Criança de 5 anos morre em acidente de trânsito na RS-135

 

Foto: Leandro Vesoloski

Um acidente de trânsito, do tipo saída de pista, seguido de colisão com árvores, foi registrado por volta das 12h30 deste sábado, 24, na ERS 135 entre Coxilha e o trevo de acesso ao Instituto Federal de Sertão, na comunidade de Engenheiro Englert.

De acordo com informações apuradas junto a Polícia Rodoviária Estadual no local do acidente, um veiculo VW/Fox de Santo Ângelo que trafegavam no sentido Coxilha/Sertão saiu da pista na altura do KM 31 e se chocou contra árvores a margem da rodovia.

O veículo era tripulado pelo condutor e por uma criança de cinco anos, que morreu no local. Ela foi identificada como Alice Gabriela Bettker.

Conforme informações da Polícia Rodoviária Estadual a criança utilizava o equipamento de retenção do tipo assento de elevação, próprio para idade e cinto de segurança.

Estiveram no local uma guarnição do Corpo de Bombeiros e os socorristas da EGR, porém a vítima já estava em óbito.

O condutor, que é pai da criança, teve um ferimento sem gravidade na cabeça e permaneceu no local durante todo o atendimento da ocorrência. Eles viajavam para Getúlio Vargas para visitar familiares.

A PRE sinalizou o local e acionou os peritos do Instituto Geral de Perícias e a Polícia Civil para levantamento dos fatos para posterior identificação das causas do acidente.

Fonte: Rádio Uirapuru

Caminhão que transportava bois para Expointer tomba na ERS-122, em Farroupilha

Divulgação/CRBM

Um caminhão que transportava bovinos, a princípio, para o parque Assis Brasil, onde ocorre a Expointer 2019, tombou no km 46 da ERS-122, na curva da morte, entre Farroupilha e São Vendelino.

De acordo com informações do Comando Rodoviário da Brigada Militar, Guaniel Wainer Souza era condutor do caminhão Mercedez Benz com placas de Guarapuana, Paraná, e sofreu ferimentos leves. Quanto aos animais, até o momento foi informado a morte de dez bovinos, sendo que dois sobreviveram ao acidente.

O Comando Rodoviário da Brigada Militar de Farroupilha atenderam a ocorrência. O trânsito flui com lentidão no local.

 

Fonte: Portal Leouve

Trigo no RS está em floração

 

No Rio Grande do Sul, a maioria das lavouras de trigo está na fase de desenvolvimento vegetativo (perfilhamento e alongamento do colmo) e 9% em floração. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (22/08), a área estimada para o cultivo do trigo no Estado é de 739,4 mil hectares, o que corresponde a 37% da área de plantio brasileira com o grão.

Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí (30% da área do Estado), que engloba os Coredes Alto Jacuí, Celeiro e Noroeste Colonial, a cultura apresenta excelente desenvolvimento, com lavouras uniformes e bom perfilhamento. O trigo segue com bom desenvolvimento, potencial produtivo satisfatório e baixa incidência de doenças. Com período seco na semana, observou-se aumento do ataque de pulgões, o que requer monitoramento mais frequente. Em algumas lavouras surgiram doenças fúngicas, como oídio e manchas foliares, controladas mediante aplicação de fungicidas.

Na regional de Frederico Westphalen (14% da área no Estado), que corresponde aos Coredes Rio da Várzea e Médio Alto Uruguai, em 92% das lavouras o trigo está em desenvolvimento vegetativo, 7,5% em início da floração e 0,5% na fase de enchimento do grão. Surgem doenças como ferrugem e manchas foliares, mas sem expressão. De modo geral a cultura apresenta bom aspecto visual.

A área cultivada com canola no RS corresponde a 92,9% da área estimada para o Brasil pela Conab em agosto de 2019. A estimativa da Emater/RS-Ascar para o plantio de canola nesta safra é de 32,7 mil hectares, com rendimento médio de 1.258 quilos por hectare. Entre as lavouras do Estado, 18% delas se encontram na fase de desenvolvimento vegetativo, 44% em floração, 36% na fase de enchimento do grão e 2% maduro por colher. As regiões da Emater/RS-Ascar principais produtoras dessa oleaginosa são Santa Rosa, Ijuí, Santa Maria e Bagé.

A Emater/RS-Ascar estima para esta safra de cevada uma área de 42,4 mil hectares, com rendimento médio de 2.073 quilos por hectare. De acordo com a Conab, essa área corresponde a 36,6% da área com a cultura para o Brasil. Em 85% das lavouras plantadas com cevada no Estado, a fase é de desenvolvimento vegetativo e 15% delas estão em floração.

Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí (22,4% da área do Estado), que engloba os Coredes Alto Jacuí, Celeiro e Noroeste Colonial, 85% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo e 15% em floração. Em lavouras que ainda estão em desenvolvimento vegetativo foram realizados tratos culturais, especialmente adubação em cobertura.

A área estimada pela Emater/RS-Ascar com plantio de aveia branca para grão é de 299,86 mil hectares, com produtividade esperada de 2.006 quilos por hectare. A área cultivada com aveia no RS corresponde a 78,8% da área estimada pela Conab para o Brasil (agosto/2019). No Estado, 45,0% das lavouras encontram-se na fase de desenvolvimento vegetativo, 35% em floração, 19% na fase de enchimento do grão e em 1,0% delas o produto está maduro por colher.

OLERÍCOLAS

Pimenta – Na região Sul, os produtores começam a se organizar para a próxima safra, planejando as áreas e variedades a serem cultivadas. Também iniciam o manejo dos solos, com a coleta de amostras para análise de solo. As variedades mais cultivadas são a Dedo-de-moça e a Malagueta, que são desidratadas para comercialização na indústria, acondicionadas em pequenas embalagens para comercialização direta ao consumidor ou utilizadas para diferentes processamentos e como ingrediente pelas agroindústrias familiares. Cultivares menos expressivas são Bhut, Jolokia, Jalapenho, Bico-doce e Cayena, utilizadas nas agroindústrias familiares como base de molhos e conservas.

Aipim/Mandioca – Nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões, os produtores seguem a colheita e realizam o preparo do solo, tendo em vista que o período de plantio da cultura se aproxima. Alguns produtores relatam queima das ramas guardadas em decorrência das fortes geadas, havendo necessidade de comprar ou trocar mudas entre vizinhos.

Cebola – Na região Sul do RS, foram transplantados 75% da área. As lavouras apresentam bons desenvolvimento e estado sanitário. Os produtores seguem realizando o preparo das áreas para finalização do transplante e da limpeza dos canais de dreno. Devem ser plantados 2.450 hectares na região.

FRUTÍCOLAS

Pêssego – Na região da Serra, as variedades superprecoces cultivadas nos mesoclimas mais quentes, como os vales dos rios Carreiro, Antas e Caí, apresentam bastante desuniformidade, e numa mesma área de plantio há frutos em florescimento e em desenvolvimento. Sob tal circunstância, o produtor tem dificuldade em decidir sobre o tratamento a realizar. As geadas branca e negra da semana passada atingiram algumas áreas, causando queimadura de frutos. Tanto nos vales como nas maiores altitudes, tais condições travam o desenvolvimento das cultivares de meia estação e as tardias, com poucas flores em fase de abertura. As principais pragas, a grafolita e a mosca-das-frutas, não foram detectadas nos pomares em razão das frequentes temperaturas baixas. Ainda há áreas sendo implantadas, principalmente pelo atraso da entrega das mudas por viveiristas. O sistema de monitoramento e alerta da mosca-das-frutas inicia na próxima semana, e nessa terceira edição o número de estações de monitoramento passa de 20 para 40, abrangendo oito municípios produtores.

Citros – Na região do Vale do Rio Pardo, segue a colheita de bergamota Montenegrina, Murcott e das laranjas de umbigo e Salustiana. Iniciou a fase de brotação e florescimento dos citros. Com a floração, produtores realizam tratamento para prevenção da antracnose, também conhecida como podridão floral, e da estrelinha, que causam queda prematura dos frutos.

PASTAGENS E CRIAÇÕES

No período de inverno, as baixas temperaturas e a pouca luminosidade provocam um reduzido desenvolvimento das pastagens naturais, influindo na oferta forrageira e no valor nutricional das mesmas. As espécies que compõem o campo nativo sofrem com as geadas, que provocam a queima das folhas e a paralisação no crescimento, passando a servir apenas como fonte de fibras para os animais. As pastagens de aveia, azevém, trevos e cornichão, com boa qualidade e quantidade neste período, estão em plena utilização. Alguns produtores realizam trabalhos de aplicação de fertilizantes para estimular o desenvolvimento e a produção de massa verde foliar. Realizam manejo do pastoreio com adequação de carga animal e subdivisão de áreas para melhor aproveitamento das forragens pelas diferentes categorias animais e melhor otimização das pastagens. A ausência de precipitações durante a semana melhorou as condições do pisoteio nas mesmas.

Observa-se baixa presença de massa verde nas áreas com bovinos, as quais deverão receber a cultura da soja, agravando as condições estruturais do solo; esta situação é ainda pior onde, além dos bovinos, ocorre o consórcio com ovinos. Com orientação da Emater/RS-Ascar, muitos produtores vêm aumentando os horários de pastejo e diminuindo o fornecimento de forragem concentrada, visando melhor aproveitar as pastagens e diminuir os custos de produção. A fase predominante é de nascimento dos terneiros. A Emater/RS-Ascar tem alertado os pecuaristas para o cuidado especial com as matrizes que recém pariram, para fornecimento de dieta energética adequada ao pós-parto, a fim de não comprometer a reprodução futura.

Por: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

Rádio Metrópole

Homem é preso por suspeita de tentar matar mulher e simular assalto em Taquara

Mulher foi baleada, mas sobreviveu e contou à polícia que marido disparou contra ela, conforme delegada que atendeu o caso.

Foto: Divulgação/Brigada Militar

Um homem de 61 anos foi preso em flagrante nesta quinta-feira (22), por suspeita de tentar matar a esposa e simular um assalto, em Taquara, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A própria vítima, que sobreviveu, contou à polícia que o marido tentou assassiná-la a tiros. A mulher, de 60 anos, atua na Câmara de Vereadores do município.

Conforme a delegada que investiga o caso, Rosane de Oliveira, o casal voltava de Porto Alegre em direção a Taquara, quando o homem parou o carro, na ERS-020, alegando problemas mecânicos.

Ele desceu e, indo até a janela onde estava a mulher, passou a disparar contra ela através do vidro. Usou uma luva para isso, disse a vítima. Conforme a delegada, foram entre seis e sete disparos. A vítima foi atingida na perna, no ombro e no peito.

Ao retornar ao veículo, percebeu que a mulher ainda estava viva e tentou asfixiá-la, de acordo com a delegada. Ele seguiu dirigindo até a cidade de Igrejinha. A polícia relata que a vítima resolveu fingir ter morrido.

De volta a Taquara, o suspeito levou a vítima até o Hospital Bom Jesus. Ao ser atendida, a mulher narrou o acontecimento aos médicos, que chamaram a polícia. Os agentes gravaram o relato de Marilene, que foi levada em estado grave para o Hospital de Pronto Socorro de Canoas.

O marido disse aos policiais que havia sofrido uma tentativa de assalto, em que criminosos teriam disparado contra o carro, e ele, conseguido fugir. Conforme a delegada, ele não quis prestar depoimento.

A delegada observa que veículo é novo e de baixa quilometragem, e assim dificilmente daria problema. A arma ainda não tinha sido encontrada até a noite de quinta, e o carro foi encaminhado para perícia.

Fonte: G1 RS

PF cumpre mandados contra grupo investigado por planejar atentado a policiais federais no Sul do RS

Inquérito foi aberto em julho, a partir de informações que indicavam conluio entre um detento da Penitenciária de Rio Grande e pessoas de Santa Vitória do Palmar

Foto: Polícia Federal/Divulgação

A Polícia Federal cumpre quatro mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (22) em cidades da Região Sul do estado para combater um grupo investigado por planejar atentado contra policiais federais. O inquérito foi aberto em julho, a partir de informações que indicavam conluio entre um detento da Penitenciária de Rio Grande e pessoas de Santa Vitória do Palmar.

Pela manhã, durante as buscas em Santa Vitória do Palmar, uma pessoa foi presa em flagrante por posse de arma.

Os agentes também apreenderam seis telefones celulares, sendo três deles dentro da penitenciária.

Segundo a PF, a ação planejada seria uma represália a ações realizadas na região, como as operações Anjos da Praia e Strike, que resultaram na prisão de mais de 100 pessoas por tráfico de drogas e na apreensão de cerca de três toneladas de entorpecentes entre os anos de 2016 e 2019.

A PF nomeou a operação de “Praesidium”, que corresponde à palavra latina que significa proteção, da qual também se originou a palavra presídio.

Fonte: G1 RS

ABPA projeta forte aumento da exportação de carne de frango e suína em 2019

Exportações de carne de frango devem crescer entre 4% e 5% no ano, enquanto a suína pode chegar a 12% de aumento

Depois de um 2018 marcado por desafios e dificuldades para produtores brasileiros de aves e suínos, os primeiros sete meses de 2019 voltaram a apresentar forte retomada nas exportações e indicam o ritmo do ano. Números apresentados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em coletiva à imprensa, na manhã da última quarta-feira (21), revelam aumento na produção e apontam o fechamento em alta para o setor.

A expansão das exportações para a Ásia, em especial à China, é vista com entusiasmo. O país é responsável pela importação de 28,2% da carne suína brasileira e 13% de frango. “Os números são extremamente positivos. O comportamento dos mercados interno e externo acenam positivamente para os setores de avicultura e suinocultura. Temos como principal driver de todos esses eventos a Ásia”, destacou o presidente da ABPA, Francisco Turra.

De acordo com Turra, a capacidade de produção animal brasileira coloca o país entre os maiores fornecedores de aves e suínos do mundo. “Hoje, somos o quarto maior produtor mundial de suínos. O Brasil tem elasticidade de ter um grande consumo interno e densidade de volume e adensamento de animais. Os produtores não estão fazendo movimentos exacerbados de expectativas e, sim, aguardando demanda externa”, explicou o presidente.

A expectativa da associação, em relação à carne de frango, é fechar o ano com aumento de 1% na produção, passando de 12,8 milhões de toneladas, em 2018, para 13 milhões de toneladas, em 2019. As exportações devem alcançar 4,3 milhões de toneladas – volume de 4% a 5% superior em relação às 4,1 milhões de toneladas do último ano. Já o consumo per capita, por sua vez, retrairá 2% em relação a 2018, mas manterá o patamar de 41 quilos.

Para a carne suína, o crescimento deverá chegar entre 1% e 2,5%. As previsões, de acordo com a associação, é atingir 4,1 milhões de toneladas em produção neste ano e superar as 3,97 milhões de toneladas do ano passado. Diferentemente do que se projeta com relação à carne de frango, o consumo per capita tem perspectiva de crescimento de 1% a 2% em comparação ao ano anterior, ampliando para 16 quilos.

Em relação à produção de ovos, a perspectiva é de avanço, devendo apresentar elevação da produção em até 10% neste ano. Em 2018, 44,4 bilhões de unidades foram produzidas. Para 2019, a projeção é concluir o ano com 49 bilhões de unidades. As exportações devem alcançar 12 mil toneladas – 3% acima do desempenho do ano passado. “O Brasil está tomando um novo rumo na economia”, finalizou Turra.

rimeiros sete meses apresentam aumento nas exportações


Os primeiros sete meses do ano apresentaram ampliação de 5,8% na exportação de frangos, em relação ao ano anterior. A comercialização de 2,34 milhões de toneladas geraram receitas de 4 bilhões de dólares no período – saldo 10,8% superior ao ano anterior. Da mesma forma, a carne suína atingiu a marca de 414,4 mil toneladas exportadas, o que representa um aumento de 19,6% no volume de vendas para o mercado externo.

A exportação de ovos seguiu a linha da avicultura e da suinocultura. Durante os sete meses, foram embarcadas 5,89 mil toneladas e gerados 7,72 milhões de dólares em receita. Se, por uma lado o volume de vendas aumentou 2,5%, as receitas caíram em relação ao mesmo período do último ano. De janeiro a julho de 2018, o mercado externo injetou 9,33 milhões de dólares na economia brasileira.

A variação nas exportações foi diretamente influenciada pela queda nos rebanhos de suínos chineses – cerca de 30% em relação ao último ano em função da peste suína africana, que proporcionou um incremento de 31% nas vendas do Brasil para a Ásia. Outros fatores – como a reabertura de mercado de suinocultura para a Rússia, o primeiro embarque de carne de frango para a Índia e a retomada do comércio com a União Europeia – também contribuíram para a alta.

Mais de 15 mil visitantes esperados em feira


Maior feira brasileira e uma das maiores do mundo do setor, o Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura (SIAVS) foi pauta da coletiva de imprensa. O evento inicia na próxima semana, em São Paulo, e trará mais de 100 painelistas para discutir o futuro do segmento. Mais de 15 mil visitantes, de 30 países diferentes, 1,6 mil produtores e 1,7 mil congressistas são esperados para esta edição. “A feira cresceu 18% em relação ao ano passado e chegamos à quinta edição neste formato”, sintetizou o presidente. Será entre os dias 26 e 29 de agosto, no Parque Anhembi.

Rio Grande do Sul registra aumento nas exportações de carne suína

Segundo maior produtor de suínos do país, o Rio Grande do Sul registrou aumento de 13% em exportação nos sete primeiros meses de 2019. O volume de vendas, neste período, subiu de 81 mil toneladas para 91 mil toneladas, em comparação a 2018. As receitas acompanharam a produção e cresceram 31%, passando de 161 milhões de dólares para 211 milhões de dólares de um ano a outro.

Por outro lado, a comercialização de carnes de frango para o exterior manteve-se estável. Passou de 289 mil toneladas em 2018 para 288 mil toneladas, em 2019, e apontou pequena queda de 0,2%. Mesmo com a diminuição de mil toneladas no volume de vendas, cresceu em receita: passou de 428 milhões de dólares para 453 milhões de dólares – acréscimo de 6%.

Fonte: Critério

Conselho propõe criação de versão gaúcha do programa Médicos pelo Brasil

Iniciativa, que será anunciada nesta quarta-feira, consiste na possibilidade de contratação de médicos por meio de uma espécie de permuta

O Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (Cosems/RS) anuncia nesta quarta-feira (21), durante o Seminário Estadual de Fortalecimento da Atenção Primária em Saúde, sua proposta de criação do programa Médicos pelo Rio Grande. A iniciativa surge com o objetivo de reverter os impactos negativos gerados pelo déficit que será causado com a implantação do Médicos pelo Brasil, iniciativa do governo federal — anunciada em agosto — que irá substituir o Mais Médicos. Das atuais 1.320 vagas, o Estado passaria a dispor de somente 634, segundo projeção do Cosems/RS.

A queda no número de profissionais da saúde deve-se a uma mudança de posicionamento do programa, que deve entrar em vigor somente em 2020. O foco do projeto passará a ser prestar atendimento nas regiões Norte e Nordeste, onde há maior vazio assistencial. Além disso, a União classificará as cidades em uma escala de maior ou menor vulnerabilidade para fazer a destinação dos médicos. Na avaliação de Diego de Ávila, diretor do Cosems/RS, a alteração nas diretrizes do programa é danosa ao Estado.

— O impacto é negativo, porque perdemos médicos, perdemos assistência em unidades de saúde. Nossa proposta (com o Médicos Pelo Rio Grande) é atender os municípios que não serão mais contemplados pelo programa do governo federal, e isso se aplica àqueles menores, mas também a grandes centros, que realizam um trabalho importante de atenção básica e que evitam a necessidade de internação hospitalar, por exemplo — diz Ávila.

A proposta, pensada pelo Cosems/RS e pela Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), consiste na possibilidade de contratação de médicos para  as localidades que, no momento, estão com falta destes profissionais, por meio de uma espécie de permuta. Ao invés de receber os repasses do governo do Estado a que têm direito, os municípios receberiam médicos para trabalhar nas Unidades Básicas de Saúde, por meio das Equipes de Saúde da Família. O salário destes profissionais seria pago pelo Estado. Atualmente,  o governo do Rio Grande do Sul deve R$ 480 milhões referentes ao setor da saúde a municípios, relacionadas ao período de 2014 a 2018.

Levantamento

Neste modelo, as cidades que perderam vagas do Mais Médicos teriam prioridade. Porém, outros municípios também poderiam ser atendidos. Deste modo, a dívida poderia ser quase sanada e ainda seria promovida oferta direta de serviço de saúde às pessoas, acredita Ávila. Dentro deste cenário, a Famurs e o Cosems/RS fariam o levantamento de quantos médicos seriam necessários para cada cidade e a compatibilidade com a dívida para oferta do profissional em questão.

A contratação dos profissionais médicos se daria por meio de bolsas de estudo para estimular a especialização em Medicina da Família e Comunidade que, por sua vez, auxiliam a fixação destes médicos nas áreas onde eles foram alocados, conforme necessário. A bolsa valeria até o momento em que a dívida fosse sanada, após esse período, fica a cargo da gestão municipal, no qual o prefeito e secretário de saúde têm a autonomia de decidir a permanência do médico, explica o presidente do Cosems/RS.

— Essa é a proposta que temos em mãos. Esperamos que o governador olhe para os termos apresentados e pense nesta estratégia de saúde que estamos propondo, porque a população gaúcha não pode ficar desassistida — afirma Ávila.

Outra proposta do programa gaúcho é o estímulo à capacitação do gestor municipal, por meio da Escola de Saúde, do Cosems/RS, no que tange a saúde básica. A ideia é que os recursos sejam melhor investidos. Além disso, o conselho prevê a ampliação no serviço de atendimento à família por meio da contratação de fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psiquiatras, entre outros profissionais, por meio do Médicos pelo Rio Grande.

Fonte: ZH

Estado paga nova parcela da dívida com municípios na Saúde

A Secretaria da Saúde realizou na última terça-feira (20), o pagamento da terceira parcela da dívida do Estado com os municípios, no valor de R$ 13,5 milhões. O repasse refere-se aos incentivos estaduais destinados à Política Estadual de Incentivo para Qualificação da Atenção Básica (PIES) para todos os municípios do RS e também para 74 hospitais públicos municipais.

O anúncio do pagamento foi feito pela secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, durante reunião com o presidente do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems-RS), Diego Espíndola, e secretários de saúde de municípios da Região Sul do Estado.

Para Arita, o pagamento é “uma demonstração do compromisso firmado com o Cosems e com a Famurs (Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul), reconhecendo a dívida herdada de outros anos, que soma R$ 162 milhões com os municípios, que serão pagos em 16 parcelas”. O parcelamento inclui a dívida de R$ 54 milhões com os hospitais públicos municipais, totalizando R$ 216 milhões a serem quitados.

Os recursos destinados ao PIES devem ser utilizados na Atenção Básica e Saúde da Família, para despesas de custeio e investimento, como pagamento de salários e gratificações de profissionais, ampliação dos serviços, equipamentos e veículos, reforma e ampliação de Unidades Básicas de Saúde, entre outros.

O presidente do Cosems-RS agradeceu o anúncio da secretária e elogiou o governador Eduardo Leite por estar cumprindo o compromisso honrado com os municípios. “O municipalismo agradece.” Diego explicou que a área do PIES, priorizada neste pagamento, é a mais próxima do usuário. “Os repasses dão um fôlego a gestão dos municípios permitindo melhorar o atendimento à população”, afirmou Diego.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social – SES/RS

Saúde recomenda dose extra contra o sarampo em bebês menores de 1 ano

Dia D de mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Sarampo.

O Ministério da Saúde passou a recomendar a vacinação contra o sarampo em crianças com idade entre 6 meses e 11 meses e 29 dias para combater a disseminação do vírus no país. Nessa faixa etária, segundo a pasta, será ofertada uma dose complementar, chamada de dose zero, como já acontece em campanhas como a de combate à poliomielite. A orientação foi apresentada ontem (20) em entrevista coletiva na sede do órgão, em Brasília.

Entre 19 de maio e 10 de agosto deste ano, foram confirmados 1.680 casos de sarampo no Brasil, além de 7,5 mil casos em investigação. No período, de acordo com o ministério, não houve mortes confirmadas decorrentes da enfermidade.

Após um surto envolvendo estados da Região Norte no início do ano, um novo surto foi registrado no estado de São Paulo, que concentra, atualmente, 1.662 casos em 74 municípios – 98,5% do total de casos. Em seguida aparecem Rio de Janeiro, com seis casos, e Pernambuco, com quatro. Com um caso estão Goiás, Paraná, Maranhão, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Bahia, Sergipe e Piauí.

A recomendação da vacinação adicional de crianças com idade entre 6 meses e 11 meses e 29 dias se deve ao fato deste ser o público com maior potencial de contágio. O coeficiente de incidência em bebês de até 1 ano é de 38,28 casos para cada grupo de 100 mil, enquanto a média de todas as faixas etárias ficou em 4,12. Normalmente, a imunização acontece por meio de duas doses, aos 12 meses e aos 15 meses de vida.

“Temos observado uma incidência elevada em menores de 1 ano. É fundamental estabelecermos estratégia diferenciada para essa faixa etária, olhar para as crianças menores de 1 ano com especial atenção”, declarou o secretário de vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira.

Jovens adultos

Além dos bebês, outro público que preocupa o ministério é o de jovens adultos. A pasta destacou a necessidade de pessoas de 20 a 29 anos regularizarem a vacinação contra o sarampo – o grupo tem coeficiente de incidência de 9 casos para cada grupo de 100 mil, mais que o dobro da média nacional. A orientação vale especialmente para São Paulo, estado com muitos casos e alta densidade populacional.

De acordo com o ministério, pela rotina de imunização estabelecida, pessoas com até 29 anos devem já ter recebido duas doses contra o sarampo. Já quem tem entre 30 e 49 anos deve ter tomado pelo menos uma dose. O secretário ponderou, contudo, que não há necessidade de corrida aos postos de saúde e que a regularização pode ser feita tranquilamente.

Difícil controle

Questionado sobre as razões da propagação do sarampo no país, Oliveira argumentou que a natureza do vírus e de sua transmissão dificultam o controle, especialmente com um surto em uma região como o estado de São Paulo.

“O sarampo é doença de transmissão respiratória. É rastilho de pólvora. Para cada caso, podemos ter 18 pessoas infectadas. É extremamente complexa a contenção da situação viral, principalmente num estado com a densidade demográfica que São Paulo tem”, disse. Entre os principais obstáculos, segundo ele, estão a falta de imunização em adultos jovens e a dificuldade de conscientização desse público.

Estoque

O secretário relatou que já foram disponibilizadas 7,5 milhões de doses da vacina para o estado de São Paulo, além do apoio a campanhas de comunicação para sensibilizar os públicos mais afetados pelo vírus. Ele acrescentou que as vacinas adicionais para bebês devem totalizar cerca de 1,6 milhões de doses e que os estados estão abastecidos, mas que o governo está buscando um estoque complementar com fornecedores externos.

O representante do ministério apontou como problema a atuação de movimentos antivacina que, segundo ele, se alimentam de desinformação e notícias falsas para recusar a imunização necessária. O ministério disponibilizou uma seção em seu sitepara desmentir notícias falsas e oferecer outras informações.

Fonte: EBC

Carro cai no rio e família é resgatada por motorista e cobrador de ônibus em São Miguel das Missões

Veículo se desgovernou e caiu no rio Urubuquaru, na BR-285. Cinco pessoas foram retiradas, entre elas, uma mulher grávida e duas crianças.

Carro com cinco pessoas caiu no rio Urubuquaru, na BR-285, em São MIguel das Missões — Foto: BM Vitória das Missões / Divulgação

Uma tragédia foi evitada em São Miguel das Missões, na Região Noroeste, devido à presteza e proatividade de um motorista e um cobrador de ônibus. A dupla auxiliou no resgate de cinco pessoas que haviam caído no rio Urubuquaru, na BR-285, na manhã da terça-feira (20).

Os ocupantes do carro — um homem, duas mulheres, uma delas grávida, e duas crianças, um menino de nove anos e outro de um ano e oito meses — foram encaminhadas para o Hospital São Miguel Arcanjo, em São Miguel das Missões. Eles foram atendidos com suspeita de hipotermia, pois, no momento do acidente, a temperatura era de 4ºC e a água estava muito gelada.

As vítimas do acidente tiveram apenas ferimentos leves, e foram medicadas e liberadas logo após o meio-dia. O menino mais novo, contudo, permeneceu sob observação, pois teria engolido muita água.

Como foi o acidente

Por volta das 7h, o motorista de transporte intermunicipal Gilson Borges dos Santos e o cobrador Cesar da Silva Albrecht, trafegavam na rodovia no sentido São Miguel das Missões a Santo Ângelo quando viram um carro, que vinha no sentido contrário, sair da pista e cair no rio. O motorista parou o ônibus, e ambos desceram para iniciar o resgate.

Enquanto o cobrador ficou na estrada pedindo ajuda, o motorista desceu até a margem para ajudar a família. Em seguida, um policial militar de Vitória das Missões chegou e ajudou na retirada das pessoas.

O resgate foi improvisado, com a ajuda de uma taquara que era alcançada para que as pessoas subissem os cerca de dois metros de altura do barranco.

Fonte: G1