Novo Hamburgo supera Inter nos pênaltis e é campeão gaúcho

Melhor equipe do Gauchão, Novo Hamburgo conquistou título inédito | Foto: Ricardo Giust

O Novo Hamburgo chegou lá. Dono da melhor campanha do Gauchão 2017, a equipe do Vale do Sinos segurou o Inter e conquistou o inédito título estadual ao superar os colorados nos pênaltis por 3a 1. No tempo normal, os dois times empataram em 1 a 1, no estádio Centenário, em Caxias do Sul, neste domingo.

Novo Hamburgo mostra força

O cronômetro não havia chegado a um minuto e o Novo Hamburgo já deu mostras de que exploraria o fato de Danilo Fernandes não estar 100% na partida. Ainda que os dois lances estivessem em impedimento, o Anilado envolvera a defesa colorada nas chegadas. O Inter foi entrar no jogo só aos 5, quando D’Alessandro obrigou Matheus a sair do gol para segurar firme o cruzamento. Três minutos depois, D’Alessandro cobrou falta e só não correu para o abraço, porque Matheus voou para espalmar.

Mas o Novo Hamburgo não ficaria apenas assistindo. Aos 11, respondeu também em cobrança de falta. Jardel mandou cruzado e a bola foi passando por todo mundo até sair pela linha de fundo rente à trave direita de Danilo Fernandes. Jogando no sacrifício, Danilo quase comprometeu a

defesa aos 17 ao caçar borboletas em cruzamento na área. Em seguida, porém, não teve o que fazer em novo levantamento, o qual Ernando se atrapalhou e cabeceou no contrapé do camisa 1, abrindo o placar no Centenário.

O gol sofrido aos 21 desconsertou o Inter, cuja melhor tentativa de reação ocorreu somente aos 29, quando Nico e Brenner acertaram uma tabela dentro da área, mas o lance foi invalidado por impedimento. Na chance que valeu, aos 35, Nico tentou de trivela um chute que acabou se perdendo pela linha de fundo. Sem maiores problemas, a equipe de Beto Campos desceu ao intervalo a 45 minutos de uma conquista inédita.

Inter volta com tudo

Mas o Inter voltou outro para o segundo tempo. Ernando deu lugar a Carlos, recuando Uendel para a lateral. A alteração deixou o time colorado bastante ofensivo e obrigando o Novo Hamburgo a recuar. O abafa deu certo. Em escanteio aos 3, D’Alessandro levantou na entrada da pequena área e uma confusão se armou. A bola se ofereceu para Rodrigo Dourado, que, num chute firme, venceu Matheus e deixou tudo igual no placar.

Como o empate não garantia o almejado hepta, o Inter seguiu com o pé no acelerador, mesmo que com dificuldade em superar a marcação da zaga anilada. Carlos desperdiçou grande chance aos 17. Em cruzamento da esquerda, o atacante recebeu às costas de Assis, dominou e chutou forte, mas por cima. Logo depois foi a vez de Uendel entrar pela esquerda e arriscar e igualmente mandar sobre o travessão.

O Novo Hamburgo teve um respiro a partir dos 26, quando Assis recebeu no cruzamento e jogou na área, onde Julio Santos testou forte, mas para fora. No minuto seguinte, Lucas Santos – que entrara na vaga de Branquinho – teve a chance, mas acertou a grua da TV, furando a bola. O atacante ainda teve outra oportunidade aos 30, quando invadiu a área e tentou deslocar Danilo Fernandes, mas, de rosto, o goleiro desviou.

Zago, então, mandou o Inter à frente novamente ao escalar Valdívia no lugar de Edenilson. A pressão voltou a ser vermelha, que teve ótima chance aos 39, no erro na saída de Matheus. Uendel conseguiu desviar, mas, antes da chegada do de Carlos, Julio Santos jogou para escanteio. Nos acréscimos, D’Alessandro acionou William, livre, só que o lateral se atrapalhou no domínio e foi desarmado para Matheus. A decisão do Gauchão, enfim, foi mesmo para as penalidades máximas.

Inter falha nos pênaltis

Em sua terceira decisão de pênaltis no ano, o Inter falhou. D’Alessandro teve responsabilidade de dar o início, mas o jogador deu o prenúncio da derrota: mandou para fora. Na sequência, João Paulo abriu a contagem. Em seguida, sequência de erros: Cuesta e Nico López erraram e Léo, do Novo Hamburgo, também. Julio Santos fez o segundo do Novo Hamburgo na sequência e o título só não foi definido a seguir, porque William marcou. Mas o título era para ser azul: Pablo fechou o marcador na sequência e definiu o Novo Hamburgo campeão: 3 a 1 nos pênaltis.

Gauchão – final

Novo Hamburgo 1 (3)

Matheus; Léo, Júlio Santos, Pablo e Assis (Léo Carioca); Amaral, Jardel, Preto, Juninho e Branquinho (Lucas Santos); João Paulo. Técnico: Beto Campos.

Inter 1 (1)

Danilo Fernandes; William, Léo Ortiz, Victor Cuesta e Ernando (Carlos/Diego); Rodrigo Dourado, Edenílson (Valdívia), Uendel e D’Alessandro; Nico López e Brenner. Técnico: Antônio Carlos Zago

Gols: Ernando (contra), aos 21/1; Rodrigo Dourado (3/2)

Cartões amarelos: Pablo e Júlio Santos (NH); D’Alessandro (I).

Arbitragem: Leandro Vuaden, auxiliado por Rafael da Silva Alves e Elio Nepomuceno de Andrade Júnior.

Local: Estádio Centenário, em Caxias do Sul

*CP

Com gol de Charles, Inter vence Fluminense pela Primeira Liga

Volante marcou seu primeiro pelo time profissional

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Foto: André Ávila /Agencia RBS

 

Com o jovem volante Charles como titular e marcando gol, o Inter bateu o Fluminense de Abel Braga por 1 a 0, no Beira-Rio, em jogo válido pela Primeira Liga, e praticamente encaminhou a classificação à próxima fase do torneio _ ainda resta uma partida na fase de grupos, contra o Criciúma. O jogo valeu sobretudo para devolver a confiança ao time de Antônio Carlos Zago, ainda em construção, além de firmar Charles como o principal parceiro de Rodrigo Dourado, e de devolver à defesa alguma segurança. No sábado, o Inter receberá o Caxias, pelo Gauchão _ possivelmente com algumas mudanças, devido ao desgaste de três jogos em oito dias.
Antônio Carlos Zago parece ter ouvido os espíritos do Beira-Rio. Afinal, depois da derrota para o Novo Hamburgo, mandou a campo o time com três volantes, uma tradição colorada em um passado recente de vitórias. Tendo às costas Rodrigo Dourado, Charles e Anselmo, o meio-campo ficou mais protegido e, desta vez, a defesa ficou menos exposta.
Em seu primeiro desafio de primeira divisão na temporada, o Inter demonstrou um melhor resguardo defensivo, mas tinha alguma dificuldade para criar. Aos poucos, porém, o setor ofensivo foi se encontrando na partida. Muito devido às boas atuações de Dourado e de Charles, que constantemente se soltavam para o ataque. Aos 24 minutos, Charles (que havia sido preterido por Fernando Bob, na semana passada) iniciou a jogada. Encontrou Rodrigo Dourado, que devolveu para o volante passar para Roberson invadir a área e bater na saída de Júlio César. O goleiro defendeu, mas o rebote ficou com Charles, que chutou seco e marcou o seu primeiro gol com a camisa do time profissional.
Na prática, com Anselmo mais atrás, Zago ganhou dois armadores em Dourado e Charles _ o que evitou a sobrecarga a D’Alessandro. O Fluminense teve apenas uma chance de gol – ainda que tivesse a posse de bola por mais tempo -, com um chute de Léo à direita. O primeiro tempo chegou ao fim com um Inter mais seguro em campo. Além de marcar um gol, não chegou a correr riscos na defesa – é bem verdade que Abel Braga escalou um time misto para o jogo da Primeira Liga.
– Estou feliz pelo gol. Achei o Roberson entre os zagueiros e fiquei atento ao rebote. Precisamos voltar mais ligados no segundo tempo para sairmos com a vitória – disse Charles, no intervalo.
Na segunda etapa, o Inter se fechou ainda mais, a fim de barrar o ímpeto carioca e buscar um segundo gol em contra-ataques. Roberson foi lançado por D’Alessandro e bateu cruzado, à direita do gol. Depois do lateral-direito Alemão, que começou a partida, o segundo estreante da noite foi o lateral-esquerdo Carlinhos – que entrou no lugar de Anselmo, deslocando Uendel para o meio.
Com os dois times aparentando certo cansaço, o segundo tempo caiu em intensidade. Aos 34, Carlinhos devolveu ao Inter algo há muito perdido: a bola parada. Cobrou uma falta frontal no travessão. Ao final, dois sustos. Primeiro, Charles cortou mal um cruzamento e mandou a bola de cabeça contra o travessão de Danilo Fernandes. Depois, Osvaldo empatou o jogo, mas a arbitragem errou ao marcar impedimento no lance, anulando o gol.
Mesmo assim, o Inter fez o que precisava: obteve uma boa vitória, sem correr grandes riscos, e recuperou a confiança deixada em muitos gramados do Brasil na temporada passada.

Fonte: Rádio Gaucha

Inter empata com o Fluminense e está rebaixado para a Segundona

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Foto: Bruno Alencastro /Agencia RBS

 

Acabou. Os erros de um ano inteiro levaram o Inter ao rebaixamento. O clube comandado por Vitorio Piffero agora pertence à segunda divisão. O Inter trocará de turma em 2017, passando a conviver com ABC, Luverdense, Ceará, Brasil-Pel, Juventude, Paysandu, entre outros em busca de ascensão. O imponente Beira-Rio se tornará atração turística na Série B. A confirmação do descenso chegou no subúrbio carioca, o Estádio Giulite Coutinho, a casa do America, um cenário de segunda e com o Inter repetindo o mau futebol de uma temporada inteira.
O empate em 1 a 1 com o Fluminense foi o último e deprimente capítulo do pior ano da centenária história colorada. O Milagre de Mesquita não aconteceu, o Inter precisava pelo menos vencer a sua partida. De novo, não conseguiu. E, assim, o Apocalipse em vermelho não foi adiado.
O cenário para o clássico não poderia ser pior. A cidade de Mesquita tem ruas estreitas, feias, sujas, com gatos por todos os lados nos postes de luz e um ambiente hostil. Parece uma zona de guerra. O campo do America é modesto, porém, simpático. Mas longe, muito longe da importância do jogo. O Inter encarou um palco de Série B para decidir o seu futuro. E sob um calor escaldante, com sensação térmica na casa dos 40° C, com um mormaço que deixaria Porto Alegre em janeiro parecendo o paraíso.
Assim que o Inter entrou em campo para o aquecimento — com números pretos às costas, em homenagem às vítimas do voo da Chapecoense -, foi recebido aos gritos de “ão, ão, ão, segunda divisão”. Com pouca gente no estádio ( um total de 3.847 torcedores), qualquer grito de incentivo dos colorados era imediatamente rebatido pelos cariocas, com o mesmo xingamento direcionado ao time de Lisca: ão, ão, ão, segunda divisão.
Os cerca de 500 bravos colorados reagiram e devolveram assim para a torcida do Fluminense: ão, ão, ão, terceira divisão — em referência à queda do clube para a Série C, em 1998. E os cariocas retrucaram: “Grêmiooo, Grêmioooo, Grêmiooooo”. E assim foi a tarde inteira. E foi assim até mesmo no primeiro segundo depois do minuto de silêncio, em respeito às vítimas de Chapecó.
Então foi hora de a bola rolar. O Fluminense leve, sem nada mais a fazer no Brasileirão. O Inter, jogando o futuro e o seu orgulhoso patrimônio de Série A. Logo a dois minutos, Vitinho invadiu a área e passou para Valdívia. O gol parecia certo, mas o cabeludo atacante não dominou a bola e, quando conseguiu se ajeitar, bateu rente à trave, para fora.
Não demorou para que o Fluminense passasse a dominar o Inter. Danilo Fernandes salvou, aos 13 minutos. Nem mesmo o sanguíneo Lisca parecia reagir. Estava sentado no banco de reservas, em vez de ficar aos berros na área técnica, como de costume. O Inter parecia aceitar passivamente o seu destino. E já chovia quando Vitinho cobrou uma falta frontal na arquibancada, perto de um torcedor que segurava uma enorme letra “B”.
Aos 42 minutos, a defesa falhou pela direita, Henrique Dourado cruzou e Alex derrubou Richarlison. Pênalti. Richarlison cobrou e Danilo Fernandes, jogando com as luvas em homenagem ao goleiro da Chapecoense, Danilo, defendeu no canto direito. Um pequeno milagre no subúrbio.
— Essa defesa foi para o Danilo — disse o goleiro colorado, no intervalo.
O primeiro tempo chegou ao final com o Inter ainda vivo. Em Recife, o Figueirense empatava em 0 a 0 com o Sport e devolvia ao Inter o investimento de R$ 2 milhões de bicho extra para não perder na Ilha do Retiro — mais R$ 2,5 milhões bancando a folha salarial em atraso dos catarinenses, bem como a viagem a Pernambuco -, resultado que combinado à vitória colorada em Mesquita impediria a queda gaúcha. Mas o Inter também empatava em 0 a 0.
O Fluminense voltou para o segundo tempo com o goleiro reserva, Marcos Felipe, uma vez que o titular, Júlio César, sentiu a coxa. Obrigado a vencer, o Inter se atirou ao ataque. Quase levou um gol aos dois minutos, em contra-ataque de Wellington. Aos 10 minutos em Mesquita, gol do Sport em Recife. A torcida do Fluminense, então, se ergueu em uníssono: “ão, ão, ão, segunda divisão” e “arerêêê, o Inter vai jogar a Série B”. E os jogadores colorados ouviram e viram a sua torcida se calar. De nada adiantava pagar o Figueirense se o próprio Inter não conseguia vencer a sua decisão.
Aos 26 minutos, Douglas arrisca de dentro da área, a bola desvia nas costas de William e engana Danilo Fernandes. O rebaixamento do Inter chegou às 18h30min desse domingo, na Baixada Fluminense.
Porque com a derrota em Mesquita, nem mais interessava saber quanto acabaria o jogo entre Sport e Figueirense. Aos 43, Gustavo Ferrareis chegou a empatar a partida, o que não serviu para absolutamente nada.
A temporada 2016 ficará marcada pelo entra-e-sai no departamento de futebol, que teve: Vitorio Piffero, Carlos Pellegrini, Marcos Marino, Argel Fucks, Paulo Roberto Falcão, Fernando Carvalho, Ibsen Pinheiro, Newton Drummond, Celso Roth e Lisca — esse último, contratado para treinar o time a três jogos do fim.
O Inter terá a chance de recomeçar, agora possivelmente sob o comando do técnico Antônio Carlos Zago, e poderá ficar apenas um ano na Série B. Mas o rebaixamento em 11 de dezembro de 2016 será eterno.

Fonte: Rádio Gaucha

Em jogo marcado por confusão e agressões, Grêmio e Inter empatam sem gols

Edílson e Rodrigo Dourado foram expulsos após confusão generalizada no segundo tempo
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Foto: Bruno Alencastro /Agencia RBS

Sobrou garra, faltou qualidade. O Gre-Nal deste domingo teve socos, expulsões, público recorde na Arena, mas nenhum dos dois times mostrou competência suficiente para fazer gol. O Grêmio, que usou força quase a força máxima, manteve-se fora do G-6 e apostará tudo na Copa do Brasil para chegar à Libertadores. Já o Inter, beneficiado por resultados paralelos, começa a exorcizar o fantasma do rebaixamento.

O primeiro tempo foi morno. Até os 15 minutos, quando Ceará deu o primeiro chute, sem direção, o único instante em que a torcida do Grêmio se manifestou foi a falta de Bolaños, que, com o cotovelo, atingiu a barriga de William. O lance remeteu ao Gre-Nal de março, em que o equatoriano teve a mandíbula atingida pelo colorado. Houve bate-boca entre os jogadores, mas o árbitro Francisco Carlos do Nascimento conseguiu contornar a situação sem cartões amarelos.

Sem Douglas, poupado, o Grêmio carecia de criatividade. Improvisado como meia, William ocupou-se muito mais de dar o primeiro combate a Marcelo Oliveira do que em armar. Bolaños levava desvantagem contra os grandalhões Paulão e Ernando. Vitinho buscava os habituais espaços pela esquerda, mas parava na precisão de Geromel.

Compacto no meio, o Inter atingia seu primeiro objetivo, que era não sofrer gols. O Grêmio, talvez de olho na decisão contra o Cruzeiro, não imprimia o ritmo de sempre na Arena. Só arrematou pela primeira vez a 22 minutos, por Edílson, de falta, mas a passou muito longe.

O crescimento do Grêmio a partir da metade do primeiro tempo foi consequência direta da ¿entrada¿ de Luan no jogo. Com a inteligência habitual, ele decidiu recuar para dar início às jogadas, no único espaço que ficava aberto entre Dourado e Anselmo. A partir daí, ou fazia os passes ou tentava a solução individual, por força de seus dribles.

A 34 minutos, Luan deu o primeiro chute perigoso do Grêmio, após receber de Bolaños, mas a bola tomou mais elevação do que o previsto.

A torcida percebia o melhor momento de sua equipe, mas também entendia que o volume era insuficiente para romper a barreira defensiva do Inter. O time de Roth respondeu a 36 minutos. Sasha escapou de Edílson e serviu a Valdívia, que chutou rasteiro, no canto esquerdo, para defesa de Grohe.

A última jogada de ataque do primeiro tempo foi do Grêmio. Eram 38 minutos, quando Bolaños livrou-se de Anselmo e arrematou para defesa de Danilo Fernandes.

O empate sem gols foi apropriado para o primeiro tempo.

Mais agudo na segunda etapa, o Grêmio se expôs aos contra-ataques. Sasha e Vitinho tiraram proveito de vacilos na marcação e passaram a criar com maior insistência. Os torcedores do Inter “viram” gol a seis minutos. Em arrancada de seu campo, Dourado enxergou a corrida de Vitinho por trás de Kannemann. A conclusão, de pé esquerdo, passou muito perto.

A resposta veio dos pés de Ramiro, em chute sem direção. E no perigoso cabeceio de Kannemann em escanteio da esquerda. O Gre-Nal ganhava a emoção que a torcida pedia desde o começo.

Mas também houve excessos. Como na falta de Kannemann sobe Vitinho, seguida por uma briga generalizada. Desequilibrado, Edílson acertou dois socos seguidos em Dourado e foi expulso junto com o volante do Inter. Ao todo, foram seis minutos de paralisação.

A partir daí, o Gre-Nal perdeu em qualidade. O Grêmio tentou retomar o controle, mas, marcado com eficiência, só conseguiu chutar de longe. Pelo Inter, a melhor chance foi de William, mas seu chute foi quase um recuo para Marcelo Grohe. Nem os oito minutos de acréscimo alteraram o quadro. E nenhum dos dois times ousou reclamar de injustiça no marcador.

Fonte: Rádio Gaúcha

Inter perde para o Botafogo e segue na zona do rebaixamento

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Colorado fez jogo equilibrado e sofreu 1 a 0 de pênalti no fim da partida | Foto: Ricardo Duarte/Inter/Divulgação CP

 

O Inter fez um jogo equilibrado com o Botafogo, mas mostrando futebol muito modesto acabou derrotado no fim da partida. O castigo veio aos 39 minutos, com um pênalti polêmico que decretou a vitória por 1 a 0 do Fogão. O resultado mantém o Colorado em 17º lugar, na zona do rebaixamento com 33 pontos. O Botafogo chega aos 47, em 5º lugar, dentro do G6, que leva para a Libertadores.

Fechando um mês no Z4, o Inter terá a chance da recuperação, agora, num jogo difícil contra o vice-líder Flamengo, no Beira-Rio. A partida está marcada para domingo, às 17h.

A primeira etapa começou com o Botafogo dominando a posse de bola e o Inter ameaçando nos contra-ataques. As chances de gol foram poucas. Ao longo do jogo o Colorado equilibrou as ações. O primeiro chute a gol da partida foi apenas aos 22 minutos. Gustavo Ferrareis experimentou da intermediária e um desvio na zaga mandou para escanteio. Na cobrança de Alex, a bola ficou viva na área, até João Carlos afastar antes da chegada de Vitinho.

Melhores chances dos donos da casa

A reação do Botafogo veio com Dudu Cearense, que obrigou boa defesa de Danilo Fernandes. O volante recebeu na intermediária e disparou uma bomba que o goleiro colorado afastou de soco. No escanteio, Joel Carli desviou de leve, Danilo ficou vendido no lance, mas Ceará tirou em cima da linha.

No contragolpe, Valdívia por pouco não marcou um golaço. Ele chutou com muito efeito, da entrada da área e a bola passou a centímetros do canto direito. Aos 36, o Inter escapou de sofrer o 1 a 0. Joel Carli levantou na direita. Neilton dominou, passou por Ceará e chutou cruzado. A bola raspou no poste esquerdo, não entrando por centímetros.

A segunda etapa foi marcada por muito equilíbrio e boas chances para ambos os lados. Aos seis minutos, Camilo cobrou falta da quina da área. Ele tentou surpreender Danilo Fernandes, mas encobriu o travessão por muito pouco.

Inter desperdiça chances e acaba castigado

Aos 11, William aproveitou falha da defesa do Fogão, virou e chutou forte. Sidão pegou firme no canto esquerdo. Vitinho perdeu duas grandes oportunidades. Na primeira, aos 20 minutos, quase fez um gol de placa. Driblou três marcadores, chutou de chapa, mas o goleiro defendeu. Cinco minutos depois, Alex levantou na área, a zaga afastou errado e sobrou para Vitinho. Na cara do gol, ele chutou por cima.

O Botafogo respondeu em peso e quase marcou aos 26 minutos. Camilo cruzou na área, Sassá furou em bola, mas sobrou para Pimpão. Atacante chutou a um passo da pequena área, mas Danilo fez grande defesa com o pé.

Aos 37 minutos, contudo, o Colorado acabou castigado. Pimpão puxou contragolpe e lançou Sassá na área. Ele dividiu com Eduardo na área e sofreu a carga por trás. Penalidade marcada pelo árbitro. Sassá cobrou no canto esquerdo, Danilo Fernandes pulou no outro lado e o Fogão anotou o 1 a 0.

O Inter sentiu o golpe e pouco conseguiu produzir para retomar o empate. Derrota por 1 a 0 e muita pressão com o time ainda na zona do rebaixamento.

Brasileirão – 30ª rodada

Botafogo 1

Sidão; Emerson, Alemão, Joel Carli e Vitor Luis; Rodrigo Lindoso, Aírton, Dudu Cearense (Rodrigo Pimpão) e Camilo; Neílton (Gervasio Nuñez) e Vinícius (Sassá). Técnico: Jair Ventura.

Inter 0

Danilo Fernandes; William, Paulão, Ernando e Ceará (Geferson); Rodrigo Dourado, Anselmo, Gustavo Ferrareis e Alex (Seijas); Valdívia (Eduardo Sasha) e Vitinho. Técnico: Celso Roth.

Gol: Sassá (40min/2ºT).

Local: estádio Luso-Brasileiro, no Rio.

Arbitragem: Marielson Alves Silva (BA), auxiliado por Kleber Lucio Gil (SC) e Guilherme Dias Camilo (MG).

Cartões amarelos: Vinícius, Airton e Joel Carli (B); William, Paulão (I).

Fonte: Correio do Povo

Inter perde para o Vitória e segue na zona do rebaixamento

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Colorado teve dificuldades para criar e foi derrotado por 1 a 0 no Beira-Rio | Foto: Ricardo Giusti

 

O Inter perdeu para o Vitória, nesta quinta-feira, e a crise voltou a rondar o Beira-Rio. Com mais posse de bola, o Colorado teve dificuldades no ataque e viu uma falha defensiva definir a derrota de 1 a 0 para o time do seu ex-técnico Argel Fucks. Com 27 pontos, a equipe cai para o 18º lugar, a dois pontos do próprio Vitória, primeiro time fora da zona de rebaixamento. A tentativa de recuperação será contra o América-MG, na próxima segunda-feira em Minas Gerais.

No primeiro tempo, o Inter teve mais volume de jogo, mas criou pouco. Iniciou a partida em velocidade e arriscou bastante de longe, mas sem ameaçar efetivamente o gol de Fernando Miguel. O Vitória, por sua vez, foi perigoso nos contra-ataques e perdeu a melhor chance da etapa.

Chances de longe

Apesar do “abafa” inicial do Colorado, os comandados de Celso Roth não conseguiram acertar no gol. Foram os baianos que tiveram a primeira oportunidade. Zé Love recebeu no contragolpe, cortou para o lado e bateu forte. Com pouco ângulo, a bola passou tirando tinta do poste direito. O Inter tentou responder com Valdívia, que cruzou na área, mas parou nas mãos do goleiro.

Uma boa chance veio aos 17 minutos, quando Paulão aparou de cabeça o cruzamento de Valdívia, mas mandou à esquerda do gol. Na sequência, Valdívia arriscou de longe, mas a bola parou nas mãos de Fernando Miguel. Outro que tentou de longe foi Nico López, mas o uruguaio bateu embaixo da “pelota” e isolou.

Aos 39, o momento mais complicado para o Inter. Zé Love arrancou pela esquerda, driblou Paulão e rolou para William Farias. De frente para o gol, ele isolou, para alívio de Danilo Fernandes. O goleiro ainda teve que evitar o gol de Zé Love aos 44, quando o centroavante recebeu livre na área e chutou à queima-roupa. Seguro, o goleiro do Inter manteve o empate antes do intervalo.

Vitória consegue a bola do jogo

Celso Roth lançou Sasha no lugar de Seijas para o segundo tempo, mas a etapa começou da pior maneira possível. Antes do ponteiro virar o primeiro minuto, o Vitória fez funcionar aquela “uma bola” de Argel Fucks e abriu o placar. Marinho desviou um chuveirinho na área para a linha de fundo, Zé Love serviu de cabeça para o meio e Kanu fulminou para o fundo das redes.

O Inter veio com tudo para cima, mas na base do abafa, não conseguiu lances claríssimos de gol. Aos oito minutos, Geferson cruzou na área, Aylon chegou para conferir, mas mandou sobre o gol. Aos 22, Sasha tentou um chute de fora da área, a bola quicou na frente do goleiro, mas Fernando Miguel conseguiu desviar. No rebote, Nico López mandou para o gol, mas estava impedido.

William também experimentou de longe, aos 27. Ele chutou de chapa, no canto esquerdo e Fernando Miguel tirou com a ponta dos dedos. Roth lançou Alex no lugar de Valdívia e Ferrareis no lugar de Fabinho para uma carga final em busca do empate. Aos 35, Aylon quase marcou, aparando de cabeça o cruzamento de Sasha. Mas a bola passou raspando a trave direita.

Aos 43, Alex ainda fez a última tentativa de evitar o pior. O meia recebeu na intermediária e chutou forte, no canto direito. Fernando Miguel não achou nada, mas a bola saiu tirando tinta do poste. Derrota e muitas vaias no Beira-Rio.

Brasileirão – 25ª rodada

Inter 0

Danilo Fernandes; William, Paulão, Ernando e Geferson; Rodrigo Dourado, Fabinho (Gustavo Ferrareis), Seijas (Sasha) e Valdívia (Alex); Nico López e Aylon. Técnico: Celso Roth.

Vitória 1

Fernando Miguel, Diogo Mateus, Ramon, Kanu e Euller; Willian Farias, Marcelo e Cárdenas (Tiago Real); Marinho (Vander), Kieza e Zé Love (Amaral). Técnico: Argel Fucks.

Fonte: CP

Após dois meses e meio, Inter reencontra vitória ao golear Fortaleza

Com gols de Aylon e Nico López, time de Celso Roth dominou a partida na Copa do Brasil

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Aylon e Nico López marcaram os gols que garantiram a vitória do Inter | Foto: Fabiano do Amaral

Se ainda não chegou ao fim, ao menos o inverno colorado amenizou na noite desta quarta-feira. Em sua primeira vitória na estação ao golear o Fortaleza por 3 a 0, no Beira-Rio, no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. O time colorado não vencia desde 16 de junho, há 75 dias.

Com o resultado, o Inter pode perder por dois gols de diferença no confronto de volta, que ainda assim avança. As duas equipes voltam a se enfrentar daqui a três semanas, em 22 de setembro, no estádio Castelão, em Fortaleza. Antes disso, o Inter volta a campo pelo Brasileirão. Na quinta-feira da semana que vem encara o Santos, no Beira-Rio, para tentar fugir da zona de rebaixamento.

Pressão , gol cedo e domínio

O Inter nem pareceu um time em crise quando a bola rolou no Beira-Rio. Desde o primeiro minuto, o time de Celso Roth se impôs sobre o Fortaleza. Antes dos nove minutos, o Colorado teve três escanteios seguidos, dando pinta de que a defesa cearense teria trabalho. Aos 10, o gol. A bola escapou para William na ponta direita e de lá o lateral cruzou à meia altura. Aylon chegou dividindo com a marcação para dar um peixinho para abrir o marcador.

A boa notícia para os colorados é que após o gol, o time não se retraiu e manteve principalmente a posse de bola. Em diversos momentos, os colorados trocavam passes diante de um rival totalmente em seu campo de defesa. A partir dos diversos passes, as chances surgiam vez que outra, como aos 21. Valdivia ajeitou para trás depois de cruzamento na direita e Geferson chutou forte para boa defesa de Ricardo Berna.

Mas pouco a pouco, o Fortaleza adiantou a marcação. No entanto, não conseguiu arranjar uma boa chance e seu melhor momento na etapa inicial ficou por conta de um escanteio e Danilo Fernandes mal teve a oportunidade de tocar na bola.

Depois dos 39, quando Juliano precisou se atirar na frente da bola para bloquear uma pancada de Fabinho, o Inter voltou a pressionar. O resultado veio a seguir: Seijas, de boa participação, arriscou de fora da área aos 44. Berna bateu roupa e a bola sobrou para Nico López, que chutou firme para fazer seu primeiro gol pelo Inter e o segundo do time na partida.

Segundo tempo na mesma batida

O Fortaleza voltou para o segundo tempo prometendo ataque, com o atacante João Paulo no lugar do volante Corrêa. Mas a estratégia naufragou ainda no início. Ernando subiu mais alto que a defesa cearense após cobrança de escanteio e acertou a trave, aos 5. O rebote encontrou o centroavante Aylon, que, de novo, mandou para as redes.

Tal qual o primeiro tempo, o Inter não baixou a guarda depois do gol. E só não ampliou devido à boa defesa de Berna aos 11, quando William chutou de fora da área e fez o goleiro protagonizar uma defesa de mão trocada.

O Fortaleza chegou a esboçar uma insistência de gol, logo a seguir. Danilo Fernandes foi obrigado a dar um tapinha na bola para ceder escanteio e evitar que a bola chegasse a Corrêa em um cruzamento e, aos 29, a melhor oportunidade: desvio de Edimar de cabeça dentro da área. O goleiro colorado segurou firme.

No fim do jogo, Rodrigo Dourado ainda quase fez o quarto gol, ao tentar buscar o ângulo de Berna. Passou perto, mas, desta vez, ao contrário dos últimos dois meses e meio, não fez falta e o Inter finalmente reencontrou a vitória, a primeira em um longo inverno.

Copa do Brasil – oitavas de final

Inter 3

Danilo Fernandes; Wilian, Paulão, Ernando e Geferson; Dourado, Fabinho (Eduardo Henrique), Seijas (Gustavo Ferrareis) e Valdívia (Eduardo Sasha); Nico Lopez e Aylon. Técnico: Celso Roth.

Fortaleza 0

Ricardo Berna; Railan, Lima, Edimar e Bruno Melo; Juliano, Corrêa (João Paulo), Rosinei e Daniel Sobralense; Juninho e Anselmo (Ronaldo). Técnico: Marquinhos Santos.

Gols: Aylon (10/1º), Nico López (44/1º) e Aylon (5/2º);

Cartões amarelos: Nico López, Geferson e Rodrigo Dourado; Lima, Railan;

Arbitragem: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG), auxiliado por Guilherme Dias Camilo e Sidmar dos Santos Meurer;

Público: 13.233 torcedores;

Local: Beira-Rio, em Porto Alegre.

Fonte: CP

Inter cede empate no fim para o Sport e está na zona do rebaixamento

Colorado segurou vitória até os 44 minutos, mas sofreu o 1 a 1 em bola alçada na área

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O Inter segue sofrendo o martírio da falta de vitórias. Neste domingo no Recife, vencia o Sport até os 44 minutos do segundo tempo, mas sofreu o empate em 1 a 1 e chegou há 14 rodadas sem ganhar. Com o resultado, o clube entrou na zona do rebaixamento do Brasileirão com 24 pontos em 17º. O Sport está com 27 pontos, em 12º. A tentativa de recuperação será contra o Santos, no dia 08, às 21h, no Beira-Rio. O próximo jogo do Inter é quarta-feira, às 21h45min, diante do Fortaleza, pela Copa do Brasil.

Os comandados de Celso Roth mostraram um formato de jogo bem definido na primeira etapa. Mais importante, fizeram esse modelo funcionar, com marcação intensa sem a bola e transição rápida para os contragolpes. A pontaria não estava em seu melhor, mas com ajuda de uma penalidade foi suficiente para abrir o placar.

Inter vai para cima e ganha pênalti

Logo aos sete minutos, Seijas foi lançado na área, em contra-ataque, e cavou o pênalti. Ele esperou a chegada do zagueiro e forçou a queda. O árbitro anotou a infração polêmica. Na cobrança, o venezuelano chutou com categoria, no canto direito rente à trave, e correu para o abraço com o goleiro batido no lado oposto.

O Sport foi para cima e deixou ainda mais espaços para o Inter explorar. Aos 12, William puxou contragolpe e lançou Seijas na meia-lua. O venezuelano ajeitou para a perna esquerda e chutou na saída do goleiro, mas Magrão conseguiu a defesa com os pés. Seijas voltou a perder em lançamento de Valdívia, após William desarmar Rithely. De fora da área, mas sem marcação, chutou direto para fora.

Se o Inter não conseguia ampliar, o Sport resolveu mostrar serviço, após um começo bem desorganizado. Aos 24 minutos, Valdívia cabeceou contra o patrimônio na área e sobrou para Gabriel Xavier. Ele emendou o chute à queima-roupa, mas Danilo Fernandes fez grande defesa.

Os donos da casa ainda tiveram a chance de empatar antes do intervalo com Gonzalez. Dourado foi desarmado no meio-campo e o atacante disparou em velocidade. Da entrada da área, chutou cruzado, mas Danilo Fernandes conseguiu espalmar no canto esquerdo.

Sport pressiona e marca no abafa

A segunda etapa começou em marcha lenta, apesar do Sport ocupar mais o campo colorado. A criação de chances foi fraca nos primeiros minutos para ambos os lados, sem vantagens evidentes para qualquer dos times. Celso Roth lançou Ariel no lugar de Sasha e em seu primeiro lance o argentino perde gol incrível. A zaga do Sport falhou em bola recuada e sobrou para o centroavante na cara do gol. Só com o goleiro na frente, ele tocou fraquinho para defesa de Magrão.

Na resposta do Sport, Ernando teve que salvar o Colorado. Matheus Ferraz desviou de cabeça a bola cruzada e Danilo Fernandes ficou batido no lance, mas o zagueirão surgiu em cima da linha para tirar de cabeça. A equipe pernambucana ainda chegou muito perto com Vinícius Araújo, em falha grave de Rodrigo Dourado. O volante recuou errado e deixou o atacante livre, frente a frente com Danilo Fernandes. Vinícius Araújo tentou tocar por cobertura, mas pegou embaixo da bola e isolou.

Só que na base do abafa, o Sport não desistiu e chegou à igualdade. Primeiro, foi Ruiz que desviou de cabeça e a bola passou a centímetros do poste. Depois, aos 44 minutos. A bola foi alçada na área, resvalou na defesa e sobrou para Vinícius Araujo, que bateu esquisito. Paulão ainda tentou tirar em cima da linha, mas não teve jeito e a bola chegou ao fundo das redes para o 1 a 1.

Brasileirão – 22ª rodada

Sport 1

Magrão; Samuel Xavier, Matheus Ferraz, Ronaldo Alves e Renê (Vinícius Araújo); Paulo Roberto, Rithely, Gabriel Xavier, Mark González e Everton Felipe (Apodi); Edmilson (Luis Ruiz). Técnico: Oswaldo de Oliveira

Inter 1

Danilo Fernandes; Ceará, Paulão, Ernando e Artur; Rodrigo Dourado, Fabinho (Eduardo Henrique), William (Fernando Bob) e Seijas; Valdívia e Eduardo Sasha (Ariel). Técnico: Celso Roth

Gols:  Seijas (8min/1ºT), para o Inter; Vinícius Araújo (44min/2ºT), para o Sport.

Local: Arena Pernambuco, Recife-PE.

Arbitragem: Grazianni Maciel Rocha, auxiliado por Eduardo de Souza Couto e Carlos de Lima Filho (Trio do RJ).

Cartões amarelos: Matheus Ferraz, Paulo Roberto, Apodi, Vinícius Araújo (S); Rodrigo Dourado, Fabinho, William e Fernando Bob (I).

Fonte: Correio do Povo

Inter empata com o Fluminense e número de partidas sem vitória chega a 11

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O contestado Fernando Bob marcou o gol de empate que garantiu o segundo ponto de Falcão em cinco jogos | Foto: Guilherme Testa

 

O Inter empatou com o Fluminense em 2 a 2 neste domingo, no estádio Beira-Rio. Com o empate, o time mantém o jejum de vitórias: 11 jogos no Campeonato Brasileiro. Sem Falcão na maior parte da partida, o técnico foi expulso na metade do primeiro tempo, o Colorado voltou a repetir os erros das últimas atuações, mas conseguiu marcar gols com Seijas e Fernando Bob. Gustavo Scarpa marcou os dois dos cariocas.

Com o ponto somado, o Inter subiu uma posição e termina o domingo na 13ª colocação, a quatro da zona de rebaixamento. O Fluminense caiu uma, mas chegou aos 25 pontos.

O próximo compromisso do Colorado no Brasileiro é no próximo dia 15 contra a Chapecoense, na Arena Condá, às 20h. Já os cariocas recebem no estádio Kleber Andrade o América-MG, às 11h.

Flu abre o placar cedo e Inter empata nos descontos

Antes da partida o Inter fez tudo o possível para criar um clima positivo para a equipe encerrar as 10 partidas sem vitória no Brasileiro, porém, quando a bola rolou foi o Fluminense que abriu o placar. Logo a dois minutos, Wellington Silva cobrou lateral pela direita, Alan Costa afastou para fora da área e, no rebote, Gustavo Scarpa chutou forte, de fora da área, no ângulo esquerdo de Lomba: Fluminense 1×0 Inter.

Sem organização e atrás no placar, o Colorado voltou a repetir as atuações que renderam dois pontos dos últimos 30 disputados. Trocando passes rápidos, ligações diretas da defesa para o ataque e a velocidade dos meias-atacantes, o Inter tentava reagir, mas errava passes em demasia e não conseguia criar se quer jogadas próximas a área do clube carioca.

Nervoso, com falta de cobertura pela direita e com muitos jogadores fora de posição, os comandados de Falcão sofriam com os contra-ataques em velocidade do adversário. Aos 12 minutos, a bola foi cruzada para o interior da área. Quando Henrique Dourado ia finalizar, Alan Costa conseguiu afastar o perigo.

Seis minutos depois, o Fluminense ampliou, mas o Rafael Traci entendeu que havia impedimento e anulou a jogada. Aos 32, Valdívia bateu de fora da área, ela desviou no marcador, quicou na área e Cavalieri fez a defesa. Dois minutos depois, Falcão reclamou de uma falta em Seijas e acabou expulso. Revoltado, xingou muito a arbitragem até ser convencido em deixar o gramado.

Aos 46, o venezuelano arriscou de fora da área, próximo a linha de meio de campo e obrigou Cavalieri a saltar e empurrar pela linha de fundo. No minuto seguinte, Alan Costa roubou a bola na defesa do Inter e deu um “balão” para Seijas. O venezuelano, próximo a linha da lateral direita, cortou para o meio, passou por vários marcadores e chutou de fora da área. A bola bateu no poste direito de Cavalieri e foi morrer no fundo das redes: 1×1.

Cariocas ampliam, mas o Colorado empata na reta final

Com o gol no fim do segundo tempo,  Levir Culpi retirou Henrique Dourado e Marcos Júnior para as entradas de Samuel e Danilinho, mas as mudanças não surtiram efeito. O Inter voltou com mais presença no campo ofensivo e rapidamente criou uma oportunidade. Aos sete, Artur cruzou da esquerda para Valdívia. O atacante ajeitou para Seijas, sem espaço, bater. A bola passou próxima ao travessão do Fluminense.

Aos 16, Falcão retirou Sasha e colocou Gustavo Ferareis. No lance seguinte, Nico cruzou da direita de ataque, a defesa afastou, Fabinho errou o tempo da bola e o time carioca partiu em rápido contra-ataque. Danilinho avançou pela esquerda e cruzou. Sem marcação, fato marcante dos últimos gols sofridos do Inter, Gustavo Scarpa chutou no canto direito de Lomba: Fluminense 2×1.

Após o gol, como ocorre com a maioria dos clubes do planeta, o Flu recuou para aumentar os cuidados defensivos e para ter espaços para contra-atacar. Com isso, o Colorado voltou a atuar dentro do campo do adversário e criar oportunidades. Aos 31, Seijas cobrou escanteio no primeiro poste e Ariel, de voleio, bateu, mas Cavalieri defendeu. No lance seguinte, após escanteio da esquerda do venezuelano, a bola desviou no primeiro poste e sobrou Fernando Bob, que ajeitou e chutou para o fundo das redes: 2 a 2.

Campeonato Brasileiro – 19ª rodada

Inter 2

Marcelo Lomba; Ernando, Paulão, Alan Costa e Artur; Fernando Bob, Fabinho, Seijas e Valdívia (Ariel); Sasha (Gustavo Ferareis) e Nico López.

Técnico: Falcão.

Fluminense 2

Diego Cavalieri; Wellington Silva, Gum. Henrique, William Matheus, Douglas, Cícero, Gustavo Scarpa, Marcos Júnior (Danilinho), Wellington e Henrique Dourado (Samuel).

Técnico: Levir Culpi.

Gols: Gustavo Scarpa (2min/1ºT e aos 17min/2ºT) e Seijas (47min/1ºT) e Fabinho, Fernando Bob (32min/2ºT)

Cartões amarelos: Henrique, Douglas, Wellington, Gustavo Scarpa e Marcos Júnior (F) e Artur, Paulão e Alan Costa (I)

Árbitro: Rafael Traci (PR)

Auxiliares: Bruno Boschilia (PR) e Ivan Carlos Bohn (PR)

Público total: 22.505

Renda: R$ 483.000

Local: Beira-Rio, em Porto Alegre (RS).

Fonte: CP

Inter perde para o Cruzeiro e chega ao 10º jogo sem vitória

Inter perde para o Cruzeiro e chega ao 10º jogo sem vitória

Colorado saiu na frente, mas viu Sobis comandar virada por 4 a 2 em Minas Gerais

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Colorado saiu na frente, mas viu Sobis comandar virada por 4 a 2 em Minas Gerais | Foto: Pedro Vilela / LightPress / Cruzeiro / CP

 

O Inter sofreu uma derrota pesada para o Cruzeiro, nesta quinta-feira no Independência, e viu a zona do rebaixamento ficar mais próxima. O Colorado foi dominado pelo desesperado clube mineiro e acabou derrotado por 4 a 2. Agora são dez jogos sem vencer no Brasileirão.

A situação na tabela se complicou. Com 21 pontos, o Inter está a três do Santa Cruz, primeiro na zona do rebaixamento. O Cruzeiro chegou aos 18 pontos e ficou perto de deixar a zona da degola. A tentativa de recuperação ficou para o próximo domingo contra o Fluminense, no Beira-Rio.

O primeiro tempo começou perfeito, mas a alegria não durou muito para o Inter. O time de Falcão saiu na frente, mas voltou a apresentar os mesmos problemas de criação e consistência defensiva. Aì até mesmo o desesperado Cruzeiro aproveitou e buscou a virada no primeiro tempo.

Inter surpreende no começo

Aos dois minutos, parecia que a fase da Raposa era ainda pior que a dos Colorados. Em contragolpe fulminante, Valdívia foi lançado na direita, esperou a chegada de Seijas e cruzou na pequena área para o venezuelano escorar para o fundo das redes.

Só que o gol, ao invés de derrubar de vez os mineiros, escancarou as falhas do Inter na marcação. O Cruzeiro foi para cima e rapidamente buscou um placar favorável. Rafael Sobis foi o grande carrasco. Aos 13 minutos, Ábila aparou um cruzamento na entrada da área de cabeça e deixou o ex-colorado na cara do gol. O camisa sete entrou em velocidade para empatar a partida sem chances de defesa.

Castigo de ex-colorado

Mal deu tempo de lamentar o empate e, três minutos depois, o Inter já estava atrás no placar. A zaga parou no cruzamento de Arrascaeta e Ábila emendou de voleio da esquerda. Tinha poucou ângulo, mas Marcelo Lomba deixou passar e a bola entrou no canto direito.

Só aos 31 minutos o Inter esboçou alguma resposta, com Valdívia, juntamente com Seijas um dos poucos “desafogos” do time. Fernando Bob chuveirou na área e o atacante colorado tentou um toquinho por cobertura, mas a bola desviou à direita do gol.

Mas aos 40 minutos Sobis surgiu de novo na área para castigar seu antigo clube. Paulo Cezar perdeu a bola na esquerda e Ábila disparou um belo chute no travessão. A bola sobrou para De Arrascaeta cruzar e Sobis surgiu livre na pequena área para anotar o 3 a 1 e definir o placar do primeiro tempo.

Cruzeiro aumenta vantagem após intervalo

Falcão colocou Marquinhos no lugar de Anderson para tentar mudar a trajetória da partida, mas a segunda etapa ficou mais difícil ainda nos primeiros minutos. E o culpado foi novamente o carrasco Rafael Sobis. Aos 7 minutos, Paulo Cezar tentou tirar de carrinho no cruzamento de Arrascaeta, mas sobrou para Sobis. O atacante chegou na corrida e chutou de primeira. A bola passou por baixo de Lomba e entrou no canto direito para decretar goleada de 4 a 1.

Cinco minutos depois, Marcelo Lomba evitou mais estragos. O Cruzeiro voltou a trocar passes na área colorada, como se fosse treino. Sobis recebeu de costas e rolou para Bruno Rodrigo, mas o goleiro do Inter se antecipou para abafar.

A partir daí, o Cruzeiro recuou suas linhas e a bola passou a ficar mais com o Inter. Alex entrou no lugar de Valdívia, reforçando o meio-campo. Ainda assim, sem boas triangulações, foi na base da insistência que os comandados de Falcão reduziram o prejuízo. Aos 26 minutos, Nico López foi derrubado em bola lançada para a área. Alex bateu o pênalti, firme no canto esquerdo, e mesmo com Fábio tocando na bola ela entrou para o 4 a 2.

O Inter ainda teve a chance de voltar para o jogo nos minutos finais, em trapalhada da zaga do Cruzeiro, mas Fábio salvou. Manuel cabeceou para trás em cabeceamento de Alex e o goleiro catou firme no canto direito.

Brasileirão – 18ª rodada

Cruzeiro 4

Fábio; Lucas, Manoel, Bruno Rodrigo e Edimar; Ariel Cabral, Ramires, Robinho (Rafinha) e Arrascaeta; Rafael Sobis (Douglas Coutinho) e Ábila (Marcos Vinícius). Técnico: Mano Menezes.

Inter 2

Marcelo Lomba; Paulo Cezar, Alan, Ernando e Artur; Fernando Bob, Fabinho, Anderson (Marquinhos) e Seijas (Ariel); Nico López e Valdívia (Alex). Técnico: Falcão.

Gols: Seijas (2min/1ºT) e Alex (27min/2ºT), para o Inter; Rafael Sobis (13min/1ºT, 40min/1ºT e 7min/2ºT) e Ábila (16min/1ºT), para o Cruzeiro.

Cartões amarelos: Fábio (C); Alex (I).

Arbitragem: Raphael Claus, auxiliado por Danilo Ricardo Simon Manis e Rogerio Pablos Zanardo (trio de SP).

Local: Independência, em Belo Horizonte.

Fonte: CP