Confirmado segundo caso de Coronavírus em Santa Rosa

Metade de calorias consumidas por brasileiros vem de alimentos frescos

Dados foram divulgados pelo IBGE

 (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Cerca de metade (49,5%) das calorias totais disponíveis para consumo nos domicílios brasileiros é oriunda de alimentos in natura ou minimamente processados, 22,3% de ingredientes culinários processados, 9,8% de alimentos processados e 18,4% de alimentos ultra processados. Estima-se que o consumo de alimentos em casa corresponda a, pelo menos, 70% do total de calorias ingeridas pela população brasileira.

Os dados constam da Pesquisa de Orçamentos Familiares – POF 2017-2018: Avaliação Nutricional da Disponibilidade Domiciliar de Alimentos no Brasil, divulgada hoje (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Evidencia-se, assim, uma predominância de padrões de consumo alimentar baseados em alimentos frescos e em preparações culinárias”, afirma o órgão.

Segundo o levantamento, nas regiões Norte e Nordeste, no meio rural e entre famílias com menor renda, a participação de alimentos in natura ou minimamente processados e de ingredientes culinários foi ainda mais elevada, ultrapassando três quartos da disponibilidade domiciliar de alimentos.

O estudo indica que nas regiões Sul e Sudeste e entre famílias com maior renda, ainda que alimentos in natura ou minimamente processados e ingredientes culinários predominem, alimentos ultraprocessados já representam mais de um quinto das calorias ingeridas em casa. Nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, alimentos ultraprocessados correspondem, respectivamente, a 11,4%, 14,4% e 16,6% do total de calorias.

“A evolução da disponibilidade domiciliar de alimentos no Brasil, de 2002 a 2018, indica que alimentos in natura ou minimamente processados e ingredientes culinários processados, apesar de ainda serem predominantes, vêm perdendo espaço para alimentos processados e, especialmente, para alimentos ultraprocessados”, diz a pesquisa.

O acúmulo de tarefas dentro de casa e a falta de tempo levaram a confeiteira Patrícia Araújo a comprar mais produtos industrializados pela facilidade de estarem prontos para o consumo. Moradora de Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, e mãe de dois filhos de 5 e 3 anos, ela conta que, até ter o segundo filho, a família tinha uma alimentação mais saudável. “A industrialização ajudou a dona de casa. Não é o melhor produto a ser consumido, mas é o que dá para fazer”.

No entanto, a pesquisa também indica que, apesar de a participação de alimentos ultraprocessados dentro das casas ter aumentado continuamente, observou-se desaceleração dessa tendência: aumento anual de 0,6 ponto percentual na porcentagem de calorias provenientes de ultraprocessados entre 2002-2003 e 2008-2009 e de 0,3 ponto percentual entre 2008-2009 e 2017-2018.

O IBGE avalia que essa desaceleração no consumo de ultraprocessados, observada no meio urbano e rural e em todas as regiões e estratos de renda, pode ser o resultado de políticas públicas implementadas no período mais recente, com destaque para ações baseadas no Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, “cuja regra de ouro recomenda basear a alimentação em alimentos in natura ou minimamente processados e suas preparações culinárias e evitar alimentos ultraprocessados”.

Alimentos in natura e minimamente processados

Segundo o levantamento, dentre os alimentos in natura e minimamente processados, o arroz correspondeu a 15,6% das calorias totais, vindo, a seguir, com 5%, o leite, com 4,6%, as carnes de aves e, com 4,3%, o feijão. “Ainda relevantes na alimentação brasileira, aparecem a carne bovina (3,4% das calorias totais), as frutas (2,8%), o macarrão (2,7%), a farinha de milho, fubá e outras (2%), a farinha de mandioca (1,9%), a farinha de trigo (1,8%) e as raízes e tubérculos (1,2%). Verduras e legumes e ovos corresponderam a apenas 0,9% das calorias totais”, diz a pesquisa.

Dentre os ingredientes culinários processados, o óleo vegetal correspondeu a quase 11% das calorias totais, seguido pelo açúcar, com quase 10%.

Segundo o analista do IBGE, José Mauro de Freitas Júnior, houve, na média nacional, queda do consumo do arroz e feijão na casa dos brasileiros.”Mas o arroz e feijão está mais presente entre as famílias de menor rendimento”, disse. “Por outro lado, as pessoas estão comendo mais frutas”.

Ele também observa que a Região Norte tem uma média de aquisição de pescados maior que as outras regiões. Já no Nordeste, o consumo de carne nos domicílios é menor do que a média nacional.

O pesquisador também destaca a queda no consumo de carne de uma forma geral dentro de casa. “Existe uma tendência de substituição da carne. Tem um fator econômico, o aumento de preço da carne, mas não é só isso. Há também mudanças nos hábitos alimentares”.

Alimentos processados e ultraprocessados

De acordo com o IBGE, dentre os alimentos processados, o de maior contribuição para as calorias totais foi o pão (6,7% das calorias totais), seguido de queijos (1,4%), carnes salgadas, secas ou defumadas (0,7%) e bebidas alcoólicas fermentadas (0,7%).

“Finalmente, dentre os alimentos ultraprocessados, destacam-se frios e embutidos (2,5% das calorias totais), biscoitos e doces (2,1%), biscoitos salgados (1,8%), margarina (1,8%), bolos e tortas doces (1,5%), pães (1,3%), doces em geral (1,3%), bebidas adoçadas carbonatadas (1,2%) e chocolate (1%)”, afirma a pesquisa.

Ainda segundo o estudo, no que se refere à aquisição alimentar domiciliar per capita anual no Brasil em 2017-2018, destacam-se os seguintes grupos de alimentos: bebidas e infusões (52,475 kg), laticínios (32,211 kg), cereais e leguminosas (27,757 kg), frutas (26,414 kg), hortaliças (23,775 kg) e carnes (20,762 kg)

*Colaborou Tâmara Freire, Repórter da Rádio Nacional.

Caminhoneiros serão incluídos na campanha de vacinação contra gripe

Categoria é um dos grupos que entrará na segunda fase

O Ministério da Saúde anunciou ontem (2) que incluirá na segunda fase da campanha de vacinação contra a gripe categorias que estão atuando em atividades essenciais ou em ações de prevenção e combate à pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Foram incluídos na segunda fase trabalhadores da segurança pública, caminhoneiros, motoristas de transporte coletivo e trabalhadores em portos. Os professores, que seriam contemplados nessa etapa, vão participar em momento posterior, dado o fato de que as aulas estão suspensas.

A campanha foi iniciada no dia 23 de março, com foco inicial voltado a idosos. A segunda fase terá início no dia 16 de abril. A terceira fase ocorrerá entre 9 e 22 de maio, da qual participarão crianças de 6 meses a 6 anos, grávidas, mães no pós-parto, população indígena, pessoas com mais de 55 anos e pessoas com deficiência.

Segundo o Ministério da Saúde, até agora, 15,6 milhões de pessoas foram vacinadas na campanha. Essa quantidade representa 62,6% do público-alvo que se pretendia alcançar na primeira etapa.

*Agência Brasil

Comitê Científico afirma que “ficar em casa é a nossa melhor vacina” para barrar coronavírus

Grupo reforça importância do distanciamento social e lista orientações para reduzir o contágio

Reforçando que o distanciamento social é uma das maneiras mais eficazes para reduzir a velocidade de progressão da infecção por coronavírus, o Comitê Científico de Apoio ao Enfrentamento à Pandemia Covid-19 ratificou: “Ficar em casa é a nossa melhor vacina!”. A afirmação foi publicada em uma carta direcionada à sociedade gaúcha, divulgada nesta quinta-feira (2/4).

Por outro lado, o comitê entende que algumas pessoas precisam sair de casa para trabalhar ou, eventualmente, ir ao supermercado ou à farmácia. Neste contexto, orientou formas de diminuir a exposição à Covid-19 na rua, além de cuidados gerais com a casa. O objetivo, segundo o grupo de cientistas, é a proteção das pessoas que convivem nas casas e nas comunidades.

Recomendações formuladas pelo Comitê Científico:

NA RUA

• Mantenha distância mínima de preferência de 2 metros de outras pessoas quando precisar sair de sua casa, incluindo filas de supermercado, farmácia, unidade de saúde etc.

• Sempre que possível, leve consigo um frasco de álcool e limpe a sua mão toda vez que tocar em corrimões, roletas, cartões, dinheiro, elevadores etc.

• Evite permanecer em ambientes fechados, principalmente quando outras pessoas estiverem usando o mesmo espaço. Se puder, entre sozinho no elevador.

• Evite passar a sua mão na boca, olhos, nariz e no rosto.


SEMPRE QUE PUDER

• Lave suas mãos com frequência com sabão por pelo menos 20 segundos; ao chegar nos lugares externos à sua residência e sempre que possível.


AO VOLTAR PARA CASA

• Algumas recomendações que precisam ser seguidas para evitar que a sua família seja contaminada.

• Se puder, crie uma “zona de entrada” perto da porta de casa/apartamento. Você pode marcar a área com fita adesiva no chão, parque que ninguém passe por ali, a não ser que você tenha de sair. Se não for possível, tenha pelo menos um local para deixar os sapatos que vieram da rua.

• Na zona de entrada, tenha um lugar para deixar os sapatos e, se possível, também um cesto de roupas e um lugar para deixar suas chaves, carteira e outros objetos que vieram da rua.

• Tome banho, se possível, e coloque uma roupa limpa assim que chegar em casa, colocando a sua roupa imediatamente para lavar e evitando que ela seja manipulada por outras pessoas.

• Limpe bem as sacolas e objetos que trouxe da rua, com água e sabão, água sanitária ou álcool 70 (álcool 70º INPM).

• Lave bem frutas, verduras e embalagens de alimentos antes de guardar.


CUIDADOS GERAIS COM A SUA CASA

• Mantenha os ambientes arejados. O ar externo apresenta baixa carga viral.

• Exponha roupas e utensílios ao sol. A radiação solar e o vento reduzem o tempo de viabilidade do vírus.

• Limpe frequentemente objetos e superfícies da sua casa.

• Fique em casa! Saia apenas quando for absolutamente necessário.


Leia a íntegra da carta sobre a importância do distanciamento social com orientações para reduzir o contágio.

Texto: Raiza Roznieski/Ascom Sict
Edição: Secom

País tem 201 mortes por covid-19 e 5.717 casos confirmados

Casos confirmados chegam a 5.717, segundo boletim

O número de mortes em razão do novo coronavírus chegou a 201, nesta terça-feira (31), conforme nova atualização divulgada hoje pelo Ministério da Saúde. O resultado marca um aumento de 26% em relação a ontem (30), quando foram registrados 159 óbitos.

As mortes ocorreram em São Paulo (136), Rio de Janeiro (23), Ceará (sete), Pernambuco (seis), Piauí (quatro), Rio Grande do Sul (quatro), Paraná (três), Amazonas (três), Distrito Federal (três), Minas Gerais (duas), Bahia (duas), Santa Catarina (duas), Alagoas (uma), Maranhão (uma), Goiás (uma), Rondônia (uma) e Rio Grande do Norte (uma).

O número de novas mortes, 42, foi o maior da série histórica. O maior quantitativo de óbitos em um dia até então tinha sido 23, no dia de ontem (30).

Em relação ao perfil, 41,4% eram mulheres e 68,6%, homens. Em relação à idade, 89% estavam na faixa acima de 60 anos. Em relação às complicações de saúde, a maioria (107) apresentavam cardiopatia,  75 tinham diabetes, 33 pneumopatia e 22 alguma condição neurológica.

Já os casos confirmados saíram de 4.579 para 5.717. O resultado de novas 1.138 pessoas infectadas em um dia foi mais que o dobro do maior registrado até agora, de 502 novos casos no dia 27 de março.

Os estados com mais casos são São Paulo (2.339), Rio de Janeiro (708), Ceará (390), Distrito Federal (332) e Minas Gerais (275). A menor incidência está em estados da Região Norte, como Rondônia (oito), Amapá (10), Tocantins (11) e Roraima (16).

O índice de letalidade, que estava abaixo de 2% no final de semana, ficou em 3,5% no balanço de hoje, o mesmo registrado ontem.

As hospitalizações saíram de 757, ontem, para 1.075, hoje.

Manutenção do isolamento

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, argumentou que a pandemia não entrou na curva ascendente porque houve “conscientização de todo mundo”. Mas a situação de hoje reflete a dinâmica de 14 dias atrás. “Não temos nem sete dias que estamos ficando em casa. Por isso que é importante manter”, defendeu.

Mandetta reforçou a importância das medidas de isolamento social, mas acrescentou que o governo discute as condições para uma movimentação de abertura, o que chamou de “condicionantes”.

Entre elas, o abastecimento dos profissionais de saúde com equipamentos de proteção individual (EPIs), que ainda são insuficientes, de acordo com levantamentos que vêm sendo realizados por entidades como o Conselho Federal de Medicina e a Associação Médica Brasileira. O ministro informou que foi finalizada compra de 300 milhões de kits desses equipamentos.

“No momento vamos fazer o máximo de distanciamento social, o máximo de permanência nas residências para que, quando chegarmos no momento de estarmos preparados, vamos monitorando pela epidemiologia. Vai ser um trabalho de precisão. Nem tão amarrado que possamos ser arrastados, nem tão acelerado que possamos cair numa cachoeira”, declarou.

Sistema de monitoramento

Mandetta anunciou que o governo colocará em funcionamento um sistema de monitoramento dos brasileiros que chegará a 125 milhões de pessoas. A plataforma, baseada em inteligência artificial, entrará em contato com os brasileiros na base de dados do governo e obterá informações sobre a condição de saúde.

“O conjunto dessas informações será usado para que a gente antecipe quem é risco, onde está, o nome e isso deve ser grande ferramenta de gestão de pessoas”, informou o titular da pasta.

O governo divulgou os dados sobre o avanço de covid-19 em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto. Participaram o ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto; da Economia, Paulo Guedes; da Saúde, Luiz Henrique Mandetta; e da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Kits de teste rápido

Nesta terça-feira desembarcou no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP), o primeiro lote de 500 mil de testes de detecção rápida para a covid-19. O lote faz parte de uma compra de compra de 5 milhões de kits efetuada pela Vale. O teste, produzido pela empresa chinesa Wondfo, tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ele detecta anticorpos e permite que se tenha um resultado em apenas 15 minutos.

 

*Agência Brasil

Governo do RS distribui 140 mil litros de álcool para enfrentamento à Covid-19

Foto: Ascom SES

O governo do Estado distribuirá, a partir de quarta-feira (1°/4), 70 mil litros de álcool líquido a municípios e hospitais gaúchos, para auxiliar os profissionais que estão na linha de frente do enfrentamento à epidemia da Covid-19.

A previsão é de que mais 70 mil litros sejam distribuídos ao longo do mês de abril. O álcool foi uma doação enviada ao governo e envasado uma parte pela Biriba Indústria de Bebidas, de Pelotas, e outra parte pela Camera, empresa de óleo de soja de Santa Rosa.

A organização do trabalho é realizada pelo Comitê de Logística e Abastecimento do Gabinete de Crise do Enfrentamento à Covid-19, liderada pela Defesa Civil, e que conta com integrantes da Secretaria da Saúde (SES) e do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (Cosems).

 

*Governo do RS/ Secom

Três Passos possui 43 casos de dengue confirmados

Boletim epidemiológico é divulgado diariamente

O município de Três Passos já tem 43 casos de dengue confirmados. O número foi divulgado durante o boletim epidemiológico diário divulgado nessa segunda-feira, dia 30 de março. A cidade possui ainda 84 casos suspeitos.

Outro dado do boletim que chama a atenção, é o registro de dois casos suspeitos de coronavírus que aguardam resultado.

 

 

Anvisa libera uso da cloroquina em pacientes graves e define dosagem

Regras para o uso do medicamento estão publicadas em nota informativa do Ministério da Saúde

Foto: Gerard Julien / AFP / CP

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou o uso da cloroquina apenas para pacientes hospitalizados e em estado grave e determinou a dosagem específica da droga.  As regras para o uso do medicamento estão publicadas em nota informativa do Ministério da Saúde na última sexta-feira (27).

O informativo diz: “O Ministério da Saúde do Brasil disponibilizará para uso, a critério médico, o medicamento cloroquina como terapia adjuvante no tratamento de formas graves, em pacientes hospitalizados, sem que outras medidas de suporte sejam preteridas em seu favor. A presente medida considera que não existe outro tratamento específico eficaz disponível até o momento.”

Dosagem

Para o tratamento da Covid-19 em pacientes graves, a Anvisa sugere 6 dias de tratamento com hidroxicloroquina (e hidroxicloroquina em associação com azitromicina), uma vez que 70% dos pacientes estavam “sem detecção viral em relação ao grupo controle, o que em caráter preliminar, pode sugerir um potencial efeito anviral no coronavírus humano”.

De acordo com a determinação do Ministério da Saúde, tanto a cloroquina quanto a hidroxicloroquina são fármacos “indicados para o tratamento das doenças artrite reumatoide e artrite reumatoide juvenil (inflamação crônica das arculações), lúpus eritematoso sistêmico e discoide, condições dermatológicas provocadas ou agravadas pela luz solar e malária”.

Normalmente, para essas doenças, a cloroquina é ministrada entre 50mg e 150mg, enquanto a da hidroxicloroquina é de 400mg.

Efeitos colaterais

A Anvisa alerta, porém, para os efeitos colaterais dos medicamentos e é taxativa ao proibir a automedicação. De acordo com a agência, “os eventos adversos relatados a longo prazo devido ao uso da cloroquina incluem retinopatia e distúrbios cardiovasculares”.

Distribuição pelo SUS

A nota do Ministério da Saúde diz ainda que, “com o aumento dos casos da Covid-19 e a velocidade de transmissão do coronavírus no Brasil, projeta-se para a primeira distribuição um quantavo calculado com base no número de casos noficados no último bolem oficial do MS (25/03/2020) e um estoque de reserva”.

A pasta garante que cada estado e o Distrito Federal vão receber quantidade “suficiente para atender de imediato os pacientes hospitalizados e para o pronto atendimento de novos casos”.

Ainda segundo a Saúde, “cada paciente receberá 2 blister c/ 10 comprimidos, para evitar fracionamento. Nenhuma UF receberá menos de 4 caixas (2.000 comprimidos)”. Esse envio será feito pelo Ministério da Saúde às Secretarias de Saúde, responsáveis por repassar os remédios para os hospitais de referência.

O primeiro envio das caixas de cloroquina e hidroxicloroquina estava previsto para começar na última sexta-feira (27).

Como prevenir o contágio do novo coronavírus 

De acordo com recomendações do Ministério da Saúde, há pelo menos cinco medidas que ajudam na prevenção do contágio do novo coronavírus:

• lavar as mãos com água e sabão ou então usar álcool gel.

• cobrir o nariz e a boca ao espirrar ou tossir.

• evitar aglomerações se estiver doente.

• manter os ambientes bem ventilados.

• não compartilhar objetos pessoais.

 

Fonte: R7/CP

Secretaria da Saúde do RS confirma terceira morte por coronavírus

Vítima é um homem de 60 anos que morava em Ivoti

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul confirmou na manhã desta segunda-feira(30) a terceira morte por Covid-19 no estado. A vítima é um homem de 60 anos, que morava em Ivoti. Ele estava internado no Hospital de Novo Hamburgo.

O falecimento ocorreu na noite deste domingo (29). O paciente teve o diagnóstico de coronavírus confirmado pelo Lacen no sábado (28).

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o homem teve histórico de viagem para o Oriente Médio na primeira quinzena de março. Ele tinha como doenças crônicas hipertensão e cardiopatia.

As outras duas mortes por coronavírus no estado foram registradas na semana passada em Porto Alegre. As vítimas foram uma idosa de 91 anos e um paciente de 88.

O último boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde, no domingo, informou que o estado tem 239 casos confirmados de Covid-19.

No Brasil todo já são mais de 4,3 mil casos e 139 mortes.

*G1 RS

Coronavírus: Brasil tem 92 mortes e 3,4 mil casos confirmados

Hoje foi o dia com maior número de casos novos de contaminação

Fábio Pozzebom.

Em nova atualização do Ministério da Saúde, o número de mortes chegou a 92, contra 77 registradas ontem(26). O resultado significa um aumento de 18% em relação a ontem. Em comparação com o início da semana, quando eram 25 óbitos, o número multiplicou por 3,68 vezes.

A taxa de letalidade chegou ao máximo da semana, ficando em 2,7%

O total de casos confirmados saiu de 2.915 para 3.417 hoje(27). O resultado de hoje marcou um aumento de 80% nos casos em relação ao início da semana, quando foram contabilizadas 1.891 pessoas infectadas.

O número de casos novos foi de 502, atingindo o número mais alto da série histórica. Ontem, o acréscimo foi de 482. Nos dias anteriores, o aumento havia sido menor, ficando na casa entre 232 e 345 casos.

São Paulo acumula 1.233 casos. O estado, epicentro da epidemia no país, é seguido por Rio de Janeiro (493), Ceará (282), Distrito Federal (230), Rio Grande do Sul (195) e Minas Gerais (189).

Também registram casos Santa Catarina (149), Paraná (119), Bahia (115), Amazonas (89), Pernambuco (56), Goiás (49), Espírito Santo (47), Rio Grande do Norte (28), Mato Grosso do Sul (28), Acre (25), Sergipe (16), Maranhão (13), Pará (13), Alagoas (11), Mato Grosso (11), Roraima (10), Paraíba (nove), Piauí (nove), Tocantins (oito), Rondônia (seis) e Amapá (dois).

Auxílio para pequenas e médias empresas

O governo anunciou hoje (27) uma linha de crédito emergencial para ajudar pequenas e médias empresas a quitar a folha de pagamentos. O setor está entre os mais afetados pela crise gerada pela pandemia de covid-19. A estimativa é de liberação de R$ 40 bilhões.

A medida deve beneficiar 1,4 milhão de empresas, atingindo 12,2 milhões de trabalhadores. O crédito será destinado a empresas com faturamento anual entre R$ 360 mil a R$ 10 milhões e vai financiar dois meses da folha de pagamento, com volume de R$ 20 bilhões por mês.

Aviões voltam a atender a capitais e 19 cidades brasileiras

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) informou hoje (27), em Brasília, que as companhias Gol, Azul e Latam vão garantir voos para as capitais dos 26 estados e o Distrito Federal, além de outras 19 cidades do país. Os voos terão início amanhã (28) e estão previstos até o fim de abril.

Segundo a agência reguladora, os voos, com frequências semanais, serão distribuídos assim: 723 voos no Sudeste, 153 na região Nordeste, 155 voos no Sul, 135 no Centro-oeste e 75 voos para a região Norte. Desse total, 483 voos serão operados pela Latam, 405 voos pela Azul e 353 voos pela Gol.

Um mês de coronavírus no Brasil

Em mês, o país registrou 77 mortes e 2.915 casos confirmados da covid-19. Os óbitos ocorreram em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Amazonas.

Do total de mortos, 67,8% eram homens e 32,2%, mulheres. No recorte por idade, 90% das vítimas eram idosos. A faixa com maior número de óbitos até o momento foi a de 80 a 89 anos. Os pacientes apresentavam outras comorbidades. A maioria (61%) apresentava doenças cardíacas, diabetes (39%) e pneumopatia (25,4%).

A avaliação da equipe do Ministério da Saúde é que o avanço do número de casos de coronavírus tem sido abaixo da expectativa, com evolução de 33% a cada dia.

A perspectiva para próximo mês é que a epidemia aumente no Brasil, uma vez que o país está no início da curva de crescimento pela qual outras nações já estão passando, como Estados Unidos, Itália e Espanha.

Internet durante o isolamento

O Comitê Gestor da Internet lançou um guia com dicas para manter um uso seguro da internet. Mensagens diversas, incluindo boatos com curas milagrosas ou novidades, podem ser uma armadilha para implantar um vírus ou um código malicioso no computador ou smartphone do usuário. Acesse aqui.

Um dos perigos são mensagens pedindo informações sobre o usuário, como dados pessoais, financeiros e bancários. Também é o caso de aplicativos e sites que prometem fazer testes online visando atestar se a pessoa está ou não infectada.

 

*Agência Brasil