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Saúde no cardápio – Hábito de abrir pacotes torna-se mais comum que descascar alimentos

Segundo a nutricionista responsável pela alimentação escolar de Nova Candelária, uma rotina alimentar saudável contribui para o desenvolvimento da criança

Nutricionista Tanise

Nutricionista Tanise Dalla Rosa

 

A infância corresponde ao período de formação dos hábitos nutricionais da vida adulta. É nessa fase que se fundam as bases para uma alimentação balanceada e saudável, que inicia no lar e se estende ao ambiente escolar, onde o aluno passa grande parte do tempo.

 A rotina apressada do dia-a-dia, faz com que muitas famílias optem por almoços rápidos, básicos e fáceis de preparar, aumentando assim a importância de um cardápio escolar equilibrado. De acordo a nutricionista Tanise Dalla Rosa, é no primeiro período da infância que ocorre a apresentação de diferentes sabores, texturas, cores e aromas. “Nós adultos somos responsáveis por esta apresentação e auxilio nas escolhas, saudáveis ou não saudáveis, participando diretamente no crescimento, desenvolvimento e desempenho”, comentou a nutricionista.

            As escolas possuem papel fundamental básico na formação educacional, bem como também na educação alimentar. Desta forma, os alunos acabam sendo multiplicadores desse saber em seu ambiente de convívio, o que reflete em longo prazo na qualidade de vida e longevidade de uma determinada população. De acordo com Tanise, para elaborar um cardápio escolar, é necessária muita pesquisa prévia. “Precisamos adequar as faixas etárias aos perfis epidemiológicos das populações atendidas, respeitando os hábitos alimentares de cada localidade e a sua vocação agrícola com utilização de produtos da sua região. Mas também exigências técnicas perpassam a estética de um cardápio, que demandam atenção nas regras do Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE e através de Notas Técnicas”, afirma Tanise.

Dentre as várias exigências, destacam-se algumas: Atender percentual mínimo de calorias, proteínas, carboidratos, lipídeos e micronutrientes de cada faixa etária e período escolar; ofertar cardápio aos alunos com necessidades nutricionais especiais especificas, tais como doença celíaca, diabetes, hipertensão, anemias, alergias e intolerâncias alimentares; deve-se  ofertar hortaliças e frutas toda semana; é necessário a cautela no consumo de açúcar, gorduras, e sódio (sal), respeitando as quantidades máximas permitidas, bem como evitar a aquisição de gêneros da lista  de restrições que possuem  excesso de sódio, açúcar, gordura e conservantes (refrigerante, salsicha, sucos artificiais, néctar, chocolates, enlatados, embutidos). “Com base nisso, existem muitos cuidados necessários na elaboração e execução dos cardápios, para que também os mesmos possam ser apreciáveis pelos alunos atendidos”, enfatiza.

Existem regras alimentares que devem ser seguidas em uma escola?

Os alunos seguem o cardápio previsto. Só entra alimentos permitidos pela Nutricionista, exceto em ocasiões como festas de aniversários que algumas turmas ainda fazem, que a escola disponibiliza termo de responsabilização para os pais, na entrada de alimentos para a ocasião, onde os mesmos se responsabilizam por todo e qualquer prejuízo que vier a causar este alimento externo aos alunos, bem como a oferta de alimento especial para os alunos com necessidades alimentares específicas.

Em que aspectos podemos diferenciar a alimentação da escola com a de casa?

Na escola existe cardápio para cada faixa etária, com horários estabelecidos, com oferta constante e saudável de alimentos minimante processados e socialização na hora das refeições a mesa. Em casa, o hábito de preparar a refeição está se perdendo dando força ao ato de ‘abrir pacotes’ ao invés de ‘descascar’. Esta atitude se tornou muito mais prática, mas não benéfica a saúde. Entretanto, nada impede uma família de iniciar hábitos saudáveis com pequenas mudanças, como sentar-se todos a mesa para comer ‘comida de verdade’, valorizar o que se planta na horta, preferir alimentos que são menos processados, evitando os excessos, como gordura, sal, açúcar, deixando de lado a compra e consumo de alimentos prejudiciais à saúde.

Uma alimentação adequada, contribui no desenvolvimento e aprendizado dos alunos?

Os alunos que estão bem alimentados apresentam maior aproveitamento e rendimento escolar, reduzindo os níveis de absenteísmo, repetência e vasão escolar, além de contribuir ao equilíbrio necessário para o crescimento e desenvolvimento e a manutenção das defesas imunológicas adequadas. Já o consumo alimentar errôneo, por longos períodos, resulta em déficit de nutrientes, trazendo consequências para as crianças e adolescentes, retardo no desenvolvimento, redução na atividade física, diminuição na capacidade de aprendizagem, baixa resistência as infecções e maior suscetibilidade a doenças.

Existem casos de intervenções nutricionais na família, devido um mal comportamento alimentar?

Os casos mais comuns se apresentam nos primeiros anos de vida, pois os filhos refletem o comportamento dos pais, e ainda não são críticos frente as escolhas, necessitando intervenção familiar para mudança de comportamento. Também há casos de crianças com necessidade especificas de alimentação que são abordadas pontualmente com os pais, e esclarecidas dúvidas quanto a patologia e cardápios. Este trabalho de intervenção com a família sempre se busca realizar junto com a Psicóloga Educacional para obter melhores resultados.

Fonte: Dalvane Rafael – Jornalista – Assessor de Imprensa da Prefeitura de Nova Candelária

Quatro pessoas ficam feridas em acidente com veículo da secretaria de Saúde de Giruá

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Foto: PRF / Divulgação

Quatro pessoas ficam feridas em acidente no Km 287,9 da BR 386, em São José do Herval. O fato aconteceu nesta segunda-feira (6) quando o condutor de uma Ford Transit, da Secretaria de Saúde de Giruá, perdeu o controle do veículo e saiu de pista. Haviam cinco pessoas no veículo, que tinham como destino Porto Alegre.
Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal, o motorista e três passageiros, incluindo uma criança, tiveram ferimentos leves. Uma passageira, que estava sem cinto no momento do acidente, teve ferimentos mais grave, sendo uma fratura no braço e corte na região do pescoço.
O condutor foi socorrido para o Hospital Bruno Born, em Lajeado, sendo que uma das passageiras com lesões leves foi encaminhada a UPA daquele mesmo município. A criança e a mulher com lesões mais graves foram levadas para o Hospital de Caridade Frei Clemente, de Soledade.

Fonte: Clic Soledade

Unidades de Saúde de Crisiumal tem horário de atendimento alterado

O atendimento acontece das 7 às 13 horas, até o dia 30 de dezembro

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Com o período de Final de Ano e das férias de alguns profissionais da saúde, as cinco unidades de Estratégias de Saúde da Família (ESF’s) do município de Crisisumal, atenderão em horário diferenciado nesta última semana de 2016.

A Secretaria Municipal da Saúde informou que do dia 23 a 30 de dezembro, os ESF’s atenderão em turno único, do horário das 7h às 13 h. O atendimento terá horário alterado, somente neste período, e deve normalizar a partir do dia 02 de janeiro de 2017.

Fonte: Andréia Queiroz – Assessora de Imprensa da Prefeitura de Crisisumal

Crissiumal -Secretaria da Saúde divulga número de pacientes encaminhados para atendimento médico em outros municípios

Durante toda a semana que passou, foram mais de 180 pacientes transportados

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O Município de Crissiumal conta com a cobertura da Estratégia de Saúde da Família (ESF), em 100 % de sua população de 14.273 habitantes (População estimada em 2015 pelo IBGE). São cinco Unidades de Saúde da Família, as quais possuem equipes completas preconizadas pelo Ministério da Saúde. Dentre os profissionais possuem médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, dentistas e Agentes Comunitários de Saúde.

Os atendimentos realizados nas Unidades de Saúde e avaliados como de maior complexidade, que necessitam de atendimento e/ou acompanhamento de especialistas, são encaminhados para profissionais de saúde habilitados para os determinados procedimentos, em outros municípios.

Desta forma, a caráter informativo, a Secretaria Municipal de Saúde de Crissiumal divulgou o número de pacientes encaminhados e transportados para consultas, exames e/ou procedimentos médicos, para outros municípios do Estado, durante a semana do dia 17 a 21 de Outubro.

Segundo informações da Secretaria foram totalizados 187 pacientes transportados para 10 municípios, uma média diária de 37,4 pessoas. Foram: 13 pacientes encaminhados para Três de Maio, 11 para Palmeira das Missões e, também, 11 para Tenente Portela; foram 10 para Santa Rosa, 8 para Santo Augusto, 7 para Passo Fundo, 6 para Porto Alegre, 4 para Três Passos, 2 para Cruz Alta, e, para o município de Ijuí, onde a demanda é maior, pelas diversas especialidades, foram encaminhados 115 pacientes na semana.

A Secretaria, ainda, reforça o comunicado aos pacientes, que são encaminhados para o município de Ijuí, para que os mesmos estejam em frente à Secretaria de Saúde, no Setor de Agendamentos, que é o local de saída do ônibus que transporta os pacientes, pontualmente no horário marcado, ou seja, a saída do transporte acontece às 5h45min da manhã.

Os pacientes poderão entrar em contato com o Setor de Agendamento/Encaminhamento, através do telefone (55) 3524-1035, e para agendamento de transporte pelo telefone (55) 9126-9731, com Ari Bülow.

Fonte: Andréia Queiroz – Assessora de Imprensa da Prefeitura de Crissiumal

Organização pede que pesquisas de saúde se alinhem a interesses da população

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A organização Médicos sem Fronteiras (MSF) divulgou hoje (14) relatório em que faz um apelo aos governos para que alinhem as políticas de pesquisa na área da saúde aos interesses da população. Segundo o documento, as empresas farmacêuticas negligenciam algumas das maiores ameaças à saúde, com por exemplo o aumento de infecções resistentes e o ebola.

A tuberculose é outro exemplo, dado pela organização, de doença com lacunas no tratamento. De acordo com o levantamento, nos últimos 50 anos só foram lançados dois medicamentos contra a doença infecciosa que mais mata no mundo, responsável por 1,5 milhão de mortes por ano.

relatório da MSF,  Lives on the Edge: Time to Align Medical Research and Development with People’s Health Needs (Vidas no limite: é hora de alinhar pesquisa e desenvolvimento médicos às necessidades de saúde da população), está sendo divulgado às vésperas da Assembleia Geral das Nações Unidas, que ocorrerá na próxima semana e, entre outros assuntos, vai discutir a busca por novos modelos de pesquisas médicas que incentivem a produção de medicamentos com custo mais acessível para doenças negligenciadas.

“Tanto em países pobres quanto em países ricos, as pessoas estão descobrindo que os medicamentos de que precisam ou não existem ou são tão caros que elas não podem comprá-los, e os governos precisam resolver esses problemas”, disse em nota Katy Athersuch, assessora para políticas de inovação da Campanha de Acesso da MSF

Segundo o levantamento do MSF, os governos não fazem com que as pesquisas financiadas com o dinheiro dos impostos atendam às necessidades de saúde prioritárias. “Governos financiam US$ 70 bilhões, dos US$ 240 bilhões gastos anualmente com pesquisas médicas, mas falham em usar as doses corretas de incentivos e regulação para conseguir os produtos de que precisamos. Em 2014, apenas 16% dos investimentos em pesquisa sobre doenças relacionadas à pobreza vieram de empresas farmacêuticas”, diz o documento.

A organização também defende que se os governos oferecem financiamento para pesquisas médicas, eles devem exigir que o produto final seja acessível à população. “Governos concedem a empresas direitos sobre produtos desenvolvidos com dinheiro público por meio da concessão de patentes a corporações farmacêuticas – direitos exclusivos para comercializar e usar invenções, incluindo remédios. Isso mantém os preços altos porque cria monopólios; sem concorrentes, empresas farmacêuticas ficam livres para cobrar o que quiserem”, acrescenta o relatório.

Para a organização, a falta de ferramentas de diagnóstico, de vacinas e de medicamentos para ebola e infecções resistentes, por exemplo, ilustra como o foco da indústria está na receita financeira esperada pelas empresas e seus acionistas, e não nas necessidades médicas mais urgentes.

Fonte: EBC

Antenas de celular não fazem mal à saúde, defendem especialistas

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Ministério Público do Distrito Federal e Territórios considera que torres de celular podem prejudicar a saúde; especialistas contestam Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

A polêmica sobre a determinação de que as operadoras de telefonia retirem as antenas de celular de áreas próximas a escolas públicas no Distrito Federal trouxe o debate sobre a possibilidade de esses equipamentos fazerem mal à saúde da população. Mas, segundo especialistas, não há estudos que comprovem a relação da radiação emitida pelas antenas com o surgimento de doenças.

O professor de engenharia elétrica Leonardo Menezes, da Universidade de Brasília (UnB), diz que é praticamente consenso que a exposição à radiação das antenas não tem efeito notável nenhum sobre a saúde. “O que se estudou até hoje a respeito é que não se encontrou nada que leve a doenças como o câncer, por exemplo”, explicou.

Mas, segundo ele, ainda há dúvidas dos efeitos do uso prolongado dos aparelhos de celular. “Já houve dúvidas muito tempo atrás em relação às antenas, mas com o avanço das pesquisas já se chegou à conclusão de que, se houver efeito, é muito pequeno. É muito mais provável o efeito do telefone em si do que da torre.”

Legislação

Ao exigir o cumprimento de uma lei distrital de 2004 – que proíbe a instalação de antenas em áreas destinadas a atividades educacionais e prevê a distância mínima de 50 metros dos equipamentos de unidades imobiliárias –, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) determinou a retirada de 32 antenas que ficam em áreas de escolas. As operadoras dizem que não podem cumprir a determinação, porque não há onde realocar as antenas.

Para o presidente da consultoria de telecomunicações Teleco, Eduardo Tude, a legislação que restringe a instalação das antenas é baseada no desconhecimento técnico sobre o tema. “A lei não reflete o conhecimento científico que se tem no mundo sobre o assunto. Esse tipo de restrição vem mais do medo e do desconhecimento, mas não tem nenhuma base científica.”

Ele lembra que, quando a lei foi elaborada, já existiam estudos sobre o assunto que demonstravam não haver riscos à saúde. Segundo Eduardo Tude, os limites colocados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a instalação das antenas já trazem uma margem grande para garantir a segurança da população.

Prejuízos à saúde

Na determinação para a retirada das antenas das escolas, o MPDFT considera que as antenas em áreas urbanas provocam impactos importantes na paisagem e na qualidade de vida de quem mora perto, além dos possíveis malefícios à saúde. Segundo o órgão, pesquisas apontam efeitos negativos possivelmente causados pelas radiações não ionizantes oriundas dos aparelhos e das antenas de celular, em especial, os efeitos não térmicos, como distúrbio do sono, crises epiléticas em algumas crianças expostas à radiação de antenas, severa diminuição da produção de leite, perda de massa muscular, abortos espontâneos e ocorrência de natimortos.

 

Os promotores consideraram que as áreas escolares são frequentadas por crianças e adolescentes, que, por estarem em desenvolvimento físico e mental, podem sofrer danos maiores por causa da presença das antenas.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) destaca que algumas pessoas podem apresentar efeitos como aumento na temperatura do corpo quando expostas a campos eletromagnéticos intensos. Mas, segundo a agência, a população em geral não se aproxima o suficiente das antenas transmissoras para sentir esses efeitos, pois o acesso às antenas é protegido por cercas ou edificações que impossibilitam essa aproximação.

“Todos os dias, muitas pessoas são expostas a ondas eletromagnéticas de radiofrequências de baixa intensidade, provenientes de diversas fontes, sem perceber qualquer efeito. Apesar disso, pesquisas científicas continuam investigando a possibilidade da existência de efeitos ainda não detectados”, informa a Anatel.

Regulamentação

Os níveis seguros de exposição às ondas de rádio emitidas pelas antenas de celulares estão estabelecidos em regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) – responsável por definir os limites para exposição humana a ondas eletromagnéticas e fiscalizar o cumprimento da regulamentação.

“As avaliações feitas em estações transmissoras de telecomunicações, em diversas localidades brasileiras, têm demonstrado que seus campos eletromagnéticos estão abaixo dos valores limites adotados. A Anatel, ao estabelecer limites de exposição a campos eletromagnéticos de radiofrequências e fiscalizar seu atendimento, busca garantir que, em locais passíveis de ocupação humana, não sejam excedidos os limites de exposição”, ressalta a agência.

O diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), Ricardo Dieckmann, garante que a instalação das antenas segue critérios técnicos de acordo com os limites de exposição estabelecidos pela Anatel, que também certifica e homologa os equipamentos. “Cada instalação que é feita passa pelo processo de licenciamento da Anatel para garantir que os padrões estão de acordo com a regulamentação.”

Serviço

Na avaliação do professor Leonardo Menezes, a retirada das antenas poderá prejudicar a população porque vai reduzir a cobertura do serviço de voz e tornar o acesso à internet móvel mais lento. “As antenas não estão lá só para enfeitar. Nas regiões onde se retirarem as antenas, o sinal da internet vai piorar, a taxa de transmissão vai cair, ou seja, vai ser mais difícil acessar a internet.”

As plataformas de altas altitudes para a colocação de antenas de celulares poderiam ser uma alternativa, de acordo com Menezes, mas seu uso é mais recomendado para áreas isoladas, como florestas e áreas rurais. A ideia é usar drones, balões ou dirigíveis que funcionam como antenas de celular, mas em grandes altitudes. Segundo ele, nas áreas urbanas, como em Brasília, seria preciso haver muitos equipamentos para garantir a qualidade do sinal, e o custo desses equipamentos é mais alto.

A Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) havia notificado as operadoras e já retirou uma das antenas, na região administrativa do Guará. Uma nova reunião entre o governo do DF, as operadoras de telefonia e o Ministério Público deve ocorrer nos próximos dias para debater a questão. Se o MP não aceitar o argumento das empresas sobre a impossibilidade da retirada das antenas, a Agefis poderá fazer novas ações para retirar equipamentos.

O Distrito Federal é a unidade da Federação onde há mais linhas de telefones celulares ativas por habitante, com 1,8 linhas para cada morador da região.

Fonte: Agência Brasil

Planos de saúde terão que pagar exames de Zika a partir de hoje

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Teste rápido para detecção do vírus ZikaSayonara Moreno/Agência Brasil

 

A partir de hoje (6), os planos de saúde terão que cobrir obrigatoriamente três exames de detecção do vírus Zika para públicos específicos. Os procedimentos deverão ser disponibilizados para gestantes, bebês de mães com diagnóstico de infecção pelo vírus, bem como aos recém-nascidos com malformação congênita sugestivas de infecção pelo Zika.

A escolha desses grupos levou em conta o risco de bebês nascerem com microcefalia devido à infecção da grávida pelo vírus durante a gestação. A microcefalia é uma malformação irreversível que pode comprometer o desenvolvimento da criança em diversos aspectos e vir associada, por exemplo, à surdez, a problemas de audição e no coração.

A norma da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estabelece que os planos têm que oferecer o PCR, indicado para a detecção do vírus nos primeiros dias da doença; o teste sorológico IgM, que identifica anticorpos na corrente sanguínea; e o IgG, para verificar se a pessoa teve contato com o Zika em algum momento da vida.

Normalmente, a ANS revê a cada dois anos o rol de procedimentos obrigatórios a serem cobertos pelos planos de saúde. A última revisão começou a valer em janeiro deste ano. Porém, no caso do exame de diagnóstico do vírus Zika, a incorporação dos testes laboratoriais ocorreu de forma extraordinária, segundo a agência reguladora, por se tratar de uma emergência em saúde pública decretada pela Organização Mundial da Saúde.

Os planos de saúde tiveram 30 dias para se adequar à nova regra.

Fonte: Agência Brasil

Estudo aponta renúncia de 25,4 bi dos gastos federais em saúde

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Para pesquisador, 30,5% é um montante expressivo para se discutir as prioridades na alocação dessa desoneração fiscal

Estudo do Ipea mostra que 25,4 bilhões de reais deixaram de ser arrecadados em renúncias fiscais do total dos gastos federais em saúde em 2013. “O valor corresponde a 30,5% dos gastos na área de saúde, um montante expressivo o bastante para que se discuta quais são as prioridades na alocação dessa desoneração fiscal”, disse o técnico de Planejamento e Pesquisa do Instituto Carlos Ocké, atualmente ocupando o cargo de diretor do Departamento de Economia da Saúde, Investimentos e Desenvolvimento do Ministério da Saúde. Ele foi um dos autores da Nota Técnica Radiografia do Gasto Tributário em Saúde 2003-2013, lançada nesta terça-feira, dia 31, em Brasília.

“Há subsídio tanto à demanda – famílias, empregadores, pessoa física e jurídica, quanto à oferta – medicamentos e hospitais filantrópicos. E, ao se verificar a composição destes gastos, houve um montante expressivo que deixou de ser arrecadado em relação aos hospitais filantrópicos e em relação aos planos privados de saúde”, explicou Ocké. Segundo o pesquisador, quando se analisa este gasto, a renúncia de arrecadação fiscal ou mesmo os subsídios, o setor dos hospitais filantrópicos, por exemplo, registrou em 2013 algo em torno de 7,5 Bi de renúncia fiscal. Os planos de saúde e os medicamentos também alcançaram uma desoneração considerável.

O gasto tributário em saúde são os gastos indiretos. É aquilo que o Estado deixa de arrecadar para a promoção de atividades ou programas na área da saúde. Esta renúncia é destinada às pessoas físicas, jurídicas à indústria farmacêutica e hospitais filantrópicos. “No bojo da reforma tributária e da melhoria do SUS, para garantir maior equidade ao sistema de saúde brasileiro, o desafio consistiria em estabelecer um teto ou eliminar gradualmente a parcela desse subsídio destinada aos empregadores e aos estratos superiores de renda?”, questionou o especialista, que assina o texto com Filipe Gama, da Seção de Programação Avaliação e Controle da Atividade Fiscal (Sapac).

O estudo é resultado de uma parceria do Ipea com Receita Federal do Brasil (RFB), atendendo a uma demanda de avaliação da aplicação dos gastos tributários em saúde, conforme a recomendação do Tribunal de Contas de União. A partir desses dados, o Ministério da Saúde (MS) poderá monitorar e avaliar com mais rigor o papel dos subsídios no financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Também estiveram presentes no lançamento o diretor interino de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, José Aparecido Carlos Ribeiro, e o auditor fiscal da RFB Artur Fernandes.

Fonte: Ipea

Pesquisa faz radiografia do gasto tributário em Saúde

O estudo será apresentado na próxima terça-feira, dia 31, na sede do Ipea, em Brasília

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O Ipea lança na próxima terça-feira, dia 31, a Nota Técnica Radiografia do Gasto Tributário em Saúde 2003-2013. Elaborada em parceria com a Receita Federal do Brasil (RFB), a pesquisa faz uma radiografia do gasto tributário em saúde, apresentando a distribuição do gasto, a metodologia de cálculo e a estimativa da renúncia de arrecadação fiscal entre 2003 e 2013. Para isso, foram utilizados dados agregados dos contribuintes – seja do lado das famílias e dos empregadores, seja do lado da indústria farmacêutica e dos hospitais filantrópicos.

A publicação atende a uma demanda de avaliação da aplicação dos gastos tributários em saúde, conforme a recomendação do Tribunal de Contas de União. A partir desses dados, o Ministério da Saúde (MS) poderá monitorar e avaliar com mais rigor o papel dos subsídios no financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS).

O lançamento será às 9h, no auditório Divonzir Gusso, na sede do Instituto (Setor Bancário Sul, Quadra 1, Bloco J, Ed. BNDES/Ipea, subsolo, Brasília-DF). Além dos autores Carlos Ocké, diretor do Departamento de Economia da Saúde, Investimentos e Desenvolvimento (Desid/SE/MS) e pesquisador do Ipea, e Filipe Nogueira da Gama, da Seção de Programação, Avaliação e Controle da Atividade Fiscal (Sapac), o evento terá a participação do diretor substituto de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, José Aparecido Ribeiro, e do técnico de Planejamento e Pesquisa Helder Ferreira.

Fonte: Ipea

Com salários atrasados, corpo clínico de hospital pede demissão em Três Passos

Consultas e cirurgias estão sendo canceladas no hospital de Três Passos

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Foto: Divulgação

 

Toda a equipe médica do Hospital de Caridade de Três Passos, no Noroeste do Rio Grande do Sul, pediu demissão da instituição, que sofre com a falta de recursos. As dívidas somam R$ 5 milhões e há meses o salário dos funcionários está atrasado. Por conta disso, consultas e cirurgias estão sendo canceladas.
A dona de casa Thais Bierger passou a sofrer com dores e febre depois da gravidez. Duas consultas e um ultrassom marcados para investigar as causas da doença foram canceladas. “Tem que cuidar da bebê com dor, não posso tomar qualquer medicação porque eu amamento, e agora não sei que passo tomar”, afirma.
Conforme o hospital 1 mil consultas e 130 cirurgias eletivas foram canceladas para clínica médica, cirurgia geral, ginecologia, obstetrícia, ortopedia, neurologia, anestesiologia e traumatologia.
O hospital é referência para 26 municípios, e só na área de ortopedia atende cerca de 500 pessoas mensalmente, além de abrira a única UTI da região. Além da demissão dos médicos, se os repasses não ocorrerem até o final do mês de maio, os atendimentos podem ser suspensos.
Além dos médicos que atuavam no setor de UTI, outros três médicos que trabalhavam na urgência e na emergência, também pediram demissão. Na segunda-feira (9) todo o corpo clínico também assinou demissão coletiva e já cumpre aviso prévio.
“O atraso de quase meses no pagamento, então, como paralisações não estavam mais surtindo efeito, a decisão do corpo clínico foi de uma demissão coletiva, porque para o médico poder parar de atender, sem receber, só se demitindo”, afirma o diretor técnico Silvio da Silva Neto.
A dívida chega a mais de R$ 5 milhões junto ao Banrisul e à Caixa Econômica Federal, por conta de empréstimos para o pagamento de salários, mas por conta dos atrasos no pagamento das parcelas não há mais crédito.
Para a administração o repasses de R$ 2,3 milhões de incentivos atrasados, R$ 100 mil por exames de mamografia, R$ 91 mil para o Samu poderiam amenizar a situação.
Fonte: G1