RS recebe R$ 213,2 milhões do governo federal para ampliar atendimento à população

Recursos serão destinados a 85 municípios que poderão ampliar consultas, exames e cirurgias para pacientes do SUS

O Rio Grande do Sul será contemplado com um repasse de R$ 213,2 milhões para ampliar a oferta de consultas, exames, cirurgias, além da aquisição de equipamentos que darão mais suporte às unidades de saúde do Estado. O anúncio do governo federal foi feito durante a realização da 55ª Cúpula do Mercosul, em Bento Gonçalves, nesta quinta-feira (5/12). O evento contou com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro.

O governador Eduardo Leite esteve presente no evento na Serra, como convidado, e celebrou o repasse. “É um aporte de recursos importante, que chega em um momento em que o Estado tem feito grande esforço para que a Saúde estadual melhore. Estamos colocando em dia pagamentos que estavam atrasados há quatro anos. Esse aporte certamente melhorará a prestação de serviços de saúde à população gaúcha”, afirmou. Leite espera que parte da verba seja repassada ainda neste ano, mas afirma que a maior parte do recurso chegará ao RS em 2020.

Como exemplo, o governador citou os R$ 36,6 milhões que serão destinados ao Hospital Regional de Santa Maria – as obras já foram concluídas, mas, por falta de equipamentos, o hospital ainda não está em funcionamento. Com o valor, será possível garantir a compra de materiais permanentes (gazes, seringas, algodão, agulha, luvas), além de aparelhos de raio X, hemodinâmica, respiratórios e camas hospitalares. Assim, a população de Santa Maria e da região Central passará a contar com mais um serviço público de saúde.

Outros R$ 42,1 milhões serão investidos na Atenção Primária, principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). Parte desse recurso – R$ 32,6 milhões – será enviado para a conta do Estado e dos municípios para que possam investir na abertura de academias da saúde, construção e reformas de Unidades de Saúde da Família.

Também está prevista a construção de Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e expansão dos serviços que compõe a estratégia Rede Cegonha. Os R$ 9,5 milhões restantes serão repassados por meio de emendas parlamentares. Esse valor também permitirá investimentos na Atenção Primária, garantindo mais acesso a consultas, exames e custeio de equipes de Saúde da Família.

Reforço na radioterapia

Mais R$ 94 milhões serão destinados à rede de urgência e emergência. Isso significa que os gestores poderão investir esses recursos na realização de cirurgias eletivas, transplantes, abertura de leitos hospitalares e de UTI, ampliando o acesso a serviços mais especializados na rede de saúde.

Desse total, R$ 14 milhões serão destinados por meio de emendas parlamentares aos municípios. Os outros R$ 80 milhões, ao custeio de serviços existentes, para que possam ampliar a oferta de atendimentos, além da abertura de um Centro Especializado em Reabilitação (CER) e de 258 leitos de UTI em mais de 20 municípios.

Pacientes que fazem tratamento oncológico também serão beneficiados com a compra de um acelerador linear para realização de radioterapia. Ambulâncias do Samu 192 passarão a receber recursos para garantir o funcionamento e a manutenção da frota. Esses R$ 80 milhões serão pagos em duas parcelas – a primeira, de R$ 20 milhões, será repassada ainda neste ano, e o restante, a partir de 2020.

Texto e edição: Secom

Consumo de cigarros ilegais cai no Brasil pelo segundo ano consecutivo

Estudo foi divulgado pelo Instituto Nacional de Câncer

O consumo de cigarros ilegais caiu no país pelo segundo ano consecutivo, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Em 2018, pouco menos de um terço dos cigarros no mercado brasileiro – 31,4% – eram ilegais. Esse percentual caiu em relação a 2017, quando era 38,5%.

Os números fazem parte do estudo Redução do Consumo de Cigarros Ilegais no Brasil: o que realmente significa?, publicado na revista científica Tobacco Control.

O levantamento mostra que o consumo de cigarros ilegais chegou a 39,7 bilhões de unidades em 2016, representando 42,8% do mercado total. Em 2017, houve uma queda e oe consumo chegou a 34,9 bilhões de unidades. No ano passado, continuou caindo, chegando a 26,2 bilhões de unidades.

Na análise do Inca, os resultados “evidenciam que não há um forte crescimento no consumo dos cigarros contrabandeados do Paraguai”, disse em nota.  “Ao contrário, os ilegais estão perdendo mercado para os legais.”

Ao contrário dos ilegais, o consumo de cigarros legais aumentou. Após atingir a marca de 53,1 bilhões de unidades em 2016, o consumo subiu para 55,8 bilhões em 2017 e seguiu a tendência de alta, chegando a 57,2 bilhões de unidades em 2018.

Aumento de preço

Diante desse cenário, o Inca sugeriu que o Brasil “aumente impostos e preços [dos cigarros], para dar continuidade à redução da epidemia de tabagismo no país”.

O Instituto considera grave o problema do contrabando de cigarros. Para esta questão, recomenda a implementação do Protocolo para Eliminar o Mercado Ilegal de Produtos de Tabaco, que é uma das medidas preconizadas pela Convenção-Quadro da Organização Mundial da Saúde (OMS) para Controle do Tabaco, promulgado pelo Brasil em 2018. Entre as medidas previstas no protocolo estão ações de segurança pública e aduanas.

De acordo com o Inca, o tabagismo é uma doença caracterizada pela dependência de nicotina, substância encontrada em todos os derivados de tabaco, como cigarro, charuto, cachimbo, cigarro de palha e narguilé. O tabagismo tem relação com aproximadamente 50 doenças como câncer de pulmão, laringe, faringe, esôfago, estômago, entre outros e, ainda, bronquite, asma, hipertensão, infarto.  impotência sexual no homem e infertilidade na mulher.

Estima-se que, no Brasil, a cada ano, cerca de 157 mil pessoas morram precocemente devido às doenças causadas pelo tabagismo. Os fumantes adoecem com uma frequência duas vezes maior que os não fumantes.

 

*Agência Brasil

RS confirma mais casos de sarampo e número supera o total de 2018

Secretaria da Saúde contabiliza 51 pessoas infectadas com a doença, quatro a mais do que no ano passado

O número de casos de sarampo confirmados no Rio Grande do Sul neste ano já é maior do que o total de 2018. De acordo com o boletim epidemiológico da Secretaria Estadual da Saúde (SES), divulgado nesta quarta-feira (4), subiu de 44 para 51 a quantidade de pessoas diagnosticadas com a doença — quatro a mais do que no ano passado, quando o governo gaúcho confirmou 47 infectados. Entre os sete novos casos confirmados, estão três crianças com menos de um ano de idade.

Entre 2012 e 2017, nenhum caso foi registrado em território gaúcho. No entanto, os baixos índices de vacinação fizeram com que o sarampo voltasse a circular em 2018. Em Porto Alegre, por exemplo, apenas 71,8% das crianças de um ano estavam vacinadas contra o sarampo em 2017, quando o preconizado pelo Ministério da Saúde é 95%. Isto, aliado a casos em outros Estados, fez com que o Brasil perdesse a certificação de país livre da doença, conferida pela Organização Panamericana de Saúde (Opas) em 2016.

Neste ano, o Brasil já contabiliza 13,4 mil casos, sendo 90% deles em São Paulo. Do total de pessoas diagnosticadas, 15 morreram em decorrência da doença. O maior número de mortes foi em pacientes com mais de 20 anos de idade.

No Rio Grande do Sul, oito municípios concentram os 51 casos confirmados: Cachoeirinha (15), Porto Alegre (14), Gravataí (12), Tramandaí (3), Ijuí (2), Alvorada (2), Canoas (2) e Dois Irmãos (1).

De acordo com a SES, apesar de já possuírem idade para receber a “dose zero” da vacina, nenhuma delas estava imunizada. As demais confirmações são de jovens entre 18 a 29 anos. Ambas as faixas etárias foram alvo da campanha nacional de vacinação contra o sarampo, realizada entre outubro e novembro.

 

Fonte: ZH

Anvisa autoriza venda de medicamentos à base de Cannabis em farmácias

Entretanto, o plantio da maconha para uso medicinal no Brasil está proibido

 

Divulgação / Polícia Federal

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou regulamento para a fabricação, importação e comercialização de medicamentos derivados da Cannabis. Norma será publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias e entrará em vigor 90 dias após a publicação.

A decisão foi tomada por unanimidade pela diretoria colegiada da agência reguladora. O parecer apresentado em reunião ordinária pública nesta terça-feira (3), em Brasília, está disponível na internet.

O medicamento só poderá ser comprado mediante prescrição médica. A comercialização ocorrerá exclusivamente em farmácias e drogarias sem manipulação. Conforme nota da Anvisa, “os folhetos informativos dos produtos à base de Cannabis deverão conter frases de advertência, tais como ‘O uso deste produto pode causar dependência física ou psíquica’ ou ‘Este produto é de uso individual, é proibido passá-lo para outra pessoa’”.

“Essa é uma excelente notícia, um avanço. Torna mais democrática a possibilidade de prescrição”, assinala o neurologista Daniel Campi, vice coordenador do Departamento de Dor da Academia Brasileira de Neurologia (ABN). Segundo ele, pacientes que conseguiam autorização de uso do medicamento estavam gastando mais de R$ 2,5 mil por mês.

Visão crítica

O especialista, no entanto, pondera que “é preciso ter visão mais crítica” sobre as potencialidades do medicamento. Segundo ele, “há um gap” entre a demanda pelo medicamento “para a melhora da qualidade de vida” e o conhecimento sobre em quais pacientes e circunstâncias produtos a base de Cannabis terão efeito.

“É como dizer que há um lugar fantástico na Floresta Amazônica, mas não dizer onde fica exatamente”, compara Daniel Campi ao defender que as universidades e centros de pesquisas deverão investigar mais os efeitos dos medicamentos.

Ele calcula que 70% da demanda antes da regulamentação da Cannabis para uso medicinal era para alivio de dor crônica (lombar e de cabeça). Também havia grande procura para casos de ansiedade e dificuldades de sono. A ABN prepara nota científica sobre fármacos à base de Cannabis.

A Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (Abrace) contabiliza centenas de pessoas que tiveram acesso ao medicamento para casos de epilepsia, autismo, mal de Alzheimer, mal de Parkinson e neuropatias. A entidade divulga nomes e contatos de mais de 150 médicos que já prescrevem medicamentos à base de Cannabis.

Projeto de Lei

A possibilidade de liberação da comercialização de produtos com Cannabis mereceu ao longo deste ano atenção constante do ministro da Cidadania, Osmar Terra, que é médico especializado em saúde perinatal e desenvolvimento do bebê, e faz restrições ao uso indiscriminado.

Na semana passada, em audiência pública na Câmara dos Deputados, Terra assinalou que “uma coisa é usar o canabidiol (…). Se ele faz efeito, tem que ter garantia do Ministério da Saúde para ser oferecido gratuitamente à população mais pobre com indicação médica, que realmente precisa. Agora, usar a desculpa do canabidiol para propor que se use a maconha livremente, nós não podemos deixar passar”.

Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 399/2015 que faculta a comercialização de medicamentos que contenham extratos, substratos ou partes da planta Cannabis sativa em sua formulação. Em seu perfil no Twitter, Osmar Terra declarou haver lobby empresarial em favor da liberação de medicamentos derivados da Cannabis. Ele também declarou ser contrário à regulação do plantio da Cannabis, já vetado hoje pela  Anvisa. O Conselho Federal de Medicina publicou nota em favor do posicionamento do ministro.

Para o clínico-geral Leonardo Borges, do Hospital das Clínicas e do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, “a possibilidade de uso recreacional existe em outros medicamentos como os fármacos de sildenafil, previstos para homens com disfunção erétil, mas consumidos por homens sem problema nenhum”. O médico, que já prescreveu medicamento a base de Cannabis, assinala que a decisão da Anvisa foi tomada “após grande revisão da literatura sobre o medicamento”.

 

*Agência Brasil

Cerca de 25% dos jovens entre 20 e 29 anos já se vacinaram contra o sarampo, afirma Ministério da Saúde

A meta da segunda fase da campanha nacional é vacinar 9 milhões e quatrocentos mil pessoas dessa faixa etária

De janeiro a novembro de 2019, cerca de 25% das pessoas entre 20 e 29 anos se vacinaram contra o sarampo. A meta da segunda fase da campanha nacional é vacinar 9 milhões e quatrocentas mil pessoas dessa faixa etária.

No último sábado (30), os postos de vacinação de todo o país ficaram abertos para o dia “D” de mobilização nacional contra o sarampo. Isso porque a faixa etária de 20 a 29 anos é a que acumula o maior número de casos confirmados da doença. Para esse público, o maior problema não é a gravidade da doença, mas o fator de transmissão para os grupos mais suscetíveis às complicações, caso das crianças.

O sarampo é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus, que pode ser fatal. Sua transmissão ocorre quando o doente tosse, fala, espirra ou respira próximo de outras pessoas. A única maneira de evitar o sarampo é pela vacina.

Se você tem entre 20 e 29 anos e não lembra se já tomou a vacina contra o sarampo, a recomendação é procurar o posto de saúde mais próximo. Não esqueça de levar sua caderneta de vacinação e um documento com foto.

 

*Cintia  Moreira/ Agência do Rádio

Secretaria de Saúde de Boa Vista do Buricá irá realizar 4º mutirão de cirurgias eletivas beneficiando 45 pacientes

 

Foi realizado na manhã desta terça-feira, dia 26 de novembro, a assinatura do contrato de prestação de serviço entre a Associação Hospitalar Boa Vista e a Administração Municipal de Boa Vista do Buricá para realização do 4º mutirão de cirurgias eletivas. O investimento de 27.750 mil reais é oriundo de economias da Câmara de Vereadores no ano de 2019.

Durante a assinatura, a Secretária Municipal de Saúde Tarcila Veit enfatizou a importância destes repasses que tornaram possível zerar praticamente toda a fila de espera por cirurgias de baixa e média complexidade.

A Diretora da Associação Hospitalar Boa Vista, Rejane Griebler reforçou a importância da parceria entre o hospital, Prefeitura e Câmara de Vereadores. “Essa parceria vem de encontro ao hospital para movimentar as finanças, levando saúde para toda a comunidade através do bem-estar”.

Também estiveram presentes, o Prefeito Municipal Vilmar Horbach e o Presidente do Poder Legislativo Agenor de Moura que reforçaram o compromisso do poder público e poder legislativo com os investimentos na saúde da população. Até o mês de outubro, a Prefeitura já investiu mais de 1 milhão e 300 mil reais a mais do mínimo estipulado, o que representa 23,36% do orçamento, sendo que a que a obrigação é de 15%.

 

Por: Assessoria de Imprensa da Prefeitura de BVB

Saúde destina mais de R$ 36,6 milhões para atendimento odontológico no SUS

O recurso é destinado à aquisição de cadeiras odontológicas e outros equipamentos para ampliar o atendimento das equipes de Saúde Bucal. Cerca de 7 milhões de pessoas serão beneficiadas

Foto: Pixabay

A população de 841 municípios será beneficiada com R$ 36,6 milhões que o Ministério da Saúde acaba de liberar para a compra de cadeiras odontológicas e outros equipamentos utilizados no atendimento odontológico, no Sistema Único de Saúde (SUS). Os recursos serão destinados aos municípios que implantaram, entre 2009 a junho de 2019, novas equipes de Saúde Bucal, no âmbito da Estratégia Saúde da Família. Os novos equipamentos irão ampliar e melhorar o trabalho de 2.068 equipes e o atendimento de cerca de 7 milhões de pessoas.

A liberação do recurso foi publicada nesta segunda-feira (25) no Diário Oficial da União (DOU).

“A compra dos equipamentos odontológicos reforça o atendimento integral à população nos municípios e dá suporte às equipes de Saúde Bucal, que atendem nas Unidades de Saúde da Família. Hoje, mais de 90% dos municípios brasileiros têm, ao menos, uma das principais linhas de ação da Política Nacional de Saúde Bucal”, explica o secretário de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Erno Harzheim.

Atualmente, são 27.283 equipes de Saúde Bucal presentes em 5.029 municípios brasileiros. Compostas por cirurgião dentista e técnico ou auxiliar em saúde bucal, as equipes atendem, em média, 3.450 pessoas. Cada grupo de profissionais é responsável por um território que, em geral, concentra de 3 mil a 4 mil pessoas.

Saúde Bucal no SUS

Quem precisa de atendimento bucal deve buscar uma Unidade de Saúde da Família mais próxima da sua residência. A partir da avaliação inicial do dentista, o paciente pode ser encaminhado à atenção especializada, nos Centros de Especialidades Odontológicas (CEO). Essas unidades realizam serviços de diagnóstico, periodontia especializada, cirurgia oral, atendimento a portadores de necessidades especiais, entre outros. Hoje existem 1.158 CEO em todo o país, destes 579 possuem adesão à Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência.

Há ainda, no SUS, 2.469 Laboratórios Regionais de Próteses Dentárias (LRPD), que realizam o serviço de prótese dentária total, prótese dentária parcial removível ou prótese coronária e fixa/adesivas.

 

*Ministério da Saúde/Agência Saúde

Primeira injeção de anticoncepcional masculino do mundo pode começar a ser fabricada em 2020

Contraceptivo indiano é eficaz por 13 anos e foi concebido como um substituto da vasectomia

Foto: Shutterstock

O Conselho Indiano de Pesquisa Médica (ICMR), principal órgão de pesquisas biomédicas no país, concluiu com êxito os estudos clínicos do primeiro contraceptivo masculino injetável do mundo. Os resultados foram enviados à Controladoria-Geral de Drogas da Índia para aprovação da fabricação do medicamento. A estimativa é que a análise do órgão leve de seis a sete meses. Se aprovado, o remédio pode começar a ser fabricado em 2020. As informações foram divulgadas pelo portal indiano Hidustan Times.

O anticoncepcional é eficaz por 13 anos, após os quais perde sua potência. Foi concebido como um substituto para a vasectomia cirúrgica, que hoje é o único método de esterilização masculina disponível no mundo. O estudo está em andamento na Índia desde 1984.

— O produto está pronto, faltam apenas algumas aprovações regulatórias da Controladoria- Geral de Drogas. Os ensaios terminaram, incluindo estudos clínicos de fase 3 estendidos, para os quais 303 candidatos foram recrutados, com 97,3% de taxa de sucesso e sem efeitos colaterais relatados. O produto pode ser chamado com segurança de primeiro contraceptivo masculino do mundo  — disse o Radhey Shyam Sharma, cientista sênior do ICMR, que lidera os testes.

A Controladoria-Geral de Drogas da Índia está analisando as pesquisas clínicas apresentadas e estima que ainda levará de seis a sete meses para que todas as aprovações sejam concedidas e o produto possa começar a ser fabricado na Índia.

Quando liberado para uso da população, o anticoncepcional desenvolvido será injetado nos túbulos seminíferos, onde ficam os espermatozoides, em uma região próxima ao testículo. A aplicação deverá ser feita por um médico.

O produto, chamado de “Inibição Reversível do Espermatozoide sob Orientação”, é feito de um composto chamado anidrido maleico de estireno.

— É eficaz por pelo menos 13 anos após a injeção. Em estudos clínicos em camundongos, foi provado que é um método confiável de espaçamento e, em breve, iniciaremos estudos em humanos para provar que ele também pode ser usado em pessoas como um método eficaz de espaçamento  — revela Sharma.

Atualmente, existem pesquisas de contraceptivos masculinos em andamento com métodos hormonais e não hormonais. Há ao menos 10 opções em desenvolvimento, em países como Estados Unidos, México e China.

 

Fonte: Gaúcha ZH

OMS faz alerta sobre a saúde dos adolescentes

84% dos jovens brasileiros não praticam uma hora diária de exercícios

Quatro em cada cinco adolescentes no mundo são sedentários, especialmente as meninas, informa estudo revelado nesta sexta-feira (22) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), elaborado entre 2001 e 2016, em 146 países. No Brasil, a situação é pior: 84% de jovens entre 11 e 17 anos não praticam uma hora diária de atividade física, conforme recomendação da OMS.

De acordo com o estudo, uma das causas desta tendência é a “revolução digital”. O documento foi publicado pela revista The Lancet Child & Adolescent Health.

Para calcular o número de adolescentes sedentários, a OMS analisou pela primeira vez dados reunidos entre 2001 e 2016, envolvendo 1,6 milhão de estudantes de 146 países. Em todo o mundo, 81% dos jovens entre 11 e 17 anos escolarizados não cumpriram a recomendação de uma hora diária de atividade física em 2016, registrando uma ligeira queda em relação a 2001 (82,5%). A situação atual é muito mais preocupante entre as meninas, 85%, do que entre os meninos, 78%.

Os primeiros dados sobre tendências globais em termos de atividade física insuficiente entre adolescentes mostram a necessidade de medidas urgentes para aumentar os níveis de atividade física entre meninas e meninos dos 11 aos 17 anos de idade. O documento conclui que mais de 80% dos adolescentes em idade escolar em todo o mundo – especificamente, 85 % de meninas e 78% de meninos – não atingem o nível mínimo recomendado de uma hora de atividade física por dia.

A diferença entre a porcentagem de meninos e meninas que atingiram os níveis recomendados em 2016 excedeu 10 pontos percentuais em aproximadamente um em três países (29%, ou seja, em 43 dos 146 países), e as maiores diferenças foram registradas nos Estados Unidos da América e na Irlanda (mais de 15 pontos percentuais). Na maioria dos países considerados no estudo (73%, ou seja, em 107 de 146), observou-se um aumento nessa diferença de gênero entre 2001 e 2016.

Atividade física

De acordo com o documento, os níveis de atividade física insuficiente observados entre os adolescentes permanecem extremamente altos e isso representa um perigo para sua saúde atual e futura. “É necessário adotar medidas regulatórias urgentes para aumentar a atividade física e, em particular, promover e manter a participação das meninas”, diz a Dra. Regina Guthold (OMS), autora do estudo.

Dentre os benefícios à saúde de um estilo de vida fisicamente ativo na adolescência, vale destacar a melhora da capacidade cardiorrespiratória e muscular, a saúde óssea e cardiometabólica e os efeitos positivos no peso. Da mesma forma, há evidências crescentes de que a atividade física tem um efeito positivo no desenvolvimento cognitivo e na socialização. Os dados atualmente disponíveis indicam que muitos desses benefícios permanecem até a idade adulta.

Para alcançar esses benefícios, a OMS recomenda que os adolescentes pratiquem atividade física moderada a intensa por uma hora ou mais por dia.

*Agência Brasil

RS registra 36 casos de sarampo confirmados em 2019, aponta Secretaria da Saúde

Últimas ocorrências foram em duas crianças menores de 1 ano

O Rio Grande do Sul registra 36 casos de sarampo confirmados em 2019, conforme indica o último boletim divulgado pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), da Secretaria Estadual de Saúde.

Segundo o documento, os casos ocorreram em Porto Alegre (13), Cachoeirinha (11), Gravataí (5), Ijuí (2), Alvorada (2), Canoas (2) e Dois Irmãos (1).

Desde o início do ano até o último sábado (16), foram notificados 573 casos suspeitos de doenças exantemáticas (444 sarampo/129 rubéola). Desse total, 500 (87,3%) foram descartados, 36 foram confirmados para sarampo (6,3%) e 37 (6,4%) permanecem em investigação.

Os últimos casos confirmados foram em duas crianças menores de 1 ano – em um bebê de 7 meses e em outro de 9 meses. Elas não eram vacinadas.