Produção industrial cresce 0,9% em janeiro, aponta IBGE

Índice volta a avançar após dois meses de recuo e tem crescimento mais intenso desde agosto de 2019, quando foi registrada alta de 1%

Pixabay

Após dois meses consecutivos de queda, a produção industrial avançou 0,9% em janeiro de 2020 frente a dezembro de 2019, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta terça-feira. No período, três das quatro grandes categorias econômicas e 17 das 26 atividades apontaram crescimento. Esse é o avanço mais intenso desde agosto de 2019, quando foi registrado crescimento de 1%. Contudo, no acumulado em 12 meses, a atividade industrial acumulada baixou de 1%.

Entre as grandes categorias econômicas, a de bens de capital mostrou a expansão mais acentuada, interrompendo comportamento negativo que se estendia desde maio de 2019, ao crescer 12,6%. O resultado de janeiro foi o avanço mais intenso desde junho de 2018 (23,0%). Os segmentos de bens de consumo duráveis (3,7%) e de bens intermediários (0,8%) também assinalaram taxas positivas. Apenas o setor de bens de consumo semi e não-duráveis apontou recuo (-0,1%) e marcou o terceiro mês seguido de queda na produção.

Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram de máquinas e equipamentos (11,5%), veículos automotores, reboques e carrocerias (4,0%), metalurgia (6,1%), produtos alimentícios (1,6%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,3%). Por outro lado, entre os oito ramos que reduziram a produção nesse mês, os desempenhos de maior importância para a média global foram registrados por impressão e reprodução de gravações (-54,7%) e indústrias extrativas (-3,1%).

 

*CP

À espera da chuva, produtores de soja do Rio Grande do Sul amargam prejuízos

Quebra de safra no estado gira em torno de 16% até o momento e poderá ser ainda pior

No Rio Grande do Sul, os produtores de soja estão preocupados. Isso porque a estiagem prejudicou o desenvolvimento das lavouras.

Segundo estimativa da Emater, divulgada essa semana, o estado deve colher cerca de 16,5 milhões de toneladas de soja, queda de 16% do que o esperado no início da temporada.

Os produtores gaúchos estão agora de olho no céu. Se chover nos próximos dias, a soja da área semeada mais tarde não vai sofrer tanto quanto a soja das lavouras precoces. Caso contrário, as perdas serão ainda maiores.

Só que a notícia não é boa para o produtores Rio Grande do Sul. Segundo meteorologistas, não tem previsão de chuva para os próximos dias.

*G1 RS / Globo Rural

Setrem realiza Dia de Campo sobre Culturas de Verão em 13 de março

Evento é gratuito e inicia às 13h30min

Foto: EDUARDO ERTHAL/ASSESSORIA SETREM

Na sexta-feira, 13 de março, acontece o Dia de Campo Culturas de Verão, na Área Experimental do Campus Setrem. Estudantes, técnicos, engenheiros agrônomos e produtores rurais estão convidados a participar do evento, que é gratuito. As inscrições são realizadas no local, a partir das 13h30min. As visitas iniciam às 14h.

A edição contará com cinco estações. Entre os temas que serão apresentados estão a produção de soja na integração lavoura-pecuária, orientações de quando fazer a primeira aplicação de fungicida em soja, demanda nutricional em soja, análise foliar e recomendações; bem como materiais genéticos de empresas do setor agrícola.

Confira a programação completa:

Estação 1 – Materiais genéticos

EMBRAPA – FUNDAÇÃO PRÓ-SEMENTES – LIMAGRAIN – GIOVELI – NIDERA – PIONNER

Estação 2 – Materiais genéticos

AGROESTE – TMG – ADVANTA – BRASMAX – NEOGEN

Estação 3 – Produção de soja na integração lavoura-pecuária

Rodrigo Pizzani – Setrem

Estação 4 – Quando fazer a 1ª aplicação de fungicida em soja?

Leila Maria Costamilan – Pesquisadora Embrapa Trigo

Estação 5 – Demanda nutricional em soja, análise foliar e recomendações

Paulo André Klarmann – Setrem

O Dia de Campo Culturas de Verão é uma realização da Setrem, por meio dos cursos Técnico em Agropecuária e Bacharelado em Agronomia, em parceria com Cotrimaio, Sicredi, Emater/RS-Ascar, Sindicato Rural e Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Três de Maio e São José do Inhacorá, com apoio das empresas Embrapa, Fundação Pró-Sementes, Limagrain, Gioveli, Nidera, Pionner, Agroeste, TMG, Advanta, Brasmax e Neogen.

 

*SETREM

Cesta básica fica 13,89% mais cara em 12 meses

Segundo pesquisa do Dieese, conjunto de 13 produtos custava, em janeiro de 2020, R$ 502,98. Carne foi o item que mais subiu

Uma pesquisa recente comprovou o que os consumidores já perceberam faz tempo: ir à feira ou ao supermercado e voltar com o carrinho cheio está cada vez mais caro. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que mantém a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos (PNCBA), realizada mensalmente em 17 capitais do Brasil, divulgou que, em 12 meses, entre janeiro de 2019 e o mesmo mês de 2020, a elevação foi de 13,89% – bem mais do que a inflação do período, que foi de 4,3%, segundo o IBGE.

O conjunto de 13 produtos alimentícios considerados essenciais saía por R$ 502,98 em janeiro – valor que colocou Porto Alegre como a cidade que tem o terceiro cesto mais caro do Brasil. A capital dos gaúchos ficou atrás apenas de São Paulo (R$ 517,51) e do Rio de Janeiro (R$ 507,13) neste quesito. Neste período, todas as cidades analisadas acumularam alta.

Economista do Dieese no Rio Grande do Sul, Daniela Sandi explica que 11 dos 13 produtos analisados tiveram alta nos 12 meses. Porém, a maior pressão ficou por conta da carne bovina. O preço médio do quilo passou de R$ 26,39 em janeiro de 2019 para R$ 33,41 em janeiro de 2020.

– Este produto registrou alta de 26,61% em 12 meses. Essa alta ocorreu por conta do grande volume de exportações ao longo de 2019, principalmente para a China. Somou-se a isso, no segundo semestre, entressafra e maior custo de reposição dos bezerros – explica a profissional.

Quem sofre mais com isso, é claro, é quem ganha menos.

– Quem recebeu salário mínimo em janeiro gastou mais da metade (52,6%) do valor somente com os itens básicos, sobrando muito pouco para os demais itens do orçamento – diz Daniela.

Nas últimas semanas, a carne, vilã da cesta básica, está ficando mais barata. Mas ainda não retornou ao patamar de alguns meses atrás. Vendedor de uma das bancas especializadas em carne do Mercado Público, Marlon Streck afirma que, mesmo com a diminuição, os clientes não voltaram a comprar carne vermelha como antes.

– O coxão de dentro, por exemplo, estava custando R$ 39,90 o quilo há cerca de um mês. Agora, está R$ 37,90. Mas ainda é caro para muita gente – diz ele.

Mesma situação de outra banca próxima: carne levemente mais barata, mas ainda vendendo menos.

– Ultimamente, muita gente tenta substituir alguns cortes por outros que antes não eram tão populares, como língua e fígado. Às vezes, chega a faltar – explica a sócia-proprietária Claudia Novo.

Banana salgada

O segundo item que mais subiu em 12 meses foi a banana, que registrou aumento de 18,95%. O preço médio do quilo passou de R$ 6,01 em janeiro de 2019 para R$ 7,15 em janeiro de 2020. Só no primeiro mês deste ano, o aumento foi de 5,93%. Nas bancas que vendem frutas e verduras no Mercado Público da Capital, o aumento chegou, mas os lojistas buscam, sempre que possível, não repassar ao consumidor.

Pesquisa é o segredo dos consumidores

Para os consumidores, nem sempre as variações indicadas em pesquisas são perceptíveis em cada produto, mas o valor final da conta, sim. É o caso do autônomo Benedito Carvalho da Silva, morador do Rubem Berta. Durante uma visita ao Mercado Público da Capital, na semana passada, ele usou o tempo para pesquisar.

– Costumo ir à feira e a mais de um supermercado, para saber os preços de cada coisa. Só quem trabalha sabe o valor do dinheiro que entra. Então, tem que valorizar cada centavo – opina.

Diante de produtos que ficam mais caros, a alternativa é substituir, diz ele:

– Se está caro, não dá pra levar.

Escolha

Opinião semelhante tem a técnica em enfermagem Lia Maria Miranda Calvet, 59 anos. Moradora de Viamão, ela prefere fazer as compras por lá, onde diz encontrar os produtos por preços menores. Mas não deixa de frequentar supermercados e o Mercado Público também na Capital, onde trabalha, em busca de ofertas.

– Já sei os dias de promoção em vários mercados. Se eu puder, compro sempre aquilo que está mais barato. A banana, por exemplo, encontrei por menos de R$ 3 por quilo (em Viamão). É o jeito para a conta não ser tão alta – opina.

 

Fonte: ZH

Contas públicas têm superávit recorde de R$ 44,12 bi em janeiro

A receita líquida chegou a R$ 151,691 bilhões

As contas públicas iniciaram o ano com o saldo positivo. Em janeiro, foi registrado superávit primário do Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – de R$ 44,124 bilhões, aumento real (descontada a inflação) de 41% em relação ao mesmo período de 2019 (R$ 30,030 bilhões). O resultado do primeiro mês do ano foi o melhor para o período já registrado pela Secretaria do Tesouro Nacional, na série histórica com início em 1997.

O resultado primário é formado por receitas, menos despesas, sem considerar os gastos com juros. Neste ano, a meta para o resultado primário é de déficit de R$ 124,1 bilhões.

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, explicou que o resultado de janeiro foi “muito bom”, influenciado pela arrecadação recorde, mas ainda é cedo para dizer vai continuar assim nos outros meses do ano.

“O resultado de janeiro foi muito bom, com movimento muito atípico da arrecadação. Mas não dá pra extrapolar para o resto do ano. Não dá pra saber se vai ser consistente ou não. Temos de esperar alguns meses para ver o que vai acontecer com a arrecadação, que teve um crescimento expressivo em janeiro”, disse.

Em janeiro, a receita líquida (descontadas as transferências para estados e municípios) chegou a R$ 151,691 bilhões, com aumento 6,4% em relação ao mesmo mês de 2019. A despesa total caiu 3,3%, chegando a R$ 107,567 bilhões.

Dívida pública

O Tesouro Nacional também divulgou a projeção do Governo Geral (DBGG), que deve chegar a 77,9% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, neste ano.

Indicador que considera a dívida bruta da União, de estados e municípios, a DBGG fechou 2019 em 75,8% do PIB, abaixo do resultado de 2018 (76,5%). Esse é o principal parâmetro usado para traçar comparações internacionais sobre o endividamento do país.

Segundo a secretaria, a dívida voltará a subir neste ano porque não devem se repetir fatores que ocorrem em 2019, que foram operações cambais do Banco Central e pagamentos antecipados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao Tesouro.

A previsão para 2021 é 78,2%; para 2022, 78,8%, com pico de 79,4% em 2023.

Para o Tesouro, a redução do endividamento “pressupõe a continuidade do ajuste fiscal e a aprovação de reformas estruturais”.

Orçamento impositivo

Mansueto Almeida afirmou que o orçamento impositivo não impede o contingenciamento de gastos para cumprir a meta fiscal, embora imponha uma linearidade no bloqueio, sem que o governo possa definir todas as áreas em que queira poupar.

A proposta de emenda à Constituição que criou o orçamento impositivo foi aprovada no ano passado. Com isso, passa a ser obrigatória a execução de emendas apresentadas pelas bancadas estaduais e do Distrito Federal ao Orçamento da União até um valor-limite vinculado à receita líquida, mas tais emendas estão sujeitas a contingenciamento de gastos.

Segundo o secretário, do total de despesas previstas para este ano (R$ 1,479 trilhão), R$ 126 bilhões são discricionárias (não obrigatórias). O governo só pode contingenciar as despesas discricionárias.

Mansueto disse que tem bom diálogo com os parlamentares. “O orçamento impositivo não é o fim do mundo. Tudo é uma questão de operacionalização do orçamento impositivo, e isso vai ser resolvido com um bom diálogo com o Congresso”, afirmou o secretário, ao apresentar os resultados das contas públicas.

Coronavírus

O secretário do Tesouro afirmou que o governo ainda avalia o impacto do coronavírus na economia brasileira. “Essa questão do coronavírus está assustando todo mundo porque pode ter impacto muito forte no desaquecimento da economia mundial. O risco é tanto no preço de commodities [produtos primários com cotação internacional] quanto no crescimento menor do mundo”, afirmou.

 

*Agência Brasil

Comprovantes para Imposto de Renda devem ser enviados até sexta-feira

Informes são necessários para preencher declaração

As empresas e as instituições financeiras têm até sexta-feira (28) para enviar aos contribuintes os comprovantes de rendimentos referentes ao ano passado. Os informes são usados para o preenchimento da declaração do Imposto de Renda (IR) Pessoa Física 2020, cujo prazo de entrega começa na segunda-feira (2).

Os dados não precisam ser enviados pelos Correios. Os comprovantes podem ser mandados por e-mail, serem baixados na internet ou divulgados em aplicativos para dispositivos móveis. Os documentos de rendimento servem para a Receita Federal cruzar informações e verificar se o contribuinte preencheu dados errados ou sonegou imposto.

Os documentos fornecidos pelos empregadores devem conter os valores recebidos pelos contribuintes no ano anterior, assim como detalhar os valores descontados para a Previdência Social e o Imposto de Renda recolhido na fonte. Contribuições para a Previdência Complementar da empresa e aportes para o plano de saúde coletivo devem ser informados, caso existam.

Comprovantes do Imposto de Renda na internet

Os aposentados e os pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) podem pegar os comprovantes na internet. O documento está disponível na página Meu INSS ou no aplicativo de mesmo nome disponível para os sistemas Android e iOS. O segurado deve digitar a mesma senha para consultar os demais extratos. Caso não tenha senha, basta seguir os passos informados pelo site.

Planos de saúde individuais e fundos de pensão também são obrigados a fornecer os comprovantes, cujos dados serão usados para o contribuinte deduzir os valores cobrados no Imposto de Renda. Os bancos e corretoras devem informar os valores de todas as contas correntes e de todos os investimentos. Caso o contribuinte tenha conta em mais de uma instituição, deve obter os comprovantes de todas elas.

Atraso e erros

Caso o contribuinte não receba os informes no prazo, deve procurar o setor de recursos humanos da empresa ou o gerente da instituição financeira. Se o atraso persistir, a Receita Federal pode ser acionada. Em caso de erros ou de divergência de dados, é necessário pedir um novo documento corrigido.

Se não receber os dados certos antes de 30 de abril, dia final de entrega da declaração, o contribuinte não deve perder o prazo e ser multado. É possível enviar uma versão preliminar da declaração e depois fazer uma declaração retificadora.

*Agência Brasil

Marcado pelo turismo, Carnaval deve movimentar R$ 8 bilhões na economia

Confederação Nacional do Comércio calcula que, em termos de receita, esse será a melhor edição desde 2015

Um dos principais feriados prolongados do ano deve representar uma injeção de recursos na economia. Com pelo menos 36 milhões de brasileiros aproveitando a festa, o carnaval deve movimentar R$ 8 bilhões neste ano.

Responsável pela estimativa de faturamento, a Confederação Nacional do Comércio (CNC) calcula que, em termos de receita, esse será o melhor carnaval desde 2015. A entidade estima a contratação de 25,4 mil trabalhadores temporários em todo o país, alta de 2,8% em relação ao carnaval do ano passado.

Embora boa parte do comércio feche no feriado, os efeitos serão compensados pelo turismo. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih), a ocupação média ultrapassará 60% em todo o país, mas diversos destinos terão lotação praticamente cheia.

O índice de reservas confirmadas chega a 95% em Pernambuco e em Salvador (com picos de 100% na capital baiana); 90% no Rio Grande do Norte e no Rio de Janeiro; 80% no Ceará, em Alagoas e na Paraíba; e 80% em Minas Gerais. A maioria das capitais, segundo a associação, registra crescimento em relação ao ano passado.

Folia

Além da movimentação dos turistas, os foliões locais aquecerão a festa. Segundo levantamento do Ministério do Turismo, 36 milhões de brasileiros aproveitarão os dias de folia nos seis principais destinos carnavalescos do país e no Distrito Federal, entre viajantes e moradores. No Rio de Janeiro, o carnaval deve reunir 7 milhões de foliões nos blocos e nos desfiles das escolas de samba. Desse total, 1,9 milhões virão de outros estados e de outros países.

Em Pernambuco, a expectativa é que 3,7 milhões curtam o carnaval nas famosas ladeiras de Olinda e 1,6 milhão na capital, Recife. Em Minas Gerais, 5 milhões de pessoas devem aproveitar os dias de festa em Belo Horizonte, caso o impasse para a circulação de trios elétricos seja resolvido. O carnaval de Salvador deve reunir 3 milhões de foliões, dos quais 854 mil turistas.

No Distrito Federal, 1,2 milhão de pessoas devem aproveitar a festa. Descanso Quem prefere distância da folia também movimenta a economia no carnaval. Segundo pesquisa do portal Booking.com, especializado em reservas de hospedagem online, mais brasileiros vão aproveitar o feriado para relaxar do que para festejar.

De acordo com a plataforma, 49% dos brasileiros pretendem viajar durante o carnaval neste ano. Desse total, 23% vão cair na folia e 26% pretendem descansar. Os números da Abih confirmam a preferência pela tranquilidade.

No Mato Grosso do Sul, a ocupação está em 95% nas regiões do Pantanal e no município de Bonito (MS) e 75% em Corumbá. No Pará, os municípios próximos a Belém registram procura em torno de 90%. No Sul, a taxa de ocupação deve chegar a 75% em Florianópolis (85% nos hotéis da região de praias) e a 85% em Foz do Iguaçu (PR) e no litoral paranaense.

Destino turístico tradicional em todas as épocas do ano, a Serra Gaúcha também registrará movimentação alta no carnaval. Na Região das Hortênsias, que abrange Gramado e Canela, a ocupação deve chegar aos 100%. Na Região dos Vinhedos, em Bento Gonçalves e arredores, a taxa esperada está em 70%.

 

*Agência Brasil

Prévia da inflação oficial fica em 0,22% em fevereiro

Menor taxa para o mês desde 1994, diz IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, ficou em 0,22% em fevereiro deste ano. Essa é a menor taxa para o mês desde o início do Plano Real, em 1994. O IPCA-15 de fevereiro também ficou abaixo do registrado em janeiro (0,71%). Em fevereiro de 2019, a taxa havia sido de 0,34%.

Segundo os dados divulgados nesta quinta (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA-15 acumula taxas de 0,93% no ano e de 4,21% em 12 meses.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, três apresentaram deflação (queda de preços) na prévia de fevereiro, entre eles alimentação e bebidas, cujos preços recuaram 0,10%. A queda de preços de 5,04% das carnes foi o principal responsável por esse comportamento dos alimentos.

Também tiveram deflação os itens de vestuário (-0,83%) e de saúde e cuidados pessoais (-0,29%).

Já os gastos com educação foram os que mais impulsionaram a inflação na prévia de fevereiro, ao subirem 3,61%, devido principalmente ao reajuste sazonal dos cursos regulares (4,36%), que costuma ocorrer nessa época.

Outros grupos com inflação foram habitação (0,07%), artigos de residência (0,17%), transportes (0,20%), despesas pessoais (0,31%) e comunicação (0,02%).

 

*Agência Brasil

Receita antecipa pagamento de lotes de restituição do Imposto de Renda

A partir deste ano, contribuinte receberá declaração pré-preenchida

A partir deste ano a Receita Federal antecipará o pagamento dos lotes de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). Tradicionalmente paga em sete lotes, de junho a dezembro, a restituição será paga em cinco lotes, do fim de maio ao fim de setembro.

Pelo cronograma anunciado hoje (19) pela Receita Federal, o primeiro lote será pago em 29 de maio. Os lotes seguintes serão pagos em 30 de junho, 31 de julho, 31 de agosto e 30 de setembro.

Também a partir deste ano, o próprio programa gerador da declaração do Imposto de Renda fornecerá a declaração pré-preenchida para os contribuintes com certificação digital. As informações da base de dados da Receita vão diretamente para o programa gerador, cabendo ao contribuinte apenas validar os dados e transmitir a declaração.

Em vigor desde 2014, a declaração pré-preenchida estava disponível no Centro de Atendimento Virtual (e-CAC) da Receita, e o contribuinte com certificação digital precisava gerar um arquivo, salvá-lo no computador e somente então o importar para o programa gerador.

Doações

Outra novidade é a realização de doações de até 3% do imposto devido a fundos controlados pelos conselhos municipais, estaduais e nacionais do idoso diretamente na declaração anual. Instituída pela Lei 13.797/2019, a novidade vale para declarações a partir de 2020. Até agora, as doações poderiam ser feitas no ano corrente, mas não diretamente na declaração, como ocorre com os fundos para os direitos da criança e do adolescente.

Por causa da perda de validade da lei que regulamentava o benefício, as contribuições dos patrões para a Previdência Social de empregados domésticos não poderão ser mais deduzidas. De 2006 até o ano passado, o contribuinte poderia abater R$ 1.251,07, correspondente à contribuição para o Instituto Nacional do Seguro Social dos trabalhadores domésticos correspondente ao salário mínimo.

A Receita também ampliou o prazo para o contribuinte agendar o débito automático da primeira cota ou cota única do imposto. Até agora, quem entregava a declaração até o fim de março tinha direito ao agendamento. A partir deste ano, a funcionalidade estará disponível para quem transmitir o documento até 10 de abril.

Obrigatoriedade

O prazo de entrega da declaração começará às 8h de 2 de março e irá até as 23h59min59s de 30 de abril.

A Receita Federal espera receber 32 milhões de declarações do Imposto de Renda. O programa gerador poderá ser baixado na página da Receita na internet a partir das 8h desta quinta-feira (20).

Deve entregar a declaração 2020 (ano-base 2019) o contribuinte que recebeu rendimentos tributáveis superiores a R$ 28.559,70 no ano passado, o equivalente a R$ 2.196,90 por mês, incluído o décimo terceiro. Também deve apresentar o documento quem teve receita bruta de atividade rural superior a R$ 142.798,50; contribuintes com rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte de mais de R$ 40 mil, e contribuintes com patrimônio de mais de R$ 300 mil em 31 de dezembro.

Também deve entregar a declaração quem obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos ou fez operações na bolsa de valores; quem passou à condição de residentes no Brasil em qualquer mês no ano passado e quem optou pela isenção de Imposto de Renda incidente sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais e comprou outro imóvel até 180 dias depois da venda.

Deduções

Exceto no caso das contribuições de empregadas domésticas e de fundos para direitos de idosos, os valores de deduções não mudaram em relação a 2019. O limite de abatimentos na declaração simplificada continuará em R$ 16.754,30. As deduções por dependente, em R$ 2,275,08. As deduções de gastos com educação, em R$ 3.561,30. As contribuições para a previdência complementar poderão totalizar até 12% do rendimento tributável.

 

*Agência Brasil

Estimativa do mercado financeiro para inflação cai para 3,22%

É a sétima queda seguida projetada pelas instituições

As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) reduziram a estimativa para a inflação este ano, pela sétima vez seguida. Desta vez, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país – caiu de 3,25% para 3,22%. A informação consta no boletim Focus, pesquisa semanal do BC que traz as projeções de instituições para os principais indicadores econômicos.

Para 2021, a estimativa de inflação se mantém em 3,75%. A previsão para os anos seguintes também não teve alterações: 3,50% em 2022 e 2023.

A projeção para 2020 está abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4% em 2020. Para 2021, a meta é 3,75% e para 2022, 3,50%. O intervalo de tolerância para cada ano é 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, ou seja, em 2020, por exemplo, o limite mínimo da meta de inflação é 2,5% e o máximo, 5,5%.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 4,25% ao ano. Para o mercado financeiro, a Selic deve ser mantida no atual patamar até o fim do ano. Em 2021, a expectativa é de aumento da taxa básica, encerrando o período em 6% ao ano. Para o fim de 2022 e 2023, a previsão é 6,5% ao ano.

Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já a manutenção da Selic indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Atividade econômica

A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – caiu de 2,30% para 2,23% em 2020. As estimativas das instituições financeiras para os anos seguintes – 2021, 2022 e 2023 – permanecem em 2,50%.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar está em R$ 4,10 para o fim deste ano e subiu de R$ 4,10 para R$ 4,11, ao fim de 2021.

 

*Agência Brasil