Psicólogos podem atender de forma online durante isolamento social

Ferramentas utilizadas variam entre os profissionais

Os atendimentos por psicólogos podem ser feitos a distância em momentos como o isolamento social devido à pandemia de covid-19, por meio de ferramentas online. Pacientes que já estavam em tratamento e, mesmo quem quiser iniciar um acompanhamento psicológico, podem ser atendidos remotamente. As ferramentas a serem utilizadas variam entre os profissionais da área.

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) inclui a realização de psicoterapia online desde 2018, com a exigência de que o profissional faça um cadastro na plataforma e-Psi, o que possibilita a fiscalização dos trabalhos.

“O cadastro permite que o conselho saiba quem são os psicólogos que estão oferecendo essa modalidade de atendimento, além de outras coisas que considera importantes. Eles precisam informar ao conselho que tipo de precaução e segurança vão tomar para prestar o serviço, para fazer esses atendimentos, considerando que independentemente de o serviço ser presencial ou remoto, o psicólogo está submetido ao mesmo regulamento ético”, disse a presidente do CFP, Ana Sandra Fernandes.

Ela acrescentou que o profissional precisa garantir a questão do sigilo, da proteção e da confidencialidade das informações referentes ao atendimento, assim como deve ocorrer na sessão presencial. “Existem esses regramentos e o psicólogo, mesmo nessa situação de pandemia, nessa situação de crise, precisa observar a resolução que regulamenta o atendimento online e todo atendimento tem que ser pautado na ética e nas normas da profissão. Isso não muda em função da situação de pandemia”.

Antes da pandemia, o atendimento remoto era feito por alguns profissionais como ferramenta auxiliar. “Hoje, em função dessa realidade, se mostrou uma ferramenta importante. No caso das pessoas que já vinham fazendo atendimento presencial, a gente sempre orienta que seja avaliada a possibilidade de continuar esse atendimento [de forma online ou presencial]. Sobretudo, porque, se já era feito o trabalho psicoterápico antes, muito provavelmente já havia questões anteriores que vinham sendo analisadas”, disse Ana.

Ela ressaltou que não há proibição para atendimento presencial, mas que deve haver respeito às orientações das organizações de saúde para garantir a segurança tanto do paciente quanto do psicólogo.

Apesar do relato de algumas dificuldades, como falta de um espaço em casa em que a pessoa se sinta segura para realizar a sessão online, já que famílias podem estar isoladas no mesmo espaço, Ana afirmou que a orientação é que haja um esforço para que o atendimento continue.

“Principalmente entendendo que este é um momento que, por si só, produz naturalmente uma situação de muita ansiedade, muito estresse. Às vezes, as pessoas relatam que se sentem mais angustiadas, a gente sente muito medo, as notícias que chegam são cada vez mais angustiantes, então elas produzem uma sensação de insegurança muito grande, a gente sente a vida muito ameaçada. Então, precisam e pode ser que venham a precisar ainda muito mais desse suporte, desse acompanhamento, que é bem importante neste momento”, disse.

Ana avalia que é preciso compreender que o isolamento social refere-se à presença física, mas que as pessoas não precisam se isolar do contato virtual com as outras. “As tecnologias, de forma geral, trazem a possibilidade de estar conectado com os outros. Então, eu não posso ver alguém, não posso abraçar uma pessoa que eu gosto muito, isso é ruim, mas eu posso ligar, eu posso criar alternativas virtuais para não estar só. Que as pessoas observem suas redes de amizade, de contato, de apoio. É muito importante que a gente não fique isolado, sozinho no nosso próprio mundo”.

“Que a gente de fato não se afaste emocionalmente das pessoas e procure criar, resgatar ou restabelecer canais de comunicação, de aproximação, mesmo que a distância, com pessoas que possam estar junto neste momento”, acrescentou.

*Agência Brasil

Licenciamento de veículos novos recua 1% no primeiro bimestre

Redução também ocorreu nas exportações e produção

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) informou, nesta sexta (6), que o licenciamento de automóveis nos dois primeiros meses do ano recuou 1% em relação ao mesmo período de 2019. Foram licenciadas 394,5 mil unidades, ante 398,4 mil em 2019.

O presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, explicou que o padrão que se verifica há tempos é o de resultados menos expressivos nos primeiros meses do ano. “Quero dizer que o primeiro bimestre está dentro das nossas expectativas, aquele padrão que a gente imaginava que poderia acontecer”, disse.

No período, também diminuíram as exportações e a produção de veículos. As reduções foram de 11,2% e 13,4%, respectivamente. O Brasil fechou fevereiro somando 58,2 mil automóveis exportados e 395,9 mil produzidos pelas montadoras.

“Com a exportação, a gente continua passando dificuldades. Não teve nenhum fato que mudou o cenário”, disse, destacando os decréscimos de exportações feitas ao México, Colômbia, Argentina e Chile. “A exportação continua sendo um desafio para o setor”.

Caminhões

As vendas e a produção de caminhões também apresentaram quedas de 1,2% e 0,9%, respectivamente. Em 2020, foram 13,7 mil unidades emplacadas, ante as 13,9 mil de 2019. Quanto à produção, o total passou de 16,4 mil para 16,3 mil.

Já o índice de exportações atingiu um bom desempenho, com aumento de 35% ao final de fevereiro. A variação que se deu pela diferença entre os resultados do primeiro bimestre de 2019 e de 2020, quando foram exportadas 1.326 e 1.790 unidades, respectivamente.

Ainda de acordo com a Anfavea, o bimestre transcorrido foi encerrado com uma piora nos três índices das vendas internas de máquinas agrícolas e rodoviárias. As vendas internas tiveram uma oscilação de menos 3,8%, a exportação de menos 13,2% e a produção de menos 4,3%.

Empregos

A Anfavea informou ainda que a empregabilidade da indústria automobilística encolheu, na comparação com janeiro e fevereiro de 2019. O total de postos caiu de 261,5 mil para 251,9 mil.

Coronavírus

Luiz Carlos Moraes também tratou do impacto do coronavírus para o setor automobilístico, lembrando que a China é principal fornecedor de autopeças para o Brasil. Ele disse, de modo enfático, que há risco de as montadoras paralisarem as atividades em decorrência do surto, já no final de março.

“Em tese, nós temos estoque para continuar produzindo pelas próximas semanas, mas também quero dizer que temos risco”, disse Moraes, acrescentando que não adota um “tom alarmista”, mas um “tom de realidade”, para estimular as montadoras a se prepararem para tomar medidas, caso seja necessário.

“Todas as alternativas estão sendo consideradas. Então, a mensagem é a seguinte, o risco existe. Por enquanto, não vamos ter nenhum problema, agora, mas existe um risco não generalizado que pode afetar montadoras, umas com um risco um pouco maior do que outras, pelas suas características. Em função de seu fluxo de importação, [o grau de risco e efetivo impacto] pode ser diferente. Então, a mensagem é a seguinte: existe risco, sim, e estamos monitorando.”

Dólar

Moraes defendeu que o governo federal adote medidas para estimular o crescimento da indústria automobilística. Uma das sugestões é a redução da incidência da carga tributária sobre o financiamento de veículos. “O sistema tributário do Brasil destrói negócios”, disse.

Moraes apresentou um cálculo que mostra que, com o dólar em torno de R$ 4,60, o custo adicional estimado para o setor automobilístico, este ano, será de R$ 8 bilhões. Segundo ele, nesse cenário, para cobrir a quantia, a indústria acrescenta R$ 2,6 mil ao valor de cada veículo produzido, o que pesa ainda mais no bolso do consumidor.

“A volatilidade no câmbio é uma coisa que a Anfavea acredita que tem que ser administrada. Alguma coisa precisa ser feita”, defendeu o presidente da Anfavea.

*Agência Brasil

Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo já pode ser impresso em casa

Foto: Divulgação

Proprietários de veículos já podem imprimir por conta própria o Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV), documento que atesta que o veículo está apto a circular. O novo leiaute do documento eletrônico (CRLV-e), adotado em 2020, permite a impressão em casa. O documento tem validade jurídica, assim como o CRLV Digital. A validação se dá por meio da leitura do QRCode.

A impressão deverá ser em papel sulfite branco e formato A4, com tinta preta, em página única.

Para obter a versão para impressão, o proprietário deve acessar o Portal de Serviços do Denatran ou o aplicativo Carteira Digital de Trânsito (o da CNH e do CRLV digitais). O login é feito com os dados do cadastro no portal gov.br, informando o CPF e a senha. Usuários novos precisarão se cadastrar, seguindo o passo a passo informado.

Para veículos de pessoa jurídica, a obtenção do CRLV-e só está disponível no Portal do Denatran, com login por Certificado Digital.

Essa é uma facilidade instituída pela Deliberação Nº 180, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), publicada no fim de 2019. Por enquanto, seguem sendo emitidos os CRLVs impressos em papel moeda no Rio Grande do Sul. Até 30 de junho de 2020 esse modelo será extinto em todo o país e substituído pelo CRLV-e, acessível nas suas versões eletrônica (CRLV Digital) ou impressa em folha branca comum.

CRLV Digital

Além da versão impressa, o CRLV-e também está disponível na forma digital, dentro do aplicativo gratuito Carteira Digital de Trânsito. A versão virtual dispensa o porte de documento em papel, exceto para transitar em outro país. Nesse caso, o condutor deverá portar obrigatoriamente a versão impressa do CRLV-e.

 

*SECOM/ DETRAN

Consumidores de todo o país podem consultar linhas pré-pagas pelo CPF

Cancelamento feito pelo usuário deverá ser atendido em 24 horas

Marcello Casal Jr

A partir de hoje (22), os usuários de todo país podem consultar as linhas pré-pagas e verificar a possibilidade de cadastros indevidos. A consulta feita por meio do CPF que já estava valendo para os consumidores das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, também será estendida aos clientes de telefonia móvel das regiões Sul e Sudeste.

As empresas de telecomunicação brasileiras disponibilizaram, em parceria com a Anatel, um site para que o usuário possa consultar. O consumidor da linha pré-paga que quiser fazer consulta para verificar a ocorrência de fraudes com linhas associadas indevidamente ao seu CPF deve acessar o portal.

A consulta vale para os celulares das prestadoras: Algar, Claro, Oi, Sercomtel, TIM e Vivo. De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a medida vai possibilitar ao consumidor verificar a linha pré-paga em seu nome. Caso contrário o usuário pede o cancelamento.

“Hoje no Brasil há cerca de 135 milhões de celulares pré-pagos e, destes, três acessos a cada 1.000 apresentam inconsistências cadastrais”, informou a agência.

Segundo a Anatel,  a iniciativa do portal visa “garantir uma base cadastral do serviço correta e atualizada, a fim de evitar a ocorrência de fraudes de subscrição (linhas associadas indevidamente a CPFs) e, dessa forma, proporcionar mais segurança aos consumidores.”

O pedido de cancelamento feito pelo consumidor deverá ser atendido em até 24 horas, caso a solicitação seja executada por meio de atendente, e até 48 horas se solicitada automaticamente (no call center ou portal da prestadora, sem a intervenção humana).

A Anatel destaca que o serviço não traz informações para quem possui linhas de celular pós-pagas. A página também disponibiliza orientações para quem identificar a existência de linhas cadastradas indevidamente em seu nome. Neste caso, o cliente deverá entrar em contato com a operadora para correção das informações.

 

*Agência Brasil

Apreensões da Receita chegam a R$ 3,26 bi em 2019 e batem recorde

Valor supera em 3,22% o volume de apreensões no ano anterior

Receita Federal/divulgação

A apreensão de mercadorias irregulares pela Receita Federal voltou a bater recorde em 2019. Segundo balanço divulgado nesta terça (21), o órgão confiscou R$ 3.256.750.247,91 em contrabando no ano passado, valor 3,22% maior que o registrado em 2018.

O número de operações de vigilância e repressão aduaneira também bateu recorde. Em 2019, a Receita fez 4.955 operações, contra 3.347 no ano anterior.

Entre os tipos de mercadorias recolhidas, os cigarros lideram a lista, concentrando 35,67% das apreensões. Em segundo lugar, estão os eletroeletrônicos, com 11,42%, seguido por vestuário (7,02%) e brinquedos (4,71%).

Em nota, a Receita Federal informou que o crescimento das apreensões é resultado dos investimentos em tecnologia, da capacitação dos servidores e da utilização dos instrumentos adequados, como scanners e cães farejadores. O órgão também cita o aumento das operações como fator que contribuiu para o recorde.

Entre as principais ações realizadas no ano passado, destacou a Receita, está a Operação Promitheia, realizada em setembro no bairro do Brás, em São Paulo. A ação resultou na apreensão de 870 toneladas de mercadoria, avaliadas em R$ 230 milhões.

 

*Agência Brasil

PRF retoma fiscalização com radares móveis em rodovias do RS

Justiça do Distrito Federal determinou a retomada do uso dos equipamentos no país até esta segunda-feira

Foto: PRF / Divulgação

Desde sexta-feira (20), às vésperas da saída do feriadão de Natal, a fiscalização com radares móveis já retornou às rodovias federais no Estado. A medida vai ao encontro da decisão da Justiça do Distrito Federal, que determinou a retomada do uso dos equipamentos no país até esta segunda-feira (23).

Em entrevista , o superintendente da PRF no Estado, Luís Carlos Reischak Júnior, explicou que a corporação está fazendo a redistribuição dos radares. Em algumas rodovias, como a BR-290, a fiscalização já está ativa, como foi observado pelos motoristas que trafegaram pela rodovia na última sexta (21).

Outros pontos devem ser contemplados gradualmente em todo o Estado. Embora a PRF não divulgue quais são os trechos que receberão fiscalização, aponta os pontos mais críticos em mapeamento de acidentes (confira aqui). Esse locais são os mais passíveis de serem fiscalizados.

—  Já vai valer sim, nos próximos dias. Só questão de distribuir os equipamentos — enfatiza o superintendente.

No Rio Grande do Sul, 22 radares móveis são usados nas rodovias federais. Segundo os agentes, os dispositivos são instalados de modo temporário em pontos das estradas onde estudos apontam índices altos de acidentes.

 

 

Fonte: ZH

RS tem retração de 0,2% na indústria em outubro, diz IBGE

O discreto recuo ocorre após alta de 2,9% na produção industrial em setembro

O mês de outubro fechou em retração a produção industrial gaúcha após alta de 2,9% em setembro. O recuo foi de 0,2% no período, com acumulado de 3,7% em crescimento industrial em 2019. Em âmbito nacional, houve aumento de 0,8% em produção industrial puxado pelos alimentos e fármacos.Os dados da Pesquisa Industrial Mensal foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.

Os avanços mais acentuados registrados foram os de Goiás, com aumento de 4%, registrando a quinta taxa positiva consecutiva e do Amazonas (2,3%), que eliminou a perda de 1,6% verificada em setembro.

Esses locais tiveram desempenho bem acima da média nacional, mas foi São Paulo, que concentra 34% da indústria brasileira, que puxou a alta do índice. “Os setores de veículos e de alimentos, com destaque para a produção de cana-de-açúcar, foram os principais impulsionadores na alta de 1,5% apresentada na produção paulista”, comentou o pesquisador do IBGE Bernardo Almeida.

No Rio Grande do Sul, as indústrias extrativistas, de celulose, papel e metalurgia recuaram 1,7% em outubro.

 

*CP

WhatsApp é principal fonte de informação do brasileiro, diz pesquisa

O ambiente possui mais de 136 milhões de usuários no Brasil

Uma pesquisa realizada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado mostrou o WhatsApp como principal fonte de informação dos entrevistados: 79% disseram receber notícias sempre pela rede social.

O ambiente possui mais de 136 milhões de usuários no Brasil, sendo a plataforma mais popular juntamente com o Facebook.

Depois do Whatsapp, outras fontes foram citadas, misturando redes sociais e veículos tradicionais na lista dos locais onde os brasileiros buscam se atualizar. Apareceram canais de televisão (50%), a plataforma de vídeos Youtube (49%), o Facebook (44%), sites de notícias (38%), a rede social Instagram (30%) e emissoras de rádio (22%). O jornal impresso também foi citado por 8% dos participantes da sondagem e o Twitter, por 7%.

No caso da televisão, o percentual foi maior entre os mais velhos: 67% dos consultados com mais de 60 anos disseram se informar sempre por esse meio, contra 40% na faixa entre 16 a 29 anos.

Já o Youtube apareceu como mais popular entre os mais jovens. Os que afirmaram ver vídeos sempre na plataforma chegaram a 55% na faixa de 16 a 29 anos, contra 31% entre os com 60 anos ou mais.

No caso do Instagram, a diferença é ainda maior. Entre os jovens, 41% relataram buscar informações sempre na rede social. Já na faixa dos 60 anos ou mais, o índice caiu para apenas 9%.

A pesquisa também avaliou os hábitos dos entrevistados nas redes sociais. O tipo de ação mais comum foi a curtida de publicações, ato realizado sempre por 41% dos participantes da sondagem. Em seguida, vieram compartilhamento de posts (20%), publicar conteúdos (19%) e comentar mensagens de outros (15%).

Método

A pesquisa ouviu 2.400 pessoas com acesso à internet em todos os estados e no Distrito Federal. As entrevistas foram realizadas por telefone no mês de outubro.

A amostra foi composta de modo a buscar reproduzir as proporções da população, como as de gênero, raça, região, renda e escolaridade. Segundo os autores, o nível de confiança é de 95%, com margem de erro de dois para mais ou para menos.

 

 

*Agência Brasil

Alto-falantes inteligentes chegam ao Brasil com novas funções e riscos

Tecnologia levanta preocupações com privacidade

Os alto-falantes inteligentes chegaram ao Brasil. Nesta semana, o Google lançou o Nest Mini, caixa de som carregada com o assistente da empresa. Em outubro, a Amazon pôs no mercado o Echo, equipamento carregado com o assistente Alexa. À medida que os assistentes virtuais oferecem novas opções para os usuários brasileiros, levantam preocupações em relação à privacidade.

Os assistentes virtuais existem há vários anos. Eles consistem em sistemas inteligentes instalados em dispositivos, como computadores ou smartphones. Em 2011, a Apple inseriu a Siri nos iPhones 4. Em 2012 o Google lançou seu recurso, chamado de Now. No ano seguinte, a Microsoft anunciou o Cortana. Em 2014, foi a vez de a Amazon disponibilizar o Alexa ao mercado. Em 2016, o Google introduziu seu assistente e colocou no mercado um dispositivo específico com alto-falante, o Home. Em 2018, o Facebook entrou na disputa com o Portal.

Os alto-falantes inteligentes marcam o encontro entre os assistentes digitais e os dispositivos que podem não apenas tocar músicas, mas estabelecer “conversas”, respondendo a diversos comandos. De uma pergunta, como no mecanismo de busca, a operações em outro equipamento conectado, como ligar ou desligar uma lâmpada ou acionar um eletrodoméstico, como uma televisão.

Com essa habilidade, tais dispositivos podem tornar-se o “centro de comando” das casas conectadas, em um ambiente do que vem sendo chamado Internet das Coisas. Além disso, conectam outros dispositivos dos usuários, como smartphones e computadores, fazendo com que o consumo de informações e a gestão das rotinas seja feita por meio destes.

Gestão da rotina

O Nest Mini, do Google, permite que pessoas interajam com o equipamento acessando conteúdos e serviços, de notícias a agendas. Com o uso da conta Google, as ações conectam os diversos dispositivos. “Posso fazer um lembrete e ele me notificar em outro dispositivo, no celular”, exemplificou o chefe de parcerias em dispositivos do Google Brasil, Vinicius Dib, em evento de lançamento do produto realizado em São Paulo na segunda-feira (10).

O Nest começou a ser comercializado com conteúdos específicos para os usuários. “Já temos 20 feeds de notícias de diferentes veículos de imprensa”, informou Walquíria Saad, da equipe de parcerias para assistentes do Google Brasil, no evento de lançamento.

O grupo de produtos da Amazon – Echo, Echo Dot e Echo Show 5 – também funciona com interação por voz, fornecendo informações e possibilitando a conexão com eletrodomésticos e outros objetos conectados em casa.

“No Brasil, a Alexa é brasileira. Construímos uma experiência totalmente nova, que honra o idioma e a cultura únicos do Brasil, permitindo que os consumidores simplesmente peçam para tocar uma música, ouvir as notícias e ter informações sobre o clima, controlar sua casa inteligente e muito mais”, disse o vice-presidente da Amazon Alexa, Toni Reid.

Mercado mundial

Segundo pesquisa da consultoria Zion Maket Research, o mercado de assistentes virtuais inteligentes movimentou US$ 2,3 bilhões em 2018 e pode chegar a US$ 19,6 bilhões em 2025, com crescimento médio de 35% ao ano.

Os autores do estudo apontam que essa disseminação será ancorada sobretudo no uso doméstico de assistentes, bem como pelo crescimento dos dispositivos conectados à Internet das Coisas.

Em 2018, foram vendidas no mundo 98 milhões de unidades de alto-falantes inteligentes. Em 2019, a consultoria estima que o total de unidades comercializadas chegue a 164 milhões.

Levantamento realizado pela Microsoft com 2 mil pessoas em cinco países – Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Canadá e Índia – em 2019 mapeou as tendências desses equipamentos. No estudo, 72% dos entrevistados afirmaram já ter utilizado um assistente digital, sendo 35% por meio de alto-falantes inteligentes. Outros 75% contaram ter o desejo de adquirir esse tipo de aparelho.

Entre as pessoas ouvidas pelo estudo, 36% disseram fazer uso do assistente do Google e igual percentual relatou recorrer à Siri, da Apple. Outros 25% adotam o Amazon Alexa; e 19%, o Microsoft Cortana.

Privacidade

Entre os ouvidos, 41% relataram preocupações com privacidade e confiança, como o receio de o dispositivo ouvir e gravar conversas sem estar ativado. A inquietação mostrou-se procedente. Em abril deste ano, a Amazon admitiu que conversas de pessoas em casas com o Echo eram registradas e ouvidas por funcionários. À época, a companhia justificou que o monitoramento era feito para melhorar o reconhecimento de voz pelo sistema.

Em julho, o Google reconheceu que as conversas de pessoas próximas a seus alto-falantes inteligentes eram gravadas e verificadas por funcionários. Em publicação no site da empresa em setembro, o gerente sênior para o Google Assistente, Nino Tasca, afirmou que a empresa não armazena conversas. No entanto, se ativada a opção “Atividade de Voz & Áudio” o usuário permite tanto a guarda das conversas quanto a conferência por funcionários “para melhorar a tecnologia de fala”.

A Microsoft também admitiu a prática, realizada em seus serviços com interação por voz, como o assistente Cortana e o Skype. A empresa mudou a política de privacidade para contemplar esse tipo de conduta, afirmando a sua continuidade.

Conselhos

Para Luã Fergus, policy fellow na Fundação para a Liberdade de Prensa da Colômbia e pesquisador do tema, os riscos à privacidade são “enormes”. Ele cita a possibilidade de vazamento de áudios, compartilhamento de dados com autoridades policiais e “hackeamentos”, situação agravada pelo fato destes equipamentos estarem dentro do lar.

“Os usuários nem sempre entendem quando e de que maneira esses dispositivos estão realmente coletando informações. Por isso, é imperativo pensar e discutir adequadas garantias legais e técnicas à medida que os assistentes digitais se popularizam. Apesar de o Brasil ter um Código de Defesa do Consumidor, ainda não temos uma lei de proteção de dados pessoais em vigor, ou seja, possíveis abusos podem ser mais difíceis de serem remediados”, ressalta Fergus.

O pesquisador defende que os usuários conheçam como os dados coletados são utilizados, o que pode ser visto nas políticas de privacidade das empresas. Ele sugere alguns cuidados para quem adquirir esse tipo de aparelho: “apagar os registros de áudio periodicamente, não ter conversas sensíveis perto deles e desligá-lo em momentos íntimos”.

 

*Agência Brasil

Celulares pré-pagos de 17 estados devem ser recadastrados até segunda

Esta é última fase da campanha de comunicação aos consumidores com cadastros desatualizados

Titulares de linha telefônica pré-paga em 17 estados, incluindo o Rio Grande do Sul, têm até a próxima segunda-feira para recadastrar e atualizar seus dados, sob risco de ficarem com o serviço bloqueado. A medida faz parte do projeto da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para a criação do cadastro nacional de usuários dos serviços de telefonia celular pré-paga. Esta é última fase da campanha de comunicação aos consumidores com cadastros desatualizados, realizada pelas prestadoras Algar, Claro, Oi, Sercomtel, Tim e Vivo, dentro do Projeto Cadastro Pré-Pago.

A exigência vale para os moradores, além do RS, de Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Roraima, Sergipe e São Paulo. Os demais estados e o Distrito Federal já concluíram essa etapa de recadastramento. Segundo a agência reguladora, o objetivo da iniciativa é assegurar uma base cadastral correta e atualizada, para evitar a ocorrência de fraudes de subscrição (linhas associadas indevidamente a CPFs) e, dessa forma, ampliar a segurança dos consumidores.

Os usuários de pacotes pré-pagos serão acionados pelas operadoras por canais como mensagem de texto, ligações ou pop ups em sites. O procedimento é aplicado apenas aos usuários com pendências cadastrais. As operadoras também disponibilizaram canais de atendimento para fornecer mais informações sobre o recadastramento, como páginas específicas nos sites e números.

Pessoas que tiverem a linha pré-paga bloqueada poderão atualizar os dados cadastrais junto à sua prestadora por meio dos canais de atendimento disponíveis, como call center e espaço reservado ao consumidor na internet. Nesse contato, devem ser informados o nome completo e o endereço com o número do CEP. No caso de pessoa física, é necessário informar o número do CPF e, para pessoa jurídica, o CNPJ. Também poderão ser solicitadas informações adicionais de validação do cadastro.

Para evitar fraudes, os usuários podem confirmar se o SMS de solicitação de recadastramento recebido foi, de fato, encaminhado pela prestadora contratada.

 

* Agência Brasil