Estimativa do mercado financeiro para inflação cai para 3,22%

É a sétima queda seguida projetada pelas instituições

As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) reduziram a estimativa para a inflação este ano, pela sétima vez seguida. Desta vez, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país – caiu de 3,25% para 3,22%. A informação consta no boletim Focus, pesquisa semanal do BC que traz as projeções de instituições para os principais indicadores econômicos.

Para 2021, a estimativa de inflação se mantém em 3,75%. A previsão para os anos seguintes também não teve alterações: 3,50% em 2022 e 2023.

A projeção para 2020 está abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4% em 2020. Para 2021, a meta é 3,75% e para 2022, 3,50%. O intervalo de tolerância para cada ano é 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, ou seja, em 2020, por exemplo, o limite mínimo da meta de inflação é 2,5% e o máximo, 5,5%.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 4,25% ao ano. Para o mercado financeiro, a Selic deve ser mantida no atual patamar até o fim do ano. Em 2021, a expectativa é de aumento da taxa básica, encerrando o período em 6% ao ano. Para o fim de 2022 e 2023, a previsão é 6,5% ao ano.

Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já a manutenção da Selic indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Atividade econômica

A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – caiu de 2,30% para 2,23% em 2020. As estimativas das instituições financeiras para os anos seguintes – 2021, 2022 e 2023 – permanecem em 2,50%.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar está em R$ 4,10 para o fim deste ano e subiu de R$ 4,10 para R$ 4,11, ao fim de 2021.

 

*Agência Brasil

Colheita do milho avança no Estado e atinge 43% da área cultivada

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, em parceria com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), ontem (13/02), a colheita do milho avança no Estado.

É boa a produtividade obtida nas áreas semeadas no cedo e mais ao Norte do RS, e, decorrente do déficit hídrico, é menor a produção estimada nas lavouras mais tardias, localizadas em regiões específicas. O baixo volume e a má distribuição das chuvas continuam preocupando os produtores. As lavouras estão 12% em fase de germinação e desenvolvimento vegetativo, 9% em floração, 19% em enchimento de grãos, 17% maduro e 43% já foram colhidos.

Devido à estiagem na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Porto Alegre, são esperadas perdas significativas tanto na produtividade quanto na qualidade do milho para silagem, o que deverá interferir no desempenho futuro das criações. Na de Ijuí, vem sendo finalizada a implantação das lavouras destinadas à confecção de silagem em segundo cultivo, com boa emergência e desenvolvimento inicial satisfatório em áreas com melhor umidade do solo.

Na de Erechim, há perdas na produtividade e na qualidade do grão das lavouras destinadas ao milho silagem; 15% das lavouras estão em fase de enchimento de grãos e 85% da área já foi colhida. A qualidade da silagem ficou prejudicada devido à falta de precipitação no período de enchimento de grãos; além disso, a proporção de grãos foi menor, com reduzida concentração de açúcares e aumentado o teor de fibra.

Já as lavouras de soja, em geral, apresentam bom desenvolvimento, mas a restrição hídrica aponta para a diminuição da produtividade da cultura. Os produtores estão preocupados e aguardam a ocorrência de chuvas adequadas. As lavouras estão 12% na fase de desenvolvimento vegetativo, 32% em floração, 51% na fase de enchimento de grãos e em 5% das lavouras a cultura está madura e por colher.

As lavouras de arroz estão com bom desenvolvimento; os produtores dedicam-se às práticas de manejo. Até o momento, os reservatórios têm níveis adequados de água para as necessidades da cultura na maior parte das regiões, mas alguns produtores esperam o aumento das precipitações para manter os níveis de água na irrigação e o potencial produtivo. A cultura encontra-se nas seguintes fases: 15% em germinação/desenvolvimento vegetativo, 36% em floração, 36% em enchimento de grãos, 11% em maturação e 2% foram colhidos.

Na região da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, toda a área das lavouras de feijão da primeira safra está colhida, com produtividade entre 1.200 e 1.650 quilos por hectare, esta última obtida em Salvador das Missões. Já está praticamente finalizado o plantio do feijão segunda safra (safrinha); as primeiras lavouras apresentam boa germinação e desenvolvimento, porém já estão sofrendo o ataque de pragas, que exigem a realização precoce de pulverizações com inseticidas. Está em andamento a capina para controle de inços.

Por: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

Inflação oficial fica em 0,21% em janeiro, diz IBGE

Taxa é inferior ao 1,15% de dezembro e ao 0,32% de janeiro de 2019

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, ficou em 0,21% em janeiro deste ano. Essa é a menor taxa para o mês desde o início do Plano Real, em 1994.

A taxa é inferior ao 1,15% de dezembro e ao 0,32% de janeiro de 2019. O IPCA acumula taxas de 4,19% em 12 meses, abaixo dos 4,31% registrados nos 12 meses anteriores.

Os dados foram divulgados nesta sexta (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

 

*Agência Brasil

Produção industrial brasileira fecha 2019 com queda de 1,1%

Barragem de Brumadinho teve impacto no recuo das indústrias extrativas

A indústrias extrativas do país fechou 2019 com uma queda de 1,1%, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) divulgados nesta terça (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio depois de duas altas consecutivas, em 2017 (2,5%) e 2018 (1%).

Segundo o gerente da pesquisa, André Macedo, um dos responsáveis pela queda de 2019 foi o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG), que teve impacto importante no recuo de 9,7% das indústrias extrativas no ano.

Mas esse não foi o único motivo para a queda. Dezesseis das 26 atividades industriais pesquisadas tiveram queda no ano. “A produção industrial pode estar sendo impactada pelas incertezas no ambiente externo e também pela situação do mercado de trabalho no país que, embora tenha tido melhora, ainda afeta a demanda doméstica”, explica Macedo.

Além das indústrias extrativas, tiveram quedas importantes os segmentos de metalurgia (-2,9%), de celulose, papel e produtos de papel (-3,9%) e de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-9,1%).

Por outro lado, dez atividades tiveram alta e evitaram um desempenho mais negativo da indústria, entre elas produtos alimentícios (1,6%), veículos automotores, reboques e carrocerias (2,1%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,7%), produtos de metal (5,1%) e bebidas (4%).

Entre as quatro grandes categorias econômicas da indústria, a queda foi puxada pelos bens intermediários, isto é, os insumos industrializados usados no setor produtivo (-2,2%) e pelos bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos (-0,4%).

Por outro lado, os bens de consumo tiveram alta. Os bens duráveis cresceram 2% e os bens semi e não duráveis, de 0,9%.

Dezembro

Analisando-se apenas o mês de dezembro de 2019, a indústria teve quedas de 0,7% na comparação com o mês anterior e de 1,2% em relação a dezembro de 2018.

Na comparação com novembro, a queda foi puxada pelos bens de capital (-8,8%). Entre as atividades da indústria, os principais recuos vieram de indústrias extrativas (-1,4%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-6,2%), de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-6,6%), de metalurgia (-1,9%) e de produtos de metal (-2,9%).

Em relação a dezembro de 2018, o principal resultado negativo também veio dos bens de capital (-5,9%). Entre as atividades, as maiores quedas foram observadas nos segmentos de indústrias extrativas (-12,2%), metalurgia (-10,4%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-17,3%) e máquinas e equipamentos (-7,2%).

 

*Agência Brasil

Bolsonaro anuncia projeto para mudar cobrança de ICMS sobre combustíveis

Presidente culpou os governadores pelo fato de os valores não baixarem nas bombas, apesar de medidas de alívio tomadas pelo governo federal

O presidente Jair Bolsonaro indicou neste domingo (2), por meio de sua conta no Twitter, que deve encaminhar uma proposta ao Legislativo para alterar a forma de cobrança do ICMS que incide sobre a gasolina e o diesel. A ideia é acelerar a chegada dos cortes feitos nas refinarias, pela Petrobras, ao consumidor. No post, o presidente propõe a incidência de um valor fixo de ICMS por litro e não mais sobre a média de preço cobrado nos postos. “Os governadores cobram, em média, 30% de ICMS sobre o valor médio cobrado nas bombas dos postos e atualizam apenas de 15 em 15 dias, prejudicando o consumidor”, escreveu Bolsonaro.

O presidente criticou o modelo dizendo que os governadores “não admitem perder receita, mesmo que o preço do litro nas refinarias caia”. Bolsonaro lembrou ainda que o governo reduziu três vezes os preços da gasolina e do diesel nas refinarias e questionou o motivo do ajuste não ter chegado aos postos. “O presidente da República encaminhará proposta ao Legislativo e lutará pela sua aprovação”, escreveu.

O ICMS representa um terço do preço final dos combustíveis. Cada Estado tem liberdade para definir sua alíquota de ICMS, e o imposto é ad valorem, ou seja, a alíquota é definida em um porcentual do preço. É um modelo diferente do aplicado em impostos federais, em que há um valor fixo por litro de combustível. Por isso, cada vez que a cotação do petróleo sobe ou que o câmbio perde valor ante o dólar, a arrecadação dos Estados sobe também.

De acordo com o sinalizado por Bolsonaro, o ICMS seria cobrado sobre o litro do combustível. Assim, a arrecadação dos Estados não aumentaria nem cairia, independentemente da variação dos preços de gasolina e diesel. O presidente já havia sugerido mudança no ICMS que incide sobre combustível em janeiro, quando a cotação do petróleo subiu após o ataque americano ao aeroporto de Bagdá, que resultou na morte do general iraniano Qassim Suleimani.

Fonte: CP / Estadão Conteúdo

Mercado financeiro reduz estimativa de inflação este ano para 3,47%

Marcello Casal Jr./Agência Brasil

As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) reduziram a estimativa para a inflação este ano. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país – caiu de 3,56% para 3,47%. A informação consta no boletim Focus, pesquisa semanal do BC, que traz as projeções de instituições para os principais indicadores econômicos.

Para 2021, a estimativa de inflação se mantém em 3,75%. A previsão para os anos seguintes também não teve alterações: 3,50% em 2022 e 2023.

A projeção para 2020 está abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente definida em 4,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

De acordo com o boletim, a Selic deve cair para 4,25% ao ano até o fim de 2020. Quando o Copom reduz a Selic, como espera o mercado financeiro, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já a manutenção da Selic indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Para 2021, a expectativa é que a taxa básica suba para 6,25%. Para 2022 e 2023, as instituições estimam que a Selic termine os períodos em 6,5% ao ano.

Atividade econômica

A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – se mantém em 2,31% para 2020. As estimativas das instituições financeiras para os anos seguintes, 2021, 2022 e 2023 também continuam em 2,50%.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar está em R$ 4,10 para o fim deste ano e R$ 4,00 para 2021.

 

*Agência Brasil

Cenário externo pode gerar novo aumento no preço da carne

Após alta no fim do ano passado, valor do produto voltou a se estabilizar no início de 2020

Especialistas preveem que o preço da carne bovina brasileira vai passar por poucas oscilações nos primeiros meses deste ano e sofrer alguma queda posteriormente, o que resulta em tendência de aumento do consumo interno. Ao mesmo tempo, admitem que não é possível fazer avaliações categóricas do cenário enquanto não se souber com clareza quais os próximos movimentos da China, um dos principais importadores de carne brasileira, que fechou acordo comercial com os Estados Unidos e pode ampliar compras do país norte-americano.

No primeiro semestre, o preço da carne bovina deve se manter “relativamente estável”, segundo o coordenador do Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (NESPro) da Ufrgs, Júlio Barcellos, e o presidente do Sindicato das Indústrias de Carne e Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sicadergs), Ronei Lauxen. Para ambos, o valor pode recuar depois de março.

Números da NESPro/Ufrgs já apontam algum declínio de preços nos supermercados de Porto Alegre. No dia 17 de dezembro de 2019, o valor mínimo do quilo da picanha foi de R$ 68,49. Já no dia 7 de janeiro deste ano, havia caído para R$ 34,98. A veterinária e analista de mercado da Scot Consultoria, Marina Zaia, observa que a variação ocorreu porque “houve menor fluxo de escoamento da produção”. E projeta que a demanda por carne bovina fique mais aquecida no mercado interno.

Enquanto o consumidor fica com boas expectativas, o pecuarista encara algumas preocupações. O preço dos terneiros, cuja safra se inicia em fevereiro, já mostrou que está abaixo do esperado. Segundo o coordenador do NESPro/Ufrgs, “os produtores estão receosos”. Mas é possível que haja fatores que desfaçam esse prognóstico. O incêndio na Austrália e a crise econômica na Argentina são alguns deles, segundo Barcellos. Como são países com intensa produção de gado, “poderemos vir a ocupar o espaço comercial deles, e o valor da carne pode aumentar novamente”, avalia.

A analista de mercado na Scot Consultoria também entende que o cenário do momento não está consolidado. Para ela, a procura chinesa pela carne bovina deve se manter elevada, em função dos problemas trazidos com a Peste Suína Africana. “Outros países asiáticos foram tomados pela doença”, acrescenta. Já o presidente do Sicadergs observa a conjuntura nacional e diz que se houver baixa produtividade no Centro-Oeste do país por causa da entressafra, haverá aumento do preço da carne.

Correio do Povo

Governo eleva salário mínimo para R$ 1.045

Reajuste decorre da inflação mais alta em 2019

Pixabay

O Presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciaram na tarde desta terça (14), em Brasília, que o salário mínimo de 2020 será elevado de R$ 1.039 para R$ 1.045. Uma medida provisória (MP) será editada pelo presidente nos próximos dias para oficializar o aumento.

“Nós tivemos uma inflação atípica em dezembro, a gente não esperava que fosse tão alta assim, mas foi em virtude, basicamente, da carne, e tínhamos que fazer com que o valor do salário mínimo fosse mantido, então ele passa, via medida provisória, de R$ 1.039 para R$ 1.045, a partir de 1º de fevereiro”, afirmou Bolsonaro no Ministério da Economia, ao lado de Guedes. O presidente e o ministro se reuniram duas vezes ao longo do dia para debaterem o assunto.

No final do ano passado, o governo editou uma MP com um reajuste de 4,1% no mínimo, que passou de R$ 998 para R$ 1.039. O valor correspondia à estimativa do mercado financeiro para a inflação de 2019, segundo o Índice Nacional do Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Porém, o valor do INPC acabou fechando o ano com uma alta superior, de 4,48%, anunciada na semana passada e, com isso, deixou o novo valor do mínimo abaixo da inflação. Por lei, esse é o índice usado para o reajuste do salário mínimo, embora a inflação oficial seja a medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou o ano de 2019 em 4,31%.

“Nós vamos ter que achar os recursos para fazer isso, mas o mais importante é o espírito que o presidente defendeu, da carta constitucional, que é a preservação do poder de compra do salário mínimo”, afirmou Paulo Guedes. Segundo o ministro, com o novo aumento, o impacto nas contas públicas será de cerca de R$ 2,3 bilhões, que poderão ser compensados com R$ 8 bilhões de arrecadação extra prevista pelo governo.

“Nós já temos, eu prefiro não falar da natureza do ganho, que vai ser anunciado possivelmente em mais uma semana, nós já vamos arrecadar mais R$ 8 bilhões. Não é aumento de imposto, não é nada disso. São fontes que estamos procurando, nós vamos anunciar R$ 8 bilhões que vão aparecer, de forma que esse aumento de R$ 2,3 bilhões vai caber no orçamento”, informou o ministro. Ainda segundo ele, caso não seja possível cobrir o aumento de gasto no orçamento para custear o valor do mínimo, o governo não descarta algum contingenciamento.

Até o ano passado, a política de reajuste do salário mínimo, aprovada em lei, previa uma correção pela inflação mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país). Esse modelo vigorou entre 2011 e 2019. Porém, nem sempre houve aumento real nesse período porque o PIB do país, em 2015 e 2016, registrou retração, com queda de 7% nos acumulado desses dois anos.

O governo estima que, para cada aumento de R$ 1 no salário mínimo, as despesas elevam-se em R$ 355,5 milhões, principalmente por causa do pagamento de benefícios da Previdência Social, do abono salarial e do seguro-desemprego, todos atrelados ao mínimo.

*Agência Brasil

Petrobras anuncia queda de 3% para a gasolina e para o diesel a partir desta terça-feira

Medida ocorre após o recuo das tensões entre os Estados Unidos e o Irã

A Petrobras anunciou queda do preço da gasolina e do diesel, puxada pela redução do preço do petróleo no mercado internacional desde a semana passada, com o recuo das tensões entre os Estados Unidos e o Irã. Segundo a Petrobras, o valor da gasolina será reduzido em 3% a partir da terça-feira, 14, nas refinarias da estatal, mesmo porcentual que será aplicado ao diesel.

De acordo com fontes ouvidas pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o litro do diesel S500 ficou R$ 0,061 mais barato, em média, e o do diesel S10, R$ 0,0808.

A Petrobras tem reiterado que sua política de preços para a gasolina e o diesel segue o princípio da paridade de importação, formada pela cotação internacional dos produtos mais os custos de importadores, como transporte e taxas portuárias, com impacto também do câmbio.

O repasse dos ajustes de preço nas refinarias para o consumidor final nos postos depende de diversos fatores, como impostos, margens de distribuição e revenda e mistura de biocombustíveis.

 

Fonte: Correio do Povo / AE

Inflação oficial fecha 2019 em 4,31%, acima do centro da meta

Puxado pela alta no preço da carne, IPCA de dezembro foi de 1,15%, o maior resultado para o mês em 17 anos

Influenciada pela alta no preço da carne, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro foi de 1,15%, o maior resultado para este mês desde 2002, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta (10). Assim, inflação fechou o ano de 2019 em 4,31% — acima dos 4,25% previstos definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), mas dentro do limite de variação de 1,5 ponto percentual.

O resultado de dezembro ficou acima dos 0,51% registrados em novembro e não tinha um registro tão alto para o último mês do ano há 17 anos, quando marcou 2,10% em dezembro de 2002.

Os preços das carnes no Brasil, com alta de 18,06%, contribuíram para esse registro e puxaram a marca de 3,38% no grupo de alimentação e bebidas, no que foi a maior variação mensal para o setor desde o mesmo dezembro de 2002.

Outras altas foram observadas no mês, como combustíveis(3,57%) e passagens áreas, que subiram para 15,62%. O reajuste nos preços das apostas de novembro fez os jogos de azar (12,88%) também impactarem a inflação de dezembro.

No ano, o grupo alimentação e bebidas aumentou 6,37%. As carnes variaram 32,40%, sendo que 27,61% foram no último bimestre.

— Pesou também a alta nos planos de saúde (8,24%), por conta do reajuste autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar . A alimentação fora do domicílio também influenciou o índice, em função do aumento das carnes — disse o gerente da pesquisa do IBGE, Pedro Kislanov.

Dos nove grupos pesquisados pelo IBGE em 2019, somente artigos de residência tiveram deflação, de 0,36%. Habitação registrou alta de 3,9%, vestuário subiu 0,74%, transportes marcaram 3,57%, saúde e cuidados pessoais cresceram 5,41%, assim como despesas pessoais, com 4,67%, educação, com 4,75%, e comunicação, com 1,07%.

Em 2018, o IPCA foi de 3,75%.

Fonte: ZH/ FolhaPress