Protestos de caminhoneiros afetam entregas dos Correios e suspendem postagens de Sedex

Salmo Duarte / A Notícia

Segundo estatal, greve afeta operações e provoca atrasos nas entregas.

Em razão da paralisação dos caminhoneiros, os Correios suspenderam temporariamente as postagens das encomendas com dia e hora marcados (Sedex 10, 12 e Hoje). Em comunicado, a estatal informou ainda que a paralisação também tem gerado “forte impacto” e atrasos nas operações da empresa em todo o país.

“Tendo em vista comprometer a distribuição, também haverá o acréscimo de dias no prazo de entrega dos serviços Sedex e PAC [entrega não expressa], bem como das correspondências enquanto perdurarem os efeitos desta greve”, destacou a empresa.

A operação dos Correios envolvem mais de 25 mil veículos, 1.500 linhas terrestres e 11 linhas aéreas que circulam pelo país de norte a sul. A empresa informa entregar mensalmente cerca de meio bilhão de objetos postais, dentre eles, 25 milhões de encomendas.

“Os Correios estão acompanhando os índices operacionais de qualidade de toda essa cadeia logística e, tão logo a situação do tráfego nas rodovias retorne à normalidade, a empresa reforçará os processos operacionais para minimizar os impactos à população”, acrescentou o comunicado.

Caminhoneiros voltaram a bloquear rodovias pelo país nesta terça-feira, pelo 3º dia seguido contra o aumento no preço dos combustíveis. A Petrobras anunciou na véspera que a política de reajuste dos preços não mudará.

Já o governo anunciou que eliminará a Cide (tributo) que incide sobre o diesel quando o Congresso Nacional aprovar o projeto da reoneração da folha de pagamentos. Se o projeto de reoneração for aprovado, o Legislativo fará, na prática, com que haja aumento nas receitas da União, que, em troca, cortará o tributo incidente sobre o diesel.

De acordo com o Ministério da Fazenda, a alíquota atual da Cide sobre o diesel representa menos de R$ 0,05 por litro.

Fonte: G1

Dispositivo Intrauterino ajuda na redução de morte materna

O Brasil assumiu o compromisso de reduzir a taxa de mortalidade materna até 2030. O objetivo faz parte da Iniciativa Global das Nações Unidas que prevê uma redução de 70% desse tipo de morte nos próximos doze anos. Atualmente, morrem cerca de 65 mulheres brasileiras a cada 100 mil partos. E se considerarmos o quadro mundial, chegamos a um número alarmante: 210 mortes a cada 100 mil partos. O susto é ainda maior ao perceber que grande parte dos casos poderiam ter sido evitados, como aponta a coordenadora de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, Mônica Neri.

“92% dos casos de mortalidade materna são evitáveis. A mortalidade materna ela tem um contexto extremamente grave do ponto de vista social. Então a gente precisa realmente focar muito fortemente em ações que venham a reduzir essa mortalidade”.

Uma das formas mais eficazes para evitar a morte materna, é a inserção do Dispositivo Intrauterino – o DIU – logo após o parto, ou após abortamento. O procedimento faz parte da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Mulheres (PNAISM) e das estratégias do Ministério da Saúde. A coordenadora de Saúde da Mulher, Mônica Neri explica a relação entre o uso do DIU e a redução da mortalidade materna.

“Porque é importante que esta mulher que sair dessa unidade de saúde já tenha um método contraceptivo garantido. Porque a melhor prevenção da morte materna é a prevenção contraceptiva. É um método reversível, seguro, com riscos pequenos (em relação a efeitos colaterais) e que garante a essa mulher durante 10 anos a possibilidade de se planejar para o momento ideal novamente de uma próxima gravidez. Se a mulher programa para uma gravidez ela vai fazer toda avaliação prévia. De uma gravidez planejada minimizando todos esses riscos. Não podemos garantir durante a gravidez que esses riscos não surgirão, mas já temos uma segurança pré-gestacional da sua condição clínica”.

Apesar de ser inserido de forma gratuita em hospitais da rede pública de saúde e ter alta eficácia, apenas 1,9% das brasileiras em idade fértil escolhem o Dispositivo Intrauterino como método contraceptivo. A fim de mudar esse quadro, o Ministério da Saúde instituiu a Semana de Mobilização pela Saúde da Mulher que, neste ano, terá enfoque em medidas prevenção que podem ajudar na redução dos índices de morte materna.

Reportagem, Aline do Valle.

 

Analfabetismo ainda é realidade para mais de 11 milhões de brasileiros, aponta IBGE

Entre 2016 e 2017, a taxa de analfabetismo no país entre pessoas com 15 anos ou mais foi estimada em 7%, uma queda de 0,2 ponto percentual em relação aos 7,2% registrados em 2016. Apesar da queda, o país tinha no ano passado 11,5 milhões de analfabetos.

Os dados fazem parte da pesquisa Educação 2017, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio Contínua (Pnad Contínua).

De acordo com a analista do IBGE Marina Águas, a pesquisa constatou a existência de uma relação direta entre analfabetismo e idade.

“O que a gente observa, na questão no analfabetismo, é que ele é uma questão mais demográfica porque o estoque de pessoas que não sabem ler ou escrever está concentrado no grupo de 60 anos ou mais, onde a taxa de analfabetismo, apesar de ter caído em relação a 2016, foi de 19,3%. Quanto mais entra o grupo de pessoas mais novas, que são mais escolarizadas, vai diminuindo a taxa de analfabetismo.”

Na Região Nordeste, por exemplo, 38,6% da população de 60 anos ou mais não sabiam ler ou escrever um bilhete simples. Essa taxa é quatro vezes maior que a do Sudeste para o mesmo grupo etário, que foi de 10,6% em 2017.

De acordo com a especialista do IBGE, o levantamento mostra também que a taxa de analfabetismo caiu mais entre as pessoas de cor preta ou parda, se mantendo praticamente estável na população com 15 anos ou mais de cor branca.

“É importante notar que, além da questão regional, que Norte e Nordeste tem um percentual de pessoas que não sabem ler ou escrever bem maior do que a região centro-sul, entre cor ou raça, a taxa de analfabetismo das pessoas brancas se manteve estável de um ano para o outro, porém ela caiu entre as pessoas de cor preta ou parda de 9,9% para 9,3%, então ela ainda é mais que o dobro da de pessoas de cor branca. Então já mostra também a desigualdade em termos de cor ou raça.”

A pesquisa constatou que, em 2017, 25,1 milhões das pessoas de 15 a 29 anos de idade não frequentavam a escola, cursos pré-vestibular, técnico de nível médio ou de qualificação profissional e não haviam concluído uma graduação.

Reportagem, Cintia Moreira

Aposentadoria por idade só poderá ser pedida por telefone ou internet a partir do dia 21

Salário-maternidade também não terá mais atendimento presencial; análise de pedidos será feita automaticamente pelo INSS.

(Foto: Previdência Social/Divulgação)

 A partir da próxima segunda-feira (21), o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deixará de agendar atendimento presencial para pedidos de aposentadoria por idade e salário-maternidade. Os dois benefícios só poderão ser solicitados por telefone ou internet.

A análise para concessão da aposentadoria por idade e do salário-maternidade já é feita automaticamente, com base nos dados disponíveis nos sistemas do INSS e do governo, desde setembro de 2017. Mas até então também era possível fazer o pedido pelo modelo de agendamento, que agora ficará indisponível.

Os benefícios poderão ser solicitados no site do instituto ou pelo telefone 135. O segurado receberá um número de protocolo e só será chamado a uma agência do INSS em casos excepcionais, como na falta de documentos.

De acordo com o INSS, a mudança deve reduzir o tempo de análise dos pedidos. Segundo o órgão, outros benefícios também passarão a ser solicitados dessa forma “em breve”.

Serviços agendados

A partir do dia 24, serviços antes atendidos por ordem de chegada nas agências poderão ser agendados pela internet e telefone.

São eles:

  • Alterar meio de pagamento
  • Atualizar dados cadastrais do beneficiário
  • Atualizar dados do Imposto de Renda – Atualização de dependentes
  • Atualizar dados do Imposto de Renda – Declaração de Saída Definitiva do País
  • Atualizar dados do Imposto de Renda – Retificação de DIRF
  • Cadastrar Declaração de Cárcere
  • Cadastrar ou atualizar dependentes para Salário-família
  • Cadastrar ou Renovar Procuração
  • Cadastrar ou Renovar Representante legal
  • Desbloqueio do Benefício para Empréstimo
  • Desistir de Aposentadoria
  • Emitir Certidão de Inexistência de Dependentes Habilitados à
  • Pensão por Morte
  • Emitir Certidão para saque de PIS/PASEP/FGTS
  • Reativar Benefício
  • Reativar Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência suspenso por inclusão no mercado de trabalho
  • Renunciar cota de Pensão por Morte ou Auxílio-Reclusão
  • Solicitar Pagamento de Benefício não Recebido
  • Solicitar Valor não Recebido até a Data do Óbito do Beneficiário
  • Suspender Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência para inclusão no mercado de trabalho
  • Transferir Benefício para outra Agência

Fonte: Inss

Valor da Produção Agropecuária é de R$ 542 bilhões em 2018

Lavouras respondem por 67,6% e pecuária por 32,4%

Em 2018, o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) está estimado em R$ 542 bilhões, resultado 2,4% abaixo de 2017 (R$ 555,4 bilhões). As lavouras contribuem com R$ 366,2 bilhões e a pecuária com R$175,8 bilhões, ambas com faturamento menor neste ano. 

Entre os produtos que apresentam melhor desempenho, destaque para algodão (23,7%), amendoim (4%), cacau (22,2%), café (5,6%), mamona (160,6%), soja (7,1%), tomate (26,2%) e trigo (44%).

O VBP da soja está estimado em R$ 129,85 bilhões e o algodão em R$ 27,5 bilhões.

De acordo com José Garcia Gasques, coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, “são dois produtos com os maiores valores já obtidos na série estudada. O algodão que vem se destacando pela expansão de área e por preços maiores, neste ano supera o valor da produção do café, que tradicionalmente tem sido maior.”

Os dados mostram que o valor da produção das cinco principais lavouras (soja, cana de açúcar, milho, algodão e café) representam 53,9% do valor total de 2018, sendo que 24% referem-se a soja.

Outro grupo de produtos tem apresentado resultado desfavorável: arroz (- 20,4%), banana (-4,6%), cana de açúcar (-5,5%), feijão (- 24,9%), laranja (-22,7%), mandioca (6%), milho (-7,8%) e uva (-32,3%).

A combinação de menores preços e quantidades resulta em valores mais baixos. Não é o caso do milho e da cana de açúcar cuja queda de valor ocorre mesmo com produção mais alta neste ano.

A pecuária apresenta uma redução real do VBP de 3,8%. Todos os produtos desse setor estão apresentando desempenho negativo em relação a 2017. À exceção dos ovos que devido à forte alta de preços apresentam melhor resultado do que no ano passado.

As quedas mais acentuadas de valor são observadas em carne suína, leite e carne de frango. “No caso das carnes, estas têm sido afetadas também pelos preços internacionais mais baixos”, explica Gasques.

Os resultados regionais mostram os seguintes valores de VBP: Centro Oeste (R$ 153,3 bilhões), Sul (R$ 136,4 bilhões), Sudeste (R$ 129,9 bilhões), Nordeste (R$ 49,4 bilhões) e Norte (R$ 32,8 bilhões). As regiões Sul e Centro Oeste participam com 53,5% do valor total do VBP de 2018.

Fonte: [email protected]

Veja como conseguir remédios de graça independentemente da sua renda

Foto: Reprodução

Muitas pessoas não sabem, mas vários remédios — como anticoncepcionais, anti-inflamatórios e analgésicos — podem ser adquiridos de forma gratuitaindependentemente da renda ou condição social do paciente. Na maioria das vezes, o critério para liberação pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é o interesse em manter controladas determinadas doenças, além de promover a saúde básica. No entanto, para ter acesso aos medicamentos é preciso seguir uma série de passos, segundo orienta a Proteste, Associação Brasileira de Defesa do Consumidor.

Primeiro é necessário saber se o medicamento faz parte da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename). Nesta lista, que é atualizada a cada dois anos pelo Ministério da Saúde, constam mais de mil fármacos — depois é necessário pesquisar onde encontrá-lo. O aplicativo Horus auxilia nessa etapa (mas é preciso  ter o Cartão Nacional de Saúde do SUS, que pode ser feito também nas Unidades Básicas de Saúde).

Com o cartão, é possível retirar o medicamento na unidade em que ele está disponível (basta apresentar um documento original com foto e a receita médica, que não precisa ser feita por um médico do SUS, mas por qualquer profissional cadastrado no Conselho Regional de Medicina).

  • Alto Custo

Além dos medicamentos listados na Rename, alguns pacientes com doenças crônicascomo Parkinson, Artrite Reumatoide, Alzheimer e Chron também têm acesso à fármacos nas chamadas Farmácias de Alto Custo, também do SUS. Para isso, deverá apresentar  um laudo do seu médico que justifique a prescrição, e aguardar a resposta.

  • Farmácia Popular

Fora os medicamentos ofertados nos postos de saúde, é possível também adquirir remédios em farmácias privadas que façam parte do Programa Aqui tem Farmácia Popular, do Governo Federal. São duas listas: uma com 26 fármacos gratuitos (para hipertensão, diabetes e asma) e outra com 16 fórmulas com até 90% de desconto (para colesterol, rinite, Parkinson, oesteoporose, glaucoma, anticoncepcionais e fraldas geriátricas). A lista de medicamentos pode ser acessada no portal do Ministério da Saúde e na própria drogaria.

Atualmente, a pasta estuda a possibilidade de estender a gratuidade para os 42 produtos que fazem parte do programa. Para ter acesso, é preciso ter em mãos um documento oficial com foto e receita, na qual devem constar o nome, assinatura e número do CRM do médico, endereço do estabelecimento de saúde (consultório ou hospital) nome e endereço completos do paciente e data da prescrição. A receita é válida por 180 dias, a não ser no caso de anticoncepcionais (são 365 dias).

 

Fonte: Gazeta do Povo

Bispo acusado de desvio de dízimos coloca Papa Francisco como testemunha de defesa

Nove membros da igreja foram acusados de desviar mais de R$ 2 milhões da Diocese de Formosa

Nove pessoas foram presas no dia 19 de março acusadas de desviar R$ 2 milhões através da Diocese de Formosa, cidade goiana que pertence à região do Entorno do Distrito Federal. As suspeitas é que o grupo desviava, para benefício próprio, doações, arrecadações de festas e taxas de batismos e casamento. A operação Caifás, deflagrada pelo Ministério Público de Goiás, culminou em apreensões nas cidades de Formosa, Posse e Planaltina de Goiás.

Entre os presos está o bispo afastado de Formosa, Dom José Ronaldo. Em sua defesa, o religioso listou o Papa Francisco como uma das 31 testemunhas de defesa no processo.

A indicação como testemunha de defesa do líder supremo da Igreja Católica chamou a atenção dos moradores locais e até de autoridades. A advogada Larissa Campos explica que qualquer pessoa pode ser indicada para ser testemunha por um acusado, mas só são ouvidas aquelas que estejam envolvidas no processo.

“Qualquer pessoa pode ser indicada como testemunha, mas o Juiz só chama mesmo para serem ouvidas aquelas que tenham relevância para o processo. Seja porque participou dos fatos, porque estava presente ou porque tenha informação pertinente no desenrolar da ação”.

As investigações começaram em 2017, após denúncias de fiéis, que alegaram que as despesas da casa episcopal, local onde os religiosos moram, subiram de R$ 5 mil para R$ 35 mil, desde a chega do bispo José Ronaldo, em 2015.

Segundo as investigações, o grupo teria comprado uma fazenda de gado, carros de luxo e uma lotérica com os recursos doados por fiéis. Durante a Operação Caifás, onde os acusados foram detidos, foram apreendidas joias e mais de R$ 70 mil em espécie.

No processo do MP de Goiás constam documentos que apontam que alguns dos religiosos acusados de desvios de dízimos reconheceram a ausência de R$ 910 mil nos caixas das igrejas. Na visão do órgão, os acusados tomavam para si valores declarados como desaparecidos.

Segundo Larissa Campos, apesar do Papa Francisco ter sido indicado como uma testemunha no caso, ele só seria ouvido se tivesse envolvimento direto com o caso.

“Nesse caso, até o Papa pode ser indicado como testemunha, mas se o Juiz considerar que ele não tem nada a ver com o acontecimento, ele não vai ser ouvido”.

Após menos de um mês detidos em uma ala isolada do recém-inaugurado presídio da Formosa, os presos foram liberados através de um habeas corpus concedido pela Justiça. Na saída da cadeia, o bispo Dom José Ronaldo, outros quatro clérigos e dois empresários foram recebidos com festa por populares.

Desde que foi solto, Dom José Ronaldo se mantém na casa episcopal, residência do bispo da Diocese, porém não está exercendo nenhuma função administrativa.

Reportagem, Paulo Henrique Gomes

Fonte: Agência do Rádio

IBGE estima safra de grãos de 230 milhões de toneladas

A safra de cereais, leguminosas e oleaginosas do país deverá fechar o ano de 2018 em 230 milhões de toneladas, segundo a quarta estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, divulgada hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Caso a estimativa se confirme, a safra será 4,4% menor do que a registrada em 2017, que foi de 240,6 milhões de toneladas.

A área colhida não deve sofrer grande variação em relação a 2017, o que mostra uma perda de produtividade do setor. O levantamento publicado hoje estima uma safra 0,3% maior do que a prevista na terceira estimativa, divulgada no mês passado.

IBGE estima que a soja deve fechar 2018 com alta de 0,6% na produção (Arquivo/Agência Brasil)

De acordo com a quarta estimativa, 2018 deve fechar com alta de 0,6% na produção da soja. Com a alta, a safra deverá chegar a 115,6 milhões de toneladas, um recorde histórico do grão.

As outras duas grandes lavouras de grãos, no entanto, devem registrar queda. A produção do milho deverá recuar 13%, enquanto a de arroz deverá cair 6,8%.

Apesar da queda total, 18 das 26 safras pesquisadas pelo IBGE deverão ter crescimento na produção, em relação a 2017, com destaque para a segunda safra do amendoim (400%) e a mamona (100,7%).

Outras safras que deverão ter crescimento são a de cevada (48%), trigo (32,5%), aveia (23,5%), café arábica (20,7%), café canephora (15,9%), algodão herbáceo (16,3%), feijão segunda safra (11,7%) e terceira safra (7,7%) e cana-de-açúcar (2,4%).

Oito produtos/safras deverão ter queda, entre eles a laranja (9,4%), cebola (4,2%) e as três safras de batata-inglesa (9,2%, 1,4% e 26,4%, respectivamente).

 

*Agência Brasil

FIFA aprova alterações nas regras e institui árbitro de vídeo

A FIFA anunciou nesta semana a alteração de regras para o futebol e confirmou as mudanças que já começam a valer na Copa do Mundo deste ano. Uma das principais reivindicações foi atendida: o uso do árbitro de vídeo. Também houve mudança na regra do impedimento, na quantidade de substituições e até a inclusão da mordida como falta.

A partir de agora, o árbitro de vídeo passa a ser obrigatório nas partidas. A alteração deve ser incluída nos regulamentos das competições, inclusive no futebol brasileiro. A regra do impedimentos também modificada. De acordo com a FIFA, a posição irregular do jogador só será marcada no instante exato em que o autor do passe recebe a bola, e não mais no momento do passe, como era até então.

A entidade máxima do futebol aumentou ainda o número de substituições: de três pra quatro, somente nos casos em que houver prorrogação. Já nas categorias de base, as substituições passaram a ser ilimitadas.

No caso das mordidas e de possíveis cusparadas, a recomendação da FIFA é que o autor da agressão seja expulso e o árbitro marque tiro livre direto para a equipe do atleta que sofrer a falta. O caso mais famoso de mordida dentro das quatro linhas aconteceu na Copa do Mundo de 2014, quando o atacante uruguaio Luiz Suárez mordeu o zagueiro italiano Chiellini. Na ocasião, Suárez sequer foi punido com cartão, mas após a partida foi suspenso por nove jogos oficiais de sua seleção.

Reportagem, Raphael Costa

Fonte: Agência do Rádio

 

 

Padre é condenado em SC a 33 anos de prisão por estupro de vulnerável

Sacerdote foi preso em junho do ano passado na casa da mãe

Menino conseguiu ir ao banheiro e mandar mensagens para o celular do pai com pedido de socorro (Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal)

O padre Marcos Roberto Ferreira, preso em junho de 2017 quando era suspeito de abusar de crianças em São Francisco do Sul,  foi condenado na última segunda-feira (7), em primeira instância, a 33 anos, dois meses e seis dias de prisão em regime fechado por estupro de vulnerável.
O sacerdote, de 37 anos, teve prisão temporária decretada após investigação da Polícia Civil e foi preso na casa da mãe dele no bairro Jardim Paraíso, em Joinville, ainda no ano passado.
Marcos atuava na Paróquia Santa Paulina, na praia de Ubatuba, no Norte de Santa Catarina e foi afastado do sacerdócio ainda no ano do crime. Ele está preso desde então na Unidade Prisional Avançada (UPA) de São Francisco do Sul e deve ser intimado nas próximas horas.
O crime veio à tona no fim de maio de 2017, quando uma das vítimas, que segundo o inquérito tinham entre 12 e 17 anos na época do ocorrido, conseguiu mandar uma mensagem por celular para os pais contando os abusos. O padre é acusado de molestar as crianças e adolescentes na casa paroquial da igreja do Sagrado Coração de Jesus.

Fonte: Gaúcha ZH