Deputados têm até hoje para apresentar emendas à reforma da Previdência

Termina hoje (17) o prazo para que os deputados apresentem emendas à comissão especial que analisa a proposta de reforma da Previdência. O prazo, que havia terminado na última terça-feira (14), foi prorrogado até esta sexta (17), às 18h30, pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Maia reabriu o prazo depois de sucessivos pedidos de deputados que não conseguiram as 171 assinaturas de apoio às suas emendas.

As propostas visam a alterar pontos específicos, suprimir ou modificar a totalidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, que trata do sistema previdenciário. Até o início da noite de ontem (16) foram apresentadas 151 emendas.

O texto da reforma da Previdência fixa, entre outros pontos, a idade mínima de 65 anos para a aposentadoria de homens e mulheres, com contribuição mínima de 25 anos, e estabelece regras de transição para o novo regime. Elas valerão para homens com idade acima de 50 anos e mulheres com mais de 45. Nesses casos, haverá um pedágio entre 40% e 50%, ou seja, terão de trabalhar por um período adicional para requerer o benefício pelas normas atuais.

A maior parte das emendas tenta assegurar direitos previstos na legislação atual e que o texto encaminhado pelo governo pretende mudar. Entre os pontos que mais receberam emendas estão a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres se aposentarem, as aposentadorias especiais, como a de professores e pessoas com deficiência, as regras para a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), do não acúmulo de aposentadorias e a alteração na idade mínima para a concessão da aposentadoria rural.

O relator da proposta na comissão, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), afirmou que para facilitar o trabalho dividirá as sugestões por assuntos. “E, a partir daí, começaremos a estabelecer uma conversa com a possibilidade de melhorar o texto”, acrescentou.

Fonte: Agência Brasil

Mulheres trabalham cinco horas a mais e ganham 76% do salário dos homens

O crescimento econômico do Brasil na última década não se refletiu em mais igualdade no mercado de trabalho. Com ou sem crise, as mulheres brasileiras continuam trabalhando mais – cinco horas a mais, em média – e recebendo menos.

industrias_wd2219_2

Entre as mulheres, 70% estão fora do mercado de trabalho e dedicam-se aos afazeres domésticos e familiares Arquivo / Agência Brasil

A renda das mulheres equivale a 76% da renda dos homens e elas continuam sem as mesmas oportunidades de assumir cargos de chefia ou direção. A dupla jornada também segue afastando muitas mulheres do mercado de trabalho, apesar de elas serem responsáveis pelo sustento de quatro em cada dez casas.

As contatações são da Síntese de Indicadores Sociais – Uma análise das condições de vida da população brasileira, divulgada hoje (2), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa estudou os indicadores entre os anos de 2005 e 2015.

As mulheres tendem a receber menos que os homens porque trabalham seis horas a menos por semana em sua ocupação remunerada. Porém, como dedicam duas vezes mais tempo que eles às atividades domésticas, trabalham, no total, cinco horas a mais que eles. Ao todo, a jornada das mulheres é de 55,1 horas por semana, contra 50,5 horas deles.

De acordo com a pesquisadora do IBGE Cristiane Soares, os homens continuam se esquivando de tarefas da casa, o que se reflete em mais horas na conta delas. “Na década, a jornada masculina com os afazeres domésticos permanece em 10 horas semanais”, destacou.

Mesmo trabalhando mais horas, as mulheres têm renda menor, de 76% da remuneração dos homens. Esse número era de 71% em 2005 e reflete o fato de mulheres ganharem menos no emprego e também por não serem escolhidas para cargos de chefia e direção. Dos homens com mais de 25 anos, 6,2% ocupavam essas posições, contra 4,7% das mulheres com a mesma idade. Porém, mesmo nesses cargos, fazendo a mesma coisa, o salário delas era 68% do deles.

Apesar deste cenário, a pesquisa mostra que cresce o número de mulheres chefes de família. Considerando todos os arranjos familiares, elas são a pessoa de referência de 40% das casas. Entre aqueles arranjos formados por casais com filhos, uma em cada quatro casas é sustentada por mulheres. O percentual de homens morando sozinho com filhos é mínimo.

Nem trabalham, nem estudam

Acompanhando a tendência mundial, as mulheres jovens entre 15 e 29 também estão em desvantagem em relação aos homens da mesma idade. No Brasil, boa parte delas interrompe os estudos e para de trabalhar para cuidar da casa. Entre o total de mulheres, 21,1% não trabalha nem estuda, contra 7,8% dos homens.

Em uma década, a situação dos jovens chamados de nem-nem mudou pouco. Em 2005, 20,2% das mulheres estavam nesta situação e 5,4% dos meninos. De acordo com a pesquisa, a hipótese mais provável é que essas meninas estejam cuidando de filhos ou da casa. Em média, 91,6% delas contaram que dedicam 26,3 horas semanais a afazeres domésticos. Já entre os meninos, 26,3% dos nem-nem que responderam cuidar da casa dedicam 10,3 horas semanais à atividade.

A especialista do IBGE no tema, Luana Botelho, destaca que a situação não se alterou na década, mesmo quando a situação econômica do país era mais favorável, em 2005.”Podemos olhar a série histórica que a situação não se altera com a economia. O fato de ter mais ou menos emprego não vai fazer essa mulher deixar de ser nem-nem”, disse. Para ela, são necessárias medidas específicas para permitir que as jovens diminuam a dedicação às tarefas domésticas e voltem a trabalhar.

No total, cerca de 70% das mulheres brasileiras estão fora do mercado de trabalho. A maioria tem 50 anos ou mais e não tem instrução ou só completou o ensino fundamental.

*Agência Brasil

Pedidos de aposentadoria crescem 12,3% no primeiro semestre no RS

Incertezas sobre a reforma da Previdência levam gaúchos a buscar benefício

1475578778_87

Foram 99,8 mil em 2016 ante 88,9 mil no mesmo período do ano passado (Foto: Gilmar de Souza /Agencia RBS)

 

O temor de um horizonte com regras mais duras para obter a aposentadoria pode estar levando a um aumento no número de pedidos de benefícios junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Conforme o órgão, nos primeiros seis meses deste ano, a quantidade de solicitações no Rio Grande do Sul foi de 99,8 mil, ante 88,9 mil no mesmo período do ano passado — um salto de 12,3%. Em agosto, foram 17,5 mil pedidos, ante 14,9 mil no mesmo período de 2015. As informações são de Zero Hora.
Embora especialistas não recomendem, muitos optam por abrir mão de parte dos rendimentos que teriam no futuro para garantir a aposentadoria sob as atuais regras.
Presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), Jane Berwanger diz que a escassez de informações sobre o projeto de reforma da previdência que o governo enviará ao Congresso tem causado angústia em quem conta os anos para a aposentadoria.
— Está valendo o raciocínio de que vale mais um pássaro na mão do que dois voando — resume Jane.
O principal receio é cair na exigência de idade mínima na reforma, que, cogita-se, será de 65 anos para homens e 62 para mulheres. Hoje, com o vigor da regra 85/95 — que prevê uma soma de idade e tempo de contribuição que chegue a 85 para mulheres e 95 para homens —, uma mulher com 55 anos de idade que tenha contribuído por 30 anos já tem o direito à aposentadoria integral.
— Estamos recomendando a quem está a poucos anos da aposentadoria para aguardar até que fiquem mais claras as regras de transição, em vez de antecipar o pedido. Mas a maioria quer evitar o risco — ressalta Jane.
Quem se aposenta antes de alcançar os prazos da fórmula 85/95 cai no chamado fator previdenciário, em que há descontos gradativos no tamanho do benefício. A equação é punitiva: mulheres que peçam o benefício ao alcançar pontuação de 84 na equação (54 anos de idade e 30 de contribuição) se retiram com um desconto de 33% na remuneração a que teriam direito, por exemplo.
Conforme informações do INSS, não se pode atribuir um crescimento na demanda de aposentadoria apenas ao anúncio de uma possível reforma. Haveria aspectos conjunturais, como o longo período de greves que o Instituto enfrentou em 2015 e mudanças já em vigor como a introdução da regra 85/95, que podem ter contribuído para o crescimento da demanda, afirmou a assessoria de imprensa em e-mail enviado à reportagem.

Fonte: Rádio Gaúcha

Brasil perdeu 1,5 milhão de empregos formais em 2015

carteira_de_trabalho

A perda de empregos formais é a pior da série histórica, iniciada em 1985

A recessão econômica do ano passado teve efeitos perversos no mercado de trabalho. Em 2015, o Brasil perdeu 1,51 milhão de postos formais, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgada hoje (16) pelo Ministério do Trabalho. O resultado é o pior da série histórica, iniciada em 1985.

A retração no mercado de trabalho fez o número de trabalhadores formais (com carteira assinada) cair de 49,6 milhões no fim e 2014 para 48,1 milhões no fim do ano passado. Essa foi a primeira vez desde 1992 em que o país acumulou perdas de empregos no mercado formal de trabalho. Naquele ano, o Brasil tinha eliminado 623 mil vagas.

Divulgada uma vez por ano, a Rais é mais ampla que o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e engloba não apenas os trabalhadores do setor privado, mas trabalhadores temporários e servidores públicos federais, estaduais e municipais. Para medir o desempenho do mercado de trabalho, a Rais contabiliza a diferença entre as contratações e as dispensas.

As demissões em massa e as contratações por salários mais baixos afetaram os rendimentos médios reais dos trabalhadores, que recuaram 2,56% em 2015 em relação a 2014. Em valores absolutos, a remuneração média individual caiu de R$ 2.725,28 em 2014 para R$ 2.655,60 em 2015.

Na comparação por setores da economia, apenas a agropecuária contratou mais do que demitiu no ano passado, tendo criado 20,9 mil vagas formais. Os demais setores registraram quedas, com destaque para indústria de transformação (-604,1 mil), construção civil (-393 mil) e comércio (-195,5 mil).

Entre as regiões, o Sudeste foi a que mais eliminou postos de trabalho, com 900,3 mil trabalhadores a menos. Em seguida, vêm o Nordeste (-233,6 mil) e o Sul (-217,2 mil). Apenas três estados acumularam aumento no número de empregos formais em 2015: Piauí (3 mil), Acre (2,8 mil) e Roraima (2,2 mil).

Em relação à faixa etária, o desemprego afetou principalmente os jovens. Na faixa de 18 a 24 anos, foram eliminados 673,4 mil postos de trabalho, contra 477,8 mil entre 25 e 29 anos, 233,9 mil de 30 a 39 anos, 172,1 mil de 40 a 49 anos, e 107,7 mil na faixa até 17 anos. Somente a categoria acima de 50 anos registrou ampliação de vagas: 154,4 mil.

Fonte: EBC

Ministério do Trabalho suspende a partir desta quinta emissão de carteiras em 34 cidades gaúchas

Carteira-960x600

Medida vale até 10 de maio

O Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS) suspende a emissão de carteiras de trabalho, a partir desta quinta-feira, em 34 cidades gaúchas, para que as agências do Sine passem a implantar o sistema on line web 3.0. A migração do sistema off line para on line impede o encaminhamento dos documentos até 10 de maio. Entre quinta e sexta, ainda ocorre atendimento, mas apenas para quem realizou agendamento prévio junto ao TudoFácil do Centro da Capital. A expectativa é de que a emissão de carteiras se normalize a partir de 11 de maio.

A medida abrange as agências FGTAS/Sine de Alvorada, Arroio dos Ratos, Encantado, Feliz, Guaíba, Nova Santa Rita, Osório, Porto Alegre (TudoFácil Centro e Zona Sul), Santo Antonio da Patrulha, São Jerônimo, Torres, Tramandaí, Triunfo e Viamão.

Também fica suspenso o encaminhamento da Carteira de Trabalho em agências do Sine de Balneário Pinhal, Imbé e Minas do Leão. A paralisação vale, ainda, para os outros municípios atendidos pela Superintendência Regional de Trabalho e Emprego de Porto Alegre: Arroio do Sal, Butiá, Cachoeirinha, Canoas, Capão da Canoa, Caraá, Charqueadas, Cerro Grande do Sul, Cidreira, Gravataí, Mampituba, Mostardas, Nova Bassano, Pouso Novo, Terra de Areia, Três Cachoeiras e Vale Verde.

A retirada dos documentos já emitidos segue normalmente, conforme o protocolo de entrega. No período, fica mantida a prestação dos demais serviços oferecidos pela Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS) nas agências FGTAS/Sine como intermediação de mão de obra e encaminhamento de seguro-desemprego.

O que muda a partir de 11 de maio

Hoje, o encaminhamento da Carteira de Trabalho é feito pela inserção offline dos dados dos trabalhadores no sistema. Cada agência precisa enviar esses dados à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-RS), para confecção e conferência.

A versão online, a ser implantada, verifica a base de dados dos Correios e da Receita Federal. Com a mudança, os trabalhadores terão os dados validados no ato do atendimento. O prazo de entrega da carteira permanece sendo de até 15 dias úteis.

Fonte: Rádio Gaúcha

Brigada Militar pode fechar 2016 com 3 mil policiais a menos

Projeção leva em conta servidores que têm direito a ir para a reserva ao completar 30 anos de trabalho. A saída da corporação elevaria déficit para quase 20 mil policiais

20160422_1558974654_19177269

A situação já é crítica, mas pode se agravar. A Brigada Militar começou 2016 com o menor número de servidores em três décadas e corre risco de fechar o ano com menos da metade do efetivo previsto, recorde negativo em sua história recente. O déficit no quadro de funcionários tende a se aprofundar caso se confirmem 3 mil baixas na corporação por conta de aposentadorias e a suspensão de contratação de novos funcionários, o que por, consequência, propiciaria o aumento da insegurança e a escalada da violência no Estado.

A expectativa do comando-geral da BM é de que isso não aconteça. O emagrecimento forçado da tropa influi negativamente na prestação de serviços. Conforme dados da Lei 11.343/99, a chamada Lei Postal, que determina a divulgação de indicadores da segurança pública, a BM, em 2015, reduziu o número de operações e de policiamento em locais de diversão pública e em estabelecimentos de ensino, além de diminuir as prisões e as fiscalizações de veículos, em comparação com 2014. Em paralelo, cresceram homicídios, latrocínios, roubos de carros e assaltos.

Com menos policiais, a corporação está fechando postos de atendimento na Capital e formando patrulhas únicas com PMs de cidades vizinhas no Interior.

Os pedidos de saída pelos PMs triplicaram em 2015 em relação a 2010, e a possibilidade de 3 mil servidores abandonarem a farda neste ano é baseada em uma projeção que leva em conta os policiais com direito a ir para a reserva ao completar 30 anos de trabalho (ao menos 25 deles, na BM). É um número elevado. Afinal, em 1991, a corporação teve o contingente mais expressivo: somava 29.962 servidores, com déficit de apenas 2,4% ou 718 PMs para alcançar o quadro de pessoal — marca que a Brigada jamais conseguiu atingir.

A escassez se tornou ainda maior nos anos seguintes porque a lei que estabelece a quantidade de servidores é atualizada, elevando a previsão de servidores em razão da evolução populacional. Desde então, apesar de reposições, o número de PM só reduziu. O ponto crítico ocorreu em 1996, quando, estimulados por um plano de demissão voluntária, 1,8 mil PMs deixaram a BM, e ninguém ingressou.

Vinte anos depois, isso pode voltar a acontecer de forma ainda mais contundente. O principal fator para a “batida em retirada em massa” é consequência da crise econômica que atinge o país, sobretudo os cofres do Piratini. Sem dinheiro nem sequer para pagar salários em dia, o governo de José Ivo Sartori vem tomando duras medidas que atingem em cheio a BM desde o ano passado.

Entre outras iniciativas, Sartori vetou a contratação de novos PMs — tem 2,5 mil candidatos aprovados em concurso esperando chamada para o curso de soldado desde 2014 — e congelou promoções, normalmente feitas, duas vezes ao ano — ontem, Dia de Tiradentes, patrono das polícias no Brasil, e em 18 de novembro, aniversário da BM.

— Temos centenas de soldados que aguardam promoção para sargento desde abril do ano passado. Dependendo do tempo de serviço, acumulam prejuízos de R$ 400 mensais, sem falar de perdas nas férias e no 13º salário — lamenta Ricardo Agra, secretário-geral da Associação Beneficente Antônio Mendes Filho, entidade que representa os soldados da BM.

O aperto nas contas do Estado inclui a redução de pagamento de horas extras, alternativa para manter um certo padrão de policiamento, mesmo com efetivo insuficiente, e de melhorar os ganhos dos PMs. O governo também limitou o abono-permanência, uma gratificação criada para praças (soldados e sargentos) que optarem pela continuidade na atividade após atingirem o tempo de serviço necessário para a reserva.

O incentivo acrescenta até R$ 1,8 mil no contracheque e foi instituído para que o praça prorrogue o pedido de aposentadoria, cujo direito inclui promoção a um posto acima, ou seja, vai para casa ganhando mais.

Quartéis em Porto Alegre e no Interior estão fechando

A escassez de mão de obra na Brigada Militar tem forçado o comando da corporação a fechar quartéis, em especial, em Porto Alegre, a adotar um novo sistema de policiamento no Interior e, até a fechar, temporariamente, bases do Corpo de Bombeiros. Na Capital, já são pelo menos quatro postos de portas cerradas: na Vila Nova, no bairro Ipanema e no Morro Santa Tereza, todas na Zona Sul, e no bairro Bom Fim, na área central.

O fechamento dos postos, segundo justificativa de oficiais da Brigada Militar, visa a otimizar recursos porque os prédios dariam falsa sensação de segurança e exigem a presença permanente de PMs, ao passo que, fechados, permitem aos policiais patrulhar ruas.

O fim das atividades fixas no posto, vizinho ao Parque da Redenção e ao Hospital de Pronto Socorro (HPS), provocou protestos de moradores e comerciantes, no começo do mês, mesmo com a promessa da BM de garantir o policiamento com equipes móveis.

O temor da população se intensificou nesta semana depois que um bandido armado entrou no HPS e disparou sete vezes contra um desafeto, internado horas antes.

— É muito triste o que está acontecendo. Nunca senti temor. Dias atrás, fui entrar no carro e percebi que estava com medo de caminhar onde vivo há 40 anos — lamenta a aposentada Aida Randazzo, moradora do Bom Fim.

No Interior, para tentar suprir a falta de PMs em pequenas comunidades, a BM criou a chamada Patrim (Patrulha Intermunicipal), que é a união de policiais lotados em municípios vizinhos, formando equipes para dar segurança às duas cidades. Na Serra, a tática adotada não tem conseguido conter crimes. Assaltos a bancos já somam 18 casos em 2016, considerado recorde nos últimos anos. Em alguns casos, os roubos ocorreram quando a cidade estava sem PMs.

A crise de pessoal também atinge o Corpo de Bombeiros (ainda subordinado à BM) que tem

2.350 servidores, contra previsão de 4.870. Na Capital, são 200 homens. A crise financeira também impede a criação de duas novas estações, previstas para serem construídas há quase uma década em dois bairros na Zona Norte.

Na Região Metropolitana e no Interior, a situação se mostra mais preocupante. Quartéis estão sendo fechados, em sistema de rodízio, por até 24 horas.

— A situação sobrecarrega o servidor que não presta serviço com a eficiência esperada e corre risco de se acidentar — reclama Ubirajara Pereira Ramos, da Associação de Bombeiros do Estado.

O comandante-geral dos bombeiros, tenente-coronel Adriano Krukoski, aguarda a regulamentação da autonomia da corporação (até 2 de julho) para pleitear mais investimentos e melhorias à equipe.

Fonte: Zero Hora

Desemprego no Brasil sobe para 10,2%, revela pesquisa do IBGE

dsc_0003

A taxa de desemprego no trimestre móvel encerrado em fevereiro deste ano foi estimada em 10,2% para a totalidade do país, ficando 1,2 ponto percentual acima da taxa do trimestre encerrado em novembro de 2015 (9%) e superando a do mesmo trimestre do ano anterior, que havia sido de 7,4%. O Brasil tem hoje 10,4 milhões de pessoas sem ocupação.

Os dados do desemprego foram divulgados hoje (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio Contínua (Pnad Contínua). Este é o maior resultado da série histórica iniciada em 2012 e chega pela primeira vez aos dois dígitos.

A pesquisa indica que o desemprego atingia no fechamento do trimestre encerrado fevereiro 10,4 milhões de pessoas, crescendo 13,8% (mais 1,3 milhão de pessoas) em relação ao trimestre de setembro a novembro do ano passado. No confronto com igual trimestre do ano passado (dezembro, janeiro e fevereiro) a alta do desemprego chegou a 40,1% (mais 3 milhões de pessoas).

Já a população ocupada constatada pelo IBGE no fechamento do trimestre encerrado em fevereiro era de 91,1 milhões de pessoas, apresentando redução de 1,1%, quando comparada com o trimestre de setembro a novembro de 2015 (menos 1 milhão de pessoas). Em comparação com igual trimestre de 2015, houve queda de 1,3% (menos 1,2 milhão de pessoas).

Os dados indicam que o número de empregados com carteira assinada no setor privado apresentou queda de 1,5% frente ao trimestre de setembro a novembro de 2015 (menos 527 mil pessoas). Na comparação com igual trimestre do ano anterior, a redução foi de 3,8% (menos 1,4 milhão de pessoas).

Rendimento

Os dados divulgados hoje pelo IBGE sobre a Pnad Contínua do trimestre encerrado em fevereiro indicam que o rendimento médio real recebido pelo trabalhador brasileiro fechou fevereiro em R$ 1.934, ficando estável frente ao trimestre de setembro a novembro de 2015, que foi de R$ 1.954. No entanto, houve queda de 3,9% quando a comparação se dá com o mesmo trimestre do ano passado (R$ 2.012).

Já a massa de rendimento real habitualmente recebida pelas pessoas ocupadas em todos os trabalhos fechou fevereiro em R$ 171,3 bilhões, uma redução de 2% em relação ao trimestre de setembro a novembro do ano passado e redução de 4,7% frente ao mesmo trimestre do ano anterior.

Carteira de trabalho

A queda de 1,5% no total de trabalhadores com carteira assinada no trimestre fechado em fevereiro significa que 527 mil trabalhadores do setor privado deixaram o mercado formal. Na comparação com igual trimestre do ano passado (período de um ano), a redução foi de 3,8% (-1,4 milhão de pessoas).

Já a categoria dos empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada apresentou redução de 3,8% (-382 mil pessoas) em relação ao trimestre de setembro a novembro de 2015 e de – 4,8% (-493 mil pessoas) quando comparado ao mesmo trimestre do ano anterior.

A participação de empregadores apresentou redução de 5,8% (-233 mil pessoas) em relação ao trimestre de setembro a novembro de 2015 e, em relação ao mesmo trimestre de 2015, caiu 5,4% (-215 mil pessoas).

Já a categoria dos trabalhadores por conta própria acusou aumento de 3,0% (676 mil pessoas) em relação ao trimestre de setembro a novembro de 2015 e, na comparação com o mesmo trimestre de 2015, constatou-se aumento de 7,0% (1,5 milhão de pessoas).

Os indicadores da Pnad Contínua são calculados para trimestres móveis, utilizando-se informações dos últimos três meses consecutivos da pesquisa. A taxa do trimestre móvel terminado em fevereiro de 2016 foi calculada a partir de dados coletados em dezembro/2015, janeiro/2016 e fevereiro/2016.

Fonte: Agência Brasil

Desemprego bate à porta dos mais qualificados

P10003803

Nem mesmo os profissionais mais qualificados estão a salvo  da rápida deterioração do mercado de trabalho. Dados do Cadastro Geral  de Empregados e Desempregados mostram que foram fechadas 115 mil vagas  com carteira assinada para brasileiros com Ensino Superior completo ou  incompleto. O senador Ataídes de Oliveira, do PSDB do Tocantins,  observa o fenômeno como um sinal preocupante da desaceleração na  atividade econômica. Para ele, os números do desemprego são ainda  maiores e atingem todos os segmentos sociais.

Segundo o Senador Ataídes de Oliveira, “É mais um número maquiado pelo governo. O desemprego no  Brasil hoje é acima de 20% E que não afetou  somente esse trabalhador menos qualificado. Vai atingir toda a classe.  Não é só o trabalhador que está perdendo emprego não. O empresário  também está perdendo seu emprego.

O senador destaca ainda o retrocesso que o saldo representa.  Em 2010, quanto o Produto Interno Bruto do Brasil cresceu 7,6%, houve  abertura de mais de 300 mil postos de trabalho para os mais  escolarizados. No entanto, o desencadeamento da Operação Lava-Jato e  sinais de crise econômica levaram o país a perder o equivalente ao que  ganhou de empregos em 2013 e 2014, segundo especialistas.

Ataídes de  Olivera acredita que a corrupção, a política econômica adotada pelo PT  e os sucessivos fracassos financeiros afetaram diretamente os números  do mercado de trabalho. “A grande causa está na política econômica desse desastroso  governo do PT Essa taxa de juros é a grande causadora de  toda essa recessão e aí vem corrupção, vem a elevação dessa dívida  pública interna e externa” A fila do desemprego soma 9,1 milhões de brasileiros desde o  ano passado. As projeções apontam que o índice de desemprego deve  fechar em dois dígitos ao final deste ano, com taxa próxima de 13%.

Fonte: SL Comunicação

 

Inscrições para estágio de nível superior na delegacia de polícia de Crissiumal

DelegaciaCrissiumal

Interessados deverão comparecer na delegacia de polícia até o dia 05/02/2016 (Sexta-Feira) para preencher o formulário de inscrição no horário compreendido entre 08H:30Min. às 12H:00Min. e das 13H:30Min. às 18H:00Min.

Sobre o Estágio:

  • O estágio é para estudantes do curso de Direito.
  • Há uma vaga.
  • O estagiário compreende a 30 horas semanais.
  • O estágio é remunerado.

Requisitos aos candidatos:

  • Estar cursando faculdade de Direito.
  • Frequentar aulas no período noturno.

 

  • A PROVA SERÁ REALIZADA EM DATA A SER MARCADA POSTERIORMENTE, A QUAL SERÁ COMUNICADA DIRETAMENTE AOS CANDIDATOS INSCRITOS, APÓS O ENCERRAMENTO DO PERÍODO DAS INSCRIÇÕES.
  • O CONTEÚDO A SER COBRADO NA PROVA SERÁ INFOMADO AOS CANDIDATOS NO ATO DA INSCRIÇÃO.
  • PARA A SELEÇÃO DO ESTÁGIÁRIO SERÁ REALIZADA UMA PROVA COM QUESTÕES OBJETIVAS E DISCURSIVAS. A PROVA SERÁ ELIMINATÓRIA E CLASSIFICATÓRIA.
  • APÓS, OS CANDIDATOS SELECIONADOS SERÃO CONVOCADOS PARA ENTREVISTA.
  • O CANDIDATO SELECIONADO PAR A REALIZAÇÃO DO ESTÁGIO REALIZARÁ EXPERIMENTO DE UMA SEMANA, ANTES DE TER SEU CONTRATO EFETIVADO, A FIM DE SER VERIFICADA SUA DESENVOLTURA PARA A FUNÇÃO.

RESPONSÁVEIS PELA SELEÇÃO:

WILLIAM GARCEZ, DELEGADO DE POLÍCIA.

FERNANDA HAGEMANN, INSPETORA DE POLÍCIA.

 

Última semana para inscrição no concurso da prefeitura de Três Passos

Interessados em prestar concurso para a Prefeitura de Três Passos têm até este domingo, 31 de janeiro, para realizar a inscrição.

Serão disponibilizadas vagas para concurso para o Quadro Geral e Magistério; e Processo Seletivo sob regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para a Saúde. Os salários vão de R$ 970,26 a R$ 8.156,27com exigências de ensino fundamental incompleto a ensino superior completo.

Para o Magistério: Professor – Anos Finais do Ensino Fundamental -Artes,  Professor – Anos Finais do Ensino Fundamental – Ciências,  Professor – Anos Finais do Ensino Fundamental – Educação Física,   Professor – Anos Finais do Ensino Fundamental – Espanhol,  Professor – Anos Finais do Ensino Fundamental – Geografia,  Professor – Anos Finais do Ensino Fundamental – História,   Professor – Anos Finais do Ensino Fundamental – Letras,  Professor – Anos Finais do Ensino Fundamental – Matemática, Professor – Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental e Professor Educador Especial.

Cargos Quadro Geral: Borracheiro (Operário Especializado), Contador, Escriturário, Fiscal Tributário, Médico, Médico Ginecologista/Obstetricista, Merendeira, Motorista, Operador de Máquinas Rodoviárias e Operário.

Cargos Saúde: Agente Comunitário de Saúde.

A inscrição tem uma taxa que fica entre R$ 50 e R$ 150, dependendo do cargo, e pode ser realizada através dos sites www.trespassos-rs.com.br e www.objetivas.com.br. As provas objetivas devem ser aplicadas no dia 20 de março de 2016. Com provas pela manhã e à tarde, podendo o candidato se inscrever em mais de um cargo, desde que seja um em cada turno.

Maiores informações sobre o edital nos sites acima citados ou no Divisão de Expedientes e Gestão de Pessoas.

Fonte:

Elenara de Oliveira
Jornalista Reg. Nº 17796
Assessora de Imprensa da Prefeitura de Três Passos
         (55) 3522 0404