Brasil é campeão de geração de lixo na América Latina, conforme estudo

O país produz 79 milhões de toneladas de resíduos sólidos por ano

No Brasil, em 2018, foram geradas 79 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos, um aumento de pouco menos de 1% em relação ao ano anterior. Desse montante, 92% (72,7 milhões) foram coletados – uma alta de 1,66% em comparação a 2017, o que mostra que a coleta aumentou num ritmo um pouco maior que a geração. Apesar disso, 6,3 milhões de toneladas de resíduos ficaram sem ser recolhidos nas cidades.

Os dados fazem parte do Panorama dos Resíduos Sólidos, da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), lançado na sexta-feira (8). Comparando com os países da América Latina, o Brasil é o campeão de geração de lixo, representando 40% do total gerado na região (541 mil toneladas/dia, segundo a ONU Meio Ambiente).

— Os números mostrados no panorama colocam o Brasil numa posição muito abaixo de outros países que estão no mesmo nível de renda do Brasil. O nosso déficit é muito grande e nós precisamos realmente de medidas urgentes para não só recuperar esse déficit, como avançar em direção a melhores práticas de gestão de resíduos sólidos — disse o presidente da entidade, Carlos Silva Filho.

Os resíduos sólidos urbanos correspondem a todos os tipos de resíduos sólidos – que resultam de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição, e, em alguns casos, de coleta de entulhos – gerados nas cidades e coletados pelos serviços locais.

A tendência de crescimento na geração de resíduos sólidos urbanos no país deve ser mantida nos próximos anos. Estimativas realizadas com base na série histórica mostra que o Brasil alcançará uma geração anual de 100 milhões de toneladas por volta de 2030.

— Há uma consolidação na geração de resíduos sólidos, o que não está sendo acompanhada na oferta da infraestrutura necessária para lidar com todos esses resíduos. O que a gente percebe é que a geração de lixo aumenta no Brasil, mas a destinação adequada, a reciclagem, a recuperação, não acompanham esse crescimento na geração — avaliou Silva Filho.

Coleta ameaçada

De acordo com o estudo, há um contingente considerável de pessoas que não são alcançadas por serviços regulares de coleta porta a porta: um em cada 12 brasileiros não tem coleta regular de lixo na porta de casa.

Na visão do presidente da Abrelpe, a falta de recursos dos municípios é um dos motivos.

— Temos dois problemas, um é justamente a falta de percepção da importância da gestão adequada de resíduos sólidos para proteger o meio ambiente e para prevenir doenças, não existe essa percepção clara na sociedade e no Poder Público. O segundo fator, que é mais grave, é que, como esse serviço é municipal e os municípios estão bastante endividados, não têm recursos para custear todo esse processo — lamenta Silva Filho.

A estagnação ou o retrocesso de alguns índices é potencializado pela falta de recursos destinados para custeio dos serviços de limpeza urbana que, em 2018, registrou queda de 1,28% de investimentos, além da perda de quase 5 mil postos de trabalho direto/formal. Para a execução de todos os serviços de limpeza urbana foram aplicados pelos municípios apenas R$ 10,15 por habitante/mês, em média.

De acordo com o estudo, o país utiliza o aterro sanitário como forma de disposição ambientalmente correta (59,5% do volume coletado). Entretanto, mais de 3 mil municípios ainda destinam seus resíduos para locais inadequados.

Em 2018, 29,5 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos seguiram para lixões ou aterros controlados, que não contam com um conjunto de sistemas e medidas necessários para proteger a saúde das pessoas e o meio ambiente contra danos e degradações. Considerando países com a mesma faixa de renda (países de média-alta renda, segundo classificação do Banco Mundial), o Brasil apresenta índices bastante inferiores, pois a média para destinação adequada nessa faixa de países é de 70%.

Conscientização Ambiental

A Abrelpe enfatiza que a coleta seletiva está distante de ser universalizada, e que os índices de reciclagem estão estagnados há quase uma década. Para a entidade, enquanto o mundo fala em economia circular e alternativas mais avançadas de destinação/reaproveitamento de resíduos, o país ainda registra lixões em todas as regiões e precisa lidar com um problema de comportamento da população: o brasileiro ainda está aprendendo a jogar lixo no lixo e a fazer a separação do resíduo com potencial de reciclagem.

— Na questão da reciclagem, para que ela aconteça, a primeira etapa começa justamente com o cidadão, que precisa estar conscientizado da necessidade de separar o lixo dentro de casa, estar educado de como fazer essa separação de maneira correta e a grande maioria da sociedade brasileira não tem essa consciência. A partir do momento que não há essa preparação dentro de casa, toda a sequência na cadeia da reciclagem acaba sendo prejudicada — avaliou o presidente da Abrelpe.

 

Fonte: Agência Brasil

Foto: ZH

 

WhatsApp atualiza e Status ganha recurso semelhante ao Stories

Nova versão, disponível para download, do aplicativo liberou duas novidades para celulares Android e iPhones

O WhatsApp, aplicativo de mensagem do Facebook, recebeu uma nova atualização na segunda-feira. A versão 2.19.110 do aplicativo de mensagens ganhou duas novidades.

Agora mensagens recebidas em conversas que foram silenciadas, não serão mais indicadas no ícone do WhatsApp na home do celular. Só será possível visualizar a mensagem ao abrir o app.

O Status do WhatsApp também tem novidades. Os usuários poderão editar arquivos com as guias de alinhamento, com isso as figurinhas, emojis ou outros recursos podem ser melhor posicionado sobre imagens e fotos. O guia de alinhamento é um recurso semelhante disponível no Stories do Instagram.

 

*R7

Pesquisadores conseguem identificar estágios iniciais do Parkinson

Cientistas do Brasil e dos Estados Unidos usaram técnica de ponta para mapear estruturas ligadas ao começo da doença

Foto: Acervo pessoal

Essa é mais uma boa notícia que vem da ciência brasileira. Jerson Lima Silva e Guilherme A. P. de Oliveira, ambos professores do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), identificaram estruturas proteicas ligadas ao início da Doença de Parkinson. O estudo foi feito em parceria com pesquisadores da University of Virginia School of Medicine, nos EUA – onde Guilherme se encontra atualmente – e publicado na revista “Communications Biology”, do grupo Nature.

O Parkinson é uma doença neurodegenerativa progressiva. Um dos grandes desafios da ciência é mapear os estágios iniciais da enfermidade, porque, hoje em dia, ela só é detectada quando surgem os sintomas que mostram que o cérebro já foi afetado. “As doenças neurodegenerativas surgem cerca de dez anos antes dos primeiros sintomas se manifestarem”, explica o professor Jerson Lima Silva. “O objetivo da pesquisa era entender o que ocorre nas etapas iniciais, porque assim poderemos, no futuro, intervir precocemente, talvez retardando o desenvolvimento do Parkinson”, acrescentou.

E foi o que os cientistas fizeram. Utilizando uma técnica de ponta, pela primeira vez foram observadas como variantes da alfa-sinucleína, proteína associada à doença, interagem ao longo do tempo, formando agregados conhecidos como filamentos amiloides. O professor Silva se vale de uma imagem de fácil compreensão para detalhar o que acontece: “a proteína é pequena, podemos compará-la com uma uva, mas os agregados são como uma plantação de videiras. Para essas ‘uvinhas’ se unirem, elas formam estruturas intermediárias, chamadas oligômeros. Os oligômeros competentes são aqueles capazes inclusive de passar de uma célula para a outra a fim de cumprir essa tarefa. Quanto mais soubermos sobre o processo, mais perto estaremos da possibilidade de neutralizar essa competência dos oligômeros”.

Os cientistas recorreram ao que há de mais moderno em bioimagem, o que permitiu visualizar os diversos estágios de associação da proteína. Também desenvolveram condições que possibilitaram observar estruturas que antes não eram mostradas. O marcador fluorescente utilizado permite ver dois estágios: sem agregação, quando as moléculas estão escuras, e com agregação, quando estão iluminadas. Oliveira e Silva conseguiram conferir gradação à luminosidade – como num filme, foi possível mapear os oligômeros correspondentes num estágio intermediário. “Isso nos abre um leque de possibilidades”, afirma o professor Silva. “Os próximos passos incluem buscar uma molécula capaz de bloquear essa multiplicação, para depois realizarmos testes em modelos animais e, posteriormente, testes clínicos em humanos”. O estudo foi financiado por Faperj (Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro), CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Biologia Estrutural e Bioimagem.

Fonte: Mariza Tavares/G1

Cotação do petróleo dispara após ataques a instalações sauditas

Barril em Londres teve a maior alta em uma sessão desde a guerra do Golfo em 1991

O preço do petróleo disparou nesta segunda-feira(16) em Londres após os ataques do fim semana contra infraestruturas petroleiras na Arábia Saudita, que o governo dos Estados Unidos atribuiu ao Irã e que provocaram a redução à metade da produção do maior exportador mundial. Às 9h30min GMT (6h30min de Brasília), o barril de Brent do Mar do Norte, referência na Europa, para entrega em novembro registrava alta de 9,52% na comparação com sexta-feira, a 65,97 dólares no Intercontinental Exchange (ICE) de Londres. Ao mesmo tempo, o barril de “light sweet crude” (WTI) para o contrato de outubro subia 8,71%, a 59,63 dólares, no New York Mercantile Exchange (Nymex).

Na abertura do mercado, a cotação do barril disparou quase 20% em Londres, a maior alta em uma sessão desde a guerra do Golfo em 1991. Na opinião de Ipek Ozkardeskaya, analista do London Capital Group, os ataques com drones de sábado, que provocaram incêndios na unidade saudita de Abqaiq, a maior do mundo dedicada ao processamento de petróleo, e na instalação de Jurais, são a “maior perturbação pontual da oferta de petróleo de toda a história”. “O ataque anulou quase metade da produção saudita, ou seja, 5% da produção mundial, o que evidencia a vulnerabilidade destas infraestruturas aos ataques com drones”, destacou Craig Erlam, da corretora Oanda.

As autoridades sauditas anunciaram que os ataques não provocaram vítimas, mas não informaram quanto tempo será necessário para restabelecer plenamente a produção nas instalações. Analistas acreditam que seriam necessárias várias semanas para o país voltar à normalidade. Os preços do petróleo estavam relativamente reduzidos nos últimos meses, uma consequência das reservas abundantes e dos temores de desaceleração da economia mundial, fatores que afetavam a demanda.

A Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) chegou a estabelecer limites de produção para tentar manter a faixa de preço. Mas os ataques demonstram a vulnerabilidade do país com maior capacidade de produção mundial, aponta o analista Amarpreet Singh, do Barclays, e inclui um elemento de risco geopolítico aos preços.

“China pede moderação”

A China fez um apelo nesta segunda-feira a Irã e Estados Unidos para que demonstrem “moderação” após as acusações de Washington a Teerã pelos ataques contra instalações do grupo estatal saudita Aramco. Os bombardeios foram reivindicados por rebeldes huthis do Iêmen, que enfrentam há cinco anos uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita e contam com o apoio do Irã.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no domingo que estava disposto a responder aos ataques. “Na ausência de uma investigação incontestável que permita tirar conclusões, talvez não seja sensato imaginar quem deve ser responsabilizado por este ataque”, afirmou Hua Chunying, porta-voz do ministério das Relações Exteriores da China. “Pedimos às partes envolvidas que se abstenham de adotar medidas que levariam a uma escalada das tensões na região”. “Esperamos que as duas partes possam demonstrar moderação e, juntas, preservem a paz e a estabilidade no Oriente Médio”, completou Hua, cujo país é membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.

A tensão entre Estados Unidos e Irã aumentou desde que Washington abandonou de maneira unilateral em 2018 o acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano assinado em 2015. O governo americano restabeleceu sanções econômicas contra Teerã. Trump autorizou o uso das reservas estratégicas americanas de petróleo, se necessário, para compensar a queda de produção na Arábia Saudita.

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, afirmou no sábado que não há provas de que o ataque tenha procedido do Iêmen, apontando diretamente para o Irã, e acrescentou que Washington “trabalhará” com seus parceiros para garantir o abastecimento. O porta-voz do ministério iraniano das Relações Exteriores, Abbas Mussavi, respondeu no domingo que as acusações são “insensatas” e “incompreensíveis” e que só buscam justificar “futuras ações” contra o Irã.

O príncipe herdeiro saudita, Mohamed bin Salman, cujo país é o grande rival regional do Irã, assegurou que Riad está “disposto e capacitado” responder a esta “agressão terrorista”. “As tensões no Oriente Médio aumentam com rapidez, o que significa que este caso seguirá dando o que falar durante a semana, além do momento de pânico desta manhã nos mercados de petróleo”, destacou Jeffrey Halley, analista da Oanda.

Fonte: AFP/CP

OMS mostra que 5 pessoas morrem a cada minuto por erro médico

Erros médicos abrangem desde diagnósticos errados a medicamentos errados

Foto: CP Memória

Relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que todos os anos milhões de pessoas sofrem as consequências, muitas vezes fatais, de erros médicos. As vítimas são sobretudo pessoas de camadas sociais mais pobres.

Em entrevista em Genebra, o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou que “morrem por minuto cinco pessoas devido a tratamento inadequado”.

Outro representante da organização, Neelam Dhingra-Kumar, comentou que se trata de “um problema global”, muitas vezes explicável por uma hierarquia demasiadamente rígida nos sistemas de saúde, em que médicos ou enfermeiros mais jovens não se atrevem a falar, ou funcionários encobrem erros cometidos por temer represálias.

Ainda segundo a OMS, quase metade (40%) dos pacientes sujeitos a tratamento ambulatório sofre os efeitos de erros médicos, percentual que baixa significativamente nos hospitais, embora permaneça, ainda assim, em preocupantes 10%.

A pesquisa mostra que anualmente 2,6 milhões de pessoas morrem nos 150 países de baixo ou médio rendimento devido a tratamentos médicos errados.

Os erros médicos abrangem desde diagnósticos errados a medicamentos errados, desde radiações inapropriadas a infecções hospitalares. A esses e outros erros possíveis são acrescentadas, por exemplo, a amputação de um membro quando a indicação era de amputar outro, ou a operação de um hemisfério cerebral quando a indicação era de operar o outro.

A ideia de que os erros médicos podem ser justificados por medidas de contenção financeira é contestada pelos peritos da OMS, mostrando que, pelo contrário, os sistemas onde os pacientes são, com frequência, vítimas desses erros acabam por gastar mais dinheiro para remediar os danos.

O exemplo inverso é o dos hospitais Medicare, nos Estados Unidos, que teriam poupado o equivalente a cerca de 25 bilhões de euros entre 2010 e 2015 devido a melhores controles de segurança, para evitar os erros. A Alemanha é também apontada como um bom exemplo na prevenção dos erros médicos.*Emissora pública de televisão de Portugal.

Fonte: Agência Brasil

Um sexto das crianças em idade escolar não vão à aula, diz ONU

Cerca de 258 milhões de crianças e adolescentes de entre 6 e 17 anos em todo o mundo não frequentam a escola, segundo dados

Cerca de 258 milhões de crianças e adolescentes de entre 6 e 17 anos em todo o mundo, um sexto do total, não frequentam a escola, segundo dados de 2018 publicados nesta sexta-feira pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Durante mais de uma década, o progresso na escolaridade foi “mínimo ou zero”, explicou a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) em comunicado, alertando que “se não forem tomadas medidas urgentes, 12 milhões de crianças nunca verão o interior de uma sala de aula”.

Com esses dados – indicou a UNESCO – será muito difícil alcançar uma educação inclusiva e de qualidade disponível para todos, um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que a comunidade internacional acordou concretizar até 2030.

A diferença entre países ricos e pobres é evidente quando se observa que, enquanto nos primeiros 2% das crianças em idade escolar primária (entre 6 e 11 anos) não estão na escola, nos segundos são 19%.

Essas diferenças são ainda maiores nos níveis superiores: em comparação com 8% dos jovens de 15 e 17 anos que não frequentam a escola nos países desenvolvidos, a proporção é de 61% nos países em desenvolvimento.

A diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, explicou que as meninas “continuam a ser vítimas dos maiores obstáculos”, uma vez que estima-se que haverá 9 milhões que nem sequer vão para o ensino primário, face a 3 milhões de rapazes.

Dessas 9 milhões de meninas não escolarizadas, 4 milhões vivem na África subsaariana, onde a situação é “ainda mais preocupante”, assinalou Azoulay ao condiderar que é necessário fazer da educação de mulheres e meninas a “maior prioridade”.

Estas estatísticas foram divulgadas uma semana antes da realização da Assembleia-Geral das Nações Unidas, que deve analisar os progressos nos ODS e abordar o financiamento necessário para colocá-los em prática.

Fonte: Agência Brasil

Sony quer lançar ar-condicionado portátil que pode ser “vestido”

Aparelho fica encaixado no bolso de uma camiseta especial e a temperatura pode ser controlada por um aplicativo

Divulgação

A Sony está desenvolvendo um ar-condicionado e aquecedor portátil, que pode ser “vestido”. Por meio de uma plataforma de crowdfunding, a empresa japonesa First Flight busca financiamento coletivo para o aparelho chamado Reon Pocket.

Conforme informações do site Olhar Digital, a tecnologia se encaixa em um bolso na base do pescoço de uma camiseta especial e utiliza o efeito Peltier para baixar a temperatura corporal. Segundo o site Gizmodo, a Sony realizou centenas de simulações e, em dias frios,  ele pode supostamente aumentar  a temperatura em cerca de 8ºC. Já em dias quentes, o Reon Pocket pode supostamente esfriar a temperatura corporal de um usuário em 13ºC. Assim, é possível usar uma roupa formal de negócios, como terno por exemplo, em um dia abafado e continuar fresco e sem suar.

Inicialmente, o funcionamento será por meio de um aplicativo móvel, para controlar a temperatura. Mas a Sony planeja uma atualização que funcione automaticamente. A bateria deve durar até 24 horas após a carga, segundo a empresa. No entanto, informantes japoneses afirmaram que a bateria dura menos de duas horas. A previsão de lançamento do Reon Pocket é março de 2020, apenas no Japão. O custo do aparelho será de 12,760 ienes (cerca de R$ 440).

Fonte: ZH/Olhar Digital

Rádio Metrópole

Eclipse parcial da Lua pôde ser visto também em Crissiumal

 

Fotos: Emerson Gomes

Na noite desta terça-feira, 16 de julho de 2019, quando o mundo celebra 50 anos desde que a missão Apollo 11 decolou da Terra rumo à Lua, o Brasil pôde ver um eclipse lunar parcial.

O fenômeno ocorre quando Sol, Terra e Lua se alinham, e nosso planeta faz sombra sobre o satélite.

O eclipse pôde ser visto a partir das 17h01 (horário de Brasília) e, no total, teve duração de mais de cinco horas, parecido com o que ocorreu em janeiro deste ano.

“O eclipse lunar, em geral, dura bastante tempo. Desta vez será em um horário bom, porque vai ser próximo do pôr do sol, e a Lua vai estar em uma posição relativamente alta no céu”, disse ao G1 Thiago Signorini Gonçalves, astrônomo da UFRJ e membro da Sociedade Astronômica Brasileira.

Rádio Metrópole com informações do G1

Mundo viveu em 2019 o junho mais quente dos tempos modernos

Aumento da temperatura se dá principalmente pela onde de calor que assola a Europa

Junho de 2019 foi o mês de junho mais quente já registrado no mundo, principalmente em razão de uma onda de calor na Europa, que deve voltar a acontecer com o aquecimento do planeta. Segundo os dados do serviço europeu Copernicus sobre a mudança climática, o termômetro subiu no mês de junho 0,1°C que o recorde precedente para um mês de junho (2016), mas é sobretudo na Europa que fez calor, com uma temperatura cerca de 2°C superior à normal.

Vários recordes foram batidos na semana passada em vários países europeus que sofrem a onda de calor com ar quente vindo do Saara. As temperaturas foram 10°C superiores na Alemanha, no norte da Espanha, na Itália e na França, que marcou o recorde absoluto de 45,9°C na sexta-feira.

Fonte/Foto: AFP

Facebook lança “Libra” e entra no mundo das criptomoedas

Empresa divulgou protótipo que deverá ser lançado no próximo ano

Foto: Justin Sullivan / AFP

O Facebook entrou no mundo das criptomoedas com sua própria moeda digital, concebida para economizar, transferir ou gastar dinheiro com a mesma simplicidade do envio de uma mensagem de texto. “Libra”, que é descrita como “uma nova moeda global”, foi apresentada nesta terça-feira (18) pela maior rede social do mundo como um meio de pagamento com o potencial para tirar as criptomoedas das sombras.

Facebook e vários sócios divulgaram um protótipo da “Libra” como um código aberto que pode ser usado por desenvolvedores interessados em incluí-la em aplicativos, serviços e negócios antes de seu lançamento como uma moeda digital no próximo ano.

Uma organização sem fins lucrativos com sede em Genebra supervisionará a tecnologia blockchain da Libra para manter a estabilidade da moeda. A organização é integrada, entre outras entidades, por operadoras de cartão de crédito como Mastercard e Visa, empresas de transporte como Uber e Lyft e até a organização Women’s World Banking, que ajuda mulheres desfavorecidas.

Facilitar a transferência 

A iniciativa pretende fazer com que mais de um bilhão de pessoas de todo o mundo que não têm acesso a bancos possam contar com serviços comerciais e financeiros online, afirmou Dante Disparte, diretor de política e comunicação da Libra Association. “Acreditamos que se você dá às pessoas a possibilidade de acesso a dinheiro e oportunidades com um custo menor, o que em parte a internet faz com a informação, é possível obter muito mais estabilidade do que a que temos até agora”, disse.

“Transferir dinheiro a um amigo não deveria ser mais difícil que viajar de Uber até sua casa”, afirmou Peter Hazlehurst, diretor de pagamentos e riscos da Uber. “Libra tem potencial para ser uma ponte entre as tradicionais redes de financiamento e as novas moedas tecnológicas, ao mesmo tempo que reduz custos para todos”, completou.

Facebook será apenas um dos integrantes da associação, mas separadamente está preparando sua própria carteira digital chamada Calibra. “Vemos isto como parte do cumprimento da missão do Facebook de conectar as pessoas em qualquer lugar e isto inclui permitir a troca de valores”, declarou à AFP o vice-presidente da Calibra, Tomer Barel.

“Muitos usuários do Facebook estão em países onde existem barreiras de acesso aos bancos ou ao crédito”, disse. Calibra está sendo desenvolvida para ser incluída no Messenger e WhatsApp com o objetivo de permitir aos usuários enviar a moeda Libra com a mesma facilidade de uma mensagem de texto.

Respaldo em dinheiro real

O projeto Libra aprendeu com as lições das outras criptomoedas, como o bitcoin, e foi pensado para evitar as variações abruptas de valor que afetam as moedas virtuais e que são fonte de especulação e de ruínas. O dinheiro real utilizado para comprar a Libra será a reserva e garantia do dinheiro virtual, cujo valor refletirá o de moedas estáveis como o dólar e o euro, segundo os credores. “Estará respaldada por uma reserva de ativos que assegura utilidades e baixa volatilidade”, disse Barel.

Para que a moeda digital opere em escala global, a Libra tem como base uma plataforma de tecnologia blockchain que usa quase 100 “nós” de computador confiáveis para validar e registrar transações. Blockchain é uma espécie de registro público que não pode ser falsificado e permite transferir moedas virtuais de forma rápida e segura.

A associação Libra será a única entidade capaz de “cunhar ou queimar” a moeda digital mantendo a oferta em sintonia com a demanda e ativos de reserva”, garante Barel. “Não se trata de confiar no Facebook e sim em acreditar nas organizações que fundaram a associação de que isto é independente e democrático”, afirmou Disparte.

Novas direções

O lançamento acontece no momento em que o Facebook tenta recuperar a credibilidade e confiança perdidas após uma série de escândalos pelo vazamento de dados privados. O CEO da empresa, Mark Zuckerberg, prometeu levar o Facebook a uma nova direção, com destaque para as mensagens privadas e os pagamentos eletrônicos. A nova carteira digital Calibra promete dar ao Facebook a possibilidade de incluir serviços financeiros, comércio online e que empresas menores comprem espaço publicitário. “Certamente vemos benefícios a longo prazo para o Facebook”, disse Tomer.

A informação financeira dos usuários da Calibra está estritamente separada dos dados do Facebook e não será utilizada com fins publicitários, afirmou à AFP Kevin Weil, vice-presidente da Calibra. A Libra será uma moeda regulamentada, submetida às leis locais sobre fraudes ou lavagem de dinheiro, de acordo com Weil, que apontou que, em sua visão, a maioria dos negócios ilegais “são feitos com dinheiro em espécie”.

Para as pessoas que não têm acesso aos bancos, a moeda local poderá ser convertida em Libra nas casas de câmbio ou empresas que oferecem o serviço. E a onipresença dos celulares abre a possibilidade de levar serviços bancários, cartões de crédito e comércio online a regiões em que tais serviços não existem.

Fonte: AFP/CP