Latrocínios e homicídios caem 23% nos primeiros três meses no Rio Grande do Sul

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Dados, divulgados nesta segunda-feira, mostram que foram 16 roubos com morte no período — um a menos que em 2002

André Ávila / Agencia RBS

Em 2016, a morte de uma representante comercial na frente dos filhos durante um assalto, na zona sul de Porto Alegre, motivou a queda do então secretário da segurança e o reforço policial da Força Nacional após um pedido do governador. Passados dois anos e meio do crime, a queda nos latrocínios (roubo com morte) atingiu menor patamar desde 2002 — foram 16 casos.

O número ainda não é definitivo. A morte do advogado Gabriel Pontes Fonseca Pinto, 28 anos, na Cidade Baixa, em 26 de março, foi registrado como homicídio, mas a polícia pode concluir, em inquérito, tratar-se de um roubo com morte. Essa é a hipótese mais provável, já que o suspeito de cometer o assalto inclusive já foi preso.

O dado é do primeiro trimestre de 2019 e foi comparado com o mesmo período dos anos anteriores. A série histórica, disponível no site da Secretaria da Segurança Pública (SSP), dispõe de informações desde 2002.

Em 17 anos, o ápice dos latrocínios ocorreu justamente em 2016, acompanhado de uma sequência de queda. Na comparação entre os três primeiros meses deste ano com o mesmo período do ano passado, a redução foi de 23%.

Conforme a chefe da Polícia Civil, Nadine Faria Anflor, a diminuição é reflexo do trabalho “diuturno” dos agentes e das investigações de roubos de veículos, considerados potenciais latrocínios. Para o segundo semestre deste ano, a corporação pretende centralizar em Porto Alegre as investigações de crimes patrimoniais, principalmente roubo de veículos.

— Centralizar a investigação num único local, para conseguir investigar associação criminosa. Hoje a gente sabe que não são quadrilhas. Os criminosos participam hoje de roubo de veículo e amanhã atuam num abigeato, vão migrando. Grande desafio é nos organizarmos para tirar criminosos das ruas — salienta Nadine.

 Para comandante da Brigada Militar, Mario Ikeda, a queda nos indicadores é reflexo de ações preventivas de policiamento e colocação de viaturas em pontos estratégicos da cidade, de maneira ostensiva. Segundo o oficial, os crimes contra a vida — latrocínio e homicídios — têm atenção especial na corporação.

 Em Porto Alegre, também houve diminuição nos casos de roubo com morte. No primeiro trimestre de 2018, foram cinco crimes deste tipo. Nos três primeiros meses deste ano, a SSP contabiliza um — queda de 80%. O advogado Fernando Nunes Machado, 42 anos, foi alvejado a tiros por criminosos, durante tentativa de roubo de veículo na casa do pai dele, no bairro Rubem Berta, em 2 de março.

Além dos latrocínios, os homicídios também tiveram queda. De janeiro a março deste ano, em relação aos três primeiros meses de 2017, a redução  nos casos foi de 23%. Já o número de vítimas registrou queda de 25,36%.

Por outro lado, apenas as ocorrências em transportes coletivos e lotações registradas com usuários apresentaram alta de 43%. De 65 casos para 93.

Fonte: ZH
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