Brasil tem médicos suficientes para atender população, diz Conselho Federal de Medicina

Entidade se manifestou após o anúncio do governo cubano de retirada do programa federal

O Conselho Federal de Medicina (CFM) voltou a defender, em nota, a criação de uma carreira de médico de Estado como medida para estimular profissionais brasileiros a atuar em áreas distantes e de difícil provimento. A manifestação ocorre após o anúncio do governo de Cuba de retirada de seus intercambistas dos quadros do Programa Mais Médicos. Segundo o CFM, “o Brasil conta com médicos formados no país em número suficiente para atender às demandas da população”, cabendo aos gestores públicos a responsabilidade de oferecer condições adequadas para o atendimento na saúde pública.

“Historicamente, os médicos brasileiros têm atuado, mesmo sob condições adversas, sempre em respeito ao seu compromisso com a sociedade”, diz a nota do conselho. “Cabe ao governo — nos diferentes níveis de gestão — oferecer aos médicos brasileiros condições adequadas para atender a população, ou seja, infraestrutura de trabalho, apoio de equipe multidisciplinar, acesso a exames e a uma rede de referência para encaminhamento de casos mais graves”, complementa.

O conselho lembra que encaminhou a todos os candidatos nas eleições de 2018, “ainda no primeiro turno”, uma série de propostas no documento intitulado Manifesto dos Médicos em Defesa da Saúde. Entre as medidas estava justamente a criação de uma carreira de Estado para os profissionais da área.

“Para estimular a fixação dos médicos brasileiros em áreas distantes e de difícil provimento, o governo deve prever a criação de uma carreira de Estado para o médico, com a obrigação dos gestores de oferecerem o suporte para sua atuação, assim como remuneração adequada”, argumenta o CFM.

Por fim, o conselho “se coloca à disposição do governo para contribuir com a construção de soluções para os problemas que afetam o sistema de saúde brasileiro”.

Mais Médicos

O governo de Cuba anunciou na quarta-feira (14) que iria abandonar o programa brasileiro Mais Médicos — do qual participa desde a sua criação, em 2013 —, devido a declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro, que anunciou mudanças no programa a partir de 1º de janeiro, quando tomará posse. Bolsonaro pretendia submeter os médicos cubanos a um “teste de capacidade, pagar o salário integral aos profissionais e permitir a vinda de suas famílias para o Brasil.

“O Ministério da Saúde Pública de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim o comunicou à diretora da OPS e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa”, diz um comunicado oficial de Cuba.

Para Bolsonaro, o cancelamento do programa de envio de médicos cubanos ao Brasil foi uma decisão “unilateral” e “irresponsável” da “ditadura” de Cuba, que não aceitou as mudanças pretendidas pelo presidente eleito para manter a cooperação.

Cerca de 20 mil médicos cubanos trabalharam no Brasil durante cinco anos, e a decisão cubana afeta cerca de 8 mil que o fazem atualmente. Segundo fontes diplomáticas brasileiras, os médicos cubanos retornarão a seu país antes do Natal, embora calculem que cerca de 2 mil poderiam permanecer no Brasil devido a relacionamentos amorosos e familiares, que lhes permitiriam obter o visto de residência.

Fonte: Gaúcha Zh

Diretoria do HCC decide suspender atendimentos eletivos devido a atrasos nos pagamentos do Estado

Serão atendidas apenas urgências e emergências 

Em reunião extraordinária realizada na manhã desta terça-feira (13/11) a Diretoria do Hospital de Caridade de Crissiumal definiu a suspensão dos atendimentos eletivos.

Em virtude do cenário econômico que estamos enfrentando no País e principalmente no Estado do Rio Grande do Sul, agravado nos últimos meses com a falta e atrasos dos repasses, o HCC está suspendendo por prazo indeterminado os atendimentos de pacientes eletivos. Por isso, serão mantidos apenas os atendimentos de urgência e emergência e retornos cirúrgicos.

O Hospital tem a receber repasse de 3 meses de programas estaduais (Ortopedia, Saúde Mental e Porta de Entrada) sendo esse último, recurso para manutenção do Pronto Socorro, além de parte da produção de setembro e outubro, totalizando R$ 562.000,00 (quinhentos e sessenta e dois mil reais).

Os atendimentos serão normalizados mediante retomada do pagamento e cronograma dos valores em atraso.

Fonte: Diretoria HCC

 

Confira Nota da Federação com dados atualizados desta terça (13) referente atrasos de pagamentos para as Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do RS:

https://www.metropole1070.com.br/site/wp-content/uploads/nota_federacao2.pdf 

 

Extrato da casca de jabuticaba combate pré-diabetes

Um grupo de pesquisadores do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (IB-Unicamp), com apoio da  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), constatou que o extrato da casca da jabuticaba,  uma fruta nativa da Mata Atlântica, foi capaz de combater o pré-diabetes e o aumento do acúmulo de gordura no fígado em camundongos envelhecidos.

Esses animais foram escolhidos porque o envelhecimento está diretamente associado à redução da capacidade metabólica e alterações do metabolismo hepático, glicídico e lipídico.

Durante o envelhecimento há uma deficiência de controle do nível de glicose no sangue, um aumento da deposição de triglicerídeos no fígado e desequilíbrio hormonal.

Além disso, é comum os idosos apresentarem dislipidemia (aumento de gordura no sangue), hiperinsulinemia (aumento de insulina no sangue), diabetes e doenças cardiovasculares.

Para elevar os danos do envelhecimento, os camundongos foram alimentados com ração rica em gordura para promover ganho de peso, aumentar a gordura no fígado, estimular o aumento de gordura no sangue e aumentar os níveis de glicose.

A dieta possuía cinco vezes mais gordura do que uma dieta normal.

“Observamos que a ingestão do extrato da casca da jabuticaba por camundongos envelhecidos, submetidos a uma dieta com alto teor de gordura, também causou a diminuição no ganho de peso, do aumento de gordura no sangue e do excesso de glicose no sangue e melhorou o HDL [colesterol bom] dos animais, entre outros benefícios”, disse a  coordenadora do projeto, Valéria Helena Alves Cagnon Quitete, professora do IB-Unicamp.

Os estudos analisaram ainda qual a quantidade adequada para consumo, já que a dieta oferecida aos camundongos possuía cinco vezes mais lipídeos do que uma dieta normal.

Outras pesquisas já indicavam que, se os animais consumissem essa dieta por 60 dias, seria suficiente para desenvolverem pré-diabetes e alterações hepáticas.

As análises mostraram que a dieta impediu o ganho de peso e o processo inflamatório e favoreceu uma melhoria na morfologia do fígado.

Agora, os pesquisadores estudam o uso do extrato da casa de jabuticaba no atraso da progressão do câncer de próstata em camundongos transgênicos. Os resultados preliminares mostraram diminuição das lesões.

“Percebemos uma melhora substancial na morfologia da próstata dos camundongos, além da diminuição do estresse oxidativo e da inflamação. A diminuição da inflamação e o equilíbrio do estresse oxidativo levou a uma melhora tecidual e molecular da próstata dos animais”, afirmou Quitete.

Extrato da casca da jabuticaba

O extrato da casca da jabuticaba foi desenvolvido em uma parceria entre pesquisadores do IB e da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp.

Por meio da parceria, os pesquisadores conseguiram produzir um extrato da casca da fruta que pode ser administrado de forma controlada e com grande concentração de compostos bioativos (substâncias que ocorrem naturalmente em alimentos e que interferem positivamente no metabolismo, mas que não são nutricionalmente necessárias).

As análises químicas do extrato de casca de jabuticaba demostraram que o composto possui um alto teor de compostos fenólicos, como as antocianinas, presentes também no vinho tinto, com efeitos positivos no metabolismo orgânico. O extrato resultou no depósito de uma patente, que está em processo de licenciamento por uma empresa brasileira.

Fonte: Agência Brasil

Hospital Santo Antônio de Tenente Portela suspende atendimentos em UCI Neonatal

UTI adulto segue fechada

A acentuada crise econômica pela qual passa o Hospital Santo Antônio obrigou a entidade a tomar mais uma decisão com impacto direto no atendimento ao público prestado pela entidade: O fechamento temporário da Unidade de Cuidados Intensivos Neonatal.

Segundo a presidente da entidade Mirna Braucks, o custo de manutenção da ala gira em torno de R$ 150 mil reais mensais que estavam sendo todos bancados com recursos próprios, que neste momento não tem mais condições de prestar o serviço.

Mirna retrata que há atrasos de repasses do governo desde agosto e que ainda há parte da folha a serem pagos do mês de setembro e de outubro, sendo que, com isso a entidade precisou tomar a medida drástica.

A mesma decisão já havia sido tomada em relação a Unidade de Tratamento Intensivo, adulta, que já está há 60 dias com as portas fechadas e sem previsão de restabelecimentos dos serviços.

A direção da entidade tem uma reunião marcada com os municípios que são atendidos pela UCI neonatal com a intenção de buscar auxilio e ajuda para tentar manter em funcionamento a ala. A reunião acontece nesta quarta-feira (07) às 14h.

Fonte: Clic Portela

Não haverá atendimento nesta segunda e terça-feira, nas salas de vacinas das unidades de saúde de Crissiumal

A Secretaria Municipal da Saúde de Crissiumal, através do Setor de Imunizações, comunica aos munícipes de que não haverá atendimento nas Salas de Vacinas das cinco unidades de saúde, nesta segunda e terça-feira, dias 29 e 30 de outubro.

A vacinação não estará acontecendo nestes dias, devido que, nesta segunda-feira, dia 29, a equipe de profissionais estará realizando treinamento; e na terça-feira, dia 30, ocorrerá o fechamento de relatório das vacinas, que é realizado, costumeiramente, todo final de mês.

A Secretaria pede e agradece a compreensão de todos.

Por: Andréia Cristina Queiroz – Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Crissiumal

Uma em cada quatro mulheres brasileiras não tem acesso a saneamento básico, aponta estudo

O Instituto Trata Brasil, em parceria com a BRK Ambiental, fez um estudo inédito chamado “O Saneamento e a Vida da Mulher Brasileira”. De acordo com o levantamento, uma em cada quatro mulheres brasileiras não têm acesso à água tratada, coleta e tratamento de esgoto. Ou seja, 27 milhões de mulheres não têm acesso adequado à infraestrutura sanitária e ao saneamento básico.

O estudo também aponta que a universalização dos serviços de água e esgoto tiraria, imediatamente, 635 mil mulheres da pobreza. Além disso, o estudo concluiu que as mulheres sem acesso ao saneamento têm o aprendizado escolar prejudicado e a tendência é que elas ocupem cargos menos relevantes no mercado de trabalho.

Os números também mostram que a falta de acesso à água tratada e ao esgotamento sanitário é uma das principais causas de incidência de doenças diarreicas, que levam as mulheres a se afastarem 3,5 dias por ano, em média, de suas atividades rotineiras. O afastamento por esses problemas de saúde afeta principalmente o tempo destinado a descanso, lazer e atividades pessoais. É o que explica o presidente executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos.

“O que a gente viu é que uma em cada quatro mulheres não tem acesso a essa infraestrutura. Quer dizer, ou não tem água ideal para beber ou o esgoto da casa dela não é coletado e não é tratado. Isso faz com que elas sejam uma faixa da população muito mais atingida.”

Segundo o Instituto Trata Brasil, apenas 45% do esgoto gerado no país passa por tratamento. Os outros 55% são jogados na natureza, o que corresponde a quase 6 mil piscinas olímpicas de esgoto por dia. Para se ter uma ideia, dois anos atrás, em 2016, mais de 83% da população era abastecida com água potável. Hoje em dia, 17% – ou seja, 35 milhões de pessoas – ainda não têm acesso ao serviço, como explica o presidente executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos.

“O que aconteceu no Brasil é que muitas cidades cresceram sem a rede de coleta de esgoto ou sem a estação de tratamento de esgoto. E aí a gente acaba poluindo a pouca água que o Brasil já te, principalmente a região Sudeste, região Nordeste, que são as mais carentes de água. Então, essa infraestrutura acabou ficando para trás e hoje nós temos que correr atrás porque nós estamos no século 21 e ainda muitos brasileiros não contam com esta infraestrutura essencial e elementar para qualquer cidade.”

O Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB), lançado em 2013 pelo Governo Federal, prevê alcançar a universalização do abastecimento de água e da coleta e tratamento de esgoto até 2033, mas o país não tem conseguido investir o suficiente nos últimos 11 anos. Para cumprir esta meta, estudos do setor mostram que o Brasil precisaria de investimentos da ordem de R$ 20 bilhões por ano contra os R$ 11,5 bilhões investidos em 2016.

Reportagem, Cintia Moreira

Fonte: Agência do Rádio

Brasil perdeu mais de 40 mil leitos do SUS nos últimos dez anos

Levantamento divulgado ontem (23) pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) aponta que o Brasil perdeu, nos últimos dez anos, mais de 41 mil leitos hospitalares no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2008, o total de leitos na rede pública era de 344.573. Em 2018, o total chegava a 303.185.

Já os leitos classificados como não SUS aumentaram de 116.083 em 2008 para 134.380 este ano. De forma geral, portanto, o sistema de saúde brasileiro passou de 460.656 leitos em 2008 para 437.565 em 2018, totalizando 23.091 leitos a menos – o equivalente a seis leitos fechados por dia durante um período de dez anos.

“O estudo mostra comportamentos diferentes se compararmos quantitativos de leitos SUS e não SUS. Enquanto o primeiro teve mais fechamentos que habilitações, o segundo grupo mostrou um aumento de aproximadamente 18.300 unidades. Isso significa que os leitos públicos diminuíram mais drasticamente”, destacou a CNM que usou a base de dados do próprio Ministério da Saúde para lançar o estudo.

Ainda de acordo com a pesquisa, em 2008, o Brasil contava com 2,4 leitos (SUS e não SUS) para cada mil habitantes, caindo para o índice de 2,1 leitos na mesma proporção de pessoas em 2018.

“Considerando a quantidade de leitos hospitalares segundo especialidade, identifica-se que os leitos denominados ‘outras especialidades, pediátricos e obstétricos’ apresentaram uma redução considerável”, apontou o levantamento.

Regiões

Os números mostram que, atualmente, nenhuma das regiões do país atinge o índice recomendado pelo próprio Ministério da Saúde – entre 2,5 e 3 leitos para cada mil habitantes. As regiões Sul e Centro-Oeste são as que mais se aproximam, com 2,4 e 2,3 respectivamente. A pior situação é no Norte, com 1,7. Já Nordeste e Sudeste têm, ambos, 2 leitos para cada mil habitantes.

Estados

Ao analisar o quantitativo de leitos por unidade federativa nos anos de 2008 e 2018, o estudo constata que 25 estados apresentaram queda nos índices de leitos por mil habitantes. Somente Rondônia e Roraima conseguiram obter um pequeno avanço na disponibilidade de leitos hospitalares.

“Vale ressaltar que, em 14 estados, identifica-se a abertura de leitos. No entanto, esta ação não satisfaz ao aumento populacional ocorrido para a área no período. Isto é, mesmo com a abertura de leitos hospitalares, houve queda no índice de leitos por mil habitantes em razão do aumento populacional expressivo”, informou o estudo.

Alagoas, por exemplo, tinha 6.146 leitos em 2008 para atender 3.127.557 pessoas. Dez anos depois, o estado passou a contar com 6.424 leitos, um crescimento de 4%. A população alagoana, entretanto, cresceu 8% e passou a contabilizar 3.375.823 pessoas. Nesse caso, o aumento populacional superou a abertura de novos leitos no estado e, consequentemente, diminuiu o índice de leitos por mil habitantes.

Governo

Por meio de nota, o Ministério da Saúde informou que a redução de leitos públicos, predominantemente psiquiátricos e pediátricos, não afetou a oferta assistencial e a produção aprovada nos sistemas de informação do SUS. A quantidade de internações aprovadas no sistema em 2008, segundo a pasta, foi de 11,1 milhões e, em 2017, de 11,6 milhões. Nesse mesmo período, a produção ambulatorial, de acordo com o documento, cresceu 34%, passando de 2,9 bilhões de procedimentos ambulatoriais para 3,9 bilhões.

“A redução de leitos de internação segue tendência mundial de desospitalização – com os avanços tecnológicos, tratamentos que exigiam internação passaram a ser feitos no âmbito ambulatorial e domiciliar, com ampliação da atenção básica e de ações de prevenção e promoção. Dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apontam que o Reino Unido e Canadá, países que servem como referência para o SUS, apresentaram quedas de leitos hospitalares de 26% e 20,5%, respectivamente”, informou o ministério.

Ainda de acordo com o governo federal, dos 7.580 estabelecimentos de saúde com leitos que apresentaram produção no Sistema Único de Saúde, 4.146 apresentaram taxa de ocupação menor que 50%, considerando capacidade instalada de leitos e produção aprovada. A baixa ocupação dos leitos, segundo a pasta, está mais concentrada nos hospitais de pequeno porte, com menos de 50 leitos.

O ministério informou investir na habilitação de leitos de Unidade Terapia Intensiva (UTI), que exigem maior estrutura e esforço profissional, assegurando recursos federais para ampliação da oferta no SUS. Em dez anos, de acordo com a nota, o número de leitos de UTI no país aumentou 66,4%, passando de 26.725 em 2008 para 44.484 em 2018. Dessa forma, do total de leitos exclusivamente SUS (332.089), 21.658 são de terapia intensiva, representando mais de 50% do total de leitos de UTI habilitados no país.

 

Fonte: Agência Brasil

 

Mulheres crissiumalenses mostram sua força e realizam caminhada do outubro rosa mesmo com a chuva

Vitoriosas! São elas. Mesmo com uma forte chuva que atingiu o município, no início da tarde desta quarta-feira, dia 17 de outubro, um grande número de mulheres participou da Caminhada das Vitoriosas, em alusão à Campanha do “Outubro Rosa”, em Crissiumal.

Com camisetas da Campanha, guarda-chuvas coloridos, faixas e balões cor-de-rosa, as mulheres mostraram durante a mobilização, muita superação e força de vontade. A chuva que não deu trégua, não intimidou as participantes e a Caminhada das Vitoriosas, que teve início no Posto de Saúde, seguiu até o centro da cidade, destacando a importância da conscientização para a prevenção contra o Câncer de Mama.

O evento foi organizado pela Prefeitura de Crissiumal, através da Secretaria Municipal da Saúde. A Programação do “Outubro Rosa” terá sequência na noite desta quarta-feira. A partir das 19h30min, será realizada, também, uma palestra para as mulheres, com a Drª Rosa Maria Nery, no CESIC – Centro Social do Idoso de Crissiumal. Todas estão convidadas a participar.

Por: Andréia Cristina Queiroz – Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Crissiumal

Mais da metade dos jovens acompanhados no SUS têm alimentação inadequada

Dados do SISVAN apontam que muitos adolescentes têm alimentação com produtos industrializados e/ou processados

Os adolescentes acompanhados pelos serviços de atenção básica, do Sistema Único de Saúde (SUS), estão se alimentando mal. Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), apontaram que, em 2017, 55% deles consumiram produtos industrializados, como macarrão instantâneo, salgadinho de pacote ou biscoito salgado. Além disso, 42% desses jovens ingeriram hambúrguer e/ou embutidos; e 43% biscoitos recheados, doces ou guloseimas. Os números foram divulgados nesta terça-feira (16/10), data que é comemorada o Dia Mundial da Alimentação, e vem como um alerta para a má alimentação por esta parcela da população.

Para o coordenador-substituto de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Eduardo Nilson, os jovens precisam se atentar mais à alimentação adequada. “Dados revelam que adolescentes com obesidade aos 19 anos têm 89% de chance de ser obeso aos 35 anos, por isso é necessário investir na promoção de uma alimentação adequada e saudável, especialmente na infância e na adolescência, tendo em vista a relação de práticas alimentares inadequadas com o aumento da obesidade na população.”

O balanço também trouxe dados por região, que mostram que o Sul do país é o que apresenta a maior quantidade de jovens consumindo hambúrguer e/ou embutidos; macarrão instantâneo, salgadinho de pacote ou biscoito salgado, com 54% e 59% respectivamente. Já o Norte vem com o menor percentual nesses dois grupos, com 33% e 47%, respectivamente. Quando o assunto são biscoitos recheados ou guloseimas, a região Sul, também está na frente (46%), mas empatada com os jovens nordestinos (46%).

Quando falamos por sexo, os percentuais mostram que o consumo de industrializados, fast foods e alimentos doces recheados/guloseimas não se diferenciam muito, sendo um pouco maior nos meninos. O primeiro grupo alimento, por exemplo, é consumido por 58% deles, enquanto as adolescentes representam 54%. O segundo é alimento de 41% dos jovens do sexo masculino e 38% do feminino. Já os recheados, são preferência de 42% deles e 41% delas.

Os maus hábitos à mesa têm refletido na saúde e no excesso de peso dos adolescentes. Números da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PENSE) trouxeram que 7,8% dos adolescentes das escolas entre 13 e 17 anos estão obesos, sendo maior entre os meninos (8,3%) do que nas meninas (7,3%). O Sisvan revela que 8,2% dos adolescentes (10 a 19 anos) atendidos na Atenção Básica em 2017 são obesos.

ALIMENTAÇÃO DOS ADULTOS

Os brasileiros adultos já demonstram hábitos mais saudáveis, de acordo com a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), de 2017, do Ministério da Saúde. Isso porque, o consumo regular de frutas e hortaliças cresceu 4,8% (de 2008 a 2017), e o consumo de refrigerantes e bebidas açucaradas caiu 52,8% (de 2007 a 2017).

A pesquisa percebeu, também, que a ingestão regular (em 5 ou mais dias na semana) destes alimentos aumentou em ambos os sexos, mas o crescimento geral ainda foi menor que 5,0% no período de 2008 a 2017. Quando observado o consumo recomendado, 5 ou mais porções por dia em cinco ou mais dias da semana, houve aumento de mais de 20% entre os adultos de 18 a 24 anos e 35 a 44 anos. Os dados apontaram, também, uma diminuição da ingestão de ingredientes considerados básicos e tradicionais na mesa do brasileiro. O consumo regular de feijão diminuiu de 67,6% em 2011 para 59,5% em 2017.

INCENTIVO A HÁBITOS SAUDÁVEIS 

O incentivo para uma alimentação saudável e a prática de atividades físicas é prioridade do Governo Federal. Para apoiar a adoção de hábitos alimentares saudáveis, o Ministério da Saúde publicou em 2014 o Guia Alimentar para a População Brasileira que traz as diretrizes nacionais e as recomendações sobre alimentação adequada e saudável. Dentre elas, a regra de ouro que facilita a aplicação das recomendações – “Prefira sempre alimentos in natura ou minimamente processados e preparações culinárias a alimentos ultraprocessados”.

Para proteger trabalhadores(as) do Ministério da Saúde e de outros órgãos, a pasta publicou uma Portaria proibindo venda, promoção, publicidade ou propaganda de alimentos industrializados ultraprocessados com excesso de açúcar, gordura e sódio e prontos para o consumo dentro das dependências do Ministério. O órgão também participou da assinatura da portaria de Diretrizes de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável no Serviço Público Federal. Sugerida pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, a diretriz orienta formas da alimentação adequada e saudável nos ambientes de trabalho do serviço público federal. Além disso, constrói uma campanha pela adoção de hábitos saudáveis chamada Saúde Brasil.

O Ministério da Saúde também adotou internacionalmente metas para frear o crescimento do excesso de peso e obesidade no país. Durante o Encontro Regional para Enfrentamento da Obesidade Infantil, realizado em março de 2017 em Brasília, o país assumiu como compromisso deter o crescimento da obesidade na população adulta até 2019, por meio de políticas intersetoriais de saúde e segurança alimentar e nutricional; reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta, até 2019; e ampliar em no mínimo de 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente até 2019.  Outras iniciativas que buscam proteger indivíduos e coletividades apoiam-se na prevenção de danos e riscos ocasionados por ambientes desfavorecedores de uma prática alimentar saudável.

Destacamos ações realizadas no ambiente escolar, como o Programa Saúde na Escola que orienta a articulação no território entre os profissionais de saúde da Atenção Básica e os profissionais da escola para desenvolver ações de promoção da saúde e prevenção de doenças como obesidade, por exemplo e a implementação de normas e regulamentações para cantinas de escolas públicas e privadas com objetivo de limitar a venda de alimentos não saudáveis, considerando que o ambiente em que crianças e adolescentes fazem suas escolhas alimentares precisa favorecer as opções saudáveis e protegê-los dos fatores que contribuem para as doenças relacionadas à alimentação.

As cantinas escolares que muitas vezes oferecem alimentos de baixo valor nutricional contribuem para escolhas não saudáveis pelas crianças e, é papel do estado priorizar o ambiente escolar como um dos espaços para o desenvolvimento de estratégias de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável.

Por Victor Maciel, da Agência Saúde

Pesquisa reforça suspeita de que água contaminada causou surto de toxoplasmose em Santa Maria

Testes com animais que ingeriram amostras de água potável mostram que todos foram infectados pelo protozoário causador da doença.

Foto: Divulgação/DMVP/CCR/UFSM/Instituto Samitec

Uma pesquisa encomendada por autoridades de saúde e desenvolvida pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) reforça a suspeita de que a água foi a fonte de contaminação do surto de toxoplasmose na cidade da Região Central do Rio Grande do Sul. Testes com animais que ingeriram amostras de água potável mostram que todos foram infectados pelo protozoário causador da doença.

A pesquisa foi feita com porcos, que foram monitorados por seis semanas. Todos receberam a mesma alimentação. Dois tomaram apenas água esterilizada. Os oito restantes tomaram água da limpeza de reservatórios que abastecem a cidade e de caixas d’água de moradores. Exames de sangue mostraram que apontaram que apenas os que tomaram a água esterilizada não foram infectados.

“Temos animais que ingeriram água potencialmente contaminada, e desenvolveram anticorpos. Se eles desenvolveram anticorpos é porque eles se infectaram, então reafirma a água como provável fonte de infecção”, explica a professora e pesquisadora da UFSM Fernanda Vogel. “No geral, não posso precisamente dizer que a fonte do surto de toxoplasmose em Santa Maria foi a água. Claro que vários indícios mostram que sim”, pondera.

Os pesquisadores ainda precisam comparar o DNA do protozoário que contaminou os porcos com os encontrados em pessoas doentes, o que deve levar mais 40 dias. Os testes em animais foram recomendados pelas autoridades de saúde porque a análise de amostra tem precisão de menos de 50%

“Um diagnóstico negativo não exclui a possibilidade de contaminação. Apenas um diagnóstico positivo é conclusivo. Como esses testes em água são de baixa sensibilidade, se usam animais”, explica Fernanda

A pesquisadora recomenda que os moradores da cidade devem limpar as caixas d’água das casas. “A rede de abastecimento de água de Santa Maria já limpou os reservatórios, então as pessoas devem limpar as suas caixas de água, devem continuar tendo aqueles cuidados de higienização, sempre carne bem cozida, lavar bem frutas e verduras. E esses cuidados devem ser redobrados para gestantes”, avisa.

Casos chegam a 777

Boletim divulgado nesta sexta-feira informa que os casos confirmados da doença chegam a 777, seis a mais do que o informado no boletim anterior, de 22 de setembro. No total, são 1.931 casos notificados na cidade. Desses, 1.841 são considerados suspeitos e 29 ainda precisam ser classificados. Ainda, 61 foram excluídos, por serem casos captados pela Vigilância em Saúde que não atendem à definição de suspeito.

Os números são contabilizados desde abril. A cidade enfrenta um surto da doença, ainda em investigação. Segundo a prefeitura, 461 casos seguem em investigação, e 603 casos foram descartados.

Falta de medicamentos

Apesar da garantia de tratamento à população, dada por órgãos públicos de saúde logo após o surto ser descoberto em Santa Maria, moradores que contraíram a doença afirmam que não encontram medicamentos.

Responsável por destinar três dos cinco remédios necessários, o Ministério da Saúde alegou que os medicamentos poderiam demorar até cinco meses para chegar a Santa Maria por causa de licitações. Como não poderia cumprir a determinação, seria da prefeitura e do Estado a responsabilidade de garantir a distribuição dos remédios.

A prefeitura diz não ter responsabilidade sobre a compra dos medicamentos, e que, mais uma vez, iria retirar dinheiro do caixa único do município para comprar 40 mil comprimidos para suprir a demanda até que o estado reponha os medicamentos.

A previsão do governo estadual é que até esta quarta-feira (10) os medicamentos cheguem e sejam distribuídos. A Coordenadoria de Saúde disse que houve uma procura por remédios maior do que a esperada. O governo acrescentou ter realizado uma “compra emergencial para atendimento das situações de urgência que envolviam principalmente as gestantes”.

Fonte: G1 RS