Mercado financeiro prevê queda de 1,18% da economia este ano

Previsão do mercado para o PIB de 2021, 2022 e 2023 continua em 2,50%

O mercado financeiro estima queda ainda maior da economia este ano, por influência da pandemia do coronavírus. A previsão de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – agora é de 1,18%. Essa foi a oitava redução consecutiva. Na semana passada, o mercado  previa queda de 0,48%.

A estimativa consta do boletim Focus, uma publicação elaborada todas as semanas pelo Banco Central, com a projeção para os principais indicadores econômicos.

As previsões do mercado para o PIB de 2021, 2022 e 2023 continuam em 2,50%.

Já a cotação do dólar deve fechar o ano em R$ 4,50, a mesma previsão da semana passada. Para 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 4,40, contra R$ 4,30 da semana passada.

Inflação

As instituições financeiras consultadas pelo BC também reduziram a previsão de inflação de 2020. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu, pela quarta vez seguida, ao passar de 2,94% para 2,72%.

Para 2021, a estimativa de inflação também foi reduzida, de 3,57% para 3,50%. A previsão para os anos seguintes – 2022 e 2023 – não teve alterações e permanece em 3,50%.

A projeção para 2020 está abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, a meta é 3,75% e para 2022, 3,50%, também com intervalo de 1,5 ponto percentual em cada ano.

Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 3,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic tenha mais uma redução e encerre 2020 em 3,25% ao ano. Na semana passada a previsão para o fim de 2020 era 3,50% ao ano.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa básica chegue a 4,75% ao ano. A previsão anterior era de 5% ao ano. Para o fim de 2022, as instituições mantiveram a previsão em 6% ao ano e, para o final de 2023, a estimativa passou de 6,25% ao ano para 6% ao ano.

 

*Agência Brasil

Corsan adota medidas para minimizar impactos da pandemia no Estado

Alinhada às ações do governo do Estado, a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) tomou uma série de medidas para reduzir os impactos da pandemia de Covid-19 no Rio Grande do Sul. Entre as ações, estão a suspensão do corte do abastecimento por 60 dias, a isenção do pagamento aos clientes de baixa renda que têm tarifa social por 90 dias e a suspensão da leitura por 15 dias.

AS MEDIDAS

Suspensão do corte

O corte do abastecimento por falta de pagamento está suspenso por 60 dias, contados a partir de 23 de março. Essa medida não isenta a cobrança de juros e multa por atraso no pagamento, além do envio de aviso de débito, e mantém a atuação dos órgãos de restrição ao crédito aos inadimplentes. A segunda via da fatura pode ser acessada no App Corsan e na Central de Serviços no site corsan.com.br.

Isenção da tarifa social

A isenção aos clientes de baixa renda que têm tarifa social por 90 dias é válida para os usuários que já contam com esse benefício do desconto social, conforme consta do cadastro da Corsan. A isenção ocorrerá nos meses de competência de abril, maio e junho.

Suspensão da leitura

O serviço de leitura está suspenso por 15 dias, contados a partir de 23 de março. Neste período, as faturas serão cobradas pela média dos últimos 12 meses e enviadas pelos Correios. Na próxima leitura, o sistema realizará, automaticamente, o ajuste do consumo. Em caso de não recebimento da fatura, a segunda via pode ser acessada no App Corsan e na Central de Serviços no site.

Atendimento ao cliente

O atendimento presencial está suspenso temporariamente nas Unidades de Saneamento. Informações sobre essas medidas podem ser obtidas pelo Atendimento online (chat) 24 horas, Fale Conosco ou pelo telefone 0800-646-6444. Os clientes devem utilizar os canais de relacionamento digitais da Corsan para registrar a sua solicitação de serviços. Por meio do App e da Central de Serviços no site, é possível consultar a situação do abastecimento, informar sobre falta de água e vazamentos, cadastrar fatura por e-mail e acessar a segunda via, entre outros serviços.

*Governo do RS/Secom

Petrobras reduz preço do GLP em 10% a partir desta terça-feira

Com mais essa queda, o preço do produto acumula corte de 21% nos preços neste ano

Foto: André Ávila / CP Memória

A Petrobras anunciou a terceira redução no preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) nos últimos 10 dias, de 10% nas refinarias a partir desta terça-feira. Com mais essa queda, o preço do produto, que afeta as famílias de baixa renda, acumula corte de 21% nos preços neste ano.

Antes dessas reduções, o preço praticado pela estatal estava 45% acima da paridade com a cotação internacional. O preço nas refinarias passa a ser de R$ 21,85 para o botijão de 13 quilos (gás de cozinha).

A redução atinge tanto o GLP residencial como industrial.

Segundo a Petrobras, a empresa está reforçando o abastecimento de GLP no mercado através de compras adicionais já efetuadas dentro do seu programa de importação, depois que a crise provocada pelo coronavírus fez muitas famílias estocarem o combustível, levando à escassez pontual em alguns centros urbanos, segundo informou mais cedo o Ministério de Minas e Energia (MME).

Ao todo, a Petrobras fez a importação de três carregamentos, que chegam no porto de Santos nos dias 30 de março, 6 e 10 de abril. Cada navio tem capacidade adicional de 20 milhões de quilos de GLP, equivalente a 1,6 milhão de botijões de 13 kg.

A companhia disse ainda que não há necessidade de estocar o produto, e pediu para que as distribuidoras repassem a queda de preços para o consumidor. “Não há qualquer necessidade de estocar GLP neste momento, pois não haverá falta de produto para abastecer a população”, afirmou a estatal.

Fonte: Correio do Povo  / AE

Prazo para saque imediato de até R$ 998 do FGTS acaba nesta terça

Dinheiro retornará à conta do trabalhador em abril

O trabalhador que até hoje (30) não fez o saque imediato de até R$ 998 do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) tem até amanhã (31) para retirar o dinheiro. Na quarta-feira (1º), todo o dinheiro não sacado retornará à conta original.

Desde setembro do ano passado, a Caixa Econômica Federal está distribuindo dinheiro de contas ativas ou inativas do FGTS. Os recursos foram liberados de forma escalonada até dezembro, num cronograma baseado no mês de nascimento do trabalhador. Ao todo, foram distribuídos cerca de R$ 40 bilhões, que serviram para estimular a economia no fim do ano passado.

O valor usado como referência para o saque imediato é o saldo de cada conta – ativa ou inativa – em 24 de julho do ano passado. Os trabalhadores com saldo acima de R$ 998 nessa data só podem sacar até R$ 500 por conta de FGTS. Quem tinha contas com até R$ 998 – montante equivalente ao salário mínimo no ano passado – pode sacar até esse valor.

Numa simulação, um trabalhador que tinha R$ 998 numa conta do FGTS e R$ 1 mil em outra conta em 24 de julho do ano passado só pode retirar R$ 998 da primeira conta e R$ 500 da segunda.

A retirada também pode ser feita por quem tinha sacado os R$ 500 da conta no ano passado e não retirou a diferença entre R$ 500 e R$ 998 em dezembro. Inicialmente, o governo permitiria apenas a retirada de até R$ 500 por conta, mas o Congresso Nacional ampliou o saque para R$ 998 para contas com saldo igual ou inferior ao salário mínimo.

Como sacar

O saque poderá ser feito pelos mesmos canais de pagamento da primeira etapa do saque imediato. Por causa da pandemia de coronavírus, a Caixa orienta o resgate por meio do aplicativo FGTS, disponível para tablets e smartphones dos sistemas Android e iOS. Nesse caso, o trabalhador pode programar a transferência do dinheiro para qualquer conta em seu nome, independentemente do banco. A operação não tem custo.

Os saques de até R$ 998 podem ser feitos nas casas lotéricas, caso esses estabelecimentos estejam abertos, e terminais de autoatendimento para quem tem senha do Cartão Cidadão. Quem tem Cartão Cidadão e senha pode sacar nos correspondentes Caixa Aqui, caso esses estabelecimentos estejam autorizados a abrir. Basta apresentar documento de identificação.

Atendimento

Desde a última terça-feira (24), as agências da Caixa estão funcionando em horário reduzido, das 10h às 14h. O atendimento está restrito a quem não puder resolver o problema por canais eletrônicos. As dúvidas sobre valores e a data do saque podem ser consultadas no aplicativo do FGTS, pelo site da Caixa ou pelo telefone de atendimento exclusivo 0800-724-2019, disponível 24 horas.

A Caixa destaca que o saque imediato não altera o direito de sacar todo o saldo da conta do FGTS, caso o trabalhador seja demitido sem justa causa ou em outras hipóteses previstas em lei.

Essa modalidade de saque não significa que houve adesão ao saque aniversário, que é uma nova opção oferecida ao trabalhador a partir de abril, em alternativa ao saque por rescisão do contrato de trabalho. Por meio do saque aniversário, o trabalhador poderá retirar parte do saldo da conta do FGTS, anualmente, de acordo com o mês de aniversário.

*Agência Brasil

Inflação oficial registra taxa de 0,02% na prévia de março

Índice é inferior ao 0,22% registrado em fevereiro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, ficou em 0,02% em março deste ano. Este é o menor resultado para o IPCA-15 em um mês de março desde o início do Plano Real (1994).

Segundo dados divulgados hoje (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa é inferior ao 0,22% registrado em fevereiro e ao 0,54% observado em março do ano passado.

Com o resultado da prévia de março, o IPCA-15 acumula taxas de 0,95% no ano e de 3,67% em 12 meses.

Os principais responsáveis pela queda da taxa de fevereiro para março foram os transportes, que tiveram deflação (queda de preços) de 0,80% no mês, e habitação, que cujos preços recuaram 0,28%.

Nos transportes, destacam-se os combustíveis, que tiveram deflação de 1,19% no mês, devido às quedas de preços da gasolina (-1,18%), etanol (-1,06%), óleo diesel (-1,95%) e gás veicular (-0,89%).

Nos gastos com habitação, o principal destaque é a queda de preços da energia elétrica, que recuaram 1,30%.

Além dos transportes e habitação, registraram deflação os artigos de residência (-0,05%) e vestuário (-0,22%).

Por outro lado, os alimentos e gastos com saúde pressionaram a inflação, evitando uma queda maior da taxa. Os alimentos tiveram alta de preços de 0,35% e saúde e cuidados pessoais registraram inflação de 0,84%.

Entre os alimentos, a inflação foi influenciada pelas altas da cenoura (23,92%), do ovo de galinha (5,10%), do tomate (4,93%) e do leite longa vida (1,37%).

No grupo de saúde, houve altas de 2,36% nos itens de higiene pessoal e de 0,60% nos planos de saúde.

Além dos alimentos e itens de saúde e cuidados pessoais, tiveram inflação os grupos despesas pessoais (0,03%), educação (0,61%) e comunicação (0,33%).

 

*Agência Brasil

Produção industrial cresce 0,9% em janeiro, aponta IBGE

Índice volta a avançar após dois meses de recuo e tem crescimento mais intenso desde agosto de 2019, quando foi registrada alta de 1%

Pixabay

Após dois meses consecutivos de queda, a produção industrial avançou 0,9% em janeiro de 2020 frente a dezembro de 2019, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta terça-feira. No período, três das quatro grandes categorias econômicas e 17 das 26 atividades apontaram crescimento. Esse é o avanço mais intenso desde agosto de 2019, quando foi registrado crescimento de 1%. Contudo, no acumulado em 12 meses, a atividade industrial acumulada baixou de 1%.

Entre as grandes categorias econômicas, a de bens de capital mostrou a expansão mais acentuada, interrompendo comportamento negativo que se estendia desde maio de 2019, ao crescer 12,6%. O resultado de janeiro foi o avanço mais intenso desde junho de 2018 (23,0%). Os segmentos de bens de consumo duráveis (3,7%) e de bens intermediários (0,8%) também assinalaram taxas positivas. Apenas o setor de bens de consumo semi e não-duráveis apontou recuo (-0,1%) e marcou o terceiro mês seguido de queda na produção.

Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram de máquinas e equipamentos (11,5%), veículos automotores, reboques e carrocerias (4,0%), metalurgia (6,1%), produtos alimentícios (1,6%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,3%). Por outro lado, entre os oito ramos que reduziram a produção nesse mês, os desempenhos de maior importância para a média global foram registrados por impressão e reprodução de gravações (-54,7%) e indústrias extrativas (-3,1%).

 

*CP

À espera da chuva, produtores de soja do Rio Grande do Sul amargam prejuízos

Quebra de safra no estado gira em torno de 16% até o momento e poderá ser ainda pior

No Rio Grande do Sul, os produtores de soja estão preocupados. Isso porque a estiagem prejudicou o desenvolvimento das lavouras.

Segundo estimativa da Emater, divulgada essa semana, o estado deve colher cerca de 16,5 milhões de toneladas de soja, queda de 16% do que o esperado no início da temporada.

Os produtores gaúchos estão agora de olho no céu. Se chover nos próximos dias, a soja da área semeada mais tarde não vai sofrer tanto quanto a soja das lavouras precoces. Caso contrário, as perdas serão ainda maiores.

Só que a notícia não é boa para o produtores Rio Grande do Sul. Segundo meteorologistas, não tem previsão de chuva para os próximos dias.

*G1 RS / Globo Rural

Setrem realiza Dia de Campo sobre Culturas de Verão em 13 de março

Evento é gratuito e inicia às 13h30min

Foto: EDUARDO ERTHAL/ASSESSORIA SETREM

Na sexta-feira, 13 de março, acontece o Dia de Campo Culturas de Verão, na Área Experimental do Campus Setrem. Estudantes, técnicos, engenheiros agrônomos e produtores rurais estão convidados a participar do evento, que é gratuito. As inscrições são realizadas no local, a partir das 13h30min. As visitas iniciam às 14h.

A edição contará com cinco estações. Entre os temas que serão apresentados estão a produção de soja na integração lavoura-pecuária, orientações de quando fazer a primeira aplicação de fungicida em soja, demanda nutricional em soja, análise foliar e recomendações; bem como materiais genéticos de empresas do setor agrícola.

Confira a programação completa:

Estação 1 – Materiais genéticos

EMBRAPA – FUNDAÇÃO PRÓ-SEMENTES – LIMAGRAIN – GIOVELI – NIDERA – PIONNER

Estação 2 – Materiais genéticos

AGROESTE – TMG – ADVANTA – BRASMAX – NEOGEN

Estação 3 – Produção de soja na integração lavoura-pecuária

Rodrigo Pizzani – Setrem

Estação 4 – Quando fazer a 1ª aplicação de fungicida em soja?

Leila Maria Costamilan – Pesquisadora Embrapa Trigo

Estação 5 – Demanda nutricional em soja, análise foliar e recomendações

Paulo André Klarmann – Setrem

O Dia de Campo Culturas de Verão é uma realização da Setrem, por meio dos cursos Técnico em Agropecuária e Bacharelado em Agronomia, em parceria com Cotrimaio, Sicredi, Emater/RS-Ascar, Sindicato Rural e Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Três de Maio e São José do Inhacorá, com apoio das empresas Embrapa, Fundação Pró-Sementes, Limagrain, Gioveli, Nidera, Pionner, Agroeste, TMG, Advanta, Brasmax e Neogen.

 

*SETREM

Cesta básica fica 13,89% mais cara em 12 meses

Segundo pesquisa do Dieese, conjunto de 13 produtos custava, em janeiro de 2020, R$ 502,98. Carne foi o item que mais subiu

Uma pesquisa recente comprovou o que os consumidores já perceberam faz tempo: ir à feira ou ao supermercado e voltar com o carrinho cheio está cada vez mais caro. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que mantém a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos (PNCBA), realizada mensalmente em 17 capitais do Brasil, divulgou que, em 12 meses, entre janeiro de 2019 e o mesmo mês de 2020, a elevação foi de 13,89% – bem mais do que a inflação do período, que foi de 4,3%, segundo o IBGE.

O conjunto de 13 produtos alimentícios considerados essenciais saía por R$ 502,98 em janeiro – valor que colocou Porto Alegre como a cidade que tem o terceiro cesto mais caro do Brasil. A capital dos gaúchos ficou atrás apenas de São Paulo (R$ 517,51) e do Rio de Janeiro (R$ 507,13) neste quesito. Neste período, todas as cidades analisadas acumularam alta.

Economista do Dieese no Rio Grande do Sul, Daniela Sandi explica que 11 dos 13 produtos analisados tiveram alta nos 12 meses. Porém, a maior pressão ficou por conta da carne bovina. O preço médio do quilo passou de R$ 26,39 em janeiro de 2019 para R$ 33,41 em janeiro de 2020.

– Este produto registrou alta de 26,61% em 12 meses. Essa alta ocorreu por conta do grande volume de exportações ao longo de 2019, principalmente para a China. Somou-se a isso, no segundo semestre, entressafra e maior custo de reposição dos bezerros – explica a profissional.

Quem sofre mais com isso, é claro, é quem ganha menos.

– Quem recebeu salário mínimo em janeiro gastou mais da metade (52,6%) do valor somente com os itens básicos, sobrando muito pouco para os demais itens do orçamento – diz Daniela.

Nas últimas semanas, a carne, vilã da cesta básica, está ficando mais barata. Mas ainda não retornou ao patamar de alguns meses atrás. Vendedor de uma das bancas especializadas em carne do Mercado Público, Marlon Streck afirma que, mesmo com a diminuição, os clientes não voltaram a comprar carne vermelha como antes.

– O coxão de dentro, por exemplo, estava custando R$ 39,90 o quilo há cerca de um mês. Agora, está R$ 37,90. Mas ainda é caro para muita gente – diz ele.

Mesma situação de outra banca próxima: carne levemente mais barata, mas ainda vendendo menos.

– Ultimamente, muita gente tenta substituir alguns cortes por outros que antes não eram tão populares, como língua e fígado. Às vezes, chega a faltar – explica a sócia-proprietária Claudia Novo.

Banana salgada

O segundo item que mais subiu em 12 meses foi a banana, que registrou aumento de 18,95%. O preço médio do quilo passou de R$ 6,01 em janeiro de 2019 para R$ 7,15 em janeiro de 2020. Só no primeiro mês deste ano, o aumento foi de 5,93%. Nas bancas que vendem frutas e verduras no Mercado Público da Capital, o aumento chegou, mas os lojistas buscam, sempre que possível, não repassar ao consumidor.

Pesquisa é o segredo dos consumidores

Para os consumidores, nem sempre as variações indicadas em pesquisas são perceptíveis em cada produto, mas o valor final da conta, sim. É o caso do autônomo Benedito Carvalho da Silva, morador do Rubem Berta. Durante uma visita ao Mercado Público da Capital, na semana passada, ele usou o tempo para pesquisar.

– Costumo ir à feira e a mais de um supermercado, para saber os preços de cada coisa. Só quem trabalha sabe o valor do dinheiro que entra. Então, tem que valorizar cada centavo – opina.

Diante de produtos que ficam mais caros, a alternativa é substituir, diz ele:

– Se está caro, não dá pra levar.

Escolha

Opinião semelhante tem a técnica em enfermagem Lia Maria Miranda Calvet, 59 anos. Moradora de Viamão, ela prefere fazer as compras por lá, onde diz encontrar os produtos por preços menores. Mas não deixa de frequentar supermercados e o Mercado Público também na Capital, onde trabalha, em busca de ofertas.

– Já sei os dias de promoção em vários mercados. Se eu puder, compro sempre aquilo que está mais barato. A banana, por exemplo, encontrei por menos de R$ 3 por quilo (em Viamão). É o jeito para a conta não ser tão alta – opina.

 

Fonte: ZH

Contas públicas têm superávit recorde de R$ 44,12 bi em janeiro

A receita líquida chegou a R$ 151,691 bilhões

As contas públicas iniciaram o ano com o saldo positivo. Em janeiro, foi registrado superávit primário do Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – de R$ 44,124 bilhões, aumento real (descontada a inflação) de 41% em relação ao mesmo período de 2019 (R$ 30,030 bilhões). O resultado do primeiro mês do ano foi o melhor para o período já registrado pela Secretaria do Tesouro Nacional, na série histórica com início em 1997.

O resultado primário é formado por receitas, menos despesas, sem considerar os gastos com juros. Neste ano, a meta para o resultado primário é de déficit de R$ 124,1 bilhões.

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, explicou que o resultado de janeiro foi “muito bom”, influenciado pela arrecadação recorde, mas ainda é cedo para dizer vai continuar assim nos outros meses do ano.

“O resultado de janeiro foi muito bom, com movimento muito atípico da arrecadação. Mas não dá pra extrapolar para o resto do ano. Não dá pra saber se vai ser consistente ou não. Temos de esperar alguns meses para ver o que vai acontecer com a arrecadação, que teve um crescimento expressivo em janeiro”, disse.

Em janeiro, a receita líquida (descontadas as transferências para estados e municípios) chegou a R$ 151,691 bilhões, com aumento 6,4% em relação ao mesmo mês de 2019. A despesa total caiu 3,3%, chegando a R$ 107,567 bilhões.

Dívida pública

O Tesouro Nacional também divulgou a projeção do Governo Geral (DBGG), que deve chegar a 77,9% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, neste ano.

Indicador que considera a dívida bruta da União, de estados e municípios, a DBGG fechou 2019 em 75,8% do PIB, abaixo do resultado de 2018 (76,5%). Esse é o principal parâmetro usado para traçar comparações internacionais sobre o endividamento do país.

Segundo a secretaria, a dívida voltará a subir neste ano porque não devem se repetir fatores que ocorrem em 2019, que foram operações cambais do Banco Central e pagamentos antecipados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao Tesouro.

A previsão para 2021 é 78,2%; para 2022, 78,8%, com pico de 79,4% em 2023.

Para o Tesouro, a redução do endividamento “pressupõe a continuidade do ajuste fiscal e a aprovação de reformas estruturais”.

Orçamento impositivo

Mansueto Almeida afirmou que o orçamento impositivo não impede o contingenciamento de gastos para cumprir a meta fiscal, embora imponha uma linearidade no bloqueio, sem que o governo possa definir todas as áreas em que queira poupar.

A proposta de emenda à Constituição que criou o orçamento impositivo foi aprovada no ano passado. Com isso, passa a ser obrigatória a execução de emendas apresentadas pelas bancadas estaduais e do Distrito Federal ao Orçamento da União até um valor-limite vinculado à receita líquida, mas tais emendas estão sujeitas a contingenciamento de gastos.

Segundo o secretário, do total de despesas previstas para este ano (R$ 1,479 trilhão), R$ 126 bilhões são discricionárias (não obrigatórias). O governo só pode contingenciar as despesas discricionárias.

Mansueto disse que tem bom diálogo com os parlamentares. “O orçamento impositivo não é o fim do mundo. Tudo é uma questão de operacionalização do orçamento impositivo, e isso vai ser resolvido com um bom diálogo com o Congresso”, afirmou o secretário, ao apresentar os resultados das contas públicas.

Coronavírus

O secretário do Tesouro afirmou que o governo ainda avalia o impacto do coronavírus na economia brasileira. “Essa questão do coronavírus está assustando todo mundo porque pode ter impacto muito forte no desaquecimento da economia mundial. O risco é tanto no preço de commodities [produtos primários com cotação internacional] quanto no crescimento menor do mundo”, afirmou.

 

*Agência Brasil