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Crise não deve afetar gastos no verão, diz Ministério do Turismo

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A crise econômica parece não ter afetado o turismo na mesma proporção que outros setores da economia brasileira. O Ministério do Turismo estima que as famílias brasileiras realizarão 73,4 milhões de viagens durante o verão, que começa hoje (21) e se estende até fevereiro de 2017.

Se alcançado, o número representará um incremento de 0,8% em comparação com o último período, quando foram registradas 72 milhões de viagens. A expectativa é que esses turistas movimentem  R$ 100 bilhões.

O otimismo do ministério é ainda maior em relação a vinda de estrangeiros ao país. Espera-se que 2,4 milhões de turistas de outros países desembarquem nos principais destinos nacionais, um incremento de 11% quando comparado com o último verão.

Considerando que cada turista estrangeiro gasta, em média, US$ 1,1 mil, o gasto global pode chegar a US$ 2,6 bilhões (R$ 8,7 bi pelo câmbio desta quarta-feira). A maior parte desses turistas vem de países vizinhos, especialmente, a Argentina.

Segundo o ministro Marx Beltrão, o turismo caminha na contramão da crise e já responde por pouco mais de 3.5% do Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos valores de todos os bens e serviços produzidos no país) brasileiro. “Mesmo em um momento de crise, o turismo está avançando”, disse Beltrão durante a divulgação do estudo encomendado à Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Queda no nível de emprego

Dados do Boletim de Desempenho Econômico do Turismo, divulgado em outubro, já indicavam que o faturamento consolidado das atividades turísticas cresceu 66% no terceiro trimestre de 2016 em comparação com o segundo trimestre e há perspectivas otimistas em relação aos investimentos futuros. Apesar do aquecimento dos negócios, o nível de emprego no setor caiu 15% no terceiro trimestre e o ministério ainda não divulgou se o resultado será revertido frente às expectativas para o verão.

Segundo o ministro do Turismo, o esperado crescimento do número de turistas estrangeiros é, em parte, fruto do fato de o Brasil ter sediado a Copa do Mundo e, principalmente, as Olimpíadas.

“Os eventos foram uma grande vitrine e muitos acreditam que aí foi o ápice da promoção dos destinos brasileiros mundo afora. Nós preferimos acreditar que esse foi o início [do trabalho] para mostrarmos que o Brasil está preparado para avançar em relação ao turismo. Mais de 90% dos estrangeiros que vieram ao país durante as Olimpíadas afirmaram que queriam retornar. E outros que não vieram, mas passaram a ver o país com bons olhos, passam a querer conhecê-lo”.

Cortes no orçamento

O próprio ministro, no entanto, reconheceu que a situação dos cofres públicos e o corte de orçamento impactaram a execução de programas e iniciativas do ministério, mas garantiu que o governo estuda medidas para reforçar o caixa da pasta e de sua principal autarquia, a Embratur.

“Cortes foram feitos durante a gestão passada. O trabalho que vem sendo feito é para aumentar os recursos do ministério devido à importância do turismo. Claro que,se tivermos mais recursos para a promoção nacional e internacional do país, podemos aumentar em muito os números de turistas”, disse.

De acordo com o coordenador do levantamento, o diretor de Estudos Econômicos e Pesquisas do ministério, José Francisco de Salles Lopes, entre os destinos que receberão maior número de turistas brasileiros estão  São Paulo, Florianópolis, Rio de Janeiro, Praia Grande (SP), Salvador, Fortaleza, Curitiba, Cabo Frio, Balneário Camboriú, em Santa Catarina, e Recife.

O principal meio de transporte dos brasileiros que vão viajar será o carro (53% das viagens), seguido por ônibus (27%) e o avião (8%). Seis em cada dez turistas brasileiros pretendem se hospedar na casa de amigos e parentes.

Apenas 19% dos viajantes domésticos vão pernoitar em hotéis, pousadas e resorts e 10% alugarão um imóvel de temporada. Lopes ainda destacou o papel do turismo como redistribuidor de renda. Para cada morador da região Nordeste que viaja para o Sudeste, dois fazem o percurso inverso.

E a cada real que um nordestino gasta durante a viagem, o morador do Sudeste deixa nos estabelecimentos nordestinos, em média, R$ 3.”A economia do turismo é extremamente forte se considerarmos a atividade econômica nacional como um todo, doméstica e regional”, finalizou.

Fonte: EBC

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Temer diz que não é hora de falar em crise, mas em trabalhar

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O presidente interino Michel Temer faz primeiro pronunciamento oficial durante cerimônia de posse dos ministros de seu governo, no Palácio do Planalto Valter Campanato/Agência Brasil

 

No primeiro pronunciamento oficial como presidente interino do país, Michel Temer chamou de “ingrato” o momento político e econômico que o Brasil vive. No entanto, defendeu que agora não é mais hora de se falar em crise, “mas em trabalhar”. Temer disse que o maior desafio para que a economia brasileira saia da recessão “é parar o processo de queda livre dos investimentos”, sendo necessário para isso construir um ambiente propício para investidores.

“A partir de agora, não podemos mais falar em crise, trabalharemos. […] O nosso lema, que não é o lema de hoje, o nosso lema é ordem e progresso. A expressão da nossa bandeira não poderia ser mais atual, como se hoje tivesse sido redigida”, disse, em discurso no Palácio do Planalto .“O mundo está de olho no país, e havendo condições adequadas, a resposta será rápida”, acrescentou.

O presidente interino declarou que vai incentivar de “maneira significativa” as parcerias público-privadas, por acreditar que esse instrumento tem potencial para geração de empregos. “Sabemos que o Estado não pode tudo fazer, depende da atuação dos setores produtivos, empregadores de um lado, trabalhadores do outro. São esses dois polos que irão criar a nossa prosperidade”, argumentou.

Para Temer, compete ao Estado cuidar de áreas como segurança, saúde e educação, mas ele afirmou que o “restante” será compartilhado com a iniciativa privada.

Gestão pública

O presidente interino abordou a necessidade de equilibrar as contas públicas para que a economia volte a crescer e disse que seu governo vai focar na melhoria dos processos administrativos do governo, em busca de uma democracia “da eficiência”.  Michel Temer pediu confiança ao povo brasileiro para as mudanças que devem ocorrer. “Vamos precisar muito da governabilidade, que é o apoio do povo. O povo precisa colaborar e aplaudiu as medidas que venhamos a tomar”, disse.

Temer afirmou que pretende enxugar a máquina estatal. “A primeira medida na linha dessa redução está aqui representada. Já eliminamos vários ministérios da máquina pública e ao mesmo tempo nós não vamos parar por aí.  Já estão encomendados estudos para eliminar cargos comissionados e funções gratificadas”, informou.

O presidente interino disse ainda que irá focar “na melhoria dos processos administrativos do governo”.

Bolsa Família

O presidente interino disse que um projeto para garantir a empregabilidade exige a aplicação e a consolidação de projetos sociais, pelo fato de o Brasil “lamentavelmente ainda é um país pobre”. Ele garantiu que não haverão cortes nos programas sociais avaliados como bem-sucedidos, entre eles o Bolsa-Família, Pronatec, Fies, ProUni e Minha Casa, minha Vida, que segundo Temer serão aprimorados, além de mantidos. Ele afirmou que nenhuma das reformas propostas vai alterar os direitos adquiridos pelos cidadãos brasileiros nos últimos anos.

Executivo e Legislativo

Ao longo de sua fala, o presidente interino citou várias vezes a necessidade de união entre os Poderes e o povo. “Unidos poderemos enfrentar os desafios desse momento que é de grande dificuldade. Reitero que é urgente pacificar a nação e unificar o Brasil, é urgente fazermos um governo de salvação nacional.”, disse.

Temer ressaltou a importância da harmonia e do diálogo entre o Executivo e o Legislativo e disse que as reformas fundamentais serão fruto de um desdobramento ao longo do tempo. Para viabilizar reformas necessárias como a previdenciária e a trabalhista, em tramitação no Congresso Nacnoanl, o Executivo e Legislativo precisam trabalhar em harmonia e devem governar em conjunto. “Esta agenda difícil e complicada será balizada de um lado pelo diálogo e do outro pela soma de esforços”.

Um dos pontos em que disse que vai se empenhar é a revisão do Pacto Federativo. “Estados e municípios precisam ganhar autonomia verdadeira sobre a égide de uma federação real, e não sobre uma federação artificial como vemos atualmente.”

Respeito institucional

No início e no final do discurso, Temer disse que a intenção inicial era de que a cerimônia fosse realizada com a maior seriedade possível. Ele também declarou ter “respeito institucional” pela presidenta Dilma Rousseff. “Faço questão, e espero que sirva de exemplo, de declarar meu absoluto respeito institucional a senhora presidente Dilma Rousseff. Não discuto aqui as razões pelas quais foi afastada, quero apenas sublinhar a importância do respeito as instituições e a observância da liturgia, do tato, nas questões institucionais.”

Lava Jato

No discurso, Temer também falou da Operação Lava Jato. “A Lava Jato tornou-se referência e, como tal, deve ter prosseguimento e proteção contra qualquer tentativa de enfraquecê-la”.

Cerimônia

Durante a cerimônia, Temer deu posse aos 23 ministros que vão compor a equipe de governo. No início da tarde, a assessoria de imprensa da vice-presidência já havia anunciado os nomes dos novos ministros e a redução do número de ministérios. O Ministério da Cultura, por exemplo, será incorporado ao Ministério da Educação; e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação vai se fundir ao das Comunicações, entre muitas outras mudanças.

Temer foi notificado sobre o afastamento da presidenta Dilma Rousseff do cargo por até 180 dias hoje pela manhã, às 11h27, no Palácio do Jaburu, residência oficial da vice-presidência. A partir de então, Michel Temer passou a ser presidente interino e ter plenos poderes para nomear ministros e gerenciar o Orçamento da União.

Fonte: Agência Brasil

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Aprovação da CPMF e reforma da Previdência devem ser debatidas, diz Dilma

Presidente pediu apoio para o que considera a melhor opção disponível no momento para ampliar a receita fiscal.

Presidente pediu apoio para o que considera a melhor opção disponível no momento para ampliar a receita fiscal | Foto: Fabio Pozzebom / Agência Brasil / CP

Presidente pediu apoio para o que considera a melhor opção disponível no momento para ampliar a receita fiscal | Foto: Fabio Pozzebom / Agência Brasil / CP

Os conselheiros que participaram nesta quinta-feira da primeira reunião do ano do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social ouviram da presidente Dilma Rousseff um pedido de apoio para a reforma da Previdência e para a aprovação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) no Congresso Nacional. Segundo Dilma, a aprovação da CPMF é a melhor opção para solucionar os problemas do governo no momento.

“Muitos podem ter dúvidas e irão se opor a essa medida, e certamente terão bons argumentos, mas peço encarecidamente que reflitam sobre a excepcionalidade do momento, que torna a CPMF a melhor solução disponível”, afirmou a presidenta. Ela disse que os benefícios da volta da CPMF são a facilidade do recolhimento o baixo custo da fiscalização e o fato de ter impacto menor sobre a inflação e ser “rigorosamente temporária”.

“Mesmo assim, estou inteiramente aberta para conhecer eventuais opções e analisá-las com boa vontade. Se houver alternativas tão eficientes quando a CPMF para ampliar no curto prazo a receita fiscal, eu e meus ministros estamos absolutamente disponíveis para o diálogo”, acrescentou.

Dilma também destacou a necessidade de debater a reforma da Previdência. “Não somos mais o país de jovens que podia se permitir adiar indefinidamente a solução de seus desequilíbrios previdenciários”, argumentou.  Segundo a presidente, é preciso construir uma proposta mais ambiciosa, de longo prazo, para ser enviada ao Congresso, além da que já foi adotada no ano passado. Ela destacou que o governo vai defender algumas premissas para a reforma, como o respeito aos direitos adquiridos e a adoção de um período de transição. “O grande desafio será oferecer a quem já está no mercado de trabalho uma sinalização de que as mudanças lhe trarão mais benefícios do que a ausência de reformas.”

Ao encerrar a reunião do Conselhão, Dilma ressaltou a importância do diálogo para encontrar soluções para os problemas do país. Para a presidente, este é o momento ideal para a retomada das reuniões do conselho, que não ocorriam há um ano e meio. “Preciso das ideias e propostas do conselho, de tudo isso que pode nascer desse fórum para atingir aquela que é a maior prioridade do meu governo: voltar a crescer de forma sustentável para gerar emprego, renda para a nossa população.”

*Correio do Povo

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Três setores são responsáveis por mais de 40% das demissões

Comércio, agropecuária e serviços domésticos foram os que mais contribuíram para os desligamentos entre o 4º trimestre de 2014 e o 3º de 2015

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Comércio, agropecuária e serviços domésticos foram os que mais contribuíram para os desligamentos entre o 4º trimestre de 2014 e o 3º de 2015

Mais de 40% dos desligamentos do mercado de trabalho entre o 4º trimestre de 2014 ao 3º trimestre de 2015 vieram do conjunto de setores de comércio – exceto veículos automotores e motocicletas –, agropecuária e serviços domésticos. É o que mostra a Nota Técnica Análise da dinâmica do emprego setorial de 2014 a 2015, lançada pelo Ipea nesta sexta-feira (15), no Rio de Janeiro.

“Podemos ver quais são os setores que estão puxando a taxa de desemprego para cima, os que estão puxando para baixo, os que estão contratando ou desempregando, precarizando ou estruturando”, afirmou André Calixtre, diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea.

O estudo, que foi o segundo trabalho publicado a partir da PNAD Contínua (o primeiro foi a Nota Técnica PNAD 2014 – breves análises), avaliou os dados de emprego e da informalidade. Dentre os setores que mais contribuíram para os desligamentos, o comércio – exceto de veículos automotores e motocicletas – lidera a lista, com 16,3%. Juntamente com o setor de serviços domésticos e o de agropecuária, os três contribuem com mais de 40% dos desligamentos. “Não necessariamente houve uma queda acentuada na quantidade de postos de trabalho desses setores, porque se houver alta rotatividade os desligamentos podem ser sucedidos por contratações”, afirma Carlos Henrique Corseuil.

Apesar desses números, os pesquisadores explicam que o crescimento do desemprego não está ligado ao aumento dos desligamentos, mas sim a uma diminuição de contratações. A taxa de desligamentos, inclusive, sofreu uma retração de 9,8% para 8,9% entre o segundo e o terceiro trimestres de 2015.

Os dados do estudo mostram também que a taxa de informalidade apresentou um aumento entre o segundo trimestre de 2014 e o terceiro trimestre de 2015, de 43,9% para 45,1%, o que evidencia a baixa criação de empregos formais em determinados setores. Comércio – exceto de veículos automotores e motocicletas também lidera a lista dos setores que mais pesaram no total das transições formal-informal, com 16,6%, seguido por educação, construção e incorporação de edifícios, administração pública, defesa e seguridade social, e serviços domésticos.

Apesar da alta contribuição de alguns setores para a dinâmica do emprego, a situação não é crítica no mercado de trabalho como um todo. “Existe uma percepção de que há uma crise generalizada no mercado de trabalho, mas a pesquisa mostra que ela não é tão generalizada como se imaginava”, afirma Calixtre. “Dos 84 setores agregados, seis setores representam 57% dos desligamentos. Isso dá menos de 7% dos setores, que também contribuem para quase metade da informalidade do ano de 2015”, conclui.

Segundo os pesquisadores do Ipea, apesar de políticas macroeconômicas adequadas serem benéficas para todos os setores analisados, políticas setoriais também devem ser aplicadas para o mercado de trabalho.

Fonte: Ipea

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Governo do RS apresentará proposta para renegociar dívida com União

Documento deve apontar prioridades no acerto com o governo federal.
Definição ficou acertada em reunião em Brasília com Tesouro Nacional.
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Giovani Feltes, esteve em Brasília para negociar dívida (Foto: Reprodução/RBS TV)

O governo do Rio Grande do Sul informou nesta terça-feira (12) que apresentará uma “proposta estruturada” para tentar renegociar a dívida com a União. O documento deve apontar as prioridades no acerto com o governo federal e incluir ainda a brecha aberta para novos investimentos, a partir da repactuação do contrato.

A definição ocorreu na tarde desta terça-feira (12) durante uma reunião, em Brasília, entre o secretário da Fazenda, Giovani Feltes, e o secretário interino da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), Otávio Ladeira de Medeiros.

Conforme a Secretaria Estadual da Fazenda, a Lei de Responsabilidade Fiscal determina um comprometimento de até duas vezes da receita corrente líquida do estado com o pagamento da dívida. Entretanto, hoje, o Rio Grande do Sul compromete 2,09. Caso a negociação avance, a expectativa é que reduza essa defasagem e, com isso, se abra uma brecha para contrair novos empréstimos de até R$ 200 milhões.

Primeiro encontro com nova equipe econômica
A reunião foi a primeira entre representantes do Piratini e da STN após a posse do novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, e da regulamentação da Lei Complementar 148/2014, que define critérios para a repactuação da dívida de estados e municípios. A partir do dia 31 de janeiro deste ano, passam a ser adotados os novos indexadores no contrato com a União, com substituição do IGP-DI pela taxa Selic e a redução de 6% para 4% ao ano.

“Queremos estabelecer um acordo que represente uma ponte para que o Rio Grande do Sul possa ter condições mínimas para retomar os investimentos”, afirmou Feltes. Ainda não há uma definição sobre as ações do Estado junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) questionando o contrato da dívida, o que está entre os requisitos para a repactuação.

Feltes observou que a repactuação do contrato da dívida com a União não trará alívio imediato para as finanças estaduais. “Continuaremos pagando R$ 280 milhões em média por mês (13% da receita corrente líquida). Nossa esperança é ter melhores condições de buscar novos empréstimos e, por isso, o apoio da União é importante”, frisou. A dívida interna do RS está em R$ 52,5 bilhões.

Uma mudança do perfil da chamada dívida extralimite, atualmente em R$ 7,3 bilhões, também estará entre as propostas que serão renovadas junto ao Ministério da Fazenda. A ideia é renegociar contratos em condições mais favoráveis para o Estado.

“É uma medida que não altera o nosso comprometimento da receita, pois seguiremos com o mesmo volume de dívida, mas que nos trará um certo alívio, algo perto de R$ 300 milhões ao ano”, resume Feltes.

Fonte: G1 RS

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Sem dinheiro, duas universidades do Paraná suspendem atividades

Unicentro e Unespar não têm verba para pagar a bolsa dos estagiários.
Secretaria de Ensino Superior diz tentar liberação junto a Fazenda.

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A Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em Guarapuava, parou as atividades administrativas e pedagógicas antes do tempo. O motivo, segundo a universidade, é a falta de verba.

A decisão é valida a partir desta terça-feira (22) e foi tomada pelo Conselho Universitário (COU).

Sem dinheiro, a universidade não pagou a bolsa dos estagiários referente ao mês de novembro. Eles são essenciais para a manutenção das atividades dos departamentos pedagógicos, clínicas e laboratórios.

O fim as atividades compromete os serviços prestados, por exemplo, nas clínicas de Psicologia, Fonoaudiologia, Nutrição, Farmácia, Fisioterapia e Órtese e Prótese. Desta forma, está mantido apenas o atendimento aos pacientes internados na Clínica-Escola de Medicina Veterinária e aos animais do campo experimental.

Ao anunciar a suspensão dos trabalhos, a universidade afirmou que houve diversas tratativas com o governo estadual para a liberação da verba. Nesta terça-feira, uma comissão composta por conselheiros do COU e representantes dos estagiários deve ir a Curitiba para discutir o problema como o governador Beto Richa (PSDB) ou um representante.

A reitoria do campus de União da Vitória da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) tomou a mesma decisão. Assim como na Unicentro, por falta de verba, as atividades foram suspensa nestas segunda e terça-feira.

*G1

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Mudanças não alteram objetivos de longo prazo, diz Dilma

Presidente empossou Nelson Barbosa no Ministério da Fazenda.

Dilma empossou ministro Nelson Barbosa | Foto: Roberto Stuckert Filho / PR / CP

Dilma empossou ministro Nelson Barbosa | Foto: Roberto Stuckert Filho / PR / CP

A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda que a mudança da equipe econômica não altera os objetivos de longo prazo, “que são restabelecer o equilíbrio fiscal, reduzir a inflação, eliminar a incerteza e retomar com urgência o crescimento”. Ela deu posse aos ministros da Fazenda, Nelson Barbosa, e do Planejamento, Orçamento e Gestão, Valdir Simão, em solenidade nesta tarde no Palácio do Planalto.

“A tarefa dos ministros Nelson Barbosa e Valdir Simão é de imediato contagiar a sociedade brasileira com a crença de que equilíbrio fiscal e crescimento econômico podem e devem caminhar juntos. Na verdade, criam as bases para novas medidas e reformas de médio e longo prazo necessárias para um sustentado e prolongado ciclo de expansão”, afirmou Dilma, em discurso.

Na sexta, Dilma fez a substituição de Joaquim Levy por Barbosa no comando do Ministério da Fazenda. Barbosa era ministro do Planejamento. Para o lugar de Barbosa, a presidente nomeou o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Valdir Simão.

Dilma começou seu discurso agradecendo ao ex-ministro Levy, que estava presente na cerimônia. “Sua presença à frente do Ministério da Fazenda foi decisiva para que fizéssemos ajustes imprescindíveis. Sua dedicação e trabalho ajudaram na aprovação da legislação fiscal, mesmo em um ambiente de crise política. Joaquim Levy revelou grande capacidade de agir com serenidade e eficiência, mesmo sob intensa pressão. Em um momento conturbado da economia e da política, o ministro Joaquim Levy superou difíceis desafios e muito contribuiu para a estabilidade e a governabilidade”, afirmou a presidente.

*Correio do Povo

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Toshiba vai demitir 6.800 funcionários e prevê perda anual recorde

Número é equivalente a um terço do quadro de funcionários.
Grupo prevê uma perda anual recorde de quase US$ 4,5 bilhões.

A japonesa Toshiba, que tenta se recuperar de um escândalo contábil, anunciou nesta segunda-feira (21) o corte de 6.800 postos de trabalho em suas divisões de produtos para o grande público, o que equivale a um terço do quadro de funcionários.

Masashi Muromachi, presidente do conglomerado Toshiba, cumprimenta a imprensa antes de coletiva em Tóquio, nesta segunda-feira (Foto: AFP)

Masashi Muromachi, presidente do conglomerado Toshiba, cumprimenta a imprensa antes de coletiva em Tóquio, nesta segunda-feira (Foto: AFP)

A reestruturação provocará importantes gastos e o grupo prevê uma perda anual recorde de 550 bilhões de ienes (quase US$ 4,5 bilhões) para o exercício de abril de 2015 a março de 2016.

Ainda não há informações sobre os países que serão afetados pela decisão da companhia.

A Toshiba teve um ano muito ruim em 2008-2009 com a crise financeira internacional, mas o prejuízo na ocasião foi de 343 bilhões de ienes.

As 6.800 demissões previstas para acontecer até março de 2016 são adicionadas ao corte de 1.200 postos de trabalho no setor de semicondutores e à transferência para a Sony de outros 1.100 funcionários.

O grupo também pretende cortar quase 1.000 empregos administrativos.

*G1

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PIB do RS cai 3,4% no terceiro trimestre de 2015

Comércio no setor automotivo foi principal responsável pela redução.

PIB do RS cai 3,4% no terceiro trimestre de 2015 | Foto: Divulgação / CP Memória

PIB do RS cai 3,4% no terceiro trimestre de 2015 | Foto: Divulgação / CP Memória

O Produto Interno Bruto (PIB) no Rio Grande do apresentou queda de 3,4% no terceiro trimestre de 2015. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pela Fundação de Economia e Estatística (FEE). Esta foi a sexta queda consecutiva e também a maior desde o segundo trimestre de 2014. Os impostos caíram 7,4% e o valor adicionado reduziu 2,8%.

De acordo com o economista da FEE Roberto Rocha, o comércio foi o principal responsável pela queda do PIB gaúcho, principalmente nas áreas do setor automotivo, no que diz respeito à negociação de carros, motos, peças e partes. A baixa venda de móveis e tecidos também acabou influenciando no resultado.

Rocha destacou que a contínua e disseminada redução do comércio decorre do aumento no desemprego, da queda na renda real e da desaceleração do crédito no Estado.

*Correio do Povo

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Empresa de call center fecha e demite 600 trabalhadores em São Leopoldo

Além de não receber o salário de novembro e o 13º, funcionários não têm garantias de quando receberão direitos trabalhistas.

Trabalhadores se reuniram na Justiça do Trabalho de São Leopoldo Foto: Arquivo pessoal / Arquivo pessoal

Trabalhadores se reuniram na Justiça do Trabalho de São Leopoldo
Foto: Arquivo pessoal / Arquivo pessoal

Após serem avisados na sexta-feira do fechamento da empresa de call center AtendeBem de São Leopoldo, parte dos 600 funcionários demitidos fizeram protesto na manhã desta segunda-feira em frente à sede da empresa e, em seguida, foram para a Justiça do Trabalho da cidade.

Com 15 anos de atuação no mercado, a AtendeBem prestava serviços para bancos e operadoras de telefonia. Por meio de comunicado, os trabalhadores foram informados de que o fechamento ocorreu devido à conjuntura econômica, ao aperto de crédito e à postura dos clientes, “que pagam cada vez menos” pelos serviços prestados.

No comunicado, a empresa informa que os direitos trabalhistas serão pagos apenas quando a empresa tiver verbas liberadas de uma ação judicial da AtendeBem contra seus clientes que corre na 2ª Vara do Trabalho de São Leopoldo. Além de direitos como multa rescisória e saque do FGTS, os trabalhadores também não receberam o salário de novembro, a primeira parcela do 13º salário e a comissão do mês.

O diretor executivo do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicação (Sinttel), Augusto Retamal Neto, está buscando a mediação da Justiça do Trabalho para, em um primeiro momento, conseguir ao menos a liberação do FGTS e o encaminhamento do seguro-desemprego. Segundo ele, o sindicato já havia enfrentando dificuldades para negociar o acordo coletivo para dissídio da categoria, cuja data-base é em 1º de setembro.

Depois de trabalhar quatro anos na empresa, a analista de treinamento Franciele de Souza da Silva, 22 anos, ainda está surpresa com o fechamento repentino da AtendeBem. Ao saber da notícia, conta que ficou em choque:

— De manhã, me avisaram que eu poderia ir embora, que por aquele dia estava dispensada. À tarde, soube por mensagem de celular de outros colegas que a empresa havia fechado. Para mim, foi uma surpresa. Sempre ouvia nos corredores que eles estavam falindo, mas não sabia de nada. Foi realmente um susto.

A operadora de telemarketing Cristala Dorneles Souza, 27 anos, conta que, além de estar sem o salário e o 13º terceiro, também não recebeu sua comissão do mês. Sem ter como pagar as contas, está inconformada por não ter nenhuma certeza de que seus direitos serão pagos.

— Não temos certeza de nada, está todo mundo desesperado _ conta ela, há oito meses na empresa.

O Diário Gaúcho contatou a assessoria jurídica da AtendeBem, porém, os advogados não conseguiram falar com a direção da empresa.

O que fazer nestes casos

– Com urgência, o trabalhador deve procurar o sindicato que representa a sua categoria e/ou um advogado trabalhista para que sejam ajuizadas ações o mais rápido possível.
– A primeira ação deve solicitar o direito de pagamento dos salários, verba rescisórias, seguro-desemprego e FGTS.
– Já a segunda deve solicitar o bloqueio de dinheiro, bens e crédito da empresa para garantir o pagamento da primeira ação. Por isso, a importância de ajuizar as ações emergencialmente.

*Diário Gaúcho

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