Posts

Alta do dólar vai aumentar preço dos alimentos e gerar desemprego, dizem especialistas

Nesta quinta-feira, a moeda americana atingiu o valor de 4,21, o maior índice desde 2016

Foto: Marcelo Casal / Agência Brasil

O dólar comercial atingiu o valor de R$ 4,21 nesta quinta-feira. Fechou o dia valendo R$ 4,14 – a 2ª maior cotação desde a criação do Plano Real, em janeiro de 2016. A alta da moeda norte-americana reflete na vida dos brasileiros e, se continuar aumentando o valor, pode fazer com que a alimentação fique mais cara e até mesmo gerar desemprego em alguns setores da indústria.

O professor de economia da FIA Labfin Alexandre Cabral explica como o dólar chegou nesse patamar nos últimos meses. “Há uns dois meses, o dólar subia e caía, estava patinando, mas começou a subir sem parar. Temos dois grandes motivos para isso: o cenário local e o externo”, diz. “O segundo turno da eleição ainda é um grande mistério. O resultado da eleição também é uma grande dúvida, porque existe a possibilidade de o presidente ser o terceiro candidato mais votado ser o eleito. Imagina um gringo lendo que o terceiro pode ser eleito e não os dois mais populares? Ele não tem confiança”, completa.

Ainda de acordo com Alexandre, o cenário externo também contribui para a alta do dólar. Estados Unidos e Turquia estão em meio a uma crise política e diplomática. Donald Trump anunciou o aumento das taxas sobre a importação de aço e alumínio turcos e isso fez com que a lira, a moeda turca, se desvalorizasse. Alexandre explica ainda que o Banco Central da Turquia está enfrentando problemas internos. “Está acontecendo tudo ao mesmo tempo. O Trump peitar a China, afeta o comércio. Mas a partir do momento em que ele enfrenta a Turquia, o mercado começa a comparar com o Brasil.”

Banco Central vende US$ 1,5 bilhão para conter alta do dólar

Nesta quinta, o banco central argentino anunciou que aumentou a taxa de juros para 60%, de 45%, e ainda aumentou em cinco pontos percentuais a taxa de compulsório para bancos privados.

Mas como isso afeta a vida do brasileiro?

O professor de economia da FGV Joelson Sampaio explica que o dólar está mais presente na vida do brasileiro do que muitos imaginam. “Pode pensar na vida das pessoas, na parte de consumo, em itens como a cesta básica, alimentos em geral, alimentos que levam farinha de trigo, como macarrão, pão, entre outros. Os preços são repassados para a população e acaba afetando o preço final”, explica.

Alexandre explica ainda que os alimentos ficam mais caros devido ao frete. “O combustível afeta o preço do que as pessoas consomem. E ele fica mais caro porque segue o preço internacional. Isso acaba refletindo no que as pessoas consomem, porque o frete fica mais caro o frete. É isso que encarece os produtos.”

Além disso, os alimentos ficam mais caros porque os produtos usados na plantação são importados. “Quando um cara vai comprar um fertilizante, vai repassar esse preço para o consumidor. O setor agro vai sentir bastante. Algumas coisas já estão começando a pingar nos preços finais.”

Desemprego

Se o dólar continuar em alta até o fim do ano, pode gerar desemprego para os brasileiros. “O setor industrial depende muito do petróleo. O nosso cotidiano tende a ficar mais caro. Algumas empresas não conseguem repassar o valor para a população, porque não são produtos essenciais. Repassa até um certo limite, porque senão não vende, aí demite”, diz Alexandre.

Para Joelson, o desemprego é uma possibilidade mais remota. “A alta do dólar provavelmente é passageira. Porém, se ficar nesse nível, pode ter demissões em alguns setores. Temos um pouco de estoque em alguns produtos também. Isso faz demorar um pouco pra chegar o aumento na população. O que gera o dólar alto é a economia não crescer.”

Inflação

Os dois economistas concordam quanto à inflação. De acordo com eles, a inflação vai aumentar por conta da alta do dólar. No entanto, como está em um patamar baixo, ainda não é motivo de preocupação. “Inflação de alimentos tem um pouco mais de repasse do que os outros setores. Mas podemos dizer que substitui um repasse por outro”, avalia Alexandre. “Afeta inflação, mas como estamos com um nível muito baixo, ainda acaba o ano com uma inflação dentro da meta”, explica Joelson.

Energia mais cara

O dólar também pode fazer com que a energia pese no bolso do consumidor. “Com o combustível mais caro, a energia elétrica pode ter um aumento de preço também”, avalia Joelson.

Fonte: Correio do Povo

Preço do gás de cozinha aumenta 4,4% a partir de amanhã

A Petrobras reajustou hoje (4) o preço do gás de cozinha (GLP) em 4,4%. O botijão de 13 quilos passa a valer R$ 23, 10 a partir de amanhã (5). No acumulado do ano, o GLP apresenta aumento de 5,2%, se comparado ao preço praticado em dezembro do ano passado.

A estatal informou que o reajuste ocorre devido à desvalorização do real frente ao dólar, que apenas entre março a junho foi de 16%, e ao reajuste de 22,9% do preço do GLP no mercado internacional no mesmo período.

Fonte: Agência Brasil

Mobilização contra aumento dos combustíveis é realizado em Crissiumal

Caminhoneiros pedem redução da carga tributária sobre o diesel

Em Crissiumal, nesta quarta-feira (23), por volta das 13h30min, caminhoneiros realizaram manifestação na ERS 207, próximo a Cotricampo. Agricultores e comerciantes locais também aderiram ao movimento.

O grupo espera receber apoio de outras classes, que também são prejudicadas pelos preços abusivos dos combustíveis. Os condutores que passam pelo local são convidados a fazer uma breve parada em apoio ao movimento.

A classe dos caminhoneiros pedem a zeragem da alíquota de PIS/Pasep e Cofins e a isenção da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). Os impostos representam quase a metade do valor do combustível na refinaria. Segundo eles, a carga tributária menor daria fôlego ao setor, já que o diesel representa 42% do custo do frete.

Segundo os organizadores, a manifestação continuará nesta quinta-feira (24).

Fotos: Emerson Gomes

Ouça entrevista com os organizadores.

 

Vídeo: Acesse: https://www.facebook.com/metropole.decrissiumal/videos/1048499641964793/UzpfSTQ1MzY5NjA2ODAwOTYwODoxODgwMzA4MDMyMDE1MDY0/

 

Fonte: Metrópole

Pão ficará mais caro e outros alimentos também

O “cacetinho” vai pesar mais no bolso

Pãozinho é parâmetro para observar impacto do preço do trigo Cristiano Estrela / Agencia RBS

pão ficará mais caro. Massas e biscoitos também. Aliás, tudo que leva trigo. Quem avisa é o vice-presidente do Sindicato das Panificadoras do Rio Grande do Sul, Arildo Oliveira.

O empresário avisou a coluna que o trigo da Argentina está chegando 40% mais caro no Rio Grande do Sul. O principal motivo é a alta do dólar, que está afetando qualquer coisa importada pelo Brasil ultimamente

— O trigo já aumentou. Agora, tem que aumentar os derivados. Todos terão que reajustar preços — diz Arildo.

Aliás, a importação do trigo estava sendo até alternativa ao aumento no preço do cereal no mercado interno. Mas, além do preço, a qualidade do cereal argentina é considerada mais adequada para produção de pães.

Pesquisa da Associação Gaúcha de Supermercados apontou preço médio de R$ 0,82 para 100g de pão francês, mais conhecido como “cacetinho” no Rio Grande do Sul. A massa está custando R$ 2,85. O biscoito, R$ 4,71 e a farinha de trigo, R$ 2,08.

As altas variam. Não há um tabelamento porque cada empresário analisa seus custos, margem de lucro e é, claro, a capacidade de pagamento dos seus clientes. Mas fala-se em percentuais que variam entre 7% e 15%. São altas expressivas, ainda mais se considerar que a inflação acumulada em 12 meses está abaixo dos 3%.

Fonte: Zh

Em um ano, preço da gasolina, diesel e etanol registra maior aumento

naom_55ca21227d9a5

Duante a divulgação da inflação oficial no país em 2016, técnicos do IBGE disseram que a alta do combustível deve pressionar a inflação de janeiro

Pela segunda semana consecutiva, o preço da gasolina subiu mais uma vez e atingiu o maior valor referente às últimas semanas do ano passado. A quantia foi de R$ 3,773. Na semana, a alta foi de 0,29% e o aumento acumulado em 2017 é de 0,48%.

Segundo o G1, na última quarta-feira (11), durante a divulgação da inflação oficial no país em 2016, técnicos do IBGE disseram que a alta do combustível deve pressionar a inflação de janeiro.

O valor médio do diesel atingiu R$ 3,085 por litro no país, uma alta de 1,28% na semana. Já etanol subiu 1,75%, para R$ 2,913, de acordo com dados da ANP.

 

*G1/IBGE

Petrobras sobe preço do diesel e da gasolina nas refinarias

A Petrobras decidiu elevar o preço nas refinarias do diesel, em 9,5%, e da gasolina, em 8,1%. A informação foi divulgada na noite desta segunda-feira (5) em nota distribuída pela companhia. Segundo a Petrobras, o impacto nas bombas deverá ser de 5,5% para o diesel, ou mais R$ 0,17 por litro, e de 3,4% para a gasolina, mais R$ 0,12 por litro.

Gasolina
Os aumentos da gasolina e diesel passam a valer a partir de amanhãImagem de arquivo/Agência Brasil

Segundo a nota, os aumentos passam a valer a partir de amanhã (6) e estão de acordo com a política de preços anunciada pela Petrobras em outubro. “As principais variáveis que explicam a decisão do Grupo Executivo [de Mercado e Preços] são o aumento observado nos preços do petróleo e derivados e desvalorização da taxa de câmbio no período recente. Por outro lado, a participação da Petrobras no mercado interno de diesel registrou pequenos sinais de recuperação”, informa a nota.

A Petrobras diz que a medida faz parte de sua política de fazer revisão de preços pelos menos uma vez a cada 30 dias, o que “lhe dá a flexibilidade necessária para lidar com variáveis cuja volatilidade vem aumentando recentemente”. “Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas pela Petrobras nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. Isso dependerá de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de petróleo, especialmente distribuidoras e postos de combustíveis.”

 

*EBC

Conab prevê aumento de 15,3% na safra de grãos 2016/2017

safra_1

Conab prevê aumento de 15,3% na safra de grãos 2016/2017Arquivo/Agência Brasil

A produção de grãos da safra 2016/2017 deve chegar a 214,8 milhões de toneladas – aumento de 15,3% (28,4 milhões de toneladas) em relação à safra 2015/2016, que alcançou 186,4 milhões de toneladas. Os números são do Primeiro Levantamento da Safra de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado hoje (6). De acordo com a Conab, a safra será recorde.

Segundo o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Néri Geller, há uma grande expectativa no aumento da produção de feijão. Ele acredita que a alta na produção vai gerar também mais empregos.

“A expectativa é melhor do que esperávamos. Uma previsão de safra de 214 toneladas. Isso é bom para o produtor e para a economia do país. Há uma expectativa muito forte no aumento da produção do feijão e do arroz. (…) O aumento da produção dessas culturas tem um impacto direto na mesa do consumidor e isso acaba gerando emprego”, disse Geller.

Safra em números

Segundo o levantamento da Conab, o arroz apresenta retomada nas áreas não cultivadas na safra anterior, com uma produção entre 11,6 e 12 milhões de toneladas. Na safra anterior, a produção foi 10,6 milhões de toneladas.

Com relação ao feijão de primeira safra, o forte incremento de área poderá refletir em produção de 672,6 mil toneladas – 11,9 a 18,7% superior à safra passada que foi 565,5 mil toneladas.

Após três anos consecutivos de queda, a produção de milho primeira safra deve ser entre 1,6% a 7,3% superior que o período 2015/2016 (25,8 mil toneladas), podendo chegar a 27,7 mil toneladas no período 2016/2017.

A projeção para a soja é de crescimento entre 6,7% a 9% na produção, podendo atingir 104 milhões de toneladas, contra 95,4 milhões de toneladas na safra anterior.

O amendoim deve ter produção de 408,8 a 421 mil toneladas, incrementada pelo ganho de área e produtividade. Na safra anterior, a produção foi 406,1 mil toneladas. O levantamento também indica aumento na produção de algodão, de 1.9 milhão de toneladas para 2.1 milhões de toneladas

A principal cultura de inverno, o trigo, tem crescimento estimado em 14,5%, chegando a 6,3 milhões de toneladas, mesmo com uma área reduzida. O principal motivo é a recuperação da produtividade, que deve ser significativamente superior à safra anterior, passando de 2.260 quilos por hectare (kg/ha) para 3.008 kg/ha

Área plantada

A estimativa para a área plantada é de 59,7 milhões de hectares, com aumento de 2,3% em relação a safra 2015/2016. Com exceção do algodão, todas as demais culturas de primeira safra tiveram incremento de área plantada.

Fonte: Agência Brasil

Latrocínios aumentam 34% no RS no primeiro semestre de 2016

thumb

Devido à alta criminalidade, alunos da UFRGS instalaram “assaltômetro” em Porto Alegre | Foto: Alina Souza / CP Memória

 

Os crimes latrocínio (roubo seguido de morte) aumentaram 34,34% no primeiro semestre de 2016 em relação ao mesmo período no ano passado – de 66 para 89. A Secretaria Estadual de Segurança divulgou nesta segunda-feira os dados de criminalidade no Rio Grande do Sul nos primeiros seis meses do ano. Oito dos 13 índices medidos apresentaram alta.

Outro crime que apresentou um aumento significativo foi o roubo. Nos primeiros seis meses de 2016, 44.390 roubos foram registrados no estado contra 37.124 em 2016 – crescimento de 19,57%. Somente em Porto Alegre, 2,8 mil roubos ocorreram no primeiro semestre, o equivalente a 15 registros por dia, em média.

Nos demais crimes, a variação foi baixa na comparação entre os últimos dois anos. Nos homicídios dolosos, por exemplo, houve 1.276 registros neste ano contra 1.203 em 2015 no mesmo período. Os furtos também apresentaram uma pequena redução, de 83.146 em 2015 para 81.059 neste ano.

Confira a comparação de 2016 com 2015

Homicídios Dolosos

2015: 1203

2016: 1276

Homicídios dolosos de trânsito:

2015: 17

2016: 11

Furtos 

2015: 83146

2016: 81.059

Furtos de veículos

2015: 9752

2016: 9960

Roubos

2015: 37.124

2016: 44.390

Latrocínios

2015: 66

2016: 89

Roubo de veículos

2015: 7.930

2016: 9.225

Extorsão

2015: 203

2016: 198

Extorsão mediante sequestro

2015: 6

2016: 10

Estelionato

2015: 8.643

2016: 7.608

Delitos relacionados à corrupção:

2015: 195

2016: 196

Delitos relacionados a armas e munições

2015: 3848

2016: 3945

Posse de entorpecentes

2015: 6.569

2016 : 5.366
Fonte: CP

Ipea analisa causas da alta persistente dos preços dos alimentos

Estudo foi publicado nesta quinta, dia 21, no blog da Carta de Conjuntura

tr

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou na tarde desta quinta-feira, 21/07, pesquisa realizada por seu Grupo de Conjuntura (Gecon) sobre a inflação dos alimentos. A seção já está disponível no blog da Carta de Conjuntura: http://www.ipea.gov.br/cartadeconjuntura/

A nota técnica titulada A inflação dos alimentos: uma análise do desempenho recente, lançada pelo Ipea, analisa a influência dos alimentos na variação da inflação nacional nos últimos cinco anos, indicando que o comportamento dos preços desse grupo tende a continuar pressionando a inflação nos próximos meses, porém em ritmo menos intenso.

Há períodos em que os alimentos representam quase 40% de toda a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O objetivo da nota técnica é identificar quais são os fatores responsáveis por esse comportamento dos alimentos, assim como entender o mecanismo de repasse dos preços do produtor ao consumidor.

Para avaliar esse cenário, o grupo de pesquisadores de Conjuntura do Ipea (Gecon) criou um modelo estatístico cujos resultados indicam que, em um horizonte de três meses, aproximadamente 37% da variação do IPCA é explicada pelos choques dos alimentos no atacado, enquanto o câmbio responde por 7,6%.

De acordo com o estudo, a evolução recente dos preços dos alimentos no IPCA ainda é reflexo da intensa desvalorização cambial ocorrida no segundo semestre de 2015, no entanto, a melhora do comportamento dos preços do atacado prevista para os próximos meses poderá significar um arrefecimento do IPCA, contribuindo para um retorno mais rápido do índice cheio a níveis mais próximos ao teto da banda de tolerância da meta de inflação.

Fonte: Ipea22

Microcefalia: 1.581 casos confirmados em todo o país

FF

(Foto: REUTERS/Nacho Doce)

Desde o início das investigações, em outubro de 2015, 7.936 casos suspeitos foram notificados ao Ministério da Saúde. Destes, 3.308 já foram descartados e 3.047 permanecem em investigação

O Ministério da Saúde confirmou 1.581 casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita em todo o país. Os dados estão no boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (15). O informe reúne as informações encaminhadas semanalmente pelas secretarias estaduais de saúde referentes à semana 23 deste ano, que vai até 11 de junho.

O novo boletim registrou 3.308 casos descartados por apresentarem exames normais, ou por apresentarem microcefalia e ou malformações confirmadas por causa não infecciosas ou não se enquadrarem na definição de caso. Outros 3.047 permanecem em investigação. Ao todo, desde o início das investigações, em outubro de 2015, foram notificados 7.936 casos suspeitos de microcefalia em todo o Brasil.

Do total de casos confirmados, 226 tiveram confirmação por critério laboratorial específico para o vírus Zika. O Ministério da Saúde, no entanto, ressalta que esse dado não representa, adequadamente, a totalidade do número de casos relacionados ao vírus. A pasta considera que houve infecção pelo Zika na maior parte das mães que tiveram bebês com diagnóstico final de microcefalia. Os 1.581 casos confirmados em todo o Brasil ocorreram em 562 municípios, localizados em 25 unidades da federação e no Distrito Federal. Não existe registro de confirmação apenas no estado do Acre.

Em relação aos óbitos, no mesmo período, foram registrados 317 óbitos suspeitos de microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto ou durante a gestação (abortamento ou natimorto) no país. Destes, 73 foram confirmados para microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central. Outros 198 continuam em investigação e 46 foram descartados.

O Ministério da Saúde ressalta que está investigando todos os casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central, informados pelos estados, e a possível relação com o vírus Zika e outras infecções congênitas. A microcefalia pode ter como causa, diversos agentes infecciosos além do Zika, como Sífilis, Toxoplasmose, Outros Agentes Infecciosos, Rubéola, Citomegalovírus e Herpes Viral.

A pasta orienta as gestantes adotarem medidas que possam reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.

Distribuição dos casos notificados de microcefalia por UF, até 11 de junho de 2016

Casos de Microcefalia e/ou malformações, sugestivos de infecção congênita

Total acumulado1 de casos notificados de 2015 a 2016

Em investigação

Confirmados2,3

Descartados4

Brasil

3.047

1.581

3.308

7.936

Alagoas

61

73

173

307

Bahia

667

254

214

1.135

Ceará

178

122

205

505

Maranhão

81

130

56

267

Paraíba

297

139

450

886

Pernambuco

474

366

1.159

1.999

Piauí

9

87

73

169

Rio Grande do Norte

258

113

63

434

Sergipe

73

110

50

233

Região Nordeste

2.098

1.394

2.443

5.935

Espírito Santo

92

12

49

153

Minas Gerais

59

3

55

117

Rio de Janeiro

276

70

145

491

São Paulo

209ª

8b

166

383

Região Sudeste

636

93

415

1.144

Acre

21

0

17

38

Amapá

1

7

3

11

Amazonas

11

6

5

22

Pará

40

1

0

41

Rondônia

5

5

7

17

Roraima

5

10

11

26

Tocantins

48

11

80c

139

Região Norte

131

40

123

294

Distrito Federal

4

5

36

45

Goiás

59

14

67

140

Mato Grosso

86

23

118

227

Mato Grosso do Sul

2

2

14

18

Região Centro-Oeste

151

44

235

430

Paraná

3

4

30

37

Santa Catarina

1

1

5

7

Rio Grande do Sul

27

5

57

89

Região Sul

31

10

92

133

Fonte: Agência Saúde