Ex-aluno do Ensino Médio da SETREM cria app para celular

Jogo com a temática rede de computadores foi desenvolvido por Luiz Gustavo Feldmann e pode ser obtido gratuitamente na Play Store

Feldmann

Luiz Gustavo Feldman desenvolveu um jogo para Android

O ex-aluno do Ensino Médio da SETREM Luiz Gustavo Feldman desenvolveu um jogo para Android cuja temática é redes de computadores. O aplicativo (app) foi criado durante as férias do jovem, acadêmico dos cursos de Engenharia Mecânica na Puc-RS e Engenharia Elétrica na UFRGS, que aproveitou o tempo livre para exercitar a programação. O jogo “HACK()”pode ser obtido gratuitamente na Play Store, onde há também um vídeo demonstrativo, mostrando um pouco da mecânica do aplicativo.

                A inspiração veio quando Feldmann estava jogando o Mankind Divided, onde o protagonista é uma espécie de espião que frequentemente precisa passar uma porta trancada e, para isso, se vale do hacking. Foi aí que ele percebeu que aquele mecanismo daria por si só um excelente jogo para smartphones e aproveitou a oportunidade para criar seu próprio aplicativo.

                Feldamnn conta que o título do jogo “HACK()”, que pode parecer um tanto estranho, é uma referência às linguagens de programação que costumam invocar suas funções com parênteses e terminam um comando com o ponto-e-vírgula. “O desenvolvimento envolveu criação de texturas, imagens, modelagem em 3D e programação, é claro. O único conteúdo que não foi desenvolvido especificamente para o jogo foi a trilha sonora, que veio do YouTube”, explica.

A escolha do Android para receber o jogo se deu pelo menor investimento necessário para desenvolver esse sistema, que é uma taxa única de 25 dólares. Em comparação, segundo Feldmann, para se desenvolver um aplicativo para iPhone é necessário desembolsar 99 dólares anuais para se tornar um membro do programa de desenvolvedores.

O jogo

Nele o jogador assume o papel de um hacker, e deve acessar o registro passando pelos diretórios e dispositivos do sistema sem ser detectado pelo firewall. O jogador pode capturar os “nós” da rede e depois fortificá-los para melhor defendê-los do firewall, caso seja detectado, ou executar várias outras ações dependendo de sua estratégia e dos recursos que acumulou durante seu progresso pelo jogo.

É um jogo de estratégia – pois se deve analisar e seguir o caminho mais vulnerável – e também de velocidade, pois se houver a detecção, o jogador terá poucos segundos para terminar o nível. Em geral uma partida não durará mais de um minuto e meio. “O jogador certamente não vai se cansar do jogo já que nunca precisará repetir um nível. Jogando no modo aleatório, os níveis são gerados pelo próprio smartphone usando algoritmos especiais e nunca repetem”, destaca.

Seu inventor conta que também foi incluído um sistema de progressão, ou seja, o jogador pode ganhar pontos de experiência e trocá-los por melhorias em suas habilidades para facilitar os níveis. Também, de acordo com Feldmann, é possível acumular recursos para a mesma finalidade, tal como o comando STOP! que dá ao jogador alguns segundos adicionais.

Embora a temática do jogo seja redes de computadores, não é necessário nenhum conhecimento sobre o assunto para jogar. Ele foi certificado na categoria L (livre), e é indicado para todas as idades.

Fonte: Ivana Tisott Ritt – SETREM

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