Agentes apreendem objetos que foram jogados para o pátio do presídio de Santa Rosa

Os Agentes do Presídio Estadual de Santa Rosa, apreenderam objetos que foram arremessados para dentro da casa penal. Conforme informações após serem arremessados, detentos rapidamente agiram para capturar o volume.
Os agentes fizeram um pente fino em celas, e localizaram 4 aparelhos celulares, além de drogas. Tudo foi apreendido e encaminhado a delegacia de Polícia.  Todos os dias os agentes precisam estar atentos para manter a ordem e evitar que objetos e drogas cheguem até os detentos.
Como a casa penal fica muito próxima a residências, são inúmeras as tentativas diárias. As fotos desta reportagem retratam apenas dois dias de apreensões.
Uma batalha diária da equipe para controlar, e os arremessos se tornaram constantes depois da instalação do Scanner Corporal. Um descuido e tudo pode se tornar vulnerável, por isso constantemente as equipes realizam pente fino, a casa  prisional e vigiada 24 horas pela SUSEPE E BRIGADA MILITAR.
A equipe de plantão é de 24 horas, e os agentes fazem o que podem para barrar esse tipo de tentativa.

Fonte: Santa Rosa 24h

Falta de acessibilidade ainda é problema para pessoas com deficiência

Nesta sexta-feira (21) é comemorado o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Em 2008, o Brasil ratificou a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e o Protocolo Facultativo. Esse documento obteve aqui uma equivalência de emenda constitucional.

Da convenção, surgiu a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), que trata os objetivos de forma mais concreta e entrou em vigor em janeiro de 2016. Mas aí vem a pergunta, quem pode ser considerado deficiente?

De acordo com o Estatuto da Pessoa com Deficiência, considera-se uma pessoa com deficiência toda aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, em que a interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade, em igualdade de condições com as demais pessoas.

Tem gente que já nasce com algum tipo de deficiência e outros a adquirem durante a vida. O jornalista Marcos Lima, de 36 anos, nasceu com glaucoma congênito, que é uma doença rara nos olhos. A doença acabou afetando o nervo óptico e quando ele ainda era criança passou por dezesseis cirurgias. Até que, com 6 anos, ele perdeu totalmente a visão. O mais bacana é que o Marcos decidiu fazer um canal no Youtube, chamado Histórias de Cego, para contar como é o dia-a-dia dele de uma forma mais leve.

“Eu conto todas estas histórias sobre a minha vida, a falta de acessibilidade, como é a vida de uma pessoa com deficiência, puxando não pela tristeza, mas para tentar mostrar para todo mundo que a deficiência explica a gente em alguns aspectos por conta da falta de acessibilidade e do excesso de preconceito, mas a deficiência, a minha cegueira não me explica enquanto pessoa.”

Ao falar de pessoas com deficiência, a gente não pode esquecer de falar de acessibilidade, que significa incluir a pessoa com deficiência na participação de atividades como o uso de produtos, serviços e informações.

O Heitor Luiz de Menezes Neto, de 46 anos, por exemplo, tornou-se cadeirante em 2001, após um acidente de moto. Ele bateu a cabeça, quebrou a clavícula e, o pior, também quebrou a coluna. Depois disso, o Heitor ficou impossibilitado de trabalhar, não recebeu a indenização que ele deveria ter recebido e relata quais são as principais dificuldades que ele encontra no dia-a-dia.

“As ruas, esburacadas. As rampas, várias mal feitas. Os estabelecimentos, nem mesmo as farmácias, nem mesmo grandes franquias se preocupam em adaptar o local. Às vezes a diferença de piso é coisa de 3, 5, 10 cm, coisa simples de se resolver quando ela está sendo inaugurada, quando a loja está sendo construída e, infelizmente, os arquitetos parecem ter desconhecimento ou incompetência.”

Depois dos cinco anos de idade, a surdez do carioca João Carlos Carreira não mudou mais. Atualmente ele tem 63 anos, usa aparelho auditivo, mas também encontra muitos problemas no cotidiano pelo fato de ser surdo.

“Eu não consigo, por exemplo, marcar consultas médicas com profissionais que insistem em não usar a comunicação por texto, seja por Telegram, Whatsapp ou SMS. É um problema. No aeroporto ou na rodoviária, quando alguma coisa é alterada, como por exemplo o ponto de embarque, é feita a comunicação por alto-falantes, mas isto não é acessível para os surdos.”

Segundo a Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) de 2014, a maioria das prefeituras do Brasil não promove políticas de acessibilidade, tais como lazer para pessoas com deficiência (78%), turismo acessível (96,4%) e geração de trabalho e renda ou inclusão no mercado de trabalho (72,6%). Segundo dados do IBGE, menos da metade das cidades brasileiras tinha frota de ônibus adaptadas para deficientes em 2017.

De acordo com o Secretário Nacional de Direitos da Pessoa com Deficiência do Ministério dos Direitos Humanos, Marco Pellegrini, é preciso falar sobre este tipo de problema para que esse cenário melhore.

“É através da informação que as pessoas se apropriam do tema e conseguem enfrentar melhor essa situação. Então, tanto aqueles que são acometidos, suas famílias, como as pessoas que tem que receber em seu comércio, em sua empresa, nos veículos de transporte, tudo isto.”

E em tempos de eleições, a pauta da acessibilidade precisa ser discutida pelos candidatos. É o que lembra a superintendente do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Teresa Costa d’Amaral.

“O Brasil precisa ter políticas consistentes e os políticos precisam ter um compromisso com esta questão para que o país possa ser um país mais justo, um país mais igual e que esta igualdade passe por toda a população, inclusive com as pessoas com deficiência.”

A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência tem como intuito assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania.

De acordo com o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 45 milhões de brasileiros possuem algum tipo de deficiência.

Reportagem, Cintia Moreira

Fonte: Agência do Rádio

Próxima semana deverá ser de muita chuva no Rio Grande do Sul

Vários modelos analisados indicam volumes muitos altos de chuva no Rio Grande do Sul, na última semana de setembro, ou seja, na próxima semana. Se as projeções se confirmarem, o cenário que preocupa é de cheias de rios e enchentes no final do mês e no começo de outubro.

A instabilidade da próxima semana ocorrerá ainda sob ar muito quente, o que sugere um período muito ativo pra temporais e granizo no estado.

Volumes variam entre 90 e 300mm em alguns pontos do estado.

É claro que o quadro ainda pode mudar conforme passam os dias, mas o alerta é válido.

Fonte/Foto: De Olho no Clima RS

Incêndio destrói residência no centro de Coronel Bicaco

Foto: Observador Regional

O incêndio que consumiu uma residência na noite desta quinta-feira (20), e também onde funcionava uma loja de celulares, localizada na Avenida Presidente Vargas em Coronel Bicaco, próxima ao Posto Ipiranga na saída para Redentora só não teve proporções maiores graças à intervenção de populares com a ajuda de um caminhão pipa do município.

As labaredas já estavam atingindo a empresa ao lado quando caminhão pipa do município com auxílio de populares conseguiu evitar o que seria um incêndio de grandes proporções.
O Corpo de Bombeiros de Três Passos, devido à distância demorou a chegar ao local, mas está efetuou o serviço de rescaldo.
Informações de populares de que um suspeito de atear fogo na residência teria sido preso em flagrante pela Brigada Militar.

Fonte: Observador Regional

Obituário – Falecimento de Edemar Schuh

A Esposa Mercedes Luft Schuh juntamente com os filhos Márcia Schuh Scherner, Marcos Schuh, Márcio Schuh, Marcelo Schuh, genro, noras e netos  comunicam o falecimento de Edemar Schuh, ocorrido às 4h30min desta sexta-feira (21/09) em sua residência, no Bairro Cristina, aos 67 anos.

Seu corpo está sendo velado na  Funerária Lermen. Atos fúnebres às 16h na capela e missa de corpo presente às 16h30min na Igreja Matriz, seguindo logo após para sepultamento no cemitério de Crissiumal.

Arroz e feijão são os alimentos mais desperdiçados no Brasil

Base da alimentação do brasileiro, o arroz e o feijão representam 38% do montante de alimentos jogado fora no país. O dado faz parte da pesquisa sobre hábitos de consumo e desperdício de alimentos, do projeto Diálogos Setoriais União Europeia – Brasil, liderado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) com apoio da Fundação Getulio Vargas (FGV).

A pesquisa ouviu 1.764 famílias de diferentes classes sociais e de todas as regiões brasileiras. O ranking dos alimentos mais desperdiçados mostra arroz (22%), carne bovina (20%), feijão (16%) e frango (15%) com os maiores percentuais relativos ao total desperdiçado. “A grande surpresa foram as carnes aparecerem com um índice tão alto de desperdício, um produto de alto valor agregado, de alto valor nutricional e que é desperdiçado. E destaco ainda o leite, que é o quinto grande grupo mais jogado fora”, disse o professor de marketing da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da FGV, Carlos Eduardo Lourenço.

Os dados detalhados da pesquisa foram apresentados hoje (20) no Seminário Internacional Perdas e Desperdício de Alimentos em Cadeias Agroalimentares: Oportunidades para Políticas Públicas, na sede da Embrapa, em Brasília (DF).

No Brasil, a média de alimentos desperdiçados por domicílio é de 353 gramas por dia. Individualmente a média é de 114 gramas por dia.

Entre os motivos do desperdício apontados pelos pesquisadores está a busca pelo sabor e a preferência pela fartura dos consumidores brasileiros. O não aproveitamento das sobras das refeições é o principal fator para o descarte de arroz e feijão. “Essa busca pelo sabor e pelo frescor do alimento acaba tendo outro impacto que é o descarte de um excesso ou quando acontece algum evento que muda o planejamento da família”, disse Lourenço, explicando, entretanto que a culinária diversa e saborosa do brasileiro deve ser valorizada.

Como exemplo desses eventos, o professor da FGV cita o caso pesquisado de uma pessoa que, após um churrasco, acabou descartando quatro quilos de carne ou ainda o caso de quem salgou demais o feijão durante o cozimento e acabou jogando a panela toda fora, em vez de tentar recuperar o alimento.

Cultura da abundância

Os resultados mostraram que 61% das famílias priorizam uma grande compra mensal de alimentos, além de duas a quatro compras menores ao longo do mês. De acordo com os pesquisadores, esse hábito leva ao desperdício pois aumenta a propensão de comprar itens desnecessários, especialmente quando a compra farta é combinada com o baixo planejamento das refeições.

Algumas contradições também aparecem entre o público pesquisado. Enquanto 94% afirmam ser importante evitar o desperdício de comida, 59% não dão importância se houver comida demais na mesa ou na despensa. A maioria das famílias (68%) valoriza muito ter uma despensa e geladeira cheias de alimento. “O brasileiro gosta de abundância, é muito comum na nossa cultura”, disse Lourenço.

Outra descoberta relevante da pesquisa é que 43% das pessoas concordam que “os conhecidos jogam comida fora regularmente”, mas quando abordado o comportamento da própria família o problema não aparece tanto. Segundo Lourenço, apesar do grande desperdício, o brasileiro tem a percepção do impacto social desse comportamento e parece ter um esforço de não desperdiçar. “Essa consciência aparece na pesquisa”, disse.

Vilão do desperdício

De acordo com o professor da FGV, o motivador do desperdício é transversal e acontece em todas as classes sociais. “Não há um vilão”, ressaltou Lourenço. “Talvez fosse mais fácil se tivesse, mas é um problema geral da nossa sociedade”. Segundo ele, apenas em hortaliças o desperdício acontece mais nas classes A e B do que nas classes C e D.

Para o ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, é preciso atuar em todos os elos da cadeia: evitar que o produto fique no campo, com tecnologias e capacitações tecnológicas que aumentem a produtividade e preservem o meio ambiente; garantir que o alimento chegue à mesa do consumidor, com a comercialização in natura ou para agroindústrias; e educar as pessoas para ao consumo, para evitar o desperdício.

“Um terço de toda a produção agrícola está sendo desperdiçada, seja no pós-colheita, seja em toda a cadeia de alimentos. Se combatêssemos isso com efetividade, estaríamos combatendo a fome e diminuindo a pressão sobre nossas florestas e nossos recursos naturais”, disse.

Design dos alimentos

A pesquisa iniciou com uma fase qualitativa, na qual 62 consumidores foram entrevistados em supermercados, lojas de conveniência e feiras livres. A coleta de dados envolveu um grupo de pós-graduandos europeus das universidades de Bocconi (Itália), St Gallen (Suíça), Viena (Suíça) e Groningen (Holanda). O objetivo foi avaliar hábitos de compra e consumo de alimentos dos brasileiros, a partir do olhar dos europeus.

“Os estudantes europeus ficaram impressionados com a quantidade dos alimentos adquiridos pelos brasileiros, principalmente nas compras semanais”, disse Lourenço, contando que os estudantes se perguntavam por que nas lojas de conveniência, onde as compras são menores, os carrinhos utilizados eram enormes.

Na segunda fase da pesquisa, foi utilizado um painel com mais de 600 mil consumidores brasileiros. Depois de uma triagem, foram selecionadas três mil pessoas de todo o país e, dessas, 1.764 participaram efetivamente da primeira fase quantitativa da pesquisa. Entre elas, 638 famílias participaram também do preenchimento de um diário alimentar, que incluiu dados sobre quantidades desperdiçadas e fotos dos alimentos descartados.

Nessa etapa, foi observado que o brasileiro está mais preocupado com sabor e aparência dos alimentos, do que em consumir alimentos saudáveis ou pouco calóricos. Para o presidente da Embrapa, Maurício Lopes, na hora da compra, o brasileiro exalta mais o design dos alimentos do que seu valor nutricional. “Temos uma cultura de expor em excesso, de exaltar o visual. Quando entramos no supermercado é ótimo ter gôndolas cheias de alimentos bonitos e polidos, consumimos primeiro com os olhos para depois pensar na consequência desse consumo”, disse.

Segundo Lopes, esse problema de consumo tomou grandes dimensões no sistema agroalimentar e faz com que a perda e o desperdício sejam quase que necessário. “Do ponto de vista da produção, muitas vezes faz mais sentido deixar os alimentos se perderem do que viabilizar outra rota de uso para esses produtos”, disse, explicando que, quando se fala em desperdício, não é só de alimento, mas de água, energia e mão de obra, além da emissão de gases de efeito estufa em toda essa cadeia. “Os números dessa pesquisa são nada menos que alarmantes”, ressaltou.

Engajamento

Por fim, na terceira fase da pesquisa, foi realizado um levantamento de dados em blogs e redes sociais como Facebook e Twitter, com o objetivo de avaliar como o tema desperdício de alimentos foi propagado na internet nos últimos meses. Os resultados indicaram que 75% desse assunto é tratado por instituições públicas e privadas e há pouco envolvimento das pessoas nesse tema.

Para Lourenço, é preciso pensar em estratégias de comunicação para sensibilizar e engajar o público nessa causa. “Há um esforço institucional que não reverbera nas pessoas, elas não reportam, não fazem a viralização, então a informação não se propaga”, destaca o professor da FGV. “Nos surpreendeu como ainda não conseguimos engajar o brasileiro num assunto que é tão relevante”.

As ações de cooperação para o combate ao desperdício alimentar, financiada pela União Europeia, são desenvolvidas com outros parceiros, como o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e a organização não-governamental WWF-Brasil.

Segundo o embaixador da União Europeia no Brasil, João Gomes Cravinho, o tema não tem audiência nos debates públicos como deveria ter, mas quando a perspectiva é de 10 bilhões de pessoas no planeta em 2050, é preciso pensar em formas de alimentar essas pessoas com alimentos seguros e nutritivos.

“É fundamental que saibamos escolher políticas públicas que não nos obrigue a escolher entre alimentar o planeta ou salvar o planeta. A produção deve se tornar cada vez mais sustentável e menos um peso para os nossos recursos naturais”, disse.

Fonte: Agência Brasil

Obituário – Falecimento de Bruno Steffens

A esposa Asta Spöhr Steffens e Filhos :Mauro, Mauri e Márcio com profundo pesar comunicam o falecimento do esposo, pai, sogro e avô Bruno Steffens, ocorrido ao meio dia de hoje 20/09 no Hospital de Caridade de Crissiumal, aos 80 anos.

Seu corpo está sendo velado na capela da FUNERÁRIA ZILLMER.
Encomendação na capela será realizada ás 09h:30min desta sexta-feira( 21-09). Missa de corpo presente na Igreja Matriz às 10h, seguindo logo após para sepultamento no cemitério municipal de Crissiumal
Aos familiares de Bruno Steffens,  nossos sentimentos.

Número de cidades gaúchas com políticas para saneamento básico cresce 350% em sete anos

Dados do IBGE mostram que RS está atrás apenas de SC na proporção de cidades com plano de investimento no setor

Em 2017, 293 cidades gaúchas tinham plano de saneamento básico, regulamentado ou não. O número é 350% maior do que na última pesquisa realizada em 2011 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quando apenas 65 municípios tinham políticas para o abastecimento de água e tratamento de esgoto, consideradas essenciais para melhoria das condições de vida da população. Os planos municipais para o setor são exigências nacionais.

Segundo a Pesquisa de Informações Básicas Municipais, divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE, 58,9% das cidades gaúchas dizem ter políticas para saneamento. A informação corresponde ao ano passado, quando o levantamento foi realizado. Além disso, 13,8% (que corresponde a 69 cidades) ainda estavam elaborando suas políticas próprias na área.

Em todo o Estado, 135 municípios ainda não têm regras institucionalizadas para o saneamento básico. Das cinco maiores cidades do RS, apenas Caxias do Sul – com mais de 500 mil habitantes – ainda não tem um plano para o saneamento básico.

Apesar de o Rio Grande do Sul ser o segundo Estado com maiores proporções de municípios com Plano Municipal de Saneamento Básico, chegando a 75,5%, atrás apenas de Santa Catarina (87,1%), o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) Dieter Wartchow explica que muitos municípios dizem ter a política, mas não preenchem os requisitos mínimos exigidos por lei. “São meros papéis. O que queremos são políticas públicas que transformem as ferramentas em ação”, ressaltou.

Projeto

Para tentar reverter essa situação, um projeto da Universidade Federal do Rio Grande do Sul com a Funasa busca ajudar as administrações a elaborarem os planos. A iniciativa é coordenada por Wartchow que explica que, na primeira etapa, o projeto ajudou diversas cidades a construir medidas para o saneamento, como Herval, Hulha Negra, Chuí, Arambaré, Pedras Altas, Dona Francisca, Dona Margarida. Porto Lucena, Porto Vera Cruz, Horizontina, Salvador das Missões, Palmeira das Missões, entre outras.

“Estamos mobilizandoa população e capacitando servidores municipais para readequar sua política pública de saneamento de acordo com a normativa, já que a lei diz que se você não tem plano poderá ter dificuldade de acesso a recurso da União”.

Desafio

O principal desafio do Estado hoje é a destinação de resíduos sólidos, já que a exposição incorreta do lixo degrada o meio ambiente. O professor da Ufrgs explica que, apesar de alguns casos de sucesso, o Rio Grande do Sul ainda carece muito nesta área. “Os municípios hoje sofrem com a gestão porque não existe receita para cobrir os custos. Se não tenho receita, o serviço perde qualidade e deixa de ser executado”, explicou.

Brasil

Dos 5.570 municípios brasileiros, apenas 2.126 informaram ter Política Municipal de Saneamento Básico em 2017. Apesar de somente 38,2% dos municípios terem políticas de esgoto e abastecimento de água, houve crescimento de 35,4% no número de cidades com planos se comparado a 2011, última pesquisa realizada.

A implantação de planos municipais aumentou no período devido à Lei Federal de Saneamento Básico – que trata da prestação do serviço – e do Decreto n. 7.217, de 21.06.2010, que regulamenta a lei, trazendo uma série de normas em relação à titularidade, à regulação, ao planejamento e à gestão de políticas para o saneamento.

Os números expõem uma desigualdade regional: enquanto 63,7% dos municípios do Sul têm políticas específicas para abastecimento de água e esgoto, apenas 18,6% das cidades do Nordeste possuem a legislação.

Fonte: Correio do Povo

Criança de 3 anos morre em incêndio em Fontoura Xavier

Foto: Clic News

Um menino de 3 anos de idade morreu em um incêndio no início da madrugada desta quarta-feira (19) na Picada Casagrande, município de Fontoura Xavier. A morte do menino foi confirmada por famíliares.

Além dele, estavam na casa no momento do incêndio a mãe e mais duas irmãs, uma de 9 anos e outra de 1 ano e meio. Segundo relato de vizinhos ao perceber o fogo a mãe tentou retirar os filhos da casa, mas não conseguiu retirar o menino.

A mãe e as filhas foram encaminhadas ao Hospital de Fontoura Xavier com ferimentos leves. Os Bombeiros estão no local e o fogo já está controlado. Ainda não há informações do que teria motivado o incêndio.

Fonte: Clic News

Mortalidade infantil cai, mas desigualdade entre países persiste

Uma criança ou um adolescente menor de 15 anos morreu a cada segundo em 2017 em alguma parte do mundo, “principalmente por razões evitáveis”. A estimativa é que, no total, 6,3 milhões de pessoas tenham morrido no ano passado.

Os dados são do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Organização Mundial da Saúde (OMS), Divisão da População ONU e Banco Mundial, que hoje divulgam relatório mundial sobre mortalidade infantil.

Segundo o relatório, 5,4 milhões de mortes ocorreram nos primeiros 5 anos de vida, sendo que metade foi de recém-nascidos – Arquivo/Agência Brasil

Oitenta e cinco por cento do total das mortes (5,4 milhões) ocorreram nos primeiros 5 anos de vida. Dessas mortes, aproximadamente a metade é de recém-nascidos.

egundo a OMS, a maioria das crianças menores de 5 anos morreu de “complicações durante o parto, pneumonia, diarreia, sepse neonatal [infecção bacteriana] e malária”. No caso de crianças e adolescentes de 5 a 14 anos, as principais causas são lesões por causa de afogamento e de acidentes de trânsito.

O relatório ainda alerta que se nada for feito urgentemente para reverter essas tendências, 56 milhões de crianças de menos de 5 anos morrerão até 2030. Dessas, metade será recém-nascida.

Apesar do cenário e das projeções preocupantes, entre 1990 e 2017, houve redução da mortalidade infantil no conjunto dos dados globais. A taxa de mortalidade na faixa etária até 5 anos caiu de 93 para 39 mortes para cada mil nascidos vivos. Entre os bebês, no período neonatal (até 28 dias), a taxa caiu de 37 para 18 mortes para cada mil nascidos vivos.

A mortalidade entre as crianças de mais de 5 anos e os adolescentes com menos de 15 anos caiu de 15 para 7 entre cada mil pessoas na faixa etária.

Desigualdade

Mesmo com avanços globais, persistem desigualdades. A OMS salienta que há diferenças regionais nas principais causas de morte na infância e adolescência. “O risco de uma criança morrer na África Subsaariana é 15 vezes maior do que na Europa”. Metade das mortes nessas fases da vida ocorreu naquela região africana e 30% no sul da Ásia.

“Um bebê nascido na África Subsaariana ou no sul da Ásia tem nove vezes mais chances de morrer durante o primeiro mês que um bebê nascido em um país de alta renda”, compara a OMS.

A taxa de mortalidade de menores de 5 anos na África Subsaariana é mais de quatro vezes maior do que na América Latina e Caribe: 76 crianças mortas prematuramente em cada grupo de mil nascidos vivos e 18 crianças mortas em mil nascidos vivos, respectivamente.

Países falantes da língua portuguesa

Também hoje, o boletim ONU News informou que o Brasil foi o país de língua portuguesa onde houve maior redução da mortalidade de crianças com menos de 5 anos entre 1990 e 2017.

Nesse período, a taxa de mortalidade caiu de 63 para 15 em cada mil nascidos vivos. Uma média de redução da taxa de mortalidade de 5,4% a cada ano, queda mais acentuada do que a de Portugal (5,1% a cada ano), que em 2017 tinha uma taxa de mortalidade que equivalia quase à metade da brasileira: 8 para cada mil nascidos vivos. Os dados são do relatório Níveis e Tendências de Mortalidade Infantil, publicado pela ONU em Genebra (Suíça).

A mortalidade infantil, assim como a longevidade, é um dos indicadores de saúde utilizados para calcular o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). O Brasil (79º) está quase 40 posições atrás de Portugal (41º) no IDH.

Segundo a ONU, as condições da infância no Brasil e Portugal são melhores que nos demais falantes da língua portuguesa. Em 2017, morreram 17 crianças até 5 anos em cada mil em Cabo Verde; 32 crianças em cada mil em São Tomé e Príncipe; 42 em cada mil em Moçambique e 48 crianças em cada mil no Timor-Leste. No ano passado, Angola teve 81 mortes em cada grupo de mil e Guiné-Bissau teve 84 mortes em cada mil.

Fonte: Agência Brasil