Posts

Proposto reajuste de 6,57% para o salário mínimo regional no RS em 2020

Grupo liderado pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) entregou solicitação ao Estado

Foto: Ricardo Giusti

Uma comitiva de sindicalistas gaúchos da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB/RS) foi até o 8º andar do Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff) para entregar à Secretaria Estadual do Trabalho e Assistência Social (STAS), a proposta de reajuste para o salário mínimo regional em 2020. O grupo foi recebido na tarde desta quarta-feira pela secretária-adjunta, Márcia De La Torre, já que a titular, a secretária Regina Becker, cumpria agenda em outro compromisso. O presidente da CTB/RS, Guiomar Vidor, defende que o reajuste seja de 6,57%. “O salário mínimo regional é a única forma de se conseguir um reajuste para pelo menos 1,3 milhão de trabalhadores do Rio Grande do Sul. Então estamos aqui para oficializar esta pauta”, pontua o sindicalista.

Ao grupo, a Márcia disse que o piso regional é assunto da Casa Civil e Secretaria da Fazenda, “mas que iria receber a proposta, por que a secretária Regina faz questão de iniciar uma conversa”. Para que o reajuste se torne realidade, o Poder Executivo precisa enviar um projeto de lei à Assembleia Legislativa com o índice em acordo. Neste ano, o Palácio Piratini protocolou em abril um aumento e 3,4%, que foi aprovado pelos deputados em maio.

Com a proposta encaminhada pelos trabalhadores, o salário mínimo regional, que é dividido em cinco níveis de remuneração, passaria da faixa atual, de R$ 1.237,15 a R$ 1.567,81, para R$ 1.318,49 a R$ 1.670,89. “Parte do reajuste é composto pelos 3,21% de aumento no salário mínimo, que é baseado no INPC (inflação) e o restante é para recuperar as perdas acumuladas durante os anos”, explica o técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no RS, Ricardo Franzoi, que presta consultoria à entidade. Além do Rio Grande do Sul, o salário mínimo regional é adotado nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

 

*CP

Secretaria da Agricultura suspende aplicação do herbicida 2.4-D no RS até o fim do ano

Químico é utilizado pelos sojicultores e vêm causando prejuízos em produções de frutas

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural confirmou, nesta terça-feira, a suspensão da utilização do herbicida 2,4-D nas lavouras do Rio Grande do Sul até o dia 31 de dezembro. O químico, utilizado pelos sojicultores, estaria causando prejuízos em produções de frutas como uvas, azeitonas e maçãs, especialmente nas regiões da Campanha, fronteira Oeste, Central e Campos de Cima da Serra.

A proibição do herbicida foi avalizada pelo secretário da Agricultura, Covatti Filho, após reunião realizada, pela manhã, com técnicos do Grupo de Trabalho do 2.4-D. Nesta quarta-feira, será publicada no Diário Oficial do Estado uma instrução normativa decretando a proibição do 2.4-D.

A medida pode ser prorrogada pelo governo. No encontro, foram apresentados novos estudos.  Das 143 amostras coletadas em 41 municípios gaúchos, 132 deram positivo para presença do agrotóxico.

Na semana passada, o Ministério Público recomendou que o governo determinasse a suspensão da aplicação do agroquímico enquanto durar a greve dos fiscais agropecuários, iniciada na terça passada. Na soja, o 2.4-D é usado para controlar plantas daninhas e invasoras e para aumentar a eficiência de outros herbicidas. Porém, o produto se espalha e destrói culturas mais sensíveis.

 

Fonte: Rádio Guaíba

Sem fiscalização, acidentes em rodovias federais do RS aumentam 19%

Rodovias federais estão há três meses sem radares móveis por ordem do presidente da República, Jair Bolsonaro

Foto: Reprodução / RBS TV

O número de acidentes nas rodovias federais no Rio Grande do Sul aumentou 19% nos últimos três meses, desde que os radares móveis foram retirados por ordem do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a PRF, no período de 16 de agosto a 19 de novembro, houve um aumento de 190 acidentes na comparação com o mesmo período do ano passado. Os acidentes com morte aumentaram de 53 para 56 no mesmo período.

O caminhoneiro Juliano Santos Miritz confirma que vive esta rotina diariamente. “Está mais perigoso, o pessoal não respeita mais. Até caminhoneiro ultrapassando em lugar que não pode”, diz.

Para o executivo de vendas, Daniel André Hammes, o fluxo nas estradas melhorou, mas está mais arriscado trafegar. “Agora o pessoal está andando em uma velocidade acima do limite, então fica mais perigoso.”

Neste mês, um acidente na BR-472, em Boa Vista do Buricá, no noroeste do estado, matou quatro pessoas, três delas da mesma família.

Na última semana, outro acidente, agora na BR-290, em um trecho de pista simples, vitimou três militares, quando o carro em que estavam saiu da estrada.

*G1 RS

Pelo segundo ano, laudos confirmam danos causados pelo agrotóxico 2,4-D no RS

Análises foram concluídas até agora em 76 amostras coletadas em produções de frutas, todas com resultado positivo para a presença do herbicida usado nas lavouras de soja

Das 76 análises concluídas até agora em plantas com suspeita de deriva do herbicida 2,4-D no Rio Grande do Sul, 100% tiveram laudo positivo – número superior ao do ano passado. Os resultados foram divulgados nesta segunda-feira (25) pela Secretaria Estadual da Agricultura, após ter recebido os exames feitos pelo Laboratório de Análise de Resíduos de Pesticidas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Ainda estão em análise outras 73 amostras coletadas em 52 propriedades rurais.

Conforme a Divisão de Serviços e Insumos Agropecuários da Secretaria da Agricultura, neste ano já houve denúncias de suspeita de deriva em 41 municípios, atingindo culturas de tomate, ameixa, couve, videira, oliveira, noz-pecã, maçã, caqui, em pastagens e cinamomo.

– A Secretaria da Agricultura tomou todas as medidas e vem desenvolvendo atividades de fiscalização constantes, com objetivo de penalizar o mau produtor, que tenha provocado a deriva – afirma o chefe da Divisão de Serviços e Insumos Agropecuários, Rafael Friedrich de Lima.

As confirmações de novas derivas no Estado ocorreram justamente no ano em que entraram em vigor regras estabelecidas pelo governo estadual após o caso ter ido parar no Ministério Público (MP). Entre as exigências, está a obrigatoriedade de cadastro dos aplicadores.

– Agora temos base pericial para responsabilizar criminalmente quem descumpriu normativas – afirma o promotor de Justiça, Alexandre Saltz, responsável pelo caso.

Diante das novas confirmações, a presidente da Associação dos Produtores de Vinhos Finos da Campanha Gaúcha, Clori Peruzzo, só vê dois caminhos: a suspensão do uso do produto ou o fim da diversificação na região.

– Os estragos agora foram piores do que no ano passado. É uma situação muito triste – lamenta Clori, estimando redução de 50% da safra de uva na Campanha.

Presidente da Associação Gaúcha de Produtores de Maçã (Agapomi), José Sozo, diz que o resultado dessas primeiras análises não surpreende e comprova a alta volatilidade do produto. No entendimento de Sozo, os próximos laudos também deverão apresentar grande incidência de resultados positivos:

– Nesse ano, choveu muito. Então, acho que os próximos lotes, que foram analisados mais tarde, também chegarão perto dos 100%. No final do ciclo, imagina o cara que esperou os tais de 10 km/h. Chega na semana seguinte e ele tem de plantar.  Tu acha que ele vai perder a safra?

Diretor-executivo do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Fabrício Carlotto,  destaca que muitos produtores de oliveiras estão notando o problema somente recentemente – em razão do atraso na aplicação do produto.

– O número de denúncias relacionadas a oliveiras tende a aumentar. O pior é que muito difícil de saber de onde vem a deriva – afirma  Carlotto.

Presidente da Associação dos Produtores de Soja do Rio Grande do Sul (Aprosoja-RS), Luis Fernando Fucks afirmou que pretende analisar com mais profundidade o resultado dessas primeiras análises. Fucks quer entender os parâmetros das coletas e o motivo da deriva nesses locais.

– Vamos ter de analisar essas informações e ver o que está acontecendo. Se o pessoal não está respeitando. Se são realmente casos pontuais, em regiões de fruticultura, então, com proximidade muito grande. Tudo isso terá de ser analisado – destacou.

Além das autuações previstas em instrução normativa, que variam de R$ 2 mil a R$ 19 mil, os produtores rurais podem sofrer sanções nas esferas civil e criminal.  A Secretaria da Agricultura já identificou produtores que realizaram aplicação sem assinatura da receita e aplicador cadastrado. Constatou também revendas comercializando agrotóxicos sem exigir a declaração do produtor e a certidão do aplicador, além do profissional não ter colocado na receita agronômica o termo de responsabilidade e de risco.

Em 2018, das 81 análises laboratoriais feitas em 24 municípios gaúchos, 69 deram resultado positivo para contaminação do herbicida 2,4-D em cultivos de uvas, azeitonas e maçãs nas regiões de Campanha, Fronteira Oeste, Central e Campos de Cima da Serra.

Municípios com laudos positivos até agora

Bom Jesus, Cacequi, Cachoeira do Sul, Candiota, Dilermando de Aguiar, Dom Pedrito, Ibiaçá, Jaguari, Jari, Maçambara, Mata, Minas do Leão, Pinhal da Serra, Piratini, Protásio Alves, Ronda Alta, Santana do Livramento, Santiago, Santo Ângelo, São João do Polêsine, Silveira Martins, Toropi,  Viadutos.

Como denunciar

  • O produtor que suspeitar de deriva de agrotóxico deve comunicar a Secretaria da Agricultura pelo telefone (51) 3288-6296, WhatsApp (51) 98412-9961 ou e-mail denunciahormonais@agricultura.rs.gov.br.
  • No site agricultura.rs.gov.br, banner Denúncias 2,4-D, é possível conferir as informações que devem constar na queixa.

Entenda as regras para aplicação

O governo do Estado publicou instruções normativas para regrar o uso de agrotóxicos hormonais, como o 2,4-D, nas lavouras do Rio Grande do Sul. Nesta safra, a vigência é para os 24 municípios onde foram confirmados casos de deriva no ano passado. A partir de 2020, as exigências valerão para todo o Estado. Entenda as mudanças:

  • O produtor rural e/ou aplicador devem assinar termo de conhecimento de risco e de responsabilidade para uso do produto.
  • O aplicador de herbicidas hormonais deve fazer um curso específico de, no mínimo, 16 horas, para ser autorizado a usar os produtos.
  • O treinamento é exigido para o cadastro de aplicadores feito na Secretaria Estadual da Agricultura.
  • Após a utilização do agrotóxico, o produtor rural deve fazer o registro de aplicação e declarar à Secretaria da Agricultura.
  • A venda de agrotóxicos hormonais deve ser orientada, ou seja, as revendas também poderão ser responsabilizadas pelo uso incorreto do produto.

 

Fonte: Joana Colussi/ Anderson Aires/ZH

RS registra 36 casos de sarampo confirmados em 2019, aponta Secretaria da Saúde

Últimas ocorrências foram em duas crianças menores de 1 ano

O Rio Grande do Sul registra 36 casos de sarampo confirmados em 2019, conforme indica o último boletim divulgado pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), da Secretaria Estadual de Saúde.

Segundo o documento, os casos ocorreram em Porto Alegre (13), Cachoeirinha (11), Gravataí (5), Ijuí (2), Alvorada (2), Canoas (2) e Dois Irmãos (1).

Desde o início do ano até o último sábado (16), foram notificados 573 casos suspeitos de doenças exantemáticas (444 sarampo/129 rubéola). Desse total, 500 (87,3%) foram descartados, 36 foram confirmados para sarampo (6,3%) e 37 (6,4%) permanecem em investigação.

Os últimos casos confirmados foram em duas crianças menores de 1 ano – em um bebê de 7 meses e em outro de 9 meses. Elas não eram vacinadas.

Força-Tarefa Desmanche alcança marca de 7 mil toneladas de material irregular recolhido

Em 88 edições, a operação interditou 132 estabelecimentos, cujo material apreendido foi encaminhado à reciclagem

Os roubos e furtos de veículos, duas grandes preocupações dos gaúchos, estão em queda constante, conforme os indicadores de violência no Estado. Em apoio à repressão destes crimes, a Força-Tarefa Desmanche superou em outubro a marca de mais de 7 mil toneladas de sucata automotiva retiradas do comércio irregular e encaminhadas à reciclagem. Atuando desde 2016, a operação já interditou 132 estabelecimentos, prendeu mais de 70 pessoas e visitou 50 municípios do Rio Grande do Sul.

Nesta quarta-feira (06), para celebrar esses resultados, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) realizou evento em Sapucaia do Sul, no Pátio da Sucata, na Gerdau, empresa parceira no recolhimento de material irregular. Na ocasião, foi realizada uma trituração de parte do material apreendido e, também, foram entregues às entidades que compõem a força-tarefa placas em alusão ao acumulado em apreensões, que superou 7 mil toneladas após a 88ª edição da Desmanche, realizada em outubro, em Rio Grande.

Recursos repassados ao Estado

Além de tirar de circulação peças que não têm procedência identificada, a força-tarefa já aplicou mais de R$ 800 mil em multas por atuação irregular, crime ambiental, receptação e roubo de energia, entre outros delitos. Como as multas são pagas apenas após o trânsito em julgado – quando não há mais possibilidade de recursos – apenas cerca de R$ 6 mil desse total já está nos cofres do Estado. Os valores das multas vão para o Fundo Especial da Segurança Pública (FESP), com o objetivo de reforçar e reequipar as forças de segurança – um exemplo é a entrega de 134 viaturas à Brigada Militar na última semana, das quais 93 foram adquiridas pela SSP com recursos do FESP.

As mais de 7 mil toneladas de sucata automotiva foram vendidas à Gerdau, parceira do Estado na Operação Desmanche, e renderam R$ 885 mil. Parte deste valor foi destinado ao FESP, outra parte ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran), também com o objetivo de reforçar a instituição, ampliando o combate ao crime e garantindo a reversão do material irregular em retorno ao cidadão como investimento.

O aço reciclado é reutilizado para a produção de automóveis, compondo itens da estrutura básica dos veículos, como a barra de direção e outras peças essenciais para a segurança do condutor. A sucata ainda é aproveitada em usinas eólicas, quem geram energia renovável. Parte do material apreendido também segue, depois de reprocessado, para a construção civil e o agronegócio. As 7 mil toneladas de peças recolhidas viraram vergalhões de aço, cercas, pregos e parafusos empregados na construção de estruturas urbanas. No meio rural, a sucata é destinada à fabricação de peças de maquinário agrícola, como tratores.

Impacto nos indicadores de criminalidade

O impacto nos indicadores de criminalidade já é visível. Em 2015, antes da Operação Desmanche, o Estado registrou 38,6 mil furtos e roubos de veículos. No ano seguinte, com a implantação da Força-Tarefa, houve retração de 4% (37,1 mil) nesses tipos de crimes, que desde então seguem em queda. Em 2017, a diminuição foi de 6% (34,8 mil) em relação ao ano anterior, e em 2018, de 12% (30,5 mil). No acumulado dos três primeiros anos de Operação, a baixa nos índices em todo o Estado chegou a 21%.

Na Capital, a queda no primeiro ano de atuação da Operação Desmanche foi a mais expressiva. Em 2015, roubos e furtos de veículos chegaram a 13,6 mil em Porto Alegre. Em 2016, a retração foi de 14% (11,7 mil). Um ano depois, houve baixa de 2% (11,5 mil) e, nos 12 meses seguintes, de 3% (11,1 mil). No acumulado do período, a queda soma 18%.

Nos 50 municípios que receberam edições da Operação Desmanche, até o momento, os indicadores de furto e roubo de veículos vêm apresentando constante retração. Entre janeiro e setembro de 2016, após 21 Operações Desmanche, esse tipo de crime caiu 2%, em relação ao mesmo período do ano anterior, nos municípios já visitados. Em 2017, a queda foi mais expressiva, furto e roubo de veículos somados reduziram 6%. Em 2018, na mesma comparação, a subtração foi de 9%. Com cerca de três anos e meio de operação, esses crimes já diminuíram 23% entre janeiro e setembro deste ano, frente igual intervalo do ano anterior. Se contabilizarmos apenas os municípios já visitados, esse percentual representa quase 4,5 mil veículos que deixaram de ser subtraídos dos proprietários, ante aos números de 2018.

Histórico da Operação e atualização das estratégias

A Lei Federal 12.977 (Lei dos Desmanches) entrou em vigor em 20 de agosto de 2015, com o objetivo de combater a recepção de veículos roubados. Desde então, somente podem atuar no comércio de peças usadas empresas registradas no Detran. Esses estabelecimentos devem cumprir uma série de requisitos e incluir cada uma das peças à venda em sistema informatizado, vinculando-as à nota fiscal e à placa do veículo de origem.

A partir da nova legislação, a Operação Desmanche foi criada para integrar a atuação dos órgãos estaduais e aprimorar o combate à receptação e ao desmonte de veículos roubados, impedindo que estabelecimentos irregulares ou que vendam peças sem origem identificada continuem em funcionamento.

Além das vistorias a partir de estudos e denúncias, a força-tarefa ganhou novo foco com o lançamento do programa RS Seguro. Desde a primeira Operação Integrada Metropolitana, realizada pelo Gabinete de Gestão Integrada da Região Metropolitana de Porto Alegre (GGIM-POA), a Desmanches participa atuando na vistoria de estabelecimentos credenciados. O objetivo é agir pedagogicamente, orientando comerciantes sobre a importância de adquirir peças com procedência comprovada e coibir outras irregularidades.

A Operação Desmanche visitou, até o momento, 50 municípios do Estado: Aceguá, Almirante Tamandaré do Sul, Alvorada, Arroio dos Ratos, Cachoeirinha, Camaquã, Candelária, Canela, Canoas, Capão da Canoa, Capão do Leão, Carlos Barbosa, Caxias do Sul, Curumim, Eldorado do Sul, Erechim, Estância Velha, Esteio, Estrela, Gravataí, Guaíba, Ijuí, Montenegro, Nova Bassano, Nova Prata, Novo Hamburgo, Parobé, Passa Sete, Passo do Sobrado, Passo Fundo, Pelotas, Portão, Porto Alegre, Rio Grande, Rio Pardo, Santa Maria, Santana do Livramento, São Leopoldo, Sapiranga, Sapucaia do Sul, São Sebastião do Caí, São Sepé, Sarandi, Soledade, Tapejara, Taquari, Terra de Areia, Torres, Vera Cruz e Viamão.

Ampliação dos CDVs no Estado

As operações contra os desmanches irregulares no Estado ainda resultaram na redução dos índices de furto e roubo de veículos (leia mais abaixo). Outro ponto observado é o aumento da procura por regularização dos estabelecimentos da área automotiva. O Detran aponta que, desde a sanção da Lei dos Desmanches, em 2015, o número de Centros de Desmanche Veicular (CDVs) regularizados dobrou no Estado. Atualmente, existem 394 CDVs em 127 municípios, e outros 124 estabelecimentos estão em processo de regularização.

Para se adequar às normas, o comércio precisa manter controle de documentação junto ao Detran, bem como cadastrar cada item disponível e fazer avaliação regular de segurança e funcionamento adequado das peças. O estabelecimento também precisa estar de acordo com a legislação ambiental, com piso de concreto nos ambientes de montagem e desmontagem de peças, para impedir poluição do solo.

Exemplo para fora

A união das forças de segurança do Estado, além de possibilitar o encerramento das atividades de mais de 130 comércios irregulares, é inspiração para outros Estados. Representantes de Goiás e de Santa Catarina já visitaram o RS para conhecer a estrutura da força-tarefa e buscar orientação para replicar o modelo, adaptando à realidade de seus territórios. Após conhecer a expertise gaúcha, autoridades goianas e catarinenses estão buscando junto aos Poderes de seus Estados a elaboração de leis e a aplicação de medidas necessárias para colocar em prática por lá o modelo da Operação Desmanche daqui.

Fonte: Secretaria da Segurança Pública

Plantio do milho avança no RS

 

 

Foto: José Schafer

O plantio de milho no Rio Grande do Sul atinge 72% da área de 771.578 hectares estimados para a safra 2019-2020, 1% superior à safra anterior. A produção estimada é de 5.948.712 toneladas, cuja produtividade deverá alcançar 7.710 quilos por hectare. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (24/10), o plantio do milho acontece entre o início de agosto e o final de janeiro, conforme zoneamento agroclimático para a cultura.

Na região da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, as lavouras de milho implantadas apresentam desenvolvimento inicial, pois as chuvas ocorridas na semana passada, aliadas às temperaturas mais amenas à noite, têm favorecido o desenvolvimento vegetativo. O retorno da umidade também assegurou condições técnicas necessárias às operações de controle de invasoras e de realização de adubação em cobertura. Assim, a cultura vem respondendo de forma positiva à alta evapotranspiração observada na semana. As primeiras lavouras implantadas já se encontram no início da fase de florescimento.

Na soja, o plantio está previsto para até 31 de dezembro. A área estimada para esta safra é de 5.956.504 hectares, 1,93% superior à anterior. A expectativa de produção é de 19.746.793 toneladas, e a de produtividade é de 3.315 quilos por hectare. O plantio no Estado continua pelas regionais da Emater/RS-Ascar de Ijuí, Santa Rosa e Soledade, e está em início de implantação nas de Erechim, Pelotas e Bagé.

As primeiras áreas cultivadas com soja na região de Ijuí estão na fase de germinação e em início do desenvolvimento vegetativo. As demais áreas da região estão sendo preparadas para o plantio, e os produtores aguardam melhores condições de umidade do solo. Nas áreas onde há cultura de trigo, os produtores aguardam a colheita para introduzir a soja. Já na região de Soledade, os produtores intensificam o preparo das áreas e preveem o início da semeadura ainda em outubro. Com o período chuvoso da semana, os produtores aproveitam para regulagem de semeadoras e ajustes de máquinas; o plantio deverá se concentrar nas próximas semanas.

No arroz, levantamento realizado pela Emater/RS-Ascar indica que serão plantados 961.377 hectares no Estado, com redução de área de 2,03% em relação à safra anterior. A produção estimada é de 7.510.872 toneladas, um acréscimo de 4,71%. A produtividade média inicial estimada é de 7.813 quilos por hectare. A maior parte (83%) das lavouras de arroz no Estado localiza-se em áreas das regiões de Bagé, Porto Alegre e Pelotas.

Para safra 2019-2020, a área de produção de feijão no RS foi estimada em 36.027 hectares, reduzindo em 1,74% em relação à área da safra anterior. A produção estimada para o feijão de primeira safra é de 62.672 toneladas, acrescendo 8,3% em relação à safra 2018-2019. A produtividade média inicial está prevista em 1.740 quilos por hectare. Na regional de Frederico Westphalen, a cultura está 100% implantada e as lavouras estão em germinação e em início do desenvolvimento vegetativo. Os produtores vêm realizando os tratos culturais recomendados para esta fase, que consiste no controle das invasoras e adubação nitrogenada. De modo geral, as lavouras têm apresentado bom stand de plantas.

CULTURAS DE INVERNO

Enquanto segue o plantio das culturas de verão, as de inverno são colhidas. Do trigo, por exemplo, já foram colhidas 16% das lavouras, estando 1% em floração, 25% em enchimento de grãos e 58% estão em maturação (característica que se configura entre a maturação fisiológica e o ponto de colheita). Nesta safra, a área estimada pela Emater/RS-Ascar para o cultivo do trigo é de 739,4 mil hectares, que corresponde a 37% da área brasileira de plantio com o grão.

Na canola, nos 32,7 mil hectares plantados segue a expectativa de rendimento médio de 1.258 quilos por hectare. No período, a cultura atingiu 23% na fase de enchimento de grãos, 35% em fase de maturação e 42% das lavouras já foram colhidas.

A área cultivada com cevada no RS avança no ciclo de desenvolvimento. As fases predominantes são enchimento de grãos e maturação.

No RS, a área estimada com plantio de aveia branca para grão é de 299,9 mil hectares, correspondendo a 78,8% da área estimada pela Conab para o Brasil. No Estado, predomina as fases de enchimento do grão e maturação. As áreas colhidas estão sendo preparadas para sucessão com a soja.

OLERÍCOLAS E FRUTÍCOLAS

Cebola – Na região Nordeste, as lavouras estão em formação de bulbos. Seguem atividades de adubação de cobertura e tratamentos fitossanitários. A previsão é que a colheita inicie na primeira quinzena de novembro. Já na região Serrana, iniciou a colheita das áreas implantadas com variedades superprecoces. Em breve, a produção será direcionada ao mercado, tendo em vista que o abastecimento do varejo é feito por bulbos vindos do centro do país. Iniciou a bulbificação da Crioula, principal variedade, que é de ciclo tardio. A cultura se mantém com bom aspecto geral, bom desenvolvimento e boa sanidade.

Citros – A safra da bergamota encerrou no Alto Uruguai e no Vale do Caí, principal região produtora de citros do Estado, está praticamente encerrada. Entre as bergamotas, ainda resta colher 2% da Montenegrina, cultivar com a maior área de pomares no RS e que também é comercializada para outros estados do Brasil. Entre as laranjas, ainda resta colher 10% da cultivar Valência, 10% da Céu tardia e 5% da umbigo Monte Parnaso. Também está em colheita a lima ácida Taiti, o limãozinho verde, que não tem um período definido de colheita, já que floresce e produz em diversos períodos do ano.

CRIAÇÕES

Nas diversas regiões do Estado, os bovinos de corte apresentam um bom estado físico e sanitário. Continua o período de nascimento dos terneiros, durante o qual se destacam os cuidados pré e pós-parto com as matrizes e os cuidados com os terneiros recém-nascidos. No manejo pós-parto, a manutenção de boas condições nutricionais para as matrizes é essencial para garantir uma boa taxa de repetição de crias. A aquisição, o melhoramento e o preparo de touros também são estratégicos para a boa produção de terneiros. Neste mês, intensificou-se a realização de remates e expofeiras de bovinos das diversas categorias que compõem os rebanhos. Intensifica-se também o abate de animais que ocupavam as áreas com pastagens cultivadas de inverno, sucedidas por lavouras com culturas anuais de verão, como soja e arroz.

Os rebanhos leiteiros no RS apresentam bom estado físico e sanitário e boa produção leiteira. O rebrote e o crescimento das pastagens nativas e pastagens cultivadas de verão, especialmente as perenes, têm suprido as necessidades alimentares e nutricionais das vacas, compensando a defasagem das pastagens de inverno, já em final de ciclo. Onde as pastagens de verão e o campo nativo não apresentam produção suficiente de massa verde, os criadores recorrem à suplementação alimentar à base de silagem e concentrados proteicos, para evitar a queda de produção leiteira.

A adequação às instruções normativas (INs) 76 e 77 segue sendo motivo de preocupação dos produtores de leite, que devem manter o produto dentro dos parâmetros exigidos de Contagem Bacteriana Total (CBT) e Contagem de Células Somáticas (CCS). Em função dos parâmetros das normativas, pequenos produtores sinalizam a possibilidade de abandonar a atividade, em diversas localidades do Estado. Na regional da Emater/RS-Ascar de Pelotas, em Pedras Altas, uma associação de produtores de leite local adquiriu novos resfriadores para viabilizar a adequação dos produtores às normativas.

A partir do início de novembro, os produtores que excederem os limites de CBT nas três últimas médias geométricas trimestrais terão coleta de leite suspensa pela indústria. Em não havendo nova orientação pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a determinação implicará que cerca de 10% dos produtores de leite sejam impedidos de comercializar o leite na indústria.

 

Por: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

 

Reparo de rodovias do RS custaria R$ 4,89 bilhões; valor é o segundo maior do Brasil

Estimativa consta em pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgada nesta terça-feira (22)

O custo para manutenção e reparo de 8,9 mil quilômetros de rodovias gaúchas é de R$ 4,89 bilhões, de acordo com a Confederação Nacional do Transporte (CNT). É o segundo valor mais alto do país, atrás somente de Minas Gerais, onde seriam necessários R$ 6,67 bilhões.

A estimativa de investimento para recuperação da malha rodoviária consta na mais recente pesquisa da CNT, divulgada nesta terça-feira (22). Anualmente, a entidade analisa e classifica as condições das estradas em todo o país. Para reparar as rodovias brasileiras, o aporte necessário seria de R$ 38,6 bilhões.

O valor bilionário reflete as más condições das estradas gaúchas. Segundo o estudo, um em cada 10 pontos críticos de rodovias do país fica no Rio Grande do Sul – são 78 trechos no Estado, dos 797 espalhados pelo Brasil. Somente Maranhão(231) e Ceará (106) concentram mais pontos críticos do que o Rio Grande do Sul.

Por causa da deficiência nas estradas, o custo operacional do transporte no Estado aumentou 29%, conforme a CNT. Até setembro, foram investidos R$ 573,09 milhões dos R$ 685,35 milhões autorizados pelo governo federal para infraestrutura rodoviária no Rio Grande do Sul.

Apesar do panorama negativo, a malha rodoviária gaúcha tem condições semelhantes à média nacional. Tanto no país quanto no Rio Grande do Sul, 59% das vias são consideradas regulares, ruins ou péssimas, enquanto 41% são avaliadas como boas ou ótimas.

Raio-X no Brasil

  • 59% da malha rodoviária é considerada regular, ruim ou péssima.
  • 41% da malha rodoviária é considerada boa ou ótima.
  • O pavimento tem problemas em 52,4% da extensão avaliada e condições satisfatórias em 47,6%. Em 0,9%, está totalmente destruído.
  • A sinalização é considerada regular, ruim ou péssima em 48,1% da extensão avaliada. 51,9% têm condições ótima ou boa.
  • Existem 797 pontos críticos nas rodovias do país.
  • As más condições das estradas aumentam em 28,5% o custo operacional do transporte no país.
  • Até setembro, foram investidos R$ 4,78 bilhões (77,1%) dos R$ 6,2 bilhões autorizados pelo governo federal para infraestrutura rodoviária.
  • Os acidentes causaram um custo de R$ 9,73 bilhões no país em 2018.
  • A má qualidade das rodovias gera um consumo desnecessário de 931,8 milhões de litros de diesel, gerando um custo de R$ 3,3 bilhões aos transportadores.

Raio-X no Rio Grande do Sul

  • 59,4% da malha rodoviária é considerada regular, ruim ou péssima.
  • 40,6% da malha rodoviária é considerada boa ou ótima.
  • O pavimento tem problemas em 49,1% da extensão avaliada e condições satisfatórias em 50,9%. Em 0,6%, está totalmente destruído.
  • A sinalização é considerada regular, ruim ou péssima em 52,5% da extensão avaliada. 47,5% têm condições ótima ou boa.
  • Existem 78 pontos críticos nas rodovias do Estado.
  • As más condições das estradas aumentam em 29% o custo operacional do transporte no Estado.
  • Até setembro, foram investidos R$ 573,09 milhões (83,6%) dos R$ 685,35 milhões autorizados pelo governo federal para infraestrutura rodoviária.
  • Os acidentes causaram um custo de R$ 581,83 milhões no Estado em 2018.
  • A má qualidade das rodovias gera um consumo desnecessário de 71,1 milhões de litros de diesel, gerando um custo de R$ 251,94 milhões aos transportadores.

 

Fonte/Foto: ZH

Número de mortes por gripe no RS sobe para 63, aponta relatório da Secretaria da Saúde

Casos foram registrados em Três Passos, Hulha Negra, Caxias do Sul, São Sepé, Santa Maria e Porto Alegre

Foto: saASAS

Mesmo com o fim do inverno, o Rio Grande do Sul registrou mais sete mortes por gripe A. Em relatório divulgado pela Secretaria da Saúde na quinta (17), 63 pessoas morreram este ano em consequência do vírus Influenza.

As vítimas foram uma criança entre um e quatro anos e seis adultos com mais de 40 anos. Os novos casos de óbitos foram registrados em Três Passos, Hulha Negra, Caxias do Sul, São Sepé, Santa Maria e Porto Alegre.

As mortes ocorreram em Porto Alegre (16), Canoas (8), Nova Santa Rita (1), São Francisco de Paula (1), São Leopoldo (1), Sapiranga (1), Três Coroas (2), Barra do Ribeiro (1), Guaíba (1), Viamão (1), Capão do Leão (1), Rio Grande (1), São Lourenço do Sul (1), Garibaldi (1), Gramado (1), Pinhal da Serra (1), Não-me-Toque (1), Passo Fundo (2), Carazinho (1), Bagé (1), Caçapava do Sul (1), Alegrete (1), São Gabriel (1), Santo Ângelo (2), São Luiz Gonzaga (1), Giruá (1), Santa Rosa (1), Panambi (1), Três Cachoeiras (1), Torres (2), Tramandaí (1), Três Passos (2), Caxias do Sul (1), São Sepé (1), Santa Maria (1), Hulha Negra (1) e Vale do Sol (1).

 

Leis que restringem uso e comércio de fogos de artifício são aprovadas pela Assembleia Legislativa do RS

Somente pessoas jurídicas poderão adquirir fogos, que também ficam proibidos em menos de 500 metros de distância de hospitais, escolas, parques ou praças. Artefatos ruidosos, que causem estampidos, também terão uso restringido.

Foto: Prefeitura de Torres/Divulgação

A Assembleia Legislativa (AL-RS) aprovou, ontem (15), dois projetos de lei que restringem a comercialização e o uso de fogos de artifício no estado. O PL 19/2015 e a PL 21/2019, aguardam, agora, a sanção do governador Eduardo Leite.

De acordo com a nova legislação, a compra e a venda de fogos de artifício e artefatos pirotécnicos devem ser realizadas exclusivamente por pessoas jurídicas devidamente registradas no cadastro de contribuintes do ICMS estadual. Além disso, os espetáculos ou shows pirotécnicos devem ser realizados por empresas ou técnicos capacitados com registro junto ao órgão fiscalizador e autorizados pelo órgão ambiental municipal

Também ficam proibidos o uso ou a queima de fogos de artifício a menos de 500 metros de distância de hospitais, escolas, parques ou praças. Além disso, devem ser respeitadas as normas relativas à poluição sonora urbana.

Na justificativa da proposição do projeto, o deputado Gabriel Souza (MDB) sustendou a necessidade de “preservar a saúde, a integridade física e a segurança de pessoas e animais, bem como o meio ambiente”. Segundo ele, a proposta não afeta “a promoção de eventos temáticos e comemorativos, tais como réveillons, festas e shows”.

O deputado Mateus Wesp (PSDB), um dos únicos votos contrários ao projeto, defendeu na tribuna que a lei transfere a responsabilidade da fiscalização ao Estado e não, como ele entende, a cada indivíduo.

“Será que teremos servidores capazes de fazer a fiscalização para, chegando no local, perceber, quem sabe, que o barulho não é de um fogo de artifício, mas de uma motocicleta?”, questiona.

Também foi aprovado o projeto da deputada Luciana Genro (PSOL), que proíbe a soltura de fogos de efeito sonoro ruidoso em recintos fechados e abertos, áreas públicas e locais privados. O descumprimento acarretará uma multa que varia de R$ 2 mil a R$ 10 mil conforme a quantidade de fogos utilizados e a hipótese de reincidência em um período inferior a 30 dias.

Uma emenda aprovada, de autoria do deputado Tenente-Coronel Zucco (PSL), estipulou o limite para volume dos fogos em 100 decibéis.

“A cem metros, 100 decibéis é o barulho de um carro de som”, justificou, em plenário.

Luciana Genro foi contrária à emenda. “Ela dificulta a fiscalização e o cumprimento da lei, mas caberá ao Poder Executivo tornar viável esta fiscalização”, diz.

Na justificativa, a deputada cita que a proibição vai “evitar o grande mal-estar causado pelos ruídos em bebês, crianças e idosos, com atenção especial às crianças autistas e aos idosos com mal de Alzheimer”. Ela acrescenta como possíveis afetados animais como cães, gatos e aves que, segundo sua justificativa, “também são submetidos a níveis altíssimos de estresse em decorrência dos estouros”.

A proposição da deputada foi aprovada com 28 votos a favor e 15 contra.

Fonte: G1 RS