IBGE: taxa de desemprego de jovens atinge 27,1% no primeiro trimestre

Índice ficou bem acima da média geral do país, de 12,2%

A taxa de desemprego entre os jovens de 18 a 24 anos de idade brasileiros ficou em 27,1% no primeiro trimestre de 2020, bem acima da média geral de 12,2% do país no período. Este comportamento foi verificado nas cinco grandes regiões, com destaque para o Nordeste, onde a estimativa foi de 34,1% de desempregados nesta faixa etária.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (Pnad Contínua), divulgada hoje (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O desemprego entre os jovens cresceu em relação ao último trimestre de 2019, quando a taxa era de 23,8%. Segundo a pesquisadora do IBGE Adriana Beringuy, o crescimento é esperado devido às dispensas de trabalhadores temporários contratados para o período de final do ano. “A maior parte dos temporários dispensados no início do ano são jovens, o que faz com que a queda no nível de ocupação seja maior nesta faixa”, explica Adriana.

Outro dado da pesquisa é que a taxa entre as mulheres brasileiras ficou em 14,5% no primeiro trimestre deste ano, 4,1 pontos percentuais acima da taxa observada entre os homens no mesmo período (10,4%).  Os dados também mostram disparidade entre as pessoas que autodeclararam sua cor para o IBGE. A taxa entre os brancos ficou em 9,8%, bem abaixo das pessoas pardas (14%) e pretas (15,2%).

Para o contingente de pessoas com ensino médio incompleto, a taxa ficou em 20,4%, superior à verificada para os demais níveis de instrução. Aqueles com nível superior completo registraram uma taxa de 6,3%.

Estados

As maiores taxas de desemprego no primeiro trimestre deste ano foram registradas na Bahia (18,7%), Amapá (17,2%), Alagoas e Roraima (16,5%). Já as menores ficaram com Santa Catarina (5,7%), Mato Grosso do Sul (7,6%) e Paraná (7,9%).

Na comparação com o último trimestre de 2019, a taxa de desemprego cresceu em 12 locais, permanecendo estável nas outras 15 unidades da federação. Os estados com maiores altas foram Maranhão (3,9 pontos percentuais, chegando a 16,1% no primeiro trimestre), Alagoas (2,9 pontos percentuais, chegando a 16,5%) e Rio Grande do Norte (2,7 pontos percentuais, chegando a 15,4%.

*Agência Brasil

Governo publica calendário de pagamento da 2ª parcela do auxílio

Beneficiários começam a receber a partir da próxima segunda-feira, e datas seguem até 13 de junho deste ano

O governo federal publicou nesta sexta-feira (15) o calendário de pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial. Os valores serão pagos aos beneficiários a partir da próxima segunda-feira (18) e seguem até 13 de junho deste ano.

A parcela é de R$ 600, sendo que mães solteiras chefes de família têm direito a duas cotas, totalizando R$ 1.200.

Segundo o texto publicado no Diário Oficial da União (DOU), aqueles que já receberam a primeira parcela até o dia 30 de abril deste ano vão ter o crédito depositado na poupança social digital aberta em seu nome.

Veja as datas de pagamento da segunda parcela do auxílio:

Recebimento em Poupança Social

Nestas datas, os recursos estarão disponíveis apenas para o pagamento de contas, de boletos e para realização de compras por meio de cartão de débito virtual.

Nascidos em janeiro ou fevereiro: 20 de maio
Nascidos em março ou abril: 21 de maio
Nascidos em maio ou junho: 22 de maio
Nascidos em julho ou agosto: 23 de maio
Nascidos em setembro ou outubro: 25 de maio
Nascidos em novembro ou dezembro: 26 de maio

Saque em espécie para beneficiários do Bolsa Família

NIS 1: 18 de maio
NIS 2: 19 de maio
NIS 3: 20 de maio
NIS 4: 21 de maio
NIS 5: 22 de maio
NIS 6: 25 de maio
NIS 7: 26 de maio
NIS 8: 27 de maio
NIS 9: 28 de maio
NIS 0: 29 de maio

Saque em espécie para Poupança Social e demais públicos

Nascidos em janeiro: 30 de maio
Nascidos em fevereiro: 1º de junho
Nascidos em março: 2 de junho
Nascidos em abril: 3 de junho
Nascidos em maio: 4 de junho
Nascidos em junho: 5 de junho
Nascidos em julho: 6 de junho
Nascidos em agosto: 8 de junho
Nascidos em setembro: 9 de junho
Nascidos em outubro: 10 de junho
Nascidos em novembro: 12 de junho
Nascidos em dezembro: 13 de junho

Nesta sexta, o presidente Jair Bolsonaro sancionou, com vetos, um projeto do Congresso Nacional que inclui mães solteiras adolescentes como beneficiárias do auxílio emergencial. Segundo a regra anterior, apenas maiores de 18 anos tinha direito ao dinheiro.

Fonte: R7

 

Município de Braga confirma segundo caso de Coronavírus

A Administração Municipal de Braga, através da Secretaria Municipal de Saúde e do Comitê de Atenção ao Covid-19, informa que foi confirmado o segundo caso positivo de Covid-19 no município nesta quinta-feira, 14 de maio.

Trata-se de um homem de 69 anos que procurou a UBS na quarta-feira, 13, apresentando sintomas de febre, dor de garganta e dores no corpo, quando foi medicado e colocado em isolamento por 14 dias.

Já na manhã desta quinta 14, este paciente realizou um exame no laboratório de Tenente Portela, o qual resultou positivo, sendo que ele ainda apresenta sintomas.

Todos os familiares foram orientados ao isolamento por 14 dias e os demais contactantes conhecidos por 7 dias. A equipe de saúde continua efetuando o rastreamento para identificar outros possíveis contatos.

Um familiar que teve contato com o paciente, mas não reside em Braga, também testou positivo nesta quinta-feira à tarde.

A equipe da Secretaria de Saúde solicita a todos que continuem tomando as medidas necessárias para prevenção, agora com cuidados redobrados, para evitar a propagação do vírus em nosso município.

O Poder Executivo Municipal destaca que continuará informando a população de todas as ocorrências relacionadas ao Covid-19, em respeito aos munícipes e em respeito à transparência administrativa, tendo em vista se tratar de saúde pública, que é de relevante interesse social.

Fonte: Prefeitura Municipal de Braga

Dois novos casos da covid-19 foram registrados em Três Passos

Município também possui 420 casos de dengue e 03 de Zika Vírus

A Prefeitura de Três Passos divulgou na tarde desta quinta (14)  através do boletim epidemiológico, mais dois casos novos registrados de covid-19.

Ao todo, Três Passos possui 39 casos confirmados. Mais 5 casos aguardam resultado dos exames.

Importante salientar que o número de pessoas curadas aumentou para 18.

Em relação a dengue, dados mostram que já são 420 pessoas infectadas.

Após Detran regulamentar aulas teóricas, oferta de ensino a distância depende de cada CFC

Portaria foi publicada nesta quinta-feira e prevê, entre outras medidas, a gravação de alunos para comprovar presença no curso

Retomando parte dos serviços após 50 dias parados, os Centros de Formação de Condutores (CFCs) já podem ofertar as aulas teóricas a distância. A regulamentação foi publicada nesta quinta-feira (14) pelo Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran-RS).

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) já havia permitido a modalidade durante a pandemia do coronavírus, mas restava ainda a regulamentação pelo órgão estadual.

Conforme a portaria desta quinta, fica a cargo de cada CFC decidir qual sistema será usado para realizar as aulas online. Os CFCs também terão que captar imagens dos alunos e mantê-las por cinco anos, como forma de confirmar a presença nas aulas.

De acordo com o Detran, as aulas a distância são para todos os candidatos que já estão nesta fase, tanto para quem estava com as aulas em curso quando surgiu a pandemia quanto para quem está iniciando o processo da primeira habilitação. No documento, o órgão estadual justifica que “a normativa tem por objetivo atender o interesse do cidadão” e que está em conformidade com o “modelo de distanciamento controlado do Rio Grande do Sul”.

O que diz a portaria

Fica autorizado o CFC ministrar aulas do Curso de Formação para Habilitação de Condutores de Veículos Automotores na modalidade remota, enquanto perdurar a vigência do Decreto Estadual nº. 55.240/2020, ou outro que vier a substituí-lo, em conformidade com o disposto na Deliberação CONTRAN nº 189/2020.

Caberá ao CFC a escolha do sistema para realização das aulas remotas.

Deverá o CFC informar ao Detran-RS o sistema a ser utilizado, nos termos do disposto no art. 4º, inciso II da deliberação aludida, concedendo acesso a Autarquia sempre que solicitado.

Caberá ao CFC credenciado pelo Detran-RS o controle de acesso ao seu sistema de aulas remotas, exclusivamente aos alunos matriculados no curso teórico no CFC e liberados para essa etapa no processo de habilitação, devendo providenciar meios de registro ou gravação da referida aula e da participação dos alunos.

O curso deverá ser ministrado integralmente por instrutores teóricos credenciados pelo Detran-RS e vinculados a CFCs devidamente credenciados.

O registro das aulas ministradas na modalidade remota será efetuado manualmente pelo instrutor de trânsito, no sistema informatizado do Detran.

O instrutor teórico credenciado e vinculado ao CFC, deverá utilizar sua senha de acesso pessoal ao sistema informatizado do Detran-RS, para o registro das aulas ministradas, devendo o CFC capturar imagens dos alunos e armazená-las por 5 (cinco) anos, objetivando o registro da frequência dos alunos, conforme disposto em Normativa do Detran-RS, e na forma disciplinada no artigo 325 do Código de Trânsito Brasileiro – CTB.

O CFC deverá adotar procedimentos e solução para o atendimento dos candidatos surdos, em conformidade com as normativas estabelecidas pelo Detran-RS.

O CFC deverá providenciar materiais pedagógicos de apoio aos candidatos, inclusive para uso em período fora da aula remota, como complementação de estudos, podendo valer-se de apostilas, vídeos, aulas gravadas, questionários e testes simulados, apoio por Chat , por e-mail e aplicativos privados de mensagens, bem como outros meios tecnológicos e pedagógicos que disponham os candidatos e o CFC, tudo em conformidade com o Plano de Aulas do Centro de Formação de Condutores credenciado pelo Detran-RS.

Parágrafo único: O Detran-RS encaminhará ao CFC materiais pedagógicos de apoio aos instrutores teóricos, para essa modalidade de ensino.

O Detran-RS adotará as medidas técnicas para cumprimento das demais disposições contidas na Deliberação CONTRAN nº 189/2020, em conformidade com as regras legais e o disposto nos Decretos Estaduais nº. 55.240/2020 e nº. 55.241/2020.

 

Fonte: Gaúcha ZH/ Francine Silva

Crissiumal – Biblioteca pública volta a atender a partir da próxima terça-feira

Os dias e horários de atendimento serão diferenciados, sendo nas terças e quintas das 07h às 13h

Em tempos de distanciamento social provocado pela pandemia de Covid-19, os livros podem ser grandes aliados para enfrentar este momento. Independente do gênero, dedicar alguns minutos do dia à leitura de suas obras preferidas, ou mesmo para descobrir novas leituras, pode ajudar a enfrentar de forma mais leve a situação, além de ser um grande auxílio para os alunos que estão tendo aulas remotas.

Considerando a necessidade de leitura e de pesquisas desses alunos e com o intuito de proporcionar o acesso ao acervo de livros para todos; a Biblioteca Pública Municipal Carlos Laet voltará a atender a partir da próxima semana.

De acordo com a Secretária Municipal de Educação e Cultura, Francieli Fouletto, a Biblioteca estará atendendo em dias e horários diferenciados, sendo nas terças e quintas-feiras, das 7 às 13 horas. Ainda, conforme Francieli, há muitas obras literárias fora do acervo da Biblioteca, o que impede que outras pessoas usufruam desses livros, e, portanto, solicita-se aos leitores para que façam a devolução ou renovação da retirada desses livros, junto à Biblioteca.

Para não haver aglomeração, será restringindo o número de frequentadores no local, por isso, é importante entrar em contato com antecedência com a Biblioteca, no telefone 3524-1822, para previamente agendar visita.

Por: Andréia Cristina Queiroz

Ataques a banco no RS caem 90% em abril e atingem o menor nível da série histórica

Manutenção das forças de segurança durante o distanciamento social pela Covid-19 trouxe queda geral nos crimes patrimoniais

Foto: Rodrigo Ziebell / SSP

A combinação entre a necessária política de distanciamento social contra a propagação da Covid-19 e a manutenção integral do trabalho das forças da Secretaria da Segurança Pública (SSP) fez o Estado atingir novos recordes na redução de indicadores criminais. Em abril, com menos circulação de pessoas e a permanência das polícias nas ruas, houve queda de 90% nos ataques a banco no RS na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Ocorreu apenas um caso, um furto cometido em Canoas no dia 5 de abril, enquanto em igual período de 2019 foram registradas 10 ocorrências contra estabelecimentos bancários, na soma entre furtos e roubos. Na comparação de acumulados entre os quatro primeiros meses deste ano e do anterior, as ações criminosas contra instituições financeiras diminuíram 60,5% – de 38 casos para 15.

Os dados estão nos indicadores de criminalidade de abril, divulgados na manhã desta quinta-feira (14/5) pelo vice-governador e secretário da Segurança Pública, Ranolfo Vieira Júnior, em transmissão ao vivo pela internet.

Gráfico com números de ataques a banco em abril no RS entre 2012 e 2020.
Gráfico com números de ataques a banco entre janeiro e abril no RS, entre 2012 e 2020.

* Na divulgação de março, o acumulado de ataques a banco constava como 16. Houve correção em duas ocorrências, uma de 26 de fevereiro e outra de 22 de março, que haviam sido registrados equivocadamente como roubo/furto a estabelecimento bancário e, na verdade, eram roubo/furto a estabelecimento comercial.

Tanto na leitura isolada de abril quanto no resultado desde janeiro, 2020 atingiu os menores números de toda a série histórica, iniciada em 2012, quando esse tipo de crime passou a ter contabilização em separado.

Em Porto Alegre, o cenário é ainda mais positivo, com queda de 100%. A Capital encerrou o quarto mês consecutivo sem qualquer ocorrência de furto ou roubo contra estabelecimentos bancários. Desde janeiro, não há ataques a instituições financeiras na cidade, enquanto no mesmo intervalo de 2019 já haviam ocorrido 10 casos.

Quedas acima da metade em diversos crimes contra o patrimônio

Além das marcas inéditas na redução de ações contra bancos, a atuação das forças de segurança aliada à menor movimentação nas cidades trouxe expressivas retrações em todos os crimes contra patrimônio em abril. Um dos destaques foram as ocorrências de roubo em geral no RS, que fecharam com 3,2 mil registros a menos do que no mesmo mês do ano passado e queda acima da metade – de 5.836 para 2.544 (-56,4%).

Entre os furtos em geral, também houve baixa significativa, com 5,2 mil casos a menos. Em todo o Estado, foram 10.137 ocorrências em abril de 2019 contra 4.891 em igual intervalo deste ano (-51,8%).

Outra queda acima da metade foi verificada entre os ataques a transporte coletivo, somadas as ocorrências envolvendo passageiros e motoristas de ônibus e lotações, que diminuíram de 184 para 84 (-54,3%) no recorte mensal. Crimes contra estabelecimentos comerciais tiveram retração de 36%, passando de 727 registros de furto e roubo em abril de 2019 para 465 no quarto mês deste ano.

Gráfico com números de crimes patrimoniais em abril no RS entre 2019 e 2020.

Os roubos de veículo reduziram de 1.011 para 796 (-21,3%) na comparação mensal. Considerando os acumulados entre janeiro e abril no RS, já são 811 veículos que deixaram de ser levados por assaltantes neste ano, com 3.465 ocorrências, frente ao ano anterior, que teve 4.276 casos – uma queda de 19% e o menor total para o período desde 2004, quando o número foi de 3.362.

Gráfico com números de roubo de veículos entre janeiro e abril no RS entre 2002 e 2020.
Gráfico com números de furto de veículos entre janeiro e abril no RS

Latrocínios ficam estáveis em abril e acumulam queda de 24,1% no ano

Os roubos com morte mantiveram em abril o mesmo número do quarto mês do ano passado – foram oito ocorrências em todo o Estado. Com a estabilidade no mês, também não se alterou o cenário de queda dos latrocínios no acumulado do ano, que soma 22 casos desde janeiro, 24,1% menos do que as 29 ocorrências em igual período de 2019. O total atual repete o menor número já registrado (no ano de 2009) em toda a série histórica desde o início da contabilização desse tipo de crime em 2002.

Na Capital, o cenário do início de 2020 até aqui repete o mesmo do ano passado, com três casos. Isoladamente, abril teve um registro a mais do que igual mês de 2019, passando de um latrocínio para dois em Porto Alegre.

Gráfico com números de latrocínios em abril no RS entre 2002 e 2020.
Latrocínios em abril no RS – Foto: SSP
Gráfico com números de Latrocínios entre janeiro e abril no RS entre 2002 e 2020.
Latrocínios entre janeiro e abril no RS – Foto: SSP

Homicídios na Capital caem 17,9% e atingem menor total desde 2010 

Em Porto Alegre, houve redução nos homicídios tanto na comparação mensal quanto na soma desde o início do ano. Nos dois casos, o número de vítimas alcançou o menor patamar de toda a série histórica desde 2010. Em abril, o total de pessoas assassinadas na Capital baixou 17,9% em relação ao ano passado, de 28 para 23. No acumulado dos quatro meses iniciais do calendário, a queda foi de 16,7%, de 126 mortes em 2019 para 105 em 2020.

Gráfico com números de Vítimas de homicídios em Porto Alegre em abril entre 2010 e 2020
Gráfico com números de Vítimas de homicídio em Porto Alegre entre janeiro e abril entre 2010 e 2020

Abril tem seis homicídios a mais no RS na comparação com 2019

A influência do distanciamento social como motivo importante das reduções dos crimes patrimoniais em abril não se verificou em relação aos homicídios no Estado. O mês encerrou com 158 vítimas, seis a mais do que as 152 do mesmo período do ano passado (3,9%). No acumulado desde janeiro, porém, o total de 624 óbitos ainda representa queda, de 8,4%, na comparação com 681 ocorridos em igual intervalo de 2019 – é a menor soma desde 2011, que teve 597 mortes no período.

Gráfico com números de Vítimas de homicídios no RS em abril entre 2005 e 2020.
Gráfico com números de Vítimas de homicídios no RS entre janeiro a abril entre 2005 e 2020

Autoridades que lidam diretamente com este tipo de crime identificam dois possíveis fatores para os homicídios no Estado não terem sofrido o mesmo efeito que as medidas de distanciamento social contra o novo coronavírus provocaram nos delitos contra o patrimônio em abril: disputas do tráfico pelo mercado em baixa e conflitos após a soltura de lideranças criminosas.

De acordo com a diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegada Vanessa Pitrez, além da menor circulação de pessoas resultar também em forte encolhimento no mercado ilegal de entorpecentes, o mês foi marcado por apreensões de grandes volumes de drogas, o que desestabiliza as organizações criminosas ligadas ao tráfico. “Em alguma medida, esse cenário acirra disputas por novos pontos, gerando mortes entre membros de facções rivais”, explica Vanessa.

No início de abril, ação da Polícia Civil apreendeu 1,5 tonelada de maconha, além de R$ 600 mil em espécie e seis carros em um depósito de um grupo criminoso em Nova Santa Rita. No dia 15, a Brigada Militar (BM) localizou 970 quilos de maconha em uma casa em Alvorada. Dois dias depois, na mesma cidade, a corporação interceptou um veículo com 240 quilos da droga – o município teve o segundo maior aumento de homicídios em abril no RS, de 11 vítimas em 2019 para 16 neste ano.

No final do mês, também a BM recolheu 860 quilos de maconha em uma residência em Esteio e, na mesma ocorrência, chegou a um depósito onde havia R$ 77 mil, quatro fuzis, duas pistolas e duas espingardas. A três dias do fim de abril, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu carregamento de 1,1 tonelada de maconha em um caminhão na ERS 135, no município de Coxilha.

O monitoramento de dados realizado pelo corpo técnico da Gestão de Estatística em Segurança (GESEG), ligado ao programa RS Seguro, aponta que cerca de 80% dos homicídios registrados no Estado têm alguma relação com disputas e desavenças inseridas no contexto do tráfico de drogas.

Homicídios de detentos soltos representam 13,9% do total em abril

Gráfico da variação do número de Vítimas de homicídios em abril com e sem presos soltos.

Somado ao baque no comércio ilegal de drogas, conforme levantamento do Departamento contribuiu para o aumento no número de homicídios a soltura de criminosos que estavam presos. As libertações ocorrem durante a vigência da recomendação nº 62 do Conselho Nacional de Justiça, que “recomenda aos tribunais e magistrados a adoção de medidas preventivas à propagação da infecção pelo novo coronavírus (Covid-19) no âmbito dos sistemas de justiça penal e socioeducativo”. Somados os meses de março e abril, o número de detentos beneficiados com concessões de liberdade aumentou de 6.966 no ano passado para 11.677 neste ano.

Gráfico com números de Presos soltos e que acabaram mortos em abril no RS em 2019 e 2020

A saída de criminosos, muitas vezes, mobiliza rivalidades entre grupos, abre disputas na hierarquia dos bandos e desencadeia ataques encomendados para acerto de contas. Em abril, 22 presos que tiveram liberdade concedida pelo Judiciário acabaram virando vítimas de homicídio, o que representa 13,9% dos assassinatos no Estado. Caso essas mortes não tivessem ocorrido, o número de homicídios no mês teria sido de 136, o que representaria queda de 10,5% sobre os 152 registrados em abril do ano passado.

O impacto da libertação de presos em meio à Covid-19 também aparece na comparação com as solturas concedidas em igual período de 2019, quando não havia a presença do novo coronavírus.

As 22 mortes de libertados do sistema prisional em abril de 2020 representam alta de 175% sobre os oito assassinatos de presos que tiveram liberdade concedida no mesmo mês do ano anterior.

As solturas também são o fator apontado pelo coordenador da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Caxias do Sul, delegado Adriano de Jesus Linhares Rodrigues, no resultado da cidade, que teve a maior alta de assassinatos em abril, de seis em 2019 para 12 neste ano. “Ao menos sete desses homicídios estão relacionados a conflitos envolvendo presidiários”, detalha o delegado.

Feminicídios crescem e demais indicadores de violência contra a mulher caem em abril

Gráficos com números de feminicídios em abr no RS entre 2019 e 2020

Depois da estabilidade verificada em março, os feminicídios voltaram a crescer em abril. Houve 10 assassinatos de mulheres por motivação de gênero no Estado, quatro a mais (66,7%) do que os seis registrados no mesmo mês do ano passado. Com isso, o número de vítimas no acumulado desde janeiro chegou a 36, total 71,4% acima das 21 registradas no mesmo período de 2019.

Embora a alta ocorra em meio a pandemia da Covid-19, não é possível inferir que o resultado tenha tido influência das medidas de distanciamento social necessárias contra o coronavírus. Isso porque também houve altas, até maiores, em janeiro e fevereiro, antes das restrições preventivas à Covid-19 serem implantadas.

Além disso, os demais indicadores de violência contra a mulher reduziram em abril. As ameaças passaram de 3.085 em 2019 para 2.026 no último mês (-34,3%), as lesões corporais caíram de 1.719 para 1.259 (-26,8%), os estupros diminuíram de 107 para 78 (-27,1%) e as tentativas de feminicídios reduziram de 37 para 18 (-51,4%).

Gráfico com números dos Indicadores de violência contra mulher em abril no RS entre 2019 e 2020

Nos acumulados desde o início do ano, os quatro indicadores também registram queda na comparação com igual período do ano passado. Ameaças foram de 13.521 para 11.849 (-12,4%), lesões corporais reduziram de 7.604 para 7.188 (-5,5%), estupros caíram de 549 para 528 (-3,8%) e tentativas de feminicídio diminuíram de 129 para 102 (-20,9%).

Gráfico com números dos indicadores de violência contra mulher no RS entre janeiro e abril entre 2019 e 2020

Ainda assim, o monitoramento realizado pela SSP não descarta a possibilidade de subnotificação nas situações de menor gravidade (ameaça e lesão), em razão de maior receio pela convivência com os agressores durante o isolamento contra o coronavírus. Por isso, as autoridades reforçam a importância de uma mudança de cultura dos gaúchos, para que encarem qualquer ato de violência contra as mulheres como inaceitável e compreendam o papel fundamental das denúncias. Seja parente, amigo, vizinho ou mesmo desconhecido, qualquer pessoa pode, e deve, denunciar esses crimes às forças de segurança.

Esse ato simples e totalmente anônimo faz diferença para salvar vidas. Nenhuma das 10 vítimas de feminicídio em abril, por exemplo, havia feito registro de ocorrência anterior que possibilitasse a adoção de ações preventivas, como medidas protetivas de urgência (MPUs).

Os casos podem ser comunicados pelos seguintes canais:

  • Disque 180;
  • Disque Denúncia 181;
  • WhatsApp (51) 9.8444.0606;
  • Denúncia Digital 181, disponível no site da SSP;
  • e emergências pelo 190 da Brigada Militar.

Além de ampliar a divulgação dos canais de denúncia, as Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (DEAMs) reforçaram o trabalho proativo de prisão de agressores e de busca e apreensão em locais onde há suspeita da presença de armas e outros instrumentos que possam oferecer risco a vítimas que registraram ocorrências. Desde janeiro, as 23 DEAMs já efetuaram mais de 200 prisões – em abril, só a DEAM da Capital prendeu 12 agressores.

No dia 4 de maio, a unidade de Porto Alegre também inaugurou, em parceria com o Instituto-Geral de Perícias (IGP), o serviço de plantão psicológico online para vítimas diretas e indiretas de violência doméstica. O atendimento tem o objetivo de ouvir a mulher, auxiliar no preenchimento do questionário de avaliação de risco e facilitar sua organização mental para o depoimento. Após a recepção na DEAM da Capital, com a anuência da vítima, seu número de telefone é repassado para a psicóloga responsável do Departamento Médico-Legal. Em seguida, em sala reservada ao acolhimento psicossocial, enquanto a vítima aguarda para prestar depoimento, a profissional de saúde faz contato por videochamada para uma conversa que dura de 20 a 25 minutos. O serviço é realizado na segunda-feira, das 09h às 17h, e no sábado, das 10h às 15h. Para as vítimas que procuram a DEAM entre terça e sexta-feira, é possível combinar um horário para a realização do atendimento remoto que oferece o suporte emocional necessário para superar a violência.

Na Brigada Militar, as Patrulhas Maria da Penha (PMPs), principal ação da corporação para combate à violência por razão de gênero, ampliaram em 82% o número de municípios atendidos no Rio Grande do Sul, de 46 para 84.

No dia 30 de abril, para marcar o Dia Nacional da Mulher, as PMPs deflagraram a Operação Jerônyma Mesquita, que teve como objetivo intensificar a fiscalização das MPUs. A ação, que ocorreu de forma simultânea em 62 municípios, teve a participação de 160 policiais militares e efetuou sete prisões por descumprimento das medidas protetivas, além 527 visitas a residências de mulheres vítimas de violência doméstica. A operação foi batizada com o nome da enfermeira que liderou lutas pela garantia de direitos, como o voto, e cujo dia de aniversário foi escolhido para marcar a data nacional de homenagem às mulheres.

As tabelas completas estão na página de estatísticas do site da SSP (clique aqui).

Observação: os números neste texto representam um recorte temporal, retratando os fatos registrados na data da extração de dados do sistema do Observatório Estadual da Segurança Pública, e estão sujeitos a alterações provenientes da revisão de ocorrências, apuração de informações de investigações, diligências, perícias e correção do fato no final da investigação policial. Em relação aos números na planilha referente ao ano de 2019, disponível na página de estatísticas do site da SSP, pode haver pequenas divergências em razão de a extração para esse texto ser mais atual e conter mudanças ocorridas após 31.12.2019. A planilha do ano passado será atualizada juntamente com toda a série temporal, no início de 2021.

 

Fonte: Secretaria da Segurança Pública do RS

Novo coronavírus é capaz de se espalhar pela fala, diz estudo

Pesquisadores ainda tentam quantificar este tipo de transmissão do vírus que causa a Covid-19

Foto: Joe Klamar / AFP / CP

As microgotas de saliva gerados durante a fala podem permanecer suspensos no ar em um espaço fechado por mais de dez minutos, de acordo com um estudo publicado na quarta-feira (13), que destaca o provável papel desse mecanismo na propagação do novo coronavírus.

A disseminação do Sars-Cov-2 por tosse e espirros é amplamente conhecida, mas quando falamos, também projetamos gotículas invisíveis de saliva que podem conter partículas virais. Quanto menores, mais permanecem suspensos no ar, enquanto os mais pesados, devido ao efeito da gravidade, caem mais rápido no chão.

A transmissão pelo ar expirado é bem estudada para vírus como o sarampo, que é um dos mais contagiosos e conhecidos e capaz de apresentar gotas microscópicas, mas os pesquisadores ainda estão tentando quantificar esse tipo de transmissão para o vírus que causa a Covid-19.

Pesquisadores do Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais (NIDDK) fizeram uma pessoa repetir a frase “permanecer saudável” em voz alta por 25 segundos em uma caixa fechada. No experimento, um laser projetado na caixa iluminou as gotas, permitindo que fossem vistas e contadas. As gotas permaneceram no ar por uma média de 12 minutos.

Considerando a concentração conhecida de coronavírus na saliva, os cientistas estimam que falar em voz alta pode gerar o equivalente por minuto de mais de 1 mil gotas contaminadas, capazes de permanecer no ar por 8 minutos ou mais em um espaço fechado.

“Essa visualização direta demonstra como a fala normal gera gotículas no ar que podem permanecer suspensas por dezenas de minutos ou mais e são capazes de transmitir doenças em espaços confinados”, concluíram os pesquisadores.

Em um artigo publicado na revista NEJM de abril, a mesma equipe descobriu que falar menos alto produzia menos gotas. A confirmação do nível de contágio do Sars-Cov-2 falando e não apenas pelas gotas de saliva que caem nos interruptores, rampas ou maçanetas ajudará a justificar cientificamente o uso da máscara, agora recomendada em muitos países, e a explicar a alto contágio do vírus.

Fonte: AFP

CMN facilita renegociação de dívidas de produtores rurais

Conselho amplia fonte de recursos para destravar acordos

Os produtores e as cooperativas rurais que tiveram prejuízos provocados pela seca ou pela estiagem no início do ano ganharam um estímulo para renegociarem as dívidas com operações de crédito. O Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou as fontes de recursos que podem financiar os acordos nas linhas de custeio e investimento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) ou operadas com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Em reunião extraordinária realizada no início da noite desta quarta (13), o CMN autorizou o uso das fontes originais de recursos para bancar as renegociações. Dessa forma, o BNDES poderá usar os próprios recursos para renegociar as dívidas de produtores rurais. No caso do Pronaf, em que o Tesouro Nacional banca os juros subsidiados, a própria União poderá financiar a revisão das dívidas.

Em nota, o Ministério da Economia informou que a decisão tem como objetivo “facilitar a operacionalização da renegociação e atender ao maior número possível de produtores rurais que tenham tido suas atividades prejudicadas por seca ou estiagem”.

Até agora, essas renegociações podiam ser financiadas apenas com fontes livres de recursos, o que na prática estava travando os acordos. Isso porque os bancos tinham de buscar no mercado empresas dispostas a financiar o reparcelamento das dívidas.

A renegociação de dívidas de agricultores e pecuaristas havia sido autorizada pelo Conselho Monetário Nacional no início de abril. No caso dos produtores afetados pela seca, podem ser refinanciadas as dívidas vencidas ou que vão vencer entre 1º de janeiro e 30 de dezembro de 2020, contratadas por produtores rurais e pelas cooperativas singulares de produção agropecuária.

O prazo de reembolso para operações de custeio será de sete anos e, no caso de operações de custeio prorrogado e de investimento, o prazo será de até um ano após o vencimento do contrato vigente.

*Agência Brasil

Falecimento de Arnildo Severo

 

A esposa Elidia Santana Severo e filhos Adriana e Andre, comunicam o falecimento de Arnildo Severo – Popular Revelino, 68 anos, ocorrido na madrugada desta quinta, 14 de maio, no Hospital de Caridade de Crissiumal.

Seu corpo está sendo velado na Capela B da Funerária Lermen. Atos fúnebres as 10h desta quinta-feira.

 

Em virtude da pandemia do covid-19 a família esclarece que segundo orientação do setor da saúde pública, o velório será restrito aos familiares e pessoas íntimas, sem aglomeração de pessoas.

Nenhuma pessoa deve se sentir constrangida por não comparecer, pois estará colaborando com as orientações.

Sabemos que muitas pessoas gostariam se fazer presente pelo carinho e amizade, mas a família aceita condolências virtuais.