INPC fica em 0,30% em junho, diz IBGE

Produtos alimentícios tiveram alta de preços de 0,37%

O  Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda até cinco salários mínimos, registrou inflação de 0,30% em junho deste ano. A taxa veio depois de uma deflação (queda de preços) de 0,25% em maio.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o INPC acumula taxas de inflação de 0,36% no ano e de 2,35% em 12 meses.

Portanto, o INPC ficou acima da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou em 0,26% em junho e que acumula taxas de 0,10% no ano e 2,13% em 12 meses.

Em junho, segundo o INPC, os produtos alimentícios tiveram alta de preços de 0,37%, enquanto os não alimentícios registraram inflação de 0,28%.

 

Fonte: Agência Brasil

Pandemia causou impacto em 57% das companhias exportadoras, revela CNI

Em 42% das empresas afetadas, vendas externas caíram a menos da metade

pandemia do novo coronavírus reduziu o faturamento de 57% das empresas exportadoras em abril e maio, revelou levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O impacto foi maior nas importadoras e nas companhias que investem em países estrangeiros. Nessas categorias, 70% das companhias registraram queda no valor faturado.

Apesar da queda, os números indicam desaceleração no recuo. No levantamento anterior, que avaliou os meses de fevereiro e de março, 80% das empresas exportadoras tinham registrado diminuição no faturamento.

Em 42% das empresas afetadas, as vendas externas caíram para menos da metade de antes da pandemia de covid-19. Entre as importadoras, 26% relataram que estão comprando menos de 50% do que importavam antes da disseminação da doença.

Expectativas

A pesquisa também avaliou as expectativas dos empresários para os próximos 60 dias. Os números apontam continuidade no processo de recuperação, com 36% das exportadoras acreditando que serão afetadas negativamente, com a proporção repetindo-se entre as empresas importadoras e com investimentos no exterior.

Para a CNI, embora o comércio exterior tenha sido impactado pela pandemia, terá papel fundamental na retomada do crescimento econômico e na geração de emprego e renda. Na avaliação da entidade, a crise pode servir de oportunidade para a empresa brasileira reavaliar a estratégia e aumentar a internacionalização ao sair da pandemia.

Mercados

Em relação aos mercados de destino, 34% das exportadoras reduziram as vendas para a Argentina em abril e maio, 23% para a Bolívia e 21% para o Chile e os Estados Unidos. Em relação às importadoras, 58% das empresas diminuíram as compras da China, 29% reduziram as compras dos Estados Unidos. Segundo a CNI, os dois países são mercados estratégicos da indústria.

Entre as empresas que investem no mercado internacional, 70% informaram que reduziram a destinação de recursos para o exterior. A queda maior foi sentida nas remessas para a China (35%), os Estados Unidos (30%) e a Alemanha (13%). Na perspectiva para os próximos 60 dias, os maiores indicadores de retração também são registrados na China (44%) e nos Estados Unidos (31%).

Preocupações

As principais preocupações das empresas brasileiras com inserção internacional são a queda das exportações (24%) e da produção (19%). Em terceiro lugar vem o aumento do preço da matéria-prima (15%).

Entre as quase 200 empresas consultadas, 60% importam ou exportam produtos pelo mar. Para essa parcela, a maior dificuldade tem sido a redução na frequência de navios, apontada como um problema para 39%, seguido do encarecimento do frete (27%). Apenas 23% das empresas que usam o modal marítimo afirmaram não ter enfrentado problemas na pandemia.

Em relação ao transporte aéreo, usado por 43% das empresas de comércio exterior, a principal dificuldade foi o aumento no valor do frete, citado por 54% das empresas que recorrem ao modal. Em segundo lugar, está a redução na frequência de voos internacionais (37%). Somente 19% das empresas que transportam mercadorias por via aérea não relataram problemas.

O levantamento foi feito entre 2 e 10 de junho. A pesquisa avaliou os dados referentes a abril e maio de 197 de empresas brasileiras com inserção no mercado internacional – exportadoras, importadoras ou com investimentos no exterior.

Fonte: Agência Brasil

Estudo de cultivar de soja identifica diferença de até 38 sacos por hectare em uma mesma localidade

Pesquisa foi detalhada pela Fundação Pró-Sementes, Sistema Farsul e Bayer e apontou desempenho de 39 cultivares em oito locais
O estudo das cultivares de soja da safra 2019/2020, divulgado ontem (07/07) pelo Sistema Farsul e Fundação Pró-Sementes, permitiu identificar quais sementes produziram melhores resultados em condições climáticas adversas no Rio Grande do Sul. A pesquisa, que analisa o desempenho de 39 cultivares em oito locais de três microrregiões sojícolas, é uma ferramenta para que os produtores possam escolher a variedade com o desenvolvimento mais adequado para a sua situação de plantio, evitando perdas de produtividade. Foram avaliados dois períodos distintos de semeadura.
De acordo com o levantamento, a maior diferença de produtividade entre cultivares em uma mesma região ficou em 38 sacos por hectare. O resultado foi observado em Vacaria, local que alcançou os melhores índices do estudo. Isso significa que um produtor que opta pela cultivar mais produtiva ganharia R$ 3.610,00 a mais por hectare do que aquele que optasse pela variedade de pior desempenho para aquele local.
As condições climáticas da safra 2019/2020 causaram uma grande amplitude nos resultados obtidos. A região de Vacaria chegou a registrar 108 sacos por hectare, enquanto outros locais, como São Gabriel, não chegaram a obter mais do que 42 sacos por hectare. Isso se deve às variações, como excesso de chuva em outubro, que propiciou o desenvolvimento de doenças fúngicas, e estiagem em dezembro e de fevereiro a maio.
Segundo a coordenadora de pesquisa da Fundação Pró-Sementes, Kassiana Kehl, embora os resultados da última safra tenham sido inferiores de uma forma geral em comparação com a média dos últimos anos devido a fatores climáticos, o estudo forneceu informações importantes: “foi uma oportunidade para avaliar o desempenho das cultivares, tanto em termos produtivos quanto ao comportamento frente a doenças fúngicas relacionadas ao solo, e desenvolvimento frente a altas temperaturas e estresse hídrico. Para quem pretende usar o estudo como ferramenta, é importante ressaltar que não basta ao produtor observar a cultivar que obteve a maior produtividade na sua localidade. É necessário analisar quais as sementes apresentaram um desempenho consistente na região, para ampliar as chances de obter um resultado favorável com o plantio”, avisa.
O presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, destaca que o estudo se torna ainda mais relevante em um cenário de dificuldades e perdas em função do clima: “Com os preços de soja que temos agora, se tivéssemos tido uma safra cheia o produtor rural estaria satisfeito. Infelizmente, não tivemos. Precisamos de mais segurança e este trabalho contribui com informações importantes para tomada de decisão, numa realidade em que temos um estado com cenários bem distintos”, afirma.
O superintendente do Senar-RS, Eduardo Condorelli, afirma que o estudo está em sintonia com a missão do Senar-RS de levar as principais inovações tecnológicas ao conhecimento do produtor rural e orientá-lo na transformação das informações em produtividade e rentabilidade: “Não existe tecnologia ruim, mas existe tecnologia mal aplicada. É a oportunidade de os produtores terem acesso à melhor tecnologia, que é aquela que funciona na sua realidade, tendo como base critérios técnicos e científicos”, ressalta.
O estudo é uma realização da Farsul e Fundação Pró-Sementes, e contou com o patrocínio do Senar-RS e da Bayer. Ele pode ser acessado endereço neste link . A Farsul distribuirá ainda aos Sindicatos Rurais a publicação impressa dos resultados a cada safra.
Fonte: Farsul

Captação da poupança diminui em junho, mas bate recorde para o mês

Depósitos superaram saques em R$ 20,53 bilhões no mês passado

Aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros, a caderneta de poupança voltou a atrair o interesse dos brasileiros em meio à pandemia provocada pelo novo coronavírus (covid-19). No mês passado, os investidores depositaram R$ 20,53 bilhões a mais do que retiraram da aplicação, informou nesta segunda-feira (6) o Banco Central. Em junho do ano passado, os brasileiros tinham depositado R$ 2,5 bilhões a mais do que tinham sacado.

A captação líquida – diferença entre depósitos e retiradas – diminuiu em relação a maio, quando atingiu o recorde de R$ 37,2 bilhões para todos os meses. Mesmo assim, o resultado de junho é o maior já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995. Com o resultado do mês passado, a poupança acumula entrada líquida de R$ 84,43 bilhões nos seis primeiros meses do ano.

A aplicação tinha começado o ano no vermelho. Em janeiro e fevereiro, os brasileiros retiraram R$ 15,93 bilhões a mais do que depositaram. A situação começou a mudar em março, com o início da pandemia da covid-19, quando os depósitos superaram os saques em R$ 12,17 bilhões. A poupança captou R$ 30,46 bilhões em abril e bateu o recorde de R$ 37,2 bilhões em maio.

A queda expressiva da bolsa de valores e a instabilidade em outros investimentos, como títulos do Tesouro, refletiram-se em maior volume de depósitos na poupança. Por causa da turbulência no mercado financeiro, os títulos do Tesouro Direto têm registrado oscilações nas taxas de juros.

Rendimento

Com rendimento de 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia), a poupança atraiu mais recursos mesmo com os juros básicos em queda. Com a Selic no menor nível da história, o investimento estava rendendo menos que a inflação no início do ano. No entanto, a expectativa de que a inflação caia por causa da crise econômica provocada pelo novo coronavírus pode fazer a aplicação terminar o ano com rendimento positivo.

Nos 12 meses terminados em junho, a aplicação rendeu 3,19%, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que serve como prévia da inflação oficial, atingiu 1,92%. O IPCA cheio de maio será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no próximo dia 10.

Para este ano, o Boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, prevê inflação oficial de 1,63% pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Com a atual fórmula, a poupança renderia 1,57% este ano, caso a Selic de 2,25% ao ano estivesse em vigor desde o início do ano. No entanto, como a taxa foi sendo reduzida ao longo do primeiro semestre, o rendimento acumulado será um pouco maior.

Histórico

Até 2014, os brasileiros depositaram mais do que retiraram da poupança. Naquele ano, as captações líquidas chegaram a R$ 24 bilhões. Com o início da recessão econômica, em 2015, os investidores passaram a retirar dinheiro da caderneta para cobrir dívidas, em um cenário de queda da renda e de aumento de desemprego.

Em 2015, R$ 53,57 bilhões foram sacados da poupança, a maior retirada líquida da história. Em 2016, os saques superaram os depósitos em R$ 40,7 bilhões. A tendência inverteu-se em 2017, quando as captações excederam as retiradas em R$ 17,12 bilhões, e em 2018, com captação líquida de R$ 38,26 bilhões. Em 2019, a poupança registrou captação líquida de R$ 13,23 bilhões.

*Agência Brasil

Prorrogação do auxílio emergencial é publicada no Diário Oficial

Benefício será pago por mais dois meses

Foi prorrogado por mais dois meses o auxílio emergencial, criado em março para auxiliar trabalhadores informais e beneficiários do Bolsa Família durante a pandemia de coronavírus. O decreto 10.412 foi publicado na edição desta quarta-feira (1º) do Diário Oficial da União (DOU).

Inicialmente, seriam pagas três parcelas, mas, após pressão, o governo resolver estender o benefício.

Fica prorrogado o auxílio emergencial, previsto no artigo 2º da Lei nº 13.982, de 2020, pelo período complementar de dois meses, na hipótese de requerimento realizado até 2 de julho de 2020, desde que o requerente seja considerado elegível nos termos do disposto na referida Lei”, diz o documento assinado pelo presidente Jair Bolsonaro.

Aprovado pelo Congresso em março e com início em abril, o pagamento do auxílio emergencial é feito para trabalhadores sem renda por causa da pandemia de coronavírus e envolve informais, MEIs, contribuintes individuais do INSS, inscritos no CadÚnico e beneficiários do Bolsa Família.

Confira quem tem direito

De acordo com a lei, pode receber o auxílio quem cumprir as seguintes condições, acumuladamente:

  • É maior de 18 anos (exceto mães)
  • Não tem emprego formal
  • Não recebe benefício assistencial ou do INSS, não ganhe seguro-desemprego ou faça parte de qualquer outro programa de transferência de renda do governo, com exceção do Bolsa Família
  • Tenha renda familiar, por pessoa, de até meio salário mínimo, o que dá R$ 522,50 hoje, ou renda mensal familiar de até três salários mínimos (R$ 3.135)
  • No ano de 2018, recebeu renda tributável menor do que R$ 28.559,70
  • O futuro beneficiário deverá ainda cumprir pelo menos uma dessas condições:
  • Estar desempregado
  • Exercer atividade como MEI (microempreendedor individual)
  • Ser contribuinte individual ou facultativo da Previdência, no plano simplificado ou no de 5%
  • Trabalhar como informal empregado, desempregado, autônomo ou intermitente, inscrito no CadÚnico até 20 de março deste ano ou que faça autodeclaração e entregue ao governo

 

Fonte: ZH

Prévia da inflação oficial fica em 0,02% em junho, diz IBGE

É a menor taxa para um mês de junho desde 2006 (-0,15%)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial do país, registrou taxa de 0,02% em junho deste ano. Apesar de ser superior à observada em maio deste ano (-0,59%), é a menor taxa para um mês de junho desde 2006 (-0,15%).

O IPCA-15 acumula taxa de deflação (queda de preços) de 0,58% no segundo trimestre do ano. No acumulado do ano, a inflação é de 0,37%, enquanto no acumulado de 12 meses, a taxa chega a 1,92%. Os dados foram divulgados hoje (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, quatro apresentaram inflação, com destaque para alimentos e bebidas, que tiveram alta de preços de 0,47% na prévia de junho. Os destaques deste grupo de despesas foram a batata inglesa (16,84%), carnes (1,08%), a cebola (14,05%) e o feijão-carioca (9,38%).

Também registraram inflação os grupos de despesas artigos de residência (1,36%), comunicação (0,66%) e educação (0,03%).

Por outro lado, cinco grupos de despesas tiveram deflação, com destaque para os transportes (-0,71%), impulsionada pela queda de preços de itens como passagens aéreas (-26,08%), gasolina (-0,17%), óleo diesel (-4,39%), etanol (-0,49%) e seguro voluntário de veículo (-2,27%).

Também tiveram deflação os grupos de despesa habitação (-0,07%), vestuário (-0,15%), saúde e cuidados pessoais (-0,01%) e despesas pessoais (-0,03%).

*Agência Brasil

Lei de fake news será ‘tornozeleira eletrônica’ para milhões de pessoas, diz diretor do WhatsApp

Segundo os números mais recentes, de 2017, há mais de 120 milhões de usuários de WhatsApp no país

É como se mais de 100 milhões de brasileiros passassem a ser monitorados por tornozeleira eletrônica. É assim que Pablo Bello, diretor de Políticas Públicas do WhatsApp para a América Latina, descreve os possíveis efeitos do projeto de lei sobre fake news que está em discussão no Senado.

O ponto do projeto que mais incomoda a plataforma é a rastreabilidade das mensagens, que obriga aplicativos a guardar as informações sobre todos os reencaminhamentos de cada mensagem, para que se possa identificar a origem de conteúdos potencialmente ilegais.

Há mais de cem emendas ao projeto de lei apresentado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e relatado pelo senador Angelo Coronel (PSD-BA).

Ainda não se sabe qual será o texto final do relatório de Coronel, que será apresentado nesta quarta-feira (24), para ser votado na quinta (25). Mas, segundo apurou a reportagem, o texto deve manter a rastreabilidade, ponto que mais incomoda o WhatsApp.

Segundo os números mais recentes, de 2017, há mais de 120 milhões de usuários de WhatsApp no país. A legislação em discussão determina que o WhatsApp deve guardar os registros da cadeia de reencaminhamentos de mensagens até sua origem, e fornecer essas informações mediante pedido judicial.

“Tudo isso, essa coleta maciça de dados para que, no caso eventual de alguém cometer um crime, poderem obter essas informações…isso transformará todos em suspeitos, subverte a presunção de inocência.”

Segundo Bello, embora a medida não implique quebrar a criptografia, porque não revela o conteúdo das mensagens, ela representa violação de privacidade ao mostrar com quem todo mundo fala.

Bello afirma que o WhatsApp de hoje é muito diferente do aplicativo em 2018, quando foi usado para disseminação de notícias falsas durante as eleições. Na ocasião, a plataforma teve de suspender 400 mil contas. Introduzimos várias modificações para reduzir a viralização de algumas mensagens.”

O número de vezes que uma mensagem pode ser reencaminhada foi reduzido de 20 para 5, o que, segundo Bello, já diminuiu em 30% o número de reencaminhamentos.

Em abril deste ano, o WhatsApp passou a permitir que as mensagens que estejam viralizando sejam reencaminhadas apenas uma vez. Bello voltou a enfatizar que apenas 5% de todas as mensagens trocadas pelo aplicativo são reencaminhadas.

A plataforma defendeu a proibição de envio em massa de mensagens de WhatsApp durante as eleições, o que foi incorporado na regulamentação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) adotada em novembro do ano passado.

A empresa também está acionando judicialmente agências que fazem disparos em massa, como a Yacows. E está cooperando com agências de checagem de fatos para criar chatbots no WhatsApp, como o da International FactChecking Alliance, para combater fake news sobre a pandemia de Covid-19, e canais de informação reunindo ministérios da Saúde de vários países, entre eles o Brasil.

Essa é nossa visão de como combater desinformação, diz Bello.

Segundo ele, a coleta e o armazenamento maciço de dados exigidos pela lei vão contra o modelo de negócios do WhatsApp. “É muito arriscado guardar todas essas informações. Imagine um hacker?”, questiona.

Ele lembra que o WhatsApp é uma plataforma global e, eventualmente, essas mudanças poderiam passar a valer em países não democráticos. “Rastreabilidade de mensagens é um presente para governos autoritários; é um problema não apenas de privacidade, mas também de direitos humanos.

Bello afirma que o WhatsApp colabora com a Justiça ao fornecer os dados já previstos pelo Marco Civil da Internet os logs de acesso, detalhes sobre quando uma determinada pessoa entrou e saiu do aplicativo, e o IP usado. E que está disposto a aperfeiçoar isso, fornecedndo essas informações de maneira mais eficaz e rápida, sempre a partir de pedido judicial.

Fonte: ZH/ FolhaPress

Dólar tem avanço de 32,5% em 2020 e pressiona preços

Alta da moeda americana é influenciada por incertezas na economia, tensão política e juro básico na mínima histórica

O dólar acima da marca de R$ 5 virou realidade em meio à pandemia de coronavírus no país. Com incertezas na economia, tensão política e juro básico na mínima histórica, a cotação da moeda americana acumula alta de 32,5% no ano. Assim, pressiona preços de itens que dependem de insumos importados para produção, como combustíveis, alimentos e eletroeletrônicos.

Isso, contudo, não quer dizer que os valores terão disparada de um dia para outro. Em razão da crise provocada pela covid-19, a demanda por produtos diversos demonstra fraqueza. Ou seja, o mercado em dificuldades tende a diminuir a velocidade dos repasses para preços de itens como gasolina e pães. Ambos são fabricados a partir de commodities (petróleo e trigo) que acompanham a variação do dólar.

Na sexta-feira, após sete altas seguidas, a cotação da moeda americana recuou para R$ 5,3182. Em 13 de maio, chegou a alcançar R$ 5,9012, recorde nominal no fechamento de uma sessão. No fim de 2019, estava em R$ 4,0129.

— O dólar alto resulta em aumento de custos para quem importa mercadorias. Em algum momento, deve gerar impacto para o consumidor, mas, agora, a economia segue fraca. Então, muitas empresas seguram parte dos repasses, com margem de lucro menor neste período — explica o economista-chefe da gestora de recursos Geral Asset, Denilson Alencastro.

Para segmentos exportadores, a moeda americana em elevação tende a trazer benefícios. Mas o coronavírus chacoalhou o comércio internacional, restringindo a circulação de parte das mercadorias. Em maio, as exportações da indústria gaúcha caíram 26,7%, para US$ 775,7 milhões. Foi o pior resultado para o mês em 15 anos, aponta a Federação das Indústrias do Estado (Fiergs).

— Estamos vivendo momento de contração no mercado. Quase todos os setores apresentam queda nas exportações. A ociosidade não é só aqui. O mundo inteiro está passando por recuo na demanda — pontua o economista-chefe da Fiergs, André Nunes de Nunes.

No agronegócio gaúcho, ainda não há dados atualizados sobre as exportações até o último mês. Com grande inserção no mercado internacional, o setor é impactado por forte estiagem.

— Agora, o dólar em alta é positivo, porque estamos vendendo mais do que comprando do Exterior. Daqui a uns meses, será ruim. A importação de mercadorias ganha intensidade em agosto e setembro para preparar a safra de verão — diz Antônio da Luz, economista-chefe do Sistema da Federação da Agricultura do Estado (Farsul).

Ao longo do primeiro semestre, a disparada do dólar ganhou fôlego com novos cortes na taxa básica de juro. Na última quarta-feira (17), o Banco Central reduziu a Selic de 3% ao ano para 2,25%, renovando a mínima histórica. Isso tende a estimular a saída de capital estrangeiro, já que a taxa serve como referência para aplicações de renda fixa no país.

Ou seja, quanto menor o juro, mais baixo é o ganho com esses investimentos. Assim, o Brasil fica menos atrativo aos olhos de quem deseja grande retorno sobre o dinheiro aplicado. Ao ir embora, o investidor estrangeiro reduz a quantidade de dólares no país. Com menos moeda disponível, a cotação passa a subir.

Em meio ao período de queda no juro, a crise do coronavírus aumentou incertezas na economia. A situação leva investidores a depositar recursos em mercados com menos riscos do que o brasileiro. Por fim, a tensão política envolvendo o governo Jair Bolsonaro representou ingrediente adicional na receita de disparada do dólar.

Na quinta-feira (18), a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor do hoje senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), elevou a temperatura.

— Além do corte no juro e da aversão ao risco com o coronavírus, temos a questão política. Vimos, por exemplo, ministros saírem do governo recentemente — frisa o economista Gustavo Bertotti, da Messem Investimentos.

Repasses devem ser diluídos durante o ano

A disparada do dólar tende a provocar reflexos nos preços de produtos fabricados a partir de insumos importados. A elevação para o consumidor, porém, não deve ser tão robusta em uma única vez, ponderam analistas. Com a crise provocada pelo coronavírus, parte das empresas é forçada a diminuir a margem de lucro para conseguir vender. Ou seja, a tendência é de que os repasses sejam diluídos ao longo do tempo.

Um dos itens mais sensíveis à variação cambial, a gasolina ensaia retomada gradual no preço desde o final de maio no Estado — passou a subir com o processo de reabertura da economia mundial. Na pandemia, o valor do litro, em média, chegou a ficar abaixo de R$ 3,80, menor patamar desde 2017, conforme a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Na semana passada, subiu para R$ 3,957, na quarta alta seguida. Mesmo assim, acumula baixa de 16,9%, em 2020.

— Com a subida do petróleo, deve haver ajuste nos preços dos combustíveis, mas sem grandes solavancos neste momento — frisa o sócio-fundador da consultoria MaxiQuim, João Luiz Zuñeda.

No setor de panificação, a alta do dólar desperta preocupação entre empresários. Além da produção própria, o Rio Grande do Sul tem de importar parte do trigo para atender a demanda por pães, massas e biscoitos. Durante a pandemia, fabricantes estão buscando “segurar repasses” do aumento no preço do cereal, afirma Carla Carnevali Gomes, presidente do Sindipan-RS, que representa indústrias do ramo. Mas, diante da situação, reajustes ao consumidor são inevitáveis, aponta Carla.

No Estado, o preço do trigo acumula alta de 44,5% no ano, até o último dia 19. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o valor do pão francês na Grande Porto Alegre subiu em janeiro e fevereiro e recuou em março e abril. Em maio, a variação foi nula. No acumulado do ano, a alta é de 0,71%.

Enquanto isso, a farinha de trigo teve elevação mais robusta. De janeiro a maio, a inflação do produto chegou a 15,96%, conforme o IBGE. A alta, em parte, está ligada ao aumento da procura. Com mais pessoas em casa, as vendas de farinha chegaram a duplicar no Estado no período de isolamento social, diz a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas).

Fonte: Gaúcha ZH

Preço da gasolina e do diesel vendido nas refinarias aumenta

Gasolina foi reajustada, em média, em 5%; diesel, em 8%

Foto: REUTERS

O preço da gasolina vendida nas refinarias da Petrobras foi reajustado em 5% na média a partir desta sexta (19). O anúncio foi feito pela companhia que também divulgou aumento médio de 8% para o diesel vendido às distribuidoras a partir dessas refinarias.

Essa é a terceira vez que a gasolina tem o preço reajustado em junho. O primeiro foi no dia 1º e o segundo no dia 9. De acordo com a Petrobras, o produto abastece, atualmente, cerca de 60% dos veículos de passeio no Brasil.

Já o diesel tem a primeira alta do mês. O anterior tinha sido no dia 27 de maio. Segundo a Petrobras, o consumo de diesel automotivo se restringe basicamente ao setor agrícola e de transporte rodoviário, setores de extrema importância para a economia do país.

Acumulado

Com o aumento de 8%, que representa R$ 0,12 por litro, o preço médio do diesel da Petrobras para as distribuidoras passou a ser de R$ 1,63 por litro. No acumulado do ano, a redução do preço é de 30,2%.

Na gasolina, o preço médio da gasolina da Petrobras para as distribuidoras passou a ser de R$ 1,53 por litro, considerando a alta de 5%, ou R$ 0,07 por litro desta sexta-feira. No acumulado do ano, o produto tem queda de 20,2% no preço.

Pelos dados da Petrobras, em 2020, a gasolina teve 19 reajustes sendo 7 aumentos e 12 reduções de preços, enquanto para o diesel foram 14, entre eles, 3 elevações e 11 quedas de preços.

“Os combustíveis derivados de petróleo são commodities e têm seus preços atrelados aos mercados internacionais, cujas cotações variam diariamente, para cima e para baixo. Por isso, a variação dos preços nas refinarias e terminais é importante para que possamos competir de forma eficiente no mercado brasileiro”, informa a petroleira.

Fonte: Agência Brasil

Municípios da região Noroeste do RS articulam frigorífico de aves

O projeto tem como objetivo desenvolver a economia regional

A Diretoria dos Secretários da Agricultura e Meio Ambiente da Associação do Municípios da Fronteira Noroeste (AMUFRON) estão reunindo esforços para implementar um novo projeto na região. A proposta é que seja instalado um frigorífico de aves para atender a demanda dos 20 municípios que integram a entidade.

O presidente da diretoria, Altair Dill, destaca que o projeto terá vários pontos positivos nas áreas econômica, ambiental e social. Atualmente a produção agrícola está alicerçada em várias atividades como produção de grãos, pecuária leiteira, suinocultura, piscicultura, hortigranjeiros e agroindústria dos mais variados tipos. Para Dill, o momento é de diversificar, focando na cultura de aves. “Em estados como Santa Catarina e Paraná observamos que diversos produtores investem em aviários. E nos perguntamos, por qual motivo isso não pode ocorrer em nossa região”, diz.

Em maio, estiveram reunido em Boa Vista do Buricá, secretários municipais de agricultura de municípios da região, para discutir e elaborar estratégias para uma mobilização regional.  “Ainda estamos em fase inicial, mas queremos ouvir sugestões e contar com o apoio de entidades regionais, e também de lideranças políticas, para que esse grande projeto possa sair do papel”, explica Dill.O próximo passo é engajar entidades, como sindicatos, cooperativas e instituições de ensino para somar no desenvolvimento e execução do projeto.

 

Fonte: CP