Hemorio inicia testes com plasma sanguíneo no tratamento de covid-19

Terapia foi utilizada em epidemias como a de ebola e a H1N1

(Fernando Frazão/Agência Brasil)

O Instituto Estadual de Hematologia (Hemorio) inicia nesta semana uma série de estudos para utilização do plasma sanguíneo de pessoas que foram curadas do novo coronavírus (covid-19) em tratamento de pessoas com quadro grave da doença. O procedimento estudado consiste em colher essa parte do sangue que contém os anticorpos, de pessoas que se curaram da doença.

Depois de colhido, o plasma é transferido para o corpo de pacientes que estão infectados com covid-19 e apresentam quadro grave.

Esse tipo de terapia é a mesma que foi utilizada em epidemias como a de ebola e a de H1N1. Um estudo semelhante foi feito pelo Hemorio para tratar a dengue e bons resultados foram obtidos em laboratório. A ideia é criar mais uma alternativa para o combate ao novo coronavírus.

Pacientes que já se curaram da doença estão sendo convocados e serão avaliados como potenciais doadores de plasma.

De acordo com o Hemorio, estudos com o chamado plasma convalescente têm sido feitos na França, no Canadá, em Israel, na Espanha e China.

 

*Agência Brasil

Mercado financeiro prevê queda de 1,18% da economia este ano

Previsão do mercado para o PIB de 2021, 2022 e 2023 continua em 2,50%

O mercado financeiro estima queda ainda maior da economia este ano, por influência da pandemia do coronavírus. A previsão de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – agora é de 1,18%. Essa foi a oitava redução consecutiva. Na semana passada, o mercado  previa queda de 0,48%.

A estimativa consta do boletim Focus, uma publicação elaborada todas as semanas pelo Banco Central, com a projeção para os principais indicadores econômicos.

As previsões do mercado para o PIB de 2021, 2022 e 2023 continuam em 2,50%.

Já a cotação do dólar deve fechar o ano em R$ 4,50, a mesma previsão da semana passada. Para 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 4,40, contra R$ 4,30 da semana passada.

Inflação

As instituições financeiras consultadas pelo BC também reduziram a previsão de inflação de 2020. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu, pela quarta vez seguida, ao passar de 2,94% para 2,72%.

Para 2021, a estimativa de inflação também foi reduzida, de 3,57% para 3,50%. A previsão para os anos seguintes – 2022 e 2023 – não teve alterações e permanece em 3,50%.

A projeção para 2020 está abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, a meta é 3,75% e para 2022, 3,50%, também com intervalo de 1,5 ponto percentual em cada ano.

Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 3,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic tenha mais uma redução e encerre 2020 em 3,25% ao ano. Na semana passada a previsão para o fim de 2020 era 3,50% ao ano.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa básica chegue a 4,75% ao ano. A previsão anterior era de 5% ao ano. Para o fim de 2022, as instituições mantiveram a previsão em 6% ao ano e, para o final de 2023, a estimativa passou de 6,25% ao ano para 6% ao ano.

 

*Agência Brasil

Mortes no Brasil podem variar entre 44 mil e 529 mil, dependendo do isolamento, diz estudo

Manter apenas idosos e grupos de risco em casa elevaria vítima fatais às centenas de milhares

Pesquisa do Grupo de Resposta à Covid-19 do Imperial College de Londres, divulgada na semana passada, estima que poderão morrer 44 mil pessoas no Brasil por causa do novo coronavírus, desde que observadas medidas de isolamento social. Conforme o estudo, se for adotada a estratégia de isolamento social que só mantenha idosos em casa, como já sugeriu o presidente Jair Bolsonaro, poderia levar à morte mais de 529 mil pessoas.

A taxa é um pouco menor que a metade das vítimas fatais que poderiam ocorrer se nada fosse feito no País para conter a dispersão do novo coronavírus.

A instituição inglesa vem fazendo constantes projeções matemáticas do crescimento da pandemia e avaliações das ações em andamento e a partir de comparações com a providências tomadas em países afetados pelo vírus.

 

Fonte: Correio do Povo/ Estadão

 

Mortes por coronavírus no Brasil chegam a 359

Casos confirmados somam 9.056, segundo Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde contabilizou, até as 14h desta sexta-feira, 359 mortes pelo novo coronavírus. O número de casos confirmados por exame laboratorial chegou a 9.056. Nessa quinta-feira, eram 299 óbitos e 7.910 casos confirmados.

Não há registro de óbitos apenas em quatro estados: Acre, Amapá, Roraima e Tocantins. O Rio Grande do Sul anunciou, na tarde desta sexta-feira, a sexta morte por Covid-19 no Estado. Uma idosa de 92 anos faleceu em Porto Alegre. A vítima ainda não constava no balanço divulgado pelo Ministério da Saúde.

Veja o número de óbitos por estado: 

Amazonas: 1
Pará: 1
Rondônia: 1
Alagoas: 2
Bahia: 5
Ceará: 22
Maranhão: 1
Paraíba: 1
Pernambuco: 10
Piauí: 4
Rio Grande do Norte: 4
Sergipe: 2
Espírito Santo: 4
Minas Gerais: 6
Rio de Janeiro: 47
São Paulo: 219
Distrito Federal: 5
Goiás: 2
Mato Grosso do Sul: 1
Mato Grosso: 1
Paraná: 4
Santa Catarina: 5
Rio Grande do Sul: 5

 

Fonte: R7/CP

Pico da covid-19 pode ocorrer entre maio e junho no Brasil, mas não há consenso

Mensagem que circula em redes sociais com alerta sobre teto de contaminação até 20 de abril não tem respaldo entre especialistas

Foto: Lauro Alves

Nos últimos dias, mensagens circulam pelas redes sociais com a afirmação de que o pico da covid-19 no Brasil deverá ocorrer até o final de abril — o que significaria um maior grau contágio neste momento e uma necessidade de reforçar o isolamento social durante este período.

Especialistas em epidemiologia, infectologia e autoridades reforçam que é necessário, sim, manter o distanciamento agora como forma de reduzir a velocidade de contaminação e preservar o sistema de saúde, mas alertam que não há evidências para atestar que o ponto alto da pandemia no país, no Estado ou em Porto Alegre ocorrerá ainda neste mês.

Estimativas indicam que os registros de pacientes com o vírus devem seguir crescendo por mais tempo antes de a situação melhorar, podendo chegar ao teto entre os meses de maio e junho — mas não há como garantir um prazo. Por isso, é bom se preparar para manter as precauções por um período mais longo.
Uma das imagens mais compartilhadas, sem referência à fonte da informação, traz um texto onde se lê: “O pico do vírus será de 6 a 20 de abril. Se o pico dos casos for realmente nestes dias, a maioria das pessoas se contaminará entre hoje e a próxima quarta-feira”. É muito difícil, até o momento, garantir quando ocorrerá o ponto máximo das notificações porque isso também depende de fatores dinâmicos.

— Essa informação depende de muitas variáveis, principalmente a movimentação da população, influenciando no achatamento da curva e na velocidade da transmissão — avalia o diretor geral de Regulação da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre (SMS), Jorge Osório.

A secretaria da Capital trabalhava com uma expectativa de que o teto de infecções ocorreria em maio. Análises mais recentes, porém, sugerem que o período poderá ser posterior.

— Tínhamos uma estimativa para maio, talvez mais para o começo do mês. Olhando para a situação, não sei se vai se confirmar. Provavelmente, não — afirma o secretário adjunto da Saúde em Porto Alegre, Natan Katz.

Há diferentes cálculos para prever o momento de maior impacto do vírus sobre a população — quase todas apontam para depois do dia 20 de abril. Pesquisadores do Núcleo de Operações e Inteligência em Saúde (Nois), que reúne representantes de diferentes entidades como a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), acreditam que o teto poderia ser alcançado entre 25 e 30 de abril. Mas outros especialistas consideram essa possibilidade remota e jogam o prazo mais para frente.

— Infelizmente, as pessoas vão continuar se contaminando por mais tempo. Os modelos (de previsão) indicam que isso poderia ocorrer em junho. Mas pode variar conforme o resultado obtido com as medidas de mitigação (distanciamento social). Se tiver pouco efeito, o pico pode ser um pouco antecipado e mais alto. Mas, se for bem sucedida, o pico tende a ocorrer um pouco depois, ser mais duradouro e menos intenso — afirma o chefe do Serviço de Infectologia do Hospital de Clínicas, Eduardo Sprinz.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou no dia 20 de março que esperava um crescimento significativo das notificações até junho, quando atingiria um “platô”, mas com uma queda brusca somente a partir de setembro. Essa expectativa coincide com uma simulação feita pelo professor do Departamento de Matemática Pura e Aplicada da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Álvaro Krüger Ramos, que analisou a evolução do número de casos em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul. Conforme essas medições, o pico poderia ocorrer em até três meses.

O importante, segundo o infectologista Eduardo Sprinz, é manter as medidas de distanciamento social independentemente da data prevista para o coronavírus atingir o ápice:

— O pico pode ocorrer um pouco antes ou depois, mas, quanto menos pessoas contaminadas houver, menor ele será.

Fonte: ZH

Metade de calorias consumidas por brasileiros vem de alimentos frescos

Dados foram divulgados pelo IBGE

 (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Cerca de metade (49,5%) das calorias totais disponíveis para consumo nos domicílios brasileiros é oriunda de alimentos in natura ou minimamente processados, 22,3% de ingredientes culinários processados, 9,8% de alimentos processados e 18,4% de alimentos ultra processados. Estima-se que o consumo de alimentos em casa corresponda a, pelo menos, 70% do total de calorias ingeridas pela população brasileira.

Os dados constam da Pesquisa de Orçamentos Familiares – POF 2017-2018: Avaliação Nutricional da Disponibilidade Domiciliar de Alimentos no Brasil, divulgada hoje (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Evidencia-se, assim, uma predominância de padrões de consumo alimentar baseados em alimentos frescos e em preparações culinárias”, afirma o órgão.

Segundo o levantamento, nas regiões Norte e Nordeste, no meio rural e entre famílias com menor renda, a participação de alimentos in natura ou minimamente processados e de ingredientes culinários foi ainda mais elevada, ultrapassando três quartos da disponibilidade domiciliar de alimentos.

O estudo indica que nas regiões Sul e Sudeste e entre famílias com maior renda, ainda que alimentos in natura ou minimamente processados e ingredientes culinários predominem, alimentos ultraprocessados já representam mais de um quinto das calorias ingeridas em casa. Nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, alimentos ultraprocessados correspondem, respectivamente, a 11,4%, 14,4% e 16,6% do total de calorias.

“A evolução da disponibilidade domiciliar de alimentos no Brasil, de 2002 a 2018, indica que alimentos in natura ou minimamente processados e ingredientes culinários processados, apesar de ainda serem predominantes, vêm perdendo espaço para alimentos processados e, especialmente, para alimentos ultraprocessados”, diz a pesquisa.

O acúmulo de tarefas dentro de casa e a falta de tempo levaram a confeiteira Patrícia Araújo a comprar mais produtos industrializados pela facilidade de estarem prontos para o consumo. Moradora de Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, e mãe de dois filhos de 5 e 3 anos, ela conta que, até ter o segundo filho, a família tinha uma alimentação mais saudável. “A industrialização ajudou a dona de casa. Não é o melhor produto a ser consumido, mas é o que dá para fazer”.

No entanto, a pesquisa também indica que, apesar de a participação de alimentos ultraprocessados dentro das casas ter aumentado continuamente, observou-se desaceleração dessa tendência: aumento anual de 0,6 ponto percentual na porcentagem de calorias provenientes de ultraprocessados entre 2002-2003 e 2008-2009 e de 0,3 ponto percentual entre 2008-2009 e 2017-2018.

O IBGE avalia que essa desaceleração no consumo de ultraprocessados, observada no meio urbano e rural e em todas as regiões e estratos de renda, pode ser o resultado de políticas públicas implementadas no período mais recente, com destaque para ações baseadas no Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, “cuja regra de ouro recomenda basear a alimentação em alimentos in natura ou minimamente processados e suas preparações culinárias e evitar alimentos ultraprocessados”.

Alimentos in natura e minimamente processados

Segundo o levantamento, dentre os alimentos in natura e minimamente processados, o arroz correspondeu a 15,6% das calorias totais, vindo, a seguir, com 5%, o leite, com 4,6%, as carnes de aves e, com 4,3%, o feijão. “Ainda relevantes na alimentação brasileira, aparecem a carne bovina (3,4% das calorias totais), as frutas (2,8%), o macarrão (2,7%), a farinha de milho, fubá e outras (2%), a farinha de mandioca (1,9%), a farinha de trigo (1,8%) e as raízes e tubérculos (1,2%). Verduras e legumes e ovos corresponderam a apenas 0,9% das calorias totais”, diz a pesquisa.

Dentre os ingredientes culinários processados, o óleo vegetal correspondeu a quase 11% das calorias totais, seguido pelo açúcar, com quase 10%.

Segundo o analista do IBGE, José Mauro de Freitas Júnior, houve, na média nacional, queda do consumo do arroz e feijão na casa dos brasileiros.”Mas o arroz e feijão está mais presente entre as famílias de menor rendimento”, disse. “Por outro lado, as pessoas estão comendo mais frutas”.

Ele também observa que a Região Norte tem uma média de aquisição de pescados maior que as outras regiões. Já no Nordeste, o consumo de carne nos domicílios é menor do que a média nacional.

O pesquisador também destaca a queda no consumo de carne de uma forma geral dentro de casa. “Existe uma tendência de substituição da carne. Tem um fator econômico, o aumento de preço da carne, mas não é só isso. Há também mudanças nos hábitos alimentares”.

Alimentos processados e ultraprocessados

De acordo com o IBGE, dentre os alimentos processados, o de maior contribuição para as calorias totais foi o pão (6,7% das calorias totais), seguido de queijos (1,4%), carnes salgadas, secas ou defumadas (0,7%) e bebidas alcoólicas fermentadas (0,7%).

“Finalmente, dentre os alimentos ultraprocessados, destacam-se frios e embutidos (2,5% das calorias totais), biscoitos e doces (2,1%), biscoitos salgados (1,8%), margarina (1,8%), bolos e tortas doces (1,5%), pães (1,3%), doces em geral (1,3%), bebidas adoçadas carbonatadas (1,2%) e chocolate (1%)”, afirma a pesquisa.

Ainda segundo o estudo, no que se refere à aquisição alimentar domiciliar per capita anual no Brasil em 2017-2018, destacam-se os seguintes grupos de alimentos: bebidas e infusões (52,475 kg), laticínios (32,211 kg), cereais e leguminosas (27,757 kg), frutas (26,414 kg), hortaliças (23,775 kg) e carnes (20,762 kg)

*Colaborou Tâmara Freire, Repórter da Rádio Nacional.

Caminhoneiros serão incluídos na campanha de vacinação contra gripe

Categoria é um dos grupos que entrará na segunda fase

O Ministério da Saúde anunciou ontem (2) que incluirá na segunda fase da campanha de vacinação contra a gripe categorias que estão atuando em atividades essenciais ou em ações de prevenção e combate à pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Foram incluídos na segunda fase trabalhadores da segurança pública, caminhoneiros, motoristas de transporte coletivo e trabalhadores em portos. Os professores, que seriam contemplados nessa etapa, vão participar em momento posterior, dado o fato de que as aulas estão suspensas.

A campanha foi iniciada no dia 23 de março, com foco inicial voltado a idosos. A segunda fase terá início no dia 16 de abril. A terceira fase ocorrerá entre 9 e 22 de maio, da qual participarão crianças de 6 meses a 6 anos, grávidas, mães no pós-parto, população indígena, pessoas com mais de 55 anos e pessoas com deficiência.

Segundo o Ministério da Saúde, até agora, 15,6 milhões de pessoas foram vacinadas na campanha. Essa quantidade representa 62,6% do público-alvo que se pretendia alcançar na primeira etapa.

*Agência Brasil

Número de casos de covid-19 sobe para 7.910; mortes chegam a 299

O índice de letalidade aumentou de 3,5% para 3,8%.

O número de casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus no país subiu de 6.836 para 7.910 entre ontem (1º) e hoje (2), conforme atualização do Ministério da Saúde. O número de mortes passou de 240 para 299. O índice de letalidade subiu de 3,5% para 3,8%.

As mortes ocorreram em São Paulo (188), Rio de Janeiro (41), Ceará (20), Pernambuco (9), Piauí (4), Rio Grande do Sul (5), Paraná (4), Amazonas (3), Distrito Federal (4), Minas Gerais (4), Bahia (3), Santa Catarina (2), Rio Grande do Norte (2), Sergipe (2), Alagoas (1), Maranhão (1), Mato Grosso do Sul (1), Pará (1), Espírito Santo (1), Goiás (1), Paraíba (1) e Rondônia (1).

Como vem ocorrendo diariamente, o governo atualiza, em coletiva no Palácio do Planalto, os dados do avanço da doença no país. Participam os ministros da Casa Civil, Walter Braga Netto; da Saúde, Luiz Henrique Mandetta; da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves; e do Turismo, Álvaro Antônio.

Novos Casos

Os novos casos totalizaram 1.076. O resultado significou um aumento de 16% em relação ao total registrado antes. Mas se considerado apenas os novos casos, o desempenho foi menor do que nos dois dias anteriores, quando os números foram, respectivamente, de 1.119 (em 1º de abril) e 1.138 (em 31 de março).

Nas últimas 24 horas, foram 58 novas mortes. O resultado é o maior série histórica. Nos três dias desta semana, os números de novas mortes totalizaram 23, 42 e 40. No tocante ao perfil das vítimas, 58% eram homens e 42%, mulheres. No recorte por idade, 89% das vítimas tinham acima de 60 anos.

Já no tocante ao quadro de saúde, 152 pessoas apresentavam alguma doença do coração,104 tinham diabetes, 42 tinham alguma condição de pneumopatia e 30 estavam com uma doença neurológica. As hospitalizações aumentaram de 1.274 para 1.587, uma elevação de 24%.

 

*Agência Brasil

Pagamento de R$ 600 deve começar na semana que vem, diz Bolsonaro

Lei foi sancionada na quarta-feira pelo presidente, mas ainda não foi publicada no Diário Oficial da União

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (2) que as ações do governo para o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 estão “a todo vapor” e que o pagamento já deve começar na semana que vem. A lei foi sancionada na quarta-feira (1º) pelo presidente, mas ainda não foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

“Tá a todo vapor, semana que vem começa a pagar”, assegurou. O texto determina pagamento de R$ 600 por três meses para os trabalhadores informais, intermitentes e microempreendedores individuais poderem ficar em casa durante o pico da crise do novo coronavírus.

O valor foi negociado com o governo justamente para permitir que quem não pode sair para trabalhar tenha uma renda. Ainda falta, contudo, editar uma medida provisória com previsão do crédito extra para arcar com os R$ 98 bilhões do custo total do programa.

“Eu assinei ontem (quarta-feira) a lei, estamos esperando assinar outra medida provisória por que não adianta dar um cheque sem fundo, tem que ter um crédito também”, afirmou.

Questionado se a MP seria publicada ainda nesta quinta, Bolsonaro disse apenas “deve ser” e falou sobre a burocracia “enorme” do processo. “Uma canetada minha errada é crime de responsabilidade. Dá para vocês entenderem isso ou vocês querem que eu cave minha própria sepultura? Não vou dar esse prazer para vocês”, declarou para jornalistas que o ouviam na saída do Palácio da Alvorada.

A sanção do projeto anunciada pelo presidente veio acompanhada com um veto ao aumento do limite de renda para acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). Sobre o assunto, Bolsonaro justificou que o Congresso não indicou a fonte dos recursos para incluir a medida.

“O que diz a lei é que tem que ter uma origem para pagar aquele recurso, para pagar aquele benefício. Qual a fonte? O Congresso não apresentou a fonte”, afirmou. Ele destacou que a previsão de indicar o recurso é “simples” e está na Constituição.

 

Fonte: CP/AE

Fim do prazo da entrega da declaração de Imposto de Renda é adiado para 30 de junho

O secretário especial da Receita Federal José Tostes anunciou, na entrevista coletiva do governo federal que detalha as medidas de combate à crise do coronavírus, que o fim do prazo da entrega da declaração de Imposto de Renda foi adiado para o dia 30 de junho. Inicialmente, o prazo se encerrava em 30 de abril.

Segundo Tostes, a medida se deve à prorrogação de demandas e aos relatos de contribuintes que não conseguem obter os documentos necessários para as suas declarações

— Alguns precisam contatar clínicas, serviços médicos e segurados. Há uma dificuldade momentânea de ter acesso a esses documentos devido ao confinamento — disse Tostes.

Até o momento, foram entregues 8,8 milhões de declarações do Imposto de Renda, 400 mil a mais em relação ao ano anterior. Isso corresponde a 27% das declarações que devem ser entregues.

O calendário das restituições não foi alterado. A secretaria da Receita Federal afirmou que ainda está avaliando a manutenção da entrega do primeiro lote, que sairia no dia 29 de maio – antes, portanto, do fim do prazo final do envio da declaração.

 O secretário da Receita também anunciou a total desoneração, por 90 dias, de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre operações de crédito. A medida terá como objetivo baratear as linhas emergenciais de crédito já anunciadas pelo governo. Com isso, conforme Tostes, o governo deixará de arrecadar R$ 7 bilhões.

*ZH