Com nove novas regiões em alto risco, RS chega a 15 bandeiras vermelhas no mapa preliminar da 10ª rodada

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Outras cinco foram classificadas em laranja; nesta rodada, nenhuma área apresentou melhora nos indicadores

O cenário de disseminação do coronavírus e da ocupação de leitos cresce no Estado. Na décima rodada preliminar do Distanciamento Controlado, o Rio Grande do Sul tem 15 regiões com risco alto, ou seja, estão na bandeira vermelha. Essas regiões representam 84,2% da população gaúcha (9.535.519 habitantes). Na rodada definitiva do mapa anterior, eram seis regiões em vermelho, equivalente a 52,9% da população (5,9 milhões de habitantes). As bandeiras definitivas serão divulgadas na segunda-feira (13/7).

A análise preliminar dos índices de propagação do vírus e de ocupação dos leitos trouxe, novamente, as regiões de Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo, Capão da Canoa, Palmeira das Missões e Pelotas em bandeira vermelha. Essas áreas já haviam sido classificadas como alto risco na rodada anterior.

As regiões de Taquara, Santo Ângelo, Cruz Alta, Santa Rosa, Erechim, Passo Fundo, Caxias do Sul, Cachoeira do Sul e Santa Cruz do Sul evoluíram de bandeira laranja para vermelha nesta rodada.

Santa Maria, Ijuí, Uruguaiana, Bagé e Lajeado são as cinco regiões que permaneceram na bandeira laranja.

Embora nenhuma região do Estado tenha sido classificada com risco altíssimo (bandeira preta), tampouco houve classificação de risco baixo (bandeira amarela). Nesta rodada, inclusive, nenhuma região apresentou melhora nos índices.

O mapa preliminar da décima rodada foi divulgado pelo governo no fim da tarde desta sexta-feira (10/7) e está disponível em https://distanciamentocontrolado.rs.gov.br. No prazo de 36 horas após a publicação do mapa preliminar, que se encerra às 6h de domingo (12/7), os municípios que quiserem apresentar recursos sobre as classificações podem preencher o formulário neste link: https://forms.gle/9HsVNQb7DSn5Fimy9. Aqueles que se enquadrarem na Regra 0-0 e podem adotar protocolos de bandeira laranja não precisam protocolar recurso.

Na segunda-feira (13/7), o Gabinete de Crise analisará os dados enviados e rodará o mapa novamente e, à tarde, divulgará as bandeiras definitivas, que serão vigentes de 14 a 20 de julho.

Regra 0-0

Dos 391 municípios que compõem as áreas com bandeira vermelha, 218 cidades não tiveram registro de hospitalização e óbito por Covid-19 de morador nos 14 dias anteriores ao levantamento. Por isso, se adequam à chamada Regra 0-0 e podem adotar protocolos previstos na bandeira laranja por meio de regulamento próprio.

Basta que mantenham atualizados os registros nos sistemas oficiais e adotem, por meio de decreto, regulamento próprio, com protocolos para as atividades previstas na bandeira laranja. São 1.280.848 pessoas (11,3% do total do RS) nesta condição.

Vale lembrar que essas 218 cidades que se classificam na Regra 0-0 e podem adotar protocolos de bandeira laranja não precisam protocolar recurso.

Situação Geral

O número de novos registros de hospitalizações por Covid-19, nos últimos sete dias, comparado à semana anterior, apresentou aumento de 6%, passando de 729 para 770. A quantidade de internados em UTI por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) cresceu 11%, passando de 582 para 647. O mesmo se observa com o número de internados em leitos clínicos para Covid-19, que passou de 554 para 693 internações – crescimento de 25%.

Para as internações em UTI confirmadas para Covid-19, o aumento chegou a 21%, passando de 418 para 504. O agravamento também é observado no número de casos ativos na última semana, que atingiu 5.126, frente aos 4.281 da semana anterior. Por fim, com relação ao número de leitos de UTI livres para atender a Covid-19 no último dia, o quantitativo reduziu 9% entre as semanas, passando de 653 para 594.

O agravamento do indicador de capacidade de atendimento (número de leitos de UTI livres para cada leito ocupado por pacientes Covid-19), mensurada no Estado como um todo, segue em ritmo acelerado, obtendo alerta máximo. Na rodada anterior, o indicador obteve bandeira vermelha e, nesta semana, a mensuração atingiu situação de bandeira preta.

O indicador da Mudança da Capacidade de Atendimento, também mensurado para o Estado, passou de bandeira amarela para vermelha, resultado da redução de número de leitos de UTI livres para atender a Covid-19 no último dia em relação à quinta-feira anterior.

Esses dois indicadores permitem acompanhar a capacidade de resposta da rede hospitalar para atender a população que necessita deste nível de atenção (alta complexidade). No entanto, é um indicador diretamente relacionado ao avanço da doença no Estado, uma vez que quanto maior o número de casos ativos, maior o número de pacientes que necessitarão de hospitais e maior o risco de pressão no sistema de saúde.

Mesmo com todas as ações de ampliação de leitos de UTI no Estado, o avanço na evolução da Covid-19 sinaliza risco alto de pressão ao sistema de saúde e a necessidade de se ampliar ainda mais a conscientização da população em seguir os protocolos de distanciamento, a fim de que se possa seguir nas ações de ampliação da rede e, principalmente, garantindo o acesso adequado a leitos hospitalares e de UTI.

Bandeira Vermelha e trava de segurança

As regiões de Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo e de Capão da Canoa permanecem em bandeira vermelha pela quarta semana consecutiva. Mesmo que estivessem com mensuração de bandeira de menor risco, amarela ou laranja, as quatro regiões teriam que cumprir as medidas da vermelha, devido à aplicação da trava de segurança – duas semanas consecutivas na vermelha.

As regiões de Passo Fundo e Santo Ângelo, se mantida a bandeira vermelha após as análises de recursos, também estarão inseridas na trava de segurança na próxima semana, pois terão obtido bandeira vermelha por dois períodos alternados, dentro do prazo de 21 dias.

Para as regiões de Palmeira das Missões e Pelotas, também se mantidas em bandeira vermelha após o período de recursos, estarão inseridas na trava de segurança. Essas regiões terão obtido duas semanas consecutivas de bandeira vermelha e, portanto, na próxima rodada deverão cumprir novamente as restrições de bandeira vermelha, mesmo que os indicadores regionais apontem para restrições menos severas.

Deste modo, essas oito regiões Covid – Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo, Capão da Canoa, Passo Fundo, Santo Ângelo, Palmeira das Missões e Pelotas – poderão incidir na regra prevista no modelo de Distanciamento Controlado de que, uma vez classificada na bandeira final vermelha, por dois períodos consecutivos ou alternados, dentro do prazo de 21 dias, somente poderão ser reclassificadas para bandeira menos restritiva após preencherem os requisitos para tal reclassificação por pelo menos dois períodos consecutivos de mensuração visando garantir a segurança da população da região.

Quem Piora

As regiões de Taquara, Erechim, Passo Fundo e Caxias do Sul, que tiveram apuração de bandeira vermelha na semana anterior, mas que, após avaliação dos recursos, foram situados em bandeiras laranja, retornam novamente para a vermelha, com médias ponderadas mais elevadas que anteriormente.

As regiões de Santo Ângelo, Cruz Alta, Santa Rosa, Cachoeira do Sul e Santa Cruz do Sul, que estavam em bandeiras laranja, passaram para bandeira vermelha. As mudanças decorrem pela contínua piora dos indicadores de propagação e de capacidade do sistema de saúde, tanto regionais quanto macrorregionais.

Quem Melhora

Na 10ª rodada do modelo de Distanciamento Controlado, nenhuma das 20 regiões Covid-19 apresentou melhora em sua bandeira final.

2. MACRORREGIÃO NORTE
A macrorregião Norte manteve a situação de agravamento que vinha sinalizando desde as duas últimas semanas. Com a piora do indicador de Capacidade de Atendimento e de Mudança da Capacidade de Atendimento na Macrorregião e no Estado, que avalia o quantitativo de leitos de UTI livres sobre leitos de UTI ocupados por pacientes Covid-19 e a variação no número de leitos de UTI livres no último dia para atender Covid-19 entre as duas semanas, as regiões de Palmeira das Missões, Erechim e Passo Fundo obtiveram bandeira final vermelha.

Na última rodada de avaliação, as três regiões já haviam obtido situação de bandeira vermelha. Entretanto, após as análises de recursos, o Gabinete de Crise reverteu a situação de bandeira vermelha para as regiões de Erechim e de Passo Fundo.

Com relação às variáveis mensuradas para os indicadores de propagação da doença e da capacidade de atendimento, verificou-se uma melhora na região. Os indicadores de internados em UTI para SRAG, internados em leitos clínicos para Covid e internados em UTI para Covid obtiveram, respectivamente, as bandeiras laranja, amarela e vermelha.

O número de hospitalizações confirmadas para Covid-19, registrados nos últimos sete dias, passou de 112 para 88 entre as duas semanas, redução de 21%. Também ocorreu a redução nos internados em leitos clínicos confirmados para Covid-19, passando de 76 para 64 pacientes. Com relação a internados em UTI para SRAG e Covid-19, os aumentos foram de 20% e 21%, respectivamente (de 59 para 71 e de 44 para 53).

Nas três regiões Covid-19 da macrorregião Norte, os indicadores de Estágio da Evolução na Região e de Incidência de Novos Casos Sobre a População permanecem, quase em sua maioria, em situações de bandeira vermelha e preta. As três regiões ainda mantêm situação de bandeira preta no indicador de hospitalizações confirmadas para Covid-19 registradas nos últimos 7 dias sobre 100 mil habitantes.

O indicador relacionado a capacidade do sistema de saúde apresentou agravamento significativo. Enquanto na semana passada havia 2,09 leitos de UTI livres para cada leito de UTI ocupado por paciente Covid-19, com bandeira vermelha, nesta semana o indicador passou para 0,92, definida em bandeira preta. Da mesma forma, a Mudança da Capacidade de Atendimento também deteriorou, com a bandeira alterada de amarela para preta. No comparativo do número de leitos livres de UTI no último dia para atender Covid-19 entre as duas quintas-feiras, verificou-se a redução abrupta, passando de 92 para 49.

2.1 PALMEIRA DAS MISSÕES
A região de Palmeira das Missões volta a ter classificação de alto risco, principalmente pela situação da macrorregião. O número de casos ativos pela doença na última semana melhorou, passando de 237 registros para 211 entre as duas semanas. Esse critério, que comparado com os casos recuperados nos 50 dias anteriores, variou de bandeira preta para vermelha.

A região registrou a redução de 12,5% nas hospitalizações confirmadas para Covid-19 nos últimos sete dias entre as duas semanas, passando de 27 hospitalizações para 24. Os casos de internação em UTI por SRAG tiveram pequeno crescimento, já que agora são 11 pacientes: há uma semana eram 10. No caso das internações confirmadas para Covid-19 em leitos clínicos e de UTI, se observou redução na primeira e estabilidade na segunda, com o número de internados em UTI em oito pacientes.

Apesar da redução nas hospitalizações, os indicadores de Estágio da Evolução na Região e de Incidência de Novos Casos Sobre a População continuam em situação de risco alto e muito alto, principalmente com o aumento na projeção de óbitos.

Por fim, com relação ao número de leitos de UTI livres no último dia, comparado entre as duas semanas, se verifica a redução, passando de 17 para nove leitos livres.

5. MACRORREGIÃO MISSIONEIRA
Na décima rodada do Distanciamento Controlado, quatro das cinco regiões da macrorregião missioneira obtiveram situação de bandeira vermelha. As regiões de Santo Ângelo, Cruz Alta e Santa Rosa passaram de bandeira laranja para vermelha. Apenas a região de Ijuí manteve-se na bandeira laranja.

Com o agravamento dos indicadores de Capacidade de Atendimento e de Mudança da Capacidade de Atendimento, tanto da Macrorregião quanto do Estado, que avaliam o quantitativo de leitos de UTI livres sobre leitos de UTI ocupados por pacientes Covid-19 e a variação no número de leitos de UTI livres no último dia para atender Covid-19 entre as duas semanas, as regiões tiveram o impacto sobre a definição das bandeiras finais.

Apesar de que a região não apresentou um aumento significativo na velocidade de avanço da doença, o número de pacientes Covid-19 cresceu 44%, passando de 9 para 13 internados. Apesar das reduções nos números de internados em leitos clínicos confirmados para Covid-19 (de 29 para 21) e internados em leitos de UTI por SRAG (de 22 para 18), as hospitalizações registradas para Covid-19 nos últimos 7 dias, somadas as quatro regiões missioneiras, cresceram 18%, passando de 34 para 40.

Nas quatro regiões Covid-19 da macrorregião Missioneira, os indicadores de Estágio da Evolução na Região e de Incidência de Novos Casos Sobre a População variam, com a situação mais agravada na região de Cruz Alta. No indicador de projeção do número de óbitos, as quatro regiões obtiveram bandeira vermelha ou preta.

Os indicadores da macrorregião de Capacidade de Atendimento e de Mudança da Capacidade de Atendimento obtiveram deterioração, em que ambas passaram de bandeira amarela para laranja.

Enquanto na semana passada havia 6,0 leitos de UTI livres para cada leito de UTI ocupado por paciente Covid-19, nesta semana o indicador passou para 4,0. No comparativo do número de leitos livres de UTI no último dia para atender Covid-19 entre as duas quintas-feiras, verificou-se uma pequena redução, passando de 54 para 52.

5.1 SANTO ÂNGELO
Com o quadro se agravando no quantitativo de hospitalizações registradas para Covid-19 nos últimos 7 dias, a região de Santo Ângelo obteve a bandeira vermelha.

Além do impacto dos indicadores estaduais de Capacidade e de Mudança da Capacidade de Atendimento, a região atingiu 23 registros de hospitalizações para Covid-19 na última semana – aumento de 53% em relação à semana anterior. Porém, no caso dos internados em leitos de UTI por SRAG a situação foi de redução. Para os internados em leitos clínicos e UTI, confirmados para Covid-19, a situação foi estável.

Apesar da melhora no indicador da razão entre ativos na última semana e recuperados nos 50 dias anteriores ao início da semana, os indicadores de Incidência de Novos Casos sobre a População se agravaram ainda mais, mesmo que a bandeira tenha permanecido em risco muito alto (preta).

5.2 CRUZ ALTA
A região de Cruz Alta atingiu a situação de bandeira vermelha. Apesar do agravamento de bandeira, os indicadores de velocidade do avanço da doença na região apresentaram razoável estabilidade entre as duas semanas. Para o indicador de hospitalizações confirmadas para Covid-19, entre as duas semanas a região manteve-se estável na bandeira amarela. Foram registradas 9 novas hospitalizações confirmadas para Covid-19 na região nos últimos sete dias, ante as 9 registradas no período de referência anterior.

Não obstante, o indicador de incidência de novos casos da doença na população segue na bandeira preta, já que as hospitalizações registradas, com relação a população da região, demonstram uma elevada prevalência e risco de propagação da doença. Ademais, com o registro de 5 óbitos nos últimos sete dias, o indicador de projeção do número de óbitos para o período de 1 semana saltou da bandeira amarela para a bandeira preta na região.

Em relação ao estágio de evolução da doença, registraram-se 49 casos ativos na última semana na região Covid, ao passo que somaram 64 casos recuperados nos 50 dias que antecederam o início da semana de referência. Como resultado, nesse indicador, a região passou da bandeira vermelha para a bandeira preta.

5.3 SANTA ROSA
Com o agravamento da situação estadual, principalmente dos indicadores de Capacidade e de Mudança da Capacidade de Atendimento, a região de Santa Rosa obteve na décima rodada do Distanciamento Controlado a situação de bandeira vermelha.

Apesar do agravamento, dentre os indicadores de velocidade do avanço da doença na região, o de hospitalizações confirmadas para Covid-19 entre as duas semanas na região foi da bandeira preta para a amarela. Foram registradas 6 novas hospitalizações confirmadas para Covid-19 na região nos últimos sete dias, ante as sete registradas no período de referência anterior.

Com a estabilização entre as semanas, o indicador de incidência de novos casos da doença na população da região, mensurado pelo número de hospitalizações confirmadas para Covid-19 registradas nos últimos 7 dias por 100.000 habitantes, manteve-se na bandeira laranja.

No que diz respeito ao estágio de evolução da doença na região, registraram-se 34 casos ativos na última semana, ao passo que somaram apenas 31 casos recuperados nos 50 dias que antecederam o início da semana de referência. Como resultado, nesse indicador, a região manteve-se na bandeira preta, de maior risco. Tendo registrado 1 óbito nos últimos 7 dias, o indicador de projeção do número de óbitos manteve-se na bandeira vermelha.

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BANDEIRAS VERMELHAS
Dentre os ajustes feitos no Distanciamento Controlado, o governo definiu que as regiões classificadas com cor vermelha não poderão ter regras mais brandas que as estipuladas no Decreto Estadual, nas Portarias da Saúde e nos Protocolos Segmentados.

A flexibilização disposta no Distanciamento Controlado aos municípios será permitida apenas em situações de bandeiras amarela e laranja. No caso de medidas mais restritivas, os municípios podem adotar independentemente da cor em que estiverem.

Além disso, existe uma regra que determina que regiões classificadas em bandeiras preta ou vermelha no mapa definitivo por dois períodos consecutivos ou alternados, dentro do prazo de 21 dias, precisarão de duas semanas consecutivas com bandeiras menos graves para que possam efetivamente obter redução no nível de risco. O objetivo deste gatilho de segurança é o de assegurar e caracterizar a efetiva melhora nas condições de uma região.

A partir da sétima rodada, os municípios em região de bandeira vermelha que não tenham registro de hospitalização e óbito por Covid-19 (considerado o município de residência) nos 14 dias anteriores a apuração das bandeiras poderão adotar, por meio de regulamento próprio, protocolos para as atividades previstos na bandeira laranja, desde que mantenham atualizados os sistemas de informações oficiais (Sivep e E-SUS).

Com isso, na nona rodada, do total de 391 municípios que compõem as quinze regiões sob bandeira vermelha, há 218 municípios sem registro de hospitalizações e óbitos por Covid-19 nos 14 dias anteriores a apuração das bandeiras.

Portanto, nesses locais, caso os prefeitos queiram, poderão adotar medidas estabelecidas na bandeira laranja, eis que a previsão contida no parágrafo 5º do artigo 21 do Decreto 55.240, permite que os “Municípios localizados em Região classificada na Bandeira Final Vermelha poderão, excepcionalmente, mediante ato do Chefe do Poder Executivo Municipal, adotar as medidas sanitárias segmentadas correspondentes aos Protocolos definidos para a Bandeira Final Laranja”, sendo a mesma auto aplicável, desde que atendidos os requisitos contidos nos 3 incisos do referido parágrafo, não havendo necessidade de apresentação de recurso ou manifestação ao Executivo Estadual.

Os municípios que se enquadram na excepcionalidade podem ser consultados no link https://distanciamentocontrolado.rs.gov.br (ou veja abaixo link para pdf).

Principais Dados da Décima Rodada

• O número de novos registros de hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) de confirmados por Covid-19 aumentou 6% entre as duas últimas semanas (de 729 para 770);

• O número de internados em UTI por SRAG aumentou 11% entre as duas últimas quintas-feiras (de 582 para 647);

• O número de internados em leitos clínicos por Covid-19 aumentou 25% entre as duas últimas quintas-feiras (de 554 para 693);

• O número de internados em leitos de UTI por Covid-19 aumentou 21% entre as duas últimas quintas-feiras (de 418 para 504);

• O número de leitos de UTI adulto livres para atender Covid-19 no RS reduziu 9% entre as duas últimas quintas-feiras (de 653 para 594);

• O número de óbitos por Covid-19 aumentou 50% entre as duas últimas quintas-feiras (de 138 para 207).

• As regiões com maior número de novos registros de hospitalizações nos últimos sete dias, por local de residência do paciente, são Porto Alegre (254), Novo Hamburgo (112) Caxias do Sul (82), Canoas (69) e Passo Fundo (49).

Entenda o distanciamento controlado

Com base em evidências científicas e análise de dados, o modelo de Distanciamento Controlado – que está oficialmente em vigor desde 10 de maio, com o Decreto 55.240 – tem o objetivo de equilibrar a prioridade de preservação da vida com uma retomada econômica responsável em todo o Rio Grande do Sul.

Para isso, o governo dividiu o Estado em 20 regiões e mapeou 105 atividades econômicas. A partir de um cálculo que leva em conta 11 indicadores, segmentados em dois grupos – propagação do vírus e capacidade de atendimento de saúde –, determinou a aplicação de regras (chamados de protocolos) mais ou menos restritas para cada segmento de acordo com o risco calculado para cada região.

Conforme o resultado do cruzamento de dados divulgados de forma transparente, cada local recebe uma bandeira nas cores amarela (risco baixo), laranja (médio), vermelha (alto) ou preta (altíssimo).O monitoramento dos indicadores de risco é semanal.

Clique aqui e acesse o levantamento completo da décima rodada do Distanciamento Controlado.

Clique aqui e acesse a lista dos municípios que não registram óbito nem internações por Covid-19 nos últimos 14 dias.

Texto: Suzy Scarton e equipe Seplag
Edição: Marcelo Flach/Secom

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