Número de mortes por gripe no RS sobe para 63, aponta relatório da Secretaria da Saúde

Casos foram registrados em Três Passos, Hulha Negra, Caxias do Sul, São Sepé, Santa Maria e Porto Alegre

Foto: saASAS

Mesmo com o fim do inverno, o Rio Grande do Sul registrou mais sete mortes por gripe A. Em relatório divulgado pela Secretaria da Saúde na quinta (17), 63 pessoas morreram este ano em consequência do vírus Influenza.

As vítimas foram uma criança entre um e quatro anos e seis adultos com mais de 40 anos. Os novos casos de óbitos foram registrados em Três Passos, Hulha Negra, Caxias do Sul, São Sepé, Santa Maria e Porto Alegre.

As mortes ocorreram em Porto Alegre (16), Canoas (8), Nova Santa Rita (1), São Francisco de Paula (1), São Leopoldo (1), Sapiranga (1), Três Coroas (2), Barra do Ribeiro (1), Guaíba (1), Viamão (1), Capão do Leão (1), Rio Grande (1), São Lourenço do Sul (1), Garibaldi (1), Gramado (1), Pinhal da Serra (1), Não-me-Toque (1), Passo Fundo (2), Carazinho (1), Bagé (1), Caçapava do Sul (1), Alegrete (1), São Gabriel (1), Santo Ângelo (2), São Luiz Gonzaga (1), Giruá (1), Santa Rosa (1), Panambi (1), Três Cachoeiras (1), Torres (2), Tramandaí (1), Três Passos (2), Caxias do Sul (1), São Sepé (1), Santa Maria (1), Hulha Negra (1) e Vale do Sol (1).

 

SMS de Crissiumal emite nota sobre detecção precoce do câncer de mama e prevenção primária dos cânceres

A Secretaria Municipal de Saúde de Crissiumal, emitiu uma nota que trata-se da prevenção do câncer de mama e demais cânceres. “Tendo em vista que o acesso a consultas e exames às Unidades, são disponibilizados diariamente, basta fazer seu agendamento. Porém, o que mais preocupa os profissionais de saúde é o próprio cuidado que o paciente deve ter e, assim, evitar o adoecimento e até mesmo o câncer” – reforça a secretária municipal de saúde Suelen Cocco.

O Ministério da Saúde recomenda que a mamografia de rastreamento (exame realizado quando não há sinais nem sintomas suspeitos) seja ofertada para mulheres entre 50 e 69 anos, a cada dois anos.

O Ministério da Saúde recomenda que os seguintes sinais e sintomas sejam considerados como de referência urgente para serviços de diagnóstico mamário:

  • Qualquer nódulo mamário em mulheres com mais de 50 anos.
  • Nódulo mamário em mulheres com mais de 30 anos, que persistem por mais de um ciclo menstrual.
  • Nódulo mamário de consistência endurecida e fixo ou que vem aumentando de tamanho, em mulheres adultas de qualquer idade.
  • Descarga papilar sanguinolenta unilateral.
  • Lesão eczematosa da pele que não responde a tratamentos tópicos.
  • Homens com mais de 50 anos com tumoração palpável unilateral.
  • Presença de linfadenopatia axilar.
  • Aumento progressivo do tamanho da mama com a presença de sinais de edema, como pele com aspecto de casca de laranja.
  • Retração na pele da mama.
  • Mudança no formato do mamilo.

Mulheres deverão agendar sua mamografia e exame de preventivo do colo uterino com o seu agente comunitário de saúde. No mês de outubro as Unidades de Saúde estão realizando essas atividades em horário diferenciado. Dia 30/10 as 14hs Caminhada do Outubro Rosa/ Novembro Azul saída em frente ao Posto de Saúde.

Tem como prevenir o câncer de mama? Sim, e não só o de mama, mas de cânceres em geral. A prevenção primária do câncer engloba ações já comprovadas. Isso inclui evitar a exposição aos fatores de risco de câncer e a adoção de um modo de vida saudável. O INCA recomenda:

Não fume!

Essa é a regra mais importante para prevenir o câncer, principalmente os de pulmão, cavidade oral, laringe, faringe e esôfago. Ao fumar, são liberadas no ambiente mais de 4.700 substâncias tóxicas e cancerígenas que são inaladas por fumantes e não fumantes.

Alimentação saudável protege contra o câncer.

Uma ingestão rica em alimentos de origem vegetal como frutas, legumes, verduras, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, e pobre em alimentos ultraprocessados, como aqueles prontos para consumo ou prontos para aquecer e bebidas adoçadas, pode prevenir o câncer.

Mantenha o peso corporal adequado.

Umas das principais formas de evitar o câncer é ter uma alimentação saudável, ser fisicamente ativo e manter o peso corporal adequado. Estar acima do peso aumenta as chances de desenvolver câncer.

Pratique atividades físicas.

Você pode, por exemplo, caminhar, dançar, trocar o elevador pelas escadas, levar o cachorro para passear, cuidar da casa ou do jardim ou buscar modalidades como a corrida de rua, ginástica, musculação, entre outras.  Enfim, é possível encaixar a atividade física na rotina de cada um, seja através do deslocamento ativo indo ao trabalho ou outras atividades caminhando ou de bicicleta, são diferentes possibilidades.

Amamente.

O aleitamento materno é a primeira ação de alimentação saudável. A amamentação até os dois anos ou mais, sendo exclusiva até os seis meses de vida da criança, protege as mães contra o câncer de mama e as crianças contra a obesidade infantil. A partir de seis meses da criança, deve-se complementar a amamentação conforme a dica sobre Alimentação saudável e proteção contra o câncer.

Mulheres entre 25 e 64 anos devem fazer o exame preventivo do câncer do colo do útero

As alterações das células do colo do útero são descobertas facilmente no exame preventivo e são curáveis na quase totalidade dos casos. Por isso, é importante a realização periódica deste exame. Tão importante quanto fazer o exame é saber o resultado, seguir as orientações médicas e o tratamento indicado.

Vacine contra o HPV as meninas de 9 a 14 anos e os meninos de 11 a 14 anos.

A vacinação contra o HPV, disponível no SUS, e o exame preventivo (Papanicolaou) se complementam como ações de prevenção do câncer do colo do útero. Mesmo as mulheres vacinadas, quando chegarem aos 25 anos, deverão iniciar a rotina do papanicolau pois a vacina não protege contra todos os subtipos do HPV.

Vacine contra a Hepatite B.

O câncer de fígado está relacionado à infecção pelo vírus causador da hepatite B e a vacina é um importante meio de prevenção deste câncer. O Ministério da Saúde disponibiliza nos postos de saúde do País a vacina contra esse vírus para pessoas de todas as idades.

Evite a ingestão de bebidas alcoólicas.

Seu consumo, em qualquer quantidade, contribui para o risco de desenvolver câncer. Além disso, combinar bebidas alcoólicas com o tabaco aumenta a possibilidade do surgimento da doença.

Evite comer carne processada.

Carnes processadas como presunto, salsicha, linguiça, bacon, salame, mortadela, peito de peru  podem aumentar a chance de desenvolver câncer. Os conservantes (como os nitritos e nitratos) podem provocar o surgimento de câncer de intestino (cólon e reto) e o sal provocar o de estômago.

Evite a exposição ao sol entre 10h e 16h, e use sempre proteção adequada, como chapéu, barraca e protetor solar, inclusive nos lábios.

Se for inevitável a exposição ao sol durante a jornada de trabalho, use chapéu de aba larga, camisa de manga longa e calça comprida.

Evite exposição a agentes cancerígenos no trabalho.

Agentes químicos, físicos e biológicos ou suas combinações são causas bem conhecidas de câncer relacionado ao trabalho, e evitar ou diminuir a exposição a estes agentes seria o ideal e desejável.

 

Por: SMS – Prefeitura de Crissiumal

Crissiumal: Dia D da campanha de vacinação contra o sarampo acontece neste sábado

Pais devem levar a carteirinha de vacina dos seus filhos para conferência

Acontecerá no sábado, dia 19 de outubro, o Dia D da Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo. Neste dia, o Posto Central de Saúde de Crissiumal estará aberto das 8 às 17 horas, sem fechar ao meio-dia.

Nesta etapa, serão imunizadas crianças a partir dos 6 meses de idade a menores de 5 anos. Portanto, os pais ou responsáveis deverão procurar as salas de vacinação, munidos com a Carteirinha de Vacina da criança, para avaliar a sua situação vacinal contra o sarampo.

A responsável pelo Programa de Imunizações da Secretaria Municipal de Saúde, enfermeira Maria Helena, ressalta sobre a importância da conferência da Carteirinha de Vacina da criança; e que somente serão imunizadas as crianças que não estiverem com a Carteirinha atualizada, ou seja, que estejam com dose faltante da vacina contra o Sarampo.

O Sarampo é uma doença infecciosa grave, altamente contagiosa e a única maneira de evitar é a vacina. Proteja seus filhos. Vacine!

A Campanha, que teve início no dia 7 de outubro, segue até o próximo dia 25.

 

Por: Andréia Cristina Queiroz

Programa de Dação de Imóveis destinará R$ 480 milhões para dívidas de saúde com municípios

Foto: Ascom Saam

O Programa de Dação de Imóveis para pagamento de dívidas do Estado com os municípios deve começar em novembro deste ano. Na primeira etapa, quitará dívidas não empenhadas na área da saúde que somam R$ 480 milhões. “O governador colocou como objetivo priorizar a saúde, por isso o programa vai contemplar primeiro a saúde, mas a ideia é ampliar depois para outras áreas”, destacou o secretário de Articulação e Apoio aos Municípios, Agostinho Meirelles, na manhã desta quinta-feira (17/10), em Porto Alegre, durante a primeira reunião do grupo de trabalho (GT) criado para tratar do tema.

O segundo encontro do GT, que é formado por representantes de quatro pastas estaduais e quatro membros da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), está previsto para a próxima semana com a presença do governador Eduardo Leite. A partir dessa reunião, deve ser definida a data de envio para a Assembléia Legislativa das alterações legislativas necessárias para implementar o programa. Assim que aprovadas, podem ocorrer o lançamento, a divulgação e o início da operação aos municípios interessados. “Se o programa tiver sucesso, só no ano de 2019 o Rio Grande do Sul encaminhará uma solução para dívidas da saúde do passado de quase R$ 1 bilhão”, reforçou Agostinho.

A reunião deu seguimento ao protocolo de intenções firmado em julho, durante a posse da nova diretoria da Famurs, em Bento Gonçalves. “A Famurs tem sido uma parceira não apenas do governo, mas do Estado do Rio Grande do Sul, e juntos, neste programa, poderemos minimizar problemas enfrentados pelos municípios gaúchos”, salientou Agostinho.

Estiveram presentes no encontro a secretária da Saúde, Arita Bergmann, o presidente da Famurs, Dudu Freire, o prefeito de Bento Gonçalves, Guilherme Pasin, além de integrantes da Casa Civil, da Procuradoria-Geral do Estado e das secretarias de Articulação e Apoio aos Municípios, de Planejamento, Orçamento e Gestão, da Saúde e da Fazenda.

Texto: Caco da Motta/Ascom Saam

SUS passa a ofertar medicamento para Doença de Pompe

Pacientes diagnosticados com a doença de pompe, que é rara, terão à disposição terapia que melhora qualidade de vida

Os pacientes com a doença rara chamada Doença de Pompe passam a contar com uma nova terapia no Sistema Único de Saúde (SUS). Única no mundo para a doença, a terapia medicamentosa alfa-glicosidase estará disponível para pacientes com a forma precoce da doença. Nesses casos, os sintomas aparecem antes de 12 meses de vida. O medicamento estará disponível em até 180 dias no SUS e pode aumentar a expectativa de vida desses pacientes e reduzir a velocidade de progressão da doença. A portaria que incorpora a alfa-glicosidase no SUS foi publicada nesta quinta-feira (17) no Diário Oficial da União (DOU).

Para orientar os profissionais de saúde sobre a linha de cuidado para diagnóstico e tratamento da Doença de Pompe, o Ministério da Saúde está elaborando um Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT). O documento irá definir como os pacientes terão acesso à terapia e o acompanhamento com médicos, fisioterapeutas e demais profissionais da saúde.

A Doença de Pompe é causada por um gene defeituoso, que gera deficiência de uma enzina (alfa-glicosidase) que auxilia no funcionamento dos músculos. E, diante da produção reduzida ou mesmo da sua falta total, as células musculares não conseguem a energia necessária, levando a destruição do tecido muscular. Por isso, os pacientes possuem, principalmente, fraqueza muscular. Outros sintomas são dificuldades respiratórias, cardíacas e alimentares, além de atraso no desenvolvimento motor. Em pacientes com a forma precoce, também é observado aumento no tamanho do coração, além de outras complicações.

O medicamento que passa a ser ofertado no SUS age como reposição enzimática para esses pacientes, que têm deficiência genética na produção da alfa-glicosidase e, desta forma, diminui os sintomas da falta dessa enzima no organismo. Os pacientes devem fazer uso do medicamento durante toda a vida.

Tratamento no SUS para Doença de Pompe

A doença não tem cura, mas pode ser controlada. Como alternativa terapêutica, atualmente, o paciente diagnosticado com a doença é acompanhado no SUS por equipe especializada, com sessões de fisioterapia, cirurgias das contraturas articulares para diminuir a rigidez articular, suporte nutricional e alimentar, além de cuidados respiratórios e, quando necessário a traqueostomia que pode elevar a qualidade e o tempo de vida dos pacientes.

Pela primeira vez, os pacientes com a Doença de Pompe terão no SUS a terapia específica de reposição enzimática. A incorporação da técnica foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) que analisou estudos e verificou resultados positivos para os casos precoces da doença, como aumento do tempo para início da ventilação mecânica (equipamento que auxilia na respiração) e maior sobrevida.

A Conitec é responsável por avaliar a inclusão de novos tratamentos no SUS, a partir de evidências que consideram eficácia, efetividade e segurança, além da avaliação econômica comparativa dos benefícios e dos custos em relação às tecnologias já existentes, acompanhada de regras precisas quanto à indicação e uso. Isso permite orientar adequadamente a conduta dos profissionais de saúde, além de garantir a segurança dos pacientes.

Atualmente, existem cerca de 8 mil tipos de doenças raras no mundo, muitas delas ainda sem informações científicas que apontem causas, sintomas e tratamento. Segundo a Organização Mundial de Saúde, são consideradas raras as doenças que afetam cerca de 65 em cada 100 mil pessoas.

Fonte: Agência Saúde -M.S.

 

Senado aprova obrigação de exame em 30 dias para diagnóstico de câncer

Matéria segue para sanção presidencial

O Senado aprovou na quarta-feira (16) o projeto de lei que fixa prazo de 30 dias para a realização de exames de diagnóstico de câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A matéria segue para sanção presidencial.

O texto estabelece um limite de até 30 dias para realização dos exames necessários nos casos em que tumores cancerígenos sejam a principal hipótese do médico. O prazo somente será aplicado quando houver solicitação fundamentada do médico responsável.

O dispositivo altera a lei atual, que estabelece o início do tratamento pelo SUS em no máximo 60 dias a partir do diagnóstico do câncer (Lei 12.732/12).

O relator da matéria na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), senador Nelsinho Trad (PSD-MS), ressaltou que o tempo de identificação da doença impacta no tratamento e na sobrevida do paciente.

“Casos mais avançados, mesmo que submetidos ao melhor e mais caro tratamento disponível, têm chance muito menor de cura ou de longa sobrevida, quando comparados aos casos detectados e tratados ainda no início. Em resumo, o momento da detecção do câncer impacta decisivamente a sua letalidade, ou seja, o percentual de pessoas acometidas que vêm a falecer por causa da doença”, disse Trad.

O senador citou que estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), durante o ano de 2018, indicam que ocorreram 300.140 novos casos de neoplasia maligna entre os homens e 282.450 entre as mulheres. Os últimos dados de mortalidade por câncer disponíveis são que 107.470 homens morreram por ano pela doença e 90.228 mulheres. Segundo Trad, são números realmente expressivos, que geram preocupação nas autoridades sanitárias.

“Sabe-se que o mais importante gargalo para a confirmação do diagnóstico de câncer está na realização dos exames complementares necessários, em especial dos exames anatomopatológicos, sem os quais não é possível dar início aos regimes terapêuticos estabelecidos”, disse o parlamentar.

 

*Agência Brasil

Pesquisadores brasileiros testam canabidiol em tratamento de viciados em crack

Segundo a professora da UnB e pesquisadora Andrea Gallassi, a substância tem potencial para amenizar a abstinência da droga

A professora da Universidade de Brasília (UnB) e coordenadora do Centro de Referência sobre Drogas e Vulnerabilidades Associadas, Andrea Gallassi, tem testado os efeitos do canabidiol, substância derivada da Cannabis sativa, conhecida como maconha, no tratamento de pessoas viciadas em crack. Atualmente, no mundo inteiro, este estudo só está sendo feito em dois lugares: aqui, no Brasil, em Brasília, e no Canadá.

Segundo a pesquisadora, toda a sua trajetória acadêmica, como o mestrado, o doutorado e o pós-doutorado, além da atuação clínica, que sempre foi voltada para usuários de drogas. Porém, com os avanços da medicina canabinóide, há quatros anos, Andrea teve a ideia de fazer um estudo para avaliar o uso do canabidiol para as pessoas dependentes de crack.

Ao longo destes anos todos, ela percebeu quais eram os sintomas e quais eram as maiores dificuldades que esses pacientes tinham. Foi aí que a pesquisadora constatou que eles até tentavam parar, mas a abstinência do crack, era tão grande, que faziam eles terem recaídas, e, novamente, voltavam a usar a droga.

Somado a isso, os efeitos positivos do uso do canabidiol fizeram Andrea perceber que a substância derivada da Cannabis sativa tem o potencial para amenizar alguns sintomas, como a ansiedade, a falta de apetite, insônia e o desejo por crack.

Andrea e outros pesquisadores decidiram verificar, cientificamente, se, de fato, haveria uma melhora desses sintomas com o uso do canabidiol por meio de um ensaio clínico. Neste estudo, para saber, testar e afirmar que na amostra de pacientes o efeito foi positivo ou não, é preciso ter um grupo que use o medicamento testado, neste caso o canabidiol, e o outro grupo que faça o tratamento convencional, que é feito com antidepressivo, calmante e um estabilizador de humor.

Detalhe: nenhum deles vão ser informados sobre quais foram os medicamentos que eles ingeriram! Até aí, sem problemas, pois eles autorizaram não ficarem sabendo qual seria o tratamento que iriam receber.

“O óleo placebo é óleo de coco com aroma de morango. Por quê? Porque o óleo de canabidiol, a base dele, para diluir o canabidiol, é óleo de coco e tem uma essência de morango. A gente fez exatamente para ficar muito parecido”, comenta a pesquisadora.

O problema é que a substância que é usada na pesquisa, o canabidiol, não é vendida no Brasil; e foi aí que começou todo o processo para viabilizar a importação do óleo. Segundo a professora da UnB, Andrea Gallassi, o estudo teve todo o apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa.

“Eu tenho essas duas autorizações, que são as autorizações necessárias, junto à Anvisa, pela simples razão de que se trata de um medicamento de uso controlado e que a gente não tem no Brasil, a gente tem que importar. Então, quem me dá autorização para importação é a Anvisa”, disse.

No total, o estudo foi desenhado para atender 80 dependentes em crack. O recrutamento dos participantes começou em agosto. De lá, para cá, já foram abertos alguns grupos, que já começaram o tratamento, mas, as inscrições ainda estão abertas, e vão se encerrar no final de outubro.

Além disso, segundo a professora da Universidade de Brasília (UnB), existe uma equipe multidisciplinar cuidando destas pessoas, sem contar que eles ganham as passagens para ir até a UnB, uma vez por semana, para pegar a medicação. Afinal, os medicamentos não são dados de uma só vez.

“O transporte a gente reembolsa. O dinheiro é todo da pesquisa. Isso tudo é financiado Pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal, a FAPDF, é tudo recurso público, né; a pesquisa é aprovada pelo Comitê de Ética da UnB, pelo Comitê de Ética da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Esta pesquisa, assim, ela concorreu a um edital e aí eu fui contemplada no edital, né? Eu consegui o recurso para poder executar”, conta.

A médica e consultora técnica em terapia canabinóide, da Academia Internacional de Cannabis, doutora Carolina Nocetti, apoia a iniciativa.

“Você deixar de usar ou usar menos o crack para usar um produto seguro é algo benéfico para o paciente. Existe, já documentado em literatura, que o canabidiol ajuda na parte de ansiedade, ajuda no sono, né, em alguns outros sintomas, que esses pacientes podem se beneficiar, de ter esse apoio terapêutico. Então eu vejo como positivo sim”, afirma.

No mês de julho deste ano, o presidente da Anvisa, William Dib, disse em um debate na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, que o intuito da Anvisa é discutir o registro e a qualidade de produto medicinal, não o uso recreativo da maconha.

“Se não fosse a classe médica fazer pesquisas, estudos, e disseminar o uso, provavelmente a Anvisa não estaria aqui discutindo e fazendo consulta pública para regulamentar aquilo que foi definido por lei. A Anvisa não discute o uso recreativo. A Anvisa não discute recreação e não discute liberação de droga. A Anvisa discute registro e qualidade de produto medicinal”, pondera.

Outra novidade é que a partir do início deste mês, pacientes em tratamento de saúde, que tenham sido orientados a usarem o canabidiol, podem solicitar a importação de produtos feitos à base da substância por meio de um formulário eletrônico.

Esse novo guia de importação mediante prescrição de profissional de saúde legalmente habilitado deve ser preenchido no portal www.gov.br, pelo paciente ou por um representante legal devidamente constituído.

A autorização vale por ano e, durante esse período, os pacientes ou seus responsáveis legais podem importar o produto autorizado. Para isso, basta apresentar a prescrição médica com o quantitativo previsto para o tratamento diretamente nos postos da Anvisa localizados nos aeroportos e nas áreas de fronteiras.

As pessoas interessadas em participar do tratamento devem entrar em contato pelo número (061) 99996-7060. A pessoa pode ligar a cobrar ou até mesmo mandar um WhatsApp. Aí é preciso agendar um horário e depois ir ao Campus UnB Ceilândia para passar por todos os procedimentos.

Fonte: Agência do Rádio

Dois novos casos de sarampo são confirmados no RS

Dois novos casos de sarampo foram confirmados nesta semana pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), totalizando 15 diagnósticos da doença no Rio Grande do Sul em 2019. Os novos casos foram registrados em Ijuí, no noroeste do Estado, e em Gravataí, na Região Metropolitana.

Segundo informações da Secretaria Estadual da Saúde, o morador de Ijuí havia viajado ao Paraguai e a mulher de Gravataí é mãe de um bebê que já havia tido a doença confirmada na semana passada. Do total de casos confirmados no Rio Grande do Sul, a maioria é residente em Porto Alegre, com oito diagnósticos. Houve registros também em Cachoeirinha e Dois Irmãos, além de Ijuí e Gravataí.

Atualmente, há 32 casos suspeitos de contaminação por sarampo sendo investigados no Estado. Em todo o Brasil, já são 5,4 mil casos registrados este ano, mais de 95% no Estado de São Paulo.

Como a vacina é o método mais eficaz de prevenir a doença, uma campanha nacional de atualização das vacinas para crianças de seis meses até cinco anos de idade começou esta semana e segue até o dia 25 de outubro. No sábado da próxima semana, dia 19, ocorrerá o Dia D de vacinação contra o sarampo, com a abertura extraordinária dos postos de saúde. A recomendação da Secretaria Estadual de Saúde é para que os cidadãos busquem informações em suas cidades sobre a disponibilidade de vacinas.

O sarampo é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus. Sua transmissão ocorre quando o doente tosse, fala, espirra ou respira próximo de outras pessoas. Qualquer indivíduo que apresentar febre e manchas no corpo acompanhadas de tosse, coriza ou conjuntivite deve procurar os serviços de saúde, principalmente aqueles que estiveram nos 30 dias anteriores em viagem a locais com circulação do vírus. Casos suspeitos devem ser informados imediatamente às Secretarias Municipais de Saúde ou para o Disque Vigilância, pelo telefone 150.

Situação epidemiológica do sarampo no RS

  • Casos notificados: 381
  • Casos descartados: 334 (87,7%)
  • Casos confirmados: 15 (3,9%)
  • Em investigação: 32 (8,4%)

Casos por Faixa Etária

  • Menor de 1 ano: 3 casos (20%)
  • Entre 15 e 19 anos: 5 casos (33,3%)
  • Entre 20 e 29 anos: 4 casos (26,6%)
  • Entre 30 e 39 anos: 2 casos (13,3%)
  • Maior de 50 anos: 1 caso (6,6%)

Casos por município de residência

  • Porto Alegre: 8 casos
  • Gravataí: 3 casos
  • Cachoeirinha: 2 casos
  • Dois Irmãos: 1 caso
  • Ijuí: 1 caso

 

Fonte: ZH

Anvisa emite alerta sobre uso de ondansetrona por grávidas

Estudos indicam que o remédio pode estar ligado a malformações fetais

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta para que profissionais prescritores tenham cautela ao indicar ondansetrona a mulheres no primeiro trimestre de gravidez. A agência investiga se o medicamento causa malformação do bebê. Após a conclusão dos estudos, há a possibilidade de contraindicar o uso desse medicamento por mulheres grávidas.

O alerta da Anvisa cita um estudo que comparou 88.467 mulheres expostas à ondansetrona durante o primeiro trimestre de gravidez com 1.727.947 mulheres não expostas à substância. O resultado foi de três casos adicionais, 14 contra 11, de defeitos de fechamento orofacial identificados para cada 10 mil nascimentos de descendentes de mulheres expostas, principalmente relacionados à ocorrência de casos de fissura palatina.

Segundo a Anvisa, o mecanismo pelo qual a ondansetrona pode interferir na gravidez é desconhecido. Dessa forma, a segurança de uso desse medicamento durante o segundo e o terceiro trimestres de gravidez também não está estabelecida.

Diante dessas informações, a agência diz que analisa a possibilidade de se alterar esse medicamento para a categoria D de risco na gravidez, categoria em que há evidências positivas de risco fetal humano, no entanto os benefícios potenciais para a mulher podem, eventualmente, justificar o risco.

Atualmente, esse medicamento pertence à categoria B de gravidez, ou seja, não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Tratamento de náuseas

A ondansetrona é um medicamento indicado na prevenção e no tratamento de náuseas e vômitos em geral, especialmente os casos induzidos por quimioterapia ou radioterapia e os relacionados ao pós-operatório.

Nos casos de uso da ondansetrona por mulheres em idade fértil, a Anvisa orienta que deve ser recomendado o uso de medidas contraceptivas eficazes. Além disso, os profissionais de saúde devem informar todas as mulheres em idade fértil, que estão em tratamento com ondansetrona, sobre o risco de esse medicamento ocasionar uma malformação congênita, especialmente no primeiro trimestre de gravidez.

A anvisa orienta pacientes que se enquadram nas características descritivas devem procurar orientação junto ao profissional de saúde. A Agência informa ainda que monitora continuamente os medicamentos e solicita aos profissionais de saúde e pacientes que notifiquem os eventos adversos ocorridos com o uso de qualquer medicamento por meio do sistema VigiMed.

Fonte: Agência Brasil

Três Passos conquista novamente o 1º lugar em Saúde Bucal no Estado

Pelo segundo ano consecutivo Três Passos fica em 1º lugar na etapa Estadual – categoria até 20.001 a 50.000 habitantes do Prêmio Nacional CFO de Saúde Bucal, conferido pelo Conselho Regional de Odontologia (CRO/RS).

O prêmio reconhece e valoriza, anualmente, iniciativas e profissionais que priorizam a qualidade do atendimento odontológico prestado à população na rede pública de saúde.

A Saúde Bucal bem estruturada do Município, com consultórios odontológicos bem equipados, equipes compostas por cirurgiões dentistas e auxiliares de saúde bucal, além dos profissionais qualificados e atuantes que desenvolvem diversas ações na área, são quesitos que levaram Três Passos a conquistar a etapa estadual.

O prefeito José Carlos Amaral ressalta que o recebimento de mais esse reconhecimento é o resultado do trabalho e da dedicação, tanto das equipes de saúde bucal, quanto da gestão do município para a melhoria constante do serviço prestado à população. “Nosso objetivo é entregar aos trespassenses serviços públicos de qualidade, e temos conseguido, prova disso são os inúmeros reconhecimentos que viemos recebendo nas mais diversas áreas”, ponderou.

O Prêmio Estadual de Saúde Bucal vai ser entregue ao município no dia 24 de outubro, na sede do CRO/RS, quando acontece as comemorações pelo Dia do Cirurgião-dentista.

Categorias / vencedores Etapa Estadual/Pontuação

Até 20.000 habitantes                    Caiçara                     70 pontos

20.001 a 50.000 habitantes           Três Passos              77 pontos

50.001 a 100.000 habitantes         Esteio                        67 pontos

100.001 a 500.000 habitantes       Erechim                     65.5 pontos

+ de 500.000 habitantes                 Caxias do Sul           81.5 pontos

 

Por: Elenara de Oliveira