MEC aponta que alunos deixam ensino fundamental com desempenho pior do que entraram

Levantamento demonstra que mais da metade dos estudantes do 9º ano estão em níveis insuficientes de aprendizagem

Em média, estudantes deixam o ensino fundamental com desempenho pior do que entraram no Brasil. É o que demonstra os resultados das avaliações do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Ministério da Educação (MEC). As provas que avaliam os estudantes de escolas públicas em língua portuguesa e matemática mostram que os estudantes chegam a um nível maior de aprendizagem nas disciplinas no 5º ano do que no 9ª ano, quando deixam o ensino fundamental.

Os resultados mostram que, quando fazem a avaliação no 5º ano, os estudantes ficam em média no nível quatro de proficiência, tanto em língua portuguesa quanto em matemática – em uma escala que vai de zero a dez em português e de zero a dez em matemática. De acordo com os critérios do MEC, no nível quatro, os estudantes aprenderam o básico em ambas disciplinas.

No 9º ano, o resultado piora. Em média, os estudantes estão no nível três, tanto em língua portuguesa quanto em matemática, o que significa que não alcançaram nem mesmo o nível básico e tiveram uma proficiência insuficiente. Nessa etapa, a escala vai até oito em português e nove em matemática, mas os critérios do MEC para classificar a aprendizagem como suficiente permanecem os mesmos.

Trajetória

Em média, os estudantes do 5º ano obtiveram 215 pontos em língua portuguesa em 2017 e 224 pontos em matemática. Os números apresentam aumento em relação à avaliação anterior, em 2015, quando as pontuações foram respectivamente 208 e 219. Os resultados do 5º ano melhoram a cada ano desde 2003 tanto em português quanto em matemática.

No 9º ano, as médias crescem a ritmo mais lento, desde 2007 em português e desde 2015 em matemática. A média passou de 252 para 258 em língua portuguesa de 2015 para 2017 e de 256 para 258 no mesmo período em matemática.

No 5º ano, cerca de 58% dos municípios que participaram da avaliação tiveram média inferior à nacional em português e 56% tiveram média inferior à brasileira em matemática. No 9º ano, essa porcentagem aumenta, cerca de 63% dos municípios ficaram abaixo da média em português e 61% em matemática. A etapa de ensino é ofertada majoritariamente pelas redes municipais. Esses municípios estão concentrados principalmente nas regiões Norte e Nordeste.

Ministério da Educação

Na avaliação do MEC e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela avaliação no ensino fundamental há avanços, sobretudo no 5º ano, em ambos os componentes avaliados. A pasta reconhece que no 9º ano, “os avanços foram menores”.

Os resultados são do Saeb, aplicado em 2017 aos estudantes do 5º e do 9º ano do ensino fundamental de escolas públicas, além dos estudantes do último ano do ensino médio de escolas públicas de forma censitária e para estudantes de escolas particulares de forma amostral. Cerca de 77% dos estudantes participaram das provas, totalizando cerca de 5,5 milhões de alunos de 73 mil escolas.

Fonte: Correio do Povo

 

Notas dos alunos no Ensino Fundamental;

Desempenho dos municípios gaúchos no Saeb 2017

Fonte -Tabelas – GZH /Reprodução

 

Estudo desenvolvido no curso de Engenharia de Produção fará parte de livro

Artigo intitulado “Estudo do processo de pintura em uma metalúrgica” é de autoria das recém-graduadas engenheiras de produção Ana Maria Sipp Machado, Andriele Luft e Patrícia Stefan de Carvalho

Um estudo sobre o processo de pintura em uma metalúrgica, realizado durante o curso superior em Engenharia de Produção da Setrem, foi selecionado para incluir o livro “Gestão da Produção”, organizado pela editora Poisson, de Belo Horizonte (MG). O critério de seleção foi baseado na relevância do artigo na temática proposta, bem como a contribuição que ele pode oferecer para alunos de graduação, pós-graduação e pesquisadores na área.

O artigo intitulado “Estudo do processo de pintura em uma metalúrgica” é de autoria das recém-graduadas engenheiras de produção Ana Maria Sipp Machado, Andriele Luft e Patrícia Stefan de Carvalho, sob a orientação dos docentes Loana Wollmann Taborda e Junior R. da Silva, desenvolvido na disciplina de Prática II. “A proposta desta disciplina prática é entrar em uma empresa real e apresentar soluções viáveis, na área da engenharia, para um problema real”, comenta Loana.

O grupo acompanhou o processo de pintura em pó de uma metalúrgica da região e verificou a necessidade da empresa. “Propomos a adequação do processo de pintura em pó para a obtenção da aprovação do teste salt spray 360 horas. Foi solicitada a pintura de algumas peças dos processos. Estas peças foram levadas até um laboratório onde foram feitos os testes de grade e cura, para verificar a eficiência dos processos adotados pela empresa”, explica Ana Machado.

Após a aplicação dos testes, elas verificaram que a metalúrgica, mesmo com o processo inverso, passou nos testes de cura e de grade. Por outro lado, a tinta apresentou um problema de formar caminhos e algumas sujeiras na peça. As engenheiras sugeriram, então, algumas melhorias no processo. “O problema pode ser evitado com a aplicação das sugestões de limpeza do primeiro tanque de banho, que acumula na sua superfície o óleo das peças de banhos anteriores. E as sujidades podem ser evitadas com a utilização de um tecido aderente que faria a limpeza das peças antes do processo de pintura”, revela Ana.

*Setrem

Passe livre estudantil está com inscrições abertas para o segundo semestre

A Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Crissiumal-SMEC abriu as inscrições e renovações para o Programa Passe Livre Estudantil, referentes ao segundo semestre de 2018.

Os estudantes que utilizam transporte para estudar em outros municípios deverão comparecer no Setor de Transporte Escolar, em anexo à SMEC, para efetuar a sua inscrição, de segunda a sexta-feira, no horário das 7h30min às 11h30min e das 13h30min às 17h30min.

As inscrições ocorrerão até o dia 15 de setembro. Maiores informações poderão ser adquiridas junto à Secretaria.

 

Por: Andréia Cristina Queiroz – Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Crissiumal

Acadêmicas da Setrem desenvolvem projeto de palmilha com aquecimento elétrico

Estudo desenvolvido no curso de Engenharia de Produção fará parte de um e-book, o qual será lançado em novembro de 2018

FOTO: EDUARDO ERTHAL/SETREM

Com o frio intenso e rigoroso da região Sul, manter os pés aquecidos não é tarefa fácil. Pensando nisso, as acadêmicas Amanda Kretschmer e Eva Raquel Neukamp, do curso superior de Engenharia de Produção da Faculdade Três de Maio – Setrem, desenvolveram um projeto de uma palmilha com sistema de aquecimento elétrico. A ideia surgiu durante a disciplina de Projeto de Produto, ministrada pela docente Loana Wollmann Taborda.

Amanda explica que a palmilha terá em sua base uma resistência revestida de EVA. A resistência será conectada a uma bateria de celular, através de um fio de cobre que, por sua vez, fará o transporte da energia, conectando a bateria ao interruptor. Um interruptor possibilitará o acionamento do sistema. “Para recarregar a bateria, ela deverá ser alocada no carregador que será o próprio celular. Após colocar a bateria no carregador, este deverá ser plugado em uma tomada com tensão de 110V ou 220V”, completa a acadêmica.

O objetivo deste produto, de acordo com as acadêmicas, é possibilitar o conforto térmico e melhorar a qualidade de vida das pessoas. “Com o uso da palmilha com sistema de aquecimento, o consumidor terá o auxílio de um produto que funcionará como facilitador no aquecimento corporal, visto a importância para o bom funcionamento das funções fisiológicas e bioquímicas”, acredita Amanda.

O projeto foi publicado no Encontro Mineiro de Engenharia de Produção (Emepro) de 2016 e chamou a atenção da editora Atena, a qual convidou o estudo para fazer parte do e-book “A Engenharia de Produção na Contemporaneidade”, com previsão de lançamento em novembro de 2018. “Acreditamos que o convite para publicação se justifica pela elaboração do projeto bem sustentado bibliograficamente e por tratar-se de um produto inovador, no qual os consumidores possam desenvolver suas atividades diárias sem sentir frio excessivo nos pés, mantendo a agilidade e bom rendimento nos afazeres”, comenta Amanda.

Fonte: Setrem

Pronatec oferece cursos de capacitação profissional de graça

O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, o Pronatec Oferta Voluntária, está com inscrições abertas para cursos gratuitos de capacitação profissional.

Só neste ano mais de 3 milhões de vagas foram disponibilizadas. Dentre as possibilidades, estão cursos de espanhol, inglês e Língua Brasileira de Sinais (Libras) básicos, formação para agente comunitário de saúde, promotor de vendas, desenhista de construção civil, representante comercial, assistente administrativo, recepcionista, vendedor, balconista de farmácia, entre outros.

Os cursos de formação inicial e continuada (FIC) são para aquelas pessoas que têm o ensino fundamental incompleto. Com o foco em áreas específicas, eles duram de três a cinco meses e podem ser feitos nas modalidades presencial ou Ensino a Distância (EaD), com certificado ao final.

Já os cursos técnicos são para quem concluiu o ensino médio. As aulas podem ter duração de um a dois anos e o aluno obtém habilitação técnica de nível médio, com certificado reconhecido em todo o território nacional.

Lembrando que todos os cidadãos brasileiros maiores de 15 anos podem participar gratuitamente dos cursos. Para se inscrever, acesse portal.mec.gov.br/pronatec.

Reportagem, Cintia Moreira

Boa Vista do Buricá terá Festival Estudantil de Música em outubro

Estudantes de toda a região poderão participar. Inscrições vão até 15 de setembro.

Para valorizar e promover a produção musical, bem como incentivar novos talentos no município e região, a Prefeitura de Boa Vista do Buricá, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Desporto, Lazer e Turismo, e Secretaria de Educação, realiza no dia 19 de outubro de 2018 o Festival Estudantil de Música.

Poderão se inscrever no Festival todos os estudantes do ENSINO FUNDAMENTAL, ENSINO MÉDIO, de EDUCAÇÃO ESPECIAL e UNIVERSITÁRIOS, regularmente matriculados em instituições de ensino do município e região.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas até o dia 15 de setembro de 2018, junto à Prefeitura Municipal no setor de Cultura. Cada participante deverá preencher a ficha de inscrição, anexando um vídeo com sua apresentação musical e também seu atestado de frequência escolar.

A disputa é dividida em três categorias: Infanto-juvenil (até 14 anos); Livre (acima de 14 anos) e Educação Especial (alunos de Escola de Educação Especial, independente de idade). Serão pré-selecionados através dos vídeos até 30 participantes (10 em cada categoria) para se apresentarem ao vivo no festival. Haverá premiação para o 1º, 2º e 3º lugar em cada categoria e também para a instituição de ensino que mobilizar mais participantes.

O Regulamento completo, bem como a Ficha de Inscrição estão disponíveis para download no site do município boavistadoburica.rs.gov.br ou nos links abaixo:

http://www.metropole1070.com.br/site/wp-content/uploads/Regulamento-Festival-Estudantil-de-Música-de-BOA-VISTA-DO-BURICÁ-2018.pdf

http://www.metropole1070.com.br/site/wp-content/uploads/Ficha-de-Inscrição-Festival-Estudantil-de-Música-Boa-Vista-do-Buricá-2018.docx

Dúvidas e maiores informações pelo e-mail: imprensaburica@gmail.com ou telefones (55) 3538-1155 – Ramal 33 ou WhatsApp (55) 9 8454-9511.

O Festival Estudantil de Música será realizado na quadra em frente à Prefeitura e irá marcar a abertura do Primavera de Arte, evento que de 19 a 21 de outubro terá várias atrações culturais como apresentações de teatro, Feira do Livro com lançamento de obras de autores locais, artesanato, oficinas, exposições fotográficas, além de apresentação de talentos locais e também atrações regionais.

Por: Débora Thomaz/Assessoria de Imprensa – P.M. Boa Vista do Buricá

Brasil tem cerca de 38 milhões de analfabetos funcionais

Grupo tem muita dificuldade de entender e se expressar por meio de letras e números

Foto: USP Imagens / Divulgação

Os preços das ervas, temperos, cebolas e limões na barraca da feirante Onorina Quixobeira da Silva, de 62 anos, são redondinhos: R$ 1, R$ 2, R$3, e por aí vai. Nada de centavos. Quanto menos números, melhor. É contando nos dedos que sai o troco do freguês: só assim ela consegue identificar os números nas notas correspondentes e fazer a venda correta.

“Muitas vezes me atrapalho e tenho de começar a contar de novo”, diz ela. Três em cada dez jovens e adultos de 15 a 64 anos no País – cerca de 38 milhões de pessoas – são considerados analfabetos funcionais. Esse grupo tem muita dificuldade de entender e se expressar por meio de letras e números em situações cotidianas, como fazer contas de uma pequena compra, identificar as principais informações em um cartaz de vacinação ou calcular o custo de uma conta. Há dez anos, a taxa de brasileiros nessa situação está estagnada, como mostra o Indicador do Alfabetismo Funcional (Inaf).

O estudo, feito pelo Ibope Inteligência, é desenvolvido pela ONG Ação Educativa e pelo Instituto Paulo Montenegro. Segundo o indicador, 29% dos brasileiros são considerados analfabetos funcionais. Deste total, 8% são analfabetos absolutos (aqueles que não conseguem ler palavras e frases). Outros 21% estão no nível considerado rudimentar (não localizam informações em um calendário, por exemplo).

Em 2009, 27% dos brasileiros eram considerados analfabetos funcionais – o índice se repetiu em 2011 e 2015, os outros anos em que o Inaf foi divulgado. Apesar do pequeno aumento, estatisticamente esse movimento é considerado de estabilidade, segundo os coordenadores do estudo, uma vez que a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos porcentuais.

Diferentemente de outras pesquisas que medem o analfabetismo na população, o indicador faz entrevistas domiciliares e aplica um teste específico, com questões que envolvem a leitura e interpretação de textos do cotidiano (bilhetes, notícias, gráficos, mapas, anúncios, etc.) e classifica a habilidade em cinco níveis de proficiência.

A taxa de analfabetismo calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por exemplo, mostra estagnação do analfabetismo absoluto no País, com 7% das pessoas (11,5 milhões) acima de 15 anos sem saber ler ou escrever. “O indicador tem como objetivo medir o quanto o brasileiro consegue entender e se fazer entendido dentro de uma sociedade letrada. Infelizmente, estamos estagnados há muitos anos em um patamar muito preocupante”, diz Ana Lucia Lima, coordenadora do Inaf.

Sobre os analfabetos absolutos, a variação entre 2015 e este ano é de 4 para 8 – não é possível determinar que houve aumento, segundo os autores, por estar no limite da margem de erro. Mas indica que a curva não é mais de queda nesse grupo. “Estamos vendo uma mudança nessa tendência, o que é coerente com a queda de investimentos que tivemos no País nos últimos anos na alfabetização de adultos”, diz Roberto Catelli Júnior, da Ação Educativa.

O Plano Nacional de Educação, de 2014, prevê erradicar o analfabetismo absoluto até 2024. A feirante Onorina, que começou a trabalhar na roça aos 9 anos, em Maceió, teve de abandonar a sala de aula na 4ª série para ajudar nas finanças de casa. “Lá não tinha água nem energia elétrica.” Em São Paulo, teve 5 filhos. Todos terminaram o ensino médio. Na feira, um deles ajuda Onorina com o controle do caixa. Outros três cursaram as faculdades de Direito, Enfermagem e Física e trabalham nas respectivas áreas.

“Minha filha só conseguiu ir para a faculdade porque teve bolsa.” Iniciado em 2001, o indicador mostra que o total de brasileiros de 15 a 64 anos que chegaram ao ensino médio aumentou de 24% para 40% e ao ensino superior, de 8% para 17%. Apesar de a população ter mais anos de estudo, o índice daqueles que são plenamente capazes de se comunicar pela linguagem escrita permanece inalterado no mesmo período, com só 12% da população no nível proficiente.

Segundo a pesquisa, entre os que terminaram o ensino médio, 13% são analfabetos funcionais e, no ensino superior, eles são 4% do total. A pesquisa mostra ainda um tímido avanço na diminuição de analfabetos funcionais entre os brasileiros mais jovens. Na faixa etária de 15 a 24 anos, estão os melhores resultados, com 12% sendo considerados analfabetos funcionais e 16% proficientes. “Entre os mais jovens temos mais gente que foi à escola por mais anos. Vemos uma melhora, mas ainda não pode ser comemorada porque apenas 16% termina os estudos com a plena capacidade de se comunicar. Não podemos nos iludir de que isso vai nos fazer uma sociedade mais justa”, alerta Ana Lucia.

 

Fonte: Correio do Povo

Inscrições abertas para curso de Comunicação e Moda na Setrem

Para quem busca analisar o desenvolvimento da moda através da comunicação e das diferentes linguagens visuais, a Setrem está com inscrições abertas para o curso de Comunicação e Linguagem de Moda. Com carga horária de 76 horas, ele acontece de 8 de agosto a 12 de dezembro, no turno da noite, no Campus Setrem.

O investimento é de R$ 1.148,83 à vista ou em até 6x de R$ 191,47. Egressos e acadêmicos da Setrem possuem desconto especial. A inscrição pode ser realizada no site setrem.com.br/cursosfic até 7 de agosto. Mais detalhes disponíveis no e-mail corporativo@setrem.com.br ou no fone (55) 3535-4603.

Metade dos professores no país não recomenda a própria profissão

Foto: Arquivo Agência Brasil

No Brasil, metade dos professores não recomendaria a um jovem se tornar educador, por considerar a profissão desvalorizada, revela a pesquisa Profissão Docente, iniciativa da organização Todos Pela Educação e do Itaú Social.

De acordo com o levantamento feito pelo Ibope Inteligência em parceria com a rede Conhecimento Social, a maioria (78%) dos professores disse que escolheu a carreira principalmente por aspectos ligados à afinidade com a profissão. Entretanto,  33% dizem estar totalmente insatisfeitos com a atividade docente e apenas 21% estão totalmente satisfeitos.

Durante a pesquisa, foram entrevistados 2.160 profissionais da educação básica em redes públicas municipais e estaduais e da rede privada de todo o país, sobre temas como formação, trabalho e valorização da carreira. A amostra respeitou a proporção de docentes em cada rede, etapa de ensino e região do país, segundo dados do Censo Escolar da Educação Básica (MEC/Inep).

Para o diretor de políticas educacionais da organização Todos pela Educação Olavo Nogueira Filho, os dados são preocupantes. Ele reforçou a necessidade de repensar a valorização da carreira dos professores brasileiros. “Há bastante tempo conhecemos o desafio da desvalorização docente, da falta de prestígio em relação à carreira, mas acho que os novos dados chegam para reforçar e, mais uma vez, mostrar que temos um longo caminho a ser trilhado na educação, no que diz respeito à valorização da carreira”, afirmou.

Formação

Os docentes apontam como medidas mais importantes para a valorização da carreira, a formação continuada (69%) e a escuta dos docentes para a formulação de políticas educacionais (67%). Eles consideram urgente a restauração da autoridade e o respeito à figura do professor (64%) e o aumento salarial (62%).

Para o diretor Nogueira Filho, os números passam relevante mensagem no sentido de desmistificar o senso comum, que coloca a questão salarial como o principal problema para a carreira docente no país.

“O debate, de modo geral, tem colocado ênfase, de maneira quase isolada, na questão salarial. E, de fato, esse ponto surge no conjunto das principais medidas que as pessoas entendem como importantes para valorizar a carreira, mas não aparece na pesquisa como fator principal. Acho que isso traz uma questão importante sobre a discussão da valorização], que precisa ir além da questão do salário.”

A remuneração média dos professores no Brasil atualmente, segundo a pesquisa, é de R$ 4.451,56. A maioria dos docentes (71%) tem a profissão como principal renda da casa e 29% afirmam ter outra atividade como fonte de renda complementar.

Segundo a pesquisa, um em cada três professores tem contrato com carga horária de menos de 20 horas semanais, o que pode ter impacto na renda e no cumprimento de um terço da carga horária, prevista na Lei do Piso do Magistério para atividades extraclasse. Pelo menos 58% dos professores afirmam ter tempo remunerado fora da sala de aula. Contudo, somente cerca de 30% dos docentes dispõem de aproximadamente ou mais de um terço da carga horária para planejamento de aula.

Políticas públicas

Os professores ouvidos pela pesquisa consideram que é papel das secretarias de Educação oferecer oportunidades de formação continuada (76%), mas não concordam que programas educacionais, como um todo, estejam bem alinhados à realidade da escola (66%). Apontam a falta um “bom canal de comunicação” entre a gestão e os docentes (64%), e dizem que não há envolvimento dos professores nas decisões relacionadas às políticas públicas (72%). Também consideram aspectos ligados à carreira mal atendidos, como o apoio à questões de saúde e psicológicas (84%) e ao salário (73%).

Falta de confiança

Para o diretor de políticas educacionais da organização Todos pela Educação Nogueira Filho, os dados mostram que a falta de confiança entre o professor e as secretarias estaduais e municipais de educação é outro desafio a ser enfrentado. “Uma parcela significativa dos professores diz não acreditar que a secretaria tem lançado mão de políticas que tenham aderência à sua escola e, mais do que isso, mostram descrença com relação ao próprio compromisso da secretaria para com a aprendizagem dos alunos”.

O governo federal anunciou, em fevereiro deste ano, o aporte de R$ 1 bilhão para a Política Nacional de Formação de Professores, com objetivo de financiar 190 mil vagas em três diferentes iniciativas para formação docente: o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid), o Programa de Residência Pedagógica e a Universidade Aberta do Brasil (UAB).

“São políticas que apontam no sentido correto e desejável, mas, considerando o tamanho do desafio, é razoável dizer que são insuficientes para, de fato, reverter o cenário que a pesquisa traz no que diz respeito à valorização da profissão, das estruturas da carreira e a qualidade da formação, tanto do ponto de vista inicial quanto continuado”, disse.

O diretor ressaltou a necessidade de mudança estrutural na formação inicial dos docentes. Na sua opinião, o governo federal pode ter papel importante na indução de melhorias a partir da criação de parâmetros de estruturação de carreira que possam ser seguidos pelas secretarias de educação.

Procurados pela reportagem, o Ministério da Educação e o Conselho Nacional de Secretários da Educação (Consed) não se manifestaram até o momento de publicação da matéria.

Fonte: Agência Brasil

Trabalhadores podem sacar abono salarial a partir de hoje (26)

Começa nesta quinta-feira (26) o pagamento do abono salarial PIS-Pasep calendário 2018-2019 (ano-base 2017). No caso do PIS, o pagamento será para trabalhadores da iniciativa privada nascidos em julho, e no do Pasep é para servidores públicos com final da inscrição 0.

O valor do abono varia de R$ 80 a R$ 954, dependendo do tempo em que a pessoa trabalhou formalmente em 2017.

Tem direito ao abono quem recebeu, em média, até 2 salários mínimos mensais com carteira assinada e exerceu atividade remunerada durante, pelo menos, 30 dias em 2017. É preciso ainda estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos 5 anos e ter os dados atualizados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Será retomado também nesta quinta o pagamento do abono salarial PIS/Pasep ano-base 2016. O governo decidiu prorrogar o período para saques do abono salarial PIS/Pasep ano-base 2016 até 30 de dezembro.

Tabela PIS 2018-2019 (Foto: Reprodução)

Tabela Pasep 2018-2019 (Foto: Reprodução)

De acordo com o calendário, quem nasceu nos meses de julho a dezembro receberá o benefício ainda no ano de 2018. Já os nascidos entre janeiro e junho receberão no primeiro trimestre de 2019. Em qualquer situação, o recurso ficará à disposição do trabalhador até 28 de junho de 2019, prazo final para o recebimento.

Trabalhadores da iniciativa privada retiram o dinheiro na Caixa Econômica Federal, e os servidores públicos, no Banco do Brasil. É preciso apresentar um documento de identificação e o número do PIS/Pasep.

A estimativa é de que sejam destinados R$ 18,1 bilhões a 23,5 milhões de trabalhadores.

Valor depende dos meses trabalhados

O valor do abono é associado ao número de meses trabalhados no exercício anterior. Portanto, quem trabalhou um mês no ano-base 2017 receberá 1/12 do salário mínimo. Quem trabalhou 2 meses receberá 2/12 e assim por diante. Só receberá o valor total quem trabalhou o ano-base 2017 completo.

Para saber se tem direito e como sacar

Para sacar o abono do PIS, o trabalhador que possuir Cartão do Cidadão e senha cadastrada pode se dirigir aos terminais de autoatendimento da Caixa ou a uma casa lotérica. Se não tiver o Cartão do Cidadão, pode receber o valor em qualquer agência da Caixa, mediante apresentação de documento de identificação.

Informações sobre o PIS também podem ser obtidas pelo telefone 0800-726-02-07 da Caixa. O trabalhador pode fazer uma consulta ainda no site www.caixa.gov.br/PIS, em Consultar Pagamento. Para isso, é preciso ter o número do NIS (PIS/Pasep) em mãos.

Os servidores públicos que têm direito ao Pasep precisam verificar se houve depósito em conta. Caso isso não tenha ocorrido, precisam procurar uma agência do Banco do Brasil e apresentar um documento de identificação. Mais informações sobre o Pasep podem ser obtidas pelo telefone 0800-729 00 01, do Banco do Brasil.

Prorrogado prazo do PIS/Pasep ano-base 2016

O novo prazo para saques do abono salarial PIS/Pasep ano-base 2016 começa nesta quinta e se estende 2016 até 30 de dezembro. Este é o terceiro ano consecutivo em que ocorre prorrogação. Segundo o governo, a nova prorrogação atende pedido dos representantes dos trabalhadores no Codefat.

Mais de 2,2 milhões de pessoas ainda não resgataram o recurso – elas representam cerca de 9% do total e a quantia disponível chega a R$ 1,6 bilhão, segundo o Ministério do Trabalho.

O valor ainda disponível chega a R$ 1,44 bilhão.

Se não for sacado, o valor retornará para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para pagamento de seguro-desemprego e do abono salarial do próximo ano.

 Fonte: G1