Obras do Hospital Público Regional de Palmeira das Missões entram na fase final

A previsão é de que a casa de saúde comece a funcionar em 2022 com atendimento 100% SUS

Estão na fase final as obras estruturais do prédio do Hospital Público Regional (HPR), em construção no km 1 da BR 468, em Palmeira das Missões, no Norte gaúcho. O coordenador do projeto de implantação da casa de saúde, Gesiel Serra, informou que atualmente 300 pessoas trabalham no local e a previsão é de contratar mais trabalhadores. Ele explica que, a partir de agora, inicia-se a fase de acabamento e estrutura interna, onde deverão funcionar os diversos setores do hospital, que atenderá pacientes de 72 municípios das regiões Norte e Noroeste do Estado. O prédio começou a ser construído em maio de 2019.

O coordenador do projeto informou ainda que, mesmo durante a pandemia, as obras seguem normalmente, com os cuidados para proteger os trabalhadores. “Seguimos os diversos protocolos quanto ao distanciamento, uso de máscaras e álcool em gel, além de outras medidas, como a realização de testes, e tudo se encaminhou de forma muito positiva”, explica.

O prefeito de Palmeira das Missões, Eduardo Russomano Freire, disse que a previsão é de que a casa de saúde comece a funcionar em 2022, inicialmente com algumas especialidades. “A meta é que o hospital esteja funcionando de forma plena, com todas as especialidades, no ano de 2025”, destaca.

Na construção, estão sendo aplicados R$ 115 milhões: R$ 111 milhões do Ministério da Saúde e R$ 4 milhões do município. O complexo hospitalar terá 224 leitos, sendo 39 deles de UTI e 180 de internação, além de cinco berçários para cuidados intermediários. O atendimento será 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Fonte: Agostinho Piovesan/ Correio do Povo

Covid-19: site da Saúde tem dados de repasses a estados e municípios

Localiza SUS traz informações financeiras, de leitos e de medicamentos

O Ministério da Saúde criou um site para divulgar compras realizadas para apoio a estados e municípios em ações de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. O site, batizado de Localiza SUS, reúne informações sobre recursos despendidos e materiais adquiridos.

A página traz a execução do orçamento da pasta e de recursos cujo crédito foi aberto para iniciativas de combate à covid-19. A dotação atualizada nesta terça (8) estava em R$ 41,2 bilhões. Já o montante executado foi de R$ 28,7 bilhões. Há também a informação da dotação já empenhada (R$ 31,315 bilhões) e o crédito disponível disponível (R$ 9,866 bilhões).

Em entrevistas coletivas nos últimos dias, os integrantes do MS justificaram o recurso não gasto por se tratar de processos de contratação em andamento, de programas que dependem da adesão de municípios (como a contratação de profissionais pelo projeto Brasil Conta Comigo ou os Centros de Atendimento à população).

O chamado Painel Financeiro mostra o orçamento total do órgão, a parcela destinada à covid-19 e os repasses por região e estados.

Ao site foi integrado o painel de leitos habilitados, termo utilizado quando o ministério arca com recursos de custeio dessas estruturas. Até hoje, haviam sido habilitados 12.827 leitos, enquanto outros 577 ainda estavam em análise.

Da mesma forma, o site registra o balanço de respiradores adquiridos e repassados a estados e municípios. O número mais atualizado dava conta de 10.811 aparelhos deste tipo comprados pelo ministério, sendo 5.552 de unidade de terapia intensiva (UTI) e 5.259 de transporte.

Também é possível conferir atualizações sobre medicamentos. No painel, são disponibilizados dados sobre cloroquina e oseltamivir. Até o momento, a primeira teve 5,6 milhões de unidades repassadas. O segundo, 14,7 milhões.

O Localiza SUS conta também com painéis com informações sobre testes, vacinas, equipamentos de proteção individual (EPIs) e compras e contratos. Na página também foram incluídos links para as áreas de balanço de casos e óbitos pela covid-19.

*Agência Brasil

Secretaria da Saúde repassa mais de R$ 100 milhões para hospitais

Cerca de 200 hospitais do Rio Grande do Sul receberam, entre quinta (3/9) e sexta-feira (4/9), R$ 103 milhões para prestar serviços à população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Deste valor, R$ 78 milhões são referentes ao custeio de serviços hospitalares de média e alta complexidade (Teto Mac) e custeio de serviços na área de nefrologia. Os recursos são provenientes do Ministério da Saúde e repassados na integralidade às instituições hospitalares que oferecem esses serviços.

Na quinta-feira, foram pagos R$ 25 milhões em incentivos estaduais aos hospitais públicos e próprios do Estado. O valor é proveniente do Tesouro do Estado e garante a oferta de serviços como porta de entrada para urgência e emergência, plantões presenciais em algumas especialidades prioritárias, atendimento a gestantes de alto risco e rede de atenção ao parto e saúde mental, entre outros.

Com estes pagamentos, o governo do Estado mantém a regularidade dos repasses na área da Saúde, uma das prioridades desde o início da gestão atual.

Acompanhe os pagamentos aos hospitais no site da SES.

Texto: Ascom SES
Edição: Secom

Dispositivo portátil pode realizar teste da covid-19 com menor custo

Equipamento foi desenvolvido por pesquisadores da Fiocruz

Está em processo de certificação na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) um novo dispositivo portátil que pode realizar diagnóstico molecular da covid-19 com estrutura laboratorial menos complexa. O equipamento foi desenvolvido por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da empresa Visuri e poderia reduzir o custo e o tempo para a realização de testes com segurança semelhante à técnica padrão ouro RT-PCR.

Chamado de OmniLAMP, o dispositivo utiliza a técnica RT-LAMP e detecta o RNA viral em amostras recolhidas do nariz e da garganta da pessoa que será testada. Amostras positivas geram um sinal colorido que é interpretado pelo software do dispositivo, que é conectado aos servidores da Visuri na internet e monitorado por meio de georreferenciamento. Os dados coletados são armazenados em nuvem e permitem a geração de relatórios para acompanhamento da pandemia.

Segundo os pesquisadores, o resultado do teste molecular pode ser acessado em um aplicativo de celular em 30 minutos, enquanto outras técnicas têm um processo que leva até seis horas entre a extração das amostras e a liberação do resultado.

Os cientistas acrescentam que o dispositivo portátil utiliza estrutura laboratorial de baixa complexidade, o que permite a descentralização das testagens para laboratórios menores. Testes clínicos do equipamento apontaram para uma sensibilidade de 97% e uma especificidade de 100%, o que, segundo a Fiocruz, dá confiabilidade ao resultado.

A pesquisa para desenvolver o OmniLAMP é anterior à pandemia da covid-19 e começou em 2018, com foco no diagnóstico de dengue, zika e chikungunya. Com a chegada do novo coronavírus, em março deste ano, os pesquisadores direcionaram os esforços para tornar o dispositivo capaz de identificar o SARS-CoV-2.

Enquanto aguardam a certificação pela Anvisa, as instituições envolvidas discutem como se dará a produção dos dispositivos e kits de teste. A Visuri vai produzir os dispositivos portáteis, enquanto o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) pode ficar responsável pela produção dos kits.

 

Fonte: Agência Brasil

Estudo brasileiro: corticoide reduz gravidade de efeitos da covid-19

Dexametasona mostrou resultados positivos em pacientes de UTI

Pesquisa feita por um grupo de hospitais e institutos de pesquisa brasileiros mostrou que o uso do antiinflamatório corticoide dexametasona diminui os dias com respiração artificial em pacientes adultos hospitalizados com síndrome respiratória aguda grave causada pela covid-19. O estudo foi publicado ontem (2) no periódico científico Journal of the American Medical Association (Jama).

Segundo a pesquisa, o número de dias fora do respirador artificial foi maior nos pacientes tratados com dexametasona (média de 6,6 dias) do que no grupo controle (média de 4 dias). O aumento de tempo fora do respirador artificial significa menor risco de complicações decorrentes da permanência nas unidades de tratamento intensivo (UTI), liberação de leitos e economia de recursos humanos e financeiros.

A pesquisa foi realizada pelo grupo Coalizão Covid-19 Brasil, formado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Hospital Sírio-Libanês, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa de São Paulo, Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet).

O estudo ocorreu de 17 de abril a 21 de julho. Participaram 299 pacientes com síndrome respiratória aguda grave causada pela covid-19, submetidos a ventilação mecânica (respiração artificial) em 41 UTIs brasileiras.

Por meio de sorteio, os pacientes receberam dexametasona e suporte clínico padrão (151 pacientes) ou apenas suporte clínico padrão (no grupo de controle, com 148 pacientes). A dexametasona foi usada por via endovenosa na dose de 20 miligramas (mg) durante 5 dias e 10 mg durante 5 dias.

Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a aplicação clínica da dexametasona é frequente, principalmente pelos efeitos anti-inflamatórios. Porém, sua ação pode provocar vários efeitos colaterais, os mais comuns a elevação da glicose do sangue, aumento da pressão arterial, ganho de peso, inchaço e, com uso prolongado, osteoporose e insuficiência suprarrenal.

De acordo com a pesquisa brasileira, não foi detectada evidência de risco maior no tratamento com dexametasona em relação a novas infecções, alterações da glicose e outros eventos adversos sérios. A droga, no entanto, só deve ser tomada por recomendação médica.

Fonte: Agência Brasil

Secretaria da Saúde regulamenta medidas de proteção em academias e clubes

A Secretaria da Saúde (SES) publicou a Portaria número 582/2020, que dispõe sobre medidas de prevenção da Covid-19 para as atividades esportivas e práticas corporais, profissionais ou não. Estão inclusos no dispositivo quaisquer estabelecimentos que envolvam exercícios físicos, práticas corporais ou desportivas, como academias de ginástica, dança, lutas marciais e afins, sejam públicos, privados ou comunitários, realizados em ambientes abertos ou fechados.

Entre as principais medidas elencadas no documento, estão priorizar atendimentos remotos ou ao ar livre; vedar contatos físicos; obedecer o limite de ocupação de acordo com a bandeira do Distanciamento Controlado vigente; disponibilizar álcool gel 70% para trabalhadores e clientes; fazer a higienização dos ambientes a cada três horas, ou dos objetos compartilhados a cada uso (como aparelhos de musculação, colchonetes e outros). Bolas não podem ser compartilhadas.

O texto ressalta a importância de promover mudanças no ambiente para evitar que pessoas fiquem muito perto umas das outras e também o incentivo ao cuidado pessoal, como pedir que cada pessoa leve poucos objetos pessoais, utilize garrafas individuais, não compartilhe toalhas, limpe regularmente o celular com álcool gel, mantenha unhas aparadas e cabelos presos, entre outras indicações.

Para o controle das pessoas que frequentam o local, a Portaria ainda indica manter uma lista de presença, com contatos de emergência atualizados. O uso de máscara é obrigatório, mesmo em ambientes abertos ou nos ambientes de piscina por aqueles que estiverem do lado de fora da água.

Sobre a circulação de pessoas, o texto traz a necessidade de definir corredores com fluxo em sentido único; suspender a utilização de catracas e relógios de ponto; desestimular o uso de elevadores; comunicar o distanciamento de uma pessoa a cada três degraus nas escadas rolantes; aferir a temperatura de todos que ingressarem no local; entre outros.

Trabalhadores em grupo de risco não deverão exercer atividades presenciais. Para os clientes nesses grupos, deverão ser ofertados horários exclusivos para eles. Os atendimentos deverão ser agendados.

As práticas esportivas em formato coletivo seguem vedadas, sendo que poderão ocorrer treinos individuais de lutas ou artes marciais.

• Clique aqui e acesse o texto completo da Portaria SES 582/2020 de 1°/9/2020.

Texto: Ascom SES
Edição: Secom

Coronavírus: Casos em Crissiumal sobem para 54

Quatro novos casos de coronavírus foram confirmados nesta quarta-feira (02/9) em Crissiumal conforme mostra o boletim diário da 17ª Coordenadoria Regional de Saúde de Ijuí ( abaixo). Já são 54 casos da doença.

 O Município atualizará nesta quinta-feira novas informações em seu boletim semanal.

A região R13 possui 1564 casos e 25 óbitos (um deles em Crissiumal).

Confira o boletim regional desta quarta:

Fonte: Rádio Metrópole

Crissiumal chega aos 50 casos de coronavírus

Informação foi confirmada pela 17ª Coordenadoria Regional da Saúde

Imagem Ilustrativa

Doze novos casos de Covid-19 foram confirmados em Crissiumal nesta terça-feira (01/9) segundo o boletim diário da 17ª Coordenadoria Regional de Saúde de Ijuí. O município possui agora 50 casos da doença.

A Secretaria da Saúde atualizará em seu boletim semanal na quinta-feira, informações mais completas incluindo o número de pacientes curados.

A região R13 possui 1530 casos e 25 óbitos ( um em Crissiumal).

Confira o boletim regional desta terça:

*Rádio Metrópole

Tutores de animais de estimação devem ficar atentos a produtos de limpeza

Os mais indicados são hipoclorito de sódio diluído e detergente

Neste momento em que o mundo enfrenta a pandemia da covid-19, a preocupação com a limpeza da residência para evitar a proliferação do vírus se intensificou. Os produtos utilizados são diversos, mas é preciso estar atento quando se tem um animal de estimação em casa.

No país, há pelo menos 141,6 milhões de animais de estimação nos lares. Desses, segundo o Instituto Pet Brasil, 55,1 milhões são cachorros e 24,7 milhões, gatos.

Há ainda as aves (40 milhões), peixes (19,4 milhões) e os répteis e pequenos mamíferos (2,4 milhões). Por isso, é necessário tomar cuidado, já que produtos tóxicos aos animais podem até causar a morte.

Segundo o médico veterinário e presidente da Comissão de Clínicos de Pequenos Animais do Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP), Márcio Mota, os produtos mais indicados para a limpeza geral da casa e a desinfecção são o hipoclorito de sódio diluído (na medida de uma parte para dez), detergente neutro ou uma solução de amônia quaternária, que pode ser encontrada em pet shops.

A terceira opção já é testada, sendo muito usada em clínicas, hospitais e consultórios veterinários, justamente por promover a limpeza sem oferecer riscos aos bichos.

“Todos esses produtos são efetivos contra o novo coronavírus. Com eles não se agride as patinhas, nem a pele. Temos que lembrar que os bichinhos deitam no chão e às vezes têm alguns problemas de pele por conta de produtos de limpeza. É preciso evitar os desinfetantes de modo geral e produtos muito fortes.  E sempre lembrar de armazenar em um local onde o animal não alcance, porque o cheiro pode atrair os animais que podem até ingerir o líquido, resultando em intoxicação, gastrite ou uma lesão gastrointestinal severa, até com queimaduras”, explicou.

O tutor deve ainda ficar atento aos sinais de uma possível ingestão de algum produto. Segundo o médico veterinário, quando ocorre a ingestão, normalmente o pet começa a salivar bastante, alguns vomitam ou tem diarréia (ambos com sangue), o que sinaliza intoxicação.

Na pele podem ocorrer alergias, com uma coceira muito forte e áreas avermelhadas, além do incômodo, que o animalzinho demonstra lambendo ou ficando muito inquieto.

As manchas podem ser observadas principalmente na região da barriga, do ânus e patinhas, que incham. “Aí é sinal de que tem alguma coisa errada e precisa procurar um médico veterinário para examinar e medicar”, ensina.

Passeio na rua

Uma das preocupações dos tutores é com os passeios na rua, já que, apesar de não pegarem nem transmitirem o novo coronavírus para o ser humano, os animais podem carregar o vírus nas patas e nos pelos e levá-lo para dentro de casa. Por isso, Mota ressaltou que é preciso fazer a higiene do cachorro todas as vezes em que ele for levado à rua.

Nesse caso é importante nunca usar o álcool gel, nem o álcool 70º no animal, porque ambos podem causar queimadura nos coxins, parte inferior da pata, e que ficam em contato com o chão (conhecidos popularmente como almofadinhas).

“O que temos recomendado é a solução de hipoclorito de sódio a 0,1%, que pode ser manipulada em um spray para borrifar e limpar depois com um lencinho. Pode-se ainda pedir para manipular a solução de hipoclorito em um lencinho umedecido e aí passa no pelo, pata e na parte traseira onde ele senta. Pode-se ainda usar a clorexedina ou o detergente neutro. Se for lavado, sempre enxaguar e secar muito bem para não deixar resíduo do produto”, afirmou.

Para os banhos, Mota indicou que os tutores procurem fazer em casa, mas, se não for possível, sempre levar em locais de confiança, que estão seguindo à risca todas as regras de biosegurança preconizadas pelo CRMV, Ministério da Saúde e órgãos responsáveis.

“Atentar para que o profissional que está dando o banho esteja de luva e máscara. Para quem vai usar o táxi dog, verificar a higienização das gaiolinhas. Mesmo assim, vale a pena limpar as patinhas na volta do banho e tosa”, disse o médico veterinário.

Gatos

Mota lembrou ainda que os gatos que saem para a rua também precisam ser higienizados quando voltam para casa.

Segundo ele, o ideal seria não deixar os felinos saírem sozinhos para passear, mas se não houver alternativa, é preciso higienizá-los da mesma maneira que é feita com os cães.

“É um pouco mais difícil porque às vezes o gato é mais arredio. O melhor é mesmo não deixar sair nesse e em nenhum período, porque, a partir do momento em que domesticamos o animal e ele é da nossa casa, ele não deve ficar perambulando por aí para não pegar nenhuma doença de gato ou não trazer o coronavírus”.

Fonte: Agência Brasil

Empresa brasileira vai produzir ventilador desenvolvido pela Nasa

Equipamento é utilizado no tratamento de pacientes da covid-19

Uma parceria da empresa de medicamentos brasileira Russer e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) vai permitir a produção de ventiladores pulmonares a partir de um projeto desenvolvido pela Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa). O equipamento é utilizado no tratamento de pacientes da covid-19, em quadros mais graves que precisam de apoio para garantir a respiração.

A homologação na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi obtida na semana passada. Inicialmente, a Russer deve produzir 300 ventiladores pulmonares por mês. Ainda não há previsão de quando o produto estará no mercado.

Segundo do diretor geral do Senai, Rafael Lucchesi, a vantagem do respirador é seu preço. Enquanto no mercado a média de preço está entre R$ 50 mil e R$ 60 mil, este deverá custar R$ 20 mil.

Além do preço, o projeto vai ampliar a produção nacional desse equipamento. “É uma vantagem robusta e vai ter uma cadeia nacionalizada de componentes e isso é importante para a produção”, disse Lucchesi.

O projeto teve início quando a empresa e o Senai entraram em uma chamada pública da Nasa para firmar parcerias visando a fabricação do aparelho, desenvolvido por engenheiros do Laboratório de Propulsão a Jato.

Foram selecionadas inicialmente 331 empresas de vários países. Em uma segunda rodada, ficaram 28 companhias, entre elas a Russer e o Senai. A Nasa não irá cobrar pelos royalties durante a pandemia.

O diretor geral do Senai disse que a entidade entrou no projeto quando identificou o gargalo da dificuldade de obtenção desse equipamento no mercado internacional diante da alta demanda por conta da conjuntura da pandemia.

“É um equipamento crítico da covid-19. É tradicional de uso nas UTIs [Unidades de Terapia Intensiva]. Ganhou fama porque esta doença infecciosa cria uma infecção no pulmão e é equipamento decisivo”, disse, à Agência Brasil.

*Agência Brasil