RS

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